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27 de out de 2006

O.M. AÏVANHOV – 27 de outubro de 2006



DO SITE AUTRES DIMENSIONS.


Bem, caros amigos, estou extremamente contente por reencontrá-los como de hábito, e eu diria, mesmo, que nós nos vemos, muito frequentemente, efetivamente, nesse momento.
Então, se vocês têm, obviamente, sempre, questões complementares em relação à sua própria evolução pessoal, dar-me-á prazer a elas responder, mas, também, se vocês têm questões de ordem mais geral.

Questão: pode ser útil trabalhar no mundo político?

Então, cara amiga, vou responder-lhe em dois níveis: a política é um jogo, eu diria, de enganos e de trapaça monumental, na escala da humanidade, não, unicamente, neste país.
Disso, é preciso estar consciente, porque jamais nada poderá mudar através da política, contrariamente ao que todo mundo parece crer, na superfície deste planeta.
A política é apenas um jogo de enganos e uma trapaça que permite a indivíduos tomar o poder em períodos diferentes, mas que têm, todos, o mesmo objetivo, ou seja, o poder e, absolutamente, exceto uma extrema minoria, não o bem estar da humanidade.

Talvez, para você, seus objetivos sejam profundamente diferentes, mas, entretanto, você não escapa dessa lógica dos homens políticos.
Então, agora, sua ação política, no que lhe concerne, eu lhe responderia que ela pode ser útil, ao mesmo tempo estando consciente, obviamente, do que eu chamo um jogo de enganos.
Portanto, você pode empreender, você, no que lhe concerne, essa ação política, se tal é o que sua alma sente e deseja, porque ela terá, de qualquer modo, uma utilidade nessa política inútil.

Questão: como ajudar alguém em dificuldade?

A resposta que eu lhe dou não é específica a essa pessoa.
É preciso, primeiro, tentar compreender porque se quer ajudar o outro, isso é extremamente importante.
Será que a ajuda é ligada a um sentimento, eu diria, de compaixão?
Será que é a impressão de que o sofrimento do outro é nosso sofrimento?
A maior parte dos seres humanos que querem ajudar o outro o faz porque eles têm necessidade de desempenhar o papel que vocês chamam de salvador, e, mais, o papel de heróis, em relação a essa pessoa e, frequentemente, é uma satisfação do ego.

Por vezes, é porque se tem a impressão de que, quando se ajuda o outro, ajuda-se o que se poderia viver, também, ou que já se viveu.
Então, por simpatia, por sintonia, por compaixão, faz-se isso.

A melhor ajuda que se pode fornecer, qualquer que seja a pessoa, é, já, tentar compreender, de maneira formal, porque se quer ajudar essa pessoa e não decidir «eu vou ajudar essa pessoa», sem saber porque se tem tal ação.
Uma vez que se tenha colocado o porque da ajuda que se quer aportar, convém, efetivamente, definir que a ajuda que é esperada não é, necessariamente, o que se compreende, nós, da situação do exterior.

Então, é preciso ser extremamente prudente, e não propor coisas que nada têm a ver com o que é esperado pelo outro, se é que ele espera uma ajuda.

Então, o problema da ajuda é, ao mesmo tempo, extremamente complexo e extremamente simples: a melhor ajuda que se pode dar é aportar, obviamente, toda a Luz e o amor que está em si para o outro.
O mais importante é não orientar o outro em função de suas visões pessoais, em função do que você crê ser correto, porque o que é correto para você, a um dado momento, não é, talvez, correto para o outro, no momento em que você dá o conselho.

Então, a noção de conselho e de ajuda não deve, jamais, ser tingida com seu próprio julgamento ou seu próprio pensamento porque, naquele momento, não está em conformidade a um respeito de regras e de leis espirituais.
Isso é extremamente importante a compreender, é algo, mesmo, de fundamental.

A maior parte dos seres humanos mistura-se, geralmente, com quem não os olha e pensam aportar uma ajuda a alguém, enganando-se, grandemente, porque aportam uma ajuda em função do que eles teriam feito nessa situação.

Então, exceto o caso extremo de compaixão, no qual se pode apenas aportar essa compaixão, essa Luz e esse amor (ou experiência vivida, exatamente ao idêntico, na qual, aí, pode-se aportar o que, para nós, foi correto, a um dado momento, mas que não será, talvez, correto para essa pessoa), é um problema extremamente difícil querer ajudar alguém.

É perfeitamente louvável querer socorrer o outro, mas atenção: socorrendo o outro para não interferir na liberdade de escolha e na liberdade espiritual do outro.
Isso é extremamente importante.

Então, o único modo de não afastar-se das regras e das leis espirituais é aportar a compaixão e uma ajuda que eu qualificaria de discreta.
Aí está o que é, certamente, a coisa a mais importante.

Questão: diz-se, por vezes, que, no casamento, deve-se dar-se um ao outro?

São palavras que me fazem estremecer.
Se se dá ao outro, isso se chama um sacrifício, isso não se chama um contrato e uma união recíproca.
A doação do outro, a doação ao outro é algo que se chama um sacrifício e não diferentemente.

Jamais lhes foi dado, pedido, nem nas escrituras, nem no que se chama o casamento, para dar-se ao outro.
O importante é que o casamento é um contrato, assim como outro contrato: o contrato une duas pessoas, não para o melhor e para o pior, mas para respeitar certo número de compromissos.

O primeiro dos compromissos não é a noção de doação, o primeiro dos compromissos é a noção de respeito da pessoa, respeito que vai até respeitar a liberdade na união.
Em caso algum é necessário considerar a noção de sacrifício, porque quem diz sacrifício diz, também, noção de inferioridade de algo em relação ao outro.

Ora, os contratos devem unir duas pessoas de mesmo nível e deve ser considerado como uma troca.
A palavra comunhão, ao nível de discursos religiosos, parece-me, eu diria, a mais indicada, é uma comunhão à mesma Fonte, é uma troca e uma ocasião de crescer juntos, mas, absolutamente, não para considerar como uma noção de doação ao outro.

O contrato de doação de um ao outro corresponde a uma anulação da individualidade, o que é contrário aos princípios espirituais elementares de Divindade do ser humano.

Ontem, parece-me, nós vimos a noção de fusão.
Um casal não é fusional.
Ele pode ser fusional durante certo tempo, mas o melhor dos contratos é a harmonia, o crescimento espiritual de um e do outro, o crescimento pessoal de um e do outro, no respeito e na liberdade do outro.

Ora, se se dá ao outro, recusa-se a própria liberdade.
Ora, a união não é a ausência de liberdade, bem ao contrário, é a maior liberdade, liberdade espiritual, liberdade de alma.
Então, ao nível da terceira dimensão, há cinquenta mil anos, o casamento era o meio de estabelecer um contrato diante dos homens e diante de Deus, ou seja, isso obrigava o ser humano a respeitar certo número de coisas e a reconhecer um compromisso (não uma doação, mas um compromisso recíproco).
Isso era fundamental.
E, obviamente, o casamento é algo de específico, que existe apenas nessa dimensão.

Nas dimensões superiores, isso não é, absolutamente, concebível, porque o contrato é passado, diretamente, entre dois seres, sem ter por testemunha nem Deus, nem a religião e nem os outros seres humanos.
E porque não há necessidade de autenticar, pelo exterior, o contrato, o contrato é automático, através do olhar, através de uma vibração, e isso basta.

Mas, infelizmente, em sua dimensão, isso não é realizável, porque o ser humano não possui a constância necessária para honrar esse contrato durante um tempo suficientemente longo.
Portanto, ele tem necessidade de rememorar-se de que está unido ao outro.

A noção de casamento é um contrato como outro, que une dois seres.
Há contratos de alma a alma, há contratos entre irmãos e irmãs, há contratos entre a Terra e cada ser humano que nasce sobre esta Terra.
O ser humano não respeita, frequentemente, seus contratos porque, a partir do momento em que se toma encarnação nesse Sistema, toma-se encarnação em uma dimensão e em um ser vivo que é a Terra, que se deve respeitar e que não se respeita, jamais.
Então, o ser humano não é um homem de palavra, então, ele se inventou regras e procedimentos para forçar-se, de algum modo, a manter um contrato.

Dois seres que se amam são seres livres, eles não têm necessidade de contrato para amar-se, eles não têm necessidade de um contrato para forçar-se.
Então, idealmente, espiritualmente, tal como é apresentado por algumas religiões e por algumas ideologias, o casamento é uma festa que consagra a união de dois seres, que consagra a doação de um ao outro e do outro ao um, mas a doação de quê?
A doação do corpo?
A doação da alma?
A doação da personalidade?
A doação da vida?

O amor é uma doação, mas ele não tem necessidade de contrato.
A partir do momento em que vocês ritualizam o amor por um contrato, é a pior coisa que pode existir.
O amor basta-se a ele mesmo, o amor dá o amor, ele não tem necessidade de um contrato, qualquer que seja.
Vocês não têm necessidade de um padre ou pastor para comunicar-se com o Pai, vocês não têm necessidade de passar algo no dedo para estar unido àquele a quem você ama.

Então, o ser humano oficializou rituais, rituais foram introduzidos, pouco a pouco, por seres que construíram estruturas rígidas para controlar o ser humano.
O batismo não tem necessidade de um ministro, o verdadeiro batismo é aquele do Espírito Santo, ele se faz diretamente.
Vocês ritualizaram coisas que são naturais.

Vocês estão casados a partir do momento em que amam alguém, de fato, quer esse casamento dure uma vida, séculos ou um dia.

Para voltar à doação de amor, uma última coisa: é a única coisa que vocês têm a dar: é o amor à sua divindade, à totalidade da criação.

Questão: a que são devidos os fenômenos de fusão em um casal?

Tudo pode ver-se.
Há episódios fusionais vividos por casais ligados a contratos de alma, mas, geralmente, são contratos cármicos, nos quais coisas importantes devem resolver-se, para tentar queimar laços que foram demasiado fortes ou demasiado penosos.

