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30 de jun de 2012

O.M. AÏVANHOV – 30 de junho de 2012



Mensagem publicada em 2 de julho, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Áudio da Mensagem em Francês

Link para download: clique aqui

Bem, caros amigos, estou extremamente contente por reencontrá-los e dá-me prazer vê-los, e eu os escuto com muito grande prazer.

Questão: uma dor ao nível da omoplata esquerda é ligada aos processos em curso?

Caro amigo, perfeitamente.
Há, é claro, ao nível da porta KI-RIS-TI, nessa região específica das costas, e em relação com o Canal Mariano, a possibilidade de uma dor na borda interna da omoplata, que está em ressonância direta com algo que cresce por ali.
É ligado, ao mesmo tempo, ao Canal Mariano, ao Triângulo da Terra – ao nível das Estrelas – e à Porta KI-RIS-TI.
É a instalação de certo número de elementos que lhes foram comunicados, há mais de quase dois meses, por Um Amigo concernente ao reencontro entre a Onda de Vida e o Supramental, ao nível do Fogo do Coração, que ativa certo número de circuitos, digamos, Vibratórios, Supramentais, Adamantinos e ligados à Onda de vida, que se traduzem ao nível desse corpo físico um pouco apertado.

Portanto, nenhuma inquietação a ter.
Então, parece-me, também, que o Arcanjo ANAEL disse-lhes que, durante este período, vocês podiam beneficiar-se da ajuda da Natureza.
Creio que ele falou de plantas e de certo número de elementos que lhes permitem facilitar, se posso dizer, um pouco, todos esses processos em curso que, por vezes, são um pouco difíceis para esse saco de alimento, como lhes diz BIDI (ndr: intervenção de 8 de junho de 2012).

Questão: um problema de saúde pode congelar minha evolução?

Foi dito que absolutamente nada concernente a esse corpo pode alterar a evolução.
A única coisa que altera sua evolução é o apego à sua própria pequena pessoa e os medos que estão presentes em vocês.
Não há qualquer obstáculo ao nível do corpo, qualquer doença que possa representar um verdadeiro obstáculo ou algo de válido.

Os únicos obstáculos, como isso foi dito de diferentes modos, continuará, sempre, vocês mesmos, na personalidade, nos apegos, nos medos.
O corpo, em caso algum, qualquer que seja o estado dele, não pode representar um obstáculo verdadeiro em relação às transformações que estão em curso.

Questão: pode-se conhecer nosso Duplo?

O que isso quer dizer?
Eu já disse – e isso foi dito – que os Duplos representam algo que é ínfimo, ao nível Duplo monádico.

Há multidões de Duplos.
Eu sou o Duplo de cada um de vocês.
Mas, ao nível do Duplo monádico, é algo de extremamente raro.
Portanto, não se ponham, como eu disse, a fantasiar sobre isso, não é?
Portanto, conhecer o nome de seu Duplo, do exterior, nada quer dizer.

Mas vocês todos têm um Duplo.
O Duplo monádico não pode enganar, porque o reencontro, quer ele esteja encarnado ou não, acontece em circunstâncias específicas e que nada têm a ver com o mental, nada a ver com qualquer sedução, nada a ver com tudo o que vocês possam projetar.

Questão: foi dito que nossos sonhos evoluiriam para tornarem-se mais ricos, mas eu não sonho.

Para aqueles que sonham, não é?
Aqueles que não sonham, isso nada mudará.
Era para aqueles que sonhavam.
Foi, efetivamente, dito «evolução de sonhos», mas, se você não sonha, o que você quer que evolua?
Há seres que sonham.
Todo mundo sonha, mas há seres que, conforme o horário do acordar, deles se lembram ou não.
Tente mudar a hora de seu acordar, você verá, por si mesmo.

Questão: você disse que Anciões e Estrelas estavam ao nosso lado. Pode-se recorrer a você?

Mas, perfeitamente, isso foi dito por Miguel.
Aliás, vocês podem divertir-se (entre aspas: não é um divertimento).
Mas, assim que vocês sintam uma presença, essa presença, geralmente, vocês não podem vê-la.
Por vezes, vocês ouvem seu nome, mas ela não vai conversar amigavelmente com vocês, não é?
Como vocês vão fazer para reconhecê-la?
Vocês não podem reconhecê-la pelo que é dito, exceto se for uma voz conhecida, como um cônjuge, como Maria, que não pode, jamais, enganar (porque Maria, todo mundo conhece-a, mesmo se vocês digam que não sabem quem é).

Mas o que é que vai fazer a diferença entre Sri Aurobindo e eu?
É a qualidade Vibratória da Comunhão, da Fusão, que vai permitir-lhes, com as diferentes presenças que vão manifestar-se, identificar.

Quando vocês chamam Miguel: Miguel é o Fogo.
Quando vocês me chamam, é o Fogo também, mas não é o mesmo fogo.
Portanto, é uma qualidade Vibratória que vai manifestar-se a vocês e que, com a experiência e a repetição, vai dizer-lhes: «ei, tenho a visita de Maria», «ei, tenho a visita de Omraam», «ei, tenho a visita de Gemma» etc...
Mas, é claro, o Canal Mariano está constituído.

Vocês têm a possibilidade de comungar, agora, não unicamente no Sol, no corpo de Existência, mas, diretamente, aqui, onde vocês estão, uma vez que não há mais separação.
Todos os Véus foram retirados.
Eles foram, todos, dissolvidos.

Então, alguns de vocês são, talvez, um pouco mais resistentes do Véu.
Portanto há, talvez, Véus um pouco mais delicados para retirar, mas, se vocês não entram em contato, é que vocês não pedem e que, talvez, vocês tenham, ainda, resistências que são ligadas, eu diria, à sua pequena personalidade.
Mas cada vez mais seres humanos, mesmo sem saber o que acontece, sentem uma presença à esquerda.
Ela já está no Interior de vocês.
É a projeção do Interior para o exterior que os faz senti-la.
Ela pode passar pela Shushumna, mas ela passa, o mais frequentemente, pelo Canal Mariano, que é lateralizado à esquerda (ou por trás, para KI-RIS-TI ou METATRON).

Nós estamos, todos, no Interior de vocês, porque vocês estão no Interior.
Vocês estão na projeção de consciência nesse mundo, mas quem tem consciência de que é Cristo, nele, Maria, etc...?
É preciso, efetivamente, que a consciência tome consciência de uma presença.
É preciso que a presença torne-se consciente.
Ela se torna consciente apenas quando é manifestada no Interior do Canal Mariano.

Questão: essa presença pode estar, igualmente, na mão esquerda?

Não, isso é a Onda de Vida, isso nada tem a ver com uma presença.
A presença chega, sempre, pelo alto e à esquerda.
Portanto, se você nada sente no alto à esquerda, mas, unicamente, na mão, não é uma presença.

Questão: há um inconveniente em mudar de nome?

Qual importância?
Se vocês mudam de nome, isso quer dizer que vocês estão mal em sua pele, nada mais.
Porque, depois, vocês podem, sempre, encontrar o aspecto sedução de dizer: «ah, esse nome, eu gosto mais».
Mas lembrem-se de que foram vocês que escolheram seu nome, não foram seus pais.
Vocês podem acrescentar um nome, como eu o fiz em minha vida.
Isso nada tem a ver com mudar de nome: vocês acrescentam uma qualidade Vibratória.
Mas qual importância hoje, não é?

Questão: por que eu não me lembro mais de meus sonhos, como antes?

Porque é tempo, também, de passar para outra coisa.
Os sonhos vão tornar-se mais significativos, mas, se eles desaparecem, eles não podem tornar-se mais significativos, uma vez que não há mais deles.
Eu os lembro que os sonhos têm diferentes origens.
Se seus sonhos eram ligados ao astral, é preciso que eles desapareçam, porque o astral não existe mais.

Questão: o Duplo é, sempre, de polaridade complementar?

Sim, exceto para o Duplo que já é Andrógino, como o CRISTO.

Questão: fora o CRISTO, há outras Consciências Andróginas?
 
Todas as Consciências das Estrelas, e a maior parte dos Anciões, e os Arcanjos.
A complementaridade existe apenas através de um Duplo Monádico, encarnado ou não encarnado.

Questão: no fim de 2000, eu vivi uma experiência de Fusão com um disco solar, que se apresentou diante de mim, e que eu, em seguida, chamei em mim. Qual era essa experiência?

Há múltiplas experiências de Fusão.
A diferença essencial, como você disse, é que esse disco solar, que era, certamente, uma entidade, chegou frente a você.
A Fusão com o Duplo chega por trás e no alto, ou pela esquerda.

Essa noção topográfica é fundamental, mas eu não posso dizer-lhe o que era.
Eu acho, de qualquer forma, danoso viver uma Fusão com um disco solar e não saber quem era.
É, efetivamente, danoso, porque viver Fusões sem saber com quem vocês fusionam...
Em geral, o que se apresenta à frente é ligado ao astral, não é ligado à Luz Vibral.
Não é em geral: é sistemático.

Questão: em um sonho, eu caminhei com uma presença à minha direita, mas como se estivéssemos em competição.
Em seguida, ela colocou-se em face de mim e disse-me que ela me amava muito e pediu-me: "diga-me que você me ama também", vindo a mim para abraçar-me.
Eu disse a ela: «mas diga-me quem você é», e ela parou.
O que significa?
 
Tudo o que chega à direita, nos sonhos, e passeia com vocês, à direita e, depois, vem de frente, corresponde ao astral.
Se nós temos dito que o Canal Mariano é à esquerda, é exatamente preciso.
Quer seja nos sonhos, quer seja na vivência Vibratória, há uma lei de sincronia no Universo: vocês atraem para si e, sobretudo, neste período, o que está em relação com sua Vibração.
Se vocês estão no medo, se há falhas em vocês é, necessariamente, uma entidade astral que vai aparecer.

Questão: enquanto eu participava de um grupo de meditação, senti meus limites corporais dissolverem-se, como se eu fosse o grupo. É uma forma de Dissolução?

É, pelo menos, o que se chama um mecanismo de Comunhão.
Agora, a Dissolução deixa lugar ao neant, ela não deixa lugar a qualquer identificação, com quem quer que seja, ou o que quer que seja.
Portanto é, mais, Comunhão/Fusão.

Questão: qual é a distinção entre o orgulho e o ego espiritual?

É, exatamente, a mesma coisa.

Questão: estou mais na dúvida em relação às minhas percepções, minha vivência.
Ao mesmo tempo, parece-me viver períodos de ego espiritual.
Os dois podem coexistir?

Geralmente, aliás, coexistem.
Enquanto existe uma dúvida em você, isso quer dizer que, qualquer que seja a vivência (Fogo do Coração, Coroa Radiante, Despertar do Kundalini), você está instalada no Si.
O Si é a Alegria, mas há, também, dúvidas, porque o mental ainda está presente, em alguns momentos, o que não é mais o caso quando vocês estabeleceram o Absoluto.

O orgulho espiritual é, também, a dúvida.
É como o ego: há egos positivos e egos negativos.
Ao nível espiritual, é a mesma coisa.

Questão: além de refutar e ser Absoluto, há algo a fazer?

Não, nada, absolutamente.

Questão: quando se tem a orelha esquerda que toca, que vibra, que estala, isso significa que uma pessoa ou que um Duplo tenta entrar em contato?
 
Não, absolutamente: são os sinais da ativação do Antakarana, é tudo.
Mas o Antakarana pode ser vazio ou pleno de uma Presença: se há uma Presença, é uma Presença.
Mas o Antakarana é o Nada, o Som da alma, com os diferentes Sons.
Mas não é porque há um som que há uma Presença.
Há seres que abriram os chacras, que ouvem esses Sons – há sete Sons diferentes, há dezenas de anos – sem terem tido a mínima Presença.
O Som não é característica da Presença, é característica do Canal.

