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17 de ago. de 2012

TERESA DE LISIEUX – 17 de agosto de 2012



Mensagem publicada em 18 de agosto, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Áudio da Mensagem em Francês
Link para download: clique aqui


Eu sou TERESA DE LISIEUX.
Irmãs e Irmãos encarnados, eu lhes apresento minhas homenagens e meus respeitos.

Eu venho exprimir-me, hoje, a pedido das Estrelas e, de algum modo, prosseguir o que eu já tive a oportunidade de exprimir, concernente ao Pequeno Caminho ou o Caminho da Infância.

Eu venho falar-lhes de apagar-se do efêmero para viver na Luz.
Isso se junta, é claro, ao Caminho da Infância, à Humildade e à Simplicidade, o que eu havia nomeado, em minha encarnação: «O Pequeno Caminho».
É, de fato, o Caminho, talvez, ao mesmo tempo o mais fácil, mas, também, o mais difícil, de acordo com o lugar, de algum modo, no qual vocês se situam.

Apagar-se do efêmero não quer dizer fazer desaparecer esse corpo ou fazer desaparecer sua vida.
Não é, tampouco, abandonar sua vida, mas é, efetivamente, desaparecer de sua vontade, desaparecer, também, do efêmero dessa história.
É considerar-se como nada menos do que um grão de poeira, em uma Humildade Verdadeira, na capacidade de fazer-se muito pequeno, para deixar todo o lugar para a Luz e Viver na Luz.

É claro, conforme o lugar em que vocês se situam, isso pode representar algo que é uma abnegação difícil.
Para isso, é preciso aceitar que vocês nada podem conhecer da Verdade, da Luz.
Vocês podem apenas exprimir uma sede, uma sede de Luz, uma sede de Absoluto, uma sede de Verdade, mas vocês não podem tocá-la com o dedo, nem com o olhar.
Apenas o Coração pode.

Então, apagar-se do efêmero é reconhecer que vocês nada são, é reconhecer que aquilo em que creem, para o que vivem, ao que aspiram é, de fato, apenas algo de muito limitado, em relação à imensidade da Luz.

Foi dito que a Luz não é desse mundo, porque a Luz que sustenta os Mundos, que sustenta a vida não pode ser exprimida ou vista aqui mesmo.
Então, é claro, existem numerosos Caminhos: seja a devoção, seja a oração.
Mas, hoje, mais do que nunca, com a aproximação dos prazos que, talvez, vocês percebam e sintam, ligados à Liberação da Terra, é, talvez, mais fácil, porque a Luz está, efetivamente, muito mais próxima, muito mais presente, se posso dizer, em seus efeitos, em suas manifestações através desse corpo e através de sua consciência.

Apagar-se do efêmero é, já, aceitar que nada do que vocês conhecem, do que vivem pode durar e existir, uma vez que vocês tenham cruzado as portas que se chamava a morte, mas que vocês podem chamar seu Re-nascimento.
Como foi dito, de numerosos modos, vocês não podem manter uma lagarta e tornar-se uma borboleta.
Aí também, apagar-se do efêmero é apagar-se da lagarta.
Não é pôr fim à lagarta, porque isso seria contrário à Luz, mas é, simplesmente, deixar sua vida viver-se, deixar a Luz agir.

Viver na Luz é não mais interferir, justamente, por si mesmo, com a Luz.
É deixar para a Luz todo o lugar, a fim de que a Inteligência dela aja em sua vida.
É não mais querer agir por si mesmo, mas deixar a Luz agir.
É não mais desejar por si mesmo, mas deixar o desejo da Luz trabalhar através de vocês.

Esse apagamento é que vai estabelecer – através da Humildade, da Simplicidade – essa famosa Transparência, que vai fazer com que nada do que é efêmero (e, em especial, sua própria história, qualquer que seja sua idade), nada do que pertence ao que é seu hábito, seu conhecido, possa frear ou retardar a ação da Luz.

Viver na Luz é, efetivamente – e, sobretudo hoje, nesse mundo dito moderno – não mais demonstrar uma vontade pessoal, mas, efetivamente, deixar exprimir-se a vontade da Luz.
Ora, quem pode dizer que conhece a vontade da Luz, enquanto ela não é vivida, inteiramente?

Voltar a tornar-se uma Criança é voltar a tornar-se essa espontaneidade, é reconhecer que o que vocês vivem, em sua vida comum, não pode, de modo algum, dar-lhes acesso à Luz.
Mas é, contudo, não demitir-se de tudo o que vocês têm a fazer.
É fazê-lo, de algum modo, como diriam nossos Irmãos e Irmãs orientais, e não estar implicado na Ilusão.
Mas é, também, a cada minuto de sua vida, ser preenchido desse pensamento da Luz.
Ser preenchido dessa Luz e Viver na Luz é não ter mais do que isso em si.
É bem além de um simples objetivo.
Isso se aproxima mais dessa famosa tensão para o Abandono à Luz.
É não mais deixar exprimir-se, em si, o mínimo rancor, o mínimo julgamento.
É deixar, verdadeiramente, agir essa Inteligência total da Luz, porque a Inteligência da Luz agirá, sempre, para vocês, muito melhor do que vocês mesmos.

É bem além da confiança e da Fé, porque vocês podem verificar e podem ter a prova dessa ação da Luz nos tempos que vocês vivem.
E, para isso, é preciso apagar-se, apagar toda vontade pessoal, apagar todo desejo, não para desaparecer, de algum modo, de seus próprios desejos, mas, simplesmente, para deixá-los trabalhar não pela própria vontade, mas a própria Luz agirá em seu lugar.

Quando isso se produz, seja por momentos ou de maneira mais duradoura, vocês o sabem, instantaneamente.
E vocês o sabem por uma razão que é muito simples: porque, naquele momento, a Luz vai preencher tudo o que vocês acreditavam ser anteriormente.
E, aí, vai manifestar-se esse estado de contentamento, esse estado que é chamado a Morada de Paz Suprema, que é além do Êxtase, que é, simplesmente, uma satisfação total, não uma satisfação do ego que concluiu um trabalho, mas, efetiva e realmente, o contentamento propiciado pela Luz.

E esse contentamento é a ele mesmo – e em si mesmo – o motor o mais eficaz para apagar-se do efêmero, ao mesmo tempo deixando o efêmero fazer-se, sem querer pôr fim ao que quer que seja, voltando a dizer, de algum modo, e a perguntar-lhes: quem dirige o que vocês São?
O que vocês são?
O que vocês viveram?
O que querem viver?
Ou, então, o que é a Vida da Luz, em vocês, que vive em vocês e por vocês?

Naquele momento, vocês são Transparentes à Luz, e cada minuto de sua vida é preenchido por essa Luz, cada minuto de sua vida faz com que o que é o mais importante, para vocês, é a Luz, até isso tornar-se, não uma obsessão, mas algo que se torna cada vez mais amplo e que vai tomar, de algum modo, a retransmissão, em relação às suas dúvidas, às suas apreensões, ao que vocês eram capazes de fazer por si mesmos.

Assim, por exemplo, cozinhar pode fazer-se por um conhecimento de uma receita ou outra, mas vocês podem, também, deixar a Luz agir, através de vocês, em sua Transparência, e ali colocar todo o Amor do mundo, sem nada conhecer de uma receita e, naquele momento, vocês perceberão o que a Luz realiza em vocês, ou seja, uma forma de perfeição que não depende de vocês.
É bem além da intuição ou da espontaneidade.

Isso funciona tanto para uma receita como para todos os eventos de sua vida.
Aceitar isso é bem além de ter a Fé na Luz.
É Viver, realmente, na Luz.
É viver, realmente, a ação da Inteligência da Luz, bem além de simples coisas agradáveis, bem além da simples sincronia ou facilidade que possa ser conferida pela Luz.
É ver, a cada minuto de sua vida, a ação da Luz, e isso os preenche de Alegria, isso os preenche de Contentamento e, sobretudo, como dizia MARIA, isso os preenche de Paz.

O que quer que se manifeste a vocês, a Paz continua.
Nenhum elemento pode contrariá-los, porque vocês apagaram, realmente, o efêmero.
De algum modo, vocês Transcenderam a Ilusão, como diriam nossos Irmãos e Irmãs orientais, mas, antes de tudo, vocês vivem, realmente, a Luz.