Quando eu digo laços, eu não digo, necessariamente, laços afetivos fortes, isso pode ser assassinatos, podem ser trapaças, no sentido o mais elevado da alma.
Tudo se pode ver, mas a fusão é um processo de imaturidade afetiva e espiritual, também, de algum modo.

Bem, caros amigos, eu fiquei muito contente com todas essas questões extremamente pertinentes, e eu espero que vocês estejam enriquecidos, como eu estou enriquecido, e eu lhes aporto minha bênção e eu lhes digo, certamente, até breve.
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26 de out de 2006

O.M. AÏVANHOV – 26 de outubro de 2006



DO SITE AUTRES DIMENSIONS.


Bem, caros amigos, estou extremamente contente por reencontrá-los.
Gosto muito de poder trocar com vocês sobre as preocupações que lhes são caras.
Então, se quiserem, vamos, de imediato, começar e responder às suas questões se, todavia, vocês têm questões que lhes concernem.

Questão: qual atividade escolher para agir, o melhor possível, na sociedade?

Será preciso fixar as finalidades, fixar os objetivos, fixar o que, realmente, tem-se vontade de fazer, aquilo para que se é feito, mas, também, o que se tem vontade de fazer para si mesmo, já, em um primeiro tempo, e para as pessoas com quem se vive.
Mas, também, qual é o sentido e a direção que se quer dar ao próprio trabalho, em todos os sentidos do termo.

Então, qual é, hoje, eu diria, o melhor modo de agir na humanidade?
Tentar ajudar não a humanidade – é um pouco presunçoso –, mas mas as pessoas que vão, eu diria, estar em contato, diretamente, com vocês.
E isso é válido para o conjunto de seres humanos que vocês vão encontrar, em todas as circunstâncias de sua vida.

Então, é preciso tentar encontrar seu ser interior, ou seja, sua Luz interior, sua irradiação interior, sua irradiação do divino, de maneira a estar centrado, obviamente, mas, sobretudo, estar em paz consigo mesmo, estar em uma capacidade de irradiação de Luz que é ligada a um estado de serenidade interior.

Então, qual é o melhor modo de estar nessa serenidade interior?
É, obviamente, escolher as ocupações que nos dão prazer, escolher, realmente, quando se tem a possibilidade, fazer o que se quer.
A partir do momento em que vocês estão em acordo consigo mesmos – não com os desejos da personalidade, mas com um assentimento do ser interior – vocês poderão, já, ao seu modo, ajudar a humanidade por sua própria subida vibratória.

Então, obviamente, eu não vou dizer-lhe o que você deve fazer, mas o que seria melhor fazer para si.
Em contrapartida, é evidente que você deve dirigir-se para o que vai, para você, ser, aparecer como algo de fluido, como se diz, como algo que é fácil de fazer, que não necessita de provas ou de trabalho muito, demasiado importante em relação ao resultado obtido.

É preciso ir, eu diria, nas linhas de menores resistências, é preciso, também, estar atento aos sinais que são propostos pela vida e o destino, esses sinais que podem chegar tanto à noite como de dia, através de encontros, através de palavras trocadas.
Por isso é extremamente importante, eu diria, estar à escuta do que é enviado pela vida.

A partir do momento em que se está à escuta do que é enviado pela vida, convém decidir, si mesmo, em função dessas oportunidades, em função do que se sente no interior de si, a exatidão do que deve ser vivido.
Eu não posso dizer melhor, então, agora, obviamente, se você me pergunta, as únicas precisões que eu poderia dar é que é preciso, obviamente, tentar deixar as grandes cidades; isso é extremamente importante: tentar, se possível, ir a lugares nos quais há possibilidade de ter ou montanhas, ou possibilidades de estar em pleno campo, isso é extremamente importante em um futuro bastante próximo.

É importante, também, encontrar uma ocupação que vai permitir, como eu dizia, encontrar-se centrado, encontrar-se em uma situação na qual não se seja obrigado, como vocês dizem, a esforçar-se para chegar a algo, acima de tudo, bastante irrisório.
O importante é fazer o que dá prazer, isso é muito importante.

Questão: como ajudar um casal que se separa?

É importante compreender que, no caminho da sincronia e da unidade da fluidez – que é um caminho para a ascensão dimensional – há, também, coisas que estão presentes, obviamente, e que não vão ao sentido da Luz autêntica.
Então, é fácil iludir-se.

Em contrapartida, escolher certo caminho e ir para a dificuldade é contra o que é previsto para a quinta dimensão e para a evolução espiritual.
Então, como se pode, eu diria, ajudar?

Ajudar é tentar não influenciar os outros, é fazer pesar os argumentos que vão fazer compreender que há erros que não se deve cometer.
A liberdade é imprescritível, obviamente, mas há, também, coisas importantes, ao nível da compreensão do que nos é enviado, porque, senão, nós temos coisas que acontecem, à primeira vista, pensamos que elas são para um melhor, mas elas nem sempre são, às vezes, para um melhor.
Por vezes, são provas ou testes que lhes são colocados no caminho, para ver se vocês estão suficientemente firmes em sua fé e em sua evolução para essa nova dimensão.

Então, as pessoas que são persuadidas, por um obscurecimento da alma, ou seja, pela personalidade que toma a dianteira, como vocês dizem, o ego, que toma a dianteira, é muito difícil dar marcha a ré a alguém, fazê-lo compreender seus próprios erros.
Então, os erros, às vezes, devem ser vividos, mas a consequência do erro é que isso vai entrar, eu diria, em zonas de resistência e, a partir do momento em que vocês entram em resistência, em que a vida põe-nos na resistência, é que vocês não estão, de modo algum, no sentido da fluidez e no sentido da abertura à quinta dimensão.

Então, eu não diria que seja preciso orar por essas pessoas, mas ter pensamentos de amor, pensamentos de Luz, pensamentos de lucidez que vão, certamente, ajudar, talvez, a tomar decisões e escolhas que serão, talvez, melhores do que aquelas que estão sendo tomadas.

Então, é extremamente importante não insistir para dizer «ele não deve fazer isso» porque, se vocês dizem isso, as pessoas que estão no ego serão reforçadas para fazer o que não devem fazer.
Então, o único modo é estar no silêncio e, sobretudo, enviar pensamentos de amor, pensamentos de Luz e deixar as coisas evoluírem.

Se as pessoas não estão prontas para compreender que o que elas fazem não está na Luz, necessariamente, elas irão para soluções que serão extremamente desagradáveis, mas, infelizmente, é a escolha de todo ser humano, hoje.

Questão: como superar a fusão e o ciúme em uma relação amorosa, sem romper?

É importante, quando da maturidade de uma evolução de casal, superar o nível fusional para chegar ao equilíbrio.
A fusão é algo que permite viver, com extrema força, uma noção de amor exacerbado, mas possessivo.
Depois, convém entrar em uma maturidade da relação.
O espaço fusional vai induzir um sentimento de expropriação de seu poder pessoal.

Então, para encontrar o poder pessoal, é preciso não sair da relação, porque isso seria um erro, quando há o amor real, mas é preciso afirmar, a si mesmo, o que se é.
E, para afirmar, si mesmo, o que se é, é preciso, já, encontrar o que se é, ou seja, desenvolver sua força espiritual, sua força de alma e encontrar sua dimensão interior e não crer que o outro vá aportar a dimensão interior.

O outro pode aportar a certeza da relação de ser amado, mas, em momento algum, ele pode induzir a força interior porque, isso, é algo que apenas pode vir apenas de si mesmo e isso necessita de decidi-lo, si mesmo.
O ciúme é ligado à captação do fogo.
A partir do momento em que o outro recupera o próprio fogo, o ciúme pode apenas apagar-se.
Isso se chama sair da fusão para entrar na serenidade na relação.
Dito em outros termos, é preciso cessar de alimentar a paixão com o fogo, o fogo deve alimentar você mesmo.

Questão: como conhecer a cor da alma?

A cor da alma corresponde a coisas importantes que nós podemos, efetivamente, desenvolver e dizer, mas o mais importante é que a alma deve desabrochar.
A alma deve recobrir o ego, o que quer dizer que, quando a alma nasce para a consciência, ela toma, cada vez mais, importância, e ela vai, ao nível dos casulos de Luz, recobrir e não asfixiar o ego, nem fazê-lo elevar, mas pô-lo em seu exato lugar, ou seja, não pôr o ego à frente, mas por a parte a mais exterior, o que irradia do centro, ou seja, a alma.

Os seres humanos, mesmo aqueles que revelaram a potência da própria alma, podem, sempre, enquanto a alma não está, totalmente, realizada, digamos, estar sob a influência, a um dado momento, do ego.
O ego é tudo o que vai trazê-los de volta a si mesmos, fazendo, como dizer, barreira com o que está no exterior e no ambiente.
O ego, não se esqueçam, é algo que divide, algo que separa, algo que está na negativa, algo que tem medo, enquanto a alma é apenas bondade, a alma é apenas abertura.

A partir do momento em que vocês entram nessa fluidez da alma – que corresponde à emergência, também, da quinta dimensão – vocês vão entrar em algo que é fluido, mas, enquanto não colocaram, totalmente, os pés e a totalidade de seu corpo na quinta dimensão – o que não é o caso para ninguém, ainda, mesmo se alguns se aproximam disso – há, sempre, o risco de ver o ego ressurgir.

Então, eu prefiro, efetivamente, que não se fale, jamais, do ego ou de defeitos, mas que se fale, antes, da beleza da alma, porque é isso o mais importante.
O importante não é ser de cor como isso ou aquilo, o importante é revelar isso, totalmente.
A finalidade da cor da alma é fazê-los ir para a brancura da quinta dimensão e tornarem-se almas de cor branca.

