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16 de ago. de 2012

SRI AUROBINDO – 16 de agosto de 2012



Mensagem publicada em 17 de abril, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Eu sou SRI AUROBINDO.
Irmãos e Irmãs na humanidade, no Amor e na Graça, é-me solicitado vir exprimir certo número de elementos, que visam fazê-los aproximar-se do que pode representar a vivência do Absoluto, quanto ao interior e ao exterior.

Falar, de fato, do interior e do exterior é, obviamente, possível, devido, mesmo, à constituição da vida sobre esta Terra.
Há o que está dentro, há o que está fora, há o que é observável e perceptível, no exterior, e há o que é vivido, de algum modo, no interior.

A vivência do Absoluto, como da Infinita Presença, vai transformar isso.
De fato, falar de interior e de exterior vislumbra, é claro, uma noção de limite, de delimitação e de separação entre o que está no interior e o que, por definição, está no exterior.

Os estados de Presença e de Eu Sou – realizados, por exemplo, pelas Coroas Radiantes do Coração e da cabeça, ou pelo Despertar do kundalini – conduzem a experimentar estados de não separação, estados nos quais a compartimentação tende a apagar-se, que permitem viver, de algum modo, o que é nomeado o Si (ou o Eu Sou).
Mas, mesmo no Si (ou no Eu Sou), existe, sempre, um limite, uma separação entre o que está dentro e o que está fora.

Cada consciência, cada Irmão e cada Irmã, presente na superfície deste planeta tem, portanto, um interior e um exterior.
A comunicação passa pelo exterior, tanto de um como do outro, para poder ressoar e implicar certo número de percepções, ao nível do interior de cada um.

O que advém no momento da vivência do Absoluto é, completamente, de outra natureza.
É que, progressivamente e à medida que esse Absoluto é vivido, por nossos Irmãos e Irmãs que o vivem, ele se traduz pelo desaparecimento, puro e simples, dessa noção de interior e de exterior: o limite, a delimitação parece desaparecer, e desaparece, realmente.

O que vou exprimir dá sequência ao que havia sido exprimido, há pouco tempo, pela Estrela NO EYES (ndr: sua intervenção de 20 de julho de 2012), concernente ao que é Visto com o Coração, e o que pode ser visto com os olhos, com a visão Etérea.

De fato, o Absoluto é caracterizado por essa noção de Transparência, Interior, na qual nada mais faz obstáculo à Luz.
Quem diz Transparência, como pelo efeito de um vidro, dá a Ver do mesmo modo, sem qualquer alteração, o que está dentro como o que está fora.

Aquele que é Absoluto em uma forma vai desenvolver, de maneira rápida, sem procurar, uma percepção nova, que não é mais nem uma comunicação, nem uma Comunhão, nem uma Fusão, nem uma Dissolução, nem mesmo uma Deslocalização da Consciência ou uma Multilocalização da Consciência, mas, efetivamente, algo de novo, difícil de exprimir em conceitos e palavras, mas que é a estrita realidade da vivência.

O que é percebido no exterior é percebido, do mesmo modo, no interior.
O que é visto no céu é visto no Si.
O que é ouvido no exterior é ouvido no interior.
A delimitação entre o interior e o exterior não existe mais.
Há, portanto, uma Transmutação que se produz, naquele momento, que realiza, para o Ser que a vive, uma ausência de limite, uma ausência de barreira, e o acesso a esse Absoluto, do qual nada pode ser dito, mas do qual pode ser dado testemunho.

O estado Absoluto acompanha-se do desaparecimento, pela Transparência, a Humildade e a Simplicidade, de toda noção de interior e de exterior.
Não existe mais delimitação, barreira, entre o que está dentro e o que está fora.
Aliás, mesmo a expressão de «dentro» e de «fora» nada mais quer dizer: na medida em que o Absoluto com forma é tocado (se eu posso empregar essa palavra), é realizado, essa noção de delimitação desaparece por si.
É o próprio princípio, aliás, da Transparência, que está no trabalho, naquele momento, e que permite, aos seus Irmãos e às suas Irmãs que a vivem, manifestar o conjunto, não de poderes, mesmo espirituais, mas, bem mais, de capacidades, simplesmente, para instalarem-se na não localização, e no que foi nomeado o não ser.

Não há mais pertencimento, não há mais apropriação, a um corpo, a uma ideia, a uma função, a um interior ou a um exterior.
Não há mais, de algum modo, fronteiras.
Esse estado, que está além do Samadhi, corresponde ao que foi nomeado esse Absoluto Final (ndr: ver, notadamente, sobre esse tema, a intervenção de ANAEL, de 9 de abril de 2012) ou, se preferem, o que se aproxima dessa Morada de Paz Suprema.

A consciência é um mecanismo de exteriorização e de projeção, qualquer que seja essa consciência, quer ela seja limitada pela pessoa, quer seja limitada pelos sentidos ou seja expandida ao mais amplo que seja possível (através do Corpo de Existência, da Presença e do Eu Sou, até o Infinito ou Última Presença).

As experiências, que se pode qualificar de místicas, vividas naquele momento, evocam um sentimento de Dissolução, de Plenitude, um sentimento no qual mais nenhuma barreira parece existir, tanto na consciência como na percepção.
Os Arcanjos e nós mesmos temos, frequentemente, afirmado que estávamos no Interior de vocês, do mesmo modo que o Sol, os Planetas, os Universos e o conjunto dos Mundos, Criados e Incriados, está no Interior de vocês.
No Absoluto, que não tem mais localização em uma individualidade, em uma personalidade, em uma consciência limitada ou ilimitada, a instalação nessa Consciência, para além de toda consciência, vai fazer, de algum modo, desaparecer toda distinção possível entre o interior e o exterior.

Do mesmo modo que o Absoluto não é esse corpo, que aquele que vive no Absoluto não é esse mental, nem essa pessoa, nem esse indivíduo, do mesmo modo, a Deslocalização Final da Consciência traduz-se, para aquele que a vive, como um sentimento indizível – bem além de qualquer sentimento humano – de não mais estar separado do que quer que seja, de não mais estar confinado no que quer que seja, não estando mais localizado em uma forma, em algo que é chamado efêmero.

A instalação e a vivência do Absoluto vão, portanto, fazer desaparecer toda barreira e toda distância, o que dá, de algum modo, acesso à possibilidade de passar de um estado a outro, sem qualquer dificuldade, de maneira evidente, como se, enfim, o Ser que o vive reencontrasse o que ele sempre havia Sido, antes da separação, antes da encarnação e antes, mesmo, da Existência, antes, mesmo, do que é nomeada a Origem Estelar.

Isso é dificilmente apreensível por palavras e, ainda mais, assimilável através de conceitos.
A experiência do Samadhi e seus diferentes estágios, na consciência Turiya, podem representar, de algum modo, uma aproximação dessa Dissolução do interior e do exterior.
Vem um momento, quando do estabelecimento, para além de todo estado temporário, do Absoluto, no qual se manifesta algo de novo, no qual não pode mais existir a mínima distância entre um ponto e outro.

