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8 de fev de 2007

O.M. AÏVANHOV – 8 de fevereiro de 2007



DO SITE AUTRES DIMENSIONS.


Bem, caros amigos, estou extremamente contente por reencontrá-los, como de hábito, nesse lugar.
Gostaria, primeiramente, antes de começar a trocar com vocês, de significar-lhes que, esta noite, nossa conversa será um pouco mais curta do que de hábito, porque teremos a chance de ter, após minha vinda, e antes que a Mamãe faça sua descida de energia ao nível dos corações, uma mensagem importante que será transmitida por alguém que lhes dirá, ele mesmo, quem ele é.
Então, vamos, se querem, sem tardar, começar a tentar responder às suas questões, que os preocupam em suas evoluções respectivas.

Questão: que fazer para avançar ainda mais nesse caminho de ascensão?

Hoje, como muitos seres humanos, vocês se encontram no que se chama a encruzilhada dos caminhos, ou seja, vocês têm, todos aqui presentes – e alguma mais do que outros, talvez – percorrido certo caminho durante sua vida, o caminho da experiência da vida, o caminho da experiência de vidas.
Talvez, vocês se interessaram, durante sua vida, por alguns tipos de caminhos espirituais que os levaram, certamente, muito longe de sua origem cultural, social e, mesmo, espiritual de partida.
Esses caminhos foram necessários, a um dado momento, para dar-lhes a impressão de liberdade, talvez, a impressão de escapar de alguns condicionamentos ligados, justamente, à família, ligados, também, certamente, à cultura na qual vocês vivem, isso eram etapas.

Hoje, vocês estão em outra etapa e, cada vez mais, confrontados a escolhas que vocês chamariam, certamente, ao nível literário extremamente difíceis, ou seja, fazer escolhas entre algumas oportunidades que, há ainda pouco tempo, pareciam-lhes muito longe de fazer.
Vocês estão no período de desafio e, obviamente, é o período que quer isso, ao nível da escala da humanidade toda, inteira.

Então, alguns terão interrogações muito mais materiais em relação a uma ocupação profissional, em relação a uma mudança de parceiro de vida e, por vezes, vocês são colocados em face de escolhas que são, por vezes, difíceis a fazer porque, o que se pode dizer, simplesmente, é que sua consciência começa a funcionar diferentemente.

Vocês têm outra percepção, lúcida, eu diria, sobre a realidade, infelizmente, deslocada, da dimensão na qual vocês vivem e no mundo no qual vocês vivem hoje, que é um mundo de ilusão, um mundo de falsidade.
Então, os orientais diziam Maya, ilusão, mas, aí, é maya de maya, ou seja, vocês estão, verdadeiramente, em hipocrisias, em debates que não têm lugar de ser e que não interessam ao homem, em sua evolução, à mulher em seu desabrochar pessoal, profissional, social, afetivo e espiritual.

Mais do que nunca, os seres humanos, mesmo sem falar de abertura do que quer que seja ao nível dos chacras ou dos corações, vocês se tornam cada vez mais lúcidos sobre o mundo que os cerca, mas, também, do que acontece no interior de vocês, nos mecanismos que regem suas escolhas, nos mecanismos que regeram seus comportamentos durante toda a vida.

Hoje, é como se vocês abrissem os olhos a uma nova realidade, à verdadeira realidade do que vocês vivem e do que os cerca e, isso, obviamente, gera, para a maior parte dos seres humanos, muito estresse, porque não há correlação possível entre a lucidez interior que surge, os véus que se rasgam, de momento, e a realidade do que é vivido por vocês, nas relações com o outro, com os outros, mas, também, nos contextos profissionais, familiares, sociais, afetivos.
Então, é um movimento, eu diria, que é, verdadeiramente, algo que está acontecendo de maneira poderosa para muitos, muitos, muitos seres humanos encarnados.

Então há, também, a impressão de que a vida seja algo de extraordinário, mas que, talvez, a humanidade e a rede social, em seu conjunto, não está na vida, mas está na ilusão da vida, através de caminhos que foram tomados e que não têm o objetivo, eu diria, da transcendência do ser humano e, ainda menos, seu desabrochar nos planos pessoais, afetivos, psicológicos e espirituais.

A diferença em relação a antes é que, cada vez mais, nos anos e nos meses que vêm, vocês vão estar conscientes desse desvio que existe entre suas vidas e o ambiente, no sentido o mais amplo, e a realidade do que é a vida, além, mesmo, do acesso às outras dimensões que vêm para vocês.

Questão: há um mês, há um cometa, portanto, que apareceu, extremamente luminoso. É um dos sinais pré-ascensionais ou não?

Isso é, perfeitamente, um sinal pré-ascensional; não sou eu quem o diz, mas outros antes de mim e há extremamente muito tempo identificaram a passagem de cometas de maneira visível no céu, na influência de energias chamadas Micaélicas.
A cristalização arcangélica faz-se através da manifestação de cometas que passam em seu orbe terrestre.

Então, inúmeros cometas passaram há agora mais de doze anos: no período Pascal dos anos 94 e 95 de seu tempo terrestre, dois cometas desenharam uma cruz no céu, visível por todos, em um ano de intervalo.
Ninguém viu porque eles não passaram no mesmo momento, obviamente, mas eles se cruzaram a um ponto extremamente preciso do céu, desenhando a cruz visível para todos, descrita nas escrituras.
Era o anúncio do advento do período da revelação que chega agora.

Muitos médiuns falaram do ano 2012 como data limite da evolução da humanidade para um novo paraíso, mas uma nova dimensão ou, em todo caso, uma mudança importante deve sobrevir durante este período.
Então, obviamente, no ano passado vocês tiveram uma passagem de cometa que se fragmentou e que, efetivamente, induziu uma pré-ascensão.
Então, a ascensão, é preciso ver isso como um fenômeno, ao mesmo tempo, individual, mas, também, coletivo, mas que concerne, também, ao conjunto do planeta.

Inúmeras manifestações em relação direta com o fenômeno ascensional foram descritas, já, nas aparições da Mamãe celeste, já há duzentos anos, aquela a quem vocês chamam Maria, que definiu, de maneira perfeita, o que vocês chamam os três dias.
Mas, em outras tradições, do outro lado da Terra, chamam-nos não os três dias de trevas, mas os três dias de Luz, que são ligados a processos introfísicos extremamente importantes, que devem chegar à terra, isso é para um tempo que nós não podemos nomear.
Só o Pai conhece a data e, ainda, não sei, mas é algo que deve chegar com uma data limite, e esse período, vocês estão plenamente dentro.

Então, vocês entram em fenômenos pré-ascensionais, efetivamente, o que explica que vocês tenham momentos de lucidez extremas sobre as circunstâncias de sua vida, sobre as circunstâncias da vida social, da vida que compõe a humanidade, atualmente, a vida encarnada sobre a Terra.
E, por vezes, independentemente de períodos de lucidez, vocês têm períodos de vazio, nos quais vocês têm a percepção, talvez, não da Luz, mas de uma aparência de Luz, e que lhes mostraria a verdade e vocês recaem nos modos de funcionamento dessa humanidade dissociada, distanciada, separada que vocês conhecem bem.

Então, sim, vocês entraram, efetivamente, sobretudo, no período que se aproxima, agora, muito rapidamente, em menos de uma semana, em um período extremamente importante, que nós veremos daqui a pouco, com aquele que virá falar-lhes disso.

Questão: por que estar no amor pode suscitar reações, cóleras junto ao outro ou em si?

Então, o que se pode definir, já, é a diferença fundamental entre a cólera que é uma emoção, primeira coisa, uma emoção específica.
Se se toma o casal de emoção, a que se chama a cólera e o medo, o medo é uma energia de cristalização que desce, a cólera é uma energia que sobe, que se acompanha de um movimento de energia mais ou menos violento, mas cujo sentido corresponde à subida da energia.

Então, é preciso diferenciar isso do amor, porque o amor não é, absolutamente, uma emoção.
Muitos seres concebem o amor/emoção, o amor/sentimento, mas esse não é o amor de que lhes falaram todos os mestres espirituais encarnados sobre a Terra.

O amor não é uma emoção, o amor é um estado, isso é extremamente importante.
A emoção é o que põe em movimento, a cólera põe em movimento para cima, a tristeza põe em movimento para trás, o medo põe em movimento para baixo, a alegria põe em movimento para frente, mas nenhuma dessas emoções corresponde a um estado de amor.
Então, muitos seres humanos confundiram a emoção do amor, porque o amor pode, se vocês não estão estabilizados, provocar um estado de emoção e desencadear o prazer.
É uma lógica de movimento energético, de apropriação ligada ao prazer ou à alegria (que vocês têm nas relações sexuais, por exemplo).

Então, o problema é que muitos seres humanos confundiram o amor, tal como eles podiam vivê-lo como atração emocional que traduzia certo estado não de ser, mas de movimento para a alegria e para o prazer, mas o amor não é isso.
O amor é algo, justamente, que é desprovido de emoção, é algo que está no instante, algo que é transcendente, é algo que não gera, justamente, qualquer emoção.
O amor é um estado de ser que, entretanto, implica uma expansão, uma irradiação que é o inverso da irradiação egoica que os puxa para si mesmos.
É algo que os abre às outras dimensões e às suas próprias outras dimensões de corpo, enquanto, talvez, quando uma pessoa envia-lhe o amor, talvez, essa pessoa envie-lhe uma emoção.

