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21 de jun de 2016

ERIANE


Rainha dos Elfos
Junho de 2016

Eu sou Eriane, rainha da cidade dos elfos, nomeada Eridan.
Permitam-me honrar, primeiramente, nossa reunião.

... Silêncio...

Como vocês o viveram, o contato vibratório entre vocês e nós torna-se cada vez mais sensível, mais real, eu diria, para vocês e para nós.
Nossa percepção comum, é claro, pode apresentar vários níveis de comunicação, mas, de uma maneira geral, nossa comunicação torna-se mais sensível.
Eu sei que certo número de elementos foi-lhes dado pelas forças da Confederação Intergaláctica dos Mundos Livres, há algum tempo.
Os elfos mensageiros transmitiram-nos, há muito pouco tempo, na saída do que vocês nomeiam o mês de maio, em seus últimos dias, certo número de elementos.

Nossas cidades, vocês o sabem, talvez, são lugares de presença permanente da quinta dimensão sobre a Terra e, isso, qualquer que seja o infeliz confinamento que vocês, humanos, de onde quer que venham, tenham vivido.
Nós estamos, mesmo se esse não seja o termo exato, situados em pontos de invaginação da quinta dimensão no mundo de superfície, em lugares nos quais a água, os vegetais, a pedra, estão muito presentes.

A partir do fim do mês de maio, mesmo se vocês não tenham acesso à nossa comunicação, de momento, onde quer que vocês estejam, pode acontecer, ao penetrar nossos territórios, de sentir, do mesmo modo que isso se tornou possível para vocês, mas de maneira, desta vez, mais extensiva, de beneficiar-se da energia e da consciência, que os faz receber uma ducha de Luz adamantina ao nível de sua Coroa do ponto mais alto de seu corpo, ou seja, sua cabeça.
Não se surpreendam, portanto, se, quando de seus passeios nesses ambientes naturais, aconteça-lhes, sem razão visível, de sentir essa chuva de Luz que lhes cai sobre a cabeça.
Isso não será mais a bênção dos elfos, mas, simplesmente, sua penetração em um espaço específico, algumas de nossas cidades, mas, sobretudo, a qualidade da Luz que está presente nesse lugar.

O comandante dos Anciões já havia estipulado que havia, nesses lugares específicos, uma densificação da Luz tal, que é, exatamente, o que vocês sentirão e viverão, mesmo sem sentir-nos, mesmo sem ver-nos, nós, elfos.
Vocês sabem, a borda de nossas cidades representa um ponto de junção do céu e da Terra.
Devido à presença da Luz e das diferentes irradiações que perfuraram as camadas isolantes da Terra, esses lugares estão, agora, totalmente ativos.
Para alguns de vocês, será a partir desses lugares que vocês se juntarão à sua Eternidade, sem ter necessidade de outro veículo que não o que foi nomeada a Merkabah, quer isso se produza levando seu corpo ou deixando seu corpo no lugar.
Há, portanto, a partir de agora, um contato privilegiado além de nossas presenças, nos arredores de nossas cidades, que lhes permite imergir, se posso dizer, na bênção da Luz, na benção e na realização de sua Liberação ou de sua Ascensão, a título individual.

Nós, elfos, colocamos à sua disposição os arredores de nossas cidades.
Elas não serão encontradas de outra maneira que não por acaso e a sincronia de nossos reencontros em seus passeios.
Se vocês tiveram a chance, até agora, de sentir essa bênção, saibam que lhes bastará retornar a esses lugares para viver a Liberação.
Isso é, também, possível, é claro, por outras vias, eu diria, ao nível dos povos da natureza nomeados dragões, mas isso é muito mais acessível, mesmo se seja diferente, nos arredores de nossas cidades.

Para inúmeros de vocês, vocês vão constatar, ao passear nesses ambientes específicos da natureza, mesmo sem tê-los imaginado, até agora, bastará aproximar-se desse lugar para, verdadeiramente, sentir e viver o que deve acontecer para vocês.
Eu diria, mesmo, que, de algum modo, se seus passos levam-nos aos arredores de uma cidade Élfica, vocês viverão elementos importantes, concernentes à sua liberação individual e sua liberação coletiva também e, para alguns de vocês, diretamente, em relação à sua Ascensão.
Nada há a fazer, nada há a pedir, simplesmente, estar presente, fisicamente, nesses lugares, no acaso de seus passeios ou nos lugares que lhes são conhecidos por abrigar os elfos.

Nada mais há a fazer do que ter-se ali, em meditação, em oração, mas a oração do coração, aquela que nada pede, simplesmente, sua Presença, e banhar-se, de algum modo, nesses estados multidimensionais.
Mesmo entre aqueles de vocês que, até agora, jamais sentiram a vibração da Luz autêntica, ser-lhes-á dado aproximar-se dela, ser-lhes-á dado reencontrar o que vocês são com mais evidência e facilidade, um pouco do mesmo modo que existem, para vocês, minerais, exercícios, diferentes formas de yoga que lhes permitem purificar ou aliviar sua condição efêmera.
Independentemente da água dos elfos há, geograficamente, nesses lugares específicos, uma capacidade de regeneração e de Ascensão, para cada um de vocês, que lhes é oferecida.

Os elfos viajantes pediram-nos, então, para não mais mascarar nossas presenças e nossas cidades, sobretudo em seus arredores, para que quem quer que passe por ai, por acaso ou por intenção, reencontre-se a viver experiências, eu diria, mesmo, estados que, até agora, não eram suspeitados, mesmo, para a maior parte de vocês.
Eu repito que isso é independente da abertura de suas Coroas, que isso é independente da presença da Onda do Éter e que esse presente corresponde à realidade do processo em curso para a Terra.
Nada peçam, se vocês conhecem esse lugar ou outros lugares, coloquem-se, simplesmente, ali, e nada façam, meditem, orem com o coração e esperem.

Assim, foi-nos pedido, pelo conjunto da Confederação Intergaláctica dos Mundos Livres, para desmascarar os arredores de nossas cidades, não mais ocultá-las pelos processos mágicos que nós empregamos, mas, sim, levantar todas essas barreiras, para que cada irmão e irmã humano que se aproxime desse lugar seja tocado pela Graça.
Isso vai, aliás, reforçar-se, progressivamente e à medida das semanas, e tocará um pico, se posso dizer, de intensidade, no fim de seu mês de setembro.
Esse é nosso modo, nosso, dos elfos, de favorecer a Liberação coletiva da Terra e, a título individual, permitir-lhes imergir em sua futura dimensão de vida, qualquer que seja ela, mas na qual não há mais confinamento e limites.