Há uma tonalidade, que não é um estalo, que é um Som extremamente agudo, que assinala a aproximação de uma Presença.
Mas não é a manifestação da Presença, é o Canal Mariano (o Antakarana, a ampola da clariaudiência) que reage à interação da Presença que se aproxima.
É quase um Ultrassom, muito elevado ao nível intensidade Vibratória, ao nível frequência, mesmo.

Vocês estão no limite da percepção da percepção auditiva – como vocês chamam isso? – no espectro auditivo, vocês estão em frequências muito altas.
Mas a Presença não se exprime por esse Som, estamos de acordo: é a interação, entre sua Presença e essa Presença que gera o Som.

Questão: poderia dar-me um conselho sobre minha evolução?
 
O que isso quer dizer, evoluir?
Você está, ainda, acreditando, com tudo o que lhe disse BIDI, que você evolui?

Questão: então, como superar alguns problemas?

Ah, não é uma evolução, isso.
Eu não tenho conselho pessoal a dar a ninguém.
Ou você faz uma pergunta, ou não há pergunta, mas, jamais, eu interferirei em sua Liberdade.

Questão: tem-se um Duplo ou vários Duplos?

Mas, necessariamente, há vários.
Pode-se dizer que seu Corpo de Existência é um Duplo.
Duplo não quer dizer Dualidade.
Duplo quer dizer, simplesmente: possibilidade de ressonância, de Comunhão, de Fusão, de Dissolução – no Sol, no Corpo de Existência, com outros Corpos de Existência.
E, agora, nesse corpo de carne – que vocês habitam – e outro corpo de carne, se vocês têm um Duplo Monádico encarnado.
Ou com o CRISTO, MARIA, MIGUEL, quem vocês queiram.
Para o resto, mas vocês podem muito bem ter um Duplo Monádico, encarnado ou não, e Fusionar com MARIA ou MIGUEL.
Não há incompatibilidade, não é?
Não há contrato de exclusividade.
Para os Duplos não encarnados, hein?
Atenção, caso contrário, isso se transforma em orgia, seu truque, aí.

Questão: MA ANANDA MOYI, há pouco, precisou que o tempo dos reagrupamentos era chegado.
A que isso pode corresponder?

Então, aí, é profundamente diferente para cada um.
O Reencontro do Duplo é uma forma de reagrupamento.
Agora, há reuniões e reagrupamentos que vão produzir-se espontaneamente.
Aí também, é como para os Duplos Monádicos, não vão pôr-se a procurar, a todo custo, reunir-se ou reagrupar-se: são as circunstâncias da vida que fazem com que isso se produza.
Não é uma busca ativa, é espontâneo e natural.

Lembrem-se do que eu havia dito sobre os Duplos Monádicos: por que não se havia falado deles antes?
Porque vocês imaginem que, no espírito humano, todo mundo vai querer ter seu pequeno Duplo, e, se possível, encarnado, e, se possível, do outro sexo, e, se possível, muito mais belo, não é?

Portanto, para a reunião, é a mesma coisa: isso se produz porque a Fluidez da Unidade, as sincronias põem-nos nisso, mas não é para procurar.

Quando MA disse: «o tempo é chegado de reunirem-se e de reagruparem-se»: em si mesmo, com seus Duplos, talvez, exteriormente.
Mas tudo isso não tem que ser procurado ativamente, isso se faz espontaneamente.
É como para o Duplo Monádico: vocês não têm que procurá-lo, caso contrário, isso é um erro.

São coisas que se instauram na Fluidez da Unidade, espontaneamente.
Sem intervenção de sua vontade própria ou de seu desejo, caso contrário, isso nada mais tem a ver.

Questão: pode-se chamar nosso Duplo Monádico, se ele não está encarnado?

Você não tem necessidade de chamá-lo, se ele não está encarnado: ele vem, espontaneamente.
O chamado é válido para MIGUEL, para MARIA, para as Estrelas.
KI-RIS-TI, ele vem, espontaneamente.
Aqueles que o percebem não tiveram necessidade de chamá-lo.
Aliás, vocês podem chamá-lo, aqueles para quem ele não é um Duplo: ele não aparecerá nas costas.

Questão: KI-RIS-TI não seria o Duplo de todo mundo?

Não, vocês são todos KI-RIS-TI.

Questão: se nós somos todos KI-RIS-TI, como se pode ter KI-RIS-TI como Duplo?

Boa questão.
É o princípio do holograma.

Quando MIGUEL está presente ao seu lado, ele pode estar presente ao lado de milhares de pessoas.
É sua visão cartesiana, redutora, que os faz crer que há Um Duplo, e que não se pode ser si mesmo e o Duplo.

Mas vocês são multiplicados ao Infinito quando são Multidimensionais.
Vocês estão, ao mesmo tempo, aqui e ali, e, ao mesmo tempo, em milhares de lugares.
Isso não é possível compreender por sua consciência.

O único que não pode multiplicar-se ao Infinito é o Duplo Monádico encarnado e o Duplo Monádico não encarnado.
Porque há a necessidade de reencontrar o ovo cósmico inicial.
Mas isso concerne a muito poucas pessoas.
Para todo o resto, vocês podem, todos, ter MARIA como Duplo, e CRISTO, por que não?
E ser, você mesmo, MARIA e CRISTO.
Mas isso foi dito.
É a visão cartesiana mental, da 3D, que lhe diz: «é impossível, eu sou eu e há o outro, como é que eu posso ser eu e o outro?».
Justamente, você não viveu a Dissolução, nem a Fusão.

Questão: sentir o Ponto KI-RIS-TI nas costas releva da manifestação do Duplo KI-RIS-TI?

Não.
Quando há uma presença ao lado de vocês, vocês sentem uma Presença, concorda?
É a mesma coisa para os planos sutis.
Sentir o Antakarana e o Som não é a Presença.
Sentir o Ponto Vibratório KI-RIS-TI não é a Presença de KI-RIS-TI.

Questão: como se manifesta, então, esse Duplo KI-RIS-TI?

Mas você sente uma Presença em suas costas, mas não se sente sobre o Ponto: uma Presença, presente atrás.

Não temos mais perguntas, agradecemos.

Então, caros amigos, eu lhes agradeço por seu acolhimento.
Eu lhes transmito todo o meu Amor, todas as minhas bênçãos.
Até muito em breve.
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MA ANANDA MOYI – 30 de junho de 2012



Mensagem publicada em 2 de julho, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Eu sou MA ANANDA MOYI.
Irmãos e Irmãs encarnados, comunguemos, se efetivamente quiserem, e aportemo-nos as bênçãos e a graça de nossa Presença.

... Partilhar da Doação da graça...

Eu venho a vocês, hoje, como representante da Estrela AL, como representante do Manto Azul da Graça e uma das Embaixadoras do Conclave que reúne Anciões e Estrelas.

Como o enunciaram minhas Irmãs GEMMA (ndr: GEMMA GALGANI) e MARIA, assim como o Arcanjo MIGUEL, minha Presença, além de minha voz, é inscrita na Vibração que é percebida, para alguns de vocês, à sua esquerda, no Canal Mariano.

Além de minhas palavras, a expressão de minha Vibração e de minha Consciência far-se-á mais importante do que minha voz e minhas palavras.
Eu venho, hoje, falar-lhes de um elemento importante, que está, diretamente, em relação com o que há a viver, para vocês, presentes sobre esta Terra.
Eu venho informar-lhes da noção de Passagem, anunciando-lhes, com isso, a intervenção, muito próxima, em seu Canal e por intermédio daquele no qual eu me exprimo, de MARIA, de MIGUEL e do Senhor METATRON, durante a semana que vem a vocês, que vêm, além das palavras, eles também, anunciar-lhes e reforçar a conexão, por intermédio do Antakarana ou Canal Mariano, de nossa conexão, de nossa reunião, assinalando, assim, como eu vou exprimi-lo, a preparação da Passagem.

O Comandante exprimiu-lhes, há um ano, que tudo estava consumado.
Resta, agora, consumar essa Liberação da Terra nesse Templo que é esse corpo, para vocês, também, serem Liberados, reencontrarem, se tal é seu estado, a Morada de Paz Suprema, Shantinilaya, as Moradas do Amor Eterno, do Absoluto, da Unidade.

Nós estamos, ao mesmo tempo, ao seu lado, em vocês.
Nós descemos ao mais próximo de vocês, a fim de acompanhá-los, de tranquilizá-los e de mostrar-lhes e demonstrar-lhes que nós estamos ao seu lado, para cada um de vocês.

Muitos de vocês realizaram, desde anos, um trabalho notável, que permitiu suavizar essa Passagem de um estado a outro.
Vocês se têm, hoje, à porta do que havia sido anunciado, há sete anos, dentro de alguns dias, por um dos grandes Guias Azuis de Sírius, chamado SERETI (ndr: intervenção de 4 de julho de 2005).
Sua preparação está, portanto, concluída, para muitos de vocês, o que lhes dá a viver certo número de elementos, cada um de vocês em uma etapa precisa de sua revelação, de sua realização, de sua própria consciência.
O ciclo está consumado, ele também, e levou-os, portanto, muito precisamente, aí onde vocês estão hoje.
O estado que é o seu, de cada um de vocês, é o exato estado para levá-los a Liberar-se, para viver essa Passagem.

Foi exprimido, por diferentes intervenientes, certo número de elementos, desde vários meses, concernentes à Onda de Vida, ao Manto Azul da Graça, ao reencontro com o Duplo e os Duplos.
Quaisquer que sejam essas Consciências que se aproximaram de vocês, todas têm apenas uma finalidade e um objetivo: aquele de aportar-lhes a prova e a demonstração da realidade de quem nós somos, de nossa Presença, de nossa graça, em vocês e ao seu redor.

Nós seremos, de algum modo, umas e outras, assim como os Anciões e os Arcanjos, um pilar e uma âncora que será, no que há a realizar agora, a certeza de seu futuro, de sua evolução, qualquer que seja.
Nossa Comunhão, nossas diversas formas de comunicação com vocês e de União com vocês, leva-os, progressivamente, já desde numerosos meses, a acostumar-se e a aclimatar-se aos nossos encontros.
Nós poderíamos, portanto, dizer que, de algum modo, nós os acompanhamos e somos, também, aqueles que garantem sua Passagem.
Nós somos os Passadores de sua consciência de quem vocês São, que permite o retorno à Verdade, ao Amor, à Eternidade.

Mais do que nunca, o período que se abre, durante este mês de julho, verá uma amplificação do derramamento de Luz Adamantina e do Chamado da Terra pela Onda de Vida, assim como o Apelo de MARIA, pelo Canal Mariano.
Tudo isso, em vocês, vai permitir, de certa maneira, a facilitação dessa famosa Passagem, que vai vê-los penetrar, em toda lucidez, em toda confiança, em sua Morada de Eternidade.

Como vocês talvez saibam, e como MARIA disse-lhes quando de sua última intervenção, as instituições de escravidão desse mundo chegam ao fim.
Isso não pode mais ser nem deslocado, nem adiado.
Ela vai tornar-se, aos seus olhos e às suas vidas, cada vez mais formal, cada vez mais evidente.
A Verdade, de algum modo, eclode, em plena luz do dia, na consciência da humanidade.