Então, viver a Luz não é fazer obras extraordinárias.
Viver a Luz não é falar da Luz.
Viver a Luz não é ter uma vida diferente e do comum de nossos Irmãos e Irmãs que não a vivem, mas é, simplesmente, viver as mesmas coisas, em outra qualidade, em outra quantidade.
É o instante no qual mais nenhuma dúvida pode manifestar-se em vocês.
É o instante no qual vocês não procuram mais o que quer que seja mais que não o que é vivido na Luz.

De fato, quando vocês deixam a Luz agir, através de sua Transparência, de sua Simplicidade, quanto mais Luz fecunda-os, quanto mais a Luz está aí, mais vocês têm consciência disso e mais as dúvidas não podem mais manifestar-se.
Os pensamentos não podem mais ser outra coisa que não pensamentos de Luz.
Além disso, é claro, preceitos de não julgar, de não condenar.
O que vocês vivem é a Graça, o que vocês vivem é o fato de ser preenchido, não pela satisfação de um desejo, mas preenchido, realmente, pela Luz.

Estando preenchidos pela Luz, então, naquele momento, tudo o que é proposto em sua vida não pode alterar o fato de estarem preenchidos, mesmo se vocês venham a ser privados do que quer que seja ou faltar o que quer que seja.
De fato, vocês permanecem e continuam preenchidos pela Luz.
Nenhuma circunstância, mesmo desagradável, pode fazê-los desviar-se dessa Luz que está em vocês e que vive em vocês.

Qualquer que seja a tarefa, qualquer que seja a ocupação, qualquer que seja o prazer ou qualquer que seja o desprazer do que a vida lhes ofereça, vocês sabem que não são vocês que agem, que não são vocês que reagem, porque o elemento o mais importante não é o evento agradável ou desagradável que chega à sua vida, mas, efetivamente, a Luz que está ali, durante o que chega.

Então, chamar a isso «mudar de olhar» é uma coisa importante, mas não é um objetivo nem um ideal, porque isso não pode ser portado a um tempo futuro.
Isso depende, unicamente, de sua capacidade e de sua vontade para não mais fazer uso da vontade.

O Caminho da Infância.
O Pequeno Caminho.
Apagar-se do efêmero é aceitar que tudo o que é dado a viver, a perceber, a sentir e a experimentar, mesmo em sua vida, é apenas uma passagem, tanto alegria como dor.
E nós todos sabemos que uma alegria ou uma dor não é, jamais, eterna.

Nós ficamos contentes quando obtemos algo, ficamos infelizes quando algo deixa-nos, seja um objeto, uma pessoa, uma relação.
Mas nós sabemos, todos que, tanto nossos pais, como nossos filhos, como nós mesmos somos mortais e efêmeros.
Então, nada do que é mortal e efêmero pode satisfazer, verdadeiramente.
Isso permanece apenas limitado em um tempo, ele também, efêmero.
Isso resta apenas algo que toca e que não pode, jamais, durar.
Só a Luz dura.
Só o apagamento desse efêmero, sem renegá-lo e sem rejeitá-lo, permite essa vivência da Luz, que é a única fonte de contentamento, que não se apaga, jamais.

Se vocês aceitam isso – e, sobretudo, neste momento – constatarão, muito rapidamente, essa ação da Luz pela Paz, pelo contentamento e pela felicidade, quer vocês estejam fazendo algo que lhes dá prazer ou quer sejam obrigados a fazer algo que não lhes dá prazer, isso, estritamente, nada mudará na Paz da Luz.

Enquanto vocês são dependentes de uma circunstância, nomeada exterior, para estar na Paz, isso não pode ser a Paz, isso apenas pode ser temporário.
Quer isso seja uma certeza material, uma certeza afetiva ou qualquer outra forma de certeza, ela está submissa, obviamente, à presença dessa certeza exterior, o que não é o caso na Vida na Luz.

Na Vida da Luz é a Luz que os satisfaz, não são as circunstâncias de sua vida, os agrados ou desagrados do que vocês têm a viver.
Esses agrados ou esses desagrados nada mudam, estritamente nada, tanto em seu humor, em sua consciência como na Alegria que está em vocês.
Vocês não dependem mais do que quer que seja do efêmero.
Vocês sabem que são efêmeros e, no entanto, transcenderam esse efêmero.
E, no entanto, mesmo se um evento nefasto ou funesto chegasse, vocês não podem ser, de modo algum, alterados por esse evento.
Aí está a potência e a força da Luz.
Aí está a Verdade da Vontade da Luz.
Mas não pode coexistir, em vocês, uma vontade pessoal e a Vontade da Luz.
Será, sempre, uma ou a outra, que estará à frente.
Será, sempre, uma ou a outra que é manifestada.

Pela potência da Luz, atualmente, tornar-se-á – e esse já e o caso – cada vez mais fácil a vocês constatar o que se exprime de vocês, porque, é claro, se vocês flutuam de um estado de humor a outro, estejam certos de que não é a Luz.

Se a Luz está aí, se vocês vivem na Luz e se estão apagados do efêmero, vocês serão preenchidos, a cada minuto, o que quer que lhes aconteça, o que quer que aconteça à sua vida, o que quer que aconteça aos seus próximos.
A única verdadeira força está aqui porque, justamente, essa força não depende de qualquer circunstância exterior, de qualquer afeição, de qualquer relação.
Ela se autogera por si mesma, e é a Luz que faz isso.
Vocês não podem fazê-lo, não podem realizá-lo ou, se o realizam, isso continua efêmero e submisso, justamente, às condições exteriores.
Enquanto quando vocês vivem na Luz, nenhuma circunstância exterior pode afetar o Interior.
E, como foi dito ontem, naquele momento, mesmo os limites entre o Interior e o exterior desaparecem.

O que isso quer dizer?
Isso quer dizer que, qualquer que seja o olhar que vocês portem, independentemente do que lhes seja dado a viver, a mesma Graça está presente.
Mesmo se isso possa, a priori, chocar, vocês sabem que é a Luz que está no trabalho.
Vocês não têm mais qualquer dúvida sobre o que vivem.
Vocês não têm mais qualquer dúvida sobre a Luz, quaisquer que sejam as circunstâncias de sua vida.
E, aliás, elas se conformarão, muito rapidamente, à vontade da Luz, e sua consciência não poderá mais, jamais, manifestar qualquer alteração.
Essa é, verdadeiramente, a estrita Verdade do Caminho da Infância, na condição, é claro, de apagar-se do efêmero.

A Luz está além da potência, mesmo se ela é toda potente.
Ela é o vetor e o motor do Amor, do Absoluto.
Ela é o que preenche tudo.
E seu olhar não poderá mais, jamais, ser o mesmo, ele não poderá mais, jamais, julgar nem condenar, mesmo se há, por vezes, que viver elementos que possam parecer-lhes, em um primeiro tempo, totalmente ao oposto da Luz.
Vocês sabem, em sua fortaleza interior, em seu Contentamento e em sua Paz, que isso não é verdade.
E isso não é verdadeiro.

É o que lhes propõe a Luz, hoje, e ela vai propor-lhes de maneira cada vez mais intensa, de maneira cada vez mais importante.
É aí que será necessário demonstrar sua capacidade para não resistir, para não querer dirigir, para não querer controlar, mas, efetivamente, deixar fazer, em vocês, a Luz.

Então, nos primeiros tempos, para aqueles que não estão instalados nessa Vida na Luz, isso pode parecer, por vezes, incompreensível ou difícil, mas, a partir dos primeiros passos que foram efetuados, vocês ali ganham, porque vocês ganham, em qual nível?
Bem, é claro, na Paz.
Vocês ali ganham em Verdade.
Vocês ganham na Tranquilidade.
Vocês ganham no próprio desenrolar de sua vida, porque tudo o que podia ser chamado, anteriormente, um obstáculo, vai desaparecer, realmente, como por encantamento.

Vocês não são mais preocupados por outra coisa que não a Luz.
Viver a Luz é isso.
É, a cada minuto, Ser na Luz.
É, a cada minuto, pôr a Luz à frente e não atrás.
Não encontrar pretexto que justifique a implementação de sua personalidade ou reação, qualquer que seja.
É manifestar essa confiança total na Luz, porque a Luz é, realmente, a única coisa que é digna de confiança, inteiramente, e que, quaisquer que sejam as aparências, não poderá, jamais, fazer-lhes mal.
Mesmo se haja resistências, mesmo se haja o que, à primeira vista, possa parecer-lhes como detestável.
Se vocês prosseguem, constatarão, muito rapidamente, que a Luz sabe, muito melhor do que vocês mesmos, o que ela tem a fazer, através de vocês, bem mais facilmente do que todas as suas reflexões, bem mais facilmente do que todas as suas ações que vocês poderão efetuar.

