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13 de abr de 2012

BIDI – 3 – 13 de abril de 2012

Mensagem publicada em 14 de abril, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Questão: o riso é uma emoção? É preciso refutá-lo?

O riso pode ser uma emoção.
Do mesmo modo, ele pode ser cínico.
Ele pode, também, ser a tradução da Alegria.
Não há um riso, mas o Absoluto É rir.
Mas o rir do Eu não é o rir do Si e, ainda menos, o rir do Absoluto.
Tudo depende de que você ri ou de quem você ri.
Se seu riso é uma causa ou uma consequência, não é a mesma coisa que o rir do Absoluto.
Não há, portanto, um riso.

Questão: as vibrações que eu senti colocando-me a questão «quem sou eu», persistem, ainda hoje. É, ao mesmo tempo, agradável e desagradável. Isso vai durar?

Isso durará até o momento em que você decidir não ser mais nem esse corpo nem essa Vibração e, ainda menos, um corpo percorrido por uma Vibração.
Isso não parará, jamais, mas desaparecerá, quando você se tornar o que está depois (ou atrás) do corpo e da Vibração.
Isso se chama o Absoluto.

A Vibração é chamada a tornar-se muito intensa nesse corpo, como lhes disse uma das Estrelas, há pouco tempo.

Até o momento em que o ego (ou o Si) capitular, rendendo as armas.
Naquele momento, você não será mais esse corpo, mas todos os corpos, sem qualquer exceção.
Você não será mais essa Vibração, mas todas as Vibrações, sem exceção.

Outro nome: Deslocalização, multilocalização, Dissolução e, portanto, Absoluto.
O Absoluto nascerá naquele momento.
Aí também, pode-se dizer: «fique tranquilo e deixe fazer, você não é isso».

Questão: é mais correto dizer: «eu não sou isso» ou «eu não sou esse corpo»?

Eu falei disso no relativo, ou seja, desse corpo ou de suas manifestações.
Vocês são apenas isso: o Absoluto.
Mas vocês não são isso: essas manifestações, esse corpo ou essas Vibrações.
Mas apenas a Vibração – se se pode dizer – exata, que concorre para liberá-la da própria Vibração.

Questão: chegar ao Absoluto indica que nos resta pouco tempo para viver nessa vida?

Você não pode chegar ao Absoluto: é o Absoluto que chega a você.
Não é a mesma coisa.

Enquanto você considera que deva chegar ao Absoluto, o Absoluto não chegará, jamais.
Colocar-se a questão da persistência desse corpo, dessa pessoa, quando o Absoluto chega, não tem qualquer sentido, porque essa questão desaparece por si mesma.
Só o ego ou a pessoa pode colocar essa questão, mas você não pode apreender-se do Absoluto e, ainda menos, chegar até ele.

Isso traduz, simplesmente, a vontade de persistência do ego que, no entanto, é mortal, um dia ou outro.
Qual é a persistência dessa questão, uma vez que esse saco de alimento não está mais aí?

Você não pode conceber o Absoluto, ou mesmo representá-lo como um objetivo ou como algo em que você deva chegar, ou um estado que você deva estabelecer.
Ele já está aí.
Ele já está estabelecido.
É, simplesmente, o ego que o impede de estar aí, enquanto ele já está aí.

A questão da subsistência do efêmero traduz apenas o medo e a dúvida, como sempre.
Ouse dizer: «eu sou Absoluto».
Ouse Ser.
Mas não se ponha a questão de ali chegar, porque você constrói um muro intransponível.

Questão: o Absoluto está contido em nosso DNA?
 
O Absoluto não está contido em qualquer forma.
A forma efêmera que você é pode viver as manifestações do Absoluto.
Você pode Viver e Ser Absoluto.

Mas querer falar de DNA é prender-se a uma forma.
A Terra tem um DNA?
Ela tem uma assinatura.
O DNA nada mais é do que uma assinatura, uma codificação, se você prefere, eletromagnética.
O Absoluto é tudo, exceto uma codificação eletromagnética.

Você busca, ainda uma vez, prender-se a um conhecimento (que você crê possuir), mas que é apenas uma crença.

Você conhece a estrutura do DNA?
Portanto, você põe à frente uma palavra, um conceito, uma ideia da qual você não tem noção alguma e você faz disso um conhecimento na ignorância, que, estritamente, para nada serve e faz apenas nutrir o ego.

Esqueçam tudo isso.
Esqueçam tudo o que lhes é conhecido ou que lhes dá a impressão de ser conhecido, o que é pior.
Do mesmo modo, se eu lhe pergunto o que é uma cor, a resposta científica será definir um comprimento de onda, a resposta do artista será definir emoções etc. Etc.

Mas será que alguém sabe, realmente, o que é uma cor?
Uma vez mais, é apenas uma projeção.

Há uma necessidade visceral, no ego (essa mesma necessidade, colorida diferentemente, existe no Si): de querer tudo puxar para um conhecido.
O Absoluto não é conhecido e não pode ser conhecido.
Ele pode apenas ser vivido.
É o momento em que cessa toda projeção, é o momento em que cessa toda vontade de identificação a um corpo, a uma história, a uma vida passada e a um mundo.
Ousem e vocês verão.