Exprimido tal como lhes exprimiu BIDI, isso dá: o Centro, presente em todo ponto (ndr: ver a intervenção de BIDI-2, de 13 de julho de 2012).
Não há mais apego real a uma forma, a um conceito, a uma ideia, a um Mundo ou a uma Dimensão.
Isso apenas pode ser realizado através, como eu disse, da Transparência, cujas ferramentas as mais importantes são a Humildade, a Simplicidade e a Integridade.
Essa Integridade de que falo nada tem a ver com regras morais ou sociais, manifestadas por qualquer personalidade, mas é, efetivamente, a Integridade para além da Unidade, que conduz e permite ao Absoluto Ser, a cada instante.

Esse desaparecimento de limite ou de fronteira, entre o interior e o exterior, faz, justamente, parte dessa Dissolução Final, que leva a consciência a não mais ser tributária, justamente, de qualquer atributo, de qualquer função ou de qualquer circunstância, tanto interior como exterior.
Não há, portanto, propriamente falando, desaparecimento do interior, do mesmo modo que não há, propriamente falando, desaparecimento do mundo (em todo caso, enquanto a consciência ali esteja presente).

Há, simplesmente, a possibilidade de ser, ao mesmo tempo, o conjunto do Criado como do Incriado.
Essa ausência de barreira ou de limite criado, portanto, a verdadeira Liberdade, assim como lhes havia exprimido IRMÃO K, como sendo a Autonomia e a Liberdade.

Não pode existir Autonomia real enquanto persista a mínima distância, a mínima separação entre o que é percebido e vivido como interior e entre o que é percebido e vivido como exterior.
Não pode existir nem oposição, nem assimilação ou comparação entre o interior e o exterior, uma vez que eles fazem parte, naquele momento, da mesma realidade, da mesma vivência.

NO EYES havia exprimido isso, em relação á Visão do Coração, ou Visão Real, que se faz sem os olhos.
Do mesmo modo, o desaparecimento de uma consciência identificada e localizada vai conduzir a fazer desaparecer toda noção de interior e de exterior.

É claro, o funcionamento fisiológico desse corpo está no interior desse corpo, mas a Consciência não pode mais ser atribuída a esse corpo, ou não importa a qual outro corpo, uma vez que essa Consciência tem a particularidade de não mais ser tributária de qualquer forma, de qualquer limite, de qualquer confinamento ou de qualquer barreira.

É, justamente, nesse estado que a realidade é vivida, do que nós havíamos dito, ou seja, que nós estávamos no Interior de vocês, surge, realmente.
Naquele momento, vocês vivem que o conjunto de manifestações da Vida e das Dimensões situa-se por toda a parte e, tanto no Interior de vocês como no interior de todas as coisas, uma vez que, justamente, essa noção de interior não existe mais.

Assim, portanto, a vivência do Absoluto vai, no que concerne a essas noções de limite e de delimitação, fazer desaparecer qualquer separação.
Assim, aquele que está estabelecido no Absoluto não é mais nem esse corpo, nem qualquer outro corpo.
Ele não pode mais ser afetado por um tempo e um espaço determinados.
Não existe, portanto, mais localização real para a Consciência, como para a vivência, o que dá, então, a possibilidade, para aquele que é Absoluto nesse mundo, de viver além de qualquer limite e de qualquer contingência ligada ao corpo, ligada ao ambiente.

Não se coloque mais, então, o problema do que é chamada a comunicação.
Não se coloque mais, então, o problema do que é chamada a persuasão, a necessidade de demonstrar, de convencer, de seduzir, de atrair ou de repelir.
Isso é diretamente ligado ao que havia sido exprimido sobre as noções de Transparência, há algum tempo (ndr: ver, em especial, sobre esse tema, a intervenção de IRMÃO K, de 7 de junho de 2012).

Há pouco mais de dois meses, eu lhes havia explicado o que podia resultar de contatos com as outras Dimensões (ndr: sua intervenção de 21 de maio de 2012).
Inúmeros de vocês puderam experimentar a aproximação, no Canal Mariano, de uma Estrela, de um Ancião ou de um Arcanjo, ou mesmo de vários.
Isso conduziu, para inúmeros de vocês, a serem chamados, pelo Canal Mariano, por MARIA ou por outra Estrela, por seu nome.

Essas experiências não visam viver algo, simplesmente, de experiencial, mas visam, realmente, estabelecer, em vocês, a Transparência, ou seja, o próprio desaparecimento de toda comunicação, a vivência direta da Vibração, da não separação entre vocês e MARIA, entre vocês e um Arcanjo, entre vocês e um Ancião.
Os marcadores de que eu lhes havia falado e, em especial, as tonalidades precisas que se modificam nos ouvidos foram, de algum modo, para vocês, um guard-rail de suas experiências.

Através dessas experiências (para aqueles que as viveram), vocês puderam constatar, a um dado momento, o desaparecimento total de todo sentido de identidade, de todo sentido de identificação ao que quer que seja.
Para muitos de vocês, isso se traduziu por um sentimento de desaparecimento total da consciência, seja na meditação, seja no Alinhamento.
Isso faz, efetivamente, parte do processo que deve levá-los à Liberação total, ou seja, à não posse de um corpo, de um mental ou do que quer que seja pertencente a qualquer Dimensão que seja.

A preparação que está em curso visa, portanto, fazê-los viver esses estados específicos, nos quais não existe mais nem consciência, nem mental, nem corpo.
Quer essas experiências que vocês vivem durem um minuto como várias horas, não tem qualquer espécie de importância.
O importante, como vocês constatam, é a repetição dessas experiências, porque a repetição dessas experiências conduzi-los-á, em um momento preciso, a estabelecer-se além das experiências, nesse estado de Transparência Total, no qual nada existe no interior, sem existir, do mesmo modo, no exterior, e reciprocamente.

Aqui se situa a Morada de Paz Suprema.
Aqui se situa a ausência de distinção entre o sujeito e o objeto.
Aqui se situa a percepção, a um dado momento, Clara e Consciente, de que existe algo que existe além da existência, a presença de algo que está aí, além do sentido de uma identidade, além do sentido de uma localização no tempo e no espaço.

O que pode parecer, em um primeiro tempo, desconcertante, porque a consciência não pode conhecer isso nela mesma, e que pode, portanto, fazê-los interrogar-se sobre o sentido dessas ausências, que são, realmente, a verdadeira Presença, são os meios que vão permitir-lhes – através da Fusão dos Éteres, realizada em vocês, pelo Manto Azul da Graça – aproximar-se sempre mais, e de pô-los, de algum modo, em sintonia com o que se supõe desenrolar-se em seus céus, sobre a Terra e em vocês.

A um dado momento, uma vez passado o primeiro Choque da Humanidade que será, para aqueles de vocês que vivem tudo isso, extremamente limitado no tempo, vocês poderão, então, instalar-se no que nomeiam, de momento, ausência ou estase que é, de fato, apenas o despertar de sua Consciência dita Ilimitada ou, ainda, do Absoluto, para além de toda forma, que é – eu os lembro – nossa Essência comum.

