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9 de jul de 2006

O.M. AÏVANHOV – 9 de julho de 2006


DO SITE AUTRES DIMENSIONS.

Áudio da Mensagem em Português

Link para download: clique aqui

(CIRURGIA PLÁSTICA - CONTRATO DE ALMA - DÚVIDAS DE CANALIZAÇÃO - MEMÓRIA CELULAR - TERAPEUTA E A LUZ - EMOÇÕES X DIVINDADE - ENCONTRAR O SER INTERIOR - LOJA NEGRA).


Agora, se quiserem, vamos tentar dialogar juntos, de maneira a responder às suas interrogações e às suas questões.
Agora e já, eu lhes deixo a palavra, de maneira a poder trocar.
Então, se quiserem, vamos.

Questão: a intervenção de cirurgia estética que eu previa é correta?

Cara amiga, esse gênero de operação não é decidido pela exigência do corpo, eu diria, mas decidido, efetivamente, pelo que você quer fazer ou fazer dizer a seu corpo.
Apenas você é que pode saber o que é correto ou não correto.
Tudo depende, obviamente, do que você quer mostrar.

Qual é a finalidade precisa desse gênero de intervenção?
Será que é para mostrar uma imagem diferente do que você é, no exterior?
Será que é para sentir-se um pouco melhor no interior de seu corpo que você faz isso?

A questão preliminar e primeira é, verdadeiramente, definir porque você faz isso.
Você o faz para si ou faz para o exterior?
Isso é extremamente importante a compreender.

Em seguida, colocar-se essa questão vai levar a uma segunda, se você o faz para si, isso quer dizer que você não se sente bem tal como você é?
Agora, se você o faz para o exterior, há a segunda questão: «em que eu tenho necessidade de mostrar outra coisa, que não o que eu sou, ao exterior?».
Aí estão as duas questões, se quer, que são indispensáveis de responder antes de ir fazer modificar a imagem de seu corpo, porque é algo de extremamente importante.

Sentir-se bem, através da modificação que, hoje, tornou-se possível em diferentes níveis de seus corpos, será que é algo que vai fazer de forma a que vocês estejam, realmente, melhor?
Para algumas pessoas pareceria que sim, que isso é, realmente, a realidade.

Agora, a questão a mais importante: será que você o faz, realmente, para você, ou será que o faz para o exterior?
Porque, obviamente, se você fizesse isso para algo de exterior, seria um erro.
Agora, se você o faz para si, é preciso colocar-se a questão, efetivamente, por que querer sentir-se bem?
Isso quer dizer que se sentia mal antes, com esse corpo, concorda?

Agora, é preciso decidir isso tranquilamente.
Eu não posso dar-lhe a resposta, «sim, é preciso ir fazer» ou «não, não é preciso ir».
Obviamente, isso depende de suas aspirações em relação a isso.

Se você tem a impressão de que sua vida será melhor, que seu ser Divino estará melhor, através dessa operação, então, faça-a.
Mas, fundamentalmente, eu responderia que nenhuma operação desse gênero dá-lhe a Divindade interior mais manifesta.
Isso está claro.

Agora, é preciso, efetivamente, colocar-se a questão no plano mais espiritual e no plano da alma, mas ao nível dos casulos não há contraindicação, eu creio.

Questão: como saber qual é nosso contrato de alma?

Aí está uma questão ao mesmo tempo extremamente longa, extremamente breve.

Então, a finalidade de toda encarnação é, obviamente, reencontrar, realizar sua Divindade interior, é o único contrato de alma de toda alma na encarnação.

Agora, há caminhos que são extremamente diferentes, é claro; há caminhos mais ou menos curtos, mais ou menos longos.
É, efetivamente, importante compreender que o que vocês chamam contrato de alma é, certamente, uma linguagem que é empregada por algumas pessoas, para tentar encontrar o caminho delas, mas, de fato, há apenas um único caminho: é o de encontrar o ser interior e, sobretudo, nessa última encarnação, antes do advento da quinta dimensão.

Então, falar de contrato de alma, de família de alma, de contrato de alma a alma parece-me profundamente deslocado.
Isso é uma visão da alma rebaixada ao nível da personalidade.
A alma tem, simplesmente, que reencontrar sua Divindade interior, e é a mesma coisa para toda alma, o resto não é importante.