A única coisa que há a realizar, a única realização é aquela que lhes dá a ver que nada há a realizar.
A Liberação é isso.

Questão: se eu ouso dizer: «Eu sou Absoluto», o que eu faço, naquele momento?

Cabe a você fazê-lo, mas suprima o «se».
O ego vai, sempre, supor e vai, sempre, pôr um «se», porque ele procura antecipar, compreender.
Você não pode compreender e não pode antecipar e pode, ainda menos, supor.

Questão: se nada há a fazer, por que o Absoluto não chega de modo mais «automático»?

Porque a Fonte – como o Absoluto – respeita o que você crê, o que você pensa, e não pode interferir.

O Absoluto está sempre presente.
Mas ele se torna presente a você, a partir do instante em que você está vazio de você, e não antes.

O Absoluto – se se pode supô-lo, o que é absurdo – que quisesse estabelecer-se, custe o que custar, para restaurar a Verdade Absoluta Dele, chocar-se-ia com a negação.

Todos aqueles – todas as consciências confinadas – que aderem ao livre arbítrio são Livres para vivê-lo.
Enquanto eles querem permanecer na experiência, na projeção, eles são Livres.
O problema, ligado ao confinamento, é que o conjunto dessas crenças e dessas vontades de experiência construiu um muro, cada vez mais impermeável, que vocês, em parte, fizeram desmoronar.

O Absoluto já está aí, é claro, além de toda falsificação e de toda alteração.
Nenhuma vida poderia ser manifestada sem esse princípio de respeito.
Mas foi a própria consciência que se distanciou, em seguida, do Absoluto, jogando o jogo da falsificação.

Tornar-se Autônomo e ser Liberado é superar, ao mesmo tempo, a noção de culpa – tanto em si como para a terra ou como no outro – e, também, Transcender toda noção de responsabilidade.
O Absoluto não é uma Consciência, qualquer que seja.

Questão: é a mesma coisa dizer: «Eu sou o Absoluto» e «Eu sou Um»?

Não.
«Eu sou Um» conduz ao Si, à experiência do Despertar e à Realização.
Mas o Absoluto, como nós temos visto, estritamente, nada tem a ver, de perto ou de longe, com o Despertar, com a Realização ou com o Si, uma vez que o Absoluto é, se se pode dizê-lo, o não Si.

É a perda do sentimento de toda individualidade, de toda personalidade, de toda localização num corpo, num tempo, num espaço, coisa que o ego não pode, mesmo, imaginar, nem mesmo o Si.
Portanto, jamais o «Eu sou Um» conduzirá ao Absoluto.
Jamais o Si conduzirá ao Absoluto.

Apreendam, efetivamente, que as palavras que vocês empregam – como quando de uma questão anterior, na qual era questão de chegar ao Absoluto – são uma heresia e fazem apenas traduzir o erro de visão, o erro de compreensão, uma vez que, de todo modo, não pode existir a mínima compreensão no que concerne ao Absoluto.

Questão: se o Absoluto vem a nós, a única coisa a «fazer» é ousar Abandonar-se a Ele?

Jamais foi dito isso.
Ousar ser Absoluto não é ousar Abandonar-se ao Absoluto.
É o Abandono do Si.
Não misturemos as palavras.
Não acrescentemos outras palavras.

Ousar ser Absoluto não é ousar Abandonar-se ao Absoluto.

Como se poderia Abandonar-se ao Absoluto?
Pode-se apenas Abandonar o próprio Si.
Abandona-se à Luz, à Inteligência da Luz, que cria o Despertar, que constrói o Si, o Corpo de Existência, através dos processos que vocês viveram ou leram.

O Absoluto é, de algum modo, uma desconstrução final de tudo o que foi construído.
Ousar ser Absoluto nada tem a ver com ousar Abandonar-se.
O Abandono do Si nada tem a ver com isso.

Questão: é correto pensar: «eu refuto a Vibração»?

De qual Vibração você fala?

Vocês não são o Kundalini.
A Onda de Vida sobe, ela desencadeia uma Vibração extremamente intensa – por vezes incômoda ou dolorosa – desse corpo.
Vocês não são nem esse corpo, nem essa Vibração.
Nós não estamos mais, desta vez, numa refutação, mas, efetivamente, no aparecimento da Transcendência.

É apenas quando – de algum modo e de modo figurado – vocês superam isso que, efetivamente, passam a Porta.
E vocês se apercebem, depois, unicamente depois, que não há Porta.
Mas não antes.
Negar a Porta antes de tê-la passado nada quer dizer.

Questão: rir do medo do ego a colocar-se uma questão é aproximar-se do Absoluto?

Do mesmo modo que não se chega ao Absoluto, dele não se aproxima.
É ele que se aproxima, a partir do instante em que o ego, ou o Si fizeram o giro, se se pode dizê-lo, de sua própria questão, sobre sua própria existência.
Nesse sentido, sim, de seu ponto de vista, vocês se aproximam do Absoluto.

