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23 de abr. de 2006

O.M. AÏVANHOV – 23 de abril de 2006



DO SITE AUTRES DIMENSIONS.

Áudio da Mensagem em Português

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Bem, caros amigos, boa noite.
Estou extremamente contente por reencontrá-los neste lugar.
Temos muitas coisas a dizer-nos esta noite, muitas questões, espero, para nossas conversas, mas, também, coisas importantes que temos a falar.

Primeiramente, eu lhes desejo as boas vindas e dou-lhes, de imediato, a palavra, para que vocês possam exprimir o que têm vontade de exprimir e para que possamos trocar, em um primeiro tempo.

Eu os escuto.

Questão: como atingir a harmonia em nossos corpos sutis?

Caro amigo, nós podemos conceber a harmonia como dois princípios que estão separados, mas que participam, ambos, do que você chama a harmonia.
Há, primeiro, um estado de equilíbrio, que corresponde a certa forma de harmonia.
A partir do momento em que há um equilíbrio interior entre os diferentes constituintes de casulos de Luz, pode-se falar, nesse nível, de um equilíbrio e, portanto, de uma harmonia.
Há, também, uma segunda parte de harmonia, que é a harmonia com o universo, com os elementos, com as entidades, com as relações.
Há, portanto, uma harmonia interior e uma harmonia exterior.

A harmonia interior corresponde a um estado, de algum modo, de equilíbrio, de recentramento, de recentragem, de equilíbrio entre os diferentes componentes de casulos de Luz e do corpo físico, nesse caso, há uma harmonia interior.
Agora, há uma harmonia que se poderia chamar harmonia exterior: a harmonia exterior é o momento no qual os movimentos de energias entre o que vem do exterior e o que é emitido no exterior encontram certa forma de equilíbrio, aí também, mas um equilíbrio, eu diria, um pouco mais dinâmico, um pouco mais no movimento.
Essa harmonia é a que se pode qualificar de ambiental.

Entre harmonia interior – nos diferentes casulos de Luz, de recentragem em si, entre a parte superior e a inferior, a inferior e a superior – mas, também, harmonia, segunda parte, ligada à interação dinâmica entre o que está ao redor de si (no centro o mais profundo) e o que está no interior de si, essa harmonia, como você compreende, é uma harmonia dificilmente acessível em um estado permanente, porque há, sempre, desequilíbrios de uma ou da outra harmonia, porque isso faz parte das próprias condições da vida.

Mas existe uma terceira harmonia que é espiritual, que é a harmonia da Luz, que é independente, eu diria, das imposições da vida, das imposições de seus pensamentos, portanto, independente, eu diria, das duas outras harmonias.
Essa harmonia é propiciada apenas pela Luz, é um estado de contentamento, um estado no qual nada mais tem importância do que o próprio estado.
É um estado para experimentar, em momentos privilegiados, alguns monges yogi, alguns meditadores, alguns Santos, alguns Mestres.
Mas é preciso, efetivamente, compreender que é um estado dificilmente estabilizado.

É possível experimentar essa harmonia espiritual em alguns momentos, em alguns ciclos de sua vida; é, efetivamente, possível entrar nesses estados de harmonia profunda.
Pode chamá-la a alegria interior, se prefere, que é independente do que pode acontecer no exterior, mas, também, do que pode acontecer no interior dos diferentes casulos de Luz, que estão em interação.
Essa harmonia é a harmonia do reencontro e da fusão com a Luz na encarnação.
Ela é extremamente difícil, mesmo se seja o objetivo da transcendência espiritual.
Agora, as condições da evolução da alma fazem com que alguns seres tenham que viver essa harmonia durante tempos mais ou menos longos.

Agora, se vocês devessem viver nesse estado de harmonia espiritual em estado permanente, poderiam, dificilmente, estar em acordo com a vida material de todos os dias, dificilmente, estar em harmonia, eu diria, desta vez, com as pessoas que estão ao seu redor.

A harmonia é um estado ao nível espiritual, é um estado extremamente elevado ao nível vibratório, mas que não pode acumular-se de vibrações da harmonia interior em relação aos diferentes casulos, mas, também, da harmonia ligada ao ambiente.
Isso é importante a compreender, portanto, é, também, uma experiência, um estado de experiência específico, que pode ser proposto ou procurado, em função de circunstâncias da vida, em função de circunstâncias do que é empreendido pelo caminho da alma.

Portanto, seria ilusório crer que a evolução espiritual, que a mestria espiritual acompanhasse-se de um estado de harmonia permanente, exceto se você se retira, completamente, da vida das duas outras harmonias.
Naquele momento, não há mais possibilidade, eu diria, de ação, tal como ela é solicitada nesse plano, na terceira dimensão, para aceder à quinta dimensão.