Essa emoção, que é prazer, pode ser sentida como cólera porque, talvez, haja, em você, ainda, certa forma de confusão entre prazer e cólera, mas, a partir do momento em que há amor real, irradiado e não emoção há, realmente, transcendência e há milagre de todos os possíveis ligados ao amor e à Luz.

Mas a maior parte das pessoas vive um estado específico, que elas interpretam como o amor, mas o amor não é uma atração, o amor é um estado e quem diz estado diz parada do movimento, ou seja, para encontrar a interioridade, o centro coração, é preciso parar o movimento e, portanto, parar as emoções, enquanto, talvez, os seres que querem aportar-lhe o amor ou a ajuda enviam, a você, uma dimensão de movimento que gera, em contra-reação, a cólera, simplesmente, porque, talvez, em sua, digamos, em sua infância, você tenha se encontrado confrontado a algo que está em relação com o amor/cólera.
O que quer dizer que o amor era justificado pelo meio parental, através da cólera, ou seja, o amor e a cólera foram identificados a uma emoção que era, sensivelmente, a mesma coisa, porque o prazer vai para frente, o amor do outro vai para frente, a cólera pode, também, ir para frente, mas, também, para cima e, por vezes, há cóleras que juntam as duas emoções.

Aí está a fonte, talvez, do que permanece como cólera, entre aspas, ligada ao amor do outro.

Questão: você teria preconizações a dar-nos sobre o modo alimentar?

Então, a primeira coisa a compreender para o alimento é que não é necessário forçar-se porque não é bom comer isso ou aquilo.
É preciso apreciá-lo, eu diria, talvez, senti-lo, mas o sentir pode ser, por vezes, falso.
É evidente que, quando vocês se abrem, um pouquinho, para outra dimensão de vida, obviamente, as características alimentares vão modificar-se.

Então, eu diria, de qualquer modo, há certo número de armadilhas das quais é preciso escapar, porque essas armadilhas existem e foram construídas nesse mundo para impedi-los, ao nível alimentar, de aceder a dimensões superiores.
Há, primeiramente, certo tipo de alimentos que podem ser prejudiciais, de maneira formal, à sua saúde, porque esses alimentos foram adulterados, de maneira voluntária, por cartéis de grupos alimentares agro alimentares internacionais que não trabalham, verdadeiramente, para nutrir os seres humanos.

A primeira coisa é, obviamente, o que vocês chamam os alimentos transgênicos, ou seja, que foram modificados, que vai bem além do que lhes dizem, mesmo nos piores cenários.
Em seguida, há alimentos que são, por vezes, utilizados nos mundos alternativos, como fonte de proteínas, em substituição dos animais, é a soja, obviamente.
Ora, a soja é uma planta que é, por natureza, anti-evolutiva, porque ela cresce para a terra, ela não cresce para o Sol e, quanto mais vocês comem a soja, mais vocês se tornam pesados.
Isso é importante a compreender.

Em seguida há os alimentos que, no início, eram alimentos muito espirituais, mas que foram modificados, em especial, por causa de inseticidas, pesticidas que foram colocados neles e que desnaturaram, completamente, a virtude espiritual do alimento, e eu quero falar, com isso, dos alimentos que são, essencialmente, o trigo e o mel.

Então, agora, vem outro problema, aquele da carne vermelha.
Obviamente, não é pedido, para fazer caminho de abertura para a quinta dimensão, ser totalmente vegetariano ou vegan, mas sua consciência deve ditar-lhes qual é o efeito do alimento que vocês ingerem.
Então, obviamente, é preferível escolher, na alimentação, mais legume, mais fruta do que carne, isso é bastante evidente, tanto mais que, no que concerne à carne, as condições de cultura dos animais são, muito certamente, a causa de numerosas doenças, porque é desumano, nem animal, aliás.
É mais um modo de cultura que é completamente equivocado, de pôr animais que não veem, mesmo, a luz do dia, eu penso, em especial, nas aves, mas, também, nos fertilizantes e no que vocês chamam os hormônios, que são dados aos animais para fazê-los crescer mais rapidamente.

Tudo isso vai desnaturar, mesmo, a natureza de tipos de alimentos que vocês absorvem, entretanto, não é preciso fazer disso regras formais.
Se vocês gostam do pão e se acham que não há qualquer efeito secundário em comer o pão, bem, comam o pão, entretanto, sua consciência, hoje, mais do que nunca, diz-lhes, espontaneamente, quais são os alimentos, quando vocês os ingerem, que lhes fazem bem ou que lhes fazem mal.

É um pouco mais difícil, obviamente, para o trigo e para o mel, porque não é evidente, de início, mas isso vai tornar-se um problema, progressivamente e à medida de uma absorção mais maciça desses tipos de alimentos.

Aí está, mas eu não quereria fazer generalidade demasiado importante desses tipos de alimentos.
Façam o que sua consciência dita a vocês, em função do que vocês sentem, comendo referidos alimentos.

Os laticínios não são alimentos destinados a serem absorvidos pelos seres humanos.
Aí, em contrapartida, o problema não é espiritual, é problema de tolerância ou intolerância.
Todos os outros produtos têm efeitos importantes em seu desenvolvimento espiritual, mais do que o leite, mesmo se ele gere doenças importantes ao nível do corpo físico, tem a particularidade de não obstruir seu desenvolvimento espiritual, o que já é enorme.
Ora, os produtos geneticamente modificados, as sojas, estão aí para obstruir sua evolução espiritual, de maneira formal.

Questão: o que é do vinho?

Aí está um alimento extremamente importante, porque ele tem a particularidade de elevar as vibrações, realmente, na condição de não beber três litros de vinho, é claro.
Portanto, nada de perigo ao beber vinho, em toda proporção mantida, como de hábito, é o excesso que é prejudicial.

No álcool do vinho há certo número de moléculas químicas que têm a particularidade de abrir alguns canais.
Então, em doses, eu diria, não homeopáticas, mas em doses leves, alguns vinhos têm a particularidade, pelo que representa a uva, o processo de fermentação, de abrir alguns canais no interior do corpo.

Há, obviamente, uma diferença nas moléculas químicas, entre o que vocês chamam vinho branco, champagne e, sobretudo, champagne e vinho tinto.
Essencialmente, a cor, a vibração da cor é diferente e, para aqueles que têm, agora, muita dificuldade para suportar o álcool, o que é frequente nos caminhos espirituais de hoje, o champagne é, certamente, o menos nocivo, porque ele é muito mais leve ao nível da abertura de canais.
O problema do álcool e, mesmo do vinho tinto, em certa medida, é que alguns vinhos tintos, e alguns vinhos brancos, também, têm a particularidade de abrir, violentamente, os canais, e ativar, violentamente, os circuitos energéticos, o que pode ser prejudicial para os novos corpos que estão em construção.

Questão: o que é da cerveja?

Esse alimento não tem virtude específica, ao nível espiritual, eu quero dizer.
Não há questão sobre o whisky?

Questão: o fato de «vir» de tal ou tal dimensão é uma referência a uma forma de linhagem espiritual ou a outra coisa?

É preciso saber, já, que tudo provém e tudo volta à Fonte última.
Essa Fonte última está além das dimensões, uma vez que ela penetra todas as dimensões; essa fonte última que vocês chamaram, segundo suas terminologias, o Pai, a Luz, pouco importa, a Fonte central de vida, se preferem.
Há dimensões muito mais etéreas do que a dimensão terceira, na qual vocês vivem, que são, obviamente, por alguns lados, mais próximas da emanação primordial.

Então, dizer de alguém que ele vem de tal dimensão, isso quer dizer que seu lugar de origem, tal como ele se manifesta aqui, na terceira é, efetivamente, de uma dimensão que é muito mais complexa do que a dimensão terceira, mas, de fato, muito mais próxima da Luz autêntica.
Quanto mais vocês sobem, entre aspas, os planos vibratórios dimensionais, mais acedem a dimensões repletas de Luz.

Então, dizer de alguém que ele vem de tal ou tal dimensão, isso é válido para algumas entidades espirituais que podem apresentar-se, nas quais se pode sentir uma vibração muito mais forte, muito mais etérea ou muito mais luminosa, pode-se dizer, com uma qualidade de Luz diferente, que assinala uma dimensão superior.
Mas há algumas dimensões que não podem, absolutamente, manifestar-se nessa dimensão, seja através de um canal, um médium ou, ainda, espontaneamente porque, se elas se manifestassem na terceira dimensão, fariam explodir toda a vida de terceira dimensão, porque elas não suportam a mínima sombra, a mínima ausência de Luz.