Viver na Luz é aceitá-la, totalmente.
Viver na Luz é não colocar condição ou suposição à Presença dela.
E, aí, empregado com outras palavras (quer vocês nomeiem isso Absoluto ou que não o nomeiem), isso não tem mais qualquer importância, porque vocês são apagados do efêmero.
O efêmero, é claro, continua a ser vivido, mas vocês não são mais isso.
Vocês se tornaram a Luz.
Não como uma busca do que quer que seja, mas porque, à força de desaparecer de si mesmos, à força de apagar-se de si mesmos, vocês se tornaram essa Eternidade e essa Felicidade.
Apenas a Luz é que aporta um contentamento permanente.
Apenas a Luz é que aporta essa Felicidade permanente.
Nenhuma relação, nenhuma satisfação, nenhum prazer pode rivalizar com a Luz, porque tudo o que é satisfação é efêmero.

A única coisa que não é, jamais, efêmera, é a Luz, que é independente, mesmo, de sua presença sobre esse mundo.
Mas Acolher e Viver a Luz, nesse corpo, que teve a chance de estar encarnado durante este período, é um privilégio enorme, porque esse privilégio dá a vocês a oportunidade – como foi dito – de transmutar esse corpo, de transmutar essa matéria, de fazer Ascensionar o que era sombra, pela transcendência da Luz.

O contentamento da Luz não cessa, jamais, porque é permanente.
É o que nós lhes propomos, em nossas Comunhões, em nossos contatos.
É isso que é capaz de superar sofrimentos, resistências, hesitações, tergiversações.

Deixar trabalhar a Luz em vocês, apagar-se de si mesmos é Viver na Luz.
E Viver na Luz permite-lhes, sem renunciar a essa situação ou a essa condição humana, transcendê-la, muito amplamente.
Isso dá um sopro novo.
Isso dá uma Alegria, bem além de qualquer alegria usual.
Isso dá, efetivamente, uma permanência e o sentimento que, nessa permanência, existe algo de indestrutível, que não é dependente nem de sua idade, nem do que quer que seja de exterior, nem mesmo de interior, ao nível de seu estado.
É para o quê, cada vez mais, a Luz vai chamá-los.
É para o quê, cada vez mais, vocês vão estar submissos ou insubmissos.
Essa submissão não é a perda do que quer que seja, mas, bem ao contrário, a redescoberta do que vocês São, para além desse efêmero.

Então, é claro, se vocês preferem permanecer no efêmero, é sua Liberdade, porque a Luz não pode convencê-los.
Ela está, simplesmente, aí, e é a vocês que cabe reconhecê-la.
É a vocês que cabe aceitar que o efêmero é efêmero e que a Luz é Eterna.

Eu já exprimi esse Caminho da Infância, através da Humildade e da Simplicidade.
Mais do que nunca, hoje, isso é cada vez mais verdadeiro.
Não, unicamente, cada vez mais verdadeiro, mas cada vez mais evidente.
Se vocês aceitam não mais ver, simplesmente, seu interesse pessoal, mesmo se esse interesse pessoal seja aquele do que vocês chamam o espiritual, mas, efetivamente, entregando-se, completamente, à Graça.
Se vocês fazem isso, constatarão que os medos, que podem estar, ainda, presentes, afastam-se de vocês, com extrema rapidez.

Vocês constatarão, também, que não têm que compreendê-los, nem que lutar contra, mas que eles se afastam de vocês, como todas as sombras afastam-se de vocês, pela própria ação da Luz.

A Vida na Luz põe fim às sombras.
A Vida na Luz põe fim às faltas, às interrogações.
A Vida na Luz põe fim ao efêmero, ao mesmo tempo permanecendo nesse efêmero, de momento.
Cabe a vocês decidir.

Como nós o repetimos – uma e outras, assim como os Anciões – ninguém pode cruzar essa Porta em seu lugar.
Lembrem-se, também, de que, nesse momento, trata-se de uma Porta coletiva, para o conjunto da Humanidade que está encarnada, que se aproxima de vocês, a grandes passos.

Então, é claro, para o conjunto de nossos Irmãos e de nossas Irmãs que está encarnado e que não está, eu diria, nas mesmas disposições, ver isso é, por vezes – se será, para muitos – uma renúncia impossível, porque eles estão tão seguros de dever conduzir as próprias rédeas, conduzir a própria vida, dirigir a própria vida, pagar os frutos das próprias ações passadas ou a vir, enquanto não é nada disso.
Tudo isso representa apenas crenças e ilusões.

Cabe a vocês extirpar-se disso e a vocês, também (através do que vocês São, sendo Transparentes à Luz e vivendo na Luz), mostrar que essa é a Verdade, o Caminho e a Vida e que, de modo algum, e jamais, a vontade da pessoa poderá igualar-se, nem mesmo aproximar-se da Verdade da Luz.
Ser Humilde, para reconhecer isso, é pôr fim ao pesadelo, é pôr fim ao sofrimento, é pôr fim a todas as ilusões.
Não por qualquer vontade pessoal, mas, efetivamente, pela ação direta da Graça na Luz.

Então, é claro, como vocês sabem, existem resistências.
Essas resistências que nem sempre são de responsabilidade de sua vivência, de suas experiências, mas que são inscritas, mesmo, devido à sua presença no efêmero dessa vida.
Mas vocês sabem que esse efêmero não dura, uma vez que é efêmero.
Então, por que não voltarem-se, de imediato, para a Luz, e deixá-la trabalhar em vocês?

Lembrem-se de que vocês não podem apropriar-se da Luz.
Lembrem-se de que vocês se tornam Luz, deixando-a, simplesmente, atravessá-los, ou seja, vivendo na Luz e não acreditando dominar, controlar ou dirigir a mínima Luz.
Porque, enquanto fazem isso, vocês se afastam da Liberdade, vocês se afastam da autonomia e afastam-se, sobretudo, da Humildade.

A Humildade é Transparência.
Deixar trabalhar a Luz e Viver em Luz é, certamente, a maior prova de inteligência, quando se está encarnado.
Mas, é claro, os medos são elementos que podem, por vezes, impedir de ver isso.
Mas isso será cada vez menos verdadeiro, porque é muito simples, em definitivo: ou vocês se tornam Luz e vivem em Luz, ou vocês resistem à Luz.
E os marcadores disso são muito evidentes: porque, se vocês resistem à Luz, vocês não estão em Paz.
Se vocês vivem em Luz, vocês estão em Paz.
Não há alternativa.

E é muito simples saber se se está em Paz ou não.
Não há que se colocar questão, que se interrogar.
Não há necessidade de tomar sua temperatura ou de olhar-se em um espelho.
A Paz está aí ou ela não está aí.
E, se a Paz está aí, vocês vivem em Luz.
E, se a Paz não está aí, então, vocês resistem.
Isso vai tornar-se tão fácil a ver, cada vez mais evidente, tanto para vocês como para todos os Irmãos e Irmãs com quem vocês cruzarão nesse mundo.

As circunstâncias exteriores – da Dissolução final desse mundo – não poderão, jamais, afetá-los.
Os elementos, quando trabalham através dos Cavaleiros, como foi nomeado, não poderão tocar em qualquer de seus cabelos.
Vocês podem estar ao lado de um relâmpago, podem estar ao lado de um vulcão e não serão afetados, de modo algum.

Aí está a Paz e o Poder da Luz, que necessita do desaparecimento de todo poder da pessoa.
E, de fato, em definitivo, apagar-se do efêmero e viver em Luz é renunciar ao seu poder.
A Verdadeira Mestria está aí.
Ela não está na expressão de um poder sobre vocês ou sobre o outro.

Vocês estão, efetivamente, no que foi chamado o Abandono do Si.
Então, o que podia, talvez, parecer-lhes difícil a apreender ou a viver, durante esses alguns meses que acabam de escoar-se, vai apresentar-se a vocês com tal evidência e tal clareza que, em breve, nunca mais vocês poderão dizer que não sabiam e, isso, bem antes do Anúncio de MARIA.

Isso se desenrola nesse momento.
A ação dos Cavaleiros é esta: ela permite, justamente, ver-se, ver-se claramente e, de algum modo, medir-se, sem julgar.
E essa medida é ligada à qualidade e à quantidade de Paz que vocês têm, que vocês são (ou que não têm ou que não são).