A diligência de acesso da terceira para a quinta dimensão é uma diligência profundamente ativa, que nada tem a ver com o que se chama a meditação feliz, a meditação que é completamente estática.
A ação é, certamente, a coisa a mais importante, mesmo se isso gere, aparentemente, uma desarmonia.

Não convém procurar a harmonia, convém procurar a plenitude, o que não é, de modo algum, a mesma coisa, caro amigo.

Aí está o que se pode dizer sobre a harmonia.
Se isso reflete, já, nos cérebros, não terminaremos esta noite, logo na primeira questão.

Questão: uma cadela, recentemente, atacou nosso gato.
Qual é o ensinamento a tirar daí?

Cara amiga, todo ato, qualquer que seja, é, sempre, um ensinamento, porque ele participa da experiência da vida.

Agora, a que remete o evento que se produziu?
Para alguns, certamente, a um sofrimento, o sofrimento da perda; para outros, o sofrimento da experiência vivida diretamente; para outros, um evento totalmente insignificante e, no entanto, é o mesmo evento.

Vai assim, em todo fenômeno vital que se produz.
Mas o importante é compreender que vocês não são esse traumatismo, que não há que ser, eu diria, concernido.
Não é a indiferença, no sentido no qual vocês a chamam, é, simplesmente, manter – quaisquer que sejam as circunstâncias da vida – uma total mestria interior.

A harmonia, quando ela vem do exterior, pode ser quebrada por não importa o quê.
Lembrem-se deste inverno, lembrem-se dos elementos que não chegaram até vocês, mas olhem o que acontece para as pessoas que, de um dia para o outro, perdem uma casa, perdem um parente, perdem não importa o quê.
Há ruptura.
É na adversidade que se vê a mestria, não é na facilidade.

A espiritualidade não é algo que vai desembaraçá-los como por milagre dos eventos exteriores.
Todos os Mestres, aliás, em sua vida, foram confrontados a períodos extremamente difíceis.
Não há desapego propiciado pela espiritualidade, mesmo pela mestria a mais total, há um soltar, que é importante.

O soltar não é o desapego, eu diria, da fachada daquele que se diz desapegado de tudo, porque o humano vive a experiência, cada um com uma coloração específica, de acordo com seu filtro mental, seu filtro emocional.
Mas, obviamente, essa coloração que vai fazer apreciar o evento de diferentes modos não vai provocar as mesmas consequências em todos os seres.

O ser espiritual, que está na diligência espiritual, que começou, eu diria, certa diligência de evolução, vai ter as capacidades, devido aos seus casulos de Luz, de poder apagar, de não ser afetado, profundamente, pelo evento, qualquer que seja.

É preciso considerar o evento como algo de exterior, porque nada pode acontecer ao nível interior.
Eu sei que é algo que parece extremamente difícil para levar a efeito, é, no entanto, muito mais fácil do que quando isso concerne, diretamente, a si mesmo.
Aí, é ainda diferente.

Um ser que vive uma experiência que lhe é proposta como algo de exterior, não é a mesma coisa do que viver uma experiência que é proposta, diretamente, no interior, que põe, diretamente, em causa, a liberdade, por exemplo, como eu o vivi em minha vida, quando se encontra injustamente, e de maneira arbitrária, posto na prisão, privado de liberdade.
E pensem em todos esses seres que são capazes – após terem perdido pai, mãe, filho, casa, o que vocês podem imaginar de terrível para vocês – para recomeçar a vida.
A mestria situa-se, também, nesse nível.

Não há noção de harmonia que se tenha na experiência da vida.
Isso é importante a compreender.
Agora, quando se vive um evento que se considere como traumático, a que é que isso remete, no interior de si?
É a emoção raiva, é a emoção tristeza, é a emoção visual, é a emoção olfativa ou não sei o que mais, mas o importante é dizê-lo, aceitar vivê-lo, no momento em que isso se produz, mas não permanecer confinado em esquemas em relação a uma experiência traumática.

A experiência vive-se no presente, não se pode fazer dela uma projeção no futuro ou que dure além de um tempo razoável, além do presente no qual, realmente, vocês vivem.
A partir do momento em que a experiência vai provocar um sofrimento que se reproduz em seus casulos de Luz, isso é extremamente prejudicial, é por isso que convém, realmente, no momento em que vocês vivem a experiência traumática, e de acordo com o grau do que é vivido, imediatamente, entrar em introspecção e ver o que isso desperta em vocês que justifique esse estado e a duração do estado.

