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31 de ago de 2008

RAM – 31 de agosto de 2008

DO SITE AUTRES DIMENSIONS.

Eu sou RAM.
Recebam a paz, recebam a Luz.
Sejam amados em sua eternidade.

Eu volto novamente a vocês para continuar o ensinamento sobre o silêncio e sobre a Luz.

Vamos, portanto, abrir um espaço de questionamento espiritual.

A cada uma das questões, eu responderei pelas palavras e, em seguida, pelo silêncio e pela Luz.

O silêncio, vocês compreenderam, é um elemento importante e indispensável para a eclosão, em sua profundidade, de sua Luz.
Sem silêncio, isso não poderia ser feito.

O acesso à profundidade necessita do desaparecimento do que é superficial.

A palavra é voltada para o exterior e para o superficial.
O silêncio é voltado para as profundidades e para o que é essencial.

A Luz vem do interior e vai para o exterior.
A Luz não se encontra, portanto, no exterior de vocês, mas, efetivamente, no interior.

Vocês não poderão reconhecer e ver a Luz se não encontram sua Luz.
A busca exterior da Luz conduz a um impasse, porque esta se desenrola no exterior.
A busca da Luz consiste em voltar-se para o interior, onde se encontram o silêncio e sua Luz.

Não existe outra Luz além de sua Luz.
Todo o resto são apenas projeções exteriores fúteis, experimentais da consciência.

Enquanto o olhar da consciência estiver voltado, focalizado para o exterior, não pode haver descoberta da Luz interior.

A etapa preliminar, vocês assimilaram, é o silêncio e o estabelecimento, tanto quanto possível, do fato de voltar a consciência para o interior.
Sem essa reversão da consciência é impossível revelar a Luz.
Assim é da experiência da encarnação; assim é da experiência dos planetas; assim é da experiência dos sóis; assim é da experiência das galáxias.

Esse processo está presente em todos os estágios da criação e do não criado.
Sua diligência, se, contudo, vocês desejam ser aspirados pela Luz, é a de voltar-se para o interior.

O exterior pertence ao superficial.
O exterior pertence à dualidade.
O interior é Unidade.
O exterior é a divisão.
O interior é a união e a unificação.
O exterior é a guerra, porque divisão.
O interior é a paz, porque o Amor está no Interior.

Vocês não podem projetar o Amor enquanto não encontraram o Amor.

Quando vocês amam alguém, vocês projetam nesse alguém suas faltas.
O amor exterior é sempre ligado à falta.
O Amor interior é sempre ligado à plenitude.

O amor exterior é ligação.
O Amor interior é ausência de ligação.

O amor exterior aprisiona.
O Amor interior libera.

No olhar interior, na consciência interior, a plenitude é tal que vocês amam do mesmo modo a totalidade do exterior, porque vocês compreendem, então, a essência da Verdade e vocês vivem a essência da Verdade.

Obviamente, o ser que recusa ir ver no interior não poderá, jamais, compreender isso, porque sua busca do Amor no exterior é uma fuga.

A maior parte das religiões manteve essa dualidade, impedindo-os de olhar no interior, atraindo sua atenção sobre processos exteriores.
Pedindo-lhes para imitar Buda, Jesus e outros grandes neófitos, vocês perdem de vista sua interioridade.

Isso é preliminar e corresponde às etapas iniciais do crescimento espiritual, mas, se vocês estão presentes nesse corpo, aqui e hoje, é que vocês superaram essa primeira etapa da consciência.

A maior parte da humanidade encarnada recusa olhar no interior, mesmo entre aqueles que se dizem espirituais.
Eles vivem uma espiritualidade de superfície e, portanto, ligada à falta.
Isso é uma falsa espiritualidade.

A espiritualidade verdadeira consiste unicamente em voltar a consciência para o interior.
Uma vez encontrado o interior, o Despertar, a iluminação (chamem como quiserem, trata-se da mesma Verdade, de toda a eternidade), vocês poderão, então, voltar, novamente, seu olhar para o exterior.

Inúmeras vias (religiosas, espirituais) engajam-nos para o exterior e não para o interior.
A partir do momento em que um ensinamento existe, não pode fazer diferentemente do que ser voltado para o exterior, perdendo ao mesmo tempo sua dimensão interior.

Face a essa reversão do exterior para o interior, vocês estarão irremediavelmente sós.
Isso é apenas uma etapa, mas ela é indispensável.
Ela os conduzirá a compreender e a conhecer a não-distância entre vocês e o resto do mundo.

Mas é diferente afirmar a unicidade da vida no exterior e viver isso no interior.
No primeiro caso, é uma ilusão.
No segundo caso, é a Verdade.
Porque o mecanismo de reversão não foi efetuado, não pode haver salto de consciência, ou seja, realização, Despertar e iluminação, transformação, sem passar por essa reversão.

Vocês estão tão exteriorizados na manifestação, que a maior parte dos seres humanos não consegue conceber que o essencial está no interior e, no entanto, a única porta de saída do interior encontra-se nesse nível.
Num dia ou noutro, um ciclo, outro, vocês farão essa reversão.

Lembrem-se de que essa reversão implica no silêncio.
Esse silêncio não é unicamente o que eu os fiz viver: o silêncio das palavras, mas é, sobretudo, e antes de tudo, o silêncio exterior.
É nessa condição que o olhar interior se abre.
Não pode ser diferentemente.

Isso faz parte da própria estrutura do cosmos em sua totalidade; isso faz parte da própria estrutura da criação e do não criado.
Não há outra alternativa.

A projeção exteriorizada da consciência conduz à experimentação das dimensões densas que concernem a muitas dimensões e não unicamente à terceira dimensão.
Mas isso nos levaria talvez um pouco demasiado longe.

O mais importante é voltar seu olhar para o interior, fazer o silêncio dos sentidos, das palavras e, antes de tudo, o silêncio exterior.
Vocês devem fazer calar, no sentido próprio como no figurado, tudo o que vem do exterior que abafa o som essencial que é aquele de sua Luz, porque a Luz é som, que vocês não podem captar enquanto o olhar da consciência coloca-se exclusivamente no exterior.
Essa noção é capital.