Então, é claro, haverá ranger de dentes.
É claro, haverá uma volta de questionamentos de elementos que, para vocês, ainda hoje, podem parecer-lhes importantes, mas que, progressivamente e à medida que vocês perceberem nossa Presença ao seu lado e em vocês, afastar-se-ão de vocês e os liberarão, mesmo, de todo medo, de toda apreensão, porque nós estamos, como Passadores, com vocês, e nós estamos nessa comunicação, nessa União, o que vai ajudá-los a facilitar essa Passagem.

Na confiança, em nossa União e nossa Comunhão, qualquer que seja o Duplo que se apresente a vocês (seja nas costas, por CRISTO, seja no Canal Mariano, por MARIA, ou uma de minhas Irmãs ou eu mesma), vocês encontrarão, nessa Presença, tudo o que é necessário, tudo o que é útil e indispensável.
Nós seremos, como eu disse, o pilar e a âncora que lhes permitirão, ao mesmo tempo, enraizar-se, para viver nessa carne o que vocês têm a viver e, ao mesmo tempo, elevá-los à Morada de Eternidade.

Progressivamente e à medida que vocês atribuírem sua Atenção, sua confiança à nossa Presença ao seu lado, vocês constatarão, por si mesmos, que o que podia ser pesado tornar-se-á cada vez mais leve, cada vez mais fácil.
Nós estamos perfeitamente conscientes de que certo número de hábitos e de experiências levados sobre esse mundo afastaram-nos de sua Morada de Paz Suprema, da Verdade do que vocês São.

Vocês trabalharam, alguns de vocês, desde numerosos anos ou desde numerosas vidas, para viver esses momentos, no estado, eu diria, o mais adaptado à sua consciência, à sua evolução e ao que vocês São.
Quanto mais vocês atribuírem sua confiança e sua consciência àquele ou àquela que se tem ao seu lado, mais os elementos desse mundo não poderão interferir, de maneira alguma, no processo que está em curso.

A partir do instante em que MARIA, MIGUEL e METATRON tiverem intervindo para dar elementos complementares ao que eu lhes disse, vocês constatarão, por si mesmos, uma nova acentuação dos diferentes elementos Vibratórios e de consciência que se põem em movimento, nesse Templo e sobre a Terra (ndr: nós não temos detalhes sobre essas datas de intervenção).

Ninguém poderá mais ignorar o que lhes foi escondido até o presente, seja no Céu, seja sobre a Terra, seja nas ações de Irmãos e Irmãs que lhes ocultaram a Verdade, de maneira voluntária ou involuntária.
Portando sua Atenção e sua consciência nessa Presença ao seu lado, vocês encontrarão um afluxo novo, uma força nova, uma certeza inabalável, que lhes permite realizar essa Passagem de maneira das mais harmoniosas, no Amor o mais total e na Verdade a mais eterna de seu Ser.

A confiança desenvolver-se-á.
A certeza tornar-se-á essa evidência.
Não será mais possível duvidar, pela Presença que os acompanhará ou as Presenças que se manifestarão a vocês.
Porque o Amor preencherá seu Coração, porque não haverá mais lugar para a mínima dúvida no que se manifestará a vocês, o que quer que digam seus próximos, o que quer que diga a sociedade, o que quer que diga sua família, o que quer que digam aqueles que lhes são os mais próximos e que não poderiam, de momento, beneficiar-se de nossa Presença.

Nós somos, de algum modo, aquelas e aqueles que vimos, ao seu lado, assistir e preparar essa fase final.
O ciclo de preparação deste ano está, portanto, concluído, quase.
Ele os conduz a mais Alegria, mais Paz.
Se existem, em vocês, elementos que resistem, é claro, a presença do Canal Mariano parece mais distante, mais nebulosa.
Nós os convidamos, portanto, a esquecer, de algum modo (ainda que apenas alguns instantes), tudo o que concerne às suas problemáticas, não para delas desviar-se, não para recusá-las, mas, bem mais, para que sua Atenção, sua Consciência sejam portadas, o mais possível, ao que se desenrola em nossa Comunhão, nossa comunicação e, para alguns de vocês, nossa Fusão e Dissolução, já bem avançada.

Lembrem-se de que a Graça encontra-se no Amor de nossa Reunião.
Lembrem-se de que a facilidade tem-se, também, aqui.
Quaisquer que sejam as circunstâncias de sua vida, qualquer que seja a facilidade ou a dificuldade de sua vida, o Amor que está entre nós nos acompanha, vocês como nós, em nossa certeza.

A Passagem é, portanto, ir de um ponto a outro, mas não unicamente: e, também, ir de um estado a outro, de uma forma a outra e, para alguns de vocês, de uma forma ao que é sem forma.

Quaisquer que sejam os momentos de estupor que possam ser-lhes propostos por esse mundo, não atribuam a isso qualquer importância, qualquer ódio, qualquer vontade de resistir, porque nós estamos aí.
Alguns de vocês ouvem, já, serem chamados, pela manhã, ao acordar, pelo nome, outros sentem a Presença do Cristo atrás de si.
Outros, enfim, instalam-se, de maneira cada vez mais fácil, no êxtase e no encantamento.
Lembrem-se de que a certeza dessas manifestações, o reforço, a evidência delas é, de algum modo, seu salvo conduto para a Passagem, a fim de que a Liberação que é sua seja vivida na maior Paz e, pelo menos, na pacificação.

Aquilo a que vocês resistirem, a que se opuserem, durante este período, arriscará fazê-los sofrer, inutilmente.
Então, toda a força está na Luz de nossa União, de nosso Amor, entre nós e para nós.
O resto não deve merecer atenção nem interesse.

O desafio, de algum modo, quando dessa passagem, é aceitar mudar de estado, aceitar mudar de lugar, de espaço e de tempo, sem olhar atrás de vocês.
Ninguém será abandonado.
Ninguém ficará para trás.
Durante esses momentos, é sua qualidade de Ser (e não mais tudo o que concerne ao parecer, tudo o que concerne às ocupações usuais desse mundo) que lhes permitirá estar o mais adaptado à Morada de Paz Suprema.
São vocês que decidem.

Vocês querem estar em guerra consigo mesmos ou querem ser a Morada de Paz Suprema?

Se alguns elementos de seu ambiente parecem-lhes ferozmente opostos ao que vocês vivem, então, estejam certos de que esses seres que se opõem, a um dado momento, não poderão mais opor-se.
Preservem-se do alarido do mundo.
Portem sua consciência, sua Atenção para nós.
Nós estamos aí para vocês, e nós estamos aí para isso.

A cada dia, a cada noite, existirão, para vocês, provas indubitáveis do que acontece, que vai levá-los, progressivamente, a ouvir-nos (como eu disse), a ver-nos, a perceber-nos.
É o fim da separação, o fim da divisão, o fim da guerra.

Quaisquer que sejam as circunstâncias, por vezes hostis, desse mundo que recusa render as armas ao Amor e à Paz, isso não lhes concerne.
Estejam conscientes disso.

O Amor é a única solução e a Passagem é a única possibilidade.
Não olhem atrás de vocês.
Não fiquem aí, onde nada mais há a fazer.
Engagem-se em sua evolução.
Escutem-nos.
Percebam-nos.
Quanto mais vocês nos ouvirem, quanto mais nos perceberem, mais vocês constatarão que isso se torna cada vez mais simples, cada vez mais fácil e que o Amor é, realmente, sua natureza e sua Essência.

Então, desviem-se da guerra desse mundo.
Não entrem em conflito com ninguém.
Não se oponham a nada, mesmo se, para isso, vocês devam entrar, ainda mais, no Interior de si, ainda mais em contato conosco.

Nós somos a ajuda e a mão estendida.
Nós somos o Amor que vocês são, porque nós somos vocês, também.
E nós somos o socorro, a ajuda, a compaixão e o Amor que é seu.
Lembrem-se disso.

Lembrem-se de minhas palavras, das palavras de minha Irmã GEMMA e de minha Irmã MARIA, que, progressivamente, levaram-nos a essa consciência (desde a Liberação da Terra e a Onda de Vida).
MIGUEL, também, havia dito, como Arcanjo e Príncipe e Regente das Milícias Celestes,   que vocês podiam contar com a Presença dele.
Isso não é uma oração, uma invocação ou uma evocação, mas, bem mais, a Presença dele, real, ao seu lado, que lhes permite, por seu Fogo, por sua Presença, Liberar o que deve ser Liberado.

De fato, a Liberação, a Passagem necessita que vocês estejam Livres de todo apego, de toda relação, de todo peso, de tudo o que, nas circunstâncias que vocês construíram de suas vidas, afasta-os, por vezes, da Verdade.
Quanto mais vocês estiverem voltados para nós, mais nós estaremos voltados para vocês e mais nós comungaremos, mais vocês encontrarão a força de ser a Verdade e de não mais parecer outra coisa que não a Verdade.

Nós estamos conscientes, também, de que o Manto Azul da Graça pôde ocasionar, em vocês, alguns reajustes, ou mesmo alguns desequilíbrios, que os levam a reconsiderar o funcionamento desse corpo, o próprio funcionamento de sua vida.
São, de algum modo, os últimos ajustes, aqueles que vêm aperfeiçoar sua preparação, aperfeiçoar seu Amor, aperfeiçoar a possibilidade de estarem estabelecidos em Shantinilaya, a Morada de Paz Suprema.

Tudo aquilo que vocês têm sonhado (na Luz), tudo aquilo que têm esperado (no Amor e na Verdade) está, agora, aí.
Estejam em nossa Comunhão e nossa União, porque a Passagem realiza-se com grande facilidade, se sua Atenção, sua Consciência permanecem nessa Passagem (aí onde nós estamos a esperá-los, para acolhê-los), sem preocupar-se com o que há depois, sem preocupar-se com o que resta de antes.
Mas, simplesmente, estarem lúcidos desse mecanismo que se desenrola em vocês, que os chama ao Amor, à Verdade e ao que vocês São.

Lembrem-se de que, quanto mais vocês estão alinhados conosco, menos vocês são perturbados por esse corpo, por sua vida, pelo que pode restar de dúvidas e de incertezas.
Nós somos a certeza.
Nós somos a ausência de dúvida.
É para o que vocês são chamados a retornar.

MARIA, MIGUEL e METATRON – que intervirão dentro de pouco tempo, durante a próxima semana – darão a vocês elementos, talvez, mais precisos, que lhes permitem apreender, de maneira ainda mais fina, as generalidades que eu acabo de transmitir.

O Manto Azul da Graça (para aqueles que o vivem), a Onda de Vida (para aqueles que a acolheram) vão multiplicar-se em vocês, o que lhes permitem deslocalizar-se, a fim de facilitar a Passagem e as Passagens que estarão em curso, para vocês, que lhes darão a viver os reencontros místicos, cada vez mais intensos, cada vez mais convincentes, seja com o Sol, com outros Irmãos e outras Irmãs, encarnados ou não encarnados, seja conosco, Estrelas, com os Anciões ou com os Arcanjos ou, ainda, com o Sol ou, ainda, com os Seres e as Consciências que povoam seus mundos de origem, sua origem estelar ou suas linhagens estelares, assim como os diferentes componentes da Confederação Intergaláctica dos Mundos Livres que percorrem seus Céus, doravante, de maneira cada vez mais evidente.

Eu venho, portanto, convidá-los a estarem conscientes de tudo o que se desenrola, não sobre esse mundo, porque isso vai tornar-se de uma evidência tal, que vocês devem desviar-se disso, não aportar crédito a tudo o que vai desenrolar-se dentro de poucos dias e que, efetivamente, para a personalidade, pode parecer o oposto da Luz, o oposto de seus desejos.
Mas lembrem-se de que nós estamos aí, e de que Shantinilaya espera-os.
Voltem-se ao bom lado.
Olhem o Verdadeiro e o Belo, para além das desordens do mundo.
Os sinais do Céu e da Terra são mais importantes do que os sinais dos homens que tentam resistir à Verdade e à Beleza.

