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21 de fev. de 2014

TERESA – 21 de fevereiro de 2014




Eu sou Teresa, a pequena Teresa.

Irmãos e irmãs, eu venho desenvolver, junto a vocês, uma noção que poderia parecer-lhes nova, mas que é apenas o Abandono.
Essa noção é a Oferenda, oferecer tudo o que vocês são à Vida.
Eu poderia dizer-lhes oferecer tudo o que vocês são à Luz ou oferecer tudo o que vocês são ao Um, isso daria no mesmo, mas o oferecer à Vida permite não se projetar em conceitos do Um ou da Luz.

Se vocês vivem seu Retorno à Unidade, se veem o Um trabalhar em seu Templo, o Um trabalhar em cada um, o Um desenvolver-se no conjunto da Vida, então, vocês sabem, o Um é a Vida.
Em numerosas tradições é costume fazer oferendas às divindades.
Isso, frequentemente, quando é efetuado, coloca-os em uma noção separada, em uma noção de oferecer para receber.

A Oferenda à Vida não se importa em receber.
Abandonar-se à Vida, abandonar-se à Luz, abandonar-se ao Um é oferecer-se, inteiramente, nada manter para si.

Você não pode oferecer-se pela metade.
Você não pode oferecer-se em um objetivo de gratificação.
Quando você se oferece, pouco importa que o Um o tome, que o Um leve-o a sofrer, que o Um leve-o à Paz.
Você se entrega, inteiramente, nas mãos dele, e pouco lhe importa, mesmo, que ele se digne a inclinar-se sobre você ou não.

Oferecer-se é um posicionamento interior, que nada pode ansiar, nada esperar, nada reivindicar.
Quando você oferece, então, aquele que recebe é livre para pegar ou largar.
Aí está o Abandono total.
Você oferece tudo, quer seja o que você crê ser ou quer seja o que você sabe que não é.
Quer você creia ser esse corpo ou que você viva não ser esse corpo, pouco importa, ofereça-o à Vida.
Deixe a vida fazer dele o que bom pareça a ela.
Aí está a Humildade, aí está o reconhecimento de que apenas a Vida, apenas o Um pode dar à experiência de sua Vida o sentido, a Verdade.

Se seu corpo, se seus pensamentos pudessem levá-lo até a Verdade, você não acha que isso já teria sido feito?
O que você pode avaliar, até mesmo porque você não conhece a Verdade?
Aliás, a Verdade não se conhece, a Verdade vive-se.
Ela não entra no funcionamento de sua pessoa.
Você já sabe disso porque, se você continua na pessoa, você vê, efetivamente, que não vê a Verdade.
Você pensa vê-la à direita, corre para ali; você pensa vê-la à esquerda, corre para ali, mas, jamais, você a encontra.

Então, por vezes, você é levado a gritar o que você crê, pensando que, se há adesão, isso será, então, uma verdade.
Mas a Verdade vive-se em seu face a face com o Um, em toda Humildade, em toda Simplicidade.

Então, eu volto à Oferenda, a Oferenda do que, de certa maneira, é perdido, para deixar aparecer a Vida.

Vocês sabem, eu me ofereci, inteira, aceitando os sofrimentos, as intimidações, os trabalhos de todas as espécies, porque eu via ali apenas a Oferenda à Vida.
Não havia a possibilidade de julgar, de avaliar o que se desenrolava, havia apenas a possibilidade de vivê-lo.

Eu estava pronta para desaparecer para Ele, eu estava pronta para sofrer.
Eu o fiz, eu fui muito pequena.
Eu nada mais fui do que um oceano de Amor no Um.

Então, eu não lhe digo para oferecer-se a fim de tornar-se grande no Um porque, naquele momento, você não se oferece, você instaura uma estratégia.
Ofereça-se e veja, veja por si mesmo, o que lhe traz a Vida.
Não avaliando os eventos, porque quem quer que se ofereça nada mais avalia, mas olha-a fluir, como uma criança, maravilhando-se de tudo, acolhendo, acolhendo a Vida, sob todas as suas formas.

Isso, eu sei, pode parecer-lhe um esforço, pode parecer-lhe complicado.
Mas é de extrema Simplicidade.
Abandone o controle e você verá, por si mesmo: você ficará atônito, como uma criança que olha esse mundo.