Uma vez as primeiras experiências vividas (através das Comunhões, das Fusões e das Dissoluções, vividas com as outras Dimensões), vocês se aperceberão de que essas Presenças não estão, unicamente, no Canal Mariano, mas são, também, muito exatamente, as mesmas, no interior de vocês.
Esse interior que não pode ser definido como o coração ou outro lugar, mas corresponde, realmente, ao que vocês poderiam chamar sua intimidade.

Além de sua intimidade, ou seja, o que não pode ser visto pelo exterior, e que lhes pertence, propriamente, desenrolar-se-á um processo chamado o não pertencimento, que os levará a viver, por intermédio da não localização, esse Absoluto (o que vocês podem nomear, de momento, estase ou ausência) como seu estado natural, como o que vocês perderam ou, aparentemente, perderam, até o presente.

Mesmo se vocês não o identificaram, nem experimentaram, o conjunto de todas as buscas, de todos os Irmãos e Irmãs encarnados – qualquer que seja a manifestação e a expressão deles – é apenas o reflexo dessa busca final.
Essa busca final, nos momentos de Comunhão, nos momentos de Fusão/Dissolução, nos momentos de ausência ou de estase, vai levá-los a perceber – para além das percepções habituais – o desaparecimento desse corpo, o desaparecimento desse mental, o desaparecimento de sua identidade.
E vocês vão, naquele momento, constatar que há algo que sempre esteve aí.
Há, portanto, um Observador, invisível, além do testemunho.

Tocando esse estado, vocês serão Liberados, Livres e Autônomos, inteiramente.
Nenhuma ilusão, nenhum corpo, nenhum sofrimento, nenhum limite imposto por esse mundo poderá tocá-los ou afetá-los.
Aqui se situa a Liberação Final.

Assim, portanto, durante este período que se desenrola, como lhes foi especificado, em sua aceleração, pela própria MARIA (ndr: Sua intervenção de 15 de agosto de 2012), o que vocês são chamados a viver não deve nem fazê-los procurar um sentido, nem fazê-los procurar uma interpretação, mas, simplesmente, estar imerso no que lhes propõe essa ausência ou essa estase.

O importante não é o significado, o importante não é o sentido ou a explicação do que é vivido, mas, efetivamente, desobstruir e fluir no que vocês São, em Verdade, no Absoluto, para além de qualquer forma, para além de qualquer localização, em todo tempo, em toda Dimensão e em todo Espaço.

Os mecanismos vividos, atualmente, para muitos de vocês, conduzem, muito exatamente, a isso.
A aproximação da Presença, a aproximação do Eu Sou, realizadas através de mecanismos Vibratórios (uma vez que a Consciência é Vibração), tinha apenas um único objetivo: fazê-los aceitar a eventualidade do Absoluto.
Hoje, cada vez mais de vocês aproximam-se disso.

Através da Última Presença – ou Infinita Presença – realizam-se, em vocês, momentos experienciais que vão, a um dado momento, estabelecê-los para além do Choque da Humanidade, para além de toda interrogação, de todo questionamento, de todo sentido, de todo significado, estabelecê-los no que vocês São, antes que essa ilusão, nesse mundo, aparecesse.

Tal é a ação, ao mesmo tempo, do Supramental, da Onda de Vida, da Fusão dos Éteres, do Manto Azul da Graça, que trabalharam nas Portas KI-RIS-TI e OD, que lhes permitem, hoje, não mais interrogar-se, se isso é possível, sobre o que é vivido.

Obviamente, quando das primeiras experiências, o mental vai procurar compreender, seja no próprio momento da experiência, seja, o mais frequentemente, após, para dar um sentido, para dar uma explicação.
Mas, muito rapidamente, se vocês aceitam não parar nesse sentido ou nessa explicação, vocês vão aperceber-se de que esses momentos de ausência, esses momentos de estase, esses momentos de desaparecimento da consciência vão traduzir-se, na sua volta, por uma maior percepção de si mesmos, uma maior Transparência e, sobretudo, uma modificação total de seus ritmos fisiológicos, quaisquer que sejam.

Ser-lhes-á, naquele momento, extremamente fácil dar-se conta dos efeitos obtidos por esse estado de estase, ou de Absoluto (que vocês poderiam, ainda hoje, chamar de ausência).
Em todos os setores de seu corpo, em todos os setores de sua vida, vocês constatarão que as coisas não são mais, jamais, como antes.
Haverá uma espécie de tomada de distância, que não é uma indiferença ou um abandono do que quer que seja, mas, naquele momento, vocês estarão plenamente Presentes, se posso dizer, tanto dentro como fora.

A busca de sentido e de significado não terá mais, para vocês, qualquer sentido.
Vocês estarão estabelecidos, e vocês serão, naquele momento, de maneira definitiva e formal, no Absoluto.

Assim, portanto, as experiências propostas, sejam aquelas de que eu lhes falei, há quase dois meses (ndr: sua intervenção de 21 de maio de 2012), sejam aquelas que eu lhes anuncio hoje, têm apenas um único objetivo: sua Liberdade, sua Autonomia, sua Transparência, e estabelecê-los no Absoluto que vocês São, de toda a Eternidade.
Realizando isso, vocês apreenderão, naquele momento, para além de qualquer noção mental e intelectual, o que é o Absoluto, porque vocês terão se tornado Ele.

Vocês não poderão estar, de maneira alguma, sujeitos a um questionamento em relação a isso, porque eu os lembro de que essa é sua natureza, nossa natureza, de todos, sem qualquer exceção.
O conjunto do que deve desenrolar-se, naquele momento, tanto no interior desse corpo como no exterior, no sentido o mais amplo (ou seja, seu ambiente, tanto pessoal como seu ambiente geofísico), não poderá mais, de maneira alguma, afetar, no que quer que seja, a estabilidade: esse Centro, que está presente em todo centro, e que jamais se moveu, terá, então, se tornado, para vocês, sua Realidade.

Naquele momento, ser-lhes-á extremamente fácil apreender o sentido, as explicações, os prós e os contras do que vocês vivem, naquele momento.
O desaparecimento do limite entre o interior e o exterior tornar-se-á, para vocês, sua verdadeira natureza.
A perda, mesmo, de todo sentido de identificação a uma pessoa, aparecer-lhes-á como uma evidência, que eu qualificaria de suprema.
Naquele momento, a Morada de Paz Suprema será estabelecida, de maneira definitiva, no que vocês São.

Assim, portanto, o conjunto do que foi conduzido por vocês, pelos Arcanjos, pelos Anciões e pelas Estrelas (reunidos em Conclave, doravante, e já há vários meses), teve por objeto facilitar seus Reencontros consigo mesmos, para além de todo efêmero.
Assim, portanto, os momentos de ausência ou de estase, nos quais lhes parece não mais participar de sua própria vida, não devem ser nem temidos nem rejeitados, porque eles são – assim como os contatos com as Estrelas ou os Anciões ou os Arcanjos – um meio de aproximá-los de sua Absoluta Essência.