Sigam seu caminho no que a Vida propõe a vocês e dá-lhes a fazer, de algum modo, sem preocupar-se com isso, e portem sua Atenção, sua Consciência, no Canal Mariano, em nós, em seus Duplos, quaisquer que sejam.
Nessa condição, se vocês adotam esses alguns preceitos, constatarão que tudo se tornará cada vez mais fácil, que todas as barreiras e os obstáculos que podiam pôr-se através de seu caminho serão varridos.
O que não será, é claro, o caso, se vocês dão peso e consistência aos seus apegos, aos seus medos, às suas dúvidas.

Certo número de elementos importantes foi-lhes comunicado por aquele que se faz chamar BIDI.
Ele insistiu, com força, sobre o que vocês eram e sobre o que não são.
Cabe a vocês decidir: a Paz, o Amor, a Morada de Paz Suprema ou o sofrimento e o medo.
Tudo dependerá de sua Atenção, de seu olhar, de sua capacidade para soltar, para Abandonar-se, totalmente, ao que está aí, para não resistir no Eu, na Unidade, em seu Si, para ir para onde vocês são esperados e realizar essa Passagem na maior das harmonias, na maior das facilidades, na maior das Alegrias.
Porque a hora chegou de retornar à Morada de Paz Suprema, à nossa casa comum, aquela da Eternidade, na maior Paz e na maior das serenidades.

O que vocês têm a viver, diretamente, sobre esta Terra, dependerá, unicamente, do lugar onde vocês tiverem colocado sua Consciência, sua confiança.
Aí estão as últimas escolhas.
Aí estão os últimos desafios.
Eles são para viver.

Aqueles de vocês que foram percorridos pela Onda de Vida e que se tornaram essa Onda de Vida, que se tornaram Absoluto e Liberados, terão mais aptidões.
Escutem esses Irmãos e essas Irmãs encarnados, do mesmo modo que nós lhes pedimos para escutar-nos.
Porque eles são portadores da mesma Consciência, da mesma realidade de Amor, da mesma Verdade.
Eles são, de algum modo, não guias, mas, efetivamente, aqueles que iluminam a Passagem para vocês.
Cabe apenas a vocês aceitar, acolher a Luz dessa Passagem ou dela desviar-se.

Lembrem-se de que não há outra escolha que não o Amor ou o Medo: é um ou o outro, e não poderá, jamais, ser os dois, cada vez menos.

A que vocês vão dar crédito?
Ao que acontece sobre esse mundo?
Ao que se desenrolará, muito em breve, nos Céus e sobre a Terra, ou ao Amor?
Não haverá outra escolha.

A que vocês estarão apegados, naqueles momentos?
Vocês procurarão preservar o ilusório de uma conta no banco, o ilusório de um lugar, de um bem, ou, então, o que vocês São, em Verdade?
Cabe a vocês definir, cabe a vocês ver onde se situa seu lugar, onde se situa o Amor.
Vocês são esse Amor ou vocês são o Medo?
Vocês são totalmente Livres.
É isso a Liberdade.
É isso a Liberação.
Mas, jamais, como nós o dissemos, nós poderemos puxá-los pela mão.
Nós podemos apenas estar presentes, testemunhos e iluminadores para essa Passagem que é a sua.

É claro, há numerosas Moradas na Casa do Pai e, durante este período de Transição Ascensional, vocês têm, cada um, uma evolução diferente.
Lembrem-se: se vocês estão apegados ao que quer que seja ou a quem quer que seja, vocês estarão no Medo.
Se vocês se desprendem, vocês estarão no Amor e poderão ser eficazes para aqueles eu vocês Amam.

Mudem de olhar.
Nós estamos aí, também, para mostrar-lhes o novo olhar, aquele do Coração, aquele que não depende dos olhos, que não depende dos apegos, que não depende desse mundo, mas que depende da Verdade e, unicamente, da Verdade.

Vocês aceitam ser o que vocês São?
Amor.
Ou preferem continuar medo, falta, fragmentação, ilusão?
São vocês que decidem, eu repito, mas nós estamos aí.
Escutem-nos ou, pelo menos, ouçam-nos.
Além de minhas palavras, de minha Presença de hoje, estejam conscientes dessa Presença que está ao seu lado.
Sejam Presença do que está aí e que vem, realmente, bater à sua porta e que vem dizer-lhes, de algum modo: «deixe os mortos enterrarem os mortos e siga-me».

Nós viemos, cada uma de nós ou cada um dos Anciões, pô-los em face de si mesmos.
Vocês são Verdadeiros ou não são Verdadeiros?
Vocês são Amor ou não são Amor?
Vocês estão no Ser ou estão no parecer?
É preciso ousar olhar-se, face a face, consigo mesmo.
Quem você é?
Sua consciência o saberá.
Quer seja pela Onda de Vida, quer seja pelo Manto Azul da Graça ou, ainda, pelo Supramental, virá, após um período probatório, um momento em que mais nenhuma dúvida poderá imiscuir-se em sua vida, quer vocês tenham passado ou não, quer a Passagem seja realizada ou não ainda.

Lembrem-se de que vocês podem recorrer a MIGUEL, quando alguns apegos pareçam-lhe demasiado pesados, demasiado difíceis a portar ou a suportar.
Então, naqueles momentos, chamem-no, ou chamem-nos: nós seremos, de algum modo, seu bálsamo, que vem, se vocês o decidiram, facilitar o que vocês têm a passar.

A Luz e sua Inteligência, os estados além desse mundo, não confinados, são sua melhor ajuda.
Vocês vão tornar-se conscientes de que sozinhos, nada podem, de que, verdadeiramente, a Luz pode tudo, na condição de que tudo de vocês seja Abandonado a ela, na condição de que vocês estejam nessa espontaneidade do Coração, na evidência desse Coração e não em qualquer antecipação, projeção ou medo.

A partir de hoje, e de maneira ainda mais evidente a partir da intervenção de MARIA, MIGUEL e METATRON, isso lhes aparecerá cada vez mais claramente.
Além dessas algumas palavras e de minha Radiância em vocês, eu não abrirei espaço de questionamento.
Eu deixarei, para isso, o Comandante dos Anciões, para responder em meu lugar, e eu remeto, sobretudo, às comunicações que lhe serão dadas por MARIA, MIGUEL e METATRON: sem dar-lhes encontros precisos, eles dirigir-se-ão a vocês na semana que vem.

Irmãos e Irmãs encarnados, vivamos, ainda uma vez, com Atenção e com fervor, a Comunhão à Graça, nossa União Mística.
Agora.
Acolhamo-nos, uns aos outros, porque o tempo dos reagrupamentos, das reuniões chegou.
Tenham fé e, além dessa fé, estejam na consciência e na confiança da Luz e do Amor, porque é o que vocês São.
Todo o resto não existe.

Eu sou MA ANANDA MOYI.
Eu os Amo, e vivamos a graça e a Bênção.
Eu lhes digo até uma próxima vez.

... Partilhar da Doação da graça...
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NDR:
Extrato das trocas com O.M. AÏVANHOV, em 30 de junho de 2012:

Questão: MA ANANDA MOYI, há pouco, precisou que o tempo dos reagrupamentos era chegado.
A que isso pode corresponder?

Então, aí, é profundamente diferente para cada um.
O Reencontro do Duplo é uma forma de reagrupamento.
Agora, há reuniões e reagrupamentos que vão produzir-se espontaneamente.
Aí também, é como para os Duplos Monádicos, não vão pôr-se a procurar, a todo custo, reunir-se ou reagrupar-se: são as circunstâncias da vida que fazem com que isso se produza.
Não é uma busca ativa, é espontâneo e natural.

Lembrem-se do que eu havia dito sobre os Duplos Monádicos: por que não se havia falado deles antes?
Porque vocês imaginem que, no espírito humano, todo mundo vai querer ter seu pequeno Duplo, e, se possível, encarnado, e, se possível, do outro sexo, e, se possível, muito mais belo, não é?

Portanto, para a reunião, é a mesma coisa: isso se produz porque a Fluidez da Unidade, as sincronias põem-nos nisso, mas não é para procurar.

Quando MA disse: «o tempo é chegado de reunirem-se e de reagruparem-se»: em si mesmo, com seus Duplos, talvez, exteriormente.
Mas tudo isso não tem que ser procurado ativamente, isso se faz espontaneamente.
É como para o Duplo Monádico: vocês não têm que procurá-lo, caso contrário, isso é um erro.

São coisas que se instauram na Fluidez da Unidade, espontaneamente.
Sem intervenção de sua vontade própria ou de seu desejo, caso contrário, isso nada mais tem a ver.
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Compartilhamos estas informações em toda transparência. Obrigado por fazer do mesmo modo. Se você deseja divulgá-las, reproduza a integralidade do texto e cite sua fonte: http://www.autresdimensions.com/.

29 de jun de 2012

BIDI – 1 – 29 de junho de 2012


Mensagem publicada em 1 de julho, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Áudio da Mensagem em Francês

Link para download: clique aqui



Questão: estou ao serviço de meus pais, ao passo que o pedido não vem deles.
Isso não me propicia alegria.
Antes, eu exprimia minha criatividade na dança, no canto, nas atividades manuais, agora, nada mais.
O que é que acontece em mim para que eu aja assim?

Bem, você se põe, você mesma, na situação da qual se queixa.
Portanto, a resposta está, obviamente, em você, e unicamente em você, uma vez que esse constrangimento é-lhe imposto por si mesma e, como você diz, por nenhum elemento exterior.

O quadro do que eu tenho a dizer não se coloca em uma análise de sua esfera psíquica, porque essa esfera psíquica concerne apenas à sua vida efêmera e não corresponde, de modo algum, ao Absoluto.

A questão que você me coloca é, portanto, encontrar uma saída ou uma explicação a algo que, de qualquer modo, é efêmero.
Não pode existir resposta, porque toda resposta – mesmo a mais adequada, mesmo a mais exata, mesmo a mais eficaz – fará apenas mantê-la em outro efêmero.
E, enquanto encarar sua vida no efêmero, em uma satisfação (mesmo na criatividade), você continuará limitada e continuará submissa à alternância do efêmero, ou seja, os momentos de passagem da alegria à não alegria.
Isso é próprio de tudo o que é efêmero.

O único modo de estar estável, o único modo de não estar condicionada por suas ações e suas reações – felizes ou infelizes – é compreender que você não é esse saco de alimento, que você é, ainda menos, esse saco de pensamentos, que você é, ainda menos, essa vida que você vive.

Enquanto você procura uma resposta para isso, você se coloca, automaticamente, por si mesma, de acordo com o princípio da ação/reação ou, se prefere, do bem e do mal, do que lhe faz bem ou do que lhe faz mal.
Qualquer que seja o bem que você encontre, o efêmero não aportará, jamais, uma satisfação permanente.
O próprio do efêmero será, sempre, fazê-la oscilar de um extremo a outro.
E o ser humano passa sua vida, no efêmero, a vagar de dores a alegrias, a procurar a alegria.

O objetivo de nossas conversas não é propiciar um bem-estar, nem um mal-estar, mas mostrar-lhe a situação tal como você a vive, tal como você a aceitou e tal como você a identificou.
Enquanto você está identificada a tudo o que me disse (criatividade, assistência, bem-estar ou mal-estar), você não pode sair disso porque, tanto em um caso como no outro, você mantém uma dependência, mantém um confinamento e uma incapacidade para sair disso.