De fato, isso é extremamente simples, mas extremamente complicado para aquele que permanece confinado nas próprias crenças, confinado na própria personalidade, confinado nos próprios medos.
Os Anciões – e, em especial, em sua filosofia Oriental – disseram-lhes que vocês não eram esses medos, que nada do que pode manifestar-se à sua consciência, concernente ao medo, um sofrimento ou uma doença concerne a vocês.

Isso concerne apenas ao efêmero, o efêmero desse corpo, o efêmero de sua história.
Mas nem sua história nem seu corpo são Eternos.

Então, viver em Luz é não mais ser afetado, de maneira alguma, pela vontade pessoal, pelos sofrimentos pessoais, pelos sofrimentos do ambiente.
Viver isso é ser Liberado.
Viver isso tem por testemunho a Paz.
É a vocês que cabe fazer a Paz, em si, mas é, também, a vocês, que cabe deixar a Paz instalar-se e manifestar-se.

Vocês não podem controlar a Paz.
Vocês não podem controlar, do mesmo modo, algumas de suas funções desse corpo.
Se vocês aceitam e compreendem isso, então, tudo se tornará cada vez mais fácil.
Assim é o Caminho da Humildade, o Caminho da Simplicidade.

Então, vocês ousarão Ser o que vocês São?
Então, vocês ousarão renunciar a todo poder, renunciar a toda vontade?
Então, é claro, o ego vai dizer-lhes que é impossível.
É claro, o que é comum e efêmero vai dizer-lhes que vocês têm que fazer isso ou aquilo, que vocês têm obrigações, que vocês têm a necessidade de controlar tal coisa ou tal pessoa e vocês vão prender-se a essas noções.
Mas a Verdadeira Vida não está aí.

Isso não os impedirá, depois, efetivamente, de exercer o que a Luz diz a vocês.
É, simplesmente, como lhes disse BIDI, uma questão de olhar e de ponto de vista, mas não o ponto de vista superficial: ou o ponto de vista da pessoa, ou o ponto de vista da Luz.
E a Luz será, sempre, muito mais Inteligente do que o mais inteligente de nossos Irmãos e de nossas Irmãs.

Apagar-se para viver na Luz é renunciar ao efêmero.
Essa renúncia, eu repito, não é a morte de sua vida ou do que quer que seja.
É, simplesmente, ter a Lucidez de aceitar a ação da Luz.
Então, como vocês sabem, essa Luz veio do alto, do Céu, ela veio da Terra, veio da ação da Graça, ela veio, também, do que vocês São, justamente, para além desse efêmero e do que muitos perdemos a consciência.

Restava apenas a esperança de um futuro melhor ou de um caminho que ia restituir-nos à nossa Verdade.
E isso está aí, agora, isso está, totalmente, aí.
Basta-lhes desviar-se de si mesmos, desviar-se de suas dúvidas, do que vocês chamam seus medos, suas crenças, seus pertencimentos ao que quer que seja ou a quem quer que seja.
Aí está a Autonomia e a Liberdade, como dizia o Ancião IRMÃO K.

Cabe a vocês ver.
Cabe a vocês decidir.
Cabe a vocês colocar-se na Luz ou no efêmero.
A consequência não é a mesma.

Vocês estão em Paz?
Se vocês estão na Luz, podem apenas estar em Paz.
Quaisquer que sejam as circunstâncias, quaisquer que sejam os eventos, quaisquer que sejam as dores, quaisquer que sejam os sofrimentos, eles não lhes concernem mais.
Há, na Luz e na vida em Luz, bem mais do que uma esperança: há uma plenitude.
Essa plenitude não pode ser comparada ao que quer que seja de humano e, no entanto, ela é bem real.
Então, cabe a vocês ver.

Mas o Apelo da Luz, o Apelo de MARIA vai tornar-se cada vez mais premente e, também, cada vez mais evidente.
E, aí também, são vocês que cruzam a Porta, são vocês que permanecem na resistência, no medo e no sofrimento, ou são vocês que se colocam, diretamente, na vida, na Luz.
Para isso, vocês devem renunciar a si mesmos, à sua história, a toda posse.

Vocês são capazes?
Sim, vocês o são, todos.
E isso vai tornar-se cada vez mais evidente.

Então, quando é cada vez mais evidente, isso deveria tornar-se, para vocês, cada vez mais fácil, em todos os níveis.
Se isso se torna cada vez mais difícil, então, olhem-se, olhem o que está na obra, em vocês, sem julgamento, mas sem complacência, sem condenar.
Simplesmente, estar lúcido do que acontece, em vocês, nesse efêmero: a manutenção do efêmero, a resistência, o medo e o sofrimento ou, então, a Paz, a Plenitude e a Alegria da Luz.

Vocês estão apegados a si mesmos?
Vocês estão apegados ao que quer que seja?
Ou, então, vocês aceitam ser desapegados, pela vontade da Luz, de tudo?
Não haverá meia-medida.
Será, cada vez mais, um ou o outro.

Como foi dito pelos Anciões, por outras Estrelas: vocês não podem permanecer lagarta e borboleta, e isso vai tornar-se cada vez mais evidente, cada vez mais percuciente, porque o Amor quer vocês inteiros.
O Amor os quer inteiros, porque é o que nós todos somos.
Mas esse Amor não é o amor tal como vocês o têm vivido.
Esse Amor não é o que vocês pensam do amor.
Esse Amor não está em semitom.
Ele não é um apego.
Ele não é, mesmo, uma relação.
Ele é Doação total, do Si.

Vocês estão prontos a renunciar a tudo?
Vocês estão prontos a responder ao CRISTO, quando Ele dizia: «deixe os mortos enterrarem os mortos, venha e siga-me»?
Não há alternativa.

Vocês não poderão (e cada vez mais), vocês não poderão mais tergiversar, temporizar, vocês não poderão mais negociar, não podem mais e não poderão mais remeter para mais tarde, porque a Luz é cada vez mais premente.
Ela os quer, inteiramente, ela os quer não no sentido de uma posse, mas para restituí-los ao que vocês São.
E, para isso, é preciso ser Humilde, para isso, é preciso apagar-se do efêmero.
É preciso aceitar desaparecer.
Aí está a grandeza.
Aí está a mestria.

Ela não está no que quer que seja mais, e isso vocês vão ver, verdadeiramente, no face a face.
Vocês não poderão mais ignorá-lo.
Vocês serão obrigados a enfrentar, mesmo se o recusem.
Aí está o que se poderia nomear, no antigo tempo e em meu tempo, o julgamento final.
Mas não há qualquer julgamento.
É, ou vocês vivem na Luz, ou vocês resistem.
Ou a Paz está aí, ou o medo está aí.
E isso será cada vez mais assentado: é um ou outro, mas será, cada vez menos, os dois ou a alternância dos dois.
Cabe, portanto, a vocês, posicionar-se.
Cabe, portanto, a vocês, decidir.
Ninguém, como nós o dissemos, pode fazê-lo em seu lugar.

Estar na Luz é aceitar tudo perder do que pertence ao efêmero, não no sentido de um luto, mas é, sobretudo, a perda de todas as ilusões.
Pela vivência direta de que tudo o que vocês vivem – seja suas atividades, seus pais, seus filhos, seus próximos, o mundo – é apenas efêmero, enquanto o que nós somos, todos, nada tem de efêmero.

Um dia, um dos Anciões disse-lhes: «Não são vocês que desaparecem, mas o mundo».
Vocês devem desaparecer para si mesmos, nessa parte limitada que é concernida pelo mundo e por suas interações.
Vocês vão ver tudo isso, cada vez mais claramente, e lembrem-se de que para além dos Sons em seus ouvidos, nas diferentes comunicações, que além do que são chamadas suas Vibrações, nas diferentes partes de seu corpo, o testemunho essencial nada mais é do que a Paz ou a não Paz.
Esse será seu guia, para ver se vocês estão instalados na Luz ou se não estão ali, ainda.

Desse ponto de vista, não se julguem, não se condenem.
Aceitem, simplesmente, que as coisas são assim, no momento preciso no qual vocês tomam consciência disso e, simplesmente, adaptem o que deve sê-lo.

Apagar-se do efêmero.
Manter o efêmero.
Viver na Luz ou viver sem Luz.
Isso faz parte desses tempos de Dissolução Final.