Ora, o jogo da terceira dimensão é um jogo específico, que dura há muito tempo entre a sombra e a Luz, enquanto, nas dimensões superiores, isso não pode existir.
A partir da quinta dimensão, a sombra não tem mais existência possível, não há mais, tampouco, o antropomorfismo que vocês conhecem do ser humano; há formas que vocês poderiam qualificar de angélicas.
Por exemplo, nas dimensões décima oitava, vigésima primeira, vigésima quarta, as formas que vocês observarão nada mais terão a ver com qualquer antropomorfismo, nem anjo, nem homem, nem outra forma humanoide, mas, puramente, triângulo irradiante de Luz, por exemplo, para a vigésima quarta dimensão e, no entanto, nível de consciência que passou, talvez, pelo humano ou talvez não, mas que, no tempo, tal como vocês chamam a curvatura do tempo, algo de eminentemente anterior e eminentemente afastado, em todo caso.

Então, dizer que se vem de tal dimensão, isso não quer dizer grande coisa; há famílias de almas que vêm de alguns sistemas solares ou de outros sistemas solares pela forma humana.
Há, também, humanos que, hoje, nada têm a ver com o humano, tal como vocês o concebem e que, no entanto, tomaram um corpo de carne (tanto nas forças de Luz como nas forças da sombra, mas isso é outro debate).
O que é preciso, simplesmente, reter é que a dimensão na qual vocês vivem, terceira dimensão, é uma dimensão de sombra e de Luz limitada pelas variáveis que são o tempo e o espaço, o que não é mais o caso a partir da quinta dimensão.

Questão: onde está a relação entre as forças da Luz e as forças da sombra?

Há, nas escrituras sagradas antigas, inúmeros elementos que foram dados para o período que vocês vivem.
As forças da sombra e as forças da Luz estão todas no trabalho, de múltiplos lados.
As forças Micaélicas, que são as forças da renovação espiritual ligadas à emergência da nova trindade para a emergência da quinta dimensão estão no trabalho já há mais de dez anos, mas reforçaram-se, no ano passado.

É o Arcanjo Miguel que deixará seu lugar, no momento do fenômeno ascensional, à aproximação de Uriel, que é aquele que é especializado nos fenômenos de reversão: reversões de consciência, reversão, também, do que vocês chamam os polos, mas isso é outra história.

Então, o combate da sombra e da Luz?
Não há necessidade de inclinar-se no que acontece no cosmos ou no que acontece em outras dimensões.
Esse combate é ilustrado, já, em vocês mesmos: são as atrações do passado que não querem morrer, que pertencem à sombra, e as forças de Luz que querem levá-los para o desconhecido, para a novidade, para o amor, ao qual vocês resistem, porque há o que dirão disso, há a educação, há o dinheiro, há a família, há os pais, os filhos e tudo e tudo, que vem bloqueá-los, freá-los para o acesso a essa quinta dimensão.

E, do outro lado, há, também, o que vocês observam sobre a Terra: o jogo dos elementos, o jogo das forças que estão no trabalho, hoje, sobre o planeta.
Aí, vocês têm a ilustração, perfeita, do combate entre a sombra e a Luz, entre o passado que não quer morrer e que resiste e depois, por vezes, também, a Luz, entretanto, é inexorável.

Então, o combate, obviamente, está sob os seus olhos, no interior de vocês, mas, também, no exterior de vocês, nessa dimensão, obviamente.

Questão: em que consiste essa quinta dimensão?

Então, é, ao mesmo tempo, importante e extremamente complexo, é como se vocês fossem um marciano e me pedissem para descrever a vida sobre este planeta, isso não poderia fazer-se em dois minutos, nem em cinco minutos, nem mesmo em um ano, nem mesmo em dez anos porque, enquanto vocês não tiverem vivido tudo o que eu poderia dizer-lhes disso, não será, como dizer..., perceptível.

Então, há regras, leis fundamentais que se exprimem na quinta dimensão, que são total e diametralmente opostas ao que vocês conhecem na terceira dimensão.
A terceira dimensão é o jogo da sombra e da Luz, ilustrado, mesmo, em relação à Luz do Sol que vem iluminá-los e que projeta uma sombra atrás de vocês.
Isso não é possível na quinta dimensão.

Vocês veem o Sol que vem de um ponto preciso, que é o Sol exterior.
Quando vocês passam à quinta dimensão, já, vocês não estão mais na superfície da terra, vocês estão no interior da vida, o que quer dizer que vocês estão no interior da Terra, não mais em sua superfície; vocês estão no processo da vida, ao mais perto do núcleo central cristalino do planeta.
O Sol não é mais um ponto de Luz, de influxo fotônico que chega para vocês, que se levanta em um ponto e que se esconde em outro ponto.

Na quinta dimensão, a Luz é onipresente, por toda a parte, e, todas as direções do espaço, porque vocês estão na dimensão interiorizada do Sol, esse é o primeiro ponto, e a Luz que vem de toda parte não pode ali haver sombra projetada.
Mas as próprias características físicas da Luz não são mais as mesmas, e vocês sabem, na tradição, fala-se, por exemplo, de glóbulos de prana, de glóbulo de vitalidade, de fótons, se preferem, para os cientistas, que é, ao mesmo tempo, uma onda e um corpúsculo.
São as duas estruturas diferentes do fóton.

Então, agora, na quinta dimensão, é preciso compreender, se é que isso seja possível, compreender sem vivê-lo, que a velocidade mínima é a velocidade da Luz.
De fato, não há mais velocidade, é instantâneo, o pensamento é criador, instantaneamente: eu quero construir uma casa, a casa constrói-se, instantaneamente, conforme o que eu tenho em meu espírito.

Assim, a estrutura celular não é mais, de modo algum, a mesma, o que os constitui, hoje, é oitenta por cento de água, mas, também, como principal átomo, o carbono.
Quando vocês penetram a quinta dimensão, o núcleo de carbono não pode mais existir, ele é substituído pela sílica, o silício.
A água, também, será modificada.
Então, tudo depende em qual quinta dimensão vocês entram, porque vocês, humanos, vivem no ar, com um corpo de carne, feito de matéria de terra.

Então, na quinta dimensão, há seres vivos – vai-se chamá-los assim – que vivem na água e não no ar.
A partir da nona dimensão, isso é mais complexo, porque vocês podem viver no fogo, não no fogo que queima, que vocês conhecem, mas outro fogo, com outras características físicas.

Então, é muito difícil a compreender.
É como se vocês me pedissem para descrever como é quando vocês morrem.
Pode-se descrever, muitos outros humanos descreveram, receberam informações sobre o além, mas é uma coisa escrever coisas sobre o além, e é outra coisa vivê-las, o que é uma coisa completamente diferente.

Por exemplo, na quinta dimensão, o que vocês chamam a família, que é ligada à linhagem, ao DNA, não existe, absolutamente, e não pode existir, porque o DNA de sua terceira dimensão é profundamente amputado, profundamente limitado em relação ao DNA que existe em outra dimensão.
As bases do DNA não são mais, de modo algum, as mesmas; aliás, as cadeias carbonadas não existem mais, elas são substituídas por cadeias de silício, que são muito mais vibrantes.

As características da matéria não são mais as mesmas.
As formas, o antropomorfismo humano não será mais, de modo algum, o mesmo, talvez não para aqueles que, hoje, acederão com esse corpo à quinta dimensão, mas para as vidas futuras.
A arquitetura molecular, a arquitetura do cérebro, do coração, dos órgãos será profundamente diferente e, sobretudo, as regras sociais serão profundamente diferentes.
Tudo o que, hoje, faz o valor da vida, tal como a sociedade humana de hoje construiu, não existirá, absolutamente.

A dificuldade não é querer, a todo custo, orar, meditar, purificar o corpo, mesmo se seja importante.
O mais importante é que cada alma, em sua alma e consciência, deverá fazer a escolha.
Cada alma deverá decidir se ela quer abandonar a terceira dimensão para entrar, diretamente, nessa quinta dimensão.
É um ato, eu diria, muito consciente, que lhes será pedido; é uma decisão livre, na condição, obviamente, de ter a possibilidade de ascensionar, ou seja, de não ser atraído pelo que fazem as virtudes da terceira dimensão.

Mas, eu repito, ninguém julgará.
Muitos seres humanos, mesmo que vocês pudessem chamar «despertos», se é que desperto queira dizer, ainda, algo nessa situação, mas pode-se dizer que alguns seres humanos decidirão, em toda consciência, prosseguir a experiência da terceira dimensão.
Isso não será uma punição, porque eles mesmos terão decidido isso.

É preciso, efetivamente, compreender que o fenômeno de ascensão concerne à totalidade do planeta, mas não à totalidade dos habitantes humanos, nem animais, aliás.
A porcentagem é extremamente frágil, muitos seres escolherão recomeçar a terceira dimensão, porque é escolha deles, porque eles terão necessidade de fazer outras experiências.
Para outros, eles terão medo de ir para essa novidade.
A quinta dimensão, vocês devem concebê-la como uma morte, é uma morte para a terceira dimensão; é, verdadeiramente, uma reversão total dos fundamentos da vida e dos valores que os animaram há tantas e tantas vidas, é algo de extremamente novo, de extremamente diferente e, se querem, poder-se-ia comparar isso a um fenômeno de despertar que viveram alguns mestres espirituais, alguns, eu não disse todos.