Na Criação, o Um oferece-se ao Um, a cada instante.
As linhas de predação, tal como foram chamadas, transformaram a Oferenda em tomada: tomada de poder, relações de força, imposições, que os levam a tentar proteger o que podem, agora, oferecer ao Um.

Então, eu não lhes peço para acreditar-me nas palavras.
Vivam o Abandono total e constatem, por si mesmos, a Paz na qual vocês se banharão, a cada instante.

A Alma voltou-se para o Espírito, ela abandonou a Matéria, ela se abandonou.
E, agora, ela se oferece.
Oferenda ao Espírito, Oferenda à Vida, que leva a Dança a revelar-se.

Se existem interrogações em relação ao que eu acabo de desenvolver, posso responder.

Q: Qual é a diferença entre «viver a Vida» e «ser a Vida»?

Então, é preciso bem compreender isso.
Nós tentamos, com suas palavras, descrever-lhes a Verdade.
Mas suas palavras são concebidas para funcionarem na Ilusão.
Então, o que eu colocaria como diferença entre «viver a Vida» e «ser a Vida» tem, na realidade, apenas muito pouca importância.

A Vida é o que você é, em função do que você põe por trás do conceito Vida.
Aí está porque eu digo para abandonar-se, oferecer-se à Vida, oferecer-se à Luz, oferecer-se ao Um.
Porque eu sei, por ter vivido nessa humanidade, que é muito fácil deixar-se levar por uma concepção do que é a Vida, do que é o Um, do que é a Luz.
E cada uma dessas concepções apenas o arrastará ao oposto da Vida, da Luz e do Um.

Pilhas de livros falam da Luz.
Será que isso levou a viver a Luz?
Não.
Para algumas pessoas, sim, para outras, não.
Isso deu a elas uma noção, um conceito; elas fizeram disso uma crença, e cada vez que a Luz vem para elas, elas dizem: «Oh! Isso não é a Luz, porque não corresponde ao conceito que tenho dela.».

Também, é-me complicado, sem que definissemos, juntos, os termos «viver a Vida» e «ser a Vida», responder com precisão a essa questão.
Talvez, você faça referência, igualmente, a outra mensagem que você teria recebido...

Sim.
Talvez, você possa precisar-me essa mensagem, para que eu tente informar-me...

Q: Disseram-me: «Não viva mais sua vida, mas seja a Vida».

Isso vem, certamente, devido a que você se distancia da Vida.
Naquele momento, «ser a Vida» significa «fazer Um com a Vida».

Sem mais questões.

Nesse caso, concluirei minha intervenção, dizendo-lhes, novamente: ofereçam-se, abandonem tudo, deixem-se acolher no Um.

Com todo o meu Amor de Irmã, eu lhes digo até breve.

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Transmitido por Air


ISIS ELOHA – 21 de fevereiro de 2014


Eu sou Isis Eloha, que porta o Manto da Mãe Divina.

Filhos do Um, eu venho até vocês, neste lugar, para iluminá-los, se isso é possível, na União de duas Polaridades, tal como lhes foi apresentado.

Para viver a União das duas Polaridades em si, não se trata de entrar nos estereótipos do masculino e do feminino humanos, que não são os portadores das Polaridades Divinas, obviamente.

Então, não procurem fazer emergir seu masculino humano ou seu feminino humano para reunir as Polaridades.
Reencontrar a Unidade do Pai e da Mãe é acolher as Essências Divinas do Pai e da Mãe.
É deixar-se tomar, é acolher, é abandonar os conceitos errôneos.
Vocês não podem classificar o verdadeiro e o falso utilizando o mental.
Isso vocês já sabem, isso lhes tem sido repetido.
Isso, eu espero, vocês verificaram por si mesmos.

Então, se vocês não podem discriminar o verdadeiro do falso, o que pode fazer mais sentido do que deixar-se tomar pela Verdade, deixando a ela a possibilidade de desvendar-se no ritmo dela, e não no seu?
Porque, se vocês procuram deixar-se tomar em seu ritmo, é que vocês não se deixam tomar.
Deixar-se tomar é deixar a escolha ser tomada ou não.
É colocar-se nas mãos do Divino e aceitar que seja feito segundo a vontade Dele.
Porque é, justamente, o fato de procurar que os impede de ver desvendar-se a Verdade.
Parar de procurar, Ficar Tranquilo, isso já lhes foi dito, não é renunciar ao Divino.
É, justamente, a Ele abandonar-se.