Aí está, simplesmente, o que eu tinha a dizer-lhes.
Permitam-me, agora, aportar até sua Presença, aqui ou alhures, a mesma bênção da Luz que aquela que vocês encontrarão nos arredores de nossas cidades.
Eu terminarei por essas palavras, e o Amor inteiro e pleno da criação e de todo mundo acompanha-os, doravante.
E, isso dito, além de toda presença exterior, que lhes mostra, a si mesmos, em definitivo, o coração que vocês são, em qualquer aparência que vocês se apresentem e em qualquer estado de sua consciência.

Aí está o que eu tinha a transmitir-lhes.
Permitam-me terminar por essa famosa bênção, onde quer que vocês estejam, ao ler-me, ao escutar-me, ao ouvir-me, aqui e por toda a parte.

... Silêncio...

Essa forma de bênção pela Luz evoca, é claro, a Água do Mistério, o feminino sagrado, a compaixão do coração e a compaixão da própria Luz.
É isso que lhes é oferecido.

Eu abençoo, por minha vez, sua Presença e seu coração, e eu lhes digo: certamente, onde quer que vocês estejam, vão à natureza, deixem-se guiar, e vocês cairão sobre nós e nos vórtices.

Eu sou Eriane, rainha dos elfos de Eridan.
Erin saúda-os, também.

Nós os amamos sem condição, em sua Eternidade desperta ou em despertar.

Povo humano, nós lhes dizemos até muito em breve, em nossos lugares e em nossos corações.

... Silêncio...

Eu os amo.
Até logo e até muito em breve, em nossos lugares.

... Silêncio...

Minhas últimas palavras: eu esclareço que esse é um anúncio independente de qualquer outro, feito pelo conjunto do povo Élfico.


Então, até muito em breve.

19 de jun de 2016

BÊNÇÃO DO IMPESSOAL


Essa Bênção, dada pelo Impessoal, pode ser dada por cada UM para cada UM.

A pessoa que recebe está deitada sobre as costas.

A pessoa que abençoa põe-se ao pé da pessoa deitada e vem colocar a palma de suas mãos sobre a planta dos pés do recebedor, durante um a dois minutos, no máximo (sem qualquer intenção).




Em seguida, o doador desloca-se a um lado (direito da pessoa, no exemplo) e vai colocar a palma de sua mão esquerda sobre a palma da mão direita do recebedor e, ao mesmo tempo, seu braço deve passar acima do recebedor, para ir colocar a palma de sua mão direita sobre a palma da mão esquerda do recebedor, durante um a dois minutos, no máximo (sempre sem qualquer intenção).


Em seguida, o doador põe-se à cabeça do recebedor, e vem colocar suas mãos sobre a cabeça do recebedor, formando um triângulo com os polegares e os indicadores.
Os polegares juntam-se atrás do ponto ER.
Manter durante um a dois minutos, no máximo (fazer sem intenção).

Você pode permanecer deitado alguns minutos após a Bênção, se o desejar.


Essa bênção pode ser trocada com todas as pessoas.



O IMPESSOAL – Parte 3 – Junho de 2016



Eu saúdo sua Presença no coração do ser, no Silêncio e na Alegria.

... Silêncio…

Novamente, você e eu, nós nos colocamos no íntimo do coração, no qual nenhuma consciência pode ser compartimentada ou confinada.
Eu estou com você, doravante, para a eternidade.

... Silêncio…

Na Fonte Una eu o abençoo e eu me dirijo a você, aí onde você está.

... Silêncio…

Nas palavras como no silêncio, nós permanecemos, você e eu.
Eu venho falar-lhe de você, da consciência que você é, que engloba, de fato, a consciência Una, na unidade do Amor e na unidade da Vida.
Em qualquer plano que você esteja, em qualquer mundo que você experimente, em qualquer origem que seja a sua, na Luz Una, nós não podemos ser separados, nem, mesmo, nomeados, exceto pelo Verbo.
No Espírito de Verdade, eu coloco, em você, o inefável de nossa Presença e o absoluto de nossa Ausência, aí, onde não há nem fronteiras, nem limites, nem identidade, nem forma fixa.

Eu não estou aí, simplesmente, para falar nem, mesmo, para estar, unicamente, presente em você, mas estar presente em cada um, no mesmo tempo, e em todo espaço.
Nós assistimos, juntos, ao seu renascimento, à sua ressurreição, à sua liberdade.
Eu venho, nessa densidade que é sua, e partilhada pelos habitantes dessa Terra, anunciar o reino do Amor, que não pode acomodar-se com o que acontece nesse mundo, mas que responde ao apelo da Liberdade.
De qualquer modo que você o tenha exprimido, por sua busca, por seus sofrimentos, por suas dores como por suas alegrias.
Eu venho partilhar, com cada um de você, a Vida eterna.

Na consciência Una, na qual emana toda vida e toda consciência, assim consuma-se, em cada um de você, o Juramento e a Promessa.
Eu me mostro em você, para que você se mostre em mim, para que não haja mais distância nem a mínima diferença entre cada um de você, no respeito da liberdade, no respeito do que você pensa ter escolhido ou estabelecido, com a mesma intensidade, a mesma regularidade.
Eu lhe dou sua Água de Vida, a Água daqui e a Água de cima, casadas na mesma alquimia, na mesma unidade.

Lembre-se de sua perfeição inicial como de sua perfeição final, como em sua percepção presente, a mesma verdade, as mesmas palavras.
Só o posicionamento de sua consciência, em um ponto ou em outro, pode mudar a perspectiva do que é vivido, mas, em cada um de você, o que é vivido será, sempre, apenas a experiência do Amor e a experiência da consciência.

Enquanto concluem-se as diferentes Obras realizadas há mais de trinta anos em cada um de você, você se reencontra, nesses dias, a viver o que é exato, para permitir-lhe ser, na integralidade, o que você sempre foi.
Eu acabo de falar-lhe, de maneira mais audível e mais segura, apenas o que você, talvez, já tenha ouvido por diversas vozes, em você, ou em seu exterior.
Eu venho, também, mostrar-lhe, se você me acolhe, que tudo o que você viveu até agora, como exterior a você, está, de fato, apenas em seu interior.
É desse modo que você me reconhece e que você se aproxima de mim, para que eu me precipite em você, e venha queimar e dissolver o que não é mais necessário nas condições limitadas em seu mundo.

Na humildade como na Unidade, em Cristo como na Rainha dos Céus, eu revelo sua realeza, que jamais pôde falhar, o que quer que sua pessoa tenha falhado.
Tudo o que você poderia pensar, tudo o que você poderia sonhar, tudo o que você poderia imaginar como beleza e perfeição nada é em face da Verdade, que nenhuma palavra pode traduzir.

