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4 de mai. de 2016

TERESA DE LISIEUX – Maio de 2016




NB: essa canalização é extraída de um conjunto de canalizações que acompanharão nossa ressurreição nesse mês de maio.

Irmãs e irmãos da Terra, eu sou Teresa de Lisieux, que intervém em vocês como Estrela nomeada Profundeza.

Eu venho, por minha vez e a pedido de minhas irmãs, colocar algumas palavras sobre o que é a Profundeza e sobre o que ela desemboca em vocês, nesse momento.
Permitam-me, primeiro, comungar em cada um de vocês, no espaço sagrado de nosso reencontro.

... Comunhão...

Quando de minha passagem sobre a Terra, eu disse, muito jovem, que eu passaria meu céu a fazer o bem sobre a Terra.
Essa afirmação foi vivida e realizada durante quase um século, por muitos irmãos e irmãs.
Hoje, eu não venho pedir-lhes para chamar-me, porque eu já estou aí, em vocês, e os marcadores dessa Profundeza são a Inocência, a Infância, o acesso ao Coração do Coração.
Então, eu venho, simplesmente, lembrá-los disso.
Os testemunhos da Estrela Profundeza em vocês são, como eu o disse, a Infância, a Espontaneidade e a Inocência.
A Inocência da criança não, unicamente, a criança interior, mas toda criança, tal como ela nasce na superfície desse mundo, que vive, plenamente, seu instante, que não se preocupa com qualquer conceito nem qualquer crença, como é o caso antes da idade de sete anos.

O tempo da Ressurreição que se abre a vocês é o tempo em que a Luz obriga-os, de algum modo, a ir sempre mais profundo no interior de si mesmos, para ali descobrirem-se, inteiramente e sem limites, o que faz de vocês uma rocha inquebrantável, não em sua manifestação nesse mundo, mas uma rocha inquebrantável de Luz e de Eternidade.
Isso os inscreve, então, sempre mais, no aqui e agora, no instante presente e na Leveza daquele que faz a vontade da Luz, que supera todas as condições e as contingências de sua história, em um lugar de sua consciência no qual nada pode ser desestabilizado nem desviado.
Eu não os convido, hoje, unicamente, a comungar, a chamar-me ou a encontrar-me, mas, bem mais, para perceber sua própria Profundeza, que se situa bem além de toda aparência nesse mundo, aí, onde se encontra a Verdade, como o disse Maria e como nós todos, uns e os outros, temos afirmado.

O impulso da Luz, em seus diferentes componentes, quer seja o Sol, a irradiação de Sírius ou de Alcyone, chama vocês, como as circunstâncias na superfície desse mundo, a encontrar os recursos em vocês, antes que tudo o que é exterior desapareça de seus olhos e de sua consciência.
O Caminho da Infância, eu falei disso em numerosas reprises, em minha encarnação como aqui, voltar a tornar-se como uma criança é estar plenamente imerso e mergulhado no estado de Graça e de contentamento.
O que quer que viva seu corpo e o que quer que viva sua pessoa, ao reforçar seu coração você se torna inabalável em seus pensamentos como em suas ações, porque todas as suas ações, então, são voltadas para ele e não para uma necessidade de reconhecimento, qualquer que seja.
Não há esforço, aí tampouco, a fornecer, há apenas que vê-lo e sê-lo.

Assim, quando de sua última Passagem, nada poderá frear o caminho que vocês traçaram em seu coração, nada poderá pará-los; é nisso que vocês são a rocha inquebrantável.
Não nesse corpo falível, não em suas vidas efêmeras, mas na realidade do que vocês são e que os nutre, permanentemente, agora.
Se isso não lhes aparece ainda, é, simplesmente, o sinal de que vocês devem ir para mais simplicidade e mais autenticidade, porque não há qualquer razão desse mundo que se mantenha, doravante, em face da Verdade e da potência do Amor.
Não pode existir a mínima justificação, em seu corpo como em sua vida, que possa impedir esse movimento, essa Profundeza.

Ir, a partir de hoje, para a Profundeza, é verificar, por si mesmo, de algum modo, que não há obstáculo, que não há espinhos, que não há sofrimento, que há, simplesmente, a projeção das crenças, dos medos ou das dúvidas.
Tornar-se uma rocha de amor, o filho da Luz, é reencontrar essa herança.
É não mais atribuir densidade e pesos ao que pertence a esse mundo, não para rejeitá-lo, recusá-lo ou ignorá-lo, mas, sim, para iluminá-lo de sua própria Graça, aquela da Luz de Cristo, de cada um de vocês, filhos do Sol.

A etapa da Ressurreição, a etapa do último Apelo é exatamente isso, um convite para ir, cada vez mais, para a espontaneidade, a imediaticidade e a simplicidade da criança.
É não mais ser freado ou desacelerado por qualquer elemento desse mundo, é reconhecer, também, a ação da Luz em qualquer elemento que lhes chegue, mesmo e, sobretudo se isso possa parecer-lhe contrário à Luz.
Porque, do ponto de vista da Luz, tudo é apenas oportunidade e pretexto para fazê-los descobrir-se como seres livres, como consciências que não dependem de qualquer forma, nem de qualquer mundo, nem de qualquer origem.

A Profundeza é, portanto, seu salvo-conduto quando dessa última Passagem, que lhes dá não, unicamente, a certeza, mas a Evidência flagrante do que vocês são, mesmo se vocês não se tenham, ainda, reconhecido.
Sua força vem daí, ela não poderá mais vir de elementos exteriores desse mundo, quer seja através da nutrição, através das relações.
Essa Profundeza convida-os a reconhecer-se, na humildade e na simplicidade, como filho do Um e irmão e irmã de Cristo.
É nessa Profundeza que o jorrar da Luz far-se-á de seu coração, Luz de Verdade, Luz de Eternidade, de Graça, que se revela tal uma majestade e uma Evidência.