De fato, o evento o mais traumático que seja deveria ser transcendido, transformado, instantaneamente.
Quando vocês vivem a perda da casa, a casa é perdida no momento em que vocês vivem isso, mas no dia seguinte, ela pertence, já, ao passado, não faz mais parte da vivência.
A privação é a mesma coisa, a riqueza é a mesma coisa.

Não é preciso estar apegado, qualquer que seja o evento que sobrevenha.
A mestria encontra-se nesse nível.
O que não quer dizer desapegar-se, porque há seres, também, que se dizem desapegados, que estão, de algum modo, em um pedestal, mas que é completamente artificial, eles colocaram barreiras ao redor deles, para não sentir, para proteger-se, não é a mesma coisa do que sentir e transcender.
Isso é importante a compreender.

Creio que as crianças sejam muito mais móveis e flexíveis, mesmo se exprimam mais fortemente no momento.
A partir do momento em que a emoção é exprimida, ela não tem mais que fazer parte dos casulos de Luz, e as crianças têm essa capacidade de eliminar, com extrema facilidade.

Questão: poderia falar-nos dos vegalianos?

Perfeitamente.
Os vegalianos intervêm, frequentemente, com os povos do Intraterra, em relação aos reajustes das redes magnéticas terrestres, em relação a tudo o que foi vivido pela Terra, em relação ao despertar dos vulcões do cinturão de fogo do Pacífico.
Há reajustes extremamente importantes a fazer na crosta terrestre, por intermédio do Intraterra, dos quais os vegalianos participaram.
Há, também, uma manutenção, eu diria, da coesão, que está, diretamente, em relação com eventos extremamente nocivos, que poderiam ser desencadeados nas semanas que vêm, não de nossa parte, não da parte dos elementos, desta vez, mas da parte da loucura humana em algumas regiões do mundo.
A Terra inteira é concernida.

Há dois riscos importantes: lembrem-se de que nós havíamos falado dos elementos que se desencadeavam, o que é o caso, como vocês podem ver nas informações, um pouco por toda a parte, o elemento ar, o elemento água, o elemento fogo, o elemento terra, também, obviamente.
Nisso, a loucura dos homens está entrando em um maquiavelismo extremamente perverso, desencadeado pelos povos do outro lado do Atlântico, em relação, em especial, às guerras que se envolvem em níveis, de momento, sutis, para a dominação dos meios de transporte ligados ao petróleo.
Há, aqui, eventos extremamente perturbadores, que nós tentamos, não eu, em todo caso, mas os planos outros, como os seres que estão em relação com as redes magnéticas terrestres, evitar, a todo custo, para o momento de chegar a esse extremo.
Há um período extremamente perturbado, eu diria, no qual devemos, a todo custo, evitar entrar nessa espécie de abrasamento da loucura humana, um período extremamente perturbado entre os dois meses de maio e junho.
Para isso, todas as vontades espirituais, todos os planos dimensionais outros tentam despolarizar essas energias elementares na partida, que são colocadas no espírito humano.

E lembrem-se de que o que acontece no exterior é o que acontece no interior.
Então, o que aconteceu nesses últimos tempos?
Como vocês viram, há inundações extremamente importantes em toda a Europa, não vocês, mas mais do outro lado.
Houve elementos ao nível da vida da Indonésia, do que se chama o cinturão de fogo do Pacífico, com os vulcões que fizeram a volta e que despertaram, uns após os outros.
E, do outro lado, no outro lado do Atlântico, há os tornados e as tempestades colossais, que se desencadeiam em plena terra.

Esses elementos são elementos desencadeados pelas lutas entre as forças espirituais em presença, mas concernem aos elementos.
Mas o problema é que esses elementos manifestam-se, também, no interior do homem e, no que concerne aos povos do outro lado do Atlântico, em especial americanos, há essa espécie de ar de loucura que sopra e que vem reforçar (em lugar de tentar compreender e acalmar o jogo), tentar provocar algo de bastante desagradável e nocivo, que nós tentamos, por nossa vez, nós também, evitar, a todo custo.

Aí está a coisa importante.
Se se viesse, agora, a esse extremo de massacre nos países que estão situados no Meio-Oriente, haveria, obviamente, uma espécie de conjunção, também, de coisas observáveis ao nível dos elementos, mas tranquilizem-se, é uma eventualidade que nós tentamos prevenir, que tentamos retardar, em todo caso, ao máximo.

Questão: a que correspondem sons específicos que eu ouço, como um canto?