Por exemplo, eu poderia tomar exemplos na bíblia e falar de Elias, falar de Enoque, que estavam, totalmente, imersos na quinta dimensão.
E, também, há mulheres, é claro, é preciso não esquecer delas.
Havia, por exemplo, essa grande mística da Índia, que eu tive a chance de encontrar, e que se chamava Ma Ananda Moyi, que teve a particularidade de estar e de viver na quinta dimensão a maior parte de sua vida.
São níveis de consciência e de vida que nada mais têm a ver com a encarnação e, no entanto, ela manteve um corpo de carne, porque esse corpo de carne era tão purificado, tão insignificante, que era transparente de Divindade.

Então, aí está o que se pode apreender, intelectualmente, um pouquinho, dessa quinta dimensão, mas compreendam, efetivamente, que o modelo econômico, os modelos sociais, os modelos educativos, os modelos familiares que vocês construíram, absolutamente, não têm qualquer sentido na quinta dimensão, mas, absolutamente, nenhum.

A organização societária, absolutamente, nada tem a ver com o que vocês construíram, nem com o que vocês vivem.
É, ao mesmo tempo, muito mais harmoniosa, mas, na quinta dimensão, por exemplo, vocês não podem esconder seus pensamentos.
Os pensamentos viajam na velocidade da Luz, instantaneamente, e todo ser humano que vive na quinta dimensão, eu penso, por exemplo, no povo do Intraterra, hoje, é perfeitamente consciente dos pensamentos de todos seus congêneres, quer eles sejam humanoides ou não humanoides.
Eles funcionam em unidade unificada de consciências de vinte e quatro unidades.
Vocês não podem imaginar o que isso é, estar na quinta dimensão e estar conectado a vinte e três seres, vinte e três outras entidades que se comunicam na velocidade da Luz com você.

É melhor que os pensamentos sejam coerentes; é melhor que isso vá ao mesmo sentido, se se pode dizê-lo.

Aí está a frágil percepção do que se pode dizer.
Então, eu creio que seria preciso, talvez, deixar ainda algumas questões e, depois, deixar o lugar para aquele que vem.

Questão: um trabalho com as plantas ditas sagradas pode ajudar nos processos atuais?

O fenômeno das plantas sagradas, que são numerosas na superfície deste planeta, permite, efetivamente, tocar com o dedo certo estado, mas tocar um estado não permite estar no estado.
É preciso, efetivamente, compreender isso.

Viver uma experiência não é viver um estado, é algo de transitório.
Então, se esse estado transitório pode ser um meio de fortalecer na fé da existência desses estados, de maneira mais permanente, é preciso tentar a experiência.
Se é uma experiência a mais, isso não serve para grande coisa.

Retenham, efetivamente, que todas as experiências que foram dominadas pelos xamãs correspondiam a processos terapêuticos extremamente precisos, no objetivo de ter uma ação sobre um evento ou sobre algo ou sobre alguém.
Então, hoje, muitos seres humanos gostariam de tentar experiências.
É perfeitamente louvável, mas é preciso prestar atenção para não depender dessa experiência demasiado frequentemente, porque, naquele momento, isso se tornaria uma ilusão.
A quinta dimensão deve eclodir em todo ser humano que é de boa vontade, de maneira fácil e sem artifício, entretanto, se a experiência é um meio de certificar, de reafirmar suas certezas, reafirmar suas crenças, então, é preciso fazê-la.

Questão: Jesus disse «você deixará pai e mãe».
O que significa isso, hoje?

Isso significa, também, «deixem os mortos enterrarem os mortos».
Há momentos nos quais vocês devem fazer as escolhas, que não são escolhas ligadas ao intelecto ou ao afetivo, elas são diretamente ligadas pela consciência e vocês vão encontrar-se confrontados a escolhas cada vez mais, como eu dizia, difíceis, ou seja, nas quais está a responsabilidade de sustentar as necessidades de um filho, de um adolescente, de um pai ou de um membro da família, e o que lhes dita sua liberdade nova de quinta dimensão.
É um problema de difícil escolha [cornélien], eu o disse, efetivamente, no início da apresentação, mas esses problemas vão surgir, cada vez mais.
Não se esqueçam, também, de que a maior parte de vocês que está aqui está em uma vontade espiritual de bem, mas não se esqueçam, também, de que as resistências na espiritualidade vão tornar-se cada vez mais terríveis, sobretudo, em seu belo país que vocês chamam a França, e o que vocês chamam a caça às bruxas será aberta como nos piores tempos do que vocês chamavam a inquisição.

Vocês não terão mais o direito de pensamentos espirituais, não terão mais o direito de falar de Luz.
Aí também, será preciso fazer escolhas, aí também, será preciso ter isso, como vocês dizem, para afirmar o que vocês são, realmente, e não aceitar os jogos da sombra, sob o pretexto de ter a paz.
Mas, aí também, são escolhas que vocês terão que fazer e não, unicamente, ao nível da família, eu repito, nem ao nível dos parentes, mas de uma maneira geral, na vida.

Mas, dito em outros termos, ao limite extremo, vocês estão prontos para morrer por seu ideal?
Lembrem-se do sacrifício de Abraão. Isso é a humanidade toda, inteira, que vai fazê-lo.
Eu não posso dizer mais, de momento, em relação a isso.

Eu lhes aporto toda a minha bênção e todo o meu amor, como de hábito, e estejam certos de que, na próxima vez, se aquele que vem não estiver tão apressado, poderemos discorrer ainda mais tempo.

Agora, recebam todo o meu amor.
Eu vou deixar o lugar para aquele que vem, que lhes dirá, ele mesmo, quem ele é.

(«aquele que vem» é Orionis, em sua mensagem de 8 de fevereiro de 2007).
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ORIONIS – 8 de fevereiro de 2007



DO SITE AUTRES DIMENSIONS.

Recebam, queridos filhos da Unidade que vocês são, toda a minha gratidão por acolher-me neste espaço, a fim de impulsionar sua alma, impulsionar seu corpo e impulsionar seu espírito para mais autenticidade, para mais unidade, para mais Luz.

Eu me apresento: alguns de vocês, historicamente, chamaram-me Melquisedeque, o Ancião dos Dias.
Em um plano mais etéreo, que é aquele ao qual dediquei minhas vidas, independentemente de minhas passagens nessa humanidade terrestre, o nome consagrado que eu porto é aquele de Orionis.
Ele corresponde à minha origem primeira, estelar, que corresponde aos Oriônidas.
Eu sou aquele, também, que foi chamado regente planetário, porque tive o encargo, há agora mais de cinquenta mil anos de seus anos da Terra de superfície, o encargo da evolução de sua humanidade.
Eu não me substituo, em nada, àquele que é o filho de Deus, a quem vocês chamaram o Cristo.
Eu não me substituo, em nada, à divina trindade.
Meu papel seria mais aquele de um supervisor e de um orientador, que permitiu a emergência dessa dimensão na qual vocês têm vivido há tanto e tanto tempo, essa dimensão terceira.

Minha vinda foi preparada através desse canal desde vários dias, a fim de pô-los em face da realidade da unidade que vem para vocês, a que vocês chamam, desde extremamente muito tempo em seu tempo terrestre, a ascensão, apocalipse, em outros tempos.

É importante compreender, aceitar, mesmo se vocês não o compreendam, que as humanidades que se sucederam na superfície desta Terra, tiveram, todas, que enfrentar, superar, transcender uma transformação que sobrevém de maneira cíclica, que permitiu a extinção visível do que vocês chamaram o reino dos gigantes, que permitiu a passagem de terceira à quinta de seres não humanoides que participam da vida do Intraterra, hoje, que são os delfinoides.

A vida é uma, múltipla em suas manifestações, mas múltipla, também, em suas dimensões.
Há necessidade, hoje, de compreender e aceitar, se vocês não compreendem, que o fim de um ciclo está ativado.
Os sinais, os estigmas disso são extremamente numerosos.
Que aquele que tem olhos olhe, que aquele que tem ouvidos ouça, que aquele que sente sinta, seus simples sentidos humanos permitem-lhes, hoje, aperceber-se dessa grande transição e dessas grandes transformações que acontecem e que acontecerão em um futuro muito próximo, para a humanidade toda, inteira, e para esse Sistema Solar, em sua totalidade.

Há necessidade de estar alinhado, há necessidade de estar unificado, há necessidade de estar reunificado, a fim de poder, livremente, aceder à sua dimensão, não original, mas à sua dimensão de Luz que lhes foi escondida, que lhes foi ocultada, eu diria, graças ou à causa, de acordo com suas vidas, a um artifício evolutivo que permitiu o nascimento dessa terceira dimensão na qual vocês vivem, há agora mais de cinquenta mil anos.

Outros seres passaram por aí e que os acompanham, hoje, como pequenos irmãos, a partir do Intraterra ou a partir do que vocês chamam o Extraterra, mas, sempre, na mesma dimensão para sua evolução.
Eles são extremamente numerosos.