… Silêncio…

Não é mais a hora, hoje, de escolher, mas de manifestar o que vocês já escolheram.
Vocês são livres para estabelecer-se em qualquer Morada do Pai que seja, mas, para isso, vocês devem restabelecer a verdade de sua conexão, de sua essência.
É isso mesmo que vocês vivem.
Quer você seja liberado vivo, quer seja, simplesmente, desperto, portador de uma das Coroas, ou que você nada viva, isso não faz qualquer diferença agora.
O acesso à Profundeza, o acesso ao Coração do Coração é possível, qualquer que seja a circunstância de sua vida, qualquer que seja seu estado preliminar, quaisquer que sejam suas diligências, quaisquer que sejam os caminhos que vocês tenham tomado.

… Silêncio…

O Silêncio é importante, qualquer que seja o tumulto de seus pensamentos ou desse mundo.
Na Profundeza há apenas Silêncio e majestade.
Não pode existir, nesse lugar, nem dúvida nem jogo de sombra e luz, há apenas o lugar para a Luz, há apenas o lugar para o Verdadeiro.
A Profundeza convida-os não, unicamente, a reencontrar Cristo, mas para viverem, vocês mesmos, como KI-RIS-TI, e deixarem, então, emergirem as graças da espontaneidade, da Inocência e, também, da potência.

… Silêncio…

Na Profundeza a Luz preenche tudo, não há espaço disponível para outra coisa que não a Luz.
Assim, o Espírito Santo, o Espírito do Sol, o Coro dos Anjos cantam, em vocês, os cantos da Ressurreição e a Glória.

Essa Profundeza dá-lhes o olhar suave e, em cada relação, a capacidade para pôr o outro à sua frente, sendo igual a Cristo – como vocês.

Na Profundeza vive-se o sacrifício permanente do efêmero em proveito da Eternidade, sem esforço e sem dificuldade, sem nada mais pedir que não desposá-Lo, como eu o disse em minha vida.
Mas não vejam aí casamento de marido e mulher, como nesse mundo, mas, sim, o último ato da fusão da consciência.

… Silêncio…

Em sua Profundeza há todas as capacidades de superação que são necessárias em qualquer manifestação de sua vida efêmera.
Essa noção de Profundeza, de consciência da Profundeza, está em ressonância direta com a ação final do Arcanjo Uriel quando dessa última Passagem.
Vão, tranquilamente, em sua rota, que a Luz pede-lhes e oferece-lhes.
Não julguem e sejam livres de todo julgamento.
É assim que se constrói a rocha e o que eu nomearia a certeza interior, que não depende de qualquer contexto nem de qualquer limite.

… Silêncio…

O Caminho da Infância é aquele que é, hoje, o mais adaptado à Ressurreição do fim dos tempos.

Porque, nesse Caminho da Infância, não há mais necessidade de interessar-se nas vibrações, nas energias, nos movimentos desse mundo, na história desse mundo, há apenas que ser isso, e tudo se desenrola por si só, como por encantamento.
Aí está o mistério da Graça e da Luz, que lhes é cada vez mais acessível, a partir do instante em que vocês aceitam soltar.
Não, simplesmente, abandonar-se à Luz, mas soltar todas as crenças e todas as certezas inscritas no efêmero.

A Profundeza chama-os a apoiar-se em si mesmos, não na pessoa e sua vida, mas apoiar-se em si mesmos em seu Coração do Coração, no qual Ele se tem, e os põe, então, em adequação com a vontade Dele e não mais com qualquer vontade pessoal.
A Leveza da Graça está aí agora.
É claro, ela continua presente nas relações que vocês podem estabelecer, mas essa Profundeza substitui-se mesmo nas relações que vocês conheceram, quer seja com os povos sutis ou com nossas dimensões ou, ainda, com nossos irmãos e irmãs encarnados.

… Silêncio…

Voltar a tornar-se como uma criança é renascer para a Verdade eterna, aqui mesmo, na carne, o que os torna indiferentes e impermeáveis ao que se trama na tela do mundo, porque essa tela apaga-se, progressivamente, e afasta-se de vocês.
Vocês percebem, então, a potência e a majestade do coração que guia seus passos e sua vida, o que quer que digam disso seu ambiente e sua pessoa.
É no Caminho da Infância e na Profundeza que vocês vivem isso, e que vocês vão vivê-lo, se ainda não foi feito.

Assim, por sua vez, por seu estado interior, vocês preencherão de Graça as circunstâncias, os irmãos e as irmãs que estão à frente da porta e que não ousam transpô-la.
Isso se fará naturalmente, sem palavras, sem discursos, eu diria, mesmo, sem intenção, mas como a coisa a mais espontânea e natural que vem de sua eternidade.

A Profundeza é, também, o momento em que vocês se conscientizam, se posso dizer, do basculamento do efêmero ao Eterno, não mais, unicamente, por experiências, não mais, unicamente, por momentos, mas como a única verdade indiscutível, que não sofre qualquer atraso e qualquer distância.

… Silêncio…

É nesse Coração do Coração, nessa Profundeza também, que os últimos elementos que podem aparecer-lhes como não Amor, em vocês ou ao seu redor, apagar-se-ão por si mesmos.
Como havia dito Cristo: «Busquem o Reino dos Céus, e o resto ser-lhes-á dado em acréscimo», não será, jamais, tão verdadeiro como nesse mês que se abre.
É a aplicação prática e a experiência direta disso, não como dogma ou crença, mas como a estrita verdade da experiência que há a viver.
Felizes os simples de espírito, porque o Reino dos Céus a eles pertence.
Sejam simples, não se enganem com os conhecimentos ou as histórias, sejam elas as mais fantásticas ou as mais horríveis desse mundo.
Na Profundeza vocês descobrem a Autonomia e, também, a independência das circunstâncias factuais e efêmeras desse mundo.
Nessa Profundeza, só o coração pode falar e exprimir-se, e ele não pode, jamais, mentir nem mal dirigi-los.