Então, que vocês utilizem sua ferramenta mental, que vocês utilizem a ferramenta energética ou a ferramenta direta de sua consciência, são apenas técnicas exteriores, mas a finalidade deve ser idêntica: fazer calar o exterior para iluminar o interior e permitir a ele revelar-se, despertar e fazer seu trabalho que é o de conduzi-los ao Despertar, à iluminação e também à subida vibratória, que é o que vocês chamam ascensão.
Não há outra alternativa.

Vocês devem ter feito esse caminho, essa peregrinação para seu interior antes que a Terra o faça porque, depois, será demasiado tarde para esse ciclo.

Para nada esconder-lhes, porque vocês todos sabem, vocês estão no que é chamado «os tempos reduzidos».
Nós aceleramos e, quando eu digo «nós» trata-se do conjunto das hierarquias dimensionais, do conjunto dos povos de todas as origens que aderem à Luz original e que querem, com Amor, que vocês se juntem à sua família porque vocês estão, desde tempos extremamente antigos, excluídos de sua família, porque vocês fizeram a escolha da encarnação.

A encarnação não é condenável em si.
Vocês são a projeção a mais perfeita do que chamam a Luz e o Divino.
Vocês são a projeção a mais perfeita da ordem, da harmonia e da beleza.
Vocês simplesmente esqueceram que seria necessário, agora, voltar ao seu interior.

Muitos de vocês, conscientes de que são a Luz e de que vivem numa forma prefeita, mas num mundo que não o é, buscam o caminho do retorno e esquecem essa coisa mais simples, porque aderem a fatos exteriores, porque aderem a crenças, porque aderem a histórias.
Aderem a uma história que não é a sua e que é, no entanto, a história comum e, nessa história, não há solução e não haverá, jamais, solução.
O mundo é construído segundo essa lei.

Aí estão as algumas palavras que queria dar-lhes, antes de entrar, agora, em seu questionamento em relação a isso, através de minha tripla resposta das palavras, do silêncio e da Luz.

Eu lhes dou a palavra.

Questão: é difícil questionar depois disso.

Então, vou dar-lhes a resposta à sua ausência de questões, primeiro, com as palavras: vocês compreendem a essência de minhas palavras, vocês integraram, mesmo, a essência de minhas palavras.

Vocês vivem isso em vocês, pelo momento, com o intelecto e o coração, mas não o vivem ainda no interior, porque é ligado às palavras que acabo de pronunciar.

Mas essa Verdade deve tornar-se sua Verdade.
Enquanto ela permanece a minha, mesmo se vocês a ela aderem, isso não é a Verdade.

Então, após essas palavras, vamos dar-lhes a resposta no silêncio.

... efusão de energia...

E vou dar-lhes, agora, a resposta da Luz dourada, que é conhecimento.

...
efusão de energia...

Vocês vivem a diferença entre a Verdade enunciada pelas palavras e a Verdade vivida pelo silêncio e a Verdade vivida pela Luz e, portanto, no interior?
Obrigado por sua resposta pelo silêncio.
Vocês podem, agora, fazer outras questões.

Questão: como você poderia nos ajudar a viver isso?

É o que eu faço de maneira gradual, a cada uma de minhas intervenções.
Quando vocês retomarem o teor de minhas palavras e a sequência lógica de minhas intervenções, perceberão, intelectualmente primeiro, em seguida, com o coração, em seguida, vibratoriamente e, em seguida, pela Luz, a ajuda que lhes é aportada.

Cada palavra, cada frase é escolhida intencionalmente para permitir-lhes fazer ressoar em vocês essa reversão.

Eu diferenciava, assim, o silêncio e a Luz.
Eu diferenciava, em minha intervenção precedente, a palavra e o silêncio.
Eu diferencio, hoje, a superfície e o interior.

Em minha próxima vinda, eu diferenciarei o interior e a profundidade.

As palavras são vibrações.
É preciso diferenciar o silêncio do falatório do silêncio existente por trás das palavras escolhidas.
O impacto, ao nível de sua entidade, é profundamente diferente.

No final de minha intervenção de hoje, quando vocês tiverem terminado as questões, passaremos, primeiro, um momento conjunto no silêncio.
Isso, vocês conhecem.
Passaremos, em seguida, um momento na Luz.

Numa próxima vez, passaremos um momento no silêncio, depois, passaremos um momento na Luz, depois, passaremos um momento nas profundidades da Luz, porque a Luz é Una, mas ela é também construída segundo o mesmo princípio e possui uma periferia e um centro.

A profundidade da Luz não é a periferia da Luz, e isso necessita de uma gradação temporal e vibratória para conduzi-los aonde eu quero conduzi-los, seja por sua presença aqui, mas também pela sucessão de palavras que vocês poderão ler.

Questão: nesse processo de descoberta da Luz Interior, como não cair na armadilha do ego espiritual?

Enquanto você faz essa pergunta, é que você não encontrou o interior, porque a questão não se faz uma vez encontrado o interior.
Porque, quando o interior é encontrado, os mecanismos exteriores da vida mudam totalmente: o que vocês chamam encontrar a afeição, encontrar o teto, encontrar o que comer, não é mais uma busca, não é mais uma necessidade, porque tudo isso vem a vocês, mas, bem frequentemente, o ser humano não ousa dar esse passo.

Quando vocês tiverem voltado seu olhar para o interior, o exterior será iluminado.
Tudo o que os aproximar será banhado nessa Luz e tudo se encadeará segundo as leis da Unidade.

Na Unidade, mesmo manifestada no exterior, não há mais obstáculos, não há mais sofrimentos, não há mais faltas, porque vocês se tornaram, vocês mesmos, a Luz e a completude, mas, entretanto, vocês devem fazer o caminho.

Se você faz a pergunta é que você tem medo de fazer esse caminho.

Ir para o interior é soltar, isso demanda uma boa dose de abandono e de coragem.
Isso é algo que pode desenvolver-se pela meditação, pela atenção consciente, pela oração, se querem, pelo fato de ser simplesmente consciente, pelo momento.

Vocês não estão jamais conscientes no momento porque, se vocês se tornam conscientes no momento, vão se aperceber que o amor é onipresente, mesmo no exterior, mas que é sua consciência exterior e exteriorizada que é um filtro que oculta essa capacidade essencial da experiência.