As percepções, mesmo Vibratórias (intensas, atuais, para alguns de vocês) são, de algum modo, uma premonição, uma antecipação, a antecâmara (embora isso não exista, verdadeiramente) do Absoluto.
É um encorajamento.

Questão: seria possível ter uma síntese do que é preciso fazer ou não fazer?

A síntese foi-lhes dada e exprimida por seu grande Amigo (ndr: intervenção de UM AMIGO, de 12 de abril de 2012).
O importante não será, jamais, a síntese, nem a análise, mas, efetivamente, a integração que é, de fato, uma desintegração.

Questão: o que não se deve, jamais, refutar?

Tudo o que é conhecido deve ser refutado.
A única coisa que não pode ser refutada é o Absoluto.
Justamente: a única coisa que refuta o ego.

Lembrem-se de que refutar não é a denegação, nem a negação, mas perceber, claramente, o que é apenas uma verdade relativa que não tem qualquer consistência, nem qualquer duração.

É uma desidentificação, uma não implicação e uma cessação, de algum modo, de toda projeção.

Questão: há uma diferença entre a refutação e o «não»?

A refutação apresenta um aspecto mais profundo, porque vocês podem negar algo sem compreendê-lo.
A refutação não é, necessariamente, uma compreensão, mas é, antes de tudo, uma lógica elementar.
O que há a refutar é o que é conhecido, porque limitado.

O Absoluto não é nem conhecido, nem limitado.
Convém, portanto, eliminar o que é conhecido e limitado.
Então, restará, unicamente, o Absoluto.
É o princípio da investigação, tal como lhes foi explicado.

Não se coloquem a questão do Absoluto.
Não esperem, mesmo colocando-se essas questões, compreender o Absoluto.
Não se ocupem do Absoluto, tampouco: ele está aí.
Contentem-se de refutar o que ele não é, ou seja, o que vocês conhecem.
E deixem fazer o que esse corpo quer viver.
Quaisquer que sejam suas atividades, elas não lhes concernem.

Questão: dizer «eu sou absoluta», tem o mesmo efeito sobre o ego do que uma refutação?

É diferente.
Refutar é uma diligência ativa.
«Eu sou absoluta» não é nem uma diligência, nem uma afirmação.
Aliás, se você pronuncia essa frase: «eu sou absoluta», sem sê-lo, constatará, muito rapidamente, a mentira.

Ousar ser Absoluta é Sê-lo.
Se isso é verdadeiro, não há qualquer mentira.
Não há, tampouco, igualmente, qualquer ego e qualquer Si que esteja presente para contestá-la.

O ego recusará, sempre, pronunciar essa simples frase.
Tente e você verá.
O ego aceitará, sempre, a refutação, porque é, aliás, o único quadro de ação dele: sim / não, bem / mal, verdadeiro ou falso.

Você faz apenas deslocar, de algum modo, a consciência, de modo a que o ego chega, ele mesmo, sozinho, a um não sentido, o que permite a ele negar-se, a si mesmo, o que, para ele, é intolerável.
Naquele momento, o «eu sou» aparece.
Faça a mesma coisa, o «eu sou» vivê-lo-á, ele também, como intolerável.
Então, o não Si aparecerá.

Ele sempre esteve aí, mas o próprio princípio da refutação vai conduzir ao Absoluto de modo natural.
Quando eu digo conduzir, é o fato de eliminar todo o resto que permite ao Absoluto, que sempre esteve aí, estar aí.
Não há movimento, não há deslocamento, não há caminho, não há objetivo.
É isso que os faz descobrir a refutação, tanto do que constitui o conhecido do ego como o conhecido da realização.

Questão: é mais potente refutar o que eu sou?

Na medida em que você não é o que você crê, o que você vê, o que sente, o que percebe e, ainda menos, essa história presente nesse corpo.
O que você quer fazer mais?
Há, como foi dito, uma imperiosa desidentificação prévia.

Questão: durante o alinhamento, a vibração era extremamente forte no peito, um som estridente envolveu todo o corpo, um buraco aberto apareceu no ponto KI-RIS-TI. Que era?

O Absoluto bate à porta.
O vazio foi criado.
As condições iniciais – se se pode nomeá-las assim – realizaram-se.
O vazio está suficientemente vazio, quase inteiramente vazio.
Mesmo isso deve ser esquecido.
Não se concentre na Vibração.
Viva-a, mas você não é, tampouco, isso.
Não a negue, porque ela está aí.
E, por mais que você a refute, ela não desaparecerá, quando você chega – se posso dizer – a esse estágio.

Quando a Vibração torna-se intensa, ou mesmo violenta, como descrito pela Estrela GEMMA, você instala, em si, um mecanismo específico de Êxtase e de Íntase, assim como de estase que é, como vocês sabem, o testemunho do Absoluto.

É claro, mesmo no Êxtase, qualquer que seja sua duração, sua permanência ou irregularidade, isso não lhes dá uma permissão para estabelecer-se, de modo definitivo, no não Si, ou seja, que o Absoluto está aí, porque isso toma, aí também, aparentemente, certo tempo para tocar o ponto de inflexão, o ponto de basculamento, ou seja, estabelecer, totalmente, a transcendência.