De momento, as almas coloridas representam noventa e nove por cento das almas encarnadas sobre a Terra, quer elas sejam vermelhas, verdes ou azuis, mas isso não dá o sentido do caminho.
O importante é ir para o desenvolvimento da alma, qualquer que seja a cor dela.

Questão: por que nada muda, enquanto eu o peço?

É preciso, primeiro, definir, porque dizer «eu quero fazer isso ou aquilo», isso não basta, necessariamente, para que as coisas apresentem-se, manifestem-se ou instaurem-se.
É preciso trabalhar muito mais na definição precisa do que você quer fazer.
Não é um freio, é a não definição real, concreta dos objetivos e, também, que a transformação não estava, completamente, terminada, até o presente.
Não é meu papel dizer o que você deve fazer, é preciso definir, você mesmo, precisamente, no caso, em relação a uma atividade de natureza espiritual.
Apenas decidir, realmente, o que se deseja.

É preciso, primeiro, deixar claro no interior de si.
Deixar claro no interior de si é ter, já, uma visão precisa dos objetivos, antes de definir os meios, porque a visão imediata não é uma visão dos meios.
A maior parte das pessoas não vê o objetivo, portanto, confunde o objetivo e o meio.
É preferível definir o objetivo, os meios instaurar-se-ão, depois, muito mais facilmente.
O objetivo preciso é isso: estar claro.

As pessoas, por exemplo, põem-se a trabalhar juntas, porque estão bem juntas, porque têm meios comuns, mas será que elas têm os mesmos objetivos?
Isso é extremamente importante.
Então, estar claro é, já, definir não o que se vai fazer, não o que se quer fazer, mas qual é a finalidade de porque se faz isso.
Dito em outros termos, para os seres que estão em diligência ou em abertura espiritual, o importante não é ter os meios para fazer isso ou aquilo, o importante é colocar-se, claramente, não os modos de trabalho, mas qual é a finalidade precisa do que se quer fazer.
O único objetivo, a única finalidade de toda diligência é o ser interior.
Não creiam chegar porque a atividade é mais ou menos espiritual, em seu ser interior.

Quando eu lhes digo encontrar os caminhos os menos difíceis, os menos resistentes, é porque isso lhes permitirá ter a fluidez necessária para encontrar seu ser interior, que é a verdadeira finalidade.
Então, quando eu falo de objetivo do que vocês querem fazer ao nível material, afetivo, profissional, não é colocar-se a questão do que vai resultar-lhes mais, mas, mais, efetivamente, o que se vai fazer com mais fluidez – a palavra facilidade arrisca ser mal compreendida – e, sobretudo, manter o objetivo final.
Fazer o y-king, fazer um negócio, criar uma empresa não é uma finalidade.

E, agora, eu vou poder aportar minha bênção habitual.
Então, recebam toda a minha bênção.
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18 de out de 2006

O.M. AÏVANHOV – 18 de outubro de 2006



DO SITE AUTRES DIMENSIONS.


Bem, caros amigos, estou extremamente contente por reencontrá-los e, como de nosso hábito, eu lhes aporto toda a minha bênção para começar, sobretudo, neste período que é extremamente propício para essa famosa bênção dos planos que correspondem a naturezas que estão bem além de sua dimensão, na qual vocês vivem.
De fato, nós chegamos a um período extremamente propício para a abertura de algumas portas que lhes permitirão aceder, muito mais facilmente, ao seu estado de Divindade interior.
É um período extremamente propício, até o fim deste ano, para viver isso, reforçar isso e desenvolver tudo o que faz sua Divindade em vocês, no interior de suas estruturas, no interior do que faz o que vocês são.

Obviamente, isso corresponde à ativação de algumas portas e de algumas novas vibrações, no próprio interior de suas células.
Esse processo foi iniciado graças ao Senhor do Carma, o grande mestre Orionis, que comanda os destinos, obviamente, de todo o conjunto desse Sistema Solar.

Questão: como evoluem as energias, nesse momento?

A evolução das energias, como eu já disse em numerosas reprises, desde o período do outono, corresponde a uma grande agitação elementar, ao nível do planeta e, também, força de reajustes no planeta, mas, também, obviamente, como vocês compreenderam, no interior de vocês mesmos, período no qual as coisas são recolocadas, eu diria, a zero, como vocês dizem, como expressão que corresponde a um recomeço de algo de profundamente diferente.
Um pouquinho como vocês puderam vivê-lo, para muitos seres humanos neste planeta, na abertura da quinta dimensão, na qual as coisas são aplainadas, na qual há decisões que devem ser tomadas, na qual as coisas são cortadas e na qual tudo deve recomeçar sobre novas bases.

A energia de quinta dimensão é o derramamento da energia de Melquisedeque que desce.
Obviamente, como vocês compreenderam, é uma irradiação de natureza cósmica que chega no topo do crânio, e os seres que não estão prontos para receber essa irradiação no topo do crânio, as energias não vão penetrar por esse lugar, elas vão penetrar alhures, ou seja, nos chacras abertos e, em especial, ao nível do terceiro chacra, que é ligado ao ego.

Então, haverá reforços do ego ou, então, egos vão, ainda mais, inflar-se ou, ao contrário, explodir, e ressurgimento de emoções negativas.
A energia cósmica desce, é a Luz pura, mas, de acordo com o lugar de recepção da Luz, de acordo com a possibilidade de abertura, os efeitos não são, de modo algum, os mesmos.

Questão: o que é, hoje, da mulher e do homem interiores, do yin e do yang?

Eu não compreendo.
Ou fala-se em linguagem vertical, ou seja, alinhamento de energias da personalidade com as energias da alma, caso em que eu compreendo.
Agora, se se fala ao nível da personalidade, de yin e de yang, isso quer dizer que não se superou o nível da dissociação yin/yang próprio à personalidade, que não se integrou na dimensão da alma ao nível da fusão dos hemisférios.

Então, eu não posso responder a essa questão, porque ela me parece extremamente ambígua.
Temo que haja um grau de confusão entre as duas pessoas interiores, ligadas à polaridade masculina e feminina que existem, realmente, ao nível da personalidade e, unicamente, ao nível da personalidade.
Falar, ainda, de maneira dissociada, de homens e mulheres interiores prova, simplesmente, que não se realizou a fusão das duas polaridades.

Questão: como essas energias impactam nas relações, em especial, de casal?

O nível vibratório deve exprimir-se nos diferentes componentes da vida encarnada com o acesso à quinta dimensão, ou seja, ao nível do corpo, ao nível das emoções e ao nível da alma ou do espírito.
Então, essa comunicação, quando não se faz, ela faz recair nas dores da dissociação da personalidade em masculino/feminino e algo que não é encontrado.

Mas o problema fundamental não é um problema interior, o problema fundamental não é um problema ao nível da personalidade, é um problema que tem em conta, unicamente, o aspecto vibratório da relação.
Então, essa vibração deve implementar-se na fase de sincronia, e sem passar pela recaída ao nível da personalidade.
Ela corresponde a uma sincronia de três níveis.
Se um lado preferencial é desejado pela relação, não por um dos indivíduos, seja ao nível das emoções ou ao nível da alma, do espírito, isso pode ser vivido nesse nível.
Se ela deve passar pelo corpo, ela deve passar pelo corpo.
A vibração é a mesma, qualquer que seja o apoio empregado, nesse caso.

Então, quando essa sincronia estabelece-se, as coisas parecem simples.
Não há, eu diria, tabu, não há atrito, não há ressonância de conflito possível, há, unicamente, um acordo vibratório, em todos os sentidos do termo.
O problema é que vocês têm o hábito de funcionar, obviamente, em nível relacional de terceira dimensão, ou seja, há um indivíduo de um lado e outro indivíduo do outro, ou uma situação do outro lado, e vocês têm a impressão de que, nessa relação, há, sempre, necessidade de reencontrar-se, em diria, com um emissor, um receptor, mas, também, um culpado para algo.

Então, na quinta dimensão, não pode haver culpado, a não ser aquele que arrasta o outro na recaída ao nível da personalidade.
Entretanto, não há que procurar.
O nível vibratório deve fazer-se em uma sincronia de ressonância, mas isso não pode fazer-se dizendo é a culpa de um ou do outro, porque um pode ter subido à quinta dimensão, ter integrado certo número de parâmetros e emitir um raio relacional que não encontra eco no outro.
Naquele momento, quem é responsável?
Não há responsabilidade a procurar.

A partir do momento em que há, eu diria, uma responsabilidade a procurar, isso quer dizer que a responsabilidade os faz recair na terceira dimensão.
Na quinta dimensão é questão apenas de mestria e não de responsabilidade, no sentido acusação.

Então, o nível vibratório de ressonância de quinta dimensão, na relação entre dois indivíduos, não se faz, absolutamente, na noção de chantagem, absolutamente não mais na noção de posse, tampouco, absolutamente, na noção de ação/reação, mas, verdadeiramente, no fenômeno que eu chamei de sincronia, na qual as coisas acontecem na fluidez.
Aí, está-se além da harmonia, porque não se está no respeito mútuo, mas na mestria mútua, o que é diferente.

A relação de mestria relacional entre dois indivíduos que estão no caminho para a quinta dimensão corresponde a uma relação, em sua linguagem de terceira, na melhor das hipóteses, seria, talvez, o que vocês chamaram, durante certo período, o amor incondicional.
O que quer dizer que, quando dois seres chegam a essa relação fluida de quinta dimensão, cada um está em face do outro como se estivesse em relação a uma neutralidade do amor incondicional, ou seja, a dimensão relacional que vocês chamam amor de terceira dimensão é transcendida, totalmente.
Quer dizer que ela pode, essa relação, viver-se nos três níveis ou em um único dos três níveis, ou em dois dos três níveis, de maneira totalmente fluida.

O equivalente que se pode encontrar na terceira dimensão seria, eu diria, o amor desinteressado, que não está olhando o que pensa ou diz o outro, desapegado, de algum modo, da tomada afetiva, emocional, de terceira dimensão.
Isso é uma relação de mestria de quinta dimensão.