Eu posso acrescentar, simplesmente, que, mesmo se eu lhe dissesse que seu contrato de alma é completamente outra coisa do que aquilo que você esperava que eu respondesse, por exemplo, partir para viver no México, será que você o faria?
Aí está porque é uma questão que parece um pouco divertida, eu diria, e que exprime mais os desejos da personalidade e não da alma.

Questão: é correto que eu deixe entidades exprimirem-se por minha voz?

Cara amiga, para deixar exprimir-se algo que lhe fala no interior, pela voz, é muito importante saber quem lhe telefona ou quem lhe fala, antes de deixá-lo exprimir-se, obviamente.

Agora, uma vez que você esteja segura, eu diria, da fonte que se exprime através de você, não há oposição em deixar exprimir-se, claramente, essa entidade.
Mas compreenda bem que o que é ouvido no interior traduz uma espécie de contrato, desta vez, que é estabelecido com essa entidade e, antes de estabelecer esse contrato, é importante saber onde você põe os pés, obviamente, e ao que você se engaja.
Porque, como eu deixei entender, não há apenas entidades da Luz que procuram, hoje, manifestar a presença delas e o ensinamento delas ao nível dos seres humanos.
Inúmeras entidades são, de fato, a personalidade da pessoa, disfarçada em entidade.
Em seguida, inúmeras entidades não fazem parte da Luz de Cristo, a Luz Crística, mas do que se convencionou chamar a loja negra e, aí, isso seria misturar sua alma a coisas extremamente perigosas.

Obviamente, então, cabe-lhe, em sua alma e consciência, no momento em que aparece esse processo, fazer, de algum modo, eu diria, uma espécie de ritual de oração, para assegurar-se de que a presença que está aí está, efetivamente, em relação com a presença de Cristo e a Luz de Cristo.
Isso é importante e fundamental, mas não deixar-se abusar pelas palavras porque, obviamente, os membros da loja negra não vão dizer-lhe que eles são da loja negra, eles vão dizer-lhe que são de Cristo, também.
Então, não se fie nas palavras, fie-se no que se chama o sentir.

«No momento em que tenho essa presença, essa incorporação ou esse início de processo de canalização, qual é a impressão, em todos os sentidos do termo, que isso dá no interior de meu ser?».
O importante não são, tanto, as palavras, o importante não são, tanto, os tipos de ensinamento (porque os membros da loja negra são, também, capazes de dar informações que são perfeitamente exatas), o importante é a finalidade, o importante é o objetivo revelado desse processo, mas, também, sentir em seu corpo, em seu espírito e em sua personalidade qual é o efeito desse contrato.
Será que é algo que vai ao sentido de seu desabrochar?
Será que é algo que vai ao sentido de sua maturação, no sentido espiritual?

Aquele que recebe o ensinamento, exceto se todos os seus chacras estejam abertos, tem dificuldade, grande dificuldade para sentir o que vem da sombra, da Luz e, portanto, é você o filtro essencial e, portanto, é um contrato, desta vez, em todos os sentidos do termo, que você estabelece com essa entidade, mas, também, com a pessoa a quem você retransmite o ensinamento.
E, aí, eu diria que é preciso estar extremamente vigilante em relação ao processo que traduz a incorporação ou a canalização, mas, também, o resultado desse processo, ou seja, quais são as manifestações que sobrevêm depois?
Há paz, serenidade?
Há confiança que aparece, e tudo o que corresponde à maturidade?
Ou, ao contrário, há um estado de inquietação ainda maior?
Será que isso a torna ainda mais, eu diria, apegada a comportamentos que não são normais?
Porque, aí, isso não será a Luz, obviamente.

Questão: o que você pensa de trabalhos feitos sobre a memória celular?

O importante não é pôr o dedo onde isso dói, o importante é pôr o dedo onde está o Pai, não é, de modo algum, a mesma coisa, porque vocês poderão encontrar milhares de lugares nos quais vocês têm dor e isso pode durar milhares de anos.
Seria uma ilusão grave crer que vocês vão, no espaço de uma vida – e eu não falo, mesmo, de uma sessão ou de dez sessões, eu falo, diretamente, de uma vida – pôr o dedo por toda a parte em que isso dói.
Vocês não chegarão, jamais, a uma liberação, pondo o dedo onde isso dói, porque há muitos lugares nos quais isso dói.
O importante é pôr o dedo onde está o Pai, é a frase de Jesus, que eu repito todo o tempo: «busquem o reino dos céus, e o resto ser-lhes-á dado em acréscimo».