A partir daquele instante, não se ocupem mais disso.
Do mesmo modo que a inteligência da Luz agiu, a Onda de Vida faz sua obra, até o momento em que vocês se tornam a Onda de Vida, ou seja, o Absoluto.
O Absoluto não pode ser conhecido, ele pode apenas ser vivido.
Vocês não podem, portanto, de maneira lógica, dizer que a Onda de Vida é o Absoluto.
Mas a Onda de Vida é, dele, a tradução, aí onde vocês estão.

Questão: meu corpo, então, contraiu-se. Por que?

Será que seu por que lhe permitirá avançar para o que quer que seja?
Ele o fará recuar.
É o mental e o ego que querem, incansavelmente, compreender.
Enquanto houver a mínima veleidade de querer compreender, você não pode ser Absoluto, simplesmente, porque há essa questão.

Ficar tranquilo e estar na Paz é aceitar o Abandono do Si, ousar ser Absoluto.
O Absoluto instala-se apenas se nada de você permanece.

Sendo Absoluto, o que pode significar o que acontece nesse corpo?
É um espetáculo.
O corpo é uma marionete.
Portanto, que haja um fio que se estique, que se quebre ou que se solte, não há incidência alguma sobre o Absoluto.

Testemunhar a Onda de Vida foi-lhes significado como importante, não para vocês, mas para a própria Onda de Vida.
Em contrapartida, querer dela traduzir o que quer que seja mais – em seus trajetos e seus efeitos – não faz sentido.

Como os Anciões disseram, os trajetos são reais.
E, se vocês se interrogam, uns e outros, vão confortar-se nesses trajetos, mas vão afastar-se do Absoluto.
Não se ocupem disso.

Você se ocupa em saber onde estão os ureteres, para ir ao banheiro?
Vocês se ocupam em saber como funciona o andar, uma vez que o aprendizado é realizado?
Não, vocês andam.
É o mesmo para a Onda de Vida.
Não confundam a análise de mecanismos com a vivência de mecanismos.

Aliás, para analisar um corpo, como foi feito pela anatomia, foi, efetivamente, necessário que esse corpo estivesse morto.
Esse não é o objetivo da Onda de Vida, não é?
Portanto, parem de fazer morrer o que é.

Questão: quando se sente vibrações, pode-se dizer: «eu não sou essa vibração»?

Vocês podem afirmá-lo quantas vezes quiserem, ela não desaparecerá, jamais.
É questão do Abandono do Si, naquele momento.

O melhor é, efetivamente, como foi dito, ficar tranquilo.
Não se ocupem de nada, o Duplo está aí.
Não se ocupem do Duplo.
Não se ocupem de nada.
Façam o que vocês têm a fazer, sem implicar-se, mas façam.
Eu falo das atividades comuns ou aquelas que são impulsionadas pela alma.
Elas não lhes concernem mais do que o que acontece ao nível da Vibração.
Nós não estamos mais, se se pode dizê-lo, nessa fase, final, que precede o desaparecimento de toda fase, num processo de refutação ou de negação ou de aceitação.
É nesses momentos que o mais importante é, efetivamente, o yoga da Eternidade, que pode resumir-se assim: nada façam, fiquem tranquilos, estejam na Paz.
E é tudo.
Vocês são Absoluto.
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BIDI – 2 – 13 de abril de 2012

Mensagem publicada em 14 de abril, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Questão: deixar fazer permite atingir o despojamento de si mesmo, o que você chamou «deixar-se limpar e lavar»?

Sim, enquanto você crê e joga o jogo de melhorar o que quer que seja, você se afasta do Absoluto ou, no mínimo, ele se afasta de você.
Porque, enquanto você é tomado a jogar consigo mesmo, enquanto é tomado a jogar uma pseudo evolução, uma pseudo compreensão, você faz apenas permanecer na ignorância.
«Deixar fazer» é, muito exatamente, isso.

Enquanto você é persuadido ou você se persuade de que deve fazer isso ou aquilo, para ser melhor, para estar bem, para ser alguém de mais valia, você continuará alguém.
Como pode ser de outro modo?
O Absoluto nada tem a ver com um alguém e, sobretudo, não você.
Lembre-se: o Absoluto é prazer total, totalmente ao inverso do que acontece quando você se ocupa de si, porque a satisfação será, sempre, apenas efêmera.
O ego pedirá a você, sempre, outra coisa, sempre mais, ou então, sempre menos.

Questão: quando de um protocolo, eu senti meu coração embalar. Eu refutei essa manifestação dizendo que isso não pertencia. Isso parou, mas, então, meu mental ativou-se. Teria sido melhor deixar ir essa manifestação, completamente?

O que é que se manifestou?
Uma modificação de seu coração, órgão.
Ao invés de refutar a manifestação ou a modificação do órgão, refute o órgão.
É toda a diferença.
Foi isso que permitiu a manifestação ou a intervenção de seu próprio mental.

Você não pode ser uma manifestação qualquer do que não existe, portanto, refutar uma manifestação de algo que não existe reforça o que não existe.
Não se engane de alvo.