É nessa Transparência, aceitando a Humildade e a Simplicidade de não ter que explicar, de não ter que compreender, de não ter que intelectualizar que se estabelecerá, para vocês, o melhor possível, o que eu nomeei, há quase dois anos, o Choque da Humanidade (ndr: em sua intervenção de 17 de outubro de 2010).
Vocês não serão, de modo algum, concernidos pelo Choque da Humanidade, a partir do instante em que apreenderem que não há nem exterior, nem interior.
E é apenas a partir do instante em que as projeções da consciência, como do mental – através de uma busca de sentido, através de uma busca de explicação, através de uma busca de correlação – tiverem desaparecido, que vocês serão capazes de penetrar sua Morada de Eternidade.
Esse é um mecanismo natural.

As únicas resistências, e as únicas forças que visam opô-los, vêm, unicamente, do que vocês não São, no Absoluto, e do que vocês são, no efêmero.
Certo número de elementos foi-lhes dado, concernente aos medos e aos apegos, quaisquer que sejam, concernente à descrição deles, mas, também, a possibilidade de trabalhar neles, não a partir da personalidade, mas, efetivamente, a partir da Vibração, para além de qualquer mental, para além de qualquer intelecto e de qualquer conceituação (ndr: ver, em especial, na rubrica «Protocolos a Praticar» de nosso site, os protocolos «Apego arquetípico da personalidade a ela mesma» e «Liberação dos Apegos Coletivos»).

Para muitos de vocês, isso vai tornar-se cada vez mais fácil, não para compreender, mas, efetivamente, para viver.
A partir do instante em que vocês aceitam, da mesma maneira que aceitaram as Presenças em seu Canal Mariano, no qual vocês terão aceitado, do mesmo modo, suas ausências (o que vocês nomeiam, também, essas Dissoluções, nas quais não há mais sentido de corpo, não há mais sentido de uma identidade, não há mais mental), essas experiências ganharão em intensidade, em duração, para os meses que lhes restam aqui.

De sua capacidade para viver esses estados, de suas capacidades para permanecer instalados na Humildade e na Simplicidade decorrerá, muito naturalmente, sua Emancipação [Autonomia], sua Liberação e o Absoluto.

Nada há a procurar, como dizia BIDI.
Há apenas que mudar de olhar, e o melhor modo de mudar de olhar é aceitar esses processos, que se situam nem dentro, nem fora, mas que agem, diretamente, na Fonte da Consciência, ou seja, no que vocês São.

Os resultados e as transformações que decorrem disso, em sua vida, serão tais, que nenhuma dúvida poderá tocar sua consciência ou tocar seu espírito.
A Transparência tornar-se-á, então, para vocês, sua natureza.
É naquele momento que vocês serão instalados, totalmente, na denominação que lhes foi dada, de Liberador.

O Liberador não é aquele que vem com armas na mão.
O Liberador é aquele que depõe as armas, cujo único objetivo é deixar, o que ele crê Ser, ser atravessado pela Luz, inteiramente, sem resistência, sem oposição, sem medo, sem apego.
Isso decorrerá e implicará, para vocês, uma maior facilidade para instalar-se em sua natureza verdadeira.

A influência de alguns tipos de Irradiações, bem além do que havia sido chamado o Supramental, bem além da Liberação do Núcleo Cristalino da Terra (chamada Onda do Éter, ou Onda de Vida), além, mesmo, de qualquer localização em uma das Coroas Radiantes ou de qualquer ponto desse corpo permitirá a vocês, de maneira extremamente simples, viver isso e estabelecer-se nisso.

Existe certo número de elementos, através do que vocês podem utilizar, e eu falo, em especial, desse corpo, que é um ressoador: eu deixarei UM AMIGO exprimir-se, amanhã, sobre a utilidade dos diferentes yogas que ele lhes comunicou, para ajudá-los, durante este período, a realizar esse Absoluto, essa Infinita Presença, essa Última Presença, para reencontrar o que jamais foi perdido, o que jamais desapareceu e que sempre esteve aí.

O Abandono da personalidade, o Abandono à Luz, o Abandono de toda identidade não é uma fuga, mas, efetivamente, a instalação, na Infinita Presença, tanto da consciência como da não consciência.
É isso que se desenrola através de diferentes tipos de Irradiações, que já lhes havia sido enunciado por nosso Comandante Ancião, retomado em seus domínios de eleição, nomeado ORIONIS.

Assim como lhes havia enunciado MARIA, ontem, foi-lhes dado, há alguns anos, certo número de elementos que, à época, não podiam aparecer-lhes como claros ou evidentes.
Mas, se vocês os relessem, hoje, constatariam que é, muito exatamente, o que vocês estão vivendo (ndr: ver as intervenções de ORIONIS, de setembro de 2005 a agosto de 2009 – rubrica «mensagens a ler», de nosso site).

A Liberação do Céu, do Sol e da Terra permite, efetivamente, a qualidades Vibratórias específicas de Irradiações – que vêm do Sol Central da Galáxia, Alcyone, e que vêm, também, do que é nomeado Hercobulus – vir até vocês, finalizar o que eu lhes exprimi hoje.

O que aparecerá, em vocês, aparecerá em seus céus.
O que acontecerá, em vocês, acontecerá em seus céus.
Porque é a mesma coisa: não está no céu, no exterior, não está dentro de vocês, em suas Vibrações, mas é, exatamente, o mesmo processo.
Não há diferença, não há distância, não há tempo.

Essas afirmações tornar-se-ão, para vocês, a Verdade de sua vivência, que supera e transcende esse Choque da Humanidade.

Não me estenderei mais.
Alguns Anciões exprimirão certo número de elementos, que visam, sempre, de algum modo, favorecer isso.
A ausência de limite, o desaparecimento de qualquer delimitação é o Absoluto.
Ela os faz passar de uma visão exterior ou Etérea para a verdadeira Visão do Coração, que não depende de qualquer órgão e, sobretudo, de qualquer sentido, nem de qualquer exteriorização ou projeção da consciência.
É passar de diferentes Samadhi ao Absoluto.
É passar do último limite para a ausência de limite.
É tudo isso que se desenrola, em vocês, e que vai desenrolar-se, em vocês, nos Tempos que estão, doravante, presentes.

Eu sou SRI AUROBINDO.
Eu lhes proponho viver alguns instantes curtos de Comunhão, em minha Luz Azul, em sua Presença.
Eu lhes digo até muito em breve.

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15 de ago. de 2012

MARIA – 15 de agosto de 2012



Mensagem publicada em 16 de agosto, pelo site AUTRES DIMENSIONS.

Áudio da Mensagem em Francês

Link para download: clique aqui




Eu sou MARIA, Rainha dos Céus e da Terra.
Filhos bem amados, que a Paz e a Graça de sua Presença e de minha Presença instalem-se, em vocês e em mim.

Eu venho, hoje, perguntar-lhes e colocar-lhes esta questão: «vocês estão prontos para renascer?» e quais são, em vocês, os elementos que vão permitir-lhes responder a essa questão.