Assim é o próprio de todo ser humano confrontado a essa vida, a esse efêmero, a essa ação/reação.
Vocês passam seu tempo a procurar melhorar sua vida comum.
Vocês procuram, permanentemente, obedecer a contingências sociais, morais, afetivas ou de criatividade ou de facilidade material ou espiritual.
Mas nenhuma facilidade material, nenhuma facilidade espiritual permitirá a você sair desse círculo vicioso.
O único modo de proceder é apreender que você não é nem esse corpo, nem esses pensamentos, nem essa vida.

Enquanto você está identificada ao que me descreveu, você girará em círculos.
Não existe qualquer meio, qualquer ferramenta, qualquer técnica que lhe aportará a durabilidade e, ainda menos, o Absoluto e o Eterno.

Você deve, você também, distanciar-se.
Distanciar-se não quer dizer capitular ou abandonar uma obrigação, mas mudar de localização de sua própria consciência porque, qual é esse «eu» que tem necessidade de criatividade, qual é esse «eu» que tem necessidade de sair de uma situação na qual ele mesmo colocou-se, se não é o ego?

O ego passa seu tempo, no efêmero, a ir do bem ao mal, da ação à reação, a encontrar, no lugar onde ele está confinado, uma justificação e uma solução.
Nenhuma justificação, nenhuma solução ser-lhe-á de qualquer ajuda, enquanto você mesma não se coloque fora daquele que crê agir, daquele que crê ser, daquele que crê ter a exprimir uma satisfação, uma criatividade ou o que quer que seja mais, porque tudo isso pertence a algo que é, por essência e por natureza, efêmero.

Ora, sua essência e sua natureza são o oposto daquilo a que você se submete.
É, portanto, uma mudança radical de ponto de vista: é a única solução.
Enquanto você encontrar, mesmo no efêmero, uma fonte de satisfação, uma fonte de insatisfação, você lutará, permanentemente, você se desgastará, porque nada disso pode ser estável, nada disso pode ser Eterno e, ainda menos, Absoluto.

Enquanto o ser humano fecha-se em suas ilusões (e esse mundo é uma ilusão), enquanto você crê que há a resolver algo, mesmo nessa pessoa, você não deixa esse saco de alimento viver sua vida, você não deixa esse saco de pensamentos viver sua vida.
Você não é isso.

É preciso adotar uma mudança radical de ponto de vista.
Isso se chama a refutação, e eu a remeto a tudo o que eu disse.

A questão que você coloca é totalmente irrelevante e não pode, em caso algum, aportar-lhe, em minha resposta, uma solução.
Porque toda solução que corresponda à sua interrogação e sua pergunta fará apenas remetê-la, ainda mais, ao efêmero.
É você mesma que se instala no efêmero de sofrimento e de alegria.
Qualquer que seja esse efêmero, você sabe, pertinentemente, que uma alegria não pode durar, do mesmo modo que uma tristeza não pode durar.
Porque, mesmo a tristeza ou a alegria a mais longa encontra-se confrontada à barreira do fim desse saco de alimento e de pensamentos.

Enquanto você age assim, enquanto você reage assim, você não pode encontrar a paz.
E é normal.
A questão que você coloca concerne, unicamente, à sua pessoa e à sua personalidade e, em caso algum, ao Absoluto.

Não há alternativa para o Absoluto.
Se você quer estar em paz, além do efêmero, você deve ver muito maior, sair dos meandros das ações/reações de sua vida, de toda busca que requer uma solução para uma problemática.
Enquanto adota isso, você é prisioneira de si mesma, em sua ilusão, em seu efêmero.

Eu posso, portanto, apenas engajá-la a ir além da busca de solução concernente a esse efêmero.
Enquanto você passa sua vida a procurar uma melhoria, enquanto passa sua vida a procurar uma facilidade, qualquer que seja, um bem-estar, você não pode Ser.
Enquanto existe um mal-estar, você sabe, pertinentemente, que você não pode Ser.
Mas é exatamente o mesmo para o bem-estar porque, tanto bem-estar como mal-estar exprime-se apenas no efêmero, no que se move, o que não é imutável e eterno.
E, enquanto você reflete assim, submete-se, a si mesma, ao funcionamento do efêmero, ou seja, a esse saco.

Você quer continuar um saco, enquanto sua natureza e sua essência são Absolutas e bem mais amplas do que o que você crê, do que o que você vive, do que o que você experimenta?
Você deve superar essa dualidade.
Nenhuma solução aportada à sua problemática permitirá a você ser completa, porque você continuará incompleta enquanto você mesma coloca-se na incompletude.
Se você apreende isso, se adere a isso, sem fugir do que quer que seja, então, tudo lhe aparecerá claramente.
Mas, enquanto não estiver nesse ponto de vista, você continuará perturbada e no problema.

Não existe qualquer solução no efêmero, na experiência de sua vida (como de qualquer vida).
O ego vai satisfazer-se em dizer que ele paga um carma.
Mas o carma não existe, exceto para a pessoa, não para o que você É.
E você não É uma pessoa.
Você não É, mesmo, um indivíduo.
Saia desse jogo.
Ir além não é, unicamente, superar uma situação, ainda menos ali aportar uma solução: é ver claramente as coisas.

Enquanto você está identificada ao que quer que seja do que você vive – desse corpo, desses pensamentos – nenhuma solução pode ser duradoura e eficaz.
São apenas curativos que a fazem girar em círculo, como toda vida que não aceita fazer a experiência do Eu Sou.

Mas quem diz Eu?
Quem diz Sou?
Enquanto há uma apropriação, no efêmero, você não encontrará, jamais, a Paz definitiva.
Cabe a você saber o que você quer.
Responder a um problema é enfrentar, novamente, outro problema, na mesma esfera ou em outra esfera.
Assim vai a vida do ser humano que se fecha, ele mesmo, sempre mais, nessa sequência, sem fim, de ações/reações efêmeras.

Enquanto você se crê efêmera, você está submissa às leis do efêmero, nas quais é inscrito o sofrimento.
E você adere ao sofrimento, do mesmo modo que você adere à alegria.
Qual é seu objetivo?
O que você quer?
Se é encontrar uma solução para um problema, não é preciso dirigir-se a mim.
A única solução que eu posso dar é dizer-lhe que você não É o que você crê.
Você não É o que você vive, o que quer que você viva, o que quer que você tenha vivido.
O que foi vivido, o que é vivido não concerne ao que você É.
É a ilusão que a faz crer nisso, o ponto de vista, se prefere.

Enquanto você não sai desse ponto de vista, ninguém pode, estritamente, nada por você.
Você é vítima de suas crenças.
Você é vítima de sua própria vida, de suas ilusões, e isso é sem fim, no efêmero.
Só a morte ali põe fim (a morte desse saco).
Vá bem além de tudo isso, sem renegar, contudo, o que você vive de difícil, mas você não é o que você vive: toda a problemática está aí, e em nenhum outro lugar.

Questão: eu desejo aplicar três conselhos: ficar tranquila, mudar de ponto de vista, refutar o conhecido.
Quais são os bloqueios que me impedem de realizar isso?

Mas por que você considera que há a realizar?
Nada há a realizar.
O único obstáculo é você mesma, no funcionamento do efêmero no mental e nos pensamentos.
Enquanto você está na pessoa, enquanto está identificada (aí também), tudo o que você reivindica não pode aparecer, porque já está aí e já está Realizado.

Enquanto você crê que há um caminho, uma etapa, um tempo necessário, de provas ou de etapas a escalar, você se afasta tanto mais do que procura, porque nada há a procurar.
Há apenas a Ser isso, porque você É isso.

É sempre a pessoa, o mental ou o corpo que vai desviá-la disso.
Isso não é algo a procurar, não é um esforço a fornecer.
Isso já está aí.
Isso sempre esteve aí.
É você que saiu disso.

O Amor está por toda a parte.
Você não pode procurar o que você É, porque você é Amor.
Portanto, o que você propõe (de ficar tranquila, de encontrar a Paz), mas já está aí.
Você É tranquila.
Você É a Paz.
Mudar de ponto de vista é aceitar isso.

Enquanto existe o mínimo interstício para a crença em si mesma, você não pode superar o efêmero.
O Absoluto já está aí, ele não tem que ser procurado e, ainda menos, que ser encontrado.

É como se você me dissesse: «eu quero encontrar o ar».
Mas você está no ar.
Você compreende isso?

Você não pode procurar o que você É e, ainda menos, encontrar o que você É.
Apenas a refutação de tudo o que é conhecido, de tudo o que lhe concerne é que pode dar um resultado.
Mas esse resultado não é inscrito em um tempo distante ou em um espaço separado do que você É, nem em um além, nem em uma crença qualquer, nem em uma religião, nem em uma técnica, nem em um exercício.

Passe pela fase, primeiro, do observador.
Quando você responde: «Eu Sou», quem observa?
Quem olha?
Quem está por trás do que se joga?
Você ainda está jogando na cena de teatro.
É preciso, portanto, colocar-se, já, na poltrona que observa a cena e não jogar a cena e, depois, aí também, sair do teatro.
Isso não parará a cena – ela continuará a desenrolar-se, esse corpo continuará a viver – mas você não será mais afetada, nem incomodada, nem alterada pelo que quer que se desenrole na cena, porque você não olhará mais essa cena.
Você não estará mais sentada a olhar o espetáculo, você sairá do teatro e constatará, então, por si mesma, que jamais houve teatro.

Só o lugar onde você se coloca determina as condições às quais você adere – as leis físicas –, mas, em caso algum, a física pode seguir a metafísica.
Não há esforço a fornecer porque, enquanto você considera que há um esforço, você se coloca, aí também, no interior do teatro, na cena, você atua e adere a algo, mas a cena de teatro para, sempre, um dia.
O teatro desaparecerá, de qualquer modo, a partir do instante em que esse saco de alimento não estiver mais.
É o jogo do mental, o jogo do ego (da própria pessoa), ao qual você adere, que a impede de ver claramente.
É como se houvesse viseiras que lhe mostram, unicamente, o que há diante de você e que a impedem, portanto, de sair do que está à frente, não unicamente para ver o que está nos lados e atrás, mas para, efetivamente, apreender que nada há a ver.
O Ser está além do ver.
O Absoluto não é um ver.
Ele É o que você É, na Essência, na Eternidade, quaisquer que sejam as circunstâncias vividas por esse corpo.

Como eu disse: você não é nem a cena de teatro, nem o ator, nem o espectador, nem o teatro.
Enquanto você não tenha respondido a essa questão, enquanto não tenha tido o ponto de vista exato disso, bem, o que você procura não pode ser obtido.
O ponto de vista no qual você se coloca é aquele da pessoa, aquele de sua vida, mas, tanto para você como para cada um, enquanto você se define em relação à sua vida, isso concerne apenas à pessoa, ao efêmero, mas não ao que você É.

Enquanto vocês creem que há que escalar, enquanto creem que há uma progressão, enquanto creem que há uma procura que é sem fim, vocês se enganam a si mesmos: tudo já está aí.
É seu ponto de vista que colocou a distância com a Verdade.
A Verdade não conhece qualquer distância, qualquer tempo, qualquer espaço.

Quando eu digo: «mudem de ponto de vista», isso não concerne, é claro, unicamente, à visão.
Mas, bem além, mesmo, da perspectiva, é a própria consciência que deve desmascarar o jogo da ilusão.
E, se eu posso exprimir-me assim, acima dessa consciência, o que há?
Há o que eu chamei a-consciência.
Enquanto você não está dissolvida, enquanto não está morta para si mesma, para suas próprias ilusões, você pode continuar a procurar, longo tempo, a Paz.