Uma vez que vocês tenham retirado o véu da inconsciência, tudo se torna evidência, tudo se torna Unidade e tudo se torna sincronia, não pode mais haver falta de espécie alguma, porque vocês reencontraram a completude e a Unidade e, uma vez que vocês tenham feito essa reversão para o interior, obviamente, a Luz vai irradiar para o exterior.

Eu lhes proponho, agora, viver a resposta a essa questão no silêncio.

... efusão de energia...

Eis agora a resposta da Luz.

... efusão de energia...

Qual é sua próxima questão?

Questão: é normal ter a impressão de estar saturada por todas essas mensagens e nada mais compreender?

Sim, porque o objetivo não é compreender, mas viver isso.

Quando a compreensão está saturada, é preciso compreender com o coração e, em seguida, é preciso viver.

Lembrem-se de que a resposta é vibração, antes de serem palavras e de que ela é, também, silêncio, e de que ela é, também, Luz.
É o filtro projetor do mental que tenta apreender-se disso.

Eis a resposta no silêncio.

... efusão de energia..

Eis a resposta da Luz.

... efusão de energia...

Questão: há um meio mais favorável para iniciar os momentos de silêncio?

À sua conveniência.
O mais importante para fazer o silêncio é criar um espaço exterior de silêncio.
Isso pode ser um lugar geográfico em sua localização.
Esse lugar pode ser chamado o gabinete do silêncio.

Isso é um ritual, mas ele cria as condições propícias para o silêncio.
Isso pode ser, antes, um espaço situado no interior de seu ser, focalizando a consciência no que está em relação com os pontos de passagem, ao nível do corpo, com o interior: trata-se, essencialmente, do coração e da fronte.

Assim, concentrar-se ou meditar ou levar a atenção num desses dois pontos vai permitir favorecer o aparecimento do silêncio.
Isso é outro ritual.

São mecanismos que vocês vão instaurar, que vão desviar a atenção de seu mental.
Não há outro meio, exceto a ausência de ritual, na condição de que vocês sejam capazes de dominar esse cavalo louco que é o mental.

Ora, o mental não pode ser controlado pelo mental; o mental não pode ser controlado pela emoção.
O mental pode ser controlado pelo corpo, pode ser controlado pelo ritual, qualquer que seja.

Eis a resposta, agora, do silêncio.

... efusão de energia...

Eis a resposta da Luz.

... efusão de energia...

Vocês têm outras questões?

Questão: por que é, por vezes, difícil fazer a diferença entre a resposta do silêncio e aquela da Luz?

Porque a ferramenta mental filtra as respostas da Luz.
A atenção do mental está excessivamente apoiada para poder permitir à resposta da Luz poder passar.

A espera está situada ao nível do mental, ela não está centrada no coração.
A resposta chega ao lugar onde está centrada a atenção.

Se sua atenção está centrada no mental, obviamente, seu mental nada poderá receber da Luz, porque ele não é concernido pela Luz.

Não haverá resposta no silêncio e na Luz para essa questão.
Era um complemento.

Questão: como conseguir viver o silêncio num lugar de vida muito ruidoso?

Isso é ainda uma projeção do mental.
O ruído não é um obstáculo ao silêncio.
São vocês que fazem silêncio, não é o exterior que faz o silêncio.

... efusão de energia...

Eis a resposta da Luz.

... efusão de energia...

Não temos mais perguntas, agradecemos.

Então, vamos compartilhar, agora, não uma pergunta, não uma resposta, mas, simplesmente, primeiro, o silêncio.

... efusão de energia...

Ao mesmo tempo, compartilhamos a Luz.

... efusão de energia...

Vou agora deixá-los.
Estejam certos de nosso inabalável Amor.
Nós esperamos com impaciência seu retorno.
Eu lhes transmito a paz.
Eu lhes transmito o Amor.
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Compartilhamos estas informações em toda transparência. Obrigado por fazer do mesmo modo. Se você deseja divulgá-las, reproduza a integralidade do texto e cite sua fonte: www.autresdimensions.com.

Versão do francês: Célia G. http://leiturasdaluz.blogspot.com

29 de ago de 2008

RAM – 29 de agosto de 2008

DO SITE AUTRES DIMENSIONS.


Eu sou RAM.
Recebam minha paz, recebam minha alegria.

Como sabem, a maior parte de vocês, eu estou aqui para uma única coisa: seu futuro e sua evolução espirituais.
Eu estou aqui para sua evolução, para sua transcendência.

Eu lhes proponho, nesse espaço e nesse momento, abrir um espaço de diálogo e de comunicação pelas palavras, mas também pela preparação que viveu especificamente o canal no qual estou, de ouvir as respostas às suas interrogações, não unicamente através das palavras, mas, também, através do silêncio.

Assim, para cada uma de suas interrogações, haverá uma resposta pelas palavras e uma resposta pelo silêncio.

Eu venho, assim, ensiná-los que a comunicação a mais verdadeira, a mais em ordem, a mais em adequação com sua questão ou sua interrogação espiritual encontrará sua resposta no silêncio.

Lembrem-se de que o mental busca preencher seu silêncio.
Vocês não podem forçar o mental.
Vocês podem controlar apenas muito temporariamente o mental.
Mas vocês podem impor a ele esse silêncio.

No silêncio encontram-se as respostas.
No silêncio, vocês escapam do tempo.
No silêncio, vocês encontrarão a totalidade das respostas e também a totalidade da criação.

O silêncio das palavras é a plenitude da alma.
O silêncio das palavras é abertura para o caminho.

O caminho é silêncio.
Assim, através das duplas respostas que eu trarei, vocês aprenderão a conhecer a resposta do silêncio.

O silêncio, enfim, é o lugar onde se resolve a dualidade, porque o silêncio é Unidade.
No silêncio vocês encontrarão também a fé, as coragens que lhes faltam e a plenitude que vocês procuram.
O silêncio, enfim.

Estar no silêncio faz aceitar receber.
O silêncio é um conceito, uma ideia da qual vocês devem apreender-se, porque ele será de uma ajuda preciosa e indispensável para encontrar o equilíbrio diante das questões, diante das situações onde o barulho domina.