É muito sedutor, hoje, para o espírito, com as diversas técnicas e métodos que foram desenvolvidos, querer compreender o que não é acessível à lógica pura, seja o que você chama de memória celular ou de outras técnicas – mesmo de medicina – que consistem em identificar as coisas invisíveis, impalpáveis e incognoscíveis, diferentemente, que não por esses meios.

Mas, eu repito, a análise desses sintomas é algo que não conduz à liberação.
A liberação encontra-se através da frase de Cristo «busquem o reino dos céus, e o resto ser-lhes-á dado em acréscimo» e não através da análise de dores de todos os dias ou de dores de uma vida, porque isso pode tomar-lhes toda uma vida, ou mesmo vidas para decodificar tudo isso, e não é porque vocês decodificarão o por que há, em tal lugar, tal sofrimento, que irão melhor.
Isso é uma armadilha, ainda uma vez, do que se chama o mental.

O mental mente-lhes, inúmeros seres disseram isso, o mental faz apenas isso, vocês jogam com o mental com essas técnicas aí, vocês se divertem com o mental.
Vocês têm a impressão de liberar pequenas coisas, têm a impressão de serem como Deuses, de compreender porque tal coisa não funciona e funciona depois, mas o que acontece, realmente?
É um trabalho puramente mental, mesmo se vocês se sirvam da energia, o mental vai conduzi-los a glorificar-se, entre aspas, por encontrar tal sofrimento em tal lugar ou tal problema em tal lugar e porque tenho medo de sorrisos, ah, sim, compreendi, isso vem de tal momento em que eu vivi e vocês vão fazer jogar o mental, cada vez mais.

Mas é uma liberação, eu diria, totalmente ilusória.
Jamais, qualquer doença nem qualquer problema puderam desaparecer assim.

Questão: em que minhas atividades de terapeuta participam de meu desenvolvimento espiritual?

Numerosos são os seres terapeutas, em especial, que imaginam que encontram a Luz aportando a Luz ao outro, aportando a iluminação ao outro.
É verdadeiro para o aprendizado, mas, a um momento preciso, convém voltar-se para si e encontrar sua própria Luz e não querer, a todo custo, prender-se ao outro para ali olhar-se.

É importante compreender que o caminho para sua própria Divindade não passa, absolutamente, pela ajuda ao outro, isso é uma crença ligada à personalidade, que quer colocar-se naquele que vai salvar a humanidade toda, inteira.
Houve um que fez isso para todo o planeta, e era o papel dele, não é, absolutamente, o seu.

Contrariamente ao que podem dizer as escrituras, vocês têm o dever de amar seu próximo, mas amar não quer dizer socorrer, amar não quer dizer tratar, amar é considerá-lo como uma imagem do Pai, como vocês, não mais, não menos.
E, agora, você entra na etapa de seu caminho espiritual que deve fazê-la inclinar-se em sua própria Luz interior, através de si mesma e não através dos outros.
É algo que não pode passar pelo consciente ou pelo mental, é uma atitude de espírito que deve tornar-se como um segundo dogma de sua vida, ou seja, aceitar todos os prazeres que a vida dá ao nível da materialidade, ou seja, aceitar descer nas profundezas da matéria, mas, também, ver, através de algumas feridas que foram vividas, as possibilidades de superação e não as limitações.

Não há regra precisa, mas digamos que se vá ajudar esse caminho através do fato de encontrar a própria Luz no interior e não no exterior, ou seja, a necessidade, como você a sente, já, nesse momento, de voltar-se, ainda mais, para seu interior, o que não quer dizer excluir-se do mundo, o que não quer dizer não mais ver ninguém, mas atribuir um lugar mais importante ao que acontece no interior de você, estar à escuta de seu ser interior, para ali encontrar a Luz.

Questão: em que as cóleras interiores podem cortar do plano
Divino?

Bem, cara amiga, há algo de importante a compreender, e tudo o que é de natureza de manifestação de emoção é, necessariamente, algo que os corta da Divindade.