A partir do momento em que um dos níveis é vivido como satisfatório, os dois outros não são nem um obstáculo, nem uma necessidade.
Eles podem viver-se nos três planos, mas, também, em um único plano, porque a finalidade não é colocar a relação ao nível sexual, emocional ou da alma, ela está ao nível do aspecto puramente incondicional.
O que quer dizer, também, com isso, que o amor de terceira dimensão emite, sempre, uma condição, seja de posse, seja de jogo de sedução, seja de mestria do outro, mas não de si.
Enquanto o amor de quinta, a melhor expressão que eu posso dar é incondicional, porque é algo que é dado sem nada esperar em retorno.

Em uma relação de terceira clássica, mesmo com inspiração espiritual, assim que haja um deles que tenha encontrado acesso, mesmo intermitente, a essa dimensão da mestria, o outro, se não está em relação com esse aspecto vibratório de quinta dimensão, vai tudo fazer para rebaixar o outro à terceira dimensão.
E isso é vivido como algo de profundamente ofensivo por aquele que o vive, que vive, eu diria, essa influência.

Então, obviamente, é por isso que, hoje, muitos casais não conseguem seguir um ao outro porque, em geral, é, sempre, o mesmo esquema entre a relação de dois indivíduos: há um deles que encontra uma nova porta, na ocorrência, aqui, a quinta dimensão, e o outro vê, nessa nova porta que ele ainda não viveu, como um objeto, eu diria, na relação de terceira, que é impregnado de chantagem afetiva, de controle sobre o outro ou de mestria sobre o outro e vai tudo fazer para tentar fazer voltar o outro para onde ele não pode voltar.
Mas eu diria, nesse caso, não há julgamento a portar, o importante é que cada um siga seu caminho.

A partir do momento em que há um que tenha aberto a porta, o outro não quer abrir a porta, o que não quer dizer que ele não a abrirá, mas isso passa, necessariamente, pelo que se chama uma ruptura, de maneira a que o outro encontre-se em face de si mesmo e não seja mais levado nessa espécie de chantagem afetiva que tenta puxar outro para onde ele não deve mais estar.
E, naquele momento, a chantagem afetiva que tomou fim, aquele que recusou abrir a porta estará, naquele momento, pronto para abrir a porta.
Obviamente.

Questão: que são os fenômenos chamados «acústicos» [zumbido nos ouvidos]?

O fenômeno que você chama acústico não é acústico, é o canto da alma.
Então, isso, você vai ouvir até o fim de seus dias.
Há, muito exatamente, sete sons diferentes, para chegar ao canto cósmico, mas o acústico, tal como você o denomina, a primeira vibração, corresponde à ativação dos chacras superiores.
É o marcador típico da ativação de seus chacras.

Questão: é transmissível de uma pessoa a outra?

É perfeitamente possível, é um fenômeno de contágio de casulos de Luz, que vocês chamam, também, ressonância mórfica, ligada aos campos energéticos que se transmitem de um ao outro.

Bem, caros amigos, vou dirigir-lhes todo o meu amor incondicional da quinta dimensão e minha bênção a mais fraternal.
E, depois, aproveitem bem essa nova transformação.
Eu lhes digo até breve, certamente, e boa coragem para tudo o que vocês têm a fazer e o que vocês empreendem.
Até breve.
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Compartilhamos estas informações em toda transparência. Obrigado por fazer do mesmo modo. Se você deseja divulgá-las, reproduza a integralidade do texto e cite sua fonte: http://www.autresdimensions.com/.

12 de out de 2006

O.M. AÏVANHOV – 12 de outubro de 2006


DO SITE AUTRES DIMENSIONS.


Bem, caros amigos, estou extremamente contente por reencontrá-los.
Então, se quiserem, vamos, todos juntos, ajudar este planeta e os seres que vocês são a caminhar para mais Luz, para mais autenticidade, para mais transdimensionalidade e, sobretudo, para ir aonde vocês devem ir como filhos de Luz.

Então, eu lhes deixo a palavra e vamos, como de hábito, dialogar, todos juntos.

Questão: como viver, o melhor possível, o período de mudanças atuais?

Cara amiga, pode-se observar, em seus casulos de Luz, um período – mas que corresponde ao que acontece para muita gente, nesse momento – de transformação, de reversão e de coisas que irão ao sentido, eu diria, de mudanças de vida importantes.

Compreenda, efetivamente, que é algo que se observa junto a todos os seres que estão no caminho e, nesse momento, há dois anos, e cada vez mais transformações que vão tocar alguns setores de vida para permitir-lhes atualizar, totalmente, o ser espiritual que vocês são porque, obviamente, como vocês todos aqui presentes sabem, há grandes transformações que estão em curso, ao nível dos indivíduos, mas, também, ao nível da Terra e, em especial, a sacralização deste planeta.

Então, o período essencial é um período no qual vocês devem fazer a prova de autenticidade, de verdade e fazer as escolhas guiadas, unicamente, pelo impulso interior da alma e, absolutamente, não por contingências materiais ou ligadas a relações que poderiam existir entre vocês e outras pessoas.
Aí está o que se pode dizer, de uma maneira geral, e sem entrar mais em detalhe nos elementos um pouco demasiado pessoais.

Questão: é melhor emitir intenções específicas em relação à própria vida ou deixar rolar?

Cara amiga, você evoca algo de extremamente importante.
Então, está-se no direito de perguntar-se, quando se está na encarnação, se é preciso, efetivamente, demonstrar vontade, dirigir a própria vida no sentido em que se entende ou se é preferível deixar, eu diria, agir a Divindade em si e entregar-se a uma vontade divina, que não é a vontade humana.

Então, há duas coisas que são importantes.
O caminho da mestria necessita, como eu já disse em numerosas reprises, de certa forma de soltar e de abandono, para adquirir essa mestria.
Isso corresponde, nos princípios orientais, ao que se poderia chamar o não desejo e o não querer.
Então, isso é uma primeira etapa, mas que não contradiz, absolutamente, aliás, a noção de querer e de aspiração para a Divindade.

Então, vamos resolver o problema desse modo, se quiserem, e que corresponde, eu diria, perfeitamente, às energias, aos níveis de consciência que estão emergindo nesse momento sobre o planeta, para os seis últimos anos que lhes restam: o mais importante é encontrar a Divindade interior, sua multidimensionalidade e seu ser espiritual e divino, para aceder a outro estado de consciência que é prometido a certo número de seres no caminho.

Então, através do que é prometido, a coisa a mais importante não é dirigir a vontade a circunstâncias da vida, porque ninguém, mesmo um Mestre, pode saber, no momento em que um evento chega na vida dele, se esse evento – mesmo se seja vivido de maneira desagradável – pertence a algo que é feito para a evolução dele.

Vocês sabem, em minha vida, eu passei certo tempo atrás do que vocês chamam as grades, e durante esse episódio, que eu vivi como profundamente injusto, porque totalmente injustificado, eu meditei, longamente.
Mas apenas bem mais tarde é que eu compreendi o sentido da lição: o momento em que foi necessário interiorizar, ao máximo, certo número de coisas, para preparar, eu diria, uma transformação última e final, na mestria que eu vim realizar.

Então, é preciso centrar-se na vontade de aspiração, na vontade de mestria, que corresponde a um abandono, de algum modo, à vontade divina.
O que não é preciso, em contrapartida, é tentar orientar os eventos de sua vida em relação ao que a personalidade decide.

Então, é um saber dosar entre soltar, deixar rolar e vontade divina e vontade não da personalidade, mas vontade da alma, que é aspirar nessa Luz, ou seja, pedir que a vontade do Céu faça-se.
Isso é um desejo, não é uma oração, poderia ser a prece do coração ou a oração do coração.
Depois, o resto deve fazer-se de acordo com princípios bem conhecidos na espiritualidade, que vão, hoje, bem além do que eu exprimi e do que ensinei em minha vida.
Isso corresponde a um processo que era chamado, há ainda pouco tempo, o fenômeno de sincronia.

A sincronia são os eventos que se produzem em relação a um caminho espiritual e que vão pôr em nossa estrada os elementos necessários para o cumprimento de nossa Divindade.
Mas, hoje, desde alguns anos, e cada vez mais, vocês entram no que se chama a fluidez da Unidade, que é além da sincronia.
Então, essa fluidez da Unidade os faz passar, às vezes, por momentos extremamente difíceis, momentos nos quais vocês têm a impressão de tudo perder, ao nível familiar, ao nível profissional, ao nível da habitação, ao nível de coisas que lhes parecem, por vezes, profundamente injustas.
Mas saibam que para todo ser vivo, humano, que está, hoje, no caminho, não pode haver coisas injustas, apenas há coisas que não são compreendidas no momento em que elas se produzem, mas que terão, necessariamente, explicação no momento adequado.

O importante é a confiança, obviamente, nas coisas que se desenrolam em nossa vida, porque, jamais, para um ser no caminho, há, nesse caminho da Divindade, coisas que não vão ao sentido do desabrochar da Luz interior.

Então, sim, é preciso pedir, mas pedir a Divindade, pedir a Luz, pedir o acesso à quinta dimensão, mas pedir, obviamente, apenas para sua vida.
Para curas transdimensionais, espirituais, nas quais entidades múltiplas intervêm para agir, às vezes, muito fisicamente, eu diria, em doenças orgânicas que correspondem a pedidos que foram feitos não é a mesma coisa.
Aí há, através da intercessão dessas entidades espirituais e dado o número que nós descemos, há uma multiplicação da energia de quinta dimensão que vai, efetivamente, transcender os limites da matéria, tratar vocês, mas, também e sobretudo, despertá-los, cada vez mais, para essa dimensão.