Lembrem-se do que lhes disse MARIA: quanto mais esse tempo dura, mais vocês devem agradecer.
Não tenham pressa porque, quanto mais esse tempo dura, mais vocês têm a oportunidade, tanto vocês como o conjunto de Irmãos e Irmãs que está encarnado, de realizar a Luz.

Então, rendam graças por esse tempo que se estende.
Rendam graças para o lugar no qual vocês estão, ai, onde vocês estão, nesse mundo.
Rendam graças para o que se desenrola em sua vida, mesmo se isso lhes pareça terrível.
Isso é apenas o olhar do instante, mas não da Eternidade.
Porque o que pode aparecer como terrível, no instante, concorre, de maneira total, para sua Liberdade.
Mesmo se isso não lhes apareça assim, em um primeiro tempo.

Lembrem-se de que vocês não podem ver tudo no efêmero.
Que vocês são afetados pelo efêmero, pelos medos, pelas perdas, pelos apegos e pelos desapegos.
Mas, como nós dissemos, o que vem é, verdadeiramente, a Luz.
O que vem não é um julgamento, ainda menos, um castigo, mas, efetivamente, o retorno total da Vida, na Luz.

Se vocês aceitam esse princípio (não como uma crença, mas começando a Vivê-lo), tudo se tornará cada vez mais simples, cada vez mais fácil e vocês constatarão, por si mesmos, que apenas o medo cria uma resistência, que apenas o medo pode arrastá-los, novamente, ao efêmero.

Lembrem-se: o medo ou a Paz.
Todo o resto é fútil, todo o resto é sem importância.

Sua vida, seu pensamento, o desenrolar de sua vida está na Luz?
Não de acordo com o que vocês pensariam que deve ser a Luz, mas será que sua consciência está repleta de Luz?
Seus pensamentos estão repletos de Luz?
Se sim, então, a Paz está aí.
Se a Paz não está aí, é que o medo está aí, mesmo se vocês não queiram admiti-lo ou reconhecê-lo.

É preciso admitir, é preciso reconhecer, sem julgar porque, assim que vocês aceitam ver, é, já, uma colocação na Luz.
Assim que vocês aceitam reconhecer, a Luz está aí.

Aí estão os alguns elementos que eu tinha a transmitir-lhes.
Permitam-me oferecer-lhes minha Presença, ao seu lado, nesse ato de Comunhão e de Abandono à Luz.
Façamos isso agora, se quiserem, e eu lhes digo até outro dia.

... Partilhar da Doação da Graça...

Eu sou TERESA e eu os abraço.
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Compartilhamos estas informações em toda transparência. Obrigado por fazer do mesmo modo. Se você deseja divulgá-las, reproduza a integralidade do texto e cite sua fonte: http://www.autresdimensions.com/.

16 de ago. de 2012

O.M. AÏVANHOV – 16 de agosto de 2012



Mensagem publicada em 17 de abril, pelo site AUTRES DIMENSIONS.

Áudio da Mensagem em Francês

Link para download: clique aqui



Bem, caros Amigos, estou extremamente contente por reencontrá-los.
Eu lhes transmito todas as minhas Bênçãos, todo o meu Amor e venho, como de hábito, para tentar trocar com vocês, ver se vocês têm questões palpitantes a colocar-me.

Então, eu os escuto, como de hábito.
Vamos trocar juntos.

Questão: de onde vêm os sonhos?
É uma projeção ou outra coisa?

Então, aí, cara Amiga, os sonhos podem ser de diferentes naturezas: eles podem ser, como dizer..., secretados, criados pelo mental.
Eles podem ser intuitivos.
Eles podem ser ligados às atividades que foram vividas na véspera.
Há múltiplas origens dos sonhos.
Mas eles são ligados a um estado específico da consciência – que se chama o estado de sonho – que não é mais real do que o que vocês vivem aqui, nesse mundo.
E, no entanto, através dos sonhos (como através de sua vida, do conjunto de coisas que se produz em sua vida, como em seus sonhos), há, sempre, elementos que podem aportar informações, iluminar.
Mas eu não posso dizer-lhe de onde vêm os sonhos.

Agora, talvez, um neurólogo dir-lhe-ia que isso vem do cérebro.
É claro, é uma atividade elétrica – como eles dizem – que se produz em seu cérebro, mas cuja origem é de numerosas possibilidades: há sonhos premonitórios, os sonhos intuitivos, os sonhos ligados às preocupações do momento, há os sonhos simbólicos (é claro), sonhos coloridos, sonhos em preto e branco, sonhos que não têm nem pé nem cabeça (nem corpo, aliás).
Há diferentes tipos de sonhos.
É claro, não é sempre fácil saber de onde eles vêm.

Questão: a que pode corresponder, por exemplo, o fato de sonhar que alguém morre?

Aí também, não há uma única explicação.
Ver alguém morrer pode ser profético ou anunciador da morte da pessoa.
Mas, geralmente, não é isso, exceto para alguns Irmãos e Irmãs que têm o hábito de ter esse gênero de sonhos.
Ou há pessoas que são habituadas a que se previna da morte de parentes ou, então, de pessoas conhecidas.
Mas, geralmente, isso assinala ou uma transformação para essa pessoa, ou essa pessoa tem relações com vocês (ou coisas a resolver com vocês).

Mas, para o mesmo sonho, eu diria (para o mesmo conteúdo do sonho), não há um único significado, porque isso depende, profundamente, de circunstâncias nas quais o sonho produz-se.
E depende, também, eu diria, da forma de abertura da pessoa que vive esse sonho.

Portanto, não há 1 + 1 = 2.
Isso não existe com os sonhos, mesmo se, é claro, grandes psicólogos tenham tentado escrever sobre a simbologia dos sonhos.
Mas, mesmo essa simbologia dos sonhos, não tem um único pró e um único contra.
Pode haver muito numerosas explicações.

Há, também, seres que sonham muito e, outros, em todo caso, que não se lembram de seus sonhos.
Eu os lembro de que os povos – a que nós chamamos, nós, ocidentais, de primitivos – chamam a vida, um sonho.

Questão: onde estamos, durante o espaço dos sonhos?

Você está em sua cabeça.

Questão: e, portanto, não no Absoluto?

Não.
O sono, como lhes diria Bidi, é o Absoluto.
Mas o sonho, certamente, não.

É uma atividade que, qualquer que seja o sonho (mesmo se vocês sonham com paisagens fantasmagóricas, que não existem nessa realidade), aproxima-se, sempre, de uma atividade do mental, qualquer que seja esse nível (quer seja um mental intuitivo, quer sejam emoções ou contrariedades do dia anterior).

Mas o sono não é o sonho.
Eu a remeto, para isso, ao que havia sido explicado, há algum tempo (faz mais de um ano, agora), sobre os quatro estados da consciência: o estado de vigília, o estado de sono, o estado de sonho e o estado Turiya.

Questão: Assim como se pode chamar MARIA, MIGUEL, os Anciões, pode-se chamar a Fonte?

Você e a Fonte são UM.
Portanto, chamá-la é pôr em ressonância, em você, certa estrutura.

Nós especificamos, efetivamente, que vocês podiam chamar Entidades, com, ainda, uma forma.
A Fonte não tem mais forma.
O que quer dizer, assim, que, no Canal Mariano, apenas pode apresentar-se o que eu chamei de uma Entidade de Luz, ou seja, as Estrelas, ou seja, Nós, Anciões (você pode chamar-me, também, eu virei, não se inquiete), ou, então, Arcanjos, porque há, ainda, certo antropomorfismo, certa qualidade Vibratória específica, ligada à forma (o que não é mais o caso com a Fonte).

Questão: enquanto se sonha, não se está no Absoluto?

Absolutamente.
Você sai do Absoluto.
Nenhum sonho pode pretender ser Absoluto.
É excessivamente raro manifestar sonhos, para um ser humano – como diria Bidi – que é Absoluto em uma forma.
Ou, então, não é mais um sonho, mas é um estado de descorporação, de viagem na Existência, eventualmente.

Mas a lembrança nada tem a ver: não é mais um sonho.
Aquele que é Absoluto não tem mais necessidade de secretar sonhos, de maneira alguma.
E, aliás, se seus cientistas tivessem conseguido agarrar Bidi e fazer nele um eletro (como vocês chamam isso: que mede as ondas cerebrais?), vocês teriam se apercebido de que havia anomalias muito específicas, funcionamentos do cérebro profundamente diferentes.