A Divindade não é uma emoção, é evidente que a emoção tem por objetivo fazê-los agir em um sentido ou no outro.
Em especial a cólera, que é uma emoção, visa deslocar o sistema interior, assim como a tristeza, assim como a apreensão, assim como qualquer outra emoção.
Não é por acaso que todos os místicos orientais disseram que, para encontrar a Divindade interior, era preciso fazer calar a cólera.
Depois, uma vez que se tenha encontrado o ser interior, efetivamente, a cólera pode manifestar-se.
Olhem Jesus, por exemplo, quando ele expulsou os mercadores do templo e, isso, foi depois dos quarenta dias do deserto, depois que ele havia encontrado a totalidade da Divindade que Ele era.

Agora, é importante compreender que nenhuma emoção pode permitir-lhes aproximar-se da Divindade, mas, também, o excesso de uma emoção vai impedi-los de aproximar-se de seu ser interior.
A cólera, o ressentimento, a tristeza, mas, também, o prazer são elementos que vão impedi-los de tocar a Divindade, porque a Divindade manifesta-se apenas a partir do momento em que há a calma, ou seja, quando não há mais manifestação dos elementos no exterior de sua vida e, também, no interior de vocês.

Então, efetivamente, há filtros que são colocados, os filtros os mais importantes são aqueles que vocês mesmos geram, de maneira consciente ou inconsciente, através do excesso de um ressentimento, do excesso de uma emoção, do excesso de preocupação ao nível do mental que os afasta tanto da Divindade.
O único problema que todos os seres humanos têm – e eu, também, antes de conhecer a iniciação, eu encontrei –, mas tranquilizem-se, é comum a toda vida humana, é que, enquanto vocês creem que a Divindade pode ser encontrada por um esforço do mental, por um esforço de consciência, vocês se enganam, porque a Divindade não se encontra ao nível de consciência no qual vocês funcionam habitualmente.
Ou seja, não esperem, jamais, encontrar o ser interior através do que vocês são, do que fazem, através do ser que constitui sua personalidade.

A alma revela-se apenas quando a personalidade não existe mais.
A partir do momento em que vocês formulam um pedido, é a personalidade que o pede, não é, eu diria, a alma.
Portanto, não pode ali haver, eu diria, manifestação da Divindade interior enquanto o espaço e o tempo não pararam, ou seja, enquanto vocês se servem do mental que vem do futuro, enquanto vocês se servem de emoções que vêm do passado.

Então, obviamente, é muito divertido, muito tentador ter técnicas energéticas, técnicas mentais, técnicas emocionais que os fazem crer que vocês se aproximam de seu ser interior, mas, em momento algum, isso é possível porque, para encontrar a Divindade, é preciso que vocês acedam a outro estado de consciência, que é um estado de consciência puramente transcendente e que não se importa com sua experiência passada, que não se importa com suas construções futuras, que não se importa com sua pequena personalidade, com seus pequenos modos de funcionamento.
E isso não é pejorativo, simplesmente, eles são, efetivamente, pequenos.

O que eu quero dizer com isso é que, encontrar o ser interior, encontrar sua própria Divindade necessita de fazer o silêncio, necessita de destruir, como dizia Krishnamurti, tudo o que está ao redor, ou seja, todos os modelos.
Encontrar o ser interior é encontrar a pequena porta estreita, aquela que conduz ao coração e, para conduzir ao coração, é preciso fazer calar tudo o que não é o coração.

Aí está o que eu tinha a dizer.
Então, o ser interior, efetivamente, pode-se, por vezes, vislumbrá-lo, senti-lo, mas ele não se instala, jamais, duradouramente, porque, se ele se instalasse duradouramente, vocês sentiriam algo de inefável, no qual vivem os grandes Mestres que estiveram encarnados sobre esta Terra, ou seja, o Samadhi, a alegria interior, a plenitude do conhecimento e, também, a onisciência.

Realmente, vocês acreditam que o que eu ensinei em minha vida eu o li nos livros?
Não, absolutamente.
É quando eu me conectava nessa esfera interior, nessa música interior que eu tinha acesso a toda a informação.

Então, agora, se vocês procuram a informação através de técnicas e de métodos, isso prova, simplesmente, que vocês não estão no ser interior e que creem aproximar-se dele recorrendo a essas técnicas, mas vocês se afastam dele.