… Silêncio…

É, portanto, um momento de grande verdade e, eu diria, de única verdade, que se desenha em vocês e na Terra, no qual não há mentira, nem traição, nem sofrimento possíveis.
E, para isso, vocês devem renunciar, vocês devem sacrificar a si mesmos, não pondo fim a si mesmos, em qualquer dia que seja, mas aceitando o que vocês são.
Assim, ao tornar-se como uma rocha, vocês se tornarão cada vez mais leves, progressivamente e à medida que a gravidade desse mundo, para o olhar do efêmero, aumentar.
Aí está a única nutrição verdadeira e verídica, todo o resto não acalma a sede.
Ora, Ele nos disse, quando de sua primeira vinda: «Vocês serão saciados, porque terão bebido a Água de Vida.».

É o que lhes chega hoje, de todas as maneiras possíveis.
Eu diria, de algum modo, que todos os caminhos convergem para esse ponto de passagem.
Isso lhes concerne, a cada um como ao conjunto de consciências da Terra e não, unicamente, humanas.
O caminho, os caminhos foram iluminados por suas múltiplas experiências, quer seja nos mundos sutis ou nesse mundo denso.
Então, hoje, vocês podem avançar sem obstrução para esse Desconhecido, porque ele se torna, a cada dia, um pouco mais conhecido e um pouco mais visível, quer seja por nossas Presenças em suas estruturas, quer seja à noite, no momento de dormir ou em suas noites, no decurso de um reencontro de seus dias, tudo está aí.

… Silêncio…

Escutem seu coração, inclinem-se para ele.
Deixem todo o resto desaparecer, porque todos os contentamentos saem de seu coração, todas as soluções também, sem qualquer exceção, o que quer que vocês acreditem ou o que quer que vocês não tenham, ainda, experimentado.

… Silêncio…

Talvez, alguns de vocês sintam a iminência do basculamento da última Passagem e, talvez, vocês constatem que essa não é a mesma iminência e o mesmo estado que vocês tenham, talvez, vivido quando de alguns prazos anunciados por diferentes povos.
Hoje, isso é mais denso, isso é mais iluminado e mais verdadeiro, se posso dizer.

A Profundeza leva-os, também, a serem nutridos do que vocês encontraram nas profundezas, em que tudo é apenas beleza no Coração do Coração, em que tudo é nutrição e nada há a ejetar ou a eliminar.
O que vocês vivem, uns e os outros, são apenas os elementos indispensáveis para vocês, para sua última Passagem.

Lembrem-se, mesmo se vocês nada vivam disso ainda, de que, no momento dessa Passagem, no momento do Apelo de Maria, será preciso, simplesmente, ter presente, antes de desaparecer, a Eternidade que vocês são e o coração que vocês são; de qualquer maneira, não existirá mais do que isso de reconhecível e de identificável.
Assim se viverá o Face a Face, o sozinho, em seu Coração do Coração, com a Profundeza e a exatidão a mais perfeita.

Por minha presença, hoje, eu posso apenas reforçar e insistir sobre minha presença em seu coração e pela orientação da Profundeza.
Eu venho, portanto, convidá-los a deixar-se ir a mais Profundeza, a cada dia, a cada minuto – não há fim nesse movimento – até o momento do Apelo.
Assim, também corresponde ao que havia sido dito por Cristo: «Mantenham sua casa limpa.».
A Profundeza aporta-lhes essa propriedade, porque tudo ali está iluminado, e vivo, e luminoso, em que a única justificação é o Amor.

Ao ir, cada vez mais, à Profundeza, vocês ali descobrirão que não há qualquer polaridade, que não há homem nem mulher, nem bem nem mal, que todos os antagonismos e os complementares resolvem-se na mesma Unidade.
Não como um conceito ou uma ideia à qual vocês aderem, mas, sim, como uma vivência direta de sua consciência.
A Luz, nesse momento, está preenchendo não, unicamente, os interstícios e a superfície desse mundo e de seu corpo, mas, também, todos os recantos de sua consciência, e não deixa qualquer descanso ao que poderia opor-se, iluminando-o sempre mais e mostrando-o a vocês, sempre mais.

… Silêncio…

É no silêncio da Profundeza que vocês se ouvem o melhor possível e que vocês estão em acordo com a lei de Um, com a Graça e o Amor.

… Silêncio…

Nesse silêncio, a interiorização faz-se por si mesma, sem, mesmo, procurar via ou caminho, sem, mesmo, sentir a mínima Presença.
Apenas resta o Filho Ardente do Sol.
É isso que é vivido ou que há a viver agora, essa rendição sem condição à vontade do Um, ao Espírito de Verdade.

… Silêncio…

Então, deixem sorrir seus lábios no canto de seu coração reencontrado, para que o mesmo olhar de amor porte-se sobre todas as coisas e todo ser, qualquer que seja a liberdade que ele tenha escolhido, qualquer que seja seu caminho.
Aí está, também, a oração perpétua, essa oração do coração que nada pede, mas que faz apenas cantar os louvores e a Graça.

É nessa Profundeza que há a escuta e a atenção as mais exatas.
É dessa Profundeza que nasceu, também, a ação exata na Inteligência da Luz, na qual a Fluidez da Unidade não é mais um conceito a manifestar e a viver, mas, bem mais, a Evidência de cada sopro e de cada olhar.

… Silêncio…

Agora e já, inúmeros de vocês vivem as primícias de sua ressurreição, do Apelo.
Mesmo se Maria já os tenha chamado há alguns anos, a intensidade de hoje é sem medida comum com o que existia há alguns anos.

… Silêncio…

A Profundeza é tudo isso.
Assim é meu Caminho da Infância, que é seu Caminho, o mais seguro e o mais direto nesse retorno à Eternidade.