Eu os lembro – e isso foi dito, eu creio, por ANAEL – que existem zonas precisas, ligadas às Estrelas, que correspondem ao cérebro.
Para viver o estado Absoluto, há modificações consideráveis ao nível da organização do cérebro, e é visível, é claro.
Isso não acontece em um mundo quimérico: isso acontece nesse corpo, e transforma, obviamente, o cérebro.
Transforma, também, o coração e, efetivamente, outras coisas (uma vez que os ciclos do sono não são mais, de modo algum, os mesmos, a alimentação não é mais, de modo algum, a mesma, e a necessidade do sono não existe mais).

Questão: por que esse afluxo do mental, de pensamentos, de lembranças, pela manhã, ao acordar?

A Luz tem efeitos, por vezes (como vocês sabem, nesse momento), que elimina sombras, as últimas resistências.
Para alguns, pode ser um afluxo do mental ou de lembranças – desagradáveis, por vezes – de seu próprio passado dessa encarnação.
Geralmente, é isso.

Questão: quando se está absorvido na meditação, que se esquece do espaço-tempo, o que nos faz retomar consciência?

Como lhe diria Bidi: seu saco de alimento que o chama.

Questão: o som ouvido no ouvido esquerdo está, sempre, na mesma frequência?

Absolutamente não.
Ele modula, extremamente.
É, aliás, isso que havia sido dado por meu Amigo JOÃO, SRI AUROBINDO, quando ele havia falado de flutuações de sons nos ouvidos.
Eles flutuam, também, em função de irradiações cósmicas, de irradiações solares, de pessoas que se aproximam de vocês, de seu estado Interior.
Há numerosos sons em seu ouvido esquerdo.

Questão: trata-se de sons que são ligados à abertura do Canal Mariano?

Eu falava, também desses.
Eles estão em sobreposição com o que foi chamado o Som da alma: os Nada.
O Canal Mariano é, simplesmente, a revelação, de algum modo, dessa ampola da clariaudiência, que não está mais voltada na horizontal, mas torna-se vertical.

Questão: o que é, quando esses sons são ouvidos não nos ouvidos, mas, mais, no alto da cabeça?

É, exatamente, a mesma coisa.
A um dado momento, vocês poderão, mesmo, ouvir o som de seu próprio corpo.
E eu não sei mais quem, dos Anciões – creio que foi UM AMIGO – havia falado da difusão da Vibração, que acoplava a Onda de Vida com o Manto Azul da Graça e que dava essa espécie de respiração celular.
As células, também, têm sons.
Portanto, quer seja na cabeça, no ventre, não importa onde, isso faz parte de processo normal, mesmo se não seja mais lógico, efetivamente, ouvi-lo nos arredores do Canal Mariano.

Questão: qual é essa espécie de ronronar, ouvido no ouvido esquerdo, quando vivi uma subida da Onda de Vida?

É ligado à Onda de Vida.
Do mesmo modo que, antes de fazer uma saída ao corpo astral, há uma modificação de sons nos ouvidos, um tipo de zumbido.

Quando há uma saída no Corpo de Existência, também, há uma espécie de ronronar que se produz.
É similar para a Onda de vida.
Tudo emite um som.
O problema é que o ouvido humano é limitado (como para os olhos) em uma gama de frequências.

É claro, as transformações que vocês têm vivido vão modificar essas gamas de frequências às quais vocês são sensíveis.
Isso pode concernir tanto à visão: houve o que havia sido explicado através da visão Etérea.
Há a mesma coisa ao nível dos sons.

Os chacras emitem sons, também.
Aliás, se – como lhes disse, ainda ontem, MARIA – alguns de vocês ouvem o próprio nome, à noite (foram chamados), e, outros, não o ouviram: o que isso quer dizer?
Que seu Canal Mariano está permeável a essa frequência, que é a voz de MARIA.
O que não é, ainda, o caso, para toda a Terra.

Questão: ao lado de uma pessoa em extremo sofrimento, pode-se manifestar o poder de chamar MARIA ou outro Ser de Luz para ela?

É muito diferente, de acordo com o caso.
Mas é preciso prestar atenção para não recair na dualidade, na vontade de bem.

É preferível chamá-lo para si e, naquele momento, estar alinhado, em meditação, em oração (chame a isso como quiser), ao lado dessa pessoa.
E ela aproveitará a exata radiação que é necessária para ela, ou não, em função do que você emite, nesse contato.
Caso contrário, vocês recaem nas orações, nos exorcismos, nos chamados de seres para agir sobre alguém.
Tudo isso é da dualidade.

Isso não quer dizer que seja necessário deixar o outro sofrer.
É o modo de proceder que, ou a remete à dualidade, ou não.

Questão: se se está afastado dessa pessoa, o que você acaba de descrever será sentido?

Será que a distância pode agir sobre a Luz Vibral?
É o quê, essa história?

Do mesmo modo que vocês podem fazer, por exemplo, os diferentes Yogas, a Nova Aliança, estando à distância.
O que a distância tem a ver aí?
Não é a energia vital.
É a Luz Vibral.
Nós não estamos nas energias do magnetismo, portanto, é perfeitamente possível estar do outro lado da Terra.
O espaço não existe, no sentido em que vocês o entendem, estando encarnados.

Questão: há, ainda, muitas pessoas que fazem orações junto a pessoas em sofrimento.
Pode ser, também, importante proceder diferentemente?

É muito importante proceder diferentemente.
Mas vocês não podem impedir as pessoas de fazer orações para a Terra, para a cura da Terra, para a cura de uma pessoa.
Se vocês fossem, verdadeiramente, Absoluto, não teriam qualquer vontade de trocar o que quer que fosse, uma vez que vocês são Absoluto.

Deixem cada um viver seu caminho para o que ele é.
É claro, o sofrimento chama a compaixão, chama a empatia e chama, sobretudo, a ação (seja para si ou para alguém outro).
Mas tudo depende, como diria Bidi, de seu ponto de vista, ou seja, de sua consciência.

A partir do instante em que vocês querem fazer o bem, que agem, unicamente, na vontade de bem, vocês se afastam da Unidade e afastam-se do Absoluto.
O Absoluto, digamos, é o Bem Final, porque há uma Transparência tal, que a Luz não encontra qualquer obstáculo, qualquer resistência e qualquer personalidade.

Então, naquele momento, a Luz age pela Inteligência dela, mas não pela inteligência humana que, em seu orgulho desmesurado, vai crer que, pondo a Luz sobre uma pessoa, por sua vontade egoica, ela vai curar alguém: isso não existe.

É preciso ter chegado ao nível da mestria – como o CRISTO e como tantos outros – para expulsar os demônios em nome da Luz, não estando na dualidade.
É toda a problemática, se querem, do que vocês chamam a New Age, na qual o mundo tem a impressão de que vai poder enviar a Luz por toda a parte.
Mas o que é que vocês enviam, realmente, se não é sua própria projeção de Luz?
Tudo depende de qual é seu objetivo.

Mas apreendam, efetivamente, que, de algum modo, ou vocês mantêm a dualidade bem/mal (ação/reação), ou estão na Ação de Graça.
O CRISTO, por exemplo, havia dito: «quem me tocou?».
E a mulher foi curada porque havia tocado o CRISTO.
Será que o CRISTO havia emitido qualquer intenção?
É profundamente diferente, quanto às consequências e quanto ao estado daquele que trabalha (ou que é o objeto disso).

Agora, façam como quiserem.
Se sentem que, para vocês, é preciso enviar a Luz à Terra, façam-no.
Se sentem que é preciso pedir a MARIA para curar tal pessoa, façam-no.
Mas tudo o que vocês fizerem pode apenas ser ditado por sua consciência.

A questão que há a colocar-se, é: por que vocês estão na compaixão, quando um ser humano sofre?
Por que vocês querem enviar a Luz à Terra?
O que é que, em vocês, quer isso?

Então, sei, é claro, todo mundo vai responder: o Amor, fazer o bem etc...
Mas, por trás disso, o que é que há?
Em qual jogo vocês jogam?
Cabe a vocês definir (e jogo, eu preciso, como não sou Bidi, j-o-g-o, hein?).

Questão: o que é o íntase e como se manifesta em nosso corpo?

O que é o íntase?
Primeiro, etimologicamente, é o inverso do êxtase.
O íntase é um estado profundo de absorção no Absoluto.
Isso lhes foi contado, por exemplo, por MA ANANDA MOYI (ou, também, por HILDEGARDE DE BINGEN), há muito tempo.