Há, em primeiro lugar, seus irmãos e irmãs, suas raças associadas, que estão no Intraterra, que têm a particularidade de viver em quinta dimensão, ao mesmo tempo tendo feito o sacrifício de um corpo que pertence, ainda, à terceira dimensão.
Há numerosos anjos, que foram chamados, nas escrituras, os Anjos do Senhor, seres que vêm de uma constelação muito distante no espaço-tempo, mas extremamente próximo pelos portais intraterrestres, chamado Vega da Lyra.
Há numerosas formas de vida que evoluem a partir da quinta até a décima primeira dimensão, que estão aí para facilitar o processo ascensional de cada alma em particular, se tal é o desejo dela, mas, também, do conjunto deste planeta e deste Sistema Solar.

A experiência dimensional da sombra foi necessária, como etapa de retorno à Unidade, como etapa de maturação, como etapa de maturidade.

Cabe a vocês, hoje, se não compreendem, aceitar, com um coração aberto, a possibilidade do retorno à Unidade, porque, de todos os tempos, vocês não deixaram de ser filhos da Unidade, filhos do Único e seres de Luz.

Só os artifícios da precipitação na encarnação permitiram a existência de algumas leis temporárias, perfeitamente estudadas, perfeitamente analisadas e perfeitamente compreendidas por alguns movimentos ou algumas religiões – em especial, orientais – mas, hoje, como dizia o filho de Deus quando de sua passagem na encarnação, é-lhes solicitado entregar seu Espírito entre as mãos do Pai, entregar seu Espírito entre as mãos da Luz, dirigir-se para sua herança que lhes é devida, para sua Luz interior.

É-lhes solicitado deixar desvanecer-se, deixar morrer o que não tem mais lugar de ser, o que não terá mais lugar de ser em pouco tempo.
Não lhes é solicitado abandonar, totalmente, exceto se sua consciência diz-lhes, suas vidas, mas preparar-se para a eventualidade disso em um futuro próximo, em termos de tempo terrestre.

Cabe a vocês, como seres livres e, sobretudo, sem qualquer dependência afetiva, sob nenhuma dependência social ou sob nenhuma imposição, não fazer escolhas que seriam contrárias à vontade de seu ser interior, desse ser de Luz que vocês jamais deixaram de ser.

Nisso, eu vim anunciar-lhes um período extremamente próximo, que é o que vocês poderiam chamar uma janela, espaço-temporal é um termo que dá um pouco de pompa, mas é, efetivamente, disso que se trata, que corresponde à ativação, de maneira um pouco mais visionária, forte, da dimensão quinta em sua terceira dimensão.
Porque é preciso, efetivamente, compreender que o fenômeno de transição tem necessidade de ancorar-se, através dos portais intraterrestres, através, também, dos vórtices de energia que percorrem a superfície deste planeta, encontrar pontos de ancoragens para permitir a ascensão dimensional do conjunto daqueles que desejarem reencontrar sua unidade primeira.

Nisso, eu apenas posso ser o guia de um de vocês ou de alguns de vocês, e apenas posso assistir ao conjunto do Sistema Solar nessa ascensão, mas numerosas são as formas e as Luzes que os acompanham nesse caminho de transformação.
Mantenham isso presente no espírito, mesmo se devam considerar isso seja apenas um sonho, de momento, como uma eventualidade possível, como algo que deve existir.

Continuem a fazer o que diz sua consciência, não lutem contra sua consciência, se sua consciência diz-lhes para prosseguir o que devem fazer, façam-no, se sua consciência diz-lhes, como dizia o filho do homem, para seguir, então, sigam-no.

As regras que vocês construíram, que permitiram a elaboração dessa terceira dimensão com suas sombras, com suas Luzes, é um processo que chega ao fim da estrada, não há mais estrada para essa dimensão, não há mais estrada para essa humanidade na terceira, a estrada termina, mas para deixar lugar para uma nova estrada, muito mais luminosa, que os fará sair da experiência da terceira dimensão para entrar, diretamente, na dimensão de sua Divindade.
É isso que lhes é solicitado, em sua alma e consciência, manter em algum lugar, em um canto de seu espírito, a possibilidade de que a Luz esteja, em breve, aí.

Isso está a caminho, estejam certos disso, isso não será remetido, absolutamente, a qualquer outro momento que não este período no qual vocês vivem, durante os alguns anos que os aproximam do prazo.
Esse prazo não é um fim, é o começo.
Esse prazo não é uma ruptura, mas é uma revelação.
Essa experiência nova não será mais uma experiência, será o fim da experiência, tal como eu o quis, em um momento preciso da história desta humanidade, mas o filho do homem prometeu-lhes a liberação, Ele disse «vocês estão sobre esse mundo, vocês não são desse mundo».

É tempo, agora, de reencontrar sua Divindade, sua inteireza, sua Unidade, a realidade do filho de Luz que vocês são.
É tempo de deixar morrer o que não pertence à sua realidade de Luz.

Cabe-lhes escolher, na entidade livre, em conhecimento de causa, porque vocês não serão, jamais, pegos de surpresa.
Mesmo o ser que jamais quis ver a Luz terá a escolha, no momento vindo, de escolher, em toda liberdade, seu caminho, de prosseguir na estrada da experiência ou ir para a estrada da Unidade.
Nisso, nada de julgamento.

A transformação não é um julgamento, a morte na terceira dimensão pode corresponder a uma lei de julgamento ação/reação.
O que lhes é proposto é uma transformação, não é uma pequena morte, é uma grande morte, e essa grande morte não é um julgamento, ela é liberdade, ela é caminho para a autenticidade, caminho para a felicidade, caminho para a Unidade, e cabe a vocês escolher.

Aí está, este período começa durante as datas que vocês chamam de 20 a 27 de fevereiro.
Durante uma semana completa, inúmeras portas vão abrir-se, inúmeras comunicações tornar-se-ão possíveis, mas, obviamente, as forças de resistência, ainda presentes, tentarão limitar, na escala do planeta, esse impacto da Luz autêntica em sua dimensão.
Isso se traduzirá por certo número de incômodos individuais, coletivos, planetários, aos quais não é preciso atribuir importância mais do que seja necessário.

Vão além da experiência, vão além da aparência para reencontrar a Divindade da Unidade que vocês são, para preparar o retorno à Unidade, para preparar o retorno à sua Divindade.
Vocês apenas devem ver a Luz, vocês não devem julgar o que advirá ao redor de si ou no planeta.

Reencontrar a Divindade e a Unidade necessita da ausência de julgamentos, entretanto, o discernimento, entretanto, a decisão, entretanto, a afirmação, eu quero dizer, simplesmente, não condenar aqueles que não fazem as mesmas escolhas que vocês, porque tal é a liberdade deles, imprescindível, de alma, porque tal é a vontade deles.

Nenhum elemento deve vir perturbar, de uma maneira ou de outra, essa janela espaço-temporal que se abre em vocês durante esta semana, em um período de retorno temporário à Unidade, um período de revelação, de desvendamento e de compreensão e, em todo caso, no mínimo, de aceitação de sua Divindade interior e de sua Divindade unitária.

Aí está, queria dizer-lhes, caros irmãos, caras irmãs de Luz autêntica, as coisas maravilhosas, as coisas transcendentes que vêm para vocês, que têm, verdadeiramente, a possibilidade de transformar seu caminho, se tal é seu desejo, se tal é sua capacidade.

Recebam minha bênção iluminada e iluminadora.
Vou, agora, deixar o lugar àquela a quem vocês chamam Maria, mãe de Deus, para a transmissão da energia dos três corações.

Bem, a vocês, caros irmãos, sejam abençoados, sejam unidos.
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4 de fev de 2007

O.M. AÏVANHOV (1) – 4 de fevereiro de 2007


DO SITE AUTRES DIMENSIONS.


Bem, caros amigos, estou extremamente contente por reencontrá-los esta noite, para exprimir certo número de coisas que estão em relação com sua evolução e, sobretudo, gostaria, como dissemos na última vez, de tentar informá-los de coisas que estão em relação com a natureza humana, os corpos humanos e, sobretudo, o que é ligado à revolução dessa humanidade e desse corpo humano nas mudanças que são chamados a viver e que vocês já vivem, há alguns anos.

Então, primeiramente, há noções espirituais a compreender, que fizeram figurar, eu diria, no nascimento, no corpo no qual vocês habitam.
É preciso, efetivamente, compreender que tudo é oriundo do que vocês poderiam chamar uma emanação, a emanação quer dizer que há um ponto de Luz central – do qual partiu uma difração, no sentido físico do termo – que é, vibratoriamente, pesado, eu diria, que desceu de plano em plano vibratório para chegar à forma que vocês veem.

Então, é preciso compreender que essa constituição e essa descida vibratória não se fazem, não importa como, ao acaso de peregrinações biológicas.
É evidente que essa forma obedece ao que se chamaria de arquétipos e que há, em cada órgão, em cada parte que constitui esse corpo humano, arquétipos múltiplos que foram emprestados, justamente, a essas formas arquetípicas que são ligadas a grandes funções que, antes de ser corporais, são funções de natureza espiritual.