A Divindade encontra-se apenas no silêncio, o ser interior aspira apenas ao silêncio, inspira apenas à pureza.
No mental não há pureza, mesmo se as imagens sejam muito belas, é um novelo, eu diria, sem fim, querer desenrolar o mental, isso pode ir muito longe, até perder o fio de sua alma.

Então, efetivamente, eu posso conceber que, para muitos de vocês que se lançaram em processos ligados ao mental, mas que se chamava a Divindade, isso pode ser muito perturbador.
Mas viu-se um único ser humano manifestar a Divindade após esse gênero de trabalho?
Sejam lúcidos.
Viu-se um único ser no Samadhi após um trabalho como esse?
Que me mostrem.

Questão: poderia falar-nos de Djwahl Khul?

Agora, aquele a quem vocês chamam Djwahl Khul, a que pertence ele?
Ele pertence à ordem de Melquisedeque, à ordem Crística ou a uma ordem anticrística?
É preciso ver as coisas tais como elas são: a realidade do que se chamou a loja negra nos planos históricos.
É preciso remontar, agora, a bem antes, mesmo, de meu nascimento, no fim do século XIX: havia, no Ocidente, duas correntes que se opunham, uma corrente de natureza Crística  que era ligada à ordem de Melquisedeque e que foi encarnada de maneira magistral por um grande professor e um grande Mestre que foi Rudolf Steiner – e, do outro lado, obviamente, o pendente da Luz era a sombra (ele foi encarnado por Helena Blavatsky e, em seguida, por Alice Bailey, que estavam na Inglaterra, enquanto Steiner, lembrem-se, estava na Alemanha).
E seguiu-se a isso uma batalha cósmica, terrestre, extremamente violenta, entre os defensores da ciência Crística com Steiner e, do outro lado, os defensores da loja Oriental, que eram, assim dizendo, os Mestres da hierarquia, eles faziam parte da sombra.

E, hoje, qual é a finalidade?
É preciso ser razoável, a finalidade de Cristo é a de fazê-los realizar sua Divindade interior, através da palavra Crística e através de sua própria Divindade, ou seja, ir para o desabrochar de seu ser interior.

O outro constrói elaborações mentais, tipicamente luciferianas, servindo-se, efetivamente, de uma mecânica que é totalmente correta e que é ligada, em especial, à astrologia esotérica e à psicologia esotérica, mas cuja finalidade é profundamente equivocada, ou seja, a finalidade é a de levá-los ainda mais ao mental e aos meandros do mental.

Não é porque as palavras empregadas não recorram à palavra Luz, não é porque as palavras empregadas não recorram, mesmo, à palavra Cristo, mas a finalidade, será que ela torna extremamente despertos os seres que seguem esses ensinamentos?
Então, olhem os seres que seguem o ensinamento de Steiner que, no entanto, não são, a priori, seres transcendentes, mas que seguem o ensinamento de hoje, o que vocês chamam antroposofia, através do ensinamento, através da cultura, através da nutrição.
Eles estão, de qualquer forma, mais na Luz do que aqueles que seguem o ensinamento do que se chama a teosofia, que estão, profundamente, ao oposto.

Então, quando vocês falam de Mestres dos sete raios, saibam que se referem ao que se chama a loja negra e, unicamente, à loja negra.
Não há milagre e, sobre a Terra, há três forças e não uma a mais.
Há as forças Crísticas, representadas pelos apóstolos de Cristo, os diferentes santos que houve em sua história, mas, também, pelos Mestres de sabedoria que estiveram encarnados em diferentes épocas, que estiveram em uma linhagem contínua de transmissão e de despertar da Divindade do homem.
Do outro lado, havia os Mestres, assim dizendo, de sabedoria que queriam fazê-los esquecer-se, através de palavras pomposas, através de ensinamentos esotéricos, por vezes, maravilhosos, queriam afastá-los de sua Divindade interior.