O íntase é um estado de absorção tal, da consciência, que não pode existir mais qualquer manifestação da consciência exteriorizada.
Não há, mesmo, mais irradiação de Luz.
A pessoa, como dizer..., como que abandonou esse corpo.
O que explica, por exemplo, que, nesse caso, o corpo pode ser, completamente, aparafusado ao solo.
Não se pode despregá-lo do solo, porque a consciência extraiu-se, inteiramente, da ilusão.
Isso é o íntase.
Ao nível do corpo, não há mais qualquer percepção.

Questão: o que quer dizer: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida?

É muita metafísica, isso.
É o CRISTO, que é suposto de ter dito isso, e Ele disse: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida».
O que quer dizer que Ele exprimia, através disso (ou, como quando Ele dizia: «Eu sou o Alfa e o Ômega», é a mesma coisa), é que, imitando o CRISTO, vocês se tornam como Ele.

Agindo, no Amor, como o CRISTO, dizendo a Verdade, dizendo o que é a vida, mostrando o Caminho, Ele pôde dizer: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida».
Não como seguir um Mestre, mas, simplesmente, imitando-o, ou seja, tornando-se como Ele.
E tornar-se Ele, aliás, para alguns.

Lembrem-se: KI-RIS-TI é o Filho Ardente do Sol.
É o Logos Solar.
É CRISTO/MIGUEL, para além do personagem histórico.
É, como dizer..., uma espécie de molde energético e um plano energético, no qual vocês vão identificar-se, para além, é claro, da pessoa.
E, naquele momento, vocês são o Caminho, a Verdade e a Vida.
Não porque vocês fazem belas palavras, não porque tratam de tal pessoa ou expulsam demônios: porque vocês se tornaram, totalmente, Transparentes.

Nada há, em vocês, que pare a Luz, porque vocês não existem mais, como pessoa.
Ou Absoluto, se preferem.

Questão: BIDI precisou que não se é os sofrimentos, essa personalidade.
Mas, no quotidiano, sou confrontado a medos, a aspectos de minha personalidade.

Isso quer dizer, simplesmente, que você não é Absoluto.
Porque, se você é Absoluto, você pode morrer, pode sofrer, pode viver não importa o quê: você não é afetada.
O que é afetado, sempre e sempre, é a personalidade.

Se você está na personalidade, sofrerá, sempre, você terá emoções o tempo todo.
Se você é Absoluto, as emoções fazem apenas passar.
Você não está mais instalada nesse corpo, está, totalmente, presente, eu diria, no Universo (é uma representação).

Mas, o que acontece em sua vida, o que acontece a esse corpo não pode mais perturbá-la.
Se você é perturbada, é que está em sua personalidade: é tão simples assim.

A vida de muito numerosos místicos, de muito numerosos santos (no Oriente e no Ocidente) mostrou-lhes isso, de modo evidente.
E o próprio Bidi, quando estava encarnado, teve um câncer que dá muita dor, mas ele jamais sofreu.
Eu repito: o que quer que os afete, o que é afetado, é a personalidade, sempre.

Quando a consciência está na Última Presença, ou quando há – como ele diz, já – não consciência.
Não, não não-consciência, mas quando vocês são Absoluto ou Último, o que acontece a esse corpo, o que acontece ao que você nomeia esse concreto, não pode perturbar o que você É.
E, aliás, não há razão alguma para que o quotidiano seja afetado pelo que quer que seja, quando você é Absoluto, uma vez que, naquele momento, há tal Transparência, que não pode haver qualquer sofrimento.
Pode haver fadigas, pode haver, ainda, humores, mas, em caso algum, o concreto pode desenrolar-se e provocar alterações do que você É.
Se há uma alteração do que você É, é, simplesmente, que é a personalidade.

Questão: portanto, concretamente, nessa vida quotidiana, como superar os medos?

Nada se pode fazer.
É, efetivamente, o que eu disse.
Ou você se põe na personalidade, ou você não é mais a personalidade.

Mas reflitam bem: se, em sua vida, você exprime um medo ou algo que a perturba, o que é que exprime esse medo?
O que é que exprime essa contrariedade ou que a perturba?
É, obviamente, a personalidade.

Aquele que está em Samadhi (e que está na Morada de Paz Suprema), não pode, mesmo, ser afetado por uma dor (a mais violenta que seja).
Não pode haver a surpresa.
E, ainda uma vez, eu lhe digo: não há qualquer razão para que isso se manifeste.

Isso foi dito: o medo é o obstáculo principal para o Absoluto.
Se vocês manifestam medos, não podem ser Absoluto.
É impossível.

Portanto, o concreto (como você diz), o quotidiano (como você diz), se esse quotidiano a afeta, a perturbação, o que é que está perturbado, se não é a personalidade?
O Absoluto não pode ser perturbado pelo que quer que seja, mesmo em uma forma.
Há exemplos numerosos.
E místicos, podia-se queimá-los.
Podia-se fazer não importa o quê, eles permaneciam nesse estado específico.

Portanto, concretamente, nada há a fazer: ou você sai da personalidade, ou você ali permanece.
Portanto, o objetivo não é não ver o que está aí, mas ser Transparente porque, quando você é Transparente, nada pode afetar essa Transparência, o que quer que se desenvolva em sua vida.

Portanto, se existem medos, se existem resistências, o que isso quer dizer?
Que a personalidade está aí.

Lembrem-se: vocês não podem permanecer na personalidade – qualquer que seja, mesmo a mais equilibrada – e viver o Absoluto: isso não é possível.
Enquanto há essa revolução da consciência (que os conduz à Presença, ao Eu Sou, à Última Presença), vocês serão afetados.

Por que Maria falou-lhes, sem parar, da palavra Paz?
Quantas vezes foi pronunciada essa palavra Paz, ontem?
A Paz não é algo que se vá tentar cultivar, não vendo os problemas, negando-os, ou o que quer que seja.
É algo que se estabelece em si, que faz com que haja essa famosa Transparência.

Mas, enquanto você se tem em sua própria vida, enquanto se tem em sua própria pessoa (isso foi dito, de múltiplos modos, há vários meses), enquanto você crê que tem uma história, uma profissão, um emprego, uma função, você não é Absoluto.
É preciso soltar tudo isso.
Isso não quer dizer, eu repito, abandonar o trabalho, abandonar a família.

Como disse BIDI, é mudar de ponto de vista.
Naquele momento, a Transparência instala-se, mas não antes.
Portanto (sobretudo hoje), se restam, em vocês, medos, apreensões, interrogações, se vocês querem ali aportar uma solução (o que é lógico): vocês vão comportar-se na dualidade (qualquer que seja a expressão do que os incomoda, quer isso lhes concirna ou concirna a alguém que está em seu ambiente).

Vocês não podem Abandonar-se (Abandonar-se à Luz, Abandonar a personalidade) e, ao mesmo tempo, querer agir nessa personalidade.
É lógico, não?
Está aí o dilema no qual vocês são confrontados.

E há apenas uma única solução (isso foi dito e repetido): Humildade, Simplicidade, Desidentificação, Refutação etc. etc...
O Samadhi, a Última Presença, o Absoluto não são fugas da realidade (ou do concreto), é uma Transcendência total do concreto, não pela vontade pessoal, não por uma reação, mas por um estado de Ser – ou um estado de não Ser – para o Absoluto.

Enquanto vocês procuram uma solução na personalidade, vocês não resolverão a equação da personalidade.
É tão simples assim.

Então, CRISTO havia dito: «Busquem o Reino dos Céus e o resto ser-lhes-á dado em acréscimo».
É, estritamente, a Verdade.

Questão: se se atinge esse estado de Paz, isso impede os estados de doença?

Por qual razão?
Esse corpo é mortal.
Em contrapartida, qualquer que seja a perturbação, a doença, as contrariedades ou outros, a consciência – e a Entidade – que está aí, não é mais, de modo algum, afetada.
É uma questão de sensibilidade.

Há seres que são hipersensíveis ao nível do coração, do corpo: eles vão ter uma pequena dor, vão pôr-se a gritar.
Há pessoas que são muito resistentes: elas vão sentir a dor, mas nada vão manifestar.
E, depois, há aqueles que são Absoluto ou na Última Presença: «sim, bem, uma dor está aí, e então?».
É a identificação ao corpo que é responsável pela dor e pelo sofrimento, nada mais.
E, eu repito, isso não quer dizer que seja preciso renegar o corpo.