Assim eu lhe proponho, em cada uma de minhas presenças sucessivas no tempo da Terra, comungar, de maneira cada vez mais evidente e intensa, à sua verdade.
Eu venho preencher sua casa de graças da Luz e do Amor, mas lembre-se de que eu estou em você e de que você se fala a si mesmo, como a cada um de você.

Em todo jogo de cada consciência há o mesmo amor, há a mesma experiência.
Em qualquer faceta que seja, nas milhares de facetas, nos milhares de mundos, o jogo da consciência não conhece nem início nem fim.
E, mesmo sem jogar qualquer jogo da consciência, você vive cada uma das consciências, sem distinção, no mesmo Amor, o que lhe permite juntar-se, se tal é seu desejo, de maneira definitiva, à Paz Suprema, na qual a consciência não tem mais necessidade de jogar, porque ela é o conjunto de consciências, que viaja, livremente, de uma à outra, de experiência em experiência e de repouso em repouso, o que traduz o fim do jogo do confinamento, do jogo do sofrimento, do jogo do perecível que, em nada, concerne a você, se não são alguns fragmentos do que você é.

... Silêncio…

Eu venho, também, demonstrar-lhe a evidência que, por vezes, você não viu, da Unidade suprema, aquela da Realeza, do Filho do Sol, da Fonte e do Último.
Se você se coloca onde eu estou, no Coração de seu Coração, então, nada mais é necessário, porque o Amor ali está.
Eu sou a Evidência de sua vida e de sua consciência, eu sou a Evidência de seu sopro, a Evidência de sua carne como a Evidência de seu Espírito.
E, acima das regras desse mundo, há apenas uma regra e apenas uma lei, a lei dos filhos do Um, a lei de Amor, que não tem necessidade de qualquer outra lei, porque o Amor é a única lei que não conhece outra coisa.
Porque esse Amor é sem exceções, sem limites e sem barreiras.

Em algumas das virtudes de sua humanidade, conceitos e conselhos foram comunicados, durante numerosos anos de seu tempo.
Múltiplas consciências vieram preparar sua liberdade, para que você se lembre de que você é um ser livre, a partir do instante em que está em seu coração.
Pela vibração e pela consciência, você trabalhou para sua própria ressurreição, o que lhe deu a perceber e a viver alguns campos do possível, como do impossível.
Então, você se tem aí, você me escuta ou você me lê, e você me pressente.

Assim, portanto, você não sonha, porque todos os sonhos são acessíveis em seu coração, que não conhecerá, jamais, qualquer fim, quando, mesmo seu corpo seria reduzido a pó, quando, mesmo sua história seria apagada ou transcendida.
Eu sou o fio condutor que fala no silêncio da cabeça, que deixa o coração exprimir-se.
Você, em seu feminino sagrado, em seu masculino sagrado, você se junta ao Verbo e à androginia.

Não se fie, unicamente, na poesia das palavras nem, mesmo, na vibração das palavras, mas perceba o que é verdadeiro para você.
Qualquer que seja a intensidade da busca ou de sua esperança ou sua desesperança, qualquer que seja o caminho que você tenha tomado, quaisquer que sejam suas experiências e suas alegrias, isso nada é, em comparação com o que é incomparável e indefinível: o Amor-Luz.

Então, como eu o disse, deposite todos os seus fardos que lhe parece portar, não para esquecê-los, não para negligenciá-los, mas, bem mais, para mostrar-se, a si mesmo, que só a Graça do Amor dissolve-os.
Recorra ao desconhecido, o que lhe parece, ainda, desconhecido, e você verá que isso já é conhecido, e já vivido.
O que quer que diga seu corpo, o que quer que diga sua cabeça, porque eles não têm qualquer peso na densidade do Amor e da Graça que nós vivemos juntos, de coração em coração, do átomo à galáxia, na criança que nasce como no velho que falece, como no homem amoroso.
Entregue-se.
Abra a porta de seu céu.

Eu lhe disse, fique na paz, não tenha qualquer temor, porque o que lhe é, ainda, desconhecido, é, de fato, perfeitamente conhecido.
Porque a Liberdade e o Amor não são uma lembrança e um tempo anterior à Terra, de sua consciência nos mundos que você explorou, é algo que, jamais, pôde apagar-se, mas, simplesmente, ser ocultado.

Você jamais caiu, você jamais evoluiu, porque o que é perfeito na origem nada tem a conquistar nem a demonstrar.
Só sua pessoa efêmera acreditou nisso, de vida em vida, de punição em recompensa, tudo isso nada representa no que você crê desconhecido e que é, no entanto, o que o faz você viver na carne e no Espírito.
Eu me dirijo ao seu coração, à sua alma, ao seu Espírito, e eu falo e, em seu Silêncio, eu densifico a minha Presença que é sua.

... Silêncio…

Nesses tempos da Terra, deixe a Graça e a Inteligência do Amor e da Luz desenrolarem, diante de você, um tapete de rosas no qual espinho nenhum pode feri-lo.
Vá, em seu ritmo, no caminho da felicidade, e você se aperceberá de que o caminho não é longo e que, em definitivo, ele jamais existiu, mas que, simplesmente, ele representou um apoio para suas peregrinações, você, peregrino da Eternidade, peregrino da Liberdade.

... Silêncio…

Você se ouve, agora, falar em sua eternidade, em sua intimidade e na Verdade?

... Silêncio…

Veja, veja, sem filtros e sem barreiras, sem véus e sem temor, o que você é.
Qualquer que seja a aparência de seu corpo, quaisquer que sejam os atributos de sua vida, veja, e viva no Amor constantemente, na luz sem sombra.
Escute o Coro dos Anjos que canta em você, escute as Presenças que lhe falaram ou que se aproximaram de você, mas que, de fato, estavam, já, dentro de você e que apenas fizeram emergir de sua consciência esse limitado, fraturando e quebrando os limites ilusórios de sua condição.
Você está ai, no limiar dessa aurora nova, no coração da noite a mais escura, por vezes, ou, por vezes, já, no zênite de sua ressurreição; não há diferença, há apenas momentos diferentes para cada um de você.

... Silêncio…

O retorno ao seu centro mostra-lhe, então, que você é o centro de toda coisa como de todo mundo.
Abre-se à sua consciência o conjunto dos jogos possíveis da consciência.