… Silêncio…

O que nós vivemos aí, vocês e eu, que escutam, que leem, que ouvem, é isso.
A emergência e a floração do coração, no qual nada mais é necessário, nenhuma história, nenhuma pessoa, nenhum mundo mesmo.
É a única verdade.
Reencontrar-se, a si mesmo, qualquer que seja a aparência, qualquer que seja o caminho aparente.

… Silêncio…

Evidentemente, vocês perceberão isso conforme vão para a Profundeza e ainda mais Profundeza ou, ao contrário, para mais superficialidade.
Vocês podem imaginar que, neste período, os efeitos e as consequências não serão os mesmos, ainda se a finalidade seja a mesma.
A Profundeza, o Caminho da Infância é Evidência; o caminho da aparência e do superficial é sofrimento e resistência.
Isso lhes aparece cada vez mais claramente; quer vocês o aceitem ou não, nada mudará.
Aí se ilustra, em vocês, o Choque da humanidade, tal como havia sido expresso pelo bem amado João.
Isso se vive hoje, nesta fase específica, na qual ninguém conhece nem o dia nem a hora, mas na qual, no entanto, isso é, a cada dia e a cada hora.

… Silêncio…

É isso que é percebido, é isso que é vivido e cada dia com mais intensidade agora.
Porque o que vem não pode ser desacelerado nem parado agora, nem adiado.
Até agora – e o Comandante havia instruído vocês sobre isso – a velocidade de Hercobulus era variável segundo as resistências encontradas, tanto pelo coletivo da humanidade como pela própria Terra, como pelo sistema de predação e de pensamentos.
Hoje, isso não pode ser, terminou.

A urgência da Luz é tal, no efêmero, que nada pode ser adiado e que tudo se consuma, enfim.
Isso é agora, não procurem dia futuro, porque isso é agora.
E, ao descobrir esse Coração do Coração que emana de si mesmos, nenhuma outra interrogação poderá aparecer quanto às circunstâncias ou à evolução de vocês como de seus irmãos e irmãs próximos.
Isso se revela como uma Evidência e uma certeza.

Eu sou Teresa, e eu abençoo sua ressurreição e sua liberdade.

… Silêncio…


Eu os saúdo e eu os amo.

MARIA – Maio de 2016




NB: essa canalização é extraída de um conjunto de canalizações que acompanharão nossa ressurreição nesse mês de maio.


Eu sou Maria, Rainha dos Céus e da Terra.
Saudações e amor a cada um de vocês, onde quer que vocês se tenham.
Minha Presença está com vocês.
No início do mês de maio, eu me apresento, novamente, a cada um de vocês, e venho, se vocês concordam, inundá-los de Graça, de Amor e de Verdade.

O importante, hoje, não é o que eu vou dizer-lhes, mas, bem mais, a minha presença íntima em sua intimidade.
A vocês todos, filhos do Único, Sementes de Estrelas, corações vibrantes, eu venho apoiar seus últimos passos na dualidade.
Na hora em que o conjunto de sinais revelados pelo conjunto de profetas nessa Terra está sob os seus olhos e vive-se em vocês, eu venho apoiá-los com meu amor de mãe, na verdade de sua eternidade.
Eu venho, se o desejam, aliviar seus últimos pesos, suas últimas resistências, suas últimas dúvidas.

Mais do que nunca, no início desse mês de maio, é-lhes oferecido comungar à nossa verdade, que é sua.
A cada apelo eu estarei presente, a cada momento, se sua consciência volta-se para o céu, então, eu estarei em sua Terra e em seu corpo.
Na hora em que o conjunto de Elementos da Terra bate, em uníssono, o apelo da Verdade, o tempo das revelações, eu me tenho à sua porta, eu me tenho em vocês e com vocês.
Eu venho despertar o que deve, ainda, sê-lo, a partir do instante em que vocês se confiam à sua eternidade.

Nesses momentos em que nada mais pode ser escondido na superfície dessa Terra, é tempo, também, de não mais esconder-se de si mesmos ou para si mesmos.
É mais do que tempo de deixar o que está morto atrás de vocês, é tempo de reencontrarem-se em sua totalidade e em sua unicidade.

No momento em que os sinais dos céus e da Terra entram em seu paroxismo e em sua intensidade, no momento em que o fogo vital e o Fogo vibral conjugam-se no Espírito, o Espírito de Verdade – que descerram seus olhos e abrem bem seu coração – dão-lhes a viver a Graça, mas, também, demanda de vocês o perdão, o perdão de tudo o que vocês atribuíram às circunstâncias ou a si mesmos.
Ao recobri-los, então, com meu Manto, como eu tive a oportunidade de fazê-lo em numerosas reprises, eu venho reforçar sua própria revelação.

O tempo da Ressurreição conclui-se agora, o que permite a um dia novo e ao início de um mês novo concretizar sua Liberdade, o que vocês vivem dela, o que vocês viverão dela, o que vocês conceberam dela e o que se cria agora, o que os mantém no coração, no qual tudo é resposta, no qual a Evidência não sofre dificuldade nem resistência.

Minha presença vem chamar vocês, antes que eu os nomeie e chame, cada um de vocês, a viver a Paz.
Eu os convido, também, como foi dito pelos Anciões, a deixarem florir a rosa de seu coração.
Eu os chamo à comunhão perpétua, a viver, de maneira lúcida e plena, a Nova Eucaristia, aquela do Espírito, aquela da Liberdade e da Verdade.

Vocês constatam, cada um de vocês, que, à sua maneira, é-lhes possível instalar-se no Silêncio, na tranquilidade, em qualquer aparência e qualquer situação que vocês tenham a viver pela graça da Inteligência da Luz.
Apoiados, eu os lembro, pelo Coro dos Anjos e o Espírito do Sol, assim como o conjunto dos planos da Luz Una, vocês são convidados ao verdadeiro despertar, aquele que nada tem a ver com as circunstâncias do efêmero.
Esse despertar é seu último despertar, se posso falar assim, aquele que os conduz à alegria inefável do que cada um de meus filhos é, bem além da função aparente nesse mundo no qual seus pés estão colocados.