A manifestação é um fenômeno agradável ou desagradável, que nasce, como você disse, em algum lugar em seu coração.
Você refutou, portanto, a manifestação dessa anomalia e ele disparou.
O mental apoiou-se nisso, ou seja, no coração, para movimentar-se.
Esse tipo de refutação reforçou, de algum modo, a ilusão de ser esse coração que bate.
Você o fez voltar a uma normalidade, portanto, a uma existência: ele não desapareceu, o que foi uma alegria para o mental.
Mas isso faz parte da experiência.

E, enquanto você constata que a experiência – qualquer que seja – faz apenas reforçar o que é experimentado, mesmo se esse tipo de experiência para, a um dado momento, você cansará das experiências e o Absoluto poderá Ser.

Se o coração acelera, você considera, portanto, que há um coração.
É difícil conceber uma aceleração de algo que não existe.
A emoção é apenas a consequência, é por isso que nós falamos do mental, antes de falar da emoção.
Porque, o mental apoia-se em quê?
Na experiência passada.
O mental não tem, a priori, manifestação corporal, exceto quando ele se torna demasiado pesado, quando ele cristaliza.

A emoção faz participar o corpo, de um modo ou de outro.
Você não pode refutar uma emoção.
Você pode refutar o que tem uma tradução dessa emoção, no mental, porque você se dirige, nesse caso, a uma consequência – no caso da emoção – mas não à causa.

Há uma espécie de basculamento, de passagem de um ao outro, entre a emoção e o mental.
Frequentemente, a emoção movimenta o mental.
Ou o mental, ele mesmo, quando é suficientemente persuasivo, pode desencadear uma emoção.

Eu me explico: a lembrança de um sofrimento passado, como um luto, é, efetivamente, um processo mental, uma vez que recorre a uma lembrança, a uma memória e a uma história.
A lembrança pode bastar para desencadear a emoção.
Refutar a emoção não refutará a lembrança e reforçará, mesmo, a lembrança.
Foi, exatamente, o que aconteceu.

Questão: ter a cabeça vazia e a impressão de não mais saber em que segurar-se é uma manifestação do ego que solta?

É, antes, uma manifestação do Absoluto que se aproxima porque, se você considera que é o ego que solta, você considera que o ego existe.
E, portanto, você o observa.

Agora, no plano do encadeamento ou de etapas ou de estados que conduzem a não mais viver etapa, o sono, o vazio, a impressão de não mais ter lógica participam, inegavelmente, de uma espécie de começo – mas visto do exterior – para o Absoluto.

Quanto melhor você se esvazia de si mesmo, melhor o Absoluto pode tomar o lugar.
Enquanto exista a mínima parte de você, o Absoluto não pode estar.

Não há razão alguma para que o espectador assista a cena, se há uma cortina e nada se joga.
É uma primeira etapa.

Questão: por que, para alguns, o sono inscreve-se em certa futilidade e, para outros, aporta uma qualidade de Abandono ao Absoluto?

Porque, para cada um, eu posso dar uma resposta que é diametralmente oposta, porque eu me dirijo ao seu relativo.
E, para cada relativo, efetivamente, uma proposição, para um, pode ser uma proposição estritamente ao oposto, para o outro.
Porque, assim que há palavras, assim que há questão e resposta, efetivamente, a resposta pode convir-lhes ou não lhes convir.
O que é verdadeiro em seu relativo não é verdadeiro no relativo do outro, porque há, efetivamente, de seu ponto de vista, o um e o outro.
Mas, mesmo esse questionamento que você se põe é importante.
Porque ele lhe permite ver a não compreensão ou a não lógica aparente, de uma resposta que pode estar ao oposto, para a mesma questão.
Mas a mesma questão não concerne à mesma pessoa: há, ainda, duas pessoas.

Para algumas pessoas, nada fazer pode ilustrar-se pela qualidade de um sono e, portanto, da Liberação que sobrevém naquele momento.
Será que, durante o sono, põe-se a questão do mundo?
Será que, durante o sono, põe-se a questão da pessoa?
Será que, durante o sono, põe-se a questão de qualquer Realização?

Portanto, o sono é Absoluto.
Simplesmente, o eu não tem qualquer lembrança, se não, o eu continuaria a dormir eternamente, e o Absoluto tomaria todo o lugar.

A palavra futilidade não se aplica ao sono, mas ao seu sono, nesse quadro preciso, e unicamente nesse quadro, uma vez que é esse quadro que eu procuro mostrar-lhe.

Como os Anciões e as Estrelas disseram, longamente: ninguém pode passar a porta em seu lugar.
Tomar consciência de que existe um teatro e todo seu conteúdo é essencial, como se, de algum modo, do ponto de vista do ego, fosse necessário criar ainda mais ego, mais eu, para desviar-se, finalmente, do eu.

A experiência conduz à experiência.
Mas o excesso de experiência vai acabar por matar a experiência.