O barulho é a ausência de Unidade.
O barulho é divisão.

O barulho preenche o vazio, mas permanece o vazio.
O silêncio preenche o vazio, mas torna-se plenitude.

Há, nessas algumas frases que acabo de pronunciar, um dos maiores ensinamentos dos Upanishads.

Então, se efetivamente quiserem, vamos, juntos, jogar esse jogo, e eu espero que vocês compreendam muito rapidamente e aceitem que a melhor das soluções recolhe-se e recebe-se no silêncio.

Para ajudá-los teremos, para cada uma de suas interrogações espirituais, as duas respostas, consecutivamente.

Esse aprendizado tornou-se possível pela vibração e pela radiação de minha presença, fazendo-se em diferentes pontos de conexão entre cada um de vocês e eu.

Então, vocês observarão também que, qualquer que seja a questão, vocês também, que não fizeram a questão, façam o silêncio, vocês terão também a resposta à questão daquele que a coloca.

Essa experiência ser-lhes-á muito proveitosa para a melhoria de sua evolução espiritual.

Então, quem quer, efetivamente, começar a colocar a primeira questão?

Questão: por que tantas pessoas têm a impressão de atravessar um período difícil?

A vida na encarnação do ser humano é uma sucessão de períodos felizes e de períodos menos felizes.
Essas flutuações são próprias de toda encarnação.

Não há desgraça permanente.
Não há felicidade permanente, exceto para o humano que realiza seu Si divino, caso em que as variações do humor não existem mais, porque essas variações são substituídas pela estabilidade da imanência e da Luz.

Progressivamente e à medida que o humano vive períodos de felicidade e períodos de mau humor, ele será aspirado a recriar as condições que o colocaram na felicidade e, a partir desse momento, começa o mundo das crenças, porque o ser humano é um ser de lembranças e de memórias.

Quando vocês provam uma grande alegria (material, espiritual, afetiva ou outra), sua consciência e seu mental, sobretudo, vão empurrá-los para recriar circunstâncias dessa felicidade em relação mesmo a uma memória, em relação mesmo a um instante anterior.

Esse vaivém do mental, entre a lembrança, a memória e o que vocês desejam mantém as cadeias da encarnação.
Vocês não poderão desembaraçar-se dessas sucessões de momentos de humor diferentes. Isso é tanto mais verdadeiro quando vocês passaram um período na atmosfera de Luz.

A nostalgia da Luz aparece assim que vocês pensam na lembrança de um momento passado.
Se vocês pensam num evento feliz, que lhes deu prazer, vocês podem voltar a desencadear a felicidade pelo fenômeno de memória e de lembrança.
Isso é válido para qualquer elemento de natureza material ou afetiva, no sentido amplo.

Não é do mesmo modo para a lembrança da Luz porque, aí, os mecanismos que são postos em jogo, em relação à lembrança da experiência da Luz, propiciam uma sede intensa e uma insatisfação.
A satisfação não pode ser reencontrada na memória ou na lembrança, tão exultante que era a experiência.

É todo o problema das pessoas, extremamente numerosas hoje, que vivem o reencontro com a Luz, por algumas experiências de vida.
Esse instante foi tão transformador, que mantém a cadeia da lembrança e, no entanto, não é a Luz, é a lembrança da Luz.

Vocês devem, como ser humano, tirar o caráter de sagrado da lembrança.
Vocês devem esquecer toda lembrança, a fim de abordar a Luz, não como uma experiência, não como uma lembrança, mas como um estado permanente e imanente.
É o único modo que vocês têm de permanecer na alegria e na Unidade.
Não existe outra possibilidade.

Vou, agora, responder pelo silêncio.
Então, eu peço a todos os amigos presentes que escutem.

... Efusão de energia no silêncio...

Assim como precedentemente, notem num canto de seu espírito a resposta que lhes deu o silêncio à resposta de sua amiga.

Questão: que acontece quando não se ouve a resposta no silêncio?

É que não há suficientemente silêncio.
O silêncio não é unicamente a ausência de palavras, é também a ausência de pensamentos.

Colocar-se a questão, já, da resposta, não é mais o silêncio.

A experiência do silêncio é um aprendizado.
O aprendizado necessita da repetição.
A repetição não tem por objetivo fazer encontrar o silêncio.
A repetição tem por único objetivo satisfazer o mental, porque este é um eterno insatisfeito, mas ele ama, sobretudo, todos os ritos, as crenças, as repetições.

Basta-lhes repetir a experiência do silêncio.
Pouco a pouco, quando do aprendizado, o silêncio vai se fazer.

A resposta no estado de silêncio pode ser feita sob a forma de vibrações, mas pode também se fazer, na ausência de vibrações, mais como ao que corresponderia a uma evidência interior.

A evidência é algo que não se busca, que não se conceitua, mas que se impõe como indo de si e fluindo da Fonte.

A resposta do silêncio, e no silêncio, pode estar ligada a uma modificação das vibrações e pode, também, ser uma evidência que se impõe.

Eis a resposta, agora, no silêncio.

... Efusão de energia no silêncio...

Eu constato, com alegria, que, para alguns de vocês, a clareza transparece em alguns momentos.

Vocês têm outras questões?

Questão: essa qualidade de silêncio evolui no tempo?

Sim.
A característica essencial do silêncio, num primeiro tempo, é justamente sua duração.

Progressivamente e à medida que vocês aprendam a escutar seu silêncio, vocês se aperceberão que podem permanecer mais tempo no silêncio.

Segunda etapa, ligada à qualidade do silêncio: quanto mais seu silêncio for de melhor qualidade, mais seu espírito será preenchido de Luz, num primeiro tempo colorida e, num segundo tempo, uma Luz branca, ou amarelo dourada manifestar-se-á durante o silêncio.

Obviamente, quanto mais a qualidade do silêncio for importante, mais vocês perceberão as múltiplas radiações e vibrações que os percorrem.

O silêncio é um estado específico que permite à consciência experimentar a liberdade para além da encarnação e imprime em seu corpo físico sua marca, seu modo de circulação, que é muito mais regular.