Quando nós dizemos para ficar tranquila, é um engajamento para fazê-los mudar de ponto de vista.
Enquanto você está identificada ao seu pequeno eu, às suas pequenas necessidades, às suas pequenas satisfações ou às suas grandes necessidades e suas grandes satisfações, você não pode encontrar a Paz, não pode estar tranquila.

É por isso que eu disse (e que repito): vocês não têm alternativa que não a refutação do conhecido, porque o Desconhecido não pode ser conhecido, uma vez que ele é o que vocês São.

O ponto de vista deve ali instalar-se, ou seja, sair do teatro.
Enquanto você não fez a experiência disso, você está persuadida de ser esse corpo.
Olhe, por exemplo, seus Irmãos e Irmãs, nossos Irmãos e Irmãs que vivem a experiência de saída do corpo ou a experiência de morte: eles sabem que não são esse corpo, mesmo se entram nele.
Em contrapartida, eles sabem, pertinentemente, que é um saco de alimento que está morto, mesmo se é chamada a vida.

O mundo não existe.
Tudo o que é visto não pode existir, é uma ilusão.
Enquanto você não aceita esse ponto de vista, não há solução, porque essa solução, mesmo possivelmente existente, inscrever-se-á apenas no quadro da ação/reação no próprio efêmero da ilusão.

Questão: quando de uma conversa anterior, você me disse: deixe esse corpo tranquilo, ele não tem necessidade de você para viver.
O que eu tenho a ouvir, hoje?

Você deixou esse corpo viver?
Vocês estão, permanentemente, na resistência.
Essas resistências exprimem-se por sofrimentos, no saco de alimento ou no saco de pensamentos.

Enquanto há sofrimento, qualquer que seja, vocês estão no interior dessa ilusão.
Aquele que deixa viver seu corpo – qualquer que seja o alcance desse corpo ou qualquer que seja a Paz desse corpo – não é, de modo algum, concernido, uma vez que, você admitirá, você não É esse corpo.

Quando você morre, ou quanto você dorme, o que resta de você?
Para além do sonho ou do pesadelo, onde você está, naquele momento?
O que se torna o mundo?
Ele existe ou não?
O que se tornam seus parentes, sua família, seus filhos, seu trabalho?
Eles estão presentes em sua consciência, quando você dorme?
Toda a problemática está aí.

Deixar esse corpo tranquilo não quer dizer negligenciá-lo ou abandoná-lo, mas não mais resistir porque, a partir do instante em que vocês não resistem mais, em que vocês não se opõem mais, a ação/reação não pode mais desencadear-se: o ponto de vista muda, a Paz instala-se, a tranquilidade está aí.
Então, naquele instante, você descobre outra coisa que não o Eu Sou, você descobre que É Absoluto e que essa forma, essa vida vive-se, mas não lhe concerne.

Então, é claro, o ego vai apropriar-se do que eu disse – se você o compreende, nesse nível – para dizer: «ah, mas eu tenho obrigações».
Mas as obrigações, elas se completam por si mesmas.
Eu não falo de obrigações, quaisquer que sejam, mas de sua consciência: onde ela está?
E, além da consciência, há algo, além do observador, que sempre esteve aí, que jamais se moveu, que sempre esteve tranquilo, que sempre esteve na Paz.
É esse ponto de vista no qual é preciso Estar.
Enquanto ele não está, o efêmero prossegue seu curso, alterando ou melhorando sua vida e fazendo-a crer que você ali está submissa, de um modo ou de outro.

Então, é claro, o ego vai crer que será necessário procurar um conhecimento espiritual, psicológico, um conhecimento de amanhã.
Enquanto você está nisso, você não está aqui e agora, você está na projeção, e a projeção mantém a ilusão.
Nenhuma satisfação pode ser duradoura, na projeção, porque, mesmo se você tivesse todas as facilidades (materiais e espirituais), mesmo se você conhecesse todos os mistérios do Universo, o que isso mudaria?
Absolutamente nada, a não ser a satisfação do ego de crer que ele vai controlar o futuro, sua situação familiar, social, financeira, afetiva.

Enquanto você joga na cena de teatro, você não pode ter o ponto de vista daquele que É Absoluto, já, e para quem o teatro não tem necessidade dele.
É o jogo das interações nos corpos ilusórios – mesmo sutis – que mantém, ele mesmo, a ilusão.

Quando nós lhes dizemos que nada há a fazer, que não há caminho, que não há evolução, é claro que, para o ego, há, e isso será, sempre, uma involução, porque é sem fim no efêmero.
Mas esse sem fim do efêmero não desemboca, jamais, no Absoluto, porque a sucessão de causas é infinita.

Nutra esse saco, contente-o, mas você não é ele.
Contente-se de observá-lo, de olhá-lo e, depois, desvie seu olhar.
Então, é claro, o ego vai fazê-la crer que é a morte, o ego vai fazê-la crer que é o fim.
Sim, é o fim dele.
Mas não é seu fim, ao contrário.

A mudança de olhar, de ponto de vista é uma consciência mais ampla e, mesmo essa consciência mais ampla é efêmera porque, senão – se fosse Absoluto – você estaria, permanentemente, no mesmo estado, sem flutuação, sem movimento (o que não é, é claro, jamais, o caso).

Enquanto há procura de Luz e de Amor, isso significa que você põe uma distância com a Luz e o Amor e é, portanto, uma projeção.
Você crê que há algo a procurar, a melhorar, porque o disseram a você, mas será que você pode prová-lo a si mesma?
Onde está a prova?
Não existe nenhuma.
É uma trapaça, é uma fraude.
Aceite isso, não como uma crença, mas vivendo-o e a expansão da consciência tornar-se-á supraconsciência e, depois, a-consciência.
É o momento em que você dorme.
É o momento em que você sabe que você É e, no entanto, no qual não existe qualquer corpo, qualquer pensamento, qualquer emoção, qualquer interação, no qual você não está inscrita em qualquer realidade efêmera.

O Absoluto revela-se, naquele momento.
Mas, se ele se revela, é claro, isso quer dizer que ele sempre esteve aí, ele não está em outro lugar, ele não está amanhã.
É preciso sair do teatro, mas o que deve sair do teatro?
Não esse corpo, não essa vida, mas o que você É.

Você É Amor, mas, enquanto você considera que esse Amor está no exterior, você faz dele uma projeção, um desejo, e põe uma distância e crê que amanhã será melhor e você continua presa pelo tempo, pelo espaço, pela localização em um corpo.

Enquanto você está localizada, você está presa.
Enquanto você crê que há procura, você está presa.
Enquanto você está ávida de conhecimento, você está presa porque, na realidade, você conhece o que você É, uma vez que o próprio sentido dessa palavra é nascer com (aliás, você não pode nascer sem – reflita).

A essência de seu Ser, a Essência do que você É é Amor, é Absoluto.
Descobrir o Tudo, se você prefere, é nada mais ser, aqui, não como uma negação da vida, mas, efetivamente, como uma mudança de ponto de vista: isso se chama, também, a Humildade e a Simplicidade.
É apreender e ver que você nada é desse mundo, que você não é desse mundo, que você não está sobre esse mundo.
Não há mundo.
Não há pessoa.
Há apenas crenças, há apenas projeções, apenas ilusões que se persistem e se mantêm por si mesmas, no âmbito do efêmero, na ação/reação, do bem e do mal.

O que você É não pode nem nascer, nem morrer.
O que você É não pode ser afetado pelo que quer que seja desse mundo.
O que é afetado é o efêmero e, enquanto você é identificada ao efêmero, você é afetada e, portanto, você sofre, de uma maneira ou de outra.
Não é questão de colocar um curativo ou um analgésico onde você sofre.
É preciso mudar de ponto de vista, que vai mostrar-lhe que, quando o Absoluto revela-se, o sofrimento não existe.
É o saco de alimento, é a química do corpo que cria o sofrimento, é esse mundo.

Quando você dorme, será que você sofre, mesmo de uma doença, mesmo de um distúrbio afetivo, mesmo o mais violento, quando você está acordada?
O enigma está aí: o que você É quando você dorme?
O que você É quando você morre?
O que você Era antes de nascer?
E eu não falo em termos de futuro ou de passado, mas, efetivamente, da essência do que você É.

Questão: os ensinamentos convidam-nos a liberar-se do conhecido, viver o instante presente, tal como ele é e não como se quereria que ele fosse.
Isso basta para tornar-se o Amor da Luz Eterna nessa vida?

Se você fosse capaz de mudar o ponto de vista (de não mais ser esse corpo, de não mais ser esse instante que se desenrola, essa sequência lógica de eventos), ainda que apenas no que você poderia nomear de um bilionésimo de segundo, é claro que isso bastaria.
Todo o problema é ligado à localização da consciência, portada nesse corpo, nesses pensamentos, nessa vida que você vive, mas, como eu disse, você não é essa vida que você vive, de modo algum.

A vida está aí, independentemente de você, independentemente do mundo.
Viver isso é ser Absoluto, isso não é mais uma crença, é a ausência de localização, é a ausência de identificação, é não mais jogar o jogo da ação/reação, mas fazer tudo – absolutamente tudo – o que a vida propõe, com a mesma equanimidade, a mesma Simplicidade e a mesma Humildade porque, no Absoluto que você É, o Absoluto não pode ser afetado, nem pela doença, nem pela perda, nem pela falta, nem pela plenitude, uma vez que o Absoluto é Infinito Eterno, o que não é esse corpo, o que não é essa pessoa, o que não são suas relações, o que não são seus filhos, nem seus pais, nem aquilo a que você está apegado.

Aquilo a que você está apegado perde-o e perdê-lo-á.
Enquanto há apego há localização a esse corpo, a esse marido, a essa mulher, a esse filho, a essa casa.
Enquanto você não é livre, como você quer reivindicar a Liberdade?
Como você crê poder ser livre, estando apegado ao que quer que seja?
O que é a Liberdade?

Enquanto você está nesse saco de alimento, você é Livre?
Você sabe quem você É?
Quem você Era antes de nascer?
Enquanto você não tem essa resposta, isso para nada lhe serve.
Todas as outras respostas são caducas e você gira, e nós todos giramos, enquanto o Absoluto não está revelado.
Enquanto nós aderimos ao conhecido (de uma maneira como de outra), nós estamos presos, confinados e confinando os outros em nossas certezas, em nossos apegos, em nossos desejos, em nossas incompletudes, porque tudo isso é efêmero, e dura apenas o tempo desse saco de alimento.

O que é importante é o que está dentro – o que você É –, mas você não É o Templo, você É o que está no Templo.
O Sagrado não é o corpo, mesmo se o corpo seja sagrado.
O Sagrado é o que é invisível, o Sagrado é o que é Eterno e Absoluto.
Não se importe com o tempo que passa, não se importe com a vida e a morte, não se importe com seus prazeres, não se importe com o que você crê possuir porque, nesse mundo, tudo o que você possui – sem qualquer exceção – possuirá você.

Enquanto você não se deu, inteiramente, o Absoluto não pode ser sua Verdade porque, naquele momento, você está preso por si mesmo.
Não procure, no exterior, um culpado ou uma causa porque, enquanto joga nisso, você não é o que você É e crê aproximar-se disso, mas você não se aproximará, jamais.
Nenhum elemento desse mundo, nenhuma pessoa desse mundo, nenhuma localização nesse mundo, nenhum Amor desse mundo pode aportar-lhe o que você É, porque tudo o que é visto, projetado, toda posse, é uma ilusão.

Então, não peça a Liberdade, se você não é livre.
Vocês jogam um jogo que existe apenas na projeção.
Aquele que sai do corpo sabe que ele não é esse corpo.
Aquele que sai dos próprios pensamentos sabe que ele não é seus pensamentos, e aquele que sai da consciência sabe que ele não é a consciência.
Não são crenças, uma vez que vocês podem vivê-lo.
Não há qualquer obstáculo desse mundo, não há qualquer carma.
As únicas restrições são suas próprias crenças, nada mais.