Então, se isso passa por uma cura física ou pelo alívio de alguns fardos, sim.
Mas o mais importante não é isso, o mais importante é o acesso a essa quinta dimensão.
Então, sim, é preciso pedir a Luz, é preciso pedir a Divindade, é preciso pedir a revelação do ser espiritual que se é.
Isso é a coisa essencial a pedir e, depois, deixar estabelecer-se na vida, mesmo se não se compreenda, sempre, através do abandono, do soltar.
É assim que se descobre o caminho para a própria mestria.

Questão: as entidades que nós temos encarnado podem coexistir em outro plano e pode haver unicidade dessas entidades?

Cara amiga, se eu compreendi bem a questão, é preciso, já, saber que os planos multidimensionais, para além da terceira dimensão encarnada, não são mais dimensões separadas ao nível consciência.
É preciso, também, compreender que um ser de Luz, seja de planos da quinta dimensão ou bem mais alto ainda, da nona, da décima primeira e bem mais alto ainda, é capaz de manifestar-se em sua dimensão, a partir do momento em que eles tenham os suportes vibratórios para fazê-lo, obviamente, através de um lugar, através de uma entidade encarnada.

Mas é preciso compreender que elas são capazes, essas entidades, de manifestar-se de múltiplos modos, e não há fenômeno dizer uma entidade está aí e não alhures.
O Cristo pode estar presente em múltiplos lugares ao mesmo tempo, e em múltiplos corações ao mesmo tempo.
Isso é a ubiquidade, como vocês chamam.
A ubiquidade é um fenômeno, eu diria, que é natural nas dimensões que são outras que não aquela na qual vocês vivem (que é profundamente distanciada e separada).

A questão da unicidade.
Pode haver unidade, a unicidade não é o infinito nem o indefinido.
É preciso, efetivamente, compreender que, a partir do momento em que vocês acedem, através do que vocês chamaram o corpo de Luz, o corpo imortal, através dos termos que vocês empregam hoje, como o corpo de ascensão, quando vocês constituem esse corpo imortal, quando despertam, muito exatamente, esse corpo imortal, sua consciência será capaz de expandir-se tanto no plano horizontal, para fusionar com outro ser humano, com uma borboleta, com uma flor, com uma árvore, com um animal, mas, também, nos planos transdimensionais nos quais vocês serão capazes de sentir – incorporar mesmo, por que não? – algumas entidades que vêm de outras dimensões.
Mas isso não é um fenômeno fusional.

É preciso, efetivamente, compreender que, mesmo quando se tem uma consciência expandida, mesmo em outros planos, as coisas que evoluem na quinta dimensão não têm, verdadeiramente, correspondências totais com o que evolui na décima primeira dimensão, por exemplo.
As dimensões interpenetram-se, mas um pouco, eu diria, como uma espiral, como uma elipse, se querem, que repassa por um mesmo ponto, mas em outro grau vibratório.

Então, não há fenômeno de unicidade, vocês podem viver uma experiência de fusão mesmo com a Luz e viver, mesmo, uma experiência transcendente extremamente total e perturbadora, que os faz viver esse fenômeno de unidade, ou mesmo de unicidade, com todo o criado e o incriado, mas não é por isso que vocês vão transformar-se em entidades reais e existentes em outros planos, é claro.

A palavra continuidade é o que corresponderia melhor, eu diria, sabendo que há – como chamar isso... – há portas, há limiares que são ligados a mudanças de estado vibratório.
Um pouquinho como a água é sempre água, quer ela esteja no estado líquido, no estado sólido ou no estado gasoso, entretanto, é a mesma constituição.
Há uma continuidade, obviamente, quando vocês passam do gelo ao líquido e, depois, ao gás, entretanto, são estados vibratórios profundamente diferentes.
Então, há unicidade em relação a uma filiação, digamos, em relação a uma Fonte, Fonte de onde vocês vêm, de onde nós vimos e para onde retornamos, mas o nível no qual eu retorno não é o mesmo que o nível no qual vocês retornam.
Obviamente, há filiação comum, Fonte comum, que é a Luz.

Questão: a que correspondem as dores que muitos sentem ao nível da coroa?

Então, cara amiga, é preciso compreender que, quando o corpo de ascensão constitui-se, o corpo de Luz constitui-se, há certo número, obviamente, de fenômenos específicos que acompanham isso.
Não é uma visão do espírito, não é porque se leu em um livro que o corpo de Luz constitui-se, que se vai constituí-lo.
Obviamente, a constituição do corpo de Luz corresponde à constituição de certo número de, digamos, circuitos energéticos novos, que correspondem a coisas extremamente precisas.

Então, eu a remeto, para isso, ao que foi escrito no Apocalipse de São João, quando São João diz «haverá muitos chamados, eles serão marcados na fronte», marcados pela abertura da energia da coroa, ou seja, do sétimo chacra acoplado ao sexto chacra, que correspondem, ao mesmo tempo, à Sefiroth Kéter e, também, a Chokmah e Binah, que é o triângulo sefirótico superior, que é aberto à vontade divina.

Então, sentir a coroa nesses períodos importantes está, perfeitamente, eu diria, na ordem das coisas para aqueles que estão em um caminho espiritual.
É, de algum modo, o marcador da ativação de certo número de coisas em você: primeiro, a reconexão com sua alma, em seguida, a reconexão a outras dimensões e, sobretudo, a constituição do que se chama um canal de Luz entre a alma e o espírito, que se traduz por vibrações que percorrem o topo do crânio, que vocês chamam coroa.
Então, é um processo perfeitamente normal, no processo do despertar, mas, também, da mestria.

Questão: como ajudar, o melhor possível, uma amiga que é atingida por uma doença?

Então, aí, vocês entram em um problema.
Pode-se, sempre, ajudar as pessoas pela oração; pode-se, sempre, ajudar as pessoas, de uma maneira ou de outra.
O melhor modo que vocês têm de fazer, quando não é seu papel de ser terapeuta, é preciso evitar, a todo custo, transformar-se, eu diria – é um pouco pejorativo – em salvador, ou seja, aquele que vai querer, a todo custo, ajudar as pessoas, a despeito delas.
Vocês estão, hoje, engajados, neste planeta, em um caminho de mestria, mesmo aqueles que o recusam.
Então, cada ser humano é totalmente livre de seu caminho.

Agora, ajudar o outro quer dizer, simplesmente, olhá-lo com amor, senti-lo com amor, e já é enorme.
A melhor coisa que vocês podem fazer para outro ser humano é mostrar-lhe seu estado de mestria em curso de elaboração, e isso é válido para todo ser humano.

A melhor ajuda que vocês podem aportar não é através da vontade de ajudar alguém, é estarem, vocês mesmos, em contato com sua própria Divindade e, quando vocês se aproximarem de um ser doente, através de sua Divindade aberta, realizada, em curso de realização, vocês emitirão vibrações de Luz, obviamente, e esse estado vibratório de Luz pode, em alguns casos, ter uma ação terapêutica ou, em todo caso, ajuda, de qualquer modo, essas pessoas ditas doentes.
Esse é o aspecto, eu diria, vibratório, o mais importante.

Questão: poderia desenvolver sobre o que você chama a «mestria»?

A mestria é ter, já, a mestria sobre seu desenrolar de vida, não no desenrolar dos atos quotidianos, obviamente, mas, já, a mestria no interior de si, do que nos anima.
Então, o que é que anima um corpo humano na encarnação?
Obviamente, é a energia da alma, em primeiro lugar, portanto, é preciso fazer a vontade da alma, isso quer dizer estar em contato com sua alma.
Agora, se querem, se os elementos que estão no interior do homem não são controlados – assim como vocês não chegam à mestria no exterior, da água, do fogo, do ar e da terra, do mesmo modo, antes da mestria – vocês são incapazes de controlar o que os anima, ou seja, antes de tudo, o estado emocional.

Então, a mestria é, já, não asfixiar, não suprimir as emoções, mas, já, compreender, ser capaz de compreender como isso funciona no interior de si, não ao nível das engrenagens energéticas, dos chacras ou dos corpos espirituais, mas, já, ser capaz de controlar seus próprios impulsos, controlar suas próprias aspirações da personalidade que quer sempre mais, isso é importante.

A mestria não é algo que se obtém com uma ascese.
Era importante, em minha vida, eu falei disso, mas, hoje, a mestria é-lhes oferecida, dado que as energias que eu chamei transdimensionais estão aí, entre vocês, já há numerosos anos.
Elas estão aí para permitir-lhes acolhê-las, fazê-las suas e deixá-las transformá-los.

A mestria é o soltar, em relação à sua vontade pessoal de sucesso social, por exemplo, para alguns, de sucesso afetivo para outros, de sucesso profissional ou sucesso de um quadro, por exemplo, e não sei mais o quê.
É deixar trabalhar, em si, a vontade divina, deixar desenrolar-se a vida, simplesmente, estando no sentido dessa vida e estando na irradiação da Luz interior, da Fonte que vocês são, da Luz que vocês são.
Isso é a mestria.

Questão: poderia desenvolver o que você chama a fluidez da Unidade?

A sincronia é a primeira etapa que se manifesta, não quando da mestria, mas quando do que se chama o despertar, ou seja, o primeiro reencontro com a Luz, no momento em que os chacras do alto do corpo ativam-se para receber o que se chama a Shekinah, o que vocês chamam a polaridade da Luz feminina do Pai, se querem.
Então, isso é o despertar e, quando o despertar chega, acontece a sincronia.
A sincronia é o quê?
É muito simples: você diz «gostaria de encontrar tal pessoa», você emite um pensamento, a pessoa chama-o.
Você pensa em um título de livro que gostaria de ler e ele lhe cai no colo, e assim por diante.
Esses são os fenômenos de sincronia.