No final das contas, quando vocês chegarem ao verdadeiro silêncio, não haverá mais para vocês qualquer dúvida, porque a totalidade de seu ser estará inscrita no silêncio que lhes propiciará, de maneira permanente, esse estado específico que as escrituras sagradas chamaram o êxtase.

Eu respondo, agora, no silêncio.

... Efusão de energia no silêncio...

Há ainda uma questão?

Não temos mais perguntas, agradecemos.

E bem, eu lhes transmito minha paz, eu lhes transmito a paz, eu lhes transmito meu amor, eu lhes transmito o Amor e vamos comungar, juntos, a isso, alguns instantes, no silêncio.

 Esse será meu modo de dizer-lhes adeus.

... Efusão de energia no silêncio...

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Versão do francês: Célia G. http://leiturasdaluz.blogspot.com

23 de ago de 2008

RAM – 23 de agosto de 2008

DO SITE AUTRES DIMENSIONS.

Eu sou Ram.
Recebam Silêncio, Amor e Verdade em seus corações, em sua Unidade.

Eu volto a falar, novamente, sobre elementos próprios para iluminá-los, pelas palavras, certamente, mas também pelo silêncio do fim de minha intervenção, do que concerne ao que eu chamei, quando de minha vinda precedente: «a mestria».

A mestria é tudo, exceto controle.
Frequentemente, os seres humanos, quando abordam a questão espiritual e empregam a palavra «mestria» são persuadidos de que devem controlar, por exemplo, os impulsos inferiores, controlar os apetites, os desejos.

O aspirante espiritual vai tentar imitar aquele que ele considera como perfeito, aderindo intelectualmente, afetivamente ou espiritualmente a uma diligência.
Essa diligência pode ser chamada um caminho (por um dos múltiplos yogas, por exemplo).
Pode ser também chamada «Unidade», em outras tradições, como aquela a que vocês nomearam Cristo.

O aspirante vai identificar-se intelectualmente, ou afetivamente, num primeiro tempo, àquele que ele considera como perfeito.
A distância que pode existir entre aquele que ele considera como perfeito e ele mesmo vai conduzi-lo a praticar alguns exercícios pelos quais ele vai tentar controlar os impulsos ditos inferiores.
Mas o controle não é a mestria.

Lutar com o controle contra algumas inclinações faz apenas reforçar essas inclinações, que elas concirnam a coisas agradáveis como desagradáveis, como a necessidade de ingerir bebidas alcoólicas ou a necessidade exagerada de sensualidade.
Tudo isso são controles.

A mestria é um elemento importante, mas, muito frequentemente, é confundida e assimilada ao controle.
Ora, o controle é um exercício mental.

Vocês podem adotar o controle consciente de bom número de coisas, mas, entretanto, isso não lhes permitirá jamais adquirir o que é chamada a mestria.

O controle é uma colocação sob pressão, um rigidez que é imposta sobre a natureza inferior por algo que é também de natureza inferior ou que participa da natureza inferior, ou seja, o mental.

Então, depois, vai-se tentar diferenciar o mental do pensamento, mas o pensamento é raramente uma emanação do Espírito, ele tem tendência a fazê-los crer que ele vem do Espírito.
Mas, o mais frequentemente, o pensamento é gerado pelo mental e, quando vocês têm, na encarnação, belos pensamentos, vocês pensam que eles lhes são sugeridos pela alma, ou pensamentos ditos superiores, mas não é nada disso.

Os pensamentos são sempre emitidos pelo mental.
Aí está porque o silêncio é um elemento capital para aprender a exercer não o controle, mas para deixar aparecer a mestria.

A mestria, contrariamente ao que se poderia crer, não é, absolutamente, um controle, eu diria mesmo que é totalmente o inverso.

A mestria, no sentido espiritual, é morrer para o pequeno Si, porque vocês não podem renascer para outra dimensão sem morrer para o que vocês são.
Isso não é um sofrimento, isso não é algo que é imposto por seu princípio inferior, senão isso será, e continuará a ser, do controle.
É algo que deve nascer espontaneamente.

À força de buscar a Luz, à força de fazer o silêncio, à força de levar sua atenção ao coração ou a outro ponto do corpo, como o Ajna chacra, vocês poderão praticar certa forma de soltar, que é o momento em que um princípio superior vai infundir-se em vocês.
Naquele momento, naquele momento somente vocês tomam consciência de que existe outra coisa que o mental que intervém.
Isso se situa ao nível do que eu chamaria o pensamento luminoso, porque é um pensamento centrado e veiculado pela Luz.

O problema é que a maior parte das pessoas quer substituir a mestria pelo controle.

Então, como se reconhece e se diferencia, do exterior, um ser que está na mestria de um ser que está no controle?
Obviamente, o controle aparenta-se ao poder.
O ser que se controla tem tendência a querer controlar tudo nos outros, porque ele tem a impressão de que é superior a eles.

A mestria é a liberdade total porque, a partir do momento em que vocês começam a entrar na mestria, vocês se apercebem de que existe um modo de funcionar que não vem mais do mental, mas diretamente da consciência pacificada e purificada.
A partir daquele momento, vocês tomam consciência de que essa energia, ou essa Luz é capaz de aportar-lhes muito mais do que lhes aporta o mental, mesmo centrado em coisas tão belas.

Vocês se deixam invadir, naquele momento, pela Luz da felicidade eterna e compreendem, assim que esse primeiro contato se produz, que vocês vão para a Fonte, que vocês poderão reintegrar a casa de sua Luz.

O controle pode apresentar a aparência da mestria, mas os elementos controlados escapam sempre, em um dado momento ou em outro, daquele que o exerce.

A raiva, por exemplo, pode ocorrer muito rapidamente.
Por exemplo, as noções de separação, junto a um ser sob controle, vão manifestar-se, quer dizer que há ele, que é o melhor, e os outros, que são menos bons.
Ele põe, ele mesmo, uma distância incomensurável entre ele e os outros, ao mesmo tempo deliciando-se, obviamente, se está no domínio espiritual, do Amor.
Mas ele não está na mestria, mas no controle.

Ele pode dar a ilusão da sabedoria; ele pode dar a ilusão da Luz, mas, em caso algum, ele é a Luz.

A Luz é compaixão, a Luz é Amor.