Primeiramente, e antes de exprimir-me, eu lhes peço para acolher-me ao seu lado, para que possamos estabelecer, entre nós, nossa Comunhão.

... Partilhar da Doação da Graça...

Como de hábito, eu rendo Graças, onde quer que vocês estejam sobre esta Terra, por seu trabalho.
Eu rendo Graças por sua Presença, sobre esta Terra, nestes momentos tão específicos que se abrem diante de vocês e que vão permitir-lhes viver, por si mesmos, certo número de elementos que, há numerosos anos, são-lhes dados.

O trabalho que vocês realizaram, como Ancoradores e Semeadores de Luz (e, hoje, como Liberadores da Terra), encontra um eco favorável, mesmo nesta Terra, como no mais profundo dos Céus.
Em vocês prepara-se o que se deve viver.
Então, vocês estão prontos para renascer e quais são, de algum modo, os estigmas disso?
Vocês estão, plenamente, presentes a si mesmos?
Vocês estão serenos?
Será que, de vocês, de algum modo, foram afastados todos os rancores, tudo o que pode permanecer, em vocês, que os torna pesados?
Vocês se desprenderam disso?
Vocês estão liberados disso?
Será que, em vocês, está instalada a Paz?
Aquela que lhes permitirá reencontrar, realmente, o que vocês São?
Viver, realmente, esse momento pelo qual a maior parte de vocês – que tem trabalhado – veio a esta Terra para realizar esse destino que nos é comum e que permitirá à Terra ser liberada de todo jugo, de toda predação e de todo confinamento?

Os sinais que se desenrolaram, desde que algumas de minhas Estrelas falaram-lhes deles, tornam-se, a cada dia, evidentes.
Os Cavaleiros do Apocalipse, que foram liberados, os elementos que agem sobre esta Terra são, exatamente, os mesmos que aqueles que agem em vocês, que lhes permitem – por vezes, sendo um pouco pressionados – reencontrar sua Liberdade, reencontrar o que vocês São.

Vocês estão prontos?
Estar pronto significa: não esperar, não procurar, mas estar, plenamente, instalado nesse corpo tão efêmero e que, no entanto, é esse Templo, no qual se desenrola sua Ascensão.

A Paz deve ser sua Morada quotidiana.
O que quer que se desenrole em sua vida, a título pessoal, o que quer que se desenrole em sua vida, de maneira mais coletiva, seu Ser deve permanecer o mesmo: paciente, aberto e amoroso, porque é nesse estado que vocês serão mais capazes de prosseguir essa Liberação.

Eu nada vou pedir-lhes além disso, que vocês se coloquem essa questão e vejam, claramente, em si, o que se desenrola.
O momento chegou de regularizar, de maneira definitiva e irremediável, o que pode, ainda, em vocês, frear sua própria Liberação.

O momento chegou de fazer a Paz, antes de tudo, consigo mesmos, de fazer a Paz em seu Coração, de estabelecer-se nesse Coração, recobertos do Manto Azul da Graça e percorridos pela Onda de Vida, o que lhes dá a viver – de maneira cada vez mais intensa, de maneira cada vez mais sensível – essa Morada de Paz Suprema, porque é por sua estabilidade, porque é por sua Luz – mantida, firmemente, no Ser e na Paz – que vocês permitirão ao conjunto de seus Irmãos e de suas Irmãs, onde quer que estejam sobre esta Terra, banhar-se, ainda que apenas um mínimo, nessa Paz.

Eu não lhes esconderei que os elementos, tais como eles são revelados, há agora algumas semanas, vão viver uma aceleração importante em suas manifestações.
Isso vai desenrolar-se, também, em vocês, do mesmo modo, e deve chamá-los a estarem vigilantes.
Não com inquietação, mas, simplesmente, na Lucidez e na Clareza, instalando-se, cada vez mais, nessa Morada de Paz Suprema (que lhes é outorgada por seu trabalho, primeiro, e pelo Manto Azul da Graça e a Onda de Vida).
Tornou-se possível a vocês manter isso, quaisquer que sejam as circunstâncias, tanto Interiores como exteriores.

Lembrem-se: vocês não podem lutar contra o que está aí.
Vocês não podem opor-se ao que está aí, mas podem fazer crescer a Paz.
Vocês podem manifestar, cada vez mais, no recolhimento Interior, o que vocês São.
E essa manifestação é essencial, nos tempos que vêm e nos tempos que se desenrolam, hoje, em seus dias, em suas noites, em suas Comunhões, em seus Alinhamentos, em suas meditações.
O que quer que vocês façam de seus dias, mantenham presente, no espírito, o que vocês São, mantenham-no na Paz.
Não se deixem alterar, nem perturbar pelo que quer que seja, porque é no momento da tempestade que vocês devem estar o mais firme no que vocês São, o mais afirmados na Verdade e na Paz.

Os sinais do Céu, como da Terra vão viver uma aceleração ainda mais importante do que o que lhes havia dado – há agora um mês – a Estrela SNOW (ndr: sua intervenção de 19 de julho de 2012).
Vocês vão reforçar a Luz que emana de vocês, sem o querer, sem o desejar, mas, simplesmente, estabelecendo essa Paz, de maneira ainda mais intensa, ainda mais evidente, ainda mais palpável.
Tudo decorrerá daí: de sua capacidade para manterem-se nesse estado de Paz, quaisquer que sejam suas atividades, vocês recolherão – e vocês, e o conjunto da Humanidade – os benefícios disso.

Isso será um bálsamo que lhes evitará serem chocados pelas circunstâncias e eventos que, agora, concernem à quase totalidade da Humanidade, onde quer que vocês estejam sobre esta Terra.
Não se deixem carregar, de qualquer forma, pelos elementos de natureza contrária à Luz.
O que quer que seus olhos vejam, o que quer que seus ouvidos ouçam, quaisquer que sejam os humores que os atravessem, lembrem-se de que vocês São a Paz, de que vocês São, vocês mesmos, a Morada de Paz Suprema, e que vocês podem, eu repito, como havia dito o Arcanjo MIGUEL, no início de seu mês de julho (ndr: sua intervenção de 4 de julho de 2012), contar conosco.

Não se esqueçam de chamar-nos.
Não se esqueçam de pedir-nos, simplesmente, nossa Presença ao seu lado.
De nossa Comunhão, a Paz crescerá.
De nossa Comunhão, vocês assistirão e viverão o que têm a viver, sem serem afetados porque, lembrem-se de que o que vem não é, de maneira alguma, nem um castigo, nem um julgamento, mas sua Ressurreição, seu Renascimento na Verdade e na Eternidade.

Lembrem-se de que, o que quer que vocês tenham a viver, que o mais importante não é o que vocês vivem sobre esta Terra, mas o que vocês vivem no que vocês São: em seu Templo, na Comunhão a mim mesma ou a uma das Estrelas que lhes é querida.