A fluidez da unidade vai bem além da sincronia; a fluidez da unidade é um processo que é diretamente ligado à mestria, ou seja, na fluidez da unidade vocês abriram, além dos chacras do alto, certo número de portas e, em especial, o que se chama a porta do éter ou a porta da quinta dimensão, que lhes permite constituir um canal extremamente preciso, que é chamado o canal do éter, que os põe em contato com a quinta dimensão.
A quinta dimensão é além do que Sri Aurobindo, por exemplo, chamava o Supramental.
Na quinta dimensão não há lugar para a sombra, não há lugar para o mental, não há lugar para a emoção, não há lugar para as dúvidas, há apenas o desenrolar da plena manifestação e da plena potência da Luz.

Então, quando se entra na fluidez da unidade, as coisas desenrolam-se em acordo com a vontade divina e sua vontade pessoal apaga-se diante da vontade divina, para fazer apenas uma.
E, aí, as coisas acontecem em hipersincronia, ou seja, tudo o que chega é portador de sentido, o que não quer dizer que seja preciso, a todo custo, procurar um sentido para um pássaro que atravesse diante de vocês, entretanto, todas as coisas importantes da vida revestem um sentido sagrado.
Isso é a fluidez da unidade, mas é, unicamente, ligada, não ao processo do despertar, que corresponde à ativação dos chacras superiores, mas, realmente, à constituição do que se chama o canal do éter, que os põe em contato, diretamente, com a quinta dimensão.

Questão: poderia fazer uma atualização do que acontece nesse momento, globalmente?

É apenas a amplificação do que já começou desde o ano passado e, eu diria, que entre o período de 2005 e 2012, vocês entraram nos sete últimos anos de transformação possível.

Então, esses fenômenos de transformação não são, eu diria, tão suaves, tão calmos como o que acontecia no tempo antigo.
O que acontece, hoje, para os seres na busca e, também, para todo o planeta, é que vocês vão encontrar-se postos em face de coisas extremamente violentas, brutais, que vão obrigá-los a corrigir o alvo, em seus caminhos.

Então, para alguns, isso será ao nível profissional, para outros, será ao nível emocional, para outros, será ao nível afetivo, nas relações, no casal ou com os filhos.
É preciso aceitar isso, não é preciso deixar-se andar por cima, mas é preciso, efetivamente, compreender o sentido dos eventos que chegam.

Então, sim, efetivamente, para muitos seres no caminho, há a impressão de que é muito difícil e, sim, é difícil, porque isso necessita, eu diria, de certo número de reajustes, e esses rejustes, para alguns de vocês, são giros a 360 graus: gira-se como um catavento, antes de encontrar o bom sentido e dá-se meia volta, mas isso faz, também, parte do caminho para o despertar e, também, para a mestria.
O que quer dizer que tudo deve ser, eu diria, retificado, corrigido, para aceder à quinta dimensão.

Então, há certo número de coisas que pareciam normais em nossa vida – isso podia ser uma profissão que ocupava toda a nossa vida ou um amor, que ocupava toda a nossa vida – e, de um dia para o outro, isso muda.
Sente-se bem, no interior de si, quando se está encarnado, que, de um dia para o outro, há coisas que empurram.
Em minha vida, também, a título de minha mestria individual, eu vivi isso, mas vocês o vivem, agora, ao nível coletivo.

Mas lembrem-se, em numerosas reuniões que tivemos, eu falei de analogias que existiam entre o que acontecia no interior e o que vocês observavam no exterior.
Os movimentos dos elementos no exterior correspondem ao que acontece no interior de vocês: quando ar é liberado, a cólera libera-se, no interior de vocês.
E os fenômenos de sismos, os fenômenos ligados às águas, os fenômenos climáticos, também, correspondem ao que acontece no interior de vocês, e são fenômenos de reajuste, eu diria, essenciais, que preparam os alinhamentos, que preparam a mestria, que preparam o despertar e as transformações finais que vão sobrevir durante este período de seis anos.

Então, efetivamente, há períodos nos quais isso vai tornar-se, a priori, cada vez mais difícil, porque é físico que é difícil, não é a alma, a alma exulta, ao contrário, a alma está contente com o que acontece.

Então, por vezes, na vida material, não é evidente, por vezes, na vida, em alguns setores, isso coloque problemas, mas porque é pedido para ir para esse soltar, extremamente importante.
Eu diria, de algum modo, é como ao nível dos elementos: em sua vida, a um dado momento, vocês não saberão mais para onde voltar-se, e vocês apenas poderão voltar-se para si mesmos, no interior de si mesmos, para encontrar sua Divindade, para encontrar sua própria Fonte e, portanto, seu despertar e, portanto, sua mestria.
É apenas naquele momento que as portas abrir-se-ão, totalmente.

Questão: como encontrar essa Fonte, se o corpo ou o «moral» é atingido?

A experiência prova, caro amigo, que, quando o corpo é atingido, quando a alma é atingida, ou quando o mental é atingido, nos períodos de grande escuridão, encontra-se a Luz.
Infelizmente, o ser humano é assim construído, nessa estrutura de terceira dimensão (não ao nível de sua alma, felizmente), que ele tem, eu diria, frequentemente, a noção de um traumatismo – corporal, físico, mental, emocional – que será, de algum modo, o elemento desencadeador da transformação, porque inúmeros seres humanos, mesmo na busca, satisfar-se-iam em estar em uma condição bem equilibrada, na qual tudo vai bem, na qual não há ondas e tudo parece sereno.
Mas, de fato, não é isso a alegria interior.

A alegria interior é o momento no qual, simbolicamente, perdeu-se tudo, no qual se perde tudo e se aceita entregar-se à vontade divina.
Aí, eu não falo de evolução espiritual, eu falo de revelação espiritual, eu falo da última transformação.
Então, enquanto há um caminho espiritual e bem leve, que não vai perturbar os hábitos, que vai pô-los em uma busca que os satisfaz e que não se intromete demasiado em sua vida, é muito satisfatório para o ego, sim, para a personalidade, mas não para seu objetivo final, que é o de realizar sua Divindade.

Aí, nós não falamos mais de evolução espiritual, nós falamos, realmente, da transformação final, ou seja, do despertar e da mestria que os conduzem ao limiar de uma nova vida, em outro estado vibratório, outro estado de funcionamento no qual não há mais lugar para a sombra, no qual não há mais lugar para a dúvida, para que sua Luz emirja das profundezas da terceira dimensão, para permitir-lhes descobrirem-se a si mesmos.

Então, efetivamente, por vezes, isso pode parecer difícil, mas eu posso assegurar-lhes de que, quanto mais isso for difícil, melhor será depois, e eu não sou masoquista.
Mas isso não é desejado pela Divindade.
Ainda uma vez, compreendam bem que eu não faço o masoquismo, ou, como vocês chamam isso?
O dolorismo [dor e sofrimento].
Eu digo, simplesmente, que o ser humano tem tendência a fossilizar-se em funcionamentos, fossilizar-se em hábitos, mesmo espirituais.

Ora, a Luz e a Fonte encontram-se apenas através de uma revolução, e a revolução, por vezes, pode fazer mal.
E a revolução é indispensável para encontrar o que vocês têm a encontrar, para serem desembaraçados da ilusão na qual nós temos vivido mais de cinquenta mil anos.

Tudo o que eu posso dizer é que, enquanto não se encontrou, isso quer dizer que não se procurou no bom lugar, simplesmente e, geralmente, isso quer dizer que se procura onde não é preciso.
O único lugar onde procurar não é, sobretudo, em referências exteriores e, sobretudo, não em referências religiosas, sobretudo, não em fenômenos exteriores.
É preciso nutrir-se a si mesmo para encontrar-se.

Então, é, como dizia nosso amigo Krishnamurti em sua vida, ele dizia: aquele que não foi ao outro lado, obviamente, não pode saber o que há do outro lado, então, não ouse ali ir, mas pergunte como é do outro lado.
É o mesmo princípio, cara amiga, ao nível de sua alma.
Não há a procurar, mesmo se os fenômenos de sincronia, de fluidez da unidade manifestem-se, é que você procura a Fonte exterior a si.
A Fonte é você, e unicamente você.
Essa é a palavra mestre do fim: a Fonte é você e, unicamente, você.
Essa é a resposta.

Questão: por que, apesar de uma cura real, alguns sintomas podem persistir?

Isso quer dizer que o mental estava tão habituado a esses sintomas, que ele ainda não compreendeu que foi curado.
Infelizmente, é a verdade, nada mais há.

Então, por vezes, há uma latência, porque o mental trabalhou muito, através, mesmo, de uma busca, eu diria, simbólica, uma busca espiritual, e é preciso que o mental, também, chegue a calar-se, definitivamente.
E, aí, o sintoma é o sintoma do mental.
Nada mais há a compreender.
A partir do momento em que a causa desapareceu, se o sintoma ainda está aí, é que o mental não compreendeu.

Questão: como superar essa influência do mental?

O mental é o último monstro que vocês têm a vencer.
O primeiro monstro, obviamente, é o mundo dos desejos, dos impulsos, o mundo das emoções.
Depois, para chegar a essa porta que corresponde ao supramental, e além, é preciso, efetivamente, vencer o mental.
Mas nós temos funcionado durante tanto e tanto tempo com o mental, que não é evidente poder acalmá-lo porque, a partir do momento em que vocês se dizem «eu vou acalmar meu mental», vocês já estão no mental.
É esse o problema, é que, mesmo quando vocês têm a impressão de fazer o vazio, o mental está aí, e ele observa.

A transcendência é ligada à parada do mental.
Se vocês conseguissem parar o mental, ainda que apenas um tempo extremamente curto, a iluminação chegaria, imediatamente.
O único modo de parar o mental é, primeiro, deixar lugar ao despertar, ou seja, sentir o que se chamam as energias da coroa.
Então, quando a energia da coroa está ativada, há sinais extremamente precisos que se manifestam.
Há um, que é extremamente importante, porque é nesse sinal que deve orientar-se o que se chama o vazio e a clareza mental, é não meditar, mas concentrar-se no som interior – que é o som da alma – que é ouvido do ouvido esquerdo.

