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5 de set. de 2008

RAM – 5 de setembro de 2008

DO SITE AUTRES DIMENSIONS.

Eu sou RAM.
Recebam a paz.
Recebam a plenitude.

Eu venho prosseguir com vocês os ensinamentos e as transmissões.

Eu já abordei com vocês certo número de ideias: o silêncio, o Despertar, a plenitude.

Hoje, eu venho falar-lhes do que é a relação, a ligação e a justificação do conjunto da criação e do não criado.
A própria justificação de sua forma, na qual vocês estão.

Essa justificação vai permitir-lhes apreender o que eu chamei, em minha última vinda, a finalidade.
A finalidade é o Amor.
A finalidade é a Luz.

Eu falo, obviamente, da Luz não criada, da Luz original, do Espírito do Pai, se preferem, ou da Divindade.

Há, em primeiro lugar, um conceito que vocês devem apreender inteiramente e, se vocês o permitem, eu os farei viver esse conceito, primeiro com as palavras, mas, também, através da plenitude, do silêncio e da Luz.

Não existe manifestação na forma que não seja o Pai.
O Anjo é o Pai.
As próprias dimensões e os conteúdos dessas dimensões é o Pai.
O Pai (a Luz, o Espírito) preenche todas as coisas, todo instante, toda eternidade e toda negação mesmo de Sua presença.
O Pai é presença, imanência e transcendência.

Vocês estão no caminho da forma e da encarnação para encontrar o Pai.
Ora, o Pai já está aí.
O Pai está na borboleta; o pai está no respirar; o Pai está em tudo o que é manifestado em sua dimensão.
E, no entanto, vocês devem encontrá-lo.

O que isso significa?
Isso significa simplesmente que vocês devem revelá-lo.
Ele está no silêncio e na plenitude e vocês, vocês estão no barulho e na incompletude.

Nesse sentido, a meditação, nesse sentido, o que vocês chamaram oração são espaços de tempo privilegiados que vão dar a vocês acesso à reconexão a esse Pai que, no entanto, é também parte integrante da totalidade do que vocês são.

A projeção de sua consciência nessa dimensão os fez sair da imanência e da eternidade.
O objetivo de toda dimensão, eu digo sim, de toda dimensão, é desenvolver inteiramente a imanência do Pai.
Isso concerne, em sua dimensão, tanto aos reinos ditos inferiores como aos reinos situados diretamente acima de vocês.

Vocês devem, portanto, através de um conceito que é a polarização da consciência e a reversão do sentido dos valores, ir para o reconhecimento da transcendência e da imanência do Pai em sua dimensão.

A dimensão da Sombra, que é a manifestação também de sua dimensão, é também portadora da totalidade do Pai.
Assim, muito numerosos Mestres e neófitos disseram para não julgar, não levar um olhar que separa e que divide, porque esse olhar separado e dividido afasta tão seguramente da imanência do Pai como a descrença a mais total.

Vocês estão aqui para realizar a completude do Pai.
Tão paradoxal como isso possa parecer-lhes, com seu resto de divisão e de separação, vocês são a totalidade dos universos e da criação.
Há, em cada átomo, em cada corpúsculo, em cada chama, em cada alma, a totalidade