Eu venho, também, convidá-los a lembrar-se de que a Graça é Evidência, de que ela não é um esforço, de que ela está aí, em superabundância, a partir do instante em que vocês nada retenham, a nada resistam.
Sua ressurreição, ilustrada pelo modelo de meu Filho, leva-os, hoje, ao sacrifício – como explicado pelos Anciões – o mais nobre, o mais puro e o mais desinteressado às leis desse mundo.
No Amor não há regra nem lei, há apenas a Evidência da verdadeira vida, a Evidência da Alegria e a manifestação da Paz.

Eu venho chamá-los, também, se já não foi feito, a verificarem, por si mesmos, que tudo está dentro de vocês, que cada um de vocês não pode ser separado de qualquer outro de vocês, na Liberdade e no Amor.

O tempo não é mais para discursos nem para nutrir outra coisa que não a chama eterna de sua Presença.

Eu venho, também, ajudá-los, se vocês me chamam, não, unicamente, a curar condições desse mundo ou desse corpo, mas a deixar seu coração aparecer, inteiramente, e emanar e irradiar, espontaneamente, o canto da Ressurreição, aquele do Amor incondicionado no qual o Fogo Ígneo, o Coro dos Anjos, o Espírito do Sol, o conjunto de nossas Presenças e de suas Presenças na superfície desse mundo solucione-se em vocês, o que põe fim às aparências de separação que prevalecem, ainda, em alguns de vocês ou em alguns aspectos de suas vidas.
São, também, os momentos nos quais o que foi nomeado «Desconhecido» ou «Absoluto» torna-se a única coisa conhecida e tolerável.

O Comandante dos Anciões evocou-lhes, frequentemente, o medo ou o Amor.
Doravante, mesmo o que possa restar de medo, em cada um de meus filhos, não pode mais aparecer, ou com dificuldade, diante da intensidade da Luz e a intensidade e sua acuidade de consciência.

É tempo de deixar aparecer sua sede do céu, sua sede de Liberdade, sua sede de Verdade e de Amor, o que lhes permite, então, transcender, se for necessário, antes mesmo de meu Apelo, seus limites corporais, os limites do conjunto de suas estruturas sutis, e de deixar aparecer a glória da Ressurreição e de seu sacrifício.

Mais do que nunca, onde quer que vocês olhem, tanto no interior de si como na ilusão desse mundo, o Amor preenche e preencherá, cada vez mais, tudo o que pode aparecer-lhes, em quaisquer elementos que sejam.
O Amor é um bálsamo, o Amor é a chave, mas, agora, vocês descobrem, sobretudo, que o Amor é Verdade; não aquele que os ligava nos laços do efêmero, mas o Amor que existe e que está presente, de toda a eternidade.
Quanto mais vocês aquiescem ao seu coração e à sua eternidade, mais há Paz, na qual não pode aparecer qualquer questão e qualquer contestação.

Uma nova intimidade está a aparecer entre cada um de vocês e eu, quer seja pelo Canal Mariano, quer seja por seu coração ou em sua consciência pura.
Desprovida de todo ornamento desse mundo, eu sou a Evidência do Amor, eu sou a Evidência de nossa filiação de Liberdade.

Como o disseram os Anciões e minhas irmãs Estrelas, vocês renunciaram aos prazeres das ilusões, aos prazeres do efêmero?
Vocês mensuraram, em si, o que emerge, não para julgar, mas, sim, para pesar e sopesar o que é leve e o que é pesado, o que pode restar, em vocês, a liberar, assim como o crê a pessoa?

Eu venho convidá-los, também, ao que vocês poderiam nomear, nos tempos mais antigos, a viver a oração perpétua na qual, a cada sopro de sua vida e em cada um de seus passos sobre esta Terra, a sede da Luz é saciada por si mesma, por seu coração e por vocês mesmos, o que lhes dá a viver o contentamento, a paz ou o desaparecimento.

Quaisquer que sejam as estruturas efêmeras que vibram em vocês, nesse corpo, quaisquer que sejam os caminhos que vocês tenham percorrido e tomado, quaisquer que sejam sua situação, sua idade, vocês percebem, cada um de vocês, a Liberdade, aquela que não pode ser condicionada por qualquer história, mesmo não por aquela que nós desenvolvemos entre vocês desde as primeiras efusões do Espírito Santo, há mais de trinta anos.

A Inteligência da Luz convida-os, cada vez mais, à sua ressurreição e à sua liberdade.
Inúmeros de vocês, meus filhos, já viveram ou meu Apelo ou os momentos em que a Eternidade tomou todo o lugar em relação ao seu efêmero.
Muitos de vocês aceitaram encarnar, inteiramente, a luz da Eternidade.
Há anos, vocês haviam sido chamados os ancoradores de Luz e os semeadores de Luz, as Sementes de Estrelas.
Cada um de vocês, hoje, é uma Estrela que não tem, necessariamente, forma, que não tem, necessariamente, atribuição, mas que se contenta em ser essa Estrela, além de todo questionamento, de toda interrogação ou de toda hesitação.

Retenham que a Verdade é simples, ela é humilde.

Na cena do espetáculo desse mundo, para aqueles de vocês que olham o que ali se desenrola, como na cena de seu corpo e de sua consciência, se vocês ali olham atentamente, vocês ali verão a mesma coisa: a atualização da Luz e da Graça, o fim da mentira, o fim do medo.
Mesmo se, é claro, possa existir, em vocês, como no que vocês olham na superfície desse mundo, elementos que possam aparecer-lhes como opostos a isso, não é nada disso.
São apenas espaços de resolução que lhes cabe não julgar, não condenar, não rotular em relação ao que lhes é conhecido.