Então, naquele momento, progressivamente e à medida que vocês penetrarem, em consciência, ao nível do som, o mental calar-se-á e, a um dado momento, o som vai modificar-se.
Há certo número de sons que vão aparecer no ouvido e, por vezes, no meio da cabeça, até chegar ao que se chama a música das esferas; esse é o último estágio.

Quando se chega à música das esferas, o mental não pode mais interferir e, aí, intervém a irrupção da dimensão supramental da quarta dimensão, que vai deixar lugar à quinta dimensão.
Então, não há ferramenta para fazer calar o mental.
Vocês podem meditar, como alguns budistas tibetanos, durante várias vidas, para purificar o mental, mas, como vocês dizem, como é a expressão? «macache bono» [não dá].
Vocês podem ali passar milhares de vidas, isso, absolutamente, nada fará, vocês reforçarão, cada vez mais, o mental.
O mental é algo que não consegue controlar-se.

A mestria não é a mestria do mental, é, justamente, fazer calar o mental.
Então, o mental, não vale a pena dizer a ele para calar-se, ele não se calará, jamais, em contrapartida, é preciso desviar a consciência para outra coisa.
Então, os messias do início do cristianismo criaram a oração do coração, retirar-se aos desertos.
Isso era perfeitamente possível, mas, hoje, basta-lhes concentrar-se na energia do despertar.
A partir do momento em que vocês tenham despertado essa energia, pouco a pouco, o mental vai – assim que chegarem à música das esferas – apagar-se, por si mesmo, para deixar-se preencher pelo supramental.

Então, é difícil, nesse momento, porque é, ao mesmo tempo, mais fácil (porque a energia da Shekinah está aí, do Espírito Santo, se preferem), mas, ao mesmo tempo, é mais difícil, porque, com as dificuldades da vida, vocês têm tendência, a maior parte, a ter o mental que pedala no chucrute, como se diz, ou seja, ele pensa muito.
Infelizmente, são as circunstâncias atuais que fazem com que, ao mesmo tempo, a Fonte seja mais fácil a encontrar, mas, ao mesmo tempo, o mental vai tentar afastá-los da Fonte.

Questão: as modificações que eu aportei à minha vida, ultimamente, são corretas?

Cara amiga, as modificações sobrevindas na vida, recentemente, correspondem a mudanças que eram desejadas há muito tempo.
Então, houve a coragem, eu diria, para passar ao ato em relação a essas mudanças.
Então, nesse sentido, elas vão, eu diria, essas modificações, ao sentido do alívio, portanto, de uma facilitação do que deve chegar.

Então, é perfeitamente justificado e perfeitamente correto, é algo que era importante levar a efeito.
Então, é preciso que você ouse abandonar os modelos nos quais você encontrou certa forma de desabrochar, porque isso não é o despertar, é um desabrochar.
É preciso aceitar afastar de você os caminhos que você fez até o presente, que lhe aportaram esse desabrochar para encontrar-se toda nua, em face de si mesma, para encontrar-se a si mesma, mas isso é uma diligência mais interior do que exterior, não são as transformações em sua vida, as maiores transformações exteriores já ocorreram.

Questão: poderia falar-nos de entidades ditas negativas?

Então, eu diria, vamos considerar dois pontos de vista.
Primeiro, o ponto de vista da lógica energética: a partir do ano de 1987, as portas do astral foram abertas, o que faz com que a maior parte das entidades que não pertencem à Luz autêntica foram ou precipitadas na encarnação, ou precipitadas nos planos astrais os mais próximos da Terra, e elas se manifestam, obviamente, de maneira muito mais fácil, também.

Então, é preciso, efetivamente, compreender.
Esse é o ponto de vista energético, que é ligado à abertura das portas em 1987, que corresponde à influencia do Sol Central da galáxia que veio misturar-se, de algum modo, do destinado da Terra e que abriu algumas portas, que permitiu, também, a abertura, obviamente, à sacralização do planeta.
Entretanto, isso atraiu certo número de entidades mais próximas de vocês a vir em contato com vocês.
É exatamente a mesma coisa para entidades chamadas extraterrestres, que pertence a sistemas involutivos que ainda não terminaram de involuir.
Essa é a realidade energética, ligada à abertura de portas e de limiares.

Então, agora, há outra realidade, muito mais importante, e ela concerne, diretamente, a cada ser humano com ele mesmo.
Não se esqueçam de que a terceira dimensão é um mundo distanciado, separado, no qual vocês estão, sem parar, classificando, permanentemente, ao nível mental, ao nível emocional, ao nível de sua vida, entre o que é bem e o que é mal, em todos os sentidos do termo.
Então, enquanto vocês estiverem nesse modo de funcionamento, atrairão a vocês entidades boas, mas, também, más.

Então, é questão de subir sua taxa vibratória, ir para o despertar, ir para a mestria e, quanto mais vocês forem para essa direção vibratória, mais as forças da sombra tornar-se-ão insignificantes, ou seja, a um dado momento, efetivamente, na evolução espiritual, vocês são confrontados a forças de Luz, forças da sombra, para permitir-lhes fazer seu caminho de discernimento, mas, também, de aprendizado, isso é lógico, é normal, isso faz parte da evolução normal.
Mas, em período de revolução, como aquele que vocês vivem agora, é importante subir o nível vibratório de maneira a ser cada vez mais transparente, cada vez mais claro, cada vez mais luminoso, cada vez mais religado à Fonte que vocês são e, nesse caso, a sombra não pode mais ter tomada.

Mas se seu mental tenta, ainda, dicotomizar entre bem e mal, vocês serão confrontados às forças da sombra, obviamente.
O que acontece do exterior, que vem chocá-los é, também, o que acontece em seu interior.
Se seu interior está corretamente polarizado, todo, inteiro, inclinado para a mestria, para a Fonte, a sombra nada mais pode, ela pode apenas explodir ao seu contato.

Então, é um caminho, efetivamente, que é, ao mesmo tempo, energético (pela realidade energética do acesso à quinta dimensão e a purificação da dimensão intermediária, que é a quarta dimensão), mas, também, de seu próprio caminho de consciência.

Questão: por que tantas pessoas sentem um sentimento de impotência?

O sentimento de impotência, cara amiga, o sentimento de estar paralisado ou de impotência em relação a eventos que chegam é, infeliz ou felizmente, uma constante, para muitas pessoas no caminho.
Então, é preciso centrar-se, cada vez mais, no som interior, em sua Fonte interior.
É-lhes pedido, através das experiências, não, necessariamente, para arregaçar as mangas e bater-se, sem parar, contra coisas que são inevitáveis, ou mesmo inexoráveis.
Convém-lhes, quando algo os põe nessa situação de impotência, não lutar contra (porque, quanto mais vocês lutarem, mais nutrirão a adversidade, isso é uma constante), mas o importante, hoje, é voltar-se para sua Fonte interior, para a Divindade que vocês são, porque nada mais deve ter importância do que isso, e essa é a vontade da Luz, fazê-los tomar consciência de que só conta a Luz e nada mais que tudo o que vocês construíram – seja nos papéis sociais, seja na riqueza, na pobreza, seja nos laços familiares, seja em tudo o que vocês construíram – finalmente, não tem qualquer espécie de importância em relação à sua Divindade, e que alguns seres têm necessidade de ver destruído o trabalho de uma vida para poder encontrar a Divindade.

Então, isso pode parecer difícil a dizer, mas corresponde, exatamente, à época que vocês vivem.
É urgente que o máximo de seres humanos encontre sua Divindade e sua Fonte, mais do que urgente.

Questão: onde estão os planos de evolução do planeta, hoje?

Vou dizer que, mesmo nos outros planos, nada acontece como se previa.
Primeiro, há a escala do tempo, que não é a mesma; em seguida, houve períodos, eu diria, extremamente críticos, porque as efusões da energia de quinta dimensão, obviamente, desencadeiam reações.
Então, vocês veem, mesmo a título individual, o que lhes acontece quando estão no caminho espiritual em relação a essas transformações ligadas à emergência da quinta dimensão, que vêm colidir sua vida, e vocês imaginam, efetivamente, que, para aqueles que não estão completamente abertos ou que recusam essas dimensões, obviamente, as resistências provocam desgastes muito mais importantes na crosta sutil planetária.

Então, há seres que passam o tempo a reajustar as redes magnéticas do planeta, com períodos, eu diria, extremamente críticos.
Sobretudo que ninguém pode dar uma escala de tempo para o advento real, concreto, da quinta dimensão, a não ser que nós temos uma data prazo, eu diria, uma data prazo que não se pode ultrapassar, o que quer que aconteça.

Então, resta, ainda, tempo, obviamente, resta certo número de pares de anos, mas não são centenas de anos, é o espaço de uma vida, eu diria, mesmo, de uma dezena de anos, ou mesmo muito menos, em relação ao fim de 2012.

Então, obviamente, há períodos de reajuste, mas há muito, muito numerosos seres que vivem no intraterra, que estão vigiando para que esse planeta vá para onde ele deve ir, ou seja, para sua sacralidade a mais íntima, e que a maior parte dos seres humanos que estão no caminho viva o despertar e viva a mestria.
É por isso que, para alguns de vocês, os eventos da vida tomam, por vezes, um aspecto de cataclismas, de transformações e de perturbações, porque é importante que vocês vivam isso, cada um em seus domínios, obviamente, para fazê-los compreender que aquilo a que vocês estavam apegados e que, por vezes, fazia o centro de sua vida, não é importante, que o sentido da vida é encontrar a Luz e nada mais e que isso, agora, como eu dizia, é extremamente urgente.

Questão: o que se tornarão aqueles que não estariam prontos para passar à quinta dimensão?