A partir do momento em que há o afinamento vibratório, a partir do momento em que os casulos de Luz expandem-se, há, efetivamente, certo número de sons profundamente diferentes, que são ouvidos nos ouvidos, acima da cabeça ou em qualquer outra parte do corpo, mas que, entretanto, correspondem à ativação de funções superiores da consciência.
Som cristalino, música de violino e, enfim, os coros angélicos, esses sons extremamente específicos reproduzem-se em função de alguns estados específicos de consciência ligados a leituras, ligados a meditações, ligados a lugares ou não importa ao que mais.

Não é questão de querer reproduzir esses sons, mas, em contrapartida, saibam que, efetivamente, os problemas de vibrações extremamente intensas geram, efetivamente, sons e, às vezes, mesmo, dificuldades para perceber os sons materiais em relação aos sons espirituais.
Há, aí, um processo perfeitamente normal, lógico, que corresponde a isso, mas não se pode reproduzir isso à vontade.

A meditação no silêncio, efetivamente, é um meio de encontrar esse famoso som cristalino, que é o som interior, que é o som da fonte de cristal, que é ligado à emergência, através da meditação do silêncio, tal como eu descrevi em minhas conferências da época de minha vida.
A partir do momento em que se entra no silêncio, o som interior pode emergir, quando se faz calar os pensamentos, quando se faz calar as emoções, quando se consegue encontrar essa famosa harmonia interior, e evitando a desarmonia exterior, dirige-se para a harmonia espiritual e, antes de entrar nas plenitudes da harmonia, o primeiro sinal que aparece é, efetivamente, o som cristalino e, eventualmente, o som dos coros angélicos, que aparece ao nível da cabeça ou acima da orelha esquerda.
Isso é algo que é ligado à ativação do Si interior, é, aliás, um sinal característico do contato com o Si interior.

Questão: poderia falar-nos dos «crop circles», dos círculos de cereais?

Pode-se, simplesmente, dizer que a inteligência que presidiu a elaboração do que você chama esses círculos nas culturas é ligada, efetivamente, a civilizações não humanas, não necessariamente extraterrestres, mas, por vezes, também, Intraterrestres.

Isso está em relação, diretamente, com a tomada de consciência, isso não é, diretamente, exclusivamente, feito para ser visto por vocês, mas são, também, ondas de formas que são depositadas em lugares precisos do planeta para energizar os lugares.

É a concretização, na forma, da emergência de algumas energias que são colocadas nesses lugares.
Não há um aspecto apenas de sinalização para vocês, mas um aspecto diferentemente mais importante para o planeta.
Em alguns casos, obviamente, há uma fase, eu diria, um pouco codificada de informações para a raça humana, sob forma matemática, geométrica.
Mas o papel primordial deles é, antes de tudo, um papel energético em relação aos lugares onde eles aparecem.

Questão: é interessante subir a própria taxa vibratória antes de adormecer?

Há mais interesse em fazer isso ao despertar, porque, se você quer passar uma má noite, você não tem que fazer isso.
A subida vibratória produz-se pela manhã, certamente, não à noite.

A noite é um momento de interiorização da energia, no qual não se tem necessidade de subir na vibração, como você diz, no sentido que você entende.
É um processo que deve aparecer, sobretudo, pela manhã.

Bem, caros amigos, eu lhes desejo uma boa noite, eu lhes digo até breve.
Recebam todo o meu amor, toda a minha bênção.
Eu os saúdo.
Eu lhes digo até breve.
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21 de abr. de 2006

O.M. AÏVANHOV – 21 de abril de 2006



DO SITE AUTRES DIMENSIONS.

Áudio da Mensagem em Português

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Bem, caros amigos, estou extremamente contente por reencontrá-los, vocês todos aqui presentes, já me encontraram, alguns, uma única vez, outros, um número incalculável de vezes, eu diria, há vários meses, agora.

Primeiramente, permitam-me observar que, em seus casulos de Luz, uma importante energia de transformação é posta em movimento, é mobilizada no interior de vocês; permitam-me, primeiro, dizer-lhes o que vejo, para aqueles de vocês que têm vivido essa energia específica.
É uma energia ligada, como vocês compreenderam, à inversão, essa inversão é, ela mesma, ligada ao fenômeno a que vocês chamaram pré-ascensional.
Há, nesse nível, um processo de reversão de energias que foi levado a efeito.

Esse processo de reversão corresponde a uma passagem de energias do quarto chacra, que vocês chamam chacra do coração, ao nível do chacra da cabeça e o chacra da cabeça que passa ao nível do chacra do coração.
Processo de reversão extremamente importante que é iniciado, eu diria, e sob o governo do Arcanjo a quem vocês chamam Uriel.