A Paz é isso.
E, quando foi explicada a Morada de Paz Suprema (Shantinilaya), quando Maria falou, ontem, de Paz, e tudo o que foi dito por UM AMIGO sobre «ficar tranquilo».
Isso vocês vão poder verificar por si mesmos, com o que vai balançar.
É fácil falar de espiritualidade, falar de Vibração, quando tudo vai bem.
Mas, quando tudo vai mal, o que é que acontece?
Será que vocês são capazes de permanecer na mesma Paz ou não?
Se sim, então, vocês estão na Última Presença ou Absoluto.
Se vocês estão contrariados ou afetados, ou no medo, ou no sofrimento, ou na emoção, isso quer dizer que, simplesmente, a personalidade está, ainda, na dianteira da cena.

Questão: após um regime monástico, a vontade toma-me, de repente, de comer o que eu não comia, de hábito.
O que eu faço, não querendo parecer o que eu não sou?
É da ordem da resistência ou é outra coisa?

É, unicamente, da ordem da personalidade.
Como diz essa pessoa, ela fez um regime monástico, o que quer dizer que ela mesma fechou-se em regras, esperando que, fechando-se nessas regras, isso ia, como por acaso, desaparecer.
O natural voltou a galope.

Como vocês dizem: «expulse o natural, ele volta a galope».
Tudo aquilo a que vocês vão opor-se, com a personalidade (é a mesma questão de há pouco, em relação às imposições ou às contrariedades da vida comum), tudo o que vocês vão querer preparar, antecipar, controlar, vai explodir-lhes na cara, cada vez mais.

Então, está ótimo, para a vida 3D, até o presente, controlar as coisas, prevenir as coisas, preparar, antecipar.
Mas isso era bom para manter uma aparência de segurança.
Mas a verdadeira segurança não está aí.
Isso faz apenas traduzir medos.
E aquele que se contraria por um regime monástico, assim, encontra-se confrontado a quê?
Ao retorno da manivela [reação].
Mas é normal.

Retenham, efetivamente, que todo excesso – qualquer que seja – tem por base a personalidade.
Toda privação, também.
A espontaneidade do comportamento, a espontaneidade da consciência exprime-se diferentemente, justamente, de acordo com o que se agiu através da personalidade ou conforme se esteja na Última Presença, na Paz ou no Absoluto.
A diferença é flagrante.

Quando vocês são Transparentes, Absoluto, Última Presença, quando estão na Presença, o que é que foi dito?
Que é a Ação de Graça, a Divina Providência (vocês a chamem como quiserem), a Inteligência da Luz que vai reger sua vida.
Portanto, em nome de que vocês agiriam pela personalidade?
Cabe a vocês ver.
E isso será cada vez mais evidente e violento.

À época, eu falava de colocar sob o tapete, vocês se lembram.
Depois, eu disse: «retirou-se o tapete».
Agora, é cada vez mais evidente.

Se algo se manifesta em sua vida, o que quer que se manifeste em sua vida, primeiro, apreendam – mesmo se vocês não o compreendam – que é, sempre, para ir para a Luz, mesmo se o elemento que se desencadeia pareça-lhes horrível (eu já disse isso, há pouco tempo, há apenas um mês).
Mas, hoje, mais do que nunca, a Luz está cada vez mais intensa.

Portanto, ou vocês deixam fazer a Luz, que não quer dizer renunciar à sua vida, mas tornar-se Transparentes à sua própria vida.
Então, é claro, a Luz não vai fazer um cheque em seu lugar.
Mas, se vocês vão ao que nós havíamos dito há anos: a Fluidez da Unidade, a Sincronia, se vocês estão na confiança, no Abandono da personalidade, para além do Abandono à Luz, é claro que sua vida vai desenrolar-se sem qualquer contrariedade.

Mas, se vocês resistem, o que é que vai acontecer?
Isso vai tornar-se cada vez mais complicado.
Portanto, em resumo: ou vocês são, ainda, uma pessoa submissa à personalidade, ou vocês não são mais uma pessoa.

E o que diz essa pessoa é perfeitamente exato: ela controlou, dirigiu sua vida, por um regime monástico (eu creio, ela disse), para aperceber-se de que tudo lhe explodiu na cara.
E ela encontra boa consciência, dizendo: «Oh, bem, é preciso deixar fazer, é a Luz».
Não, não é a Luz, isso: é a personalidade.

Questão: a personalidade é um elemento, apesar de tudo, útil?
Por exemplo, as pessoas no fim de vida podem desenvolver mais Paz para sua passagem, se colocam atos ligados à personalidade, como gerir sua herança?

Mas útil para quem e para quê?
Para a herança, sim.
É um problema de personalidade, concorda?
É uma paz ilusória.

O que vocês não apreendem, verdadeiramente, é que: quem controla?
É a personalidade ou o que vocês São, em Verdade?
Quem dirige esse saco de alimento (como diria Bidi)?
Seu mental, sua pessoa ou o que vocês São, em Verdade?

As implicações, as consequências não são, de modo algum, as mesmas.
A paz de que você fala é a organização de seus negócios.
Qual relação com o Absoluto, uma vez que, de qualquer modo, esse saco – como você diz – está morrendo para essa pessoa?
Ela parte com a consciência tranquila, como se diz.

Mas de qual paz trata-se?
Se vocês buscam a paz da personalidade, vocês nada têm a fazer aqui.
A Paz de que fala MARIA nada tem a ver com esse gênero de paz.
Eu espero, pelo menos, que vocês apreendam isso.

Quer você regularize seus negócios ou não, isso nada mudará no desaparecimento da personalidade, estamos de acordo.
Isso mudará, sempre, algo, para aqueles que permanecem, sobretudo se eles estão na personalidade, eles também.
Não se fala das mesmas coisas, aí.

A Paz espiritual nada tem a ver com a paz da pessoa.
Aquele que é Absoluto – e que está na Morada de Paz Suprema – não é, em caso algum, concernido pela morte desse corpo, nem pelo sofrimento, eu disse.
É profundamente diferente.

Questão: as famílias espirituais existem, unicamente, ao nível da alma ou podem existir, também, ao nível da Essência?

Absolutamente não.
As famílias espirituais podem ser, por exemplo, ressonâncias de linhagens ou de referências, de origem estelar.
Mas é tudo.
A noção da palavra família é extremamente limitante.
Então, efetivamente, há alianças, digamos (familiares, se se pode dizer), entre diversas origens estelares, com óperas cósmicas, digamos.
Mas tudo isso é extremamente limitado em relação ao Absoluto, uma vez que o Absoluto não reconhece separação.

Ao nível do Absoluto, não há, mesmo, mais linhagem, não há, mesmo, mais origem estelar.
Agora, é a vocês que cabe estabelecer-se onde querem.
Eu repito, há apenas uma que é verdadeira, e a outra, que é falsa.
É uma Verdade que está em diferentes níveis.
E o que está em um nível é verdadeiro para aquele que ali está, mas não é verdadeiro para aquele que ali não está.
E isso não é, absolutamente, contraditório.

Prestem atenção a essa noção de família espiritual.
Havia, também, uma história de família de almas.

É muito engraçado encontrar almas irmãs, pessoas com quem se crê que se teve coisas lá em cima etc. etc...
Mas, frequentemente, são álibis.
Não se esqueçam de que as leis que regem o Universo, ao nível dos Mundos Unificados, não têm qualquer correlação possível com as leis desse mundo.

Portanto, enquanto vocês são baseados na experiência e na vivência do que conhecem, nesse mundo, vocês fazem apenas transpor aos outros mundos.
Não é assim que funciona.
Aliás, a problemática do ser humano, quando ele morre, é de crer que ele vai continuar a fazer as mesmas coisas.
Então, ele não leva seu dinheiro, ele não leva seu marido ou sua mulher, ele não leva seus filhos nem sua casa: o que é que ele faz?
Ele vai reproduzir a mesma coisa do outro lado.
Ele não saiu da ilusão, nem do albergue (entre aspas).
Mas tudo isso vai mudar, uma vez que vocês sabem: vocês são, todos, Liberados.

Mas não confundam as coisas: a palavra Paz, a Paz espiritual, Shantinilaya, nada tem a ver com a consciência tranquila (como o exemplo de há pouco, de pôr seus negócios em ordem, para partir tranquilo).

Não temos mais perguntas, agradecemos.

Em todo caso, eu lhes agradeço muito por todas as suas questões, que são sempre muito enriquecedoras para aqueles que ouvem e lerão essas conversas.

Portanto, eu lhes transmito todas as minhas Bênçãos, todo o meu Amor.
Fiquem bem.
Até breve.
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