Bem, eles serão reciclados, simplesmente, e recomeçarão um ciclo de cinquenta mil anos.
Porque, o que é que acontece na quinta dimensão?
É a Terra que é sacralizada e os seres que são capazes de ali viver nos novos Céus e novas Terras, renovados.
Os outros serão reciclados, mas não faltam planetas para experimentar a terceira dimensão.
E não se esqueçam, também, de que, quando se diz isso, tem-se a impressão de que há a terceira, há a quinta do outro lado, mas não se esqueçam, tampouco, de que isso quer dizer que talvez a Terra vá cindir-se (como se dizia, há pouco, em relação às multidimensionalidades) em uma Terra de terceira e uma Terra de quinta.
Isso, de momento, faz parte do grande segredo.

Questão: a experiência mística leva ao despertar?

O processo vivido foi da ordem da experiência e não da ordem do estabelecimento definitivo nesse nível vibratório atingido.
Até então, é um processo que corresponde a uma intrusão, no verdadeiro sentido do termo, intrusão da dimensão da Luz na realidade dessa terceira dimensão na qual as coisas, na qual a consciência vai transcender a dimensão habitual para passar ao que e chamada a consciência cósmica.
Eu responderia: o importante não é viver a experiência, mas estabilizar-se nesse nível de consciência; isso é a mestria.

A experiência deixa o gosto, depois, quando se volta, de algo que era magnífico, como a experiência EQM [EQM – experiência de quase morte] que, no entanto, é extremamente transformadora para aqueles que a vivem, que transforma os casulos de Luz e as irradiações, mas não é, ainda, a mestria.
Isso é o despertar, a mestria é além, é viver, permanentemente, nessa dimensão, é a energia, por exemplo, que lhes aporta a Mamãe, quando ela vem.

Maria transmite-lhes essa energia de quinta, de maneira irradiante, é isso que é preciso atingir não é a renovação da experiência.
É um estado que é preciso atingir.

Questão: a oração é um meio para subir a taxa vibratória?

A oração centrada na oração do coração, em si mesmo, não a oração de pedido, é, efetivamente, um estado, eu diria, específico, que faz subir a vibração.
O problema, hoje, é o de estabilizar a vibração e não atingir uma experiência ou um estado de oração a um dado momento e depois, após, voltar a descer para lidar com suas ocupações.

A meditação ao nascer do Sol foi, também, um ato importante de minha vida, assim como a paneuritmia, que permitia tocar o nível de consciência diferente do comum.
Hoje, eu diria que as coisas são um pouco diferentes porque, ainda uma vez eu repito a palavra, não se está em uma evolução, está-se em uma revolução que diz mudança de estado de consciência e de estado cântico da energia e da própria vibração do átomo, da própria vibração da Luz.

Então, a subida vibratória corresponde – o melhor que eu posso encontrar – a abandonar-se, entrar no soltar em relação à vontade do que acontece em sua vida.
A subida vibratória é onipresente.
A energia do Espírito Santo, o espírito da quinta dimensão está aí, ao alcance da mão, basta abrir-se a ela para subir na vibração.
É o que eu proponho e, quando eu vou, Maria chega.
É o que se vive nas curas espirituais, também, das quais eu participo.
Isso é uma subida vibratória que é profundamente, eu diria, transformadora, infelizmente, não para todo mundo, porque é preciso aceitar essa energia, aceitar fazê-la sua e aceitar apropriar-se dela.
Isso necessita, obviamente, de abandonar os medos, todos os medos.

Questão: por que não se podem ver as entidades que nos acompanham?

Se você não vê as entidades que se manifestam, cara amiga, é que há uma razão que é muito simples: se você visse as entidades, talvez, você desmaiasse.
A maior parte das entidades trabalha.
Vocês as sentem, vocês as veem no trabalho, através do que acontece em sua vida, mas vocês nem sempre têm a possibilidade – para muitos seres humanos – de vê-las, realmente, no trabalho, porque é preciso poder suportar esses fenômenos, porque, a partir do momento em que vocês veem as entidades, vocês fazem apenas sentir, vocês, entre aspas, entram em um processo físico que é chamado a dissociação.

É preciso ser capaz de gerar a dissociação.
A dissociação é um processo extremamente traumático nas estruturas, porque vocês veem duas realidades ao mesmo tempo.
Ora, o cérebro não está habituado a ver duas realidades ao mesmo tempo e, se vocês veem as entidades, realmente, tal como elas são, arriscam, realmente, desmaiar, se não estão estruturados para vê-las.

É por isso que a maior parte das pessoa sente as entidades, veem-nas no trabalho, podem, por vezes, ouvi-las ou trocar com elas em um modo telepático, digamos, mas não têm acesso à visão.
É uma proteção, de algum modo.

Questão: como abandonar os medos sem passar pelo mental?

Toda a estrutura humana de terceira dimensão – estrutura cerebral compreendida, estrutura celular compreendida – foi construída a través do aprendizado de medos, que era ligado à sobrevida da espécie.
Tudo isso é inscrito, profundamente, nos genes.
É inscrito, profundamente, na célula.
É inscrito, profundamente, no cérebro, portanto, isso faz parte da terceira dimensão.

Então, o único modo de vencer os medos é não lutar contra, é compreender que todos os medos são apenas construções que são ligadas ao medo da falta, ao medo de morrer, ao medo de não ser amado.
Todos os medos fazem parte de obstáculos que são colocados à sua mestria.
Então, não se pode aceder à mestria controlando os medos e os medos devem evacuar-se através do aumento vibratório.

Quanto mais vocês se aproximam de sua Fonte, de quem vocês são, mais o medo afasta-se.
Há medos, apesar disso, que são profundamente escondidos, porque são ligados a uma experiência de vida traumática nessa vida ou em outras vidas e que, mesmo apesar do despertar, permanecem, ainda, presentes, porque é a estrutura biológica que é, também, assim feita.

Então, o abandono dos medos apenas pode fazer-se através da certeza da Divindade de quem vocês são, isso é extremamente importante, mas vocês não podem eliminar os medos um por um, assim como não podem eliminar o carma um por um.
É preciso entrar na sacralidade, na fluidez da unidade, em sua Divindade, é a única solução.
Vocês não podem caçar os medos, porque haverá outros deles, sem parar, vocês podem apenas escapar, entre aspas, de seus medos, subindo nesse nível de consciência da quinta dimensão.
Grosso modo e em resumo, progressivamente e à medida que seu nível vibratório aproximar-se da mestria, após o processo de despertar, vocês se aperceberão de que a maior parte desses medos que os habitava até o presente afastaram-se de vocês e vocês vão chegar a conceber esses medos como um processo – que faz parte, talvez, de um processo biológico ou adquirido através da educação ou através da memória de suas vidas passadas – que não é mais vocês porque, de fato, não são os medos que vão deixá-los, mas são vocês que deixam os medos, por seu distanciamento desses medos, por sua subida vibratória.

Vocês vão deixar a terceira dimensão, vão abandonar o mal, o bem, vão abandonar o julgamento, vão abandonar as emoções que, até o presente, faziam de forma a que vocês desejassem isso ou aquilo.
Essa é a verdadeira mestria, mas é difícil a explicar, não há técnica, propriamente dita.
As técnicas que eu ensinei em minha vida eram técnicas que permitiam a evolução espiritual lenta, como era o caso, de vida em vida, progressivamente.
Mas, em minha vida também, assim como meu Mestre Bença Deunov, havia sido predito que haveria um período de iniciação maior da humanidade, que é uma iniciação pelo fogo.

Essa iniciação pelo fogo corresponde à mestria e ao acesso ao éter, mas isso é um processo que não conhece, eu diria, técnicas, tais como eu as ensinava em minha vida.
Vocês não podem desembaraçar-se dos medos por uma técnica.
Vocês não podem desembaraçar-se de seu carma estudando, sem fim, os carmas que vocês estabeleceram nessa vida.
Vocês não poderão desembaraçar-se de suas memórias celulares trabalhando na decodificação dessas memórias, porque é sem fim.

A única coisa para a qual vocês se voltam é sua Divindade, e é, também, a armadilha da espiritualidade, há vinte anos, de arrastá-los para o que eu chamaria, eu, caminhos transversos, nos quais vocês têm a impressão de conhecer-se cada vez melhor, através de técnicas, através de modelos de consciência, através, também, de implementações de estudos simbólicos ou da astrologia ou dos tarôs e não sei o que mais.
Mas isso os afasta de sua Fonte, isso não os aproxima de sua Fonte.
Essa foi uma grande armadilha que o mental que os fez crer que, através do estudo de tal coisa ou de tal coisa, vocês vão encontrar a Divindade.
Mas isso é falso.

Questão: o fato de não mais ter desejos ligados à alimentação é um sinal dessa evolução?

É claro, é um dos sinais essenciais.
Há dois sinais essenciais, independentemente dos sinais energéticos ligados ao despertar, mas, quando vocês se aproximam da mestria, os fatores alimentares são profundamente transformados porque, na quinta dimensão, não há mais necessidade de alimentos, porque vocês se nutrem, diretamente, do éter e de Luz.

Questão: qual é o segundo sinal?

O segundo sinal concerne ao desejo, no sentido o mais amplo.
Há uma única vontade: é a de encontrar a Divindade, mas o desejo – sexual ou outro – torna-se como secundário.
O que não quer dizer que o acesso à quinta dimensão contradiga o fato de comer ou contradiga o fato de ter relações com um parceiro, eu não disse isso, eu disse, simplesmente, que, quanto mais a alma aproxima-se de vocês, mais vocês se afastam de condições de vida da terceira dimensão, mais vocês entram no não desejo, mais vocês entram na não necessidade.
E isso os preenche de alegria, não é algo de triste, não é algo de imposto e forçado.
Se vocês se impõem e se forçam, é que não é a mestria.

É a hora de deixar o lugar, eu creio, a Maria, ela está aí e espera para derramar suas energias de quinta dimensão.
E eu, caros amigos, eu lhes digo até breve, eu lhes aporto toda a minha bênção e eu lhes digo, talvez para alguns, até amanhã, mas, aí, estarei em outro papel com vocês, na sala ou, talvez, até outra vez.

Aí está, recebam todo o meu amor e até breve.
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