Quando vocês estão ao lado de um ser na mestria, vocês devem, inevitavelmente, sentir esse Amor por vocês.
Quando vocês estão frente a tal ser que está na mestria, ele deve fazê-los viver o sentimento de que vocês são únicos e essenciais, mas, também, ainda mais importantes do que ele mesmo.

É o que ilustrava o Cristo, através de suas palavras, em tudo o que ele pôde dizer.
Quando ele lavava os pés dos apóstolos, ele era, realmente, o menor dentre eles.
Ele não desempenhava o papel da humildade, ele era humildade.

Então, aquele que os olha de seu pedestal e que os olha superior aos demais não é um Mestre.
O Mestre é o menor dentre os humanos.
Isso é algo que é capital a integrar em seu mental.

Não há Mestre que não esteja na humildade.
Se humildade está ausente, trata-se de alguém que entreabriu a porta do Despertar e que desviou as energias do Despertar para seu próprio ego e não para a Luz do Pai.

Esses seres são falsos Mestres.
A mestria é humildade, totalmente.
Não pode ser de outro modo.

Quaisquer que sejam as linhagens ligadas à mestria, elas conduzem, necessariamente, à humildade.
A mestria, eu o repito ainda uma vez, é humildade.

Não pode haver mestria sem humildade, não pode haver mestria sem doação total de si.
É isso a doação total de si, e nada mais.

Vocês podem, como dizia, eu creio, o Cristo, distribuir todas as suas roupas, vocês podem ter conhecimento de todos os mistérios, se lhes falta o Amor, vocês nada são.
Aí está o problema, hoje, nesse vigésimo primeiro século que vocês vivem.

No vigésimo século, a Terra foi percorrida, mais do que nunca, por muito numerosos grandes Mestres que prepararam (e que preparam hoje, de onde eles estão) o advento de uma nova era.
Mas lembrem-se, também, do que dizia o Cristo: haverá muitos falsos Mestres, pessoas que procurarão arrastá-los e arrastá-los fora de sua própria mestria, fazendo-se considerar como os únicos Mestres aptos a mostrar-lhes o Caminho.
Isso é uma ilusão e tempo perdido, mas vocês não têm que se preocupar com outra coisa em seu caminho, porque aqueles que fazem o erro, é também uma experiência capital a viver, para compreender isso.

Para nada serve apontar o dedo porque, se vocês apontam o dedo, vocês participam do erro.
Em contrapartida, é-lhes solicitado estar totalmente consciente desse erro e, talvez, aumentando, ainda mais, sua qualidade de silêncio e de irradiação, de tornar-se um exemplo de humildade.

Naquele momento, aquele que os reencontrará um dia, e que tiver reencontrado um Mestre que exercia o controle, poderá fazer a diferença.
Isso é extremamente importante uma vez que, obviamente, nos mundos espirituais e em muitos eventos que se preparam na superfície deste planeta, existe o que se chamam hierarquias, existem dimensões diferentes e há seres que vão intervir desde dimensões diferentes.

Eu emprego intencionalmente a palavra «dimensões diferentes» porque essas dimensões diferentes podem ser manifestações e dimensões da Luz verdadeiramente bem mais elevadas do que a sua.
Mas podem ser também dimensões diferentes bem mais distantes da Verdade, ainda, do que vocês, que buscam, é claro, tomar o controle de vocês, do que vocês são, de seu corpo, de sua essência, de sua divindade.

Para nada serve denunciar, mas vocês devem sentir, no mais profundo de seu ser, o que acontece: seu coração se abre?
Isso lhes propicia a paz, a alegria, a serenidade e aumenta seu próprio silêncio interior?
A única Verdade está nesse nível.
Todo o resto são aparências, e as aparências podem ser enganosas, ainda que seja ao nível de manifestações extraordinárias apresentadas por tal ou tal falso Mestre.

Então, não se deixem abusar nem pelas palavras, nem pelas coisas sensacionais.
Somente é importante a humildade de um ser, de um Mestre.

Quando vocês cruzam o olhar dele vocês sabem que ele os ama e, sobretudo, que vocês são mais importantes do que ele mesmo, porque ele compreendeu que, dirigindo-se a vocês, que não estão ainda Despertos, ele se dirige a uma parte dele mesmo.
Enquanto o falso Mestre não pode conceber isso, porque ele se considera como eminentemente superior.

O verdadeiro Mestre é, ele, inferior; ele é o menor, como Cristo, que dizia «eu sou o menor dentre vocês».

Muitos verdadeiros Mestres pronunciaram essas palavras.
Não confundam o conhecimento das escrituras, das regras energéticas, o conhecimento, mesmo espiritual, com o acesso à mestria e ao Espírito.

As leis espirituais são também conhecidas dos falsos Mestres, que delas usam e abusam em proveito próprio.
O verdadeiro Mestre tem apenas um único objetivo: é que vocês percebam o que vocês são e nada mais.

Aí estão elementos, que me parece capital que vocês compreendam hoje, no que vem para vocês.

Então, caras almas de Luz que vocês são, caros amigos também, como quis dizer, qualquer que seja seu caminho, gostaria de discorrer com vocês sobre essa noção importante e fundamental, além, eu repito, das manifestações energéticas, porque aí está um ponto capital que vocês devem assimilar com seu intelecto e sentir, depois, com seu coração.

Questão: como fazer a diferença entre mestria e controle, em nossos atos?

De maneira muito simples.
Além da energia, além da compreensão mental ou intelectual, assim que vocês abrem a boca, se é para dizer algo sobre alguém que não está ali, vocês estão no controle, vocês não estão na mestria.

A mestria, lembrem-se, é a humildade.
E, como Mestre, quando vocês chegam a esse nível, vocês são os mais humildes.
Não há mais oposição e contradição.

O que quer que viva um ser, que está ali ou não, este está sempre em seu exato lugar.
Não há erro, qualquer que seja.
Tudo está sempre em seu lugar.

Questão: como fazer a diferença entre a humildade e o sentimento de inferioridade?

O sentimento de inferioridade, quando se exerce bastante frequentemente, é um aprendizado da mestria.
Há muitas histórias que circulam nas diferentes tradições a propósito, em especial, da reencarnação.