Assim, e como inúmeras tradições disseram anteriormente, quando se fala de um órgão fala-se, obviamente, de sua função em um plano espiritual, psicológico, energético, antes de falar de sua constituição material ou de suas funções orgânicas.
Então, é extremamente importante compreender isso, ou seja, que os corpos humanos não nascem de uma montagem ou de uma amálgama heterogênea, como vocês dizem, ou em relação com leis ao acaso.
Há, necessariamente, um agenciamento que, em si mesmo, corresponde a uma vontade, eu diria, espiritual, para não dizer divina, ou seja, que há, em cada órgão, em cada célula, em cada átomo que constitui o corpo humano, uma relação a um arquétipo.
Esse é o primeiro estágio importante a compreender, no que concerne à vida biológica do corpo humano.

Então, esses arquétipos puseram um tempo importante, eu diria, para descer à manifestação da terceira e à corporeidade que vocês vivem, atualmente, há certo número de milênios.
É preciso, efetivamente, compreender isso, porque é a preliminar.
A justificação de uma função não se encontra em uma necessidade biológica, mas em uma necessidade que vocês chamam arquetípica ou mesmo ontologia, ou seja, a uma filosofia espiritual extremamente precisa.

Então, através disso, é preciso compreender que todo órgão é apenas a manifestação, nos planos densos orgânicos, do que acontece em níveis que vão bem além das forças etéreas e das forças astrais ou mentais, mas encontram sua justificação além do que vocês chamam o corpo causal, ou seja, nos mundos espirituais.
A matriz de criação dos órgãos, das células e de tudo o que faz a vida humana vem de um arquétipo, prefiguração, eu diria, vibratória, dessa precipitação na matéria.
Há uma ordem precisa de precipitação, assim como há uma ordem precisa no agenciamento dos órgãos, das células ao nível do corpo, que permite que a vida seja coerente.
E a vida não é suportada pelo biológico, o biológico é apenas a resultante visível sob os seus olhos de algo que está situado bem além da aparência.

Então, mesmo as descobertas da biologia moderna, há cinquenta anos, seja o DNA, por exemplo, bem, isso é apenas a prefiguração de algo que se situa em planos vibratórios muito mais altos, que são ligados, diretamente, ao que se chamam as rodas de fogo, as emanações com princípios de natureza divina.
Então, todas as manifestações que vocês observam, por ressonância analógica e uma analogia verdadeira, podem voltar a subir até a fonte primeira, esse é o primeiro princípio de base, mas que corresponde, creiam-me, à realidade, ou seja, que todo sistema que visaria observar o que chamaria um mundo causal ao nível biológico observaria apenas a consequência de uma verdadeira causa que está situada bem além de simples aparências biológicas.

Esse é um ponto fundamental, assim como o nascimento de um átomo – com seu núcleo, com os elétrons que giram ao redor – é apenas a prefiguração do que existe ao nível de sistemas solares, de sistemas planetários, mas, também, de contrapartidas físicas ao nível material.
Mas existe, também, uma contrapartida nos planos os mais espirituais, que prefigura essa configuração que vocês chamam material.

A configuração material que vocês chamam big-bang (que significa início do universo, início da criação de algo de material) não é parte de nada, contrariamente ao que lhes ensinam, faz parte de uma realidade espiritual bem real, ela também, mas invisível aos seus olhos, que serviu de plano para a manifestação, tanto do átomo como, mesmo, de sistemas solares, como de todas as formas biológicas existentes pelo mundo.
Essa é uma preliminar extremamente importante, antes de entrar na constituição precisa do corpo humano e de sua evolução, quando de mudanças vibratórias.

Então, em relação a essa noção de arquétipo e essa noção de preliminar espiritual, primeiramente, vocês têm questões que poderiam responder, unicamente, sobre essa parte?

Questão: poderia definir o que são, para vocês, os arquétipos?

Bem, o arquétipo é quando vocês veem, por exemplo, a forma de uma árvore (uma árvore vai criar um tronco, ramos), a forma dos ramos parece-lhes guiada pelo que vocês chamam, aqui, ou algoritmos ou fórmulas matemáticas, ou leis que foram descobertas não há muito tempo, que explicam com os fratais a constituição de uma árvore.
Mas isso vai bem além.
No simples plano etéreo, antes que a folha apareça, o broto já está criado e o plano da folha já existe ao nível etéreo.

Mas isso vai bem além, ainda.
A forma de um ramo é determinada não pelos fratais ou os algoritmos, mas é determinada, diretamente, pelas forças ambientais etéreas, elétricas e magnéticas que estão no trabalho que permite ao ramo possuir uma forma que lhe é própria e que se define em relação a linhas de forças.
Isso é um primeiro nível que vocês não veem e que, no entanto, é real, é o nível etéreo.

Mas, além disso, mesmo quando inúmeros iniciados disseram que, no grão há a árvore, obviamente, há a árvore, mas a árvore não poderia existir sem uma matriz prévia.
A matriz é definida como arquetípica, ou seja, que é um modelo de repetição ao infinito, assim como, em suas usinas, há um molde que vai permitir reproduzir uma peça ao infinito, do mesmo modo, há lados espirituais, arquétipos espirituais que são figuras primordiais, poder-se-ia dizer.
Essas figuras primordiais estão sob a influência de algumas formas vibratórias extremamente precisas.

Não me cabe entrar nos detalhes, mas saibam, simplesmente, que, por exemplo, cada órgão do corpo humano possui uma correspondência não no plano etéreo (isso é evidente, como a árvore), não no plano emocional (isso, o sistema de medicina tradicional também, obviamente, compreendeu), mas há, além dessas manifestações que vocês podem perceber através da visão, através dos sentidos, simplesmente, há um arquétipo que é profundamente invisível, que é a vibração primeira do órgão.

O arquétipo é, portanto, uma vibração.
Por exemplo, para cada órgão, há o que se chama um gênio criador, que é uma vibração.
A vibração vai permitir a criação da forma, porque a vibração é forma arquetípica.

Aí está o que se chama um arquétipo de um órgão; é a mesma coisa que a criação de um sistema solar ou que o big-bang.
A criação corresponde à frase «eu sou», «que a Luz seja» e a Luz é.
Isso corresponde ao mesmo princípio da afirmação vibratória sonora, obviamente, não em francês, mas em uma língua que está além da divisão das línguas, ou seja, em uma língua sagrada, que corresponde – de maneira similar, não é perfeitamente exato – a uma língua sagrada, que é a língua arameenia (é uma língua muito mais anterior ao hebreu).
A vibração da pronuncia, ou seja, o som está, portanto, na origem, através do fato de nomear, ou seja, de desenhar uma forma.

Pela vibração, o nome é ligado a ele mesmo, não ao órgão, em um primeiro tempo, mas ao gênio criador, ou seja, à vibração inicial da criação.

Questão: você falou há pouco de funções espirituais, poderia desenvolver?

Isso é, em grande parte, ligado à grande perspicácia do povo chinês, mas que não recebeu isso como o Santo Espírito.
Ele recebeu esse ensinamento da medicina chinesa através dos sacerdotes que se refugiaram da medicina chinesa, através dos sacerdotes que se refugiaram quando da destruição de Atlântida na China, e que transmitiram o saber dos arquétipos do corpo.

Vamos tomar, agora, se querem, exemplos ao nível do corpo, mas esses exemplos não são simbólicos, eles são reais.
A própria topografia dos órgãos ilustra, perfeitamente, essa geração descendente.
Se vocês tomam o exemplo dos órgãos que estão situados no tronco, vão aperceber-se de que os órgãos os mais altos são os pulmões, que são ligados à ordem interior, dizem os chineses, mas, além disso, os pulmões são ligados a certa forma de desenvolvimento da vida, inspira, respira.

A posição deles, no alto do tronco, abaixo da cabeça, é a primeira manifestação após o impulso vital.
Do mesmo modo, a criança que nasce, que aparece após a gravidez, empurra seu primeiro sopro e esvazia seus pulmões, que se preenchem de ar.
Isso está longe de ser, unicamente, simbólico, como eu disse, mas isso acontece desde os planos os mais altos até os planos vibratórios os mais baixos.

Então existe, como vocês compreenderam, um nome preciso do órgão pulmão, que corresponde ao gênio do pulmão, que é a roda de fogo, que é a mais próxima do divino, que foi chamada de querubim, ou seja, que corresponde a um querubim extremamente preciso, que é responsável pela forma de todos os órgãos aéricos pelos mundos.
Ele é responsável pela vibração que corresponde aos pulmões.

Então, há um Noé preciso para cada órgão, não é de minha alçada, nem de minha autorização dar-lhes os nomes que correspondem a cada um dos órgãos, por exemplo, para o pulmão é ligado à ordem, mas há uma vibração de pronúncia que chama à manifestação desse querubim que gera o pulmão.

Então, os pulmões, por exemplo, chamam-se belkabalel.
Belkabalel é o nome preciso que corresponde, se querem, a esse gênio querubim que é ligado a todos os órgãos pulmões da criação.
Vocês estão, aqui, na metafísica, na metacriação, ao nível da Luz primordial, da Luz do Pai e da descida vibratória.

A primeira descida vibratória é ligada à pronunciação e ao verbo.
Assim, cada órgão do corpo humano – mas, também, dos animais, em um grau menor, mas na mesma vibração – é portador do arquétipo.
Isso é extremamente importante.