O conjunto de estruturas que devia permitir-lhes passar esse curso está, agora, plenamente ativo em vocês.
Há apenas que ter consciência disso.
Há apenas que torná-lo cada vez mais evidente.
E isso depende apenas de vocês.
Isso não dependerá, jamais, de uma circunstância exterior, qualquer que seja.
Isso não dependerá, jamais, de alguém mais, mas apenas de vocês mesmos.

Então, vocês estão prontos?
Vocês estão na Paz?
Vocês são capazes, qualquer que seja o evento que lhes aconteça, hoje, de manter essa Paz?
Nas pequenas coisas da vida que vocês têm, todos, a viver, se vocês conseguem manter essa Paz, não deixar-se arrastar por suas próprias emoções, pelas emoções de seus próximos, e manter essa Morada de Paz Suprema, então, vocês estão prontos.

Se, em vocês, os medos que podem manifestar-se são olhados como algo que não lhes pertence mais, então, eles se afastarão e a Paz crescerá.
Qualquer que seja o alarido do mundo, quaisquer que sejam as manifestações possíveis desse corpo, se a Paz está aí, vocês não serão, de maneira alguma, afetados pelo que quer que seja.

O Manto Azul da Graça, a Onda de Vida (para aqueles de vocês que a vivem), as Coroas Radiantes, sua própria consciência e seu estado são elementos que, eu diria, essenciais para atravessar este período, porque vocês vão atravessá-lo.

Meu Apelo já ecoa para inúmeros de vocês.
Vocês são cada vez mais numerosos a terem sido chamados, à noite, por seu nome.
Isso deveria colocá-los, ainda mais, na Alegria e instalá-los, de maneira ainda mais duradoura, na Morada de Paz Suprema.
E, para aqueles de vocês que ainda não foram chamados, lembrem-se de que, a um dado momento, eu chamarei o conjunto da Humanidade a viver sua Ressurreição.

Ninguém poderá ignorar meu Apelo.
Ninguém poderá dele subtrair-se.
Esse Apelo será acompanhado pelos Sons do Céu e da Terra, pela Presença, em seus Céus, cada vez mais importante, de nossos Irmãos e Irmãs das Estrelas, que vêm e acorrem de todas as partes para assistir ao que vocês têm a viver.

O conjunto de elementos que se desenrolam, em vocês, e que lhes é dado a ver, perceber, é bem real.
Há alguns anos, dois grandes Seres exprimiram-se, através desse Canal, concernente à conclusão de um ciclo (ndr: ver as intervenções de SERETI e ORIONIS, na rubrica «mensagens a ler»).
E lembrem-se de que a conclusão de um ciclo pode ser vista ou como um fim, ou como um nascimento e que, aí também, se a Paz está instalada em vocês, vocês viverão o que poderiam nomear um fim como uma verdadeira libertação e que é, de fato, apenas seu verdadeiro re-Nascimento.

Cultivem a Paz e seu Nascimento acontecerá da maneira a mais leve, da maneira a mais suave, que contrasta, por vezes, com as convulsões da Terra e as convulsões do Céu.
De sua capacidade para estabelecer-se nessa Paz, vocês aplainarão, de algum modo, essas convulsões.

Vocês trabalharão, cada vez mais, de maneira consciente.
Essa Obra consiste, simplesmente, em deixar seu Ser, sua Consciência e esse corpo denso serem atravessados pela Luz, seja pelos pés, pela cabeça, pelo Coração ou por esse corpo inteiro.

O que há a viver é Alegria, porque é a Liberação.
Vocês entraram nesses tempos específicos.
Há numerosos meses, minhas Estrelas e eu mesma temos levado vocês a viver certo número de coisas: a viver sua própria capacidade para gerar sua própria Paz e para estabelecer-se nessa Paz.
Vocês estão, agora, às portas dessa mudança.
E lembrem-se de que vocês não estão, jamais, sós.
Para inúmeros de vocês, nós demos a prova e a certeza disso porque, quando vocês nos chamam, nós estamos aí, ao seu lado, acariciando sua face, manifestando nossa Presença ao seu lado esquerdo e chamando-os, por vezes, por seu nome.

Tudo isso são os sinais os mais importantes (bem mais do que o que seus olhos verão e do que seus ouvidos ouvirão nesse mundo), que os chamam a voltar-se, sempre mais, para a Paz.
Para fazer a Paz consigo, mas, também, para fazer a Paz com todos os seus Irmãos e Irmãs que, de momento, não podem aceitar, não podem crer e não podem viver o que vocês vivem.

Todos terão necessidade de vocês todos.
Eles terão necessidade de sua Paz.
Eles terão necessidade de seu Amor.
O que vocês têm a fazer é, simplesmente, fazer crescer essa Paz, chamar-nos, cada vez mais frequentemente, ao seu lado, Comungar, cada vez mais, conosco, para não serem afetados pelo que pode, habitualmente, afetar um ser humano que não está na Confiança conosco, que não está em Comunhão conosco.

Tudo o que devia ser realizado o foi.
Tudo o que devia ser Liberado, tanto sobre a Terra como no Céu, o foi.
Resta-lhes, agora, coletivamente, atravessar essa Porta: aquela que corresponde ao que o Bem Amado João (ndr: SRI AUROBINDO) havia chamado, há quase dois anos, o Choque da Humanidade (ndr: sua intervenção de 17 de outubro de 2010).

Lembrem-se de que, o que quer que vivam seus próximos, o que quer que vivam seus Irmãos e suas Irmãs do outro lado da Terra, o elemento o mais importante é a Paz: a sua, porque sua Paz regá-los-á da mesma Paz e será – para esses Irmãos e essas Irmãs, como para seus próximos – o elemento o mais importante, para eles e para a Terra.

Nessa segunda parte deste ano que vocês vão viver é a parte a mais rude, mas, ao mesmo tempo, a mais importante e a mais bela que vocês têm a viver sobre esta Terra.
Muitos elementos, muitos contatos serão estabelecidos entre vocês e nós, entre vocês e seus Irmãos das estrelas, de maneira cada vez mais sensível.
Eu diria, cada vez mais evidente e flagrante.

Através disso, vocês dali extrairão, também, ainda mais Paz, ainda mais Luz, ainda mais força e ainda mais certeza.
Não se preocupem com nada mais.
Não é mais tempo de elaborar hipóteses, porque os tempos foram tanto e tanto reduzidos que o tempo de Passagem dessa Porta reduziu-se à sua mais simples expressão até o momento de meu Apelo.
E quanto mais meu Apelo sobrevir de maneira deslocada em seu tempo deste ano, mais vocês podem estar seguros de que a Passagem efetuar-se-á de maneira rápida e sem problema algum.

Então, sim, mais do que nunca, tenho vontade de perguntar-lhes: «vocês estão prontos?».
E, sobretudo: cultivem sua Paz, cultivem seus momentos na natureza, cultivem seus momentos nos quais vocês estão em Comunhão com os elementos e, também, cultivem a Paz entre vocês, cada vez mais, porque tudo decorrerá daí.