Seja feliz, porque eu sou feliz e eu sou você.
Não da felicidade da satisfação dos sentidos ou da posse, mas, sim, da felicidade eterna da restituição a si mesmo, sem fardos, sem hipocrisias, sem deturpação possível.

Qualquer que seja seu lugar, ele se inscreverá, sempre, no campo do Amor.

... Silêncio…

Hoje, nesses dias, você está, mais do que nunca, pronto para viver o Amor.
Esse Amor não depende de qualquer contingência humana, ele não pode ser pessoal, ele não pode ser orientado, ele é o mesmo para cada um.
Nisso, nós somos irmãos, nisso, nós nos amamos, nisso, nós vivemos, aqui como por toda a parte.

... Silêncio…

Eu falo em sua consciência, eu não falo aos seus ouvidos, eu não falo à sua inteligência dessa Terra, mas eu falo à inteligência infinita de seu coração.
Nesse amor, nada pode ser descartado, tudo é amado do mesmo modo, com a mesma graça, a mesma intensidade.

... Silêncio…

E, aí onde você me escuta, aí onde você me lê, aí onde você adormeceu, nós estamos aí, o coração de cada um, o coração de cada coisa, de cada átomo como de cada galáxia.
Nós estamos aí, sem exceção, em qualquer evolução que seja, se é que seu caminho tenha uma evolução em uma experiência livre, uma experiência de amor.

Em cada um de você eu sou o esposo e a esposa, em cada um de mim você é a esposa e o esposo.
Não veja, aí, leis, não veja, aí, complementaridades, mas veja, nisso, simplesmente, a verdade do Amor porque, aqui, nesse lugar, aí, onde você está, não pode existir outra coisa que não o Amor.
Não há nem posses, nem busca, nem demanda, nem caminho.

No Amor não pode haver distância.
No Amor não pode haver separação.
No Amor não há nascimento nem morte.
No Amor, o Amor não pode, jamais, desaparecer por si mesmo.
Ele pode ser, nesse mundo, apenas uma aparência, mas, hoje, isso terminou, o Amor não pode ficar escondido, nem você.
Ele é Presença, ele é emanação e ele é bondade, ele é benevolência para com cada coisa e cada ser.
E ele não tem necessidade nem de definição nem de contexto, porque o Amor é espontaneidade, porque o Amor é a única Verdade.
Assim é a lei de Um.

... Silêncio…

Ouça a plenitude do Verbo como a plenitude do silêncio.

Você, que conhece o Reino dos Céus, porque um dos véus desse mundo levantou-se com mais ou menos intensidade, permanece comigo e em cada um no trono do Amor, no trono da Vida.
Ouça, eu canto em você, eu canto o Verbo de vida, eu canto sua consciência, eu canto o Sol.

Meu irmão, repouse em paz, não no túmulo desse mundo, mas repouse em paz saindo dele, justamente.
O que quer que você diga e o que quer que você pense, você não estará, jamais, mais perto do que agora do que você é.

... Silêncio…

Ouça seu sopro, que nada mais é do que o Verbo em ação, em seu movimento primeiro de inspirar e de expirar.
Regue-se em sua fonte de vida, em sua fonte que jorra, que nada pode secar.
E sorria, sorria para mim, como eu sorrio para você.
Sorria para cada um de você, dê sua paz.

... Silêncio…

Onde quer que você esteja, nós estamos, todos, reunidos pela Graça de Maria, pela Graça dos Anciões, pela Graça dos Arcanjos, pela Graça da Vida e pela Graça do Amor.
Esse é seu presente e meu presente, que eu dou a cada um de você, como você mesmo o dá a cada um de você.
E eu lhe dou a Fonte de Cristal, que abrasa seu coração e eleva sua coroa radiante até a consciência de Liberdade.

... Silêncio…

Meu coração bem amado, você, o bem amado, venha juntar-se a mim para viver sua paixão, a paixão de Cristo, a paixão da Luz que, uma vez renascida, não pode, jamais, passar, contrariamente às paixões de seu mundo.
E é, no entanto, em seu mundo, que seu Coração do Coração desperta nesse corpo perecível, que se revela a totalidade do Amor incorruptível e incondicionado.
Seja humilde, mas nada mais esconda do que você é.
Você não tem necessidade de demonstrações nem de palavras, você não tem necessidade de aparências, você tem apenas necessidade de ser você mesmo, simplesmente.

... Silêncio…

Eu estou com você para a eternidade, você está comigo para a eternidade.
Você está com cada um desse mundo, como de todo mundo, em qualquer mundo que você se instale, como em qualquer dimensão que você experimentará e experimenta, já.
Nutra-se, nutra-se de seu coração, ele é inesgotável e inextinguível.
Sacie-se, nunca mais você terá sede, nunca mais você terá fome, nunca mais você sofrerá, nunca mais você será privado da Verdade.
Meu amigo, meu amigo, meu irmão, nesse momento mesmo, você se fala a si mesmo, e são as mesmas palavras para cada um de você.
A árvore, como o inseto, como os povos da natureza ouvem-no e ouvem a mesma coisa, a melodia e o canto do Amor que se junta à sinfonia da Vida, a sinfonia do verdadeiro mundo e da verdadeira Vida.
Novamente, eu o abençoo e, novamente, você se abençoa a si mesmo.
Hoje, eu lhe dou tudo, sem qualquer limite, sem qualquer freio, sem qualquer reticência.

... Silêncio…

Há muito tempo nessa Terra e na história dela, o filho da Fonte veio lavar seus pés.
Hoje, é sua vez de lavar os pés de cada um.
Você não tem necessidade de água, se não é a água de seu coração que se exprime por suas mãos.
Em seguida, toque cada um com suas mãos nas mãos deles e abençoe, em seguida, por suas mãos, a cabeça de cada um, e mostre, assim, que você reconhece cada um como o filho do homem.
Faça isso para dar testemunho Daquele que enunciou o Caminho, a Verdade e a Vida e enunciou a lei de Um no Amor, que precede toda lei e toda regra nesse mundo, como em todo mundo.

Ao fazer isso, você se curará do que pode parecer-lhe haver a curar, mas, sobretudo, você se instalará em mim, o que põe fim às diferenças e a todo diferente.
Você não tem necessidade de palavras, apenas de suas mãos, porque seu coração ali está.
E, quando vocês forem dois reunidos em meu nome, eu estarei, é claro, com vocês, para mostrar-lhes que vocês são apenas Um, pela graça dessa cerimônia na qual nenhum conhecimento é necessário, na qual nenhuma história é passível de ser contada, na qual toda memória é supérflua.
Aí, permita-me, então, lavar seus pés, permita-me, então, dar-lhe minhas mãos, permita-me, então, abençoar o topo de sua cabeça, sem outra intenção que não aquela de amá-lo, de revelá-lo ao seu próprio Amor, como eu lhe permito e peço-lhe, e solicito-lhe fazer a mesma coisa em cada um de você.