O Arcanjo Uriel intervém ao nível do processo iniciático ligado ao fenômeno de reversão.
Retenham, efetivamente, que há uma passagem de energias da cabeça ao nível do coração e uma passagem de energias do coração ao nível da cabeça: processo de alquimia, eu diria, extremamente importante, que visa preparar os canais, as estruturas, os circuitos, se preferem, que vão ser levados a efeito no momento da transfiguração ligada ao fenômeno da ascensão.

Aí está, caros amigos, se quiserem, vamos entrar, agora, em um processo habitual de respostas às suas questões, tal como eu gosto.
Então, eu lhes deixo a palavra; agora é com vocês.

Questão: esse processo pode provocar tensões entre a alma e a personalidade?

Completamente, uma vez que há, aqui, um grau de desapego, de mestria, se preferem, de acesso a um nível superior de mestria.
Mas, às vezes, a personalidade tem dificuldade para soltar o que já foi adquirido, que é considerado como um ato espiritual.
Mas não se esqueçam de que cada passagem espiritual acompanha-se, a cada vez, de uma renúncia.

A renúncia, o soltar deve ser preliminar, sempre, à nova etapa, e isso, de maneira contínua na evolução tanto ao nível de uma vida como ao nível da evolução global de almas.
A cada vez que há aquisição de um novo potencial, transformação de um novo potencial, vocês devem soltar o que foi adquirido a um dado momento.
Isso corresponde, efetivamente, ao que você chama, cara amiga, um fenômeno de tensão.

Lembrem-se do que eu dizia há dois, três meses, em relação aos elementos, em relação ao despertar dos vulcões do cinturão de fogo do pacífico, em relação aos sismos.
Tudo isso está se produzindo sob seus olhos, o estado, entre aspas, de surra cósmica – tal como eu defini – pode chamar-se, agora, um estado de urgência, eu diria.
Há uma urgência ao nível do planeta, urgência para a tomada de consciência dos indivíduos, urgência para a tomada de consciência coletiva do que está acontecendo.

Questão: poderia definir o que é um orbe?

O termo orbe não corresponde, unicamente, a um movimento, como um movimento de uma estrela, movimento de galáxia, movimento de um satélite em seu movimento perpétuo, entre aspas, de atração, através de seu planeta para um satélite ou através de um planeta para seu sol.
O orbe é um fenômeno, eu diria, primeiro, matemático, que corresponde a um ir e um retorno da energia, uma vibração que passa ciclicamente pelo mesmo lugar, com um nível vibratório diferente, no que concerne aos orbes aos quais você se refere.

Os orbes correspondem a uma vontade dinâmica da Luz em movimento, através de um circuito extremamente preciso, determinado de maneira matemática, quase geométrica também.

Isso corresponde aos orbes que são fenômenos de vontade, contrariamente à propagação da Luz que têm em conta corpúsculos, tanto no mundo de três dimensões no qual vocês vivem como nos mundos multidimensionais, nos quais a propagação faz-se em todas as direções do espaço em linha reta.
O orbe segue um caminho que não é a linha reta, isso é extremamente importante, é um espaço ou uma linha, se preferem, imaginário, que seria de natureza curva.
Ora, a propagação curva corresponde a uma dimensão além da dimensão para a Luz.

Questão: há uma relação entre a trajetória desses orbes e as fitas de DNA?

Caro amigo, você toca, por essa questão, um aspecto essencial da mística do DNA.
Efetivamente, o DNA, que é o apoio vibratório de muitas coisas em sua terceira dimensão, é um DNA, em vocês, profundamente destorcido em relação ao que ele teria podido ser nessa terceira dimensão, que teria integrado as dimensões superiores.
Coisa que será possível no momento do fenômeno de ascensão, no qual haverá uma replicação em seis vezes do DNA, para passar para doze fitas de DNA, o que será profundamente diferente do que vocês têm atualmente, doze pares de fitas de DNA.
Isso, se querem, é outra história, que acompanha a passagem dimensional como a mudança de estado entre o carbono e o silício, mas isso, também, é outra história.

Agora, há, sempre, nos fenômenos Luz, ou uma propagação linear ou uma propagação que é curva, e vocês compreenderam, através do que eu disse anteriormente, que a Luz dimensional, quer ela esteja na terceira, quer esteja na quinta ou, ainda, além, a propagação da Luz é, sempre, em todas as direções do espaço, de maneira linear.
Mesmo se é um orbe de natureza ondulatória, eu diria, a propagação é de natureza linear, mesmo se o agenciamento da Luz seja profundamente diferente da quinta dimensão e do que existe na terceira, é sempre linear.