Quando eu digo que o Desconhecido torna-se conhecido, isso evoca, é claro, o Juramento e a Promessa, assim como meu Apelo, que surgirá de maneira coletiva, não importa em qual momento, doravante.
Eu não voltarei aos sinais anunciadores, vocês os conhecem; eles estão, aliás, presentes em numerosos lugares desse mundo, em seus planetas desse Sistema Solar, em seu Sol e seus céus.
Mesmo o que possa aparecer-lhes, tanto em vocês como em seu exterior, como violento ou resistente, é apenas um espaço de solução e de resolução no qual o Amor não pode mais ser sufocado ou reprimido.

Então sim, eu venho convidá-los à lucidez sobre si mesmos, sobre o fim do que está morto e sobre o início do que renasceu na eternidade.
É nessa transparência, vis-a-vis de si mesmos e vis-a-vis do efêmero desse mundo que emerge e entra em manifestação a Eternidade.

Filhos da lei de Um, para muitos, hoje, a dualidade aparece como fútil e supérflua, o que os leva a instalar, sempre mais, o sentimento de Unidade e a vivência da Unidade, na qual nada mais é necessário, bastando-se a si mesmos, em sua consciência eterna.

Como eu dizia, o tempo dos profetas concretiza-se sob os seus olhos, o que lhes dá a ver, tanto nos olhares exteriores como interiores, esse último combate, que não é um combate entre vocês e outra coisa, mas que é, bem mais, a estabilidade e a confiabilidade da Luz em seu corpo, em sua consciência como nesse mundo.

Os eventos que sobrevêm na superfície dessa Terra estão aí apenas para favorecer essa Inteligência da Luz, esse estado de Graça.
Para alguns de vocês, as dores do parto começaram, parto de si mesmos, liberados de toda aparência, de todo peso, de toda forma e de todo laço no efêmero.

Durante esse mês de maio que se precisa, é-lhes dada a viver sua eternidade com uma acuidade sempre maior e uma lucidez sempre maior.
É, também, durante esses momentos específicos, que sua capacidade a mais nítida e a maior para ser o que vocês são aparece.
Quaisquer que sejam seus ideais, o que quer que vocês concebam como liberdade em sua alma ou em seu Espírito, isso se concretiza, tanto em vocês como nesse mundo, o que os chama sempre mais a sair das histórias, dos conflitos e de tudo o que pode resistir, tanto dentro como fora, o que atrai, sempre mais, sua consciência para a Liberdade, na qual ela não pode apoiar-se sobre outra coisa que não essa Liberdade.

O Espírito de Verdade, o Espírito de pureza, revelam-lhes a beleza e a pureza deles, tanto mais que os fazem cessar o que volta e remonta, se posso dizer, do efêmero, o que os leva a um espaço no qual a minha presença é-lhes adquirida e no qual não há sofrimento, nem dúvida, nem questão.
Vocês chegam ao momento no qual nada mais há a preparar, no qual nada mais há a adquirir ou a desenvolver, apenas ser, sem condição e sem reticência, o que vocês são em verdade.

O conjunto de meus filhos da Terra e desse Sistema Solar aproxima-se, agora, da Verdade, como jamais foi o caso, ainda, até agora.

Vocês acolheram a Luz, vocês a deixaram trabalhar em si, e descobrem, agora, que vocês é que são a Luz, não no efêmero, não nas alegrias e nas dores desse mundo, mas como verdade primeira.
Quaisquer que sejam os obstáculos de seu corpo ou reticências ainda presentes, vocês sentem, efetivamente – e sentirão cada vez melhor – que não há outra possibilidade que não a de nascer na eternidade, renascer na essência, que tudo o que vocês podiam, ainda, imaginar ter que segurar ou controlar não pode mais ser segurado nem controlado, o que concorre, então, ao Abandono final, fazendo como meu Filho, dizendo «Pai, eu entrego o meu Espírito em suas mãos.».
Além da história, além do símbolo e do alcance dos eventos históricos dessa Terra, há bem mais a Evidência da lei de Um, na qual tudo é Um, na qual tudo é jogo, e na qual tudo é Liberdade, porque, nessa verdade, ninguém pode ser diminuído nem mesmo sofrer de qualquer falta ou de qualquer problema que seja.

Eu lhes digo, também, nessa oração perpétua que, agora, deve surgir em vocês, para irem para o que é evidente, não mais, unicamente, nos apelos da Luz, como isso se produziu durante todos esses anos, mas serem, vocês mesmos, a Luz do Apelo.
Vocês não têm necessidade, para isso, de palavras, nem de explicações, nem de compreensão, vocês têm apenas que deixar florir essa rosa de seu coração; toda a nutrição dessa rosa está em vocês.

Quer vocês me percebam pela vibração, pelo Canal Mariano ou que me imaginem na perfeição que é sua, pouco importa, qualquer que seja o caminho de aproximação de nossa relação, apenas é importante sua consciência pura, aquela que não está obstruída com pesos desse mundo, aquela que não conhece, aliás, qualquer peso e jamais o conheceu.

Eu os convido a superar toda forma, todo nome, para não mais serem separados, em qualquer ato de sua vida ou de suas relações.

Na hora em que – como as minhas irmãs Estrelas disseram – os sons do céu e da Terra generalizam-se, na hora em que a Terra vive seu próprio parto em sua nova dimensão, há o mesmo em cada um de vocês.
Cada um de vocês, ao vir, atualizou seu programa, se posso dizer, na Liberdade; isso foi nomeado, há alguns anos, «a atribuição vibral».

Nesse momento de Face a Face e de sozinho, se vocês aquiescem, se o aceitam, vocês encontrarão a totalidade do mundo, a totalidade das dimensões, a totalidade de vidas e de experiências de consciência em seu coração.
Quer seja através das linhagens estelares, das vidas passadas nesse mundo, tudo isso que se revelou e manifestou, em qualquer densidade que seja, não terá mais curso.
No Silêncio, no Coração do Coração, nesse ponto que não pode ser localizado, há todos os possíveis e todos os impossíveis, tudo o que pode ser pensado, criado, imaginado e vivido, o que os remete, incansavelmente, à Fonte e ao Absoluto.
Sua paz não depende mais de qualquer fator exterior nem de qualquer satisfação, mas, unicamente, da realidade e da permanência de sua eternidade.