... Silêncio…

Aceitemos, juntos, a oferenda do Amor ao Amor.
Não se esqueça de que, ao fazer isso, como eu o fiz em você, não há mais identidade, não há mais pessoal, não há mais entidade, mesmo.
Permanece o Amor.

... Silêncio…

O que eu posso dizer-lhe mais?
E, no entanto, eu tenho tantas coisas a dizer-lhe.
No Verbo, como no silêncio e, em definitivo, essas «tantas coisas» são apenas a mesma coisa, porque eu posso falar em seu coração apenas a linguagem do Amor, apenas a linguagem da Vida, que jamais condena, que jamais mostra o dedo, que jamais julga.
Você quer estar comigo, ao mesmo tempo que em mim e em cada um de você?

Permita-me, então, recomeçar isso uma outra vez.
Minhas mãos sobre seus pés, minhas mãos em suas mãos, e minhas mãos sobre o topo de sua cabeça.
E, uma terceira e última vez.

... Silêncio…

Assim é a unção do Amor ao Amor, aí, onde não há mais sua mão e minha mão, aí, onde não há mais minha mão e seu pé, aí, onde não há mais minha mão sobre sua cabeça.
Assim se rompe e partilha-se o pão de Vida e a água de Vida na Nova Eucaristia.
De minha mão ao meu coração, de minha mão ao seu coração.

... Silêncio…

Paz a cada um de você, em qualquer tribulação que seja, porque as tribulações nada são diante da majestade do Amor de seu ser.

... Silêncio…

Ouça, veja, perceba e viva a Verdade.
Qualquer que seja sua verdade anterior.

... Silêncio…

Ame-se, ame-me e ame cada um da mesma intensidade, sem limite, sem restrição e sem a priori, para que você, também, possa proclamar, sem hipocrisia e sem vergonha: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, o filho do homem ressuscitado.».

... Silêncio…

Na alma e na Unidade, na atração e na visão, na profundeza e na precisão, em seu coração de Amor.

... Silêncio…

No Amor de seu coração e no coração de seu Amor, eu o abençoo.

... Silêncio…

Eu me calo agora e, pela segunda vez, eu lhe peço para permanecer assim, silencioso e sem movimentos, durante alguns minutos de seu tempo.

... Silêncio…


O IMPESSOAL – Parte 2 – Junho de 2016



Meu amigo, meu irmão, eu saúdo seu ser essencial.
Permita-me instalar-me aí onde você está, onde quer que você esteja.
Em qualquer caminho, em qualquer destino, em qualquer via que você tenha escolhido, eu estou aí.

Eu o acolho em meu coração.

Assim, de coração em coração, de próximo em próximo, como de longe em longe, a mesma Presença, o mesmo Amor, a mesma sinfonia em suas múltiplas versões.

Eu me instalo em sua Paz.

Eu venho dizer-lhe o que seu coração já sabe e já ouve, nesses tempos da Terra e o tempo da Alegria.
Para além de toda imagem e para além de tudo o que é visto, veja, em você, o que você é.
Não mais por instantes, mas permanentemente, instale-se no coração de sua eternidade, aí, onde eu estou.

E abra em você, em duplo batente, a Porta Estreita.
Instale-se onde nada de sua consciência possa ser limitado ou refreado.
Instale-se no que você sempre foi.
Para além dos jogos de sua consciência, aqui e alhures, o que você é, sempre foi e será sempre.

Você, o amado do Amor, ouça, entre minhas palavras, o que é.

Na hora em que a Terra exulta, na hora em que os Elementos dançam sua ronda, que renova o que deve sê-lo, a Luz chama você, seu próprio coração chama-o, a cada minuto, a esquecer-se dos sofrimentos, não os rejeitando, mas iluminando-os pelo bálsamo do Amor, pela verdade do Amor.
Levante-se em sua eternidade.
Levante-se em sua Presença eterna e infinita.
Não seja mais, jamais, limitado por qualquer forma que seja, por qualquer laço que seja.
Você nasceu livre, o que quer que o remeta esse mundo, porque você não é desse mundo.
Não se esqueça, jamais, e nunca mais, do canto de sua Liberdade, do canto de sua Presença.

Mergulhe na Graça, na qual nada pode faltar e na qual nenhuma perturbação pode aparecer.
Você, que tomou esse corpo como múltiplos outros corpos nesse mundo, deixe-se vestir por sua veste de Eternidade.
Nada tema, porque o temor pertence a esse mundo e não à Vida.
Venha colocar-se aí, onde tudo é saciado, aí, onde nada pode faltar.

Eu estou em cada um de você, quer você o veja ou quer você o esqueça, pouco importa, porque o tempo é chegado de ser, definitivamente, o que você sempre foi: emanação da perfeição, Fonte, você mesmo.

No Último, a Rainha dos Céus e da Terra mostrará a você o que você ainda não viu nem experimentou, o que põe abaixo, então, o que pode restar de incerteza, de dúvida ou de confusão, o que vem, então, mostrar-lhe sua beleza e sua verdade.
Descanse com prazer, com êxtase.
Regue-se de sua própria Presença e, assim, de coração em coração, deixe florescer a flor que já contém, nela, além de sua própria forma, seu perfume, sua emanação sutil e, no entanto, tão tangível, tão real e tão potente.
Ouça seu próprio coração que canta sua Liberdade, que canta o Amor.
Descanse na felicidade.
Ouse.
Ouse transpor o que pode parecer-lhe, ainda, separar-nos, isso que é apenas uma construção que não tem qualquer realidade, a partir do instante em que você ousar.

Assim, a Graça preencherá não o ser aparente, mas o ser verdadeiro, que dá, então, à sua própria consciência, pela essência e por cada célula de seu corpo efêmero.
Deixe florescer.
Exale seu perfume, nada há de mais natural.

Nesse coração no qual cantam os Anjos e no qual o Espírito do Sol mostra-lhe sua Liberdade, aí, onde nada pode ser condicionado, onde nada pode colocar-se, eu estou aí, e eu lhe digo: «Paz a você».
A aurora nova está no limiar de sua consciência.
Deixe todo o lugar em seu coração, como em todo espaço.
Deixe a Verdade e deixe a Alegria.
Esqueça-se, assim, de todo cálculo, de toda suposição e de toda lógica inerente a esse mundo, porque aí, onde você está, nenhuma razão, nenhuma justificação é útil nem, mesmo, desejável.