Peça a uma criança para construir uma casa com pedaços de madeira.
Se você não der a ela suficiente pedaços para construir, ela vai dizer que não pode construir a casa.
Dê a ela o número exato de pedaços, ela vai construir a casa.
Dê a ela, agora, três vezes mais pedaços do que o necessário. O que vai acontecer?
Ela fará uma casa, ou duas casas, ou três casas.
Mas dê a ela, agora, dez vezes mais pedaços.
Ela vai construir dez vezes a mesma casa?
Não.
Ela vai cansar-se.

É exatamente o mesmo princípio para o ego e para o Si.
O recipiente, o corpo (o corpo de nutrição, como o corpo de desejo) não pode conter mais do que ele mesmo.
Olhem, mesmo, a existência do desejo, qualquer que seja: ele é preenchido, a um dado momento, e ele tem necessidade de ser reproduzido, e o sentimento de satisfação afasta-se, cada vez mais.
Assim é para todo eu.

Quando você não responde mais ao desejo, mas você se coloca a questão «de onde vem esse desejo», é, já, um primeiro passo.
Os alimentos do ego, quaisquer que sejam, sobretudo, num caminho espiritual, vão nutrir o ego, é o objetivo deles.
Mas virá um momento em que, demasiado alimento, o ego constatará, com perdas e estardalhaço, que não avançou uma polegada, porque ele não pode avançar, ele pode apenas apagar-se.

É próprio do corpo de desejo.
Ele se enche, mas há limites e, portanto, ele volta a esvaziar-se e ele volta a encher-se, e ele volta a esvaziar.
Depois, ele vai procurar preencher-se de outras coisas.
Ele se enche e volta a esvaziar-se, e vem um momento em que a estupidez dessa conduta aparece cruamente, mais ou menos rapidamente, conforme seu tempo.

Mas todo desejo é feito para ser saciado, mas, quando ele é saciado, nasce outro desejo.

Aí está, portanto, a estupidez de toda busca espiritual.
Nada há a buscar.
Nada há a encontrar.
Apreendam isso.

Vocês adicionam sentido – ou tentam encontrar sentido – ao que não tem qualquer sentido, dado que efêmero.
É próprio do ego e do jogo da personalidade.

Questão: é normal ter vontade de atividades como pintar um muro, jardinar, etc...?
 
O eu tem necessidade de estar ocupado.
Não há nem normalidade, nem anormalidade,
Há apenas que mudar de olhar.
Você não é o que pinta.
Você não é o que jardina.
Deixe fazer isso.
Faça-o, se isso o ocupa, se há um impulso.
Não julgue o impulso.
É como para a emoção: seu corpo reclama alimento, você lhe dá.
Seu corpo reclama para evacuar líquidos, você vai ao banheiro.
Você não se coloca a questão de saber se é normal ou não.
Façam o mesmo para tudo o que o tem ao coração, se se pode dizê-lo, desse corpo ou dessas emoções ou desse mental.
Mas você não é isso.
Mude de ponto de vista.

Se jardinar ou pintar implica uma Liberação, isso se saberá.
Em contrapartida, isso é, também, uma derivação do mental.
Não há, portanto, nem a culpar, nem a achar isso normal ou anormal, nem mesmo colocar-se a questão do por quê.
Simplesmente, tente colocar-se, num primeiro tempo, no observador: o que você retira disso?
E, em seguida, aceite que o que é retirado – de agradável ou de satisfação – não é mais você do que outra coisa.
Isso se joga, aí.
Continua o teatro.
Nenhuma atividade desse mundo – social, espiritual, afetiva – Liberá-lo-á.
Geralmente, aliás, é, mesmo, o inverso, através do desejo e da reprodução, ou o sentido do dever ou de honra, ou, o que é ainda pior: a vontade de bem, ao nível espiritual, com o sentido de uma missão, com o sentido de algo a realizar que mantém o ego ou o Si.

Mas, o que quer que se faça, ou não se faça, o mais importante é apreender que você nada é do que se realiza.
Esteja consciente de que você joga.
Esteja consciente de que você se dá prazer.
Mas isso não é, em nada, qualquer Liberação, nem mesmo qualquer Realização.

É claro, em outros registros, o ator, o artista será persuadido de levar a efeito um sacerdócio, uma missão, um serviço.
O Absoluto não se importa com tudo isso.
Ele se ri, mesmo, de tudo isso porque, enquanto vocês estão plenos disso, vocês não são Absoluto.
Não é questão de parar, mas, como foi dito, de deixar fazer, ao mesmo tempo estando lúcido.
E, assim que você está lúcido, constatará, por si mesmo, que muitas coisas mudarão.
Em resumo, não é nem normal, nem anormal.

Questão: se eu me coloco a questão «quem sou eu?», tenho o sentir de tornar vazio; meu corpo põe-se a vibrar e é como se eu flutuasse. O que provoca isso?

Eu qualificaria isso, se se pode nomear assim, de base para o Absoluto, mas, mesmo isso, deve desaparecer.
É, se se pode dizê-lo, a última construção porque, efetivamente, colocar-se a questão do: «quem sou eu?» desemboca, inevitavelmente, não no Si, mas no não Si, o que o Si ou o ego vai traduzir pelo vazio, o neant, a vertigem, que é a prévia para que o Absoluto revele-se a você.
Você não é esse vazio.
Você não é, tampouco, o que percebe naquele momento.
Passe ao outro lado ou, como foi dito, atrás.
O Absoluto está aí.