Então, a graça da Luz é, efetivamente, uma oração perpétua, uma ação de Graça, eu diria, que mantém o estado de Graça, dá-lhes a viver o Coro dos Anjos e dá-lhes a viver a Ressurreição, sem dor e sem apreensão.
É o momento, também, no qual é preciso parar de apoiar-se sobre qualquer coisa que vocês considerem como exterior a vocês.
Quer seja a minha Presença, a Presença dos Anciões, dos Arcanjos, das outras dimensões, mais do que nunca, tudo isso está em vocês.
Mais do que nunca, vocês vão descobrir, se ainda não foi feito, a própria inutilidade de um cenário ou de uma história, porque a Luz e o Amor não se acumulam de nada mais que não de Amor e de Luz, em qualquer forma ou em qualquer dimensão que seja.

Voltar a tornar-se como uma criança é a verdade, agora, do que lhes propõe esse mês de maio.
Lembrem-se de que, quanto mais vocês estão no Amor e na Verdade, menos há possibilidade de julgamento, de condenação, de bem ou de mal, porque o Amor e a Verdade são o último bem que não tem que ser procurado ou amplificado, que demanda apenas desenvolver-se em vocês, como é o caso na superfície desse mundo.
Isso faz, então, suas as palavras de meu Filho: «Meu reino não é desse mundo», e «Que sobre essa Terra você é pó, e você retornará ao pó, mas que, em verdade, você não é sua forma nem esse pó, que, em verdade, você não é, mesmo, uma alma com seus sofrimentos, seus desejos e suas experiências, mas que você é o puro Espírito, cuja tradução apenas pode ser o Amor aqui mesmo, aí, onde seus passos estão colocados.».

Eu o convido ao Amor, do qual decorre toda sabedoria e toda alegria.
Eu o convido a ser feliz, não nas circunstâncias desse mundo, mas na redescoberta do que você é.
Não mais de maneira paroxística ou quando de momentos de apelo da Luz, mas a cada minuto, a cada sopro, a cada olhar portado, tanto em si como ao seu redor.
A Luz abençoa você a cada instante, tanto de dia como à noite, e rende-lhe graças a si mesmo.

O conjunto de consciências da Terra, qualquer que seja o estágio de resolução delas no Choque da humanidade, não pode mais, doravante, ignorar o que se desenrola no efêmero, seu próprio desaparecimento como modelo social, como modelo de sociedade, como vida falsificada.
É o momento no qual não há mais outro projeto que não aquele de estar aí, integral e inteiramente, e não depende de qualquer limitação, de qualquer carma, de qualquer sofrimento, de qualquer idade nem de qualquer sexo.
Aí está sua Autonomia, aí está sua Liberdade, aquela que se revela diante de você e em você.

Hoje, a Luz não o chama mais, unicamente, ela lhe pede, também, simplesmente, para ser ela.
Não em detrimento de todo o resto, mas englobando todo o resto, amigos como inimigos, sofrimento como saúde, sem fazer diferença, sem fazer separação.
A Graça e o perdão são os dois modos os mais naturais de manifestar o que você é.
A Inteligência da Vida e da Luz, nesse momento, chama-o a dar seu perdão e a dar sua Graça, não por qualquer ação ou reação, nem, mesmo, por uma pró-ação, mas, bem mais, pela evidência da Luz e de seu coração.

Nós nos exprimimos, certamente, minhas irmãs, eu mesma, os Arcanjos e os Anciões, pela última vez, de maneira exterior, porque, mesmo isso, não terá mais curso diante da evidência do Amor e da Verdade.
Não que isso seja inútil, não que isso seja supérfluo, mas porque a Luz preencherá tudo, e, no Amor, não há diferença entre você e eu, não há qualquer distância, aliás.
Então, esqueça-se das reticências, esqueça-se dos medos e lembre-se do Amor.
Viva o que você é, na Leveza.

Não há outro ensinamento, agora, que não este: viva o que você é.
Você é a Graça e você é o Amor, todo o resto é apenas acessório e faz parte apenas do que passa como experiências e jogos da consciência.

Abençoe sem limite tudo o que você pode tocar, tudo o que você pode ver, tudo o que você pode sentir e ressentir.
Permaneça nessa doação da Graça e tudo será apagado do que pode, ainda, parecer bloquear ou restringir o que você é.

Eu lhe digo, também: ame-se a si mesmo em sua eternidade.
Não no personagem ou na função que você desempenha, nem nessa forma, mas além de toda forma e de toda função.
Ponha-se a nu, porque o Amor quer você nu.
Tudo isso é espontâneo, a partir do instante em que você mesmo torna-se espontâneo.
Existem marcadores.
Os Anciões, as Estrelas, eu mesma temos insistido, amplamente, sobre esses elementos, mas, hoje, você nada tem a ver com todos esses marcadores, porque isso se torna muito evidente.
Isso vai tomar todo o espaço e todo o seu tempo.
Lembre-se, também, de que a Luz deixa-o livre, em suas escolhas e em seu posicionamento.

Eu poderia acrescentar numerosas palavras, mas essas palavras, hoje, estão aí apenas para irem, diretamente, ao seu coração, não para nutrir você, mesmo se eu esteja ali, mas para mostrar-lhe que tudo provém de você no que você é, além de toda forma e de toda dimensão.
É-lhe dado, também, a ver, na superfície desse mundo, irmãos e irmãs que não vivem isso.
Não se inquiete por eles, mesmo os mais próximos de você, porque ninguém poderá escapar ou subtrair-se do que você vive; mesmo se não exista, nesses irmãos e irmãs, qualquer lucidez nem qualquer interesse, não se inquiete por isso.