Mais do que nunca, é preciso estar lúcido.
Essa lucidez é um ponto de vista que nada mais tem a ver com o ponto de vista daquele que é localizado em um corpo, em uma vida, em uma profissão.

O Amor é Livre, o Amor é Absoluto, porque é o que vocês São.
Mas não o amor humano, projetado em uma emoção, qualquer que seja, porque todas as suas emoções fazem apenas traduzir seus próprios vazios e suas próprias incompetências para ser Absoluto, porque nada há a preencher, exceto para o efêmero.

A essência é Amor: o que vocês São, o que nós todos Somos.
Se nós somos isso, então, nada há a procurar, não há ideal, nada há a idealizar, nada há a crer.
Vocês devem, bem ao contrário, diminuir, aceitar nada ser, aqui, na consciência que vocês vivem e, instantaneamente, vocês São o Tudo, Absoluto.

Se a mínima parcela de efêmero permanece – em seus apegos, em suas posses, na necessidade de pressionar o mundo, de ali opor-se, de ali agir ou reagir – vocês se inscrevem, por si mesmos, no sofrimento, no efêmero e na falta.

Ora, vocês São a plenitude do amor.
Vocês São Absoluto.
Os limites e as barreiras vêm apenas de suas projeções, mesmo as mais felizes.
Enquanto vocês projetam, vocês não podem ser Absoluto.
Enquanto vocês procuram, vocês não podem encontrar.
Tudo o que vocês creem encontrar faz apenas afastá-los, porque o que vocês encontram inscreve-os em uma localização sobre esse mundo, nesse mundo, e tudo isso é efêmero.

O mundo desaparece, assim que vocês dormem.
Percebam: vocês correm atrás de quimeras, vocês procuram uma satisfação imediata ou programada, vocês se atribuem papéis, profissões, funções.
Mas vocês nada são de tudo isso.
Vocês São Absoluto, Amor.

Questão: há certo tempo, em qualquer circunstância que, em outros tempos, geraria emoções de todo gênero, a ausência de emoção deixa-me um pouco perplexa.

Não há passo para o Absoluto.
Contudo, quando as emoções somem, em um primeiro tempo, isso pode dar-lhe a pensar que há um desinteresse ou algo de bizarro ou de não habitual.
Isso é, efetivamente, um passo para o Si que, efetivamente, pode parecer aproximá-la do Absoluto, que já está aí.

A eliminação da localização desse saco de alimento, como dos sacos de pensamentos, efetivamente, traduz-se pela rarefação e pelo desaparecimento das emoções, porque a emoção é o que põe em movimento.
Ora, o Absoluto não é o movimento: ele é a ausência de movimento, dada a não participação nesse mundo em movimento.
O efêmero é movimento.
O Absoluto é não movimento, porque o que é o Tudo não pode estar em movimento.

As partes do Tudo podem estar em movimento.
Assim, portanto, quando as emoções somem, mesmo se isso possa aparecer como bizarro, ótimo, porque é a prova indiscutível de que você não participa mais dos movimentos do efêmero.
Eu repito: não é um desinteresse ou um desengajamento, mas, bem mais, um ponto de vista que muda.
É um grande passo do ponto de vista.
O ponto de vista amplia-se, você não está mais na cena do teatro, você é, ainda, aquele que pode observar, mas que não vive o que se vive na cena.

Então, isso é não habitual.
Isso pode traduzir-se, em um primeiro tempo, como um sentimento de estranheza, mas é normal.
Isso traduz o processo de desengajamento da ilusão do efêmero, do conjunto dos sacos efêmeros.
A partir desse instante, o observador revela-se, o que lhe dá a apreender que você continua aí, apesar de não haver mais emoção.

Quem está aí?
Quem olha?
Quem observa, se não é o que você É, em Verdade, no Absoluto?
Isso não é, portanto, um passo para o Absoluto, mas, bem mais, um passo do ponto de vista.

Ao invés de estar ao pé da montanha e ter uma visão limitada pelas árvores, você afastou-se da montanha e vê a altura e o topo da montanha.
É uma etapa.
Resta, agora, apreender que não há etapas.
Lembrem-se das cascas de cebola: as verdades são camadas empilhadas.
A verdade da primeira camada nada conhece das camadas que estão acima.
Mas camada a mais extrema contém todas as outras camadas, mesmo se ela não as veja, mesmo se ela não as sinta.
Assim evolui a consciência na Supraconsciência nomeada Turiya.
E vem, depois, a equivalência do sono, ou seja, a não consciência – bem além do Samadhi – que dá a viver o Absoluto.

Do ponto de vista limitado é um passo, mas, do ponto de vista do Absoluto, isso nada muda, uma vez que isso sempre esteve aí.
Em resumo, quanto mais vocês penetram a supraconsciência, mais vocês dormem, menos esse mundo tem peso sobre vocês.
E, como eu o dizia, vocês todos sabem que, se conseguem dormir, qualquer que seja o problema, ele não existe mais.
Ou, então, não há sono: há pesadelo ou sonho.

Nem a emoção, nem os pensamentos, nem o saco de alimento, nem o conhecimento, nem a espiritualidade são de qualquer utilidade para ser Absoluto.
São armadilhas que os mantêm na ilusão do efêmero.
Nada do que vocês São é efêmero.
Os jogos de papel mudam, permanentemente.
Vocês mudam de trabalho como de canal de televisão, como de olhar, como de profissão.
Mas tudo isso é efêmero porque, justamente, isso muda.

O Absoluto jamais mudou, e não mudará, jamais, o que vocês São.
Então, é claro, se vocês têm vontade de jogar, então, joguem.
Lembrem-se: O Absoluto não é uma busca, ainda menos, uma etapa.
É um Final.
É o momento em que todo o conhecido apaga-se.
Não é a morte, mesmo se o ego lhes diga isso, mesmo se o mental vá secretar a química do medo.
Porque o saco de alimento, como as emoções, como os pensamentos, têm a lamentável tendência a fazê-los crer que são verdadeiros.
E vocês ali estão identificados, ali aderiram, de uma maneira ou de outra.

Não é importante conhecer as maneiras que conduziram a isso, isso não tem qualquer espécie de importância.
Enquanto vocês estão interessados na ação/reação, a Ação de Graça não pode ser sua Morada, porque vocês colocaram sua Morada nesse saco, nesses pensamentos, nessa vida.
Então, vocês vão nutrir-se de pitadas de Luz, vão criar a evolução, vão criar a melhoria, a busca.
Mas é bobagem.
Isso não tem existência alguma, isso não existe em outro lugar que não nas projeções, que não na ilusão.

A única questão essencial é: «o que vocês São?».
E o «vocês São» nada tem a ver com o que vocês creem ser.
O que quer que vocês vivam é efêmero.
Mesmo a coisa a mais perfeita desaparecerá, totalmente, com esse corpo.
Então, é claro, vocês aderiram ao carma.
Mas o carma não concerne ao que vocês São, ele concerne a outro efêmero que não existe mais, ainda menos que o outro: as vidas passadas.

Vocês devem escolher: Absoluto ou efêmero.
Mas não esperem encontrar um contentamento duradouro no efêmero.
Mesmo o Si não é estável.
É fácil descrever a experiência do Si, da não separação, do Amor Infinito.
Mas será que isso é Absoluto?
Não, seguramente, porque o que vocês podem exprimir, com palavras, de suas próprias experiências, de suas próprias memórias, desaparecerá com o desaparecimento desse saco.

É isso que vocês São?
O que vocês procuram e por que o procuram?
O que vocês procuram preencher, tranquilizar, se não é o vazio desse corpo e desses pensamentos que são apenas projeções, conchas vazias?
E, no entanto, vocês estão dentro: portanto, vocês não podem sair disso.
É, simplesmente, o ponto de vista que muda.

A partir daquele momento, tudo irá muito rápido para vocês.
O princípio da refutação do conhecido leva-os, se se pode dizê-lo, a serem Absoluto.
Mas, eu repito: refutar não é rejeitar, é estar consciente.

Deixem esse corpo fazer o que há a fazer, deixem esse corpo criar seus filhos, deixem esse corpo ir trabalhar.
Vocês nada são de tudo isso.

Façam-no, mas, ali, nada invistam, senão, vocês nutrirão o ego, vocês nutrirão o efêmero.
Vocês chamam a isso a satisfação e o bem-estar, mas nenhuma satisfação e nenhum bem-estar é Absoluto, porque inscrito no efêmero.

Questão: a Onda de Vida começou a subir e parou.
Você pode orientar-me para que eu emirja desse caos?

É preciso passar pelo caos.
Enquanto você não morreu, você não pode encontrar o que você É.
Por que recusar o caos?
Ele está aí, você não É isso.
Nada faça, não lute contra: olhe-o.

Será que você É isso?
Isso prova que você está identificada a esse caos, mas você não É esse caos.
O caos concerne ao efêmero, quaisquer que sejam as palavras que ali coloquemos.
O caos traduz apenas o caos do ego, o caos do corpo, o caos dos pensamentos.
Mas agradeça ao caos, observe-o e, se você está lúcida e o vê, você sabe, muito bem, que você não É isso.
E, se você pensa sê-lo e vivê-lo, é que você ali está, ainda, em algum lugar, apegada.
Porque o ser humano crê ser apegado à sua família, aos seus filhos.
Mas vocês são, igualmente, apegados aos seus sofrimentos, mesmo se dizem (e, sobretudo, se dizem): «eu não quero sofrer».

Lembre-se: você não tem que lutar contra o caos.
Não há solução a aportar ali.
Olhe-o, observe-o, e você constatará que nada É disso.
Naquele momento, o sofrimento soltar-se-á, o caos dissolver-se-á por si mesmo, não por qualquer ação, não pela aplicação de um curativo.
Seja lúcida.

Você disse: você está lúcida, mas, em algum lugar, ainda, há uma adesão a essas projeções.
Então, é claro, poder-se-ia dizer-lhe que é ligado ao que você viveu no passado, mas isso não tem qualquer espécie de importância.
Observe, no instante.
Não procure causas, que podem ser verdadeiras a um nível da cebola, mas não em outros e, sobretudo, não no Absoluto.
Olhe o caos.
Você É isso?
De maneira definitiva, não.
É impossível.

Observe, lucidamente, e libere-se disso, não lutando contra, não ali aportando uma solução (porque você o reforçaria).
Mas, simplesmente, porque você exprimiu essa lucidez, você tem essa capacidade real.

Será que o caos está aí quando você dorme?
É claro que não.
E quando você acorda, ele continua aí.
Onde ele estava enquanto você não estava aí?
Reflita.
É muito simples.
Não é um enigma ou uma charada.

O que você tem medo de soltar, se não é sua pobre pequena pessoa efêmera?
Nenhuma perfeição eterna pode ser obtida no efêmero.
Você pode ter a ilusão disso, do mesmo modo que você pode transformar um rosto por uma maquiagem, ou dar a ver, pelo vestuário: atrair a atenção e o olhar a outro lugar que não sobre a Verdade, a fim de não ver o que nasceu.

É o mesmo princípio: desengage-se, refute.
Nenhum caos pode atingir o que você É, qualquer que seja o grau de sofrimento, qualquer que seja o grau de lucidez.
Tudo isso é apenas uma cena de teatro.
Você já tem a chance de observá-lo, de estar lúcido dele, como você diz.
Então, vá mais longe.
Basta não inscrever-se nesse caos, basta não lutar contra, mas, simples e objetivamente, olhá-lo.
Se você faz isso, então – se posso dizer – está ganho.