Em contrapartida, quando se está além das dimensões, isso corresponde a uma propagação de natureza orbital, eu diria, que é como uma espécie de círculo um pouco deslocado, uma elipse, se preferem, e essa elipse vocês a encontram porque é o movimento, lembrem-se, e cristalização da vida que é inscrita no DNA, através da espiral do DNA.

Há, efetivamente, uma ligação extremamente importante, ao nível microcósmico, em relação ao macrocosmo, em relação às galáxias, entre o orbe de uma galáxia e, efetivamente, o orbe, a elipse que existe no DNA.
Há uma analogia, aqui, extremamente importante.

A propagação da Luz nessa terceira dimensão faz-se – para permanecer simples – digamos, isso vai passar de dimensão em dimensão, descendo, vibratoriamente, desenhando como um relâmpago a partir dos mundos os mais sutis.
Dir-se-ia, na cabala, «os mundos Briáticos» vão descer ao longo de Sephirot, ao longo de emanações energéticas, para encarnar-se na terceira dimensão, fazendo um desenho de linha quebrada, como um relâmpago, isso não é um orbe.
Em contrapartida, a associação desse relâmpago em linha quebrada que muda de dimensão à espiral vai dar o ângulo de cristalização do DNA.

Questão: qual é a diferença entre o DNA primário e o DNA atual?
 
O DNA atual é um DNA profundamente remodelado, que foi limitado pelas forças, não involutivas, mas pelos jogos do processo de encarnação e de descida ao mais profundo da terceira dimensão, pelo nascimento do ego, pelo nascimento da energia a que vocês chamam distanciada, separada, que os faz ver tudo como exterior a vocês, exceto o que não é vocês.

Vocês consideram que vocês e o exterior não é a mesma coisa.
Isso é uma energia de distanciação e de separação, que é uma experiência que, eu os lembro, tornou-se necessária, pelo desejo exprimido pelas almas de descer na encarnação.
É um processo que acompanhou um desaparecimento do DNA primário substituído pelo DNA que vocês têm em sua biologia, que eu tive em minha vida, e que todos os seres vivos que passam sobre este planeta têm, que é baseado em um sistema de duas fitas de DNA.

Mas o DNA primário, ou DNA de quinta dimensão (uma vez que é o limite, se querem, do que vocês chamam a biologia, ou seja, o processo de partículas encarnadas densas), situa-se ao nível da quinta dimensão.
Na décima primeira dimensão apenas começa a haver processos de agenciamento de Luz, sem, necessariamente, precipitação de aspecto molecular, eu diria, ou de aspecto proteico ou de aspecto de constituintes que vocês conhecem ao nível biológico.

O DNA primário, que é o DNA que prefigura a passagem da décima primeira dimensão à quinta dimensão, o nascimento do DNA primário situa-se, portanto, entre a quinta e a décima primeira.
Na quinta dimensão, a propagação da Luz faz-se de maneira eminentemente diferente daquela que vocês conhecem na terceira, nós já falamos disso.

Agora, é preciso, efetivamente, compreender que esse DNA primário tem particularidades em relação à Luz, que são totalmente diferentes daquelas que vocês conhecem hoje.
Esse DNA, ao nível da raça humana, deve possuir um número de fitas muito mais importante, para permitir um funcionamento a partir de núcleos de silício e não a partir de núcleos de carbono.
É, se querem, algo ao nível biológico, que é difícil de compreender de momento, porque há uma composição celular que não funciona, de modo algum, do mesmo modo.

Questão: beber muito é necessário para as integrações energéticas?

Beber muito é necessário para a intensidade das vibrações que lhes chegam.
Agora, beber muito, quando se está no excesso de água, pode, também, parecer paradoxal.
É preciso não se esquecer, sobretudo, de beber não unicamente água, eu não disse álcool, mas beber, sobretudo, minerais, sucos de frutas em quantidade importante.
É preciso que haja minerais absorvidos ao mesmo tempo que a água, se vocês absorvem demasiado água, sem minerais, não é bom.

Todo processo para o suco de frutas, ou uma extração de frutas será extração positiva, quaisquer que sejam as frutas.
Enfim, se vocês querem dormir, talvez, não valha a pena quilos de laranja à noite.
Eu não disse comer frutas, eu disse beber sucos de frutas, não é, de modo algum, a mesma coisa.

Tomando um suco de frutas vocês vão eliminar certo número de elementos que não comem, como a pele.
Agora, algumas frutas serão, efetivamente, muito mais assimiláveis pelo organismo, e sem demasiado açúcar, em todo caso, mas convém desenvolver, se vocês bebem muito, a quantidade de minerais que são absorvidos ao mesmo tempo que o líquido.