Perguntam-se porque há tantas reencarnações de reis, de princesas e jamais de mendigos ou de muito pobres.
Um Mestre é sempre a reencarnação de outro grande Mestre, é claro.
Quando eu digo: «é claro», é irônico.

É preciso, efetivamente, compreender que não se vê, jamais, reencarnações de mendigos ou de pobres.
A razão é simples: estes tudo compreenderam, eles não têm necessidade de desempenhar um papel, isso se chama a renúncia.

Então, o sentimento de inferioridade pode também causar desagrados na vida de todos os dias, porque não se ousa dizer, não se ousa fazer, tem-se medo.
A diferença é que a humildade dá-lhes a força, o sentimento de inferioridade desvaloriza-os, mas não os põe na pequenez, porque o medo está presente.

Na verdadeira humildade não há medo, porque tudo está em seu lugar e, a partir do momento em que um ser é humilde, um verdadeiro Mestre, vê outro ser, ele vai considerar aquele como a mais bela das coisas que ele possa encontrar.
Ele se vê a si mesmo, não há mais a mínima distância entre ele e o outro.

Questão: você se apresentou como RAM, mas qual é sua última encarnação?

Isso é difícil a dizer, porque sou a entidade que percorreu uma determinada vida que vocês conheceram, mas tinha também, em mim, a totalidade das encarnações.

Vocês não podem limitar-me a uma forma, porque a dimensão de onde venho está além dessa própria forma que eu tinha em minha última encarnação.

O que eu exprimo está bem além do indivíduo que eu fui em minha última vida, porque eu sou isso e bem mais do que isso.

Eu sou a encarnação total da corrente de RAMA.
Então, como vocês têm necessidade de uma forma, eu encarnei essa totalidade num corpo que foi aquele de RAM SHANDRA, mas vocês podem ver, também, em mim, aquele que eu fui antes.

Não há barreira ou separação ligada a dois corpos presentes ao mesmo tempo, porque há um princípio essencial na mestria, que é a fusão com a linhagem de que falei ontem.

Então, eu sou também o próprio Mestre de mim mesmo em minha última encarnação e, bem mais distante, eu sou RAMA, eu sou RAMA KRISHNA, mas eu poderia dizer também que sou MUKTANANDA.
Eu poderia dizer também que sou SRI AUROBINDO.

Eu sou o conjunto de Luzes que tomaram forma em diferentes formas.
Isso lhes é difícil a compreender, mas, quando vocês são a Luz para além das dimensões da forma, vocês podem habitar em diferentes individualidades que vocês chamam vidas, de tal ou tal pessoa.

Quando Cristo dizia: «eu e meu Pai somos Um», isso não é uma metáfora.
Isso era a estrita Verdade, porque Ele era capaz de encarnar o corpo no qual estava, mas, também, todos os outros corpos.
É um dos maiores mistérios que corresponde à mestria: a Luz que habita o corpo que eu fui é, ao mesmo tempo, a Luz que habita outros corpos.
Trata-se do mesmo Espírito.
Se preferem, é o que eu chamei ontem de linhagens da mestria, da filiação.
Então, vocês podem chamar-me RAM, simplesmente.

Questão: quando você fala de sua última encarnação como RAM SHANDRA, era aquele que se chamaria Babuji ou Lalaji?

Os dois ao mesmo tempo, mas, efetivamente, como Lalaji, vivi por fusão.
Creio que há uma palavra, hoje, que exprime isso em sua linguagem: isso se chama o walk-in.
Eu deixei minha integridade como Lalaji para penetrar e tornar-se Babuji.
Este se fundiu a mim mesmo.

Questão: por quais razões você intervém hoje?

Amar. Irradiar. Servir.
E também prevenir daquilo que lhes falei em relação à noção de linhagem porque, durante os últimos tempos que vocês vivem, haverá muitas, muitas pessoas chamadas, muitas pessoas que vão reencontrar a Luz interior sob a forma diversa do Anjo, da própria individualidade, da própria Essência, da própria Luz interior.

Muitos vão servir-se dessa Luz a serviço do ego. Isso, sabe-se.
Mas outros, numa diligência autêntica, vão tentar aproximar-se de alguns seres que podem parecer mais elevados, mas que, de fato, são mais baixos.
Então, é importante saber isso.

Questão: como evitar essas armadilhas?

Humildade e silêncio.
Silêncio não querendo dizer calar-se todo o tempo, mas querendo, sobretudo, dizer estar à escuta de seu silêncio interior.

Questão: qual é a relação entre mestria e fusão?

A verdadeira mestria conduz à fusão real.
O homem, quando de seu caminho espiritual, vai Despertar, um dia ou outro, iluminar-se.
Ele vai construir seu veículo de eternidade.
Mas, além dessa construção, um dia vai tornar-se necessário fundir não mais com sua Fonte como alma, mas, como Espírito, reencontrar a filiação ou a relação, que não seja verdadeiramente uma relação ou uma filiação, mas a origem de sua própria Fonte, que é a Fonte de sua Fonte.
Naquele momento, o processo não é mais de iluminação ou de Despertar, não é mais, tampouco, realização.
É além.
Isso o faz aproximar-se cada vez mais de sua divindade total.

Questão: a Fonte da Fonte é a Fonte primeira, a Fonte de todas as coisas?

A Fonte Una, em quatro, perfeitamente.
A subdivisão em quatro linhagens é a mesma coisa.

Questão: você tem a intenção de manifestar-se em público?

Se tal for a exigência, sim.
Unicamente em mecanismos espirituais.
Nada, mas absolutamente nada de seu destino na forma concerne a mim.

Questão: pode haver questionamentos sobre os andamentos espirituais?

O andamento espiritual tomará múltiplos caminhos, mas ele se resumirá sempre no mesmo mecanismo: é o retorno para si e nada mais.

Questão: quais são as melhores condições, hoje, do retorno para si?

Silêncio. Humildade. Compaixão.

Questão: o que você pensa da empatia?

A empatia pode tomar diferentes formas, das quais, a compaixão.
A empatia pode ser desviada de sua vocação primeira, ela se torna, então, sedução, necessidade de arrastar o outro em suas crenças.