Questão: o que você entende por «O Absoluto está aí, atrás»?

Se você quer uma precisão sobre o Absoluto, é impossível.
Atrás quer dizer, em outros termos: não há teatro.
Atrás é a noção de estar como em emboscada.
O Absoluto espera que você passe.
Ele espera que você esteja vazio para Ser, mas ele sempre esteve aí, exceto para você.

Nenhum relativo poderia existir sem o Absoluto.
O relativo desaparece, a partir do instante em que ele se sabe relativo e se aceita relativo.
Não é uma vontade, nem a expressão de um desejo, mas é a perspicácia da ilusão, do cenário de teatro, do ator e do espectador e do teatro.
Naquele momento, a explosão de riso acontece, você está pronto.
O que estava atrás está à frente, o que quer dizer que não pode mais ser ignorado.
Você é Absoluto.

Questão: existem afinidades entre as consciências no Absoluto?

Sim, em função, talvez, por vezes, de linhagens de origem, se se pode dizê-lo, de algo que não tem origem, mas que, entretanto, passou por um lugar – que não é uma memória – mas uma coloração.

Mas lembre-se de que o Absoluto não é uma consciência.
A consciência é, já, uma projeção.
E toda projeção reencontra uma afinidade, através de uma projeção, ou seja, outra consciência.

Como para a personalidade, aí também, na consciência, é preciso deixar fazer.
Não dar mais peso do que ela não tem, que é ligado a essa famosa coloração.
O Absoluto não pode ser afetado por qualquer jogo da consciência.
Ele o vê, mas ali não participa.
Do mesmo modo que você deve ver seu ego, não para julgá-lo, mas para refutá-lo.
Você não pode refutar o que não vê.
Você pode refutar apenas o que vê.

O desconhecido não pode ser conhecido.
É a única coisa que você não pode refutar, e é nesse sentido que há a única investigação e a única possibilidade de viver Absoluto.

O ego poderá, sempre, dizer-lhe que não é verdade.
Eu responderia, então: como você pode saber, uma vez que você não o viveu?
É uma projeção e não é uma vivência.
O ego existe apenas pela suposição ou pelo passado (experiências passadas).

Questão: qual lugar pode ter a fé, no processo de acesso ao Absoluto?

O pior dos lugares, porque a fé é oriunda da crença.
Existe apenas certa forma de fé que lhes foi esboçada por algumas Estrelas (ndr: em especial, nas intervenções de HILDEGARDE DE BINGEN, de 31 de março de 2012, 25 de outubro de 2010).
Mas existem, é preciso dizê-lo, muito poucas consciências capazes de tal fé.

Geralmente, a fé é apenas um álibi para uma boa conduta.
Enquanto a fé não é uma experiência, ela continua uma crença.

A fé pode conduzir, para algumas consciências, a transformar essa famosa Tensão para o Abandono e, portanto, no Abandono do Si que é, eu os lembro, aí também, uma refutação do ego.
Portanto, se a fé o conduz à refutação do ego, está perfeito.
Mas, geralmente, ela faz apenas reforçar o ego, colocando-o numa falsa humildade e numa falsa simplicidade, porque está, exclusivamente, nesse mundo, e não permite, de modo algum, o acesso ao Absoluto.

Isso continua linear, isso se chama a vontade de bem, isso se chama as boas ações.
A fé, geralmente, afasta-os da autonomia e, ainda mais, da liberdade, porque ela os constrange em regras.

O Absoluto não pode ser limitado por qualquer regra, sobretudo, espiritual.
É um erro do ego.
Eu diria: uma farsa camuflada.

Parece-me, aliás, que, em sua tradição ocidental, foi dito que aquele que tivesse a fé para levantar as montanhas, se não tivesse o Amor, nada ganharam.

O problema é que o ego fala, sempre, de amor.
Ele faz disso uma reivindicação.
Mas vocês sabem, talvez, por tê-lo vivido, que o amor humano é condicionado e condicionante, enquanto o Amor Vibral é incondicionado e incondicionante.
Isso foi dito ontem, por UM grande AMIGO (ndr: canalização de UM AMIGO, de 12 de abril de 2012).

Portanto, o amor humano é uma projeção no ser amado, numa busca, mas ele não é vivido, em si, para si: caso contrário, isso se chamaria a Realização.
A Liberação é completamente outra coisa.
Ela é, de algum modo, a vivência do Amor total, além de todo Si, pela Onda de Vida, pelo Manto Azul e acompanha-se, é claro, de uma ausência de focalização, de projeção ou de qualquer localização, mesmo, numa forma limitada existente.

Há, de algum modo, nesse Amor Absoluto, incondicionado e incondicionante, o que eu nomearia uma permutabilidade.
Vocês são vocês, mas são cada um de vocês.
Não é um ideal, mas é a estrita verdade do que é vivido.

A fé vai dar-lhes a compaixão.
A fé vai desenvolver o sentido do serviço, da devoção, que é uma primeira etapa, mas que é relativa.
Mas não faça da fé um objetivo.
Ela é um elemento que pode servir ou desservir.