Questão: que é das cenouras?

A cenoura não é, unicamente, boa para a linha, é boa para as vibrações também.
A cenoura intervém através do metabolismo da vitamina A.
É um pouco complexo para entrar nisso, mas há, quando do processo ascensional, quando de processos de transformação energéticos, uma ativação precisa de algumas zonas do cérebro que necessitam de um aporte mais importante de caroteno, ou seja, pró-vitamina A.
É preciso fazer suco de cenoura.

Questão: o que é da intervenção sobre os três corações, de Maria, e dessa «reversão»?

Não há problema algum.
Lembrem-se de uma coisa extremamente importante: ao nível do cérebro, há dois lobos.
Igualmente, ao nível do coração, há quatro cavidades, mas vocês têm um coração esquerdo e um coração direito.
Há uma analogia entre o trabalho que se chama de três corações (ou seja, corpo físico, corpo energético e corpo espiritual) e o cérebro, os hemisférios cerebrais, mas há, também, o cerebelo, que intervém no equilíbrio alto/baixo.

O cerebelo é a sede do inconsciente coletivo, mas, também, a sede de todas as suas memórias.
Há, nesse processo de reversão, uma passagem, eu diria, de energias, da cabeça ao coração e do coração à cabeça.

Lembrem-se de que, na descrição que vocês têm do sétimo chacra, há uma parte externa, que corresponde ao sétimo chacra, e uma parte central, que corresponde ao quarto chacra.
Há, na imagem do sétimo chacra, o quarto chacra, já.
Em contrapartida, no quarto chacra não há a imagem do sétimo chacra.
É a coisa que está chegando, há uma vontade divina de fazer com que o coração torne-se o centro primordial de emissão de energia, o que não é o caso, de momento.

De momento, seu centro eletromagnético o mais potente é o centro solar, que é situado no plexo solar, o centro cardíaco, vai tornar-se, na quinta dimensão, um centro não mais emissor/receptor, contração/dilatação, mas estará em movimento permanente, ainda, em cavidade única e não mais em duas cavidades.
A fusão dos três corações é um trabalho preliminar, assim como o trabalho de reversão é um trabalho preliminar a isso.

Portanto, em resumo, não há antinomia nem anomalia entre o trabalho de fusão do coração feito por Maria e o trabalho feito pelo coletivo feminino que leva as energias da cabeça ao coração.

Questão: essa «reversão» é, realmente, uma forma de inversão?

Enquanto vocês estão na terceira dimensão é um relacionamento.
Agora, quando há mudança dimensional, há reversão, em todos os sentidos do termo, o planeta deve, também, reverter-se, como ele bascula seus polos a cada mudança de vibração.
Assim como a passagem à sacralização do planeta, passagem à quinta dimensão acompanhar-se-á de um basculamento de polos, mas, também, de uma inversão dos seres humanos, o que não quer dizer que vocês vão ter a cabeça no coração e o coração na cabeça, mas, simplesmente, o relacionamento vai acompanhar-se de um funcionamento diferente.

O funcionamento do cérebro é uma emissão permanente de ondas eletromagnéticas, o coração emite, de maneira intermitente, as ondas eletromagnéticas, isso se tornará mais completamente verdadeiro na quinta dimensão, será exatamente o inverso que se produzirá, ou seja, a cabeça passará à emissão intermitente, o mental, o intelecto não estará mais no primeiro plano, mas o coração estará no primeiro plano.
Ele estará, portanto, na emissão permanente, mas é, necessariamente, uma reversão.
Isso não quer dizer que a bomba cardíaca, tal como vocês a concebem, estará na cabeça e que o cérebro estará aqui, no coração, mas há, entretanto, realmente, um fenômeno de processo de reversão, ilustrado pelas modificações, também, do que se chama a região cervical em relação ao parassimpático craniano, a região que faz a comunicação entre o cérebro e o coração.

Questão: é o parassimpático que dificulta o metabolismo, nesse momento, em muitos?

Em alguns casos, perfeitamente.
A zona do pescoço é uma zona extremamente importante, é um lugar de transição, é um lugar de passagem do ar, dos alimentos, mas é, também, o lugar da eclosão espiritual.
É, também, o que, na cabala que era querida ao meu coração, em minha vida, chamava-se Daat, ou seja, a porta do insondável, do incognoscível, é a porta das amídalas, que é ligada ao parassimpático craniano, que é ligada à reversão.