A empatia é uma arma de dois gumes.

O caminho que é bom é aquele que os preenche de graças.
É o caminho em que todas as coisas que lhes pareciam difíceis tornam-se simples.
É o momento em que não há mais resistências.
É o momento em que se abandona, como vocês a nomeiam, à Divina Providência, que é uma realidade.
É o momento em que se aceita como dizia, eu creio, seu Cristo: «que Sua vontade seja feita, e não a minha».
Nesse abandono, tudo se torna fácil.
É a resistência que é difícil.

Questão: frente a outras pessoas, o abandono parece, por vezes, mais difícil.

Quem lhes pediu para abandonar-se a uma pessoa?
Vocês se abandonam a uma vontade superior à sua, mas que não está absolutamente encarnada numa pessoa, qualquer que seja.

Questão: como se situa esse nível do coração no processo do Despertar?

O Despertar não se situa ao nível do coração.
O Despertar situa-se ao nível da cabeça.

A mestria é a fusão, ligada ao coração, mas não pode haver fusão ou mestria sem Despertar.

Em outro termos, vocês poderão passar múltiplas vidas a meditar no coração, vocês não atingirão jamais o Despertar, porque esse não é o objetivo do coração.

O Despertar, no sentido etimológico, quer dizer «estar consciente de sua Fonte».
A Fonte da Fonte, a mestria, a fusão situa-se ao nível do coração, mas, como vocês querem encontrar a Fonte da Fonte se não encontraram a Fonte, primeiro?

Questão: isso significa que conviria mais começar a meditar na fronte para, em seguida, fazer um trabalho no coração?

Nem um, nem outro.
A característica e a especificidade da época que vocês vivem é uma época diferente nesse sentido, que é o fim do Kali Yuga, o fim da idade sombria.

É a época em que a Luz apresenta-se a vocês e a Luz penetra onde está aberto e, em seguida, seu caminho é descendente.
Então, se vocês meditam no plexo solar, vocês abrem o plexo solar, a Luz vai penetrar no plexo solar e vai descer, para Despertar a serpente, o Kundalini.

Se vocês meditam no coração, o coração vai abrir-se e, então, a energia vai penetrar naquele nível e, por sua vez, descer.

Mas, o que acontece?
A Luz não terá tido ação sobre os chacras situados acima.

Então, o que vai acontecer?
Obviamente, poderá haver, se o aspirante é puro, um Despertar do Kundalini.
Mas as resistências que serão ali encontradas, porque a Luz preliminar do Pai ali não terá passado, ao nível dos chacras do alto, vão criar bloqueios.
E esses bloqueios podem ser terríveis, porque eles podem provocar processos ligados à personalidade que está ainda presente ao nível dos chacras superiores.
A personalidade não está unicamente locada no segundo ou no terceiro chacra.
Ela está presente em todos os níveis.
A meditação sobre um ponto do corpo vai purificar esse lugar e despertá-lo, mas não é o Despertar.

Questão: que dizer quando de caminhos espirituais que convidam a meditar exclusivamente sobre o coração?

Eles são bons caminhos espirituais para abrir o coração.
Mas eles não conferem o Despertar, a iluminação e, ainda menos, a realização.

Vocês viram muitos seres humanos realizados ou atingirem o estado de mestria passando por aí?
Podiam ser caminhos longos, presentes em suas diferentes encarnações precedentes, mas não mais hoje.
Isso era a etapa essencial para viver naquele momento, porque a consciência do ser humano estava centrada no plexo solar.

O fato de levar a consciência ao coração era o caminho o mais nobre, o caminho real.
Esse era o caso durante milênios, mas, hoje, lembrem-se de que a Luz vem bater à porta e a Luz vem penetrar no ponto o mais alto e não no ponto do meio.

O que as individualidades disseram, naquela época, era perfeitamente verdadeiro, mas alguns têm tendência a esquecer de que nós estamos numa época diferente e querem manter esquemas que pertencem a esse passado (não tão passado assim, mas, entretanto, passado).

Questão: hoje é, portanto, mais importante meditar sobre a fronte?

Nem um, nem outro.
Vocês podem meditar num ou noutro, mas é importante meditar na Luz.

Efetivamente, o ponto do Despertar está situado no meio da fronte, mas, depois, ele deve remeter-se à cimeira do crânio.

Mas vocês podem meditar na cimeira do crânio, a consciência não se renderá.
A consciência não se rende a partir do momento em que o ponto de meditação é o plexo solar (o que é o caso de todos os humanos), o coração ou a fronte, ainda menos a garganta.

Há dois pontos essenciais, mas é melhor, entretanto, Despertar o ponto que está na fronte, mas que é um nível muito perigoso, o trabalho o mais potente.
Lembrem-se de que haverá muitas pessoas que viverão o Despertar da fronte, mas que permanecerão bloqueadas nesse nível, porque elas não terão a força (ou a potência ou a vontade suficiente) para remeter o que acontece ao nível da fronte, ao nível do sétimo chacra, a fim de que a Luz possa descer e abrir todos os chacras.

Questão: a intervenção de um Mestre, naquele momento, é importante?

Um verdadeiro Mestre pode, num olhar, sem qualquer ritual, conferir o Despertar.

O que acontece diante de um verdadeiro Mestre?
Vocês terão a vibração de sua fronte, que vai ativar-se.
Vocês sentirão sua cabeça.
Vocês terão o Siddhi, que vai aparecer (ou som da alma).
Aí, vocês estão diante de um verdadeiro Mestre.

Não há necessidade de adorar esse Mestre.
Não há necessidade de prostrar-se diante dele.
Não há necessidade de visualizá-lo.
Aquilo é, simplesmente.
A presença física dele não é mesmo indispensável.
Isso pode produzir-se, simplesmente, pensando.

Questão: será que esse trabalho no coração poderia ser um freio ao andamento espiritual?

Felizmente não, para um ser puro.
Mas, entretanto, um ser que estaria demasiado no controle, reforçaria a noção de poder sobre o outro.

Se vocês efetivamente querem, vamos compartilhar um espaço de silêncio, como ontem, no coração.

... efusão de energia...
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Versão do francês: Célia G. http://leiturasdaluz.blogspot.com