Então, toda anomalia que se produzir, a um dado momento, em um dos órgãos ou em funções dos órgãos do corpo humano, reflete um desequilíbrio no arquétipo, obviamente.

Questão: isso significa que, se se tem um problema em um órgão tem-se, portanto, uma dificuldade de relação com esse arquétipo?

Não necessariamente; pode ser um problema de relação e não causal, diretamente, no órgão.
Aí está a dificuldade.

Por exemplo, vocês sabem que o fígado é um órgão extremamente importante, em todas as tradições, ele é ligado ao mito de Prometeu junto aos gregos, ele é ligado, junto aos chineses, ao ministro da guerra, como dizem os chineses, mas não é porque haja algo no fígado que seja, necessariamente, essa função energética, psicológica ou orgânica que é tocada, porque existem relações hierárquicas, relações vibratórias entre esses diferentes arquétipos.
Mas não confundir a manifestação em um órgão como um simbólico da função direta na função arquetípica que seria tocada.

Por exemplo, uma pessoa pode ter um câncer do fígado sem que haja um ataque ligado a um fenômeno de anomalia no fenômeno de previsão do plano ou do mito de Prometeu, ou seja, do símbolo do renascimento.
Por exemplo, inúmeros iniciados morrem de um câncer do fígado (por exemplo, Krishnamurti).
Há outras pessoas que foram grandes espiritualistas que morreram de um câncer do fígado; isso não quer dizer que eles tivessem um problema no renascimento, isso não quer dizer que tivessem um problema fundamental hepático, mas que havia processos de relação que eram levados a efeito.

Então, a dificuldade está aí, seria querer assimilar uma patologia em um órgão ou em uma função de um órgão ou em uma zona do corpo em relação à explicação direta psicológica, energética, ou mesmo espiritual.
Vocês não têm todos os elementos de compreensão, o simbólico do corpo humano é extremamente importante, agora, não é porque vocês têm um ataque em um órgão que as funções psicológicas do órgão sejam tocadas, talvez, é a relação que é tocada, a relação a outro órgão ou a outra função.

Então, a menos que se conheçam todas as relações existentes, o que seria extremamente complexo, é muito difícil afirmar que uma doença seja ligada ao arquétipo, mesmo se todo mundo admita isso como uma regra comum, o que é totalmente falso.

Questão: esse princípio de «relações» corresponde à roda de elementos utilizada pelos chineses?

Não unicamente, é muito mais complexo do que isso, não há, unicamente, uma ligação de órgãos, como os chineses disseram.
Pelos elementos, pelos movimentos ou pelos meridianos há ligações de órgão a órgão, de proximidade, por exemplo, que vocês conhecem bem na medicina corrente: quando o coração é tocado, o pulmão será tocado.
Quando há uma patologia que sobrevém no ovário, talvez, se isso é grave, vai tocar o colo do útero, por extensão, de próximo em próximo.

Essas relações são, também, importantes.
Então, é preciso reter – coisa importante, antes de entrar nos detalhes, talvez, do corpo humano – que as explicações que vou fornecer-lhes não devem ser a justificação de uma implementação desse conhecimento para aceder à nova dimensão.
É feito, unicamente, para iluminá-los sobre as modificações que podem sobrevir no interior dos corpos em mutação, mas não procurem desencadear uma mutação através de um trabalho, mesmo energético, em um dos órgãos dos quais vamos falar, isso seria uma heresia, porque o trabalho o mais importante, quando da mudança vibratória é, justamente, não mais interessar-se por seus órgãos, mas interessar-se pela nova dimensão, que fará o trabalho para a própria consciência.

É ilusório crer que, se se fala, por exemplo, de novas raízes, de trabalhar nessas novas raízes vai ativá-las ou vai permitir aceder à nova dimensão, é o trabalho na consciência pura que permite isso, no amor, no desapego, no acesso vibratório, mas não um trabalho na descrição do que existe.
Muitos seres fazem, hoje, esse erro.
Não é porque vocês vão trabalhar na abertura do sexto chacra que vão desencadear um fenômeno místico.
Vocês desencadearão, talvez, visões, desencadearão, talvez, uma abertura, mas a abertura não é a transformação.

Entretanto, é importante saber, quando vocês têm sintomas precisos que lhes chegam, compreender para que eles vêm, mas não fazer disso a causa primeira do que vocês têm a fazer, isso é muito importante.

Então, é muito importante compreender que não é porque se tem a explicação do porquê, do como uma patologia aparece em um órgão, encontrar a causa do ataque do órgão que vai tratar o órgão.
O espírito humano é assim feito: quando um problema manifesta-se ao nível orgânico, o ser humano tem tendência, ao nível material, a dizer «eu tenho uma dor no fígado», vão fazer exames, vão tentar encontrar, por ecografia, por tomada de sangue, por radio-escaner e outros exames porque eu tenho dor no fígado.
Isso é completamente louvável, mas a experiência prova, e vocês deveriam sabê-lo, desde a emergência da nova medicina dita Ocidental, tecnológica, que isso não resolve as doenças.
Isso ajuda, isso alivia, mas é uma heresia crer, já, ao nível material, que o fato de resolver um problema material vá resolver a materialidade.
Isso é uma ilusão.

Por exemplo, você tem um câncer e diz que se vai destruir o câncer, vai-se operar, vai-se dar produtos, fazer raios, é uma solução temporária, e não definitiva.
Do mesmo modo, querer procurar a raiz emocional, energética ou, mesmo, eu diria, ambiental de uma doença, porque o humano não quer sofrer, é tão ilusório, porque o ser humano vai agarrar-se a esse fator causal e vai dele fazer, eu diria, uma motivação, ou seja, ele vai – é a natureza humana – querer, a todo custo, aproximar algo a algo de outro.

Então, o ser humano vai crer que ele é inteligente, porque vai encontrar porque, por decodificação biológica, uma patologia em tal lugar.
Talvez, mesmo que haja os que vão dizer que isso foi transmitido de geração em geração pela tataravó, por que não?
Essa é a realidade, talvez, mas não é a causa.
A causa das doenças não é dada ao homem para evoluir dessa maneira, isso é uma heresia e uma distorção que é ligada ao fato de querer, sempre, tudo compreender e sempre tudo explicar por uma equação.
Isso é a natureza do mental humano de terceira dimensão.

Então, há uma pseudoespiritualidade que vai satisfazer-se em compreender porque há, efetivamente, uma relação.
Uma mulher que faz um câncer em tal lugar: há, necessariamente, uma relação com um desequilíbrio preciso ao nível emocional, ao nível mental, mas o corpo, que manifesta essa anomalia, não quer dizer-lhe que é preciso encontrar de onde isso vem (porque vocês vão encontrar de onde isso vem, ou seja, o caminho que tomou certo tempo para descer ao corpo, vocês vão fazer o caminho ao inverso e vão crer que isso vai curá-lo).

Mostrem-me uma única pessoa que tenha sido curada nesta Terra por essa técnica, isso não existe.
Então, é uma satisfação do ego, é uma satisfação do mental encontrar a raiz.
O Pai não os fez à sua imagem para que vocês encontrassem a doença, a doença é inerente à vida na terceira dimensão.
Então, há seres que partem aos vinte anos, outros, que devem morrer mais cedo ou mais tarde, e que vão, necessariamente, partir.
Nem todo mundo pode morrer parando de respirar de um dia para o outro, nem todo mundo pode morrer recebendo uma árvore sobre a cabeça.

As circunstâncias de vida, de morte são profundamente diferentes.
Então, a grande interrogação do humano é encontrar justificação, encontrar sentido para a doença, para o desequilíbrio.
Então, pode-se, sempre, encontrar causas.
Por exemplo, vocês vão dizer-se, é simples, isso cai sob os sentidos: você tem uma alergia a tal produto, então, vai parar o produto para sentir-se melhor, é, já, um primeiro passo, mas você não tem a explicação de porque tem a alergia.
Talvez, em uma vida passada, você já teve um problema, talvez, seu tatataravô tenha-lhe transmitido isso pelo DNA, pelos terrenos transgeracionais.
Então, tudo isso não são os arquétipos, são erros de juventude.

Então, há os que quiseram – já, em minha vida, isso começou – encontrar a explicação de uma doença na memória de vidas passadas.
Depois, falou-se de fazer a decodificação ao nível do corpo.
Depois, falou-se da decodificação de emoções, mas tudo isso são perdas de tempo.
O importante, e a única coisa, é o que lhes disseram, hoje, todos os mestres: «busquem o reino dos Céus, e todo o resto ser-lhes-á dado em acréscimo», mesmo a saúde.
E a saúde, às vezes, é morrer.
E a saúde, por vezes, é encontrar outra coisa, mas, em caso algum, vocês poderão encontrar um estado de bem-estar, no sentido em que vocês o definem hoje, através da compreensão de doenças.

Mas se essa compreensão dirige-se para algo que é muito mais satisfatório do que a compreensão material, o importante não é saber porque você tem tal problema, mesmo se seja sedutor para o intelecto, mesmo se seja muito simpático para o ego, o importante é o ser humano que acha que é importante compreender porque ele tem tal problema.
A cada vez que acontece algo na vida, vocês têm necessidade de compreender, têm necessidade de procurar a explicação, isso é próprio da vida humana e estava-se, sempre, assim, em nossa vida.
Mesmo eu, a certo momento, quando estive na prisão: «por que me colocaram na prisão? O que eu fiz para ir à prisão?».