Abra o que você pensa ter, ainda, a abrir.
Nada feche.
Não fique mais confinado.
Apenas você é que pode ver isso, e vivê-lo, a cada minuto que se engrena no calendário do final desses tempos.

Meu amigo, meu amor, não procure o sentido de minhas palavras, mas, bem mais, o sentido de nossa Presença, porque você não terá distância a procurar, mas apenas ver a Evidência, ver essa Verdade.

Na hora em que o céu desposa a Terra e deixa aparecer a nova vida liberada na dimensão de Liberdade e de Eternidade, eu o olho, não em seus desvios, não em suas feridas, não em sua história, mas na verdade de seu ser.

Doe-se no que você é.
Doe-se no Amor infinito.

… Silêncio…

Deixe-se amar pelo que você é e por minha Presença.
Eu, que não dependo de forma alguma nem de qualquer mundo, eu sou a Liberdade.
Não aquela que se pensa, quimera nesse mundo, mas, sim, aquela reencontrada em sua eternidade.
Alivie-se.
Bem presente aqui, na superefície desse mundo, eleve-se, os pés firmemente colocados no solo da Terra.
Paz a você.
Há apenas que reverter-se em você e ver-se, tal como você é, o que põe fim às histórias, o que põe fim às dúvidas, o que põe fim, enfim, ao sofrimento.

… Silêncio…

Você, o coroado da glória, não da glória efêmera que pode propiciar-lhe esse mundo, mas na glória que não cessa, jamais.
Comungue com cada um, com cada vida e com cada consciência.
Quaisquer que sejam os nomes, quaisquer que sejam as formas, quaisquer que sejam as aparências, isso não deve pará-lo, porque o Amor não poderá, jamais, pôr uma condição ou uma restrição a essa evidência.

… Silêncio…

Deixe a inteligência de seu ser prover o que é necessário nesses tempos da Terra tão específicos.
Nós somos inumeráveis a assistir ao seu nascimento.
Faça a paz com cada um e, antes de tudo, faça a paz consigo mesmo.
Dê seu perdão a qualquer forma que você reencontre, para além de toda inimizade, para além de todo rancor.
Deixe o que pertence ao efêmero retornar ao pó da terra.
Deixe o Fogo vivificante do Espírito manter sua vibração e sua consciência.
De nada mais se ocupe que não de sua Presença, porque todo o resto seguirá.
Por sua fidelidade à Graça, por sua fidelidade ao Amor e em seu reconhecimento em si mesmo, tudo se realiza.
Tenha-se tranquilo, permaneça no Amor e veja.

Meu amado, meu amor, esqueça-se do que pôde, até hoje, parecer freá-lo em sua Ascensão e em sua Liberdade.
Esqueça-se de seu nome, como se esquece de toda forma de Luz que vem exprimir-se em você e para você.
Permaneça aí, onde se tem o Silêncio, de onde nasce todo Verbo.
No começo, era o Verbo e, no fim, o Verbo é restaurado.
Viva, aqui mesmo, em sua eternidade reencontrada, e deixe-a revelar-se, quando da aurora nova.
Eu o amo, porque você apenas pode ser amado, você, o portador de Luz.
A Luz autêntica, sem desvio e sem alteração, é seu lote de vida na aurora nova.

Não tema os terrores do fim da noite, na qual o que recusa ser colocado na Luz pode, ainda, aparecer na tela de sua consciência.
Seja, simplesmente, verdadeiro.
Não procure qualquer vantagem e qualquer proveito dado por esse mundo, e não se esqueça de que, na medida com a qual ele lhe parece, por vezes, julgar, você poderia ser, você mesmo, julgado por si mesmo.
Você nada tem a julgar, nem a pesar nem a ponderar.
Você nada tem a remover nem nada a acrescentar, você é perfeito.
Quaisquer que sejam as falhas que lhe foram dadas a ver em sua vida nesse mundo ou em outra vida, isso é passado.
Isso apenas tem apenas o peso que você ali atribui, ainda hoje.

Veja, em cada um e em cada uma, a beleza essencial da Verdade.
Não se demore no que é pesado, no que pode parecer frear.
Ocupe-se, simplesmente, do perfume que exala de você.
Nutra-se de Verdade, nutra-se de palavras corretas, nutra-se de silêncio, nutra-se do que não pode ser visível alhures, apenas em seu coração.
Deixe o Fogo do céu atravessar, sem obstrução, seu ser efêmero.
Assim como a Onda de Vida já o fez, deixe o Fogo do céu vir desposá-lo nessas Núpcias sagradas.

Assim, a cada momento em que sua consciência manifesta-se nesse mundo, você percebe, nisso, não mais os erros e não mais os sofrimentos, mas o que há por trás da crosta da dureza: a magnificência de cada coração que vem transcender todas as histórias, todos os carmas, todos os erros e todas as insuficiências.

Coloquemo-nos, você e eu, no mesmo coração de cada vida em qualquer aparência e, mesmo, eu diria, em qualquer desordem que seja.
Tudo isso faz apenas passar, e tudo isso se apaga, na aurora do dia novo que emerge das profundezas da noite.

Deixe o Amor e a Luz guiarem cada um de seus passos, guiarem cada um de seus despertares como cada uma de suas noites.
Esqueça-se de todo esforço e de toda luta, repouse.
Eu estou aí, porque você está aí.
Reencontramo-nos a cada sopro, a cada olhar.

… Silêncio…

Meu irmão, meu amigo, eu o conheço à perfeição.
E você também, você me conhece à perfeição, a partir do instante em que você aquiesce e aceita a doação da Graça que emana de nosso reencontro, de nossa união e de nossa Liberdade.
Esqueça-se de si mesmo nesse personagem de meia tigela no qual você crê tanto tempo, a esperar ali encontrar uma saída, multiplicando as encarnações por aquelas que lhe mostraram suas faltas de amor, enquanto você é perfeição, de toda a eternidade.
Perdoe aqueles que o enganaram, aqueles que o desrespeitaram porque, jamais, eles puderam tocar sua eternidade.

Então, seja grande.
Seja grande em seu perdão, por seu Amor e por sua humildade.
Não calcule mais, não conte mais.
Abra-se.
Não, unicamente, no processo de Despertar, mas abra-se à sua Liberdade, porque o Amor é sinônimo dela.
Sem Amor não há Liberdade e, sem Liberdade, não há Amor, há restrição, e isso não pode haver, na perfeição de todas as criações.
Reflita, além de sua pessoa, além de suas peregrinações na superfície desse mundo, esqueça-se de você.
Você não é as histórias e as vidas que você passou nesse mundo ou, então, você deve conceber ser cada história, presente em cada coração, quaisquer que tenham sido as manifestações na superfície desse mundo.