Todo problema vem, em definitivo, do medo: o medo de perder esse corpo, o medo de sofrer, o medo do abandono.
Mas você não pode abandonar o que você É, de toda a Eternidade.

Você é Absoluto.
O caos é uma lavagem do efêmero.
Fique tranquila. Deixe agir, mas você nada É disso.
Aceite-o.
Aceite-o.
Veja-o.
É muito simples.

Mas, se sua lucidez leva-a a querer agir ou querer reagir, então, você se inscreve, por si mesma, em algo que vai durar no efêmero, enquanto, se você faz a tentativa de aplicar o que eu disse, com extrema rapidez, sua lucidez tornar-se-á ainda mais clara.
Você não poderá ser alterada por esse caos que não lhe concerne, de modo algum.

Nesse gênero de questão que você coloca, aí também, há etapas, não para o Absoluto, mas etapas de lucidez que devem ser cruzadas, umas após outras, não lutando, não se opondo, mas, efetivamente, olhando, não, unicamente, a situação, não, unicamente, o caos, mas, efetivamente, a si mesma, para além desses sofrimentos, para além, mesmo, desse caos.

Então, naquele instante, haverá um instante, detectável entre todos, no qual algo báscula.
Você passa do efêmero – se se pode dizê-lo – ao Absoluto. Embora não haja passagem, nem basculamento, nem reversão.
Mas isso a consciência percebe, claramente.
Mas, aí também, você não é o que se apercebe claramente disso.
Aí também, é preciso ir além.

Fazer isso, observar isso é não mais dar peso ao caos, não mais dar atenção ao efêmero, às crenças, às suposições, mas, efetivamente, aproximar-se da Infinita Presença.
E, aí, o Absoluto está quase aí, para você.

A busca de perfeição, como a culpa que você exprime são apenas medos.
Mas você não tem que lutar contra esses medos.
Mas você não tem que lutar contra esses medos, há apenas que olhá-los (como para o caos), que ver que isso está ligado, que isso funciona em sinergia no efêmero, mas não pode, em caso algum, tocar ou alterar o que você É, em Verdade.
Aceite, portanto, sua imortalidade.

Você não é nem esse corpo, nem o que você tem vivido, nem suas atividades.
Você é o caos, e é nesse caos pessoal, individual (que é uma morte mítica e mística), que o Absoluto está aí.
Esse momento de temor, que a faz crer no fim, é, de fato, apenas a abertura para o Verdadeiro, ou seja, ao Absoluto.
É claro, o corpo, é claro, os pensamentos vão tudo fazer para evitar-lhe de pensar assim.

Questão: estou pronta para aceitar o ponto de basculamento para o Absoluto?

Sua questão não quer dizer grande coisa.
Quem coloca a questão?
Não é a vidência, ainda menos uma autoridade exterior que vai dizer-lhe: "está bem" ou "não está bem".
Não há que estar pronto para algo que sempre esteve aí.
Você não tem um traje a por para ir casar-se.
É preciso aceitar estar despojado, totalmente nu, no caos, no Abandono o mais total.
Ao contrário, sou eu que lhe pergunto: "você está pronta?"
Porque, só você tem a resposta.

Como você pode projetar uma resposta a esperar do exterior?
O que a faz pensar ou crer nisso, se não são suas próprias indecisões, suas próprias dúvidas?
Toda resposta está em você.

Não há melhor momento do que o instante presente.
Não há distância, não há busca, não há trajes a colocar, não há que estar pronto.
É a perspectiva do ponto de vista da personalidade que vai fazê-la crer que é preciso estar pronto ou não.
Ter-se pronto ou não ter-se pronto: mas isso nada quer dizer.
Aliás, nada há a dizer.

O que você procura dizer-se a si mesma?
O que você quer mascarar?
 Sobretudo, nada crer.
Não há que estar pronto ou não estar pronto para algo que sempre esteve aí.
É o ponto de vista da personalidade que, sempre, através das palavras que você emprega, mostra, mesmo, que você espera algo ou que espera ou teme algo.
Mas é o mesmo princípio: esperar, temer ou outro, é apenas a projeção de suas próprias incertezas interiores.

E de qual interior você fala?
E de qual interior eu falo?
Aquele do Si.
É preciso Abandonar o Si para ser Absoluto, porque o Absoluto já está aí, ele engloba o Si, ele é o Não Si, o Não Eu, o Não Ser, o Não Parecer.
Ele é o Para Brahman, ou seja, o Tudo, além do Tudo, o Absoluto Último, Amor.

Como você poderia estar pronta para o que você já É?
A noção de preparação põe uma distância, uma separação, mesmo.
Nada há a preparar.
Não há que estar pronto ou não estar pronto, porque adotar isso é remeter-se a certa forma de linearidade, ao efêmero, à incompletude.
É uma projeção, aí também.
Não é um casamento, você nada tem a reencontrar mais que não o que você já é.
Só o ego crê nisso e elabora hipóteses em cima.

Questão: o que é oportuno que eu ouça de sua parte?

A primeira resposta é: "nada, absolutamente".
A segunda resposta é: "o que você espera, o que você espera ouvir?"
Nenhum conhecimento que venha do que eu poderia dizer-lhe, do que você É permitir-lhe-á Sê-lo e, ainda menos, tornar-se isso.
É preciso fazer o Silêncio.
Esse Silêncio não é uma imposição que diz: "eu paro de pensar, eu paro de mover-me".
Mas é o Silêncio do observador.

Quem pensa?
Quem fala?
Quem vive?
Quem tem esse nome que você porta?
Se tudo isso para, então, eu posso dizer-lhe o oportuno que é parar tudo isso.

O Absoluto, eu repito, não é uma etapa, nem um dizer (qualquer que seja), uma vez que o Absoluto revela-se, justamente, a partir do instante em que há Abandono do Si ou Abandono do Eu, sem sofrimento, sem querer fugir do que quer que seja.
Mas, efetiva e verdadeiramente, o momento em que o Silêncio faz-se, e no qual nada se diz, no qual nada mais é oportuno, é o momento da Dissolução, chamado, precedentemente, o caos, na questão anterior.

Viver o caos é ousar, também, Abandonara-se, não mais depender do Eu e do Si, tornar-se, realmente, independente e Livre, quaisquer que sejam as circunstâncias de sua vida.
Nenhum filho, nenhuma regra social, nenhuma espera desse corpo pode alterar isso.
Em definitivo, e aí também, o "ficar tranquilo" toma todo o sentido.

Como eu disse, em numerosas reprises, aquele que olha a cena de teatro não pode pôr-se em pé e perturbar os outros espectadores.
Ele está em uma poltrona, ele observa.
Ele está cativo, ele também.
Mas o fato de estar cativo do observador desemboca na não consciência ou a-consciência.
Mas isso já está aí.
Não existe qualquer distância, qualquer tempo, qualquer apego que possa frear ou restringir o Absoluto, uma vez que o Absoluto contém tudo isso.

Questão: como fazer para não mais intervir na vida corrente?

Mas, justamente, nada há a fazer, e tudo se fará.
Vocês têm tendência a considerar, uns e outros, que, quando se diz para deixar fazer, para ficar tranquilo, que vocês vão ficar sentados em uma poltrona e esperar.
Vocês nada compreenderam, mas está muito bem porque, justamente, nada há a compreender.

Refutar não é renegar: é, simplesmente, o ponto de vista que muda.
A ação desenrolar-se-á, sempre, o fazer ocorrerá, mas a consciência não fará.
Vocês observarão o que se faz.
É o ponto de vista que muda.
E vocês percebem, e vocês mantêm uma visão limitada.

Quando eu lhes digo que esse mundo não existe, será que isso quer dizer que você vai sair desse mundo assim que fecha os olhos, ou assim que se põe em uma poltrona?
Mas é claro que não.

Não é necessário negar o que vive esse saco de alimento: é preciso não implicar-se ali.
É isso, ficar tranquilo.
Isso não quer dizer tornar-se um legume, isso quer dizer fazer e intervir, mas você não é nem o que faz, nem o que intervém.
É um problema de posicionamento.
Isso é repetido em numerosas reprises.

Quando se diz a vocês para nada fazer, isso não quer dizer permanecer sem nada fazer, sentado em algum lugar, ou na cama.
É claro que não.
Faça o que há a fazer, responda às suas obrigações, quer elas sejam leves ou pesadas, mas vocês nada são disso.

É o ego que se apropria disso, em sua questão.
É o ego que se diz: "mas como eu posso parar de fazer, meus filhos, minhas obrigações, minha família?".
Ninguém lhe pediu para parar o que quer que fosse.
É uma mudança de ponto de vista.
Você não é o que faz, você não é o que intervém.
É o ego que, espontaneamente, quer limitar de acordo com o que ele percebe, é claro, e que a faz crer que isso não é possível.

Será que aquele que sai do corpo para de viver?
Não, ele está bem mais vivo do que quando ele age.
Do mesmo modo (e eu o repito), nada há a rejeitar.

Refutar não é rejeitar: é mudar de olhar, mudar de ponto de vista.
É claro, o que eu digo, para o ego, é incompreensível, porque o ego não vê e ele tem razão.
Como ele poderia fazer, sem nada fazer?

Se eu tomei o exemplo, em numerosas reprises, da cena de teatro, não é por acaso.
Vou retomar outro exemplo: aquele da corda.
Você entra em uma sala mal iluminada, seus olhos veem uma corda, mas, como está mal iluminado, você é persuadido de que é uma serpente, e você tem medo e acende a luz, e você se apercebe de que é uma corda.
É exatamente o mesmo princípio.

Dito em outros termos, em sua linguagem corrente, vocês se enganam.
Não há serpente e, no entanto, você acreditou nisso.
Mas o fato de mudar de iluminação o faz perceber seu mal-entendido.

É o mesmo princípio para sua vida: ninguém, jamais, pediu para intervir, nem agir.
Ao contrário, esse saco de alimento deve viver o que ele tem a viver, leve ou pesado.
Mas não se impliquem, porque não é vocês.
É o ponto de vista que muda, não é a ação.
Mas a personalidade, é claro, não vai compreender isso.

O melhor modo de chegar ali, eu expliquei, é a refutação.
Refutar não quer dizer nada fazer, é ter-se tranquilo, é deixar fazer-se.
Esse Fazer não tem necessidade do que você É.
É toda a diferença.
O ponto de vista, a iluminação, o olhar: não há serpente, é uma corda, é uma crença e, depois, unicamente depois, não há mais nem serpente nem corda.

Mas não é porque você vai dizer que não há serpente e corda que isso será verdadeiro.
É como as camadas da cebola, é similar.
Será que a camada da cebola que é a mais próxima do centro conhece a vida do envelope da cebola?
Não.
É similar para você.

Será que o fato de ser Absoluto faz desaparecer o que quer que seja do que está no interior da cebola?
É claro que não.
Mas a lógica do ego é fazê-lo crer que sim.
Daí essa questão.

O Absoluto não é aquele que fica em uma caverna.
O Absoluto pode efetuar não importa o que em uma forma, mas ele sabe que ele não é essa forma e, no entanto, ele faz.
É uma mudança de ponto de vista, não de ação.
Não é passar da ação à inação, não é parar todas as interações, não é matar pai e mãe ou filho.
É outro olhar, uma consciência expandida.
É passar daquele que é ator de sua vida para aquele que olha.
É o observador: aí está o Eu Sou.
E, depois, o observador desaparece, ele também: não há mais localização em um corpo, em uma história.

Mas quem disse que a história devia parar?
Ninguém, exceto seu ego.
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