Se eu quisesse empregar uma imagem, eu lhe diria: uma vez que você tiver ressuscitado inteiramente, se já não foi feito, você rirá de si mesmo, você rirá do confinamento, você rirá de tudo.
Não para zombar, mas porque você terá vivido a futilidade disso.
Torne-se a rocha que você é, essa rocha na qual nenhuma luz pode ser retirada nem subtraída.

Então, além de escutar-me, de ler-me ou de ouvir-me, entre na oração, a oração do coração, que não tem necessidade de pedido, porque o coração sabe que tudo já está concedido.
É uma ação de Graça, é uma doação da Graça.
Esse presente, você o dá a si mesmo.
Para acolher sua eternidade, nada espere mais, nenhuma circunstância desse mundo pode ajudá-lo.
Apenas seu coração ajuda você, aí onde nós estamos.

Minhas palavras vão, agora, espaçar-se, porque o sentido de nossa realiança é bem mais importante, doravante, do que os discursos, as palavras ou as explicações, do que o conjunto de sinais que lhes foram dados a viver, a cada um de vocês, é de tal evidência, hoje, que não pode mais existir zonas de sombra, zonas de resistência.

Eu os convido, novamente, ao Amor sem condição e sem restrição.
Amem tudo e cada um, porque o Amor é o único modo de vencer em verdade.
Porque tudo o que poderia aparecer-lhes como inimigo pode apenas aparecer porque ele está em seu interior.
Na Graça não pode haver inimigo nem restrição.
Abram-se a essa abundância, abram-se a esse ilimitado, e o que quer que possa restar, ainda, em vocês, de resistente ou de medo, não se inquietem mais, vocês trabalharam, suficientemente, para fortalecerem-se.
Deixem a Evidência instalar-se agora.
A Graça não tem necessidade de sua pessoa, mas, simplesmente, de seu coração que, além de sua pessoa, não pode conhecer qualquer pessoa, porque ele é o mesmo em cada um e em cada uma.

Vocês são os dignos filhos da lei de Um.
O conjunto da Confederação Intergaláctica – e vocês sabem disso há anos – apoia-os e assiste em sua ressurreição, no que pôde parecer, para alguns de vocês, muito longo, muito difícil, e que, hoje, vai viver-se – e vive-se, já – sem qualquer dificuldade.

Lembrem-se, também, de que, nesses tempos que se instalam na Terra, a solução será, unicamente, o Amor e o perdão.
Porque o perdão é, sempre, o sinal de um coração suficientemente grande para englobar seu contrário ou seu inimigo, porque ele não conhece inimigo.

Deixem, enfim, emanar de vocês a compaixão, não a compaixão tal como ela foi expressa há numerosos anos por irmão K, mas a compaixão espontânea, que reconhece em cada irmão, em cada irmã que vocês encontram, a Luz e a Verdade, mesmo em qualquer oposição.

Vigiem e orem, porque mesmo se a pessoa não saiba o dia e a hora, eu lhes digo que o dia e a hora é agora, a cada minuto, a cada sopro, a cada dia que se levanta, a cada noite que termina.
Vocês não sabem se estarão encantados no êxtase quando de meu Apelo, mas isso está registrado e pode manifestar-se a cada minuto.
A Luz não sofre mais atraso, no sentido em que vocês o entendem nesse mundo, ela preenche todos os interstícios e todas as consciências, o que quer que seus olhos vejam ou acreditem.
Não fiquem nas aparências, as aparências de sua vida ou as aparências desse mundo, mas vão ao mais íntimo.
Porque, nessa intimidade, não pode mais existir que não a Evidência e a simplicidade.

Nesses tempos do mês de maio, quer seja de maneira pessoal para cada um de vocês, meus filhos, quer seja coletivo, é o mesmo significado: o tempo da Ressurreição, o tempo de meu Apelo e Daquele que virá como um ladrão na noite – e que já veio, para inúmeros de vocês.

Lembrem-se, também, de que, nesses tempos do mês de maio, não haverá qualquer canto ou recanto no qual vocês poderão esconder-se de si mesmos e dos outros.
Tudo é colocado na luz, tudo é iluminado com a mesma Graça e a mesma intensidade, o que quer que vocês vejam e o que quer que vocês julguem disso.

Acolham-me em seu seio como eu os acolho em meu seio.
Não vejam mais qualquer diferença entre vocês e eu, entre vocês e cada irmão e irmã encarnada.
No Amor nada há a rejeitar, porque tudo é transcendido pelo Amor, e, se há rejeição, então, não há Amor, simplesmente.

Então, filho bem amado, onde quer que você esteja, aqui, lendo, escutando-me, em cada lugar que você deseje, eu o abençoo.
Eu lhe dou a minha paz, como você me dá a sua paz.
Escute e ouça.
Como lhe disse o Anjo Uriel, a hora é para a Ressurreição.
O Amor apaga toda nostalgia e toda ferida de sua consciência; mesmo se isso não seja de seu corpo, isso não é grave nem importante.
Abandone-se à sua Fonte.

… Silêncio…

No silêncio de minhas palavras e de suas palavras, olhe, e veja, e viva.

… Silêncio…

Eu o abençoo agora, no espaço sem fronteira e sem limite de seu coração.

… Silêncio…

Escute seu coração, a pulsação e emanação dele.

… Silêncio…

Juntos, façamos o silêncio para ouvir o coração e seu canto.

… Silêncio…

Eu o abençoo e eu acolho, também, a sua bênção.

… Silêncio…

No Amor e na Vida, eu honro a sua Presença, eu honro o Amor.

… Silêncio…

Eu me retiro em você agora, porque você tem necessidade de ouvir-me em seu coração e não por qualquer intermediário, qualquer que seja.
Ouça-me.
Eu me calo agora, e eu o deixo em oração, e eu o preencho de Graça.

… Silêncio…

Até logo.

… Silêncio…