Só o Amor é a verdadeira cura, só o Amor é a verdadeira Liberdade.
E não se esqueça de que você não tem que procurar muito longe, mas, simplesmente, reverter-se para si mesmo, inteiramente e sem condições.
Porque sua Liberdade está aí, porque o Amor está aí.
Todo o resto é apenas o címbalo retumbante.
Afogue-se na felicidade do Amor que você é, porque aqui nada há a temer, aqui nada há a esperar, aqui nada há a construir ou a desconstruir, há apenas a viver.
Veja, assim, além de sua aparência como de toda aparência.
Veja através das ilusões desse mundo, qualquer que seja a frágil solidez delas, qualquer que seja o peso.

O Batismo do Espírito, o Fogo do céu revela-se a você, mesmo na aparência desse mundo.
Não experimente qualquer cólera, porque nada há a perder, porque nada há que possa faltar nesse fogo.

… Silêncio…

É claro que, ainda hoje, você gostaria de nomear-me e identificar-me.
Você gostaria de saber como isso pode ser sem forma e sem identidade própria.
Lembre-se, é você que fala a si mesmo em seu íntimo, aí está o mundo.

Tenha-se aí.
E recolha, em seu Templo, o néctar de imortalidade, para voltar à sua essência, à Alegria perpétua.
Lembre-se, ela jamais o deixou.
Lembre-se.
Esqueça-se, mesmo, de minhas frases, esqueça-se de você e esqueça-se de mim, para que reste apenas Isso que é Tudo.

Juntos, recolocamo-nos na felicidade, juntos, no mesmo Fogo e na mesma Água do céu.
Eu o abençoo.
Por sua vez, abençoe cada um, com a mesma intensidade, com a mesma Graça.
Não se ocupe em saber se isso é merecido porque, no Amor, não há injustiça e tudo é justiça.

Ame sem limite.
Mesmo no que possa parecer-lhe ser o mais oposto ao Amor.
É, justamente, nisso que o Amor deve ser despertado.
Não restrinja a doação da Graça, não restrinja suas orações ao seu círculo próximo, àqueles que você ama nesse mundo porque, além desse mundo, você ama cada um e cada uma.
Mesmo se a forma que você ama não reconheça esse Amor, não se preocupe com isso.
Seja, você mesmo, essa fonte de juventude, essa fonte de cristal que rega cada vida com a mesma intensidade.
Não se limite no Amor que você vive.
Não se limite no Amor que você é, nem no Amor que você dá, porque quanto mais você dá, mais você recebe.
Ame o que lhe parece ser negado ao Amor.
Dê ao que lhe parece sem Amor, porque é ele que tem mais necessidade dele.
Em você, é claro, mas em cada vida e em cada forma.

Deixe assim, e desse modo, a Paz crescer, permanentemente.
Ame cada um do mesmo modo.
Mesmo o mais miserável de seus irmãos e de suas irmãs que se opõem ao Amor merece o mesmo Amor porque, além da casca da aparência, há seu coração.
Mesmo se você não o viva ainda, mesmo se você não acredite nisso ainda.
Eu não lhe peço para acreditar, eu lhe peço, simplesmente, para verificar, por si mesmo, a realidade de minhas palavras, a realidade de nossa Presença.
Assim, você poderá dizer: «Tudo é Amor», e você não verá, jamais, nada mais que não o Amor, em você, em cada forma, em cada consciência, em cada relação.
Não se ocupe daquele que não o ama, envie a ele o mesmo Amor porque, de fato, é assim que você se ama e que se mostra tal como você é, aqui mesmo, aí, onde você está.

… Silêncio…

No Amor, tudo é apenas Amor, e ele é o Tudo.
Nesse Amor sem limites e sem restrições, há a verdade de seu ser, a verdade de sua Presença, mesmo aqui, nessa Terra, na qual o denso está, ainda, presente.
Eu me dirijo ao seu coração.
Eu me dirijo ao que você é, não ao que você pode compreender e entender, mas ao que você pode viver, espontaneamente, sem esforço, na paz.

… Silêncio…

Seu coração é o combustível de sua própria Liberação ou de sua própria Ascensão, e seu coração deve ser idêntico para cada coisa, para cada relação, para cada ser.
O Amor não privilegia, jamais, tal forma ou tal outra forma, porque nada há de superior no Amor, assim como nada há de inferior no Amor.

O Amor é a chave de sua Liberdade e de sua Ascensão.

O Amor não pode ser compreendido, ele pode apenas ser vivido.
O Amor não pode ser condicionado, caso contrário, não é mais o Amor.
Ele não deve ser personalizado em função de circunstâncias, em função de afinidades, em função de crenças, ele é o mesmo, por toda a parte.
Se você ali vê uma diferença, então, eu o convido a colocar-se ainda mais em seu Templo, para ver que isso não é verdadeiro.
Só existe o Amor.

Não se esqueça de que tudo foi feito, nesse mundo, nesse corpo que você habita como nesse mundo no qual você está colocado, para ocultar-lhe essa verdade primeira.
Nada oculte, você mesmo.
Viva e veja, por si mesmo.
Esqueça-se de toda pessoa e de toda forma, e ame, sem qualquer condição, sem qualquer restrição, tudo o que se apresenta a você.
Porque tudo o que se apresenta a você, nesse tempo, na aurora do dia novo, está aí apenas para demonstrar-lhe a verdade do Amor.
Então, não conteste, não discrimine, não adapte o Amor às circunstâncias ou às relações, mas ame, sem distância, cada forma e cada consciência, na mesma justiça, na mesma verdade.
Assim, você se instala em sua realeza do Amor.
Assim, você experimenta a Verdade, bem mais sólida do que a parede a mais espessa desse mundo.
Eu não lhe peço, sobretudo, para crer em mim, mas viva-o, e você verá, por si mesmo.

Amar é tornar livre.

Amar é reconhecer o outro.
Além dos jogos da encarnação, além dos laços e além de todo sofrimento, ame sem contar, ame sem fazer diferença.
E, então, naquele momento, você apreenderá o que é ser Amor, o que é ser o Filho Ardente do Sol.
Assim, nesse espaço no qual nós estamos, os dois, verificamo-lo juntos, verificamos o que eu acabo de enunciar-lhe como uma verdade inalienável e imprescritível.