Não se tem, jamais, a explicação sobre o momento.
Olhem Cristo, na cruz, quando ele disse «Pai, por que me abandonastes?».
Ora, ele não estava abandonado, isso fazia parte do caminho.
É preciso aceitar que a vontade do Pai, da Luz, faça-se.
Aí está a solução da boa saúde e não alhures.
Isso quer dizer, simplesmente, encontrar o coração, encontrar o coração de sua vida, o coração de sua essência e, isso, é um lugar no qual não há questão e, portanto, resposta.

Questão: como você explica, então, que algumas pessoas dizem que foram curadas por esse gênero de abordagem que você acaba de descrever como não sendo «eficaz»?

Há, simplesmente, um desvio do problema.
É como à época, quando vocês falavam de psicologias, quando falavam de psicanálises ou psicossínteses ou psicointegrações.
Vocês vão fazer um trabalho de compreensão, de porque têm tais sintomas, não se fala, mesmo, mais, de doença e, como por acaso, vocês compreendem o sintoma, integram o sintoma e o sintoma desaparece.
Mas eu lhes garanto que, da visão espiritual, não é, de modo algum, o que acontece.
Aí, vocês têm uma visão que se chama linear, vocês fazem desaparecer um problema, mas o que vocês sabem do que vai acontecer quinze ou vinte anos depois?
Como vocês têm os meios de fazer a ligação do que vocês procuraram, do que resolveram e outra coisa que aparece x anos depois?
Eu lhes garanto que é sempre assim.

Mesmo quando um curador põe a mão dele para tratar uma hérnia de disco, ele cura a hérnia de disco, mas, talvez, a hérnia de disco estava ali para proteger a pessoa de outra coisa.
Isso, vocês não têm qualquer meio de saber.

A única coisa que é exata em relação ao corpo humano é encontrar o centro.
O centro é a Luz, é a ausência de questão e a ausência de resposta.
Enquanto vocês procurarem uma resposta para uma doença, enquanto procurarem uma resposta para sua existência através de uma justificação material, vocês estarão fora da vida e enquanto estiverem fora da vida serão confrontados à doença, que é próprio da terceira dimensão.
Não há boa saúde possível na terceira dimensão, há apenas translações de desequilíbrios para outro desequilíbrio.
A única cura possível é transformação, transformação quer dizer parar de raciocinar em um modo linear.

Questão: qual seria, então, a atitude a mais correta, se se é confrontado a uma doença?

Encontrar o centro quer dizer, simplesmente, encontrar o coração do ser, encontrar a indizível verdade de sua unidade.
A indizível verdade de sua unidade não se importa com a doença, não se importa com o sofrimento, não se importa com a divisão.

Quando a doença está aí, isso quer dizer que vocês têm, atrás de si, eu falo ao nível orgânico, um trajeto extremamente longo de afastamento da Fonte, ligado à sua própria vida na terceira dimensão, porque vocês estão encarnados, e a encarnação é uma doença, já.
Há os que lhe dirão, efetivamente, que é uma experiência, mas essa experiência acompanha-se da doença, não pode haver bem-estar na terceira dimensão, pode apenas haver equilíbrio precário entre dois estados instáveis, porque a estabilidade não se encontra nessa terceira dimensão.

Então, a atitude correta – mas Deus sabe que pouca gente é capaz de fazer isso – é entregar-se à vontade do Pai, entregar-se ao Cristo interior, entregar-se à Luz interior.
Mas vocês não dirão, jamais «a Luz interior curou-me», mas, pelo menos, nesse caso, a verdade da cura é real.

Então, vocês estão em uma área de transição, vocês se preparam – já, há alguns anos e, para os anos que vêm – para passar a outro estado vibratório.
Ora, o problema está nesse nível.
Não é por acaso que, hoje, vocês tenham muitas novas ditas terapias que saem e que emergem com a impressão de que, a cada vez, isso será melhor do que com as outras.
Isso é próprio da ilusão e da armadilha.

A medicina chinesa, a medicina tradicional existe desde sempre, mas elas são consideradas como tradicionais, portadoras e veiculadas por um passado e uma tradição.
O sistema que vocês criam, hoje, são sistemas que querem arrastá-los para mais divisão, para mais compreensão e não para mais integração e mais espiritualização.

Ora, o problema que se coloca, hoje, é que vocês não podem aceder à quinta dimensão ocupando-se do corpo, vocês podem aceder à nova vida, unicamente, fazendo sua a vontade do Pai, ou seja, deixar agir em vocês a Luz e a transformação.
Enquanto vocês querem explicar, psicologicamente, biologicamente, carmicamente, transgeracionalmente uma patologia, vocês se prendem, inconscientemente, a essa terceira dimensão e, aí, está o problema maior da humanidade hoje e, sobretudo, no que vocês chamam os mundos conectados espiritualmente.

Questão: a atitude a mais correta seria aceitar a doença como uma doação do Pai?

Essa proposição é um pouco limite.
Há, também, pessoas que morrem dizendo «eu não tenho câncer, estou curado» e, no entanto, elas morrem, a doença continua aí.
Isso não é uma afirmação, não é porque, mentalmente, decide-se ignorar algo, que isso vai desaparecer, isso se chama fazer como o avestruz.
Isso quer dizer que, uma vez que a doença esteja aí, convém olhar essa doença, sentir a doença, não encontrar uma explicação cognitiva, cármica, emocional, etérea ou biológica, mas transcender-se, naquele momento, ou seja, procurar o Reino dos Céus, procurar subir na vibração porque, infelizmente, quando a doença está aí, exceto por milagre, ela continuará aí.
Porque, se ela desaparece do lugar no qual estava, ela aparecerá alhures, mais cedo ou mais tarde.
Isso faz parte de sua história de vida.

Olhem, por exemplo, uma criança que nasce com um eczema e, depois, ela chega à adolescência e o eczema desaparece e é substituído por uma asma e, depois, ainda mais tarde, na idade adulta, ela vai ter outras manifestações alérgicas e, depois, um dia, ela encontra um médico e é similar, seja com medicamento, seja com magnetismo ou, mesmo, com decodificação biológica, ela vai achar que exprime suas doenças porque seu tataravô tinha a mesma coisa, ela porta o peso do DNA de seu tataravô, e o milagre: a compreensão ou o remédio homeopático ou alopático faz desaparecer a asma e a pessoa fica contente, porque ela se diz que a doença foi tratada, qualquer que seja o caminho.
Mas nada prova, vocês não têm meio algum de saber que o câncer da próstata que aparecerá, dez anos depois, não seja ligado a isso.

Vocês têm os meios de demonstrar que não há ligação porque não veem os mundos causais.
Mesmo os médiuns veem no plano astral, os magnetizadores veem no plano etéreo, algumas máquinas conseguem ver até o plano astral, mas, quando vocês modificam algo no interior do corpo, não têm os meios de saber o que vocês induzem.

As modificações vão durar toda a vida, seja com um medicamento alopático, seja com a homeopatia, seja com a mão do curador, seja, mesmo, por um milagre.
Qualquer modificação de um desequilíbrio provoca outro desequilíbrio, uma vez que vocês estão na terceira dimensão.

Então, não se deve ignorar a doença, obviamente, é preciso tratá-la, mas ao nível do tratamento, para nada serve querer procurar explicação, quer essa explicação seja biológica, em um exame de sangue, radiológica, psicológica, energética ou, mesmo, espiritual.
É preciso transcender, transcender.

A doença é uma ocasião de crescimento, de parar e de avaliar.
É uma ocasião para recentrar-se, é uma ocasião para procurar o Reino dos Céus.

Aí está a causa da fonte da doença: obrigá-los a olhar ao centro de seu ser e não olhá-la nas causas, o que é, efetivamente, algo de muito sedutor.
Porque, quando alguém lhes diz a causa, seja uma técnica, seja um radio que lhes diz «sim, olha você tem um tumor», vocês compreendem porque têm dor, ficam contentes e, depois, dizem «é preciso retirar o tumor».
Obviamente, se vocês não acreditam na cirurgia, vão ver o curador que vai retirar o tumor e, depois, o tumor é retirado e ficam contentes e estão curados.
É o que vocês acreditam, mas não há cura, há apenas translações de doença.

A cura sobrevém apenas quando vocês acedem a estados de consciência que nada mais têm a ver com a limitação da terceira dimensão.
Então, na conduta corrente da vida, a doença deve ser considerada como uma ferramenta de superação, não através da compreensão (mesmo se, efetivamente, em algumas técnicas, isso possa ser sedutor e dizer à pessoa, porque ela tem isso e é porque isso vem daquilo), mas a cura não está aí, mesmo se haja terapia emocional, terapia vibratória ou terapia química.
Isso, absolutamente, nada tem a ver.
A cura está além, ela está na integração da separação que existe, do sofrimento que existe na terceira dimensão.

Aí está o papel redentor, mal compreendido, do que se chamou o sofrimento ou a doença.
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