Então, deixar-se tomar pode, de certa maneira, ser acompanhado, ou seja, colocando-se em alguns espaços da natureza, onde os Elementos Água e Terra estão mais presentes, permite dar um passo para o reencontro do Feminino Divino.
Ir para o Fogo e o Ar é dar um passo para o Grande Espírito.
Há, igualmente – e isso foi utilizado em algumas tradições – a possibilidade de utilizar a Sexualidade Sagrada, Sexualidade na qual se oferece ao Divino, reconhece-se o Divino no parceiro e, então, pode começar a Dança Cósmica.

Eu não detalharei mais porque, nesses tempos reduzidos, Ficar Tranquilo permitirá a vocês acolher a Verdade, vivê-la e dela fazer sua morada.

Se há interrogações em relação ao que acabo de desenvolver, neste lugar no qual o Feminino imprime-se, gostaria de respondê-las.

Q: Qual é a diferença entre o Grande Espírito e a Fonte?

A Fonte dividiu-se em duas Polaridades, para implantar sua Criação.
Sem dividir-se a si mesma, a Fonte não teria, jamais, podido criar o que quer que seja.
A Criação resulta dessa primeira divisão.
Vocês podem, aliás, encontrar referências concernentes a isso em numerosos textos.
Isso está, por exemplo, inscrito no Gênesis.

Q: Pode-se viver a Sexualidade Sagrada sem parceiros?

Perfeitamente, aliás, todos aqueles que puderam experimentar a Sexualidade Sagrada, a um dado momento de sua experimentação, viveram isso, ou seja, portar o Masculino Divino que vem encontrar o Feminino Divino neles, o que leva, então, ao Êxtase do Reencontro.

Compreenda, efetivamente, que a Sexualidade Sagrada nada tem a ver com a sexualidade humana, eu diria, a sexualidade sensual.
A Sexualidade Sagrada apenas pode apoiar-se, revelar-se, na presença das duas Polaridades Divinas.

Q: O parceiro deve aprender a Sexualidade Sagrada para poder participar em uma relação?

Compreenda, efetivamente, que o termo «aprender» não pode ser adequado ao fato de abandonar-se.
Abandonar-se não se aprende; oferecer-se ao Divino não se aprende.
A Sexualidade Sagrada não é uma técnica.
Ela é portadora de um espaço e de uma vibração extremamente potentes.
Mas vocês não podem dirigi-la, é uma oferenda ao Divino.
Eis, aliás, uma diferença importante entre a sexualidade sensual e a Sexualidade Sagrada.
Na sexualidade sensual há a noção de tomar, ter prazer, por exemplo.
Na Sexualidade Sagrada há apenas a oferenda: você entrega seu corpo ao Divino.
Ele não lhe pertence mais.

Então, viver a Sexualidade Sagrada, se há alguém que procura vivê-la ou dela apropriar-se, isso leva, rapidamente, a cair em desvios.
Aí está porque nós temos evocado, extremamente pouco frequentemente, esse assunto.

Se eu falo disso hoje, não é para convidá-los a lançar-se na Sexualidade Sagrada, mas, simplesmente, reconhecer o Sagrado quando ele se apresenta diante de vocês.
A natureza dança a própria sexualidade... Vocês a veem?

Ofereça-se ao Divino, sozinho e, em seguida, se você está completamente abandonado, se o Divino tomou-o, então, talvez, você viverá a Sexualidade Sagrada.
Mas, se o Divino tomou-o, pouco lhe importa, em Verdade, vivê-lo.

Minha intervenção visa, também, restabelecer, de certa maneira, o que foi falsificado nesse mundo, o que, como Osho disse, era sujo, até tornar-se pecado.
Efetivamente, a sexualidade que toma é uma sexualidade que os leva para o exterior.
A Sexualidade que se oferece, quando você é oferecido ao Divino, fazendo o sacrifício de tudo, ali compreendido seu corpo, é outra coisa, ela não o leva a projetar-se ao exterior.
Quer haja um parceiro ou não, você está no interior, e você é o conjunto da Criação.