Questão: é a fé que me dá, por vezes, o sentimento de estar religada à Eternidade, a algo que tem a ver com o Absoluto?

Absolutamente não.
A fé, no máximo, pode ser o que eu acabo de exprimir: essa famosa Tensão para o Abandono.
Mas a Tensão para o Abandono não é o Absoluto.
É uma impressão, como você disse.

É algo que lhe dá o sentimento de.
Mas o Absoluto não será, jamais, uma impressão ou um sentimento.
Considerar isso é considerar que existe um movimento.
O Absoluto não é um movimento.
O movimento percebido pela Onda de Vida em ação, de algum modo, é apenas o ajuste ou o reajuste do ego, ou do Si, ao Absoluto.
Se posso empregar essa expressão, o Absoluto É, e ele é, portanto, imóvel.

A tradução, ao nível do que é efêmero, é o movimento.
O sentimento da Eternidade não é a Eternidade: é uma emoção.
Enquanto existe emoção, o Absoluto não pode ser: ele continua um ideal colocado em outro lugar que não em você.
Ele vai traduzir-se, sempre, pela colocação em ação e em movimento de algo que visa, aí também, reproduzir isso.
Isso se chama o corpo de desejo.

Questão: como a Onda de Vida e o Manto da Graça podem dissolver o que não se é, se o Absoluto está além da Onda de Vida e do Manto da Graça?

Jamais foi dito que o Manto Azul da Graça era o Absoluto, obviamente.
A Onda de Vida, vocês a percebem.
O que é que percebe, se não é esse corpo, esse ego ou esse Si?

O Absoluto não é qualquer percepção.
Em contrapartida, eles são – como foi dito – formas de testemunhos que traduzem, se se pode dizer, uma forma de ação – ou, antes, de interação – entre o Absoluto e o resto.

Mas lembrem-se de que não há possibilidade de passagem de um ao outro, mesmo se exista, efetivamente, essa interação.
A um dado momento, é preciso não mais existir, é preciso, portanto, desaparecer, o que quer, efetivamente, dizer sair do parecer e, mesmo, sair do Ser.

O Absoluto está, sempre, aí, mas ele vem a vocês a partir do instante em que vocês estão vazios.
Mas, para ir para esse vazio, é necessário, efetivamente, construir algo, porque é muito difícil, para o ego que não construiu essas casas (certo número), soltar-se, totalmente, se se pode dizê-lo, ao Absoluto.
Ele passa por espécies de etapas, espécies de conscientizações, nas quais a consciência parece cada vez mais ampla, conduzindo à não separação do Si, à transformação do ego para o Si.
E depois, a um dado momento, tudo isso deve ser solto.

Mas o Absoluto não será, jamais, o Manto Azul da Graça, nem mesmo o Sol, nem mesmo vocês.
E, no entanto, a consciência do humano, mesmo confinada num relativo que é esse corpo e esse corpo de desejo, pode viver a experiência do Absoluto, porque não é uma experiência: é a Vida.

O testemunho é o oposto, mesmo do testemunho do ego.
O ego, vocês sabem, calcula, reflete, em termos de dualidade bem/mal, prazer/desprazer, positivo/negativo.
O Absoluto nada é de tudo isso.
Ele é permanência.
Nada pode afetar o Absoluto.

Se vocês são afetados, vocês não são Absoluto.
A um dado momento, tudo isso deve ser, também, solto, e tudo isso deve aparecer e, depois, desaparecer.
Aparecer, como a cena de teatro: com uma cena mais iluminada, cenários mais afinados, um ator mais perspicaz e a tomada de consciência do espectador, ou mesmo do teatro, o que permitirá ser Absoluto, quando o teatro não existir mais.

A iluminação – que é portada pela percepção e a Vibração – permite uma espécie de movimento que vai, de algum modo, afastar-se do ego, para ir ao Si.
Há, realmente, uma mudança na linearidade.

Essa mudança do linear é um impulso que conduzirá, a um dado momento, a não mais ser tudo isso.
Enquanto vocês permanecem persuadidos – porque o viveram ou pensam vivê-lo – de que as Vibrações vão fazer outra coisa que conduzir ao Si, vocês não viverão o Absoluto.

Vocês devem, portanto, também, como foi dito, renunciar a todo poder espiritual, a toda manifestação dita espiritual.
É preciso ir, do mesmo modo, além do som, como foi dito por UM grande AMIGO, no Yoga da Eternidade.
Esse yoga não é um yoga: ele é, simplesmente, o bom senso, a lógica.

Lembrem-se de que a lógica do ego inscreve-se, sempre, apenas na ação/reação.
O Si permite-lhes viver a Ação da Graça, a Fluidez, a Sincronia, a Unidade.
Vão além.
Aceitem perder o que jamais foi conquistado, finalmente, uma vez que, de todo modo, isso será efêmero.

Quem pode dizer o que vai tornar-se seu kundalini, quando esse corpo desaparecer?
Que vai tornar-se a Coroa Radiante do Coração, quando não houver mais corpo?
Vocês apreenderam?
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