… Silêncio…

Ame, também, tudo o que você toca, do objeto o mais insignificante a todos os reinos da natureza.
Então, o Amor exalará de suas mãos sobre a flor que você colhe, sobre o ser que você trata, sobre o amor de sua vida como sobre o inimigo o mais irredutível.
Nada de tudo isso existe.
Há tanto Amor no fogo como no ar, como na terra, como na água.
A expressão é um pouco diferente, mas, na essência, não há qualquer diferença.
Apreenda isso e viva-o.
Não creia em mim, nem na palavra nem através de nosso reencontro neste dia como nos outros dias, mas viva-o.

Seja livre para amar à saciedade porque, quanto mais você ama o que pode, ainda, parecer-lhe exterior a você, quer seja a estrela em seu céu de noite, quer seja a criança que nasce, que você não conhece, quer seja seu amor que se afasta de você, permaneça na mesma radiância da Verdade e do Amor, porque o Amor é a única coisa que não pode dividir-se ou subtrair-se.
O Amor apenas pode ser uma adição, que traz, sempre, o mesmo resultado: tudo é Um.

Deixe-me portá-lo no Amor, que lhe permitirá suportar o que esse mundo tem a viver, o que seu corpo tem a viver, porque você não é nem desse mundo nem, mesmo, desse corpo que, no entanto, você habita.
Eu o convido à eternidade do Amor.
Eu o convido, você, onde quer que você esteja, porque eu estou com você.
Não feche, jamais, sua porta, a quem quer que seja.
Ponha o mesmo Amor em cada gesto, em cada olhar, em cada contato.
Assim, o Amor emerge.
Antes, mesmo, da aurora do dia novo, você está aí.

Não me nomeie.
Eu não tenho necessidade de nomeá-lo, porque nós nos conhecemos, como eu lhe disse, à perfeição.

… Silêncio…

Porque você sabe, sem Amor, toda vida apaga-se um dia.
Ora, isso é impossível, porque, sem Amor, não há qualquer vida, há, simplesmente, a aparência da morte, porque tudo recomeça.
Mas, mesmo a isso, não se apegue.
Seja verdadeiro, e só o Amor é verdadeiro.

Então, eu abençoo seu Templo, eu abençoo sua Presença, quem quer que você seja e onde quer que você esteja.
E eu lhe peço, em retorno, para amar-me, porque eu sou você, como você está em cada um, mesmo naquele que lhe parece o mais oposto ao Amor.
Experimente e viva isso.
Apenas você é que pode vivê-lo.
Apenas você é que pode prová-lo, porque o efêmero tem, sempre, necessidade de provas e, no entanto, essas provas desaparecem no fim desse corpo.

… Silêncio…

Ouça.
Ouça o Amor, ouça a Verdade que eu deposito em você, que é eu.

Deixe essa alegria do Amor apagar o que faz apenas passar.
Ouça o canto da Liberdade e da Verdade.
Agora, a cada sopro, a cada dia e a cada noite, não se restrinja mais, de maneira alguma e de modo algum.

Eu estou aí, como o ladrão na noite, mas eu nada venho roubar-lhe.
Eu venho iluminar, se você acolhe, e mostrar à sua consciência o Amor que você é e que está em cada um.
Reconheça-se em cada um e ame.
Todo o resto, então, é supérfluo, mesmo nesse mundo no qual seus pés estão colocados.
O Salvador já está em você, revele-o.
Ame e sirva ao conjunto da humanidade, sem pensar em você, sem pensar no outro, mas, simplesmente, no Amor.
Em cada coisa, faça o seu melhor, sem esforço e sem luta.
Em cada um, deposite o mesmo Amor, porque aquele que você ama assim é você mesmo, mesmo se você o recuse.
Aí, tampouco, não creia em mim, mas experimente-o, viva-o.

Acolha, nesse silêncio agora, o que é.
Acolha, nesse silêncio.

… Silêncio…

Lembre-se, também, de que o Amor não pode, jamais, nascer de qualquer conhecimento porque, quando mesmo você conhecer os mistérios desse mundo e da vida, em sua totalidade, isso para nada lhe servirá, se o Amor não está.
E o Amor apenas pode nascer em você, por você.

Desperte o Amor em cada um, em cada forma, não há melhor modo de ajudar-se a si mesmo.
Então, no Amor verdadeiro, você verá que não há necessidade de ajuda, que não há esforço, que nada há a construir, porque tudo é perfeito.

… Silêncio…

Eu o abençoo.
Abençoe-me em retorno.
Paz a cada um.

… Silêncio…

Meu amigo, meu irmão, meu amor, não veja, aí, marca alguma de posse, mas, sim, a afirmação de nossa liberdade.
Aí, imediatamente, nesse silêncio, eu danço em você.

… Silêncio…

De coração em coração, assim, a Luz surge.
De coração em coração, assim, o Amor emerge e entra em manifestação em cada interstício desse mundo, em cada coração, em cada vida e em cada consciência.

… Silêncio…

Escute.
Escute e ouça o canto de sua Liberdade, o canto da Eternidade.

Em seu coração está o Coro dos Anjos, em seu coração está cada consciência desse mundo como de todo mundo, em seu coração eu me dirijo a você, em seu coração eu acaricio a flor de sua eternidade.

… Silêncio…

Assim, aí onde você está, quem quer que você seja, oremos juntos.
Não para pedir o que quer que seja, mas pela oração do coração, que é ação de Graça e canto de Graça.
Ouça-se e ouça-me.
Nós falamos da mesma voz, nós dizemos as mesmas palavras, nós vivemos os mesmos silêncios.
Não há diferença, há apenas louvores.

Eu abençoo, em você, o Amor, eu abençoo, em você, a Verdade, eu abençoo, em você, a Eternidade, eu abençoo, em você, o Fogo de seu Espírito, eu abençoo, em você, cada outro como você.

… Silêncio…

Eu o deixo alguns instantes no silêncio de seu coração.
Nesse segundo dia, eu voltarei, após o silêncio, aportar-lhe outras essências e outras fragrâncias.
Eu o abençoo.
Meu amigo, meu amor, o mundo está em você, a partir do instante em que sua pessoa apaga-se na majestade do Amor.
Permaneça assim, no silêncio, sem palavras, sem movimentos, você que está aí, que me ouviu, você, que me leu, feche os olhos e deixe seu coração aberto à sua própria verdade enunciada por si mesmo, e repouse.
Eu lhe dou a minha Paz.
Abençoado seja você.

… Silêncio…

Deixe os olhos fechados e permaneça assim o tempo que lhe pareça necessário.
Eu voltarei logo após.
Eu o amo.


… Silêncio…