Eu concluirei minha resposta lembrando que não é multiplicando as relações sexuais que você viverá, delas, o lado sagrado.
O Sagrado vem a você quando você tudo abandonou, e o Sagrado, o Divino, se ele deseja, através de seu corpo, viver a experiência de uma relação sexual sagrada, ele o fará.
Mas você não pode decidir vivê-la, já que você está abandonado, oferecido à Vida.

Q: É idêntico ao Casamento Místico?

Viver a Dissolução com Cristo, viver o Abandono total de seu corpo está em relação com o que eu acabo de desenvolver.

Minha intervenção não visou, especificamente, a sexualidade, mas, sim, isso: a Fusão/Dissolução das duas Polaridades, que leva ao desenvolvimento desse mundo, ao invés do desenvolvimento da Criação, porque esse mundo está na Criação, apesar da Ilusão.

Então, se você se refere à noção de Casal Monádico, isso leva, obviamente, às duas Polaridades.
Mas viver a Sexualidade Sagrada não necessita de formar um Casal Monádico.
O Casal Monádico viverá, certamente, a Sexualidade Sagrada, mas a Sexualidade Sagrada pode ser vivida por todos aqueles e aquelas que se abandonam ao Divino, e que reconhecem, no parceiro, o Divino.

Então, é o que numerosos místicos, frequentemente, viveram e exprimiram, concernente ao encontro com Cristo.
Basta-lhe, por exemplo, ler os numerosos testemunhos, como aqueles de Yvonne Aimée de Malestroit.
Se a noção de Casal Monádico foi-lhe comunicada, a um dado momento, não era para que cada um se lançasse na busca de seu Duplo e para que cada um pudesse discriminar se o encontro que ele acabava de ter estava ligado ao seu Duplo ou não.
Era, simplesmente, para preparar alguns a reconhecer-se a um nível muito mais elevado do que essa simples encarnação.
E para, igualmente, compreender, de certa maneira, o tsunami que isso pôde gerar na vida deles.
Porque, quando se encontra o Duplo Monádico, tudo é abandonado para viver o Reencontro.
Nada mais parece importante.
E, quando eu digo isso, eu me dou conta de que o que é chamado o raio pode, do ponto de vista do mental, assemelhar-se a isso.
Mas isso nada tem a ver, obviamente.

Quero responder a uma última questão, antes de concluir minha intervenção.

Q: Cada um de nós tem um Duplo Monádico?

Foi esclarecido que a maior parte das Mônadas não se reencontraria na encarnação.
Foi, igualmente, dito, que o Casal Monádico, o Reencontro podia fazer-se com outros Seres de Luz, por exemplo, Cristo.
Então, sim, cada um poderá viver a Fusão / Dissolução, se tal é seu Abandono.
Mas não, pouco numerosos são aqueles que viverão o reencontro do Casal Monádico nesta encarnação.
E, para aqueles que o vivem, não são férias.
Isso convida a uma perpétua atenção em seu alinhamento.
É impossível viver a Mônada na humanidade, permanecendo na personalidade.
Isso não pode aguentar.

Caros irmãos e irmãs, queridos filhos, eu lhes agradeço pelo tempo que passamos juntos, e lembro-os da mensagem que acabei de transmitir-lhes: abandonem-se à Vida, acolham o Divino, acolham o Um em si, sob todas as suas formas.
O resto é, eu poderia dizer, de certa maneira, um gadget, ou melhor, uma Graça.
Isso será, certamente, melhor interpretado por aqueles que o analisarem com o mental.

Então, vivam o Reencontro com o Um, vivam a Graça, acolham tudo, toda a Vida.
Não olhem a natureza dizendo-se que isso é violento, que isso é suave, que isso é a beleza, que isso é a violência.
Isso é a Vida.
Se vocês veem a violência, é que não veem a Vida.
Porque, de onde eu estou, eu vejo apenas o Um e o Amor.

Então, no Amor, eu lhes digo até uma próxima vez.

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Transmitido por Air