Os ritos de reversão que haviam sido chamados a «Noetologia» destacavam o processo de transfiguração, que era ligado à ativação da glândula alta maior, que é ligada à carótida.
É, também, um processo de reversão.
O Arcanjo Uriel é ligado ao processo de reversão, de passagem ao décimo primeiro, ao décimo segundo corpo, ao novo corpo espiritual.
O décimo primeiro corpo é o corpo da reversão, ele é ligado à região cervical.

Questão: por que rigor e misericórdia estão no mesmo nível na árvore de Sephirot?

Sim, mas diferenciados entre a esquerda e a direita, é sempre assim, ao nível da construção da árvore de Sephirot, há sempre o que se chama uma árvore sefirótica com a coluna do meio, que é o equilíbrio entre a coluna de direita e a coluna de esquerda.
A coluna de direita, a coluna de esquerda são as duas polaridades, os dois pratos da balança, se prefere, que permitem estabelecer o equilíbrio.

O equilíbrio, sozinho, nada quer dizer, pode fazer-se apenas através do equilíbrio de duas massas laterais, de duas energias laterais.
O rigor só, conduz ao desequilíbrio, a miséria só, conduz à desordem, é exatamente o mesmo princípio, há um equilíbrio a encontrar em qualquer coisa.
É a mesma coisa nos três estágios de Sephirot, nos três estágios da vida da alma.

Então, cara amiga, se você desenha sobre alguém que está diante de você, há, primeiro, a coroa, Kéther, que desce, primeiro, para a cabeça, para os dois hemisférios do cérebro, que se chama Chokmah e, em seguida, Binah.
Em seguida há Hesed, Guebourah, Tiphreth, Netzah.
Gebourah é a esfera que se chama marciana, é o rigor, o rigor marciano, o rigor da guerra.
Do outro lado há a misericórdia.

Agora, não lhe dirá grande coisa a mais saber de qual lado está a energia.
O importante é resolver a dualidade dessas duas coisas que são, a priori, antinômicas, de cada lado do prato.
Reuniram-nas ao centro de maneira a passar ao nível inferior.

Questão: isso corresponde às quatro «barreiras» indicadas por Maria?

É exatamente a mesma coisa, assim como ao nível das barreiras dos quadris, há dois outros Sephirot inferiores.
E, depois, há, ainda, duas outras, aqui, essas duas outras, pouco importa o nome hebraico, mas elas correspondem às duas polaridades, masculina e feminina de enraizamento.
É papai e mamãe, é o que se chama a porta dos quadris, que correspondem a uma região extremamente importante, que deve resolver-se no meio, através do Hesod, ou seja, o fundamento, o momento em que o ser humano torna-se um homem, desembaraça-se de suas raízes paternas/maternas, mas, também, as raízes, eu diria, mais ao nível simbólico, que é o soltar total em relação à masculinidade, à feminilidade, que se reencontra, aliás, no alto, ao nível do cérebro.

Mas, aí, você me faz ir muito longe; não é um curso de cabala esta noite.

Questão: poderia falar-nos de medos?

A ausência de medos pode ser gerada, também, por um ego extremamente forte.
A espiritualidade acompanha-se, também, de alguns medos: o medo da queda, o medo do vazio, o medo de morrer, por que não?
Cada medo é diferente.

O medo é um guard-rail.
Quando eu falo de mestria, é a confiança, ao invés da palavra medo, mas quem diz confiança na vida não suprime, necessariamente, todos os medos.
Obviamente, quando há uma serenidade interior, quando há um estado de despertar permanente, o medo tende a apagar-se, mas você acredita que, em minha vida, eu jamais experimentei o medo?
Você acredita que os grandes sábios do Oriente não tenham, jamais, experimentado o medo?
É uma bobagem.
Você acredita que Cristo, na cruz, não tenha tido medo?

A mestria acompanha-se, também, de medos.
Quando eu falo de mestria, eu não falo de supressão do medo.
E eu ouço os cérebros que refletem, isso acontece sempre, antes que eu saia, há sempre um momento de reflexão como esse.

A mestria nada tem a ver com o medo.
Agora, se um indivíduo consegue suprimir os medos, através de um artifício, qualquer que seja, seja uma vela, uma oração, bem, tanto melhor.

Agora, desconfie de um ser humano que não teria, jamais, medo.
Eu diria que ele está completamente perdido em seu ego.
Portanto, aí está, o medo faz, necessariamente, parte do jogo, em todos os sentidos do termo jogo.

Bem, eu lhes agradeço e, como de hábito, eu lhes aporto toda a minha bênção e boa estrada em seu caminho de encarnação.
Eu lhes digo até a próxima vez.
Até breve, caros amigos.
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