Isso pode parecer duro a dizer, mas é a estrita verdade.
Então, há duas forças, as forças da ordem de Melquisedeque – que são ligadas ao Ancião dos Dias, que são ligadas a Abraão, a Moisés, a Jesus, a São Francisco e a outros – e, depois, do outro lado, há a mesma perpetuação, mas a filiação perde-se, obviamente, em fontes que não são luminosas.
Há uma confusão possível entre Cristo e Sananda, mas eu falo do Sananda da loja negra.
São seres que têm única vocação de fazê-los perder o fio condutor ao Cristo e à Divindade interior.

Agora, vocês aceitam isso ou não o aceitam, mas é a estrita verdade.
Será que sua vida torna-se luminosa, frequentando esses seres?
Será que vocês se tornam seres desabrochados, transcendentes, irradiantes de Luz, aquecidos, que irradiam o amor ou não?

O ensinamento Crístico é profundamente desabrochante.
Agora, a finalidade não se vê através de algo tão simples.
Se todo ser humano tivesse a capacidade de sentir, instantaneamente, as forças luciferianas, diferenciá-las das forças Crísticas.
Na finalidade, as forças Crísticas são desabrochantes, irradiantes.
As forças luciferianas fazem-nos perder a conexão à matéria que vocês vieram aqui para espiritualizar.

O que se chamam as forças luciferianas não são forças que vão levá-los para o diabo – é, ainda, outra coisa, isso é a terceira força – agora, as forças luciferianas têm apenas um objetivo: é o de desprendê-los da matéria, ou seja, fazê-los evoluir sem a matéria.
Qual é o melhor modo de fazê-los evoluir sem a matéria?
É dizer-lhes para desembocar em uma espécie de profundeza esotérica, intelectual, emocional, mas desprovida da conexão espiritual à matéria, que evolui por aquele que gerou a encarnação há cinquenta mil anos, mas, também, pela linhagem Crística.
O ensinamento dos Mestres de Órion é extremamente importante em relação a isso.

Agora, não se esqueçam, jamais, de que o nível de julgamento que vocês formulam é função do nível no qual vocês estão, o que vai parecer-lhes, um dia, como bom, pode parecer-lhes, em dez anos, como algo de mau, de acordo com seu nível vibratório.
O que não quer dizer que, se vocês sentem algo de muito bom, que isso será bom, é muito difícil, são assuntos extremamente complexos.
Mas, em todo caso, o que vocês podem manter no espírito é: quanto mais vocês evoluírem com as forças da Luz Crística, mais seu ser tornar-se-á irradiante.
Quando eu digo irradiante, é fácil sentir as energias ao nível da coroa, porque, de todos os modos, as forças da sombra passam pela coroa, elas não passam alhures.

Em contrapartida, uma coisa que não poderão, jamais, as forças da sombra, é passar pelo coração.
O coração é o espaço sagrado interior e, se seu coração não vibra, se, quando vocês reencontram Cristo, não têm o coração que explode, é que não é Cristo, é tão simples assim.

Se vocês estão com um ser missionado por Cristo e sentem seu coração que se abre, aí, vocês estão em face da verdade.
Em contrapartida, se têm a impressão de estar na profundeza do ensinamento, mas seu coração permanece seco, nada sentem na região do coração, coloquem-se a questão.
Agora, se vocês são guiados por Cristo, não haverá mais, jamais, qualquer dúvida em vocês e é falso dizer que esse caminho espiritual – a descoberta do ser interior – possa tomar anos.

Hoje, neste período de urgência, encontrar o ser interior pode fazer-se em cinco minutos, sim, mas na condição, primeira, de parar o mental, na condição, em segundo lugar, de parar as emoções e, três, de estar no silêncio interior e, quatro, de saber, sobretudo, quem vem a vocês, porque as entidades estão por toda a parte, por toda a parte.

Agora, inúmeros seres que canalizam essas entidades são seres de Luz que foram abusados, porque não tinham as capacidades de fazer a diferença entre uma entidade de Luz que desce pelo sétimo chacra e uma entidade da sombra que desce pelo sétimo chacra, porque é exatamente a mesma sensação.
A única diferença situa-se no coração, não se situa nas palavras, não se situa na finalidade aparente do que é dito, mas na vibração da alma ao nível do coração.

A corrente arimaniana é a terceira força, de que eu não falei: isso são forças involutivas que, mesmo o mais estúpido da Terra é capaz de discernir.
É aquela que leva a uma fossilização, a uma denegação da vida e a uma fossilização da vida; é o que vocês veem todos os dias, no exterior, são as forças que procuram submeter o homem à matéria, para fossilizá-lo na matéria.
Isso, são as forças que estão no trabalho todos os dias, ao redor de vocês, isso não coloca problema ao nível identificação.