Existem vários modos de passar uma porta: com estardalhaço ou sem estardalhaço.
E isso depende apenas de vocês.
A Luz e os sinais do Céu e da Terra não estão aí para dar-lhes medo, nem para aterrorizá-los, mas, realmente, concorrem para a Liberação e para essa Passagem de Porta.

Vocês devem, apenas, como dizia um dos Anciões, ficar tranquilos, estar conscientes e lúcidos do que se desenrola, tanto em vocês como ao seu redor, e acolher isso com Graça e leveza.
Nada procurar, nada esperar, nada projetar, mas, simplesmente, estar aí e, verdadeiramente, aí.

O que quer que vocês tenham que levar em sua vida, estejam aí, presentes a si mesmos.
Estejam aí, plena e inteiramente.
Se vocês aceitam esse simples conselho, então, constatarão, muito rapidamente, que, o que quer que aconteça e advenha (a esse corpo, aos seus próximos, a si mesmos, à Terra), vocês sairão disso, não, unicamente, ilesos, mas regenerados.

Prestem atenção – aqueles de vocês que já foram chamados – ao que vai desenrolar-se em suas noites, às Presenças que vão aproximar-se de vocês: Presenças de Luz que se traduzem – como sabem, porque isso foi perfeitamente explicado pelo Bem Amado João – pelo reforço de seu Som no ouvido esquerdo, no Canal Mariano (ndr: ver a intervenção de SRI AUROBINDO, de 21 de maio de 2012).
Prestem atenção ao que nós temos a dizer-lhes.
Prestem atenção ao que, em seus momentos de Paz, vocês se dizem, a si mesmos, quando vocês estão perfeitamente alinhados, para além de qualquer imagem, para além, mesmo, de ouvir seu nome.

Quando eu digo: «prestem atenção», é seguir as linhas as mais fáceis.
Porque a Luz, vocês sabem disso, é Inteligência.
Porque a Luz é evidência.
E, se vocês se calcam nisso, então, tudo o que terão a efetuar como ação – qualquer que seja essa ação – desenrolar-se-á com a maior das facilidades, a maior, aí também, das evidências.

Cultivando a Paz vocês estarão, cada vez mais, na Paz, e estarão, de algum modo, cada vez mais informados do que se desenrola.
Busquem nosso contato: peçam-no.
Busquem a natureza: vão a ela.
Qualquer que seja o elemento dessa natureza que os atraia, vão a ela: seja a água, sejam os vegetais, os animais, as rochas, pouco importa.
Não resistam ao apelo da natureza.
Não resistam ao que decorre de sua Paz e que os chama, talvez, para os últimos reajustes, para as últimas transformações.
Porque da aceitação disso decorrerá a facilidade.
Vocês se aperceberão disso muito facilmente, muito rapidamente, porque a Luz é Inteligência, mas, também, ela é simples e, se vocês se conformam à Luz, então, sua vida tornar-se-á cada vez mais simples, quaisquer que sejam essas circunstâncias que vocês nomeiam exteriores.

Estejam vigilantes, não no sentido de uma inquietação, não no sentido de uma espera, mas, efetivamente, na Clareza do que lhes oferece a viver a Luz e sua vida, nesses instantes específicos.

Como vocês, talvez, saibam, muito numerosos elementos estão transformando-se.
Eles se transformam sob a ação da Luz, sob a ação da Onda de Vida que nasceu no Núcleo Cristalino da Terra.
Tudo isso nós temos dito, nós temos repetido.

Muitos de vocês estão aqui, sobre esta Terra, unicamente por essa razão: essa Passagem.
Muitos nomes poderiam ser-lhes dados, mas eles não têm qualquer importância, porque o importante não é ser nomeado no que vocês são, mas vivê-lo, realmente, em seu Coração, para além de qualquer definição, para além de qualquer dogma e de qualquer referência.

Vocês podem contar conosco, como nós sabemos que podemos contar com vocês, em seu Alinhamento, em sua Paz.
Nós nada mais lhes pedimos do que irradiar o que vocês São, do que estarem, vocês mesmos, nessa Paz e nessa Alegria.
Nenhuma sombra pode interferir com a Luz.
Nenhuma sombra pode desviar o que se revela sobre a Terra.

A Fusão dos Éteres, o Manto Azul da Graça (que recobriu a Terra e seus ombros) trabalham, agora, de maneira contínua.
Contentem-se, vocês também, de ser essa Paz, contínua e permanente.

O tempo dos conflitos, no Interior de vocês, está resolvido.
E tudo o que será dado a ver e a ouvir, sobre esta Terra (mesmo se possa parecer-lhes estar em conflito ou ser violento) é, de fato, apenas a progressão da Luz e o retorno da Terra aos Mundos Unificados.
Lembrem-se, eu repito, de que tudo decorre e decorrerá de sua qualidade de Paz Interior, de sua qualidade de contato e de Comunhão conosco.
Todo o resto será outorgado à profusão e à vontade.
Então, não se inquietem com nada.

Quanto mais o tempo passa (o tempo desta Terra), mais ele se aproxima dessa Passagem.
E quanto mais o tempo dura, mais essa Passagem far-se-á, coletivamente, na suavidade.
Eu já lhes disse que tudo o que havia sido anotado e escrito pelos profetas está amplamente, hoje, transcendido.
E tudo isso é muito mais leve.

Nós os chamaremos cada vez mais frequentemente.
Nós os contataremos cada vez mais frequentemente, até o momento em que julgarmos – como vocês julgarão – que são suficientemente numerosos a viver esse Apelo e essa Paz para manifestar-nos a vocês, de maneira coletiva.
Mas, para isso, vocês serão prevenidos, vocês sabem, alguns dias antes.

Sigam seu caminho.
Sigam sua vida.
Realizem o que há a realizar, sem preocupar-se com isso.
Pensem, simplesmente, em sua Paz.
Pensem, simplesmente, em nossas Comunhões, em nossas Fusões e verão, por si mesmos, que tudo isso se desenrolará na maior das Alegrias.

Nós sabemos que podemos contar com um número cada vez maior de Irmãos e de Irmãs, de Filhos, para manifestar isso.
Isso não é um esforço, mas é, como eu disse, uma vigilância.

Os tempos que se desenrolam veem a revelação dos Cavaleiros.
Eles veem, também, o fim das resistências à Luz.
Quaisquer que sejam as causas disso (dessas resistências), quer elas estejam em vocês, em seus próximos ou em algumas organizações desta Terra, não se inquietem com isso.
A Inteligência da Luz estará cada vez mais no trabalho e, isso, de maneira cada vez mais flagrante.

Estejam nessa Alegria, porque o tempo chegou e, quanto mais esse tempo dura, mais a Alegria será maior.

Muitos elementos que haviam sido dados – há alguns anos, antes de seu retorno à sua esfera de origem – por ORIONIS, antes que ele cedesse o lugar ao Comandante atual (ndr: Omraam Mikaël AÏVANHOV), foram-lhes dados bem antes das Núpcias Celestes e atualizam-se agora (ndr: ver as intervenções de ORIONIS, de 2005 a 2009).
Então, sim, como dizia o Comandante, há mais de um ano: «tudo está consumado» (ndr: intervenção de O.M. AÏVANHOV, de 2 de abril de 2011).

As três últimas sessões do Manto Azul da Graça realizaram todos os nossos objetivos e todos os seus objetivos (ndr: nas quintas-feiras 5, 12 e 19 de julho último).
O que devia ser Liberado – tanto em vocês como em suas relações, como sobre a Terra – foi Liberado.
A Terra respondeu «sim», vocês sabem, a partir do instante em que a Onda de Vida saiu de seu Núcleo.

Esses tempos que se desenrolam vão fazê-los fazer, também, de certa maneira, descobrir novos modos de comunicar-se entre si e entre nós.
Maneiras mais diretas, que não passam pelo filtro dos pensamentos, que não passam pelo filtro do cálculo, do medo ou da dúvida.
Porque essas novas relações estabelecem-se de Coração a Coração, e não têm mais necessidade do filtro mental e de palavras, passam de qualquer suposição e de qualquer interpenetração.

Essa nova maneira de comunicar-se, entre nós e entre si, tornar-se-á cada vez mais acessível e, aí também, cada vez mais evidente, a partir do instante em que vocês mantêm a Morada de Paz Suprema.
Progressivamente, vocês constatarão que, mesmo o que havia sido nomeado «Interior» e « exterior » (o que acontece em vocês e o que acontece nesse mundo e sobre esse mundo) são, de fato, a única e mesma Verdade; que as distâncias entre vocês, entre nós, entre vocês e a Terra, entre vocês e o que se desenrola sobre a Terra, essa separação entre o Interior e o exterior é arbitrária, e existirá cada vez menos.
Tudo isso lhes aparecerá de maneira cada vez mais clara, tão evidente que, ao final de muito pouco tempo, tudo o que podia permanecer, em vocês, de medos e de dúvidas, desaparecerá, sem qualquer intervenção de sua parte e sem qualquer decisão de sua parte, porque a Majestade da Luz, a Majestade de nossas Comunhões e de nossas comunicações mostrará e demonstrará a vocês que algo é novo e que esse algo de novo preenche-os, ainda mais, de Paz e de plenitude.

Então, sim, vocês estão prontos.
Vocês estão prontos assim que a Paz esteja aí.
Vocês estão prontos assim que não haja mais interrogação sobre o amanhã, qualquer que seja sua situação, qualquer que seja sua localização sobre esta Terra.
Quer vocês sejam, ou não, afetados pelos elementos, vocês encontrarão, em si, todos os recursos, porque, porque não farão mais diferença entre o dentro e o fora.
Vocês se tornarão, de algum modo, permeáveis e Transparentes.
E é nessa Transparência que se encontram a Humildade e a Simplicidade.
Não a Transparência de palavras, não a Transparência de relações normais e habituais (tais como vocês têm conhecido), mas, efetivamente, essa tonalidade específica, de momento, ainda sutil, mas que se torna cada vez mais perceptível.

Então, sim, vocês estão prontos, a partir do instante em que se tenham prontos.
E ter-se pronto nada mais é do que manifestar a Paz.
Nada mais é do que estabelecer nossas Comunhões, nossas comunicações, nossas Fusões, entre nós e vocês e, eu repito, entre vocês, aqui, sobre esta Terra.

Não se esqueçam de respirar.
Não se esqueçam de sentir-se viver, através, tanto de suas Vibrações como de sua Consciência ou, ainda (para aqueles que viveram isso), esse estado de Dissolução no Absoluto.

Cada vez mais numerosos, vocês começam a perceber momentos nos quais tudo lhes parece desaparecer, nos quais seu corpo não responde mais, nos quais seu mental não responde mais.
Nesses momentos, saibam, também, que vocês são chamados, pela Terra e o Céu, à sua Eternidade.

Então, não resistam.
Estejam alinhados, estejam presentes, estejam vigilantes e deixem-se levar por essa Onda.
Assim, vocês estarão na exata ação e na exata retribuição do que vocês realizaram até o presente.

Então, sim, vocês estão prontos se, em vocês, tudo o que podia ser conflito ou resistência, parece-lhes afastar-se, a cada dia um pouco mais, de seus pensamentos, de suas ações.
Então, sim, vocês estão prontos se sua serenidade está aí e se ela não pode ser contaminada por qualquer questionamento, qualquer interrogação.

Então, sim, vocês estão prontos, se estão em seu corpo, em sua vida, em seu presente.
É o único modo de não dar tomada a algo de oposto à Luz.
É o único modo de manifestar sua Unidade e, pra alguns de vocês, esse Absoluto.
Assim, vocês consumarão, inteiramente, o por que vocês estão, hoje, sobre a Terra.

Durante seus momentos de Alinhamento (para aqueles que os prosseguem, às 19 horas, hora francesa), nós estaremos, aí também, cada vez mais presentes ao seu lado (ndr: ver a rubrica “protocolos prioritários / Comunhão Coletiva ao Manto Azul da Graça e à Onda de Vida”).

Vocês nada terão a pedir-nos: nós estaremos aí, a partir do instante em que entrarem nesse Alinhamento coletivo.
Vocês são, aliás, cada vez mais numerosos a sentir nossas Presenças, durante esses momentos, independentemente de nosso Apelo noturno.

A cada dia, de onde estamos, nós vemos cada vez mais Irmãos e Irmãs, meus Filhos, que capitulam e abrem-se para a Luz e que vivem essa Luz, ilustrando, assim, o que nós havíamos dito, com o Arcanjo MIGUEL, concernente às três últimas sessões do Manto Azul da Graça: cada vez mais Irmãos e Irmãs abrem-se para a possibilidade da Liberdade e da Liberação.

O Céu e a Terra vão dar-lhes razão.
Ninguém poderá contestar, dentro de muito poucos dias, a realidade e a Verdade do que havia escrito o Bem Amado João e do que lhes havia dito ORIONIS, no ano precedente às Núpcias Celestes, nesse mesmo dia 15 de agosto, que eu os convido a reler, atentamente (ndr: sua intervenção de 8 de agosto de 2008).

Aí estão as simples palavras que eu tinha a pronunciar.
O mais importante é nossa Comunhão, que nós estabelecemos agora.
Eu voltarei visitá-los em alguns dias para, eventualmente, responder às suas interrogações concernentes a esse tempo que vocês têm a viver, porque estou certa de que, durante esses alguns dias, vocês vão pôr em prática o que eu lhes perguntei e vocês constatarão, então, muito rapidamente, os efeitos, muito mais do que puderam sentir até hoje.

Eu abençôo sua Presença.
Eu rendo Graças à sua Graça.
E eu lhes digo até alguns dias.

Vivamos, juntos, um momento mais intenso, além da Comunhão, na Fusão e na Dissolução de nossa Unidade comum.

... Partilhar da Doação da Graça...

Eu sou MARIA, Rainha dos Céus e da Terra.
Até alguns dias.
Até breve.
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