Questão: poderia falar-nos de Babaji?

Babaji é um grande Mestre, que eu encontrei em minha vida: foi um dos mais belos encontros que eu tive quando fui à Índia.
Babaji era um muito grande neófito.
Babaji – e outros, que eu encontrei durante esses dois anos que eu passei na Índia – o que eu posso dizer dele, simplesmente, é que era – e isso bastará – um ser de coração.

A partir do momento em que vocês encontram um ser de coração, o resto segue.
Sim, eu creio que se pode dizer isso: diferenciar um ser ou um Mestre da Luz Crística e um Mestre da Luz da sombra ou da luz luciferiana situa-se, unicamente, ao nível do coração.
A diferença faz-se nesse nível.
Ela não se faz de acordo com a aparência física ou de acordo com as obras, porque é muito fácil, quando se tem o dinheiro, criar – recorrendo ao dinheiro dos outros – hospitais, universidades e lugares para recolher os doentes; é muito fácil com o dinheiro dos outros.
A importância da obra não é essencial, o que é essencial é o que é transmitido pelo coração a outro coração.
Babaji fazia parte dessa linhagem.

Bem, caros amigos, eu lhes agradeço por essa discussão.
Vocês sabem como eu aprecio essas trocas entre nós.
Vou aportar-lhes toda a minha bênção e, sobretudo, todo o meu amor, para vê-los progredir para seu interior, para essa Luz que é tão indispensável descobrir hoje.
Então, sejam abençoados e continuem seu caminho interior, eu lhes digo até breve.
___________________
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4 comentários:

  1. 1 - O mental mente-lhes, inúmeros seres disseram isso, o mental faz apenas isso, vocês jogam com o mental com essas técnicas aí, vocês se divertem com o mental. 2 - Contrariamente ao que podem dizer as escrituras, vocês têm o dever de amar seu próximo, mas amar não quer dizer socorrer, amar não quer dizer tratar, amar é considerá-lo como uma imagem do Pai, como vocês, não mais, não menos. 3 - A cólera, o ressentimento, a tristeza, mas, também, o prazer são elementos que vão impedi-los de tocar a Divindade, porque a Divindade manifesta-se apenas a partir do momento em que há a calma, ou seja, quando não há mais manifestação dos elementos no exterior de sua vida e, também, no interior de vocês. 4 - Portanto, não pode ali haver, eu diria, manifestação da Divindade interior enquanto o espaço e o tempo não pararam, ou seja, enquanto vocês se servem do mental que vem do futuro, enquanto vocês se servem de emoções que vêm do passado. 5 - No mental não há pureza, mesmo se as imagens sejam muito belas, é um novelo, eu diria, sem fim, querer desenrolar o mental, isso pode ir muito longe, até perder o fio de sua alma.

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  2. Toda a Mensagem Magnífica. Ressalto minha vivência. 'Mente, porque você mente, para mim?'Eu a questionava, pois a noite, nos primeiros meses, morando na zona rural, saindo da Capital/SP, ouvia tantos ruídos e como desconhecia-os, logo imaginava, que era alguém, querendo furtar, rsrsrsr, agora...De manhã, ao sair de dentro de casa, percebia que os animais, eram caçados, pois havia vestígios de penas, pelos,... Não se deve, acreditar, em tudo o que a mente apresenta....

    Babaji, no Coração.
    Noemia

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  3. Então, como foi gratificante, fazer esta releitura... Quantas descobertas, e com a clareza, da necessidade de 'mudança de rumo'...

    «...Busquem o reino dos céus, e o resto ser-lhes-á dado em acréscimo».

    Amém!!!

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  4. ...devemos lembrar aqui que uma das ESTRELAS foi conhecida em sua ultima encarnação como MA ANANDA ..que tirou fotos e ate foi filmada ao lado de Yogananda a qual ela chamava de "PAI",e esse era um discípulo de Yuktéswar, que por sua vez era discípulo de Lahiri Mahasaya e que por fim era discípulo de BABAJI...logo deixa claro que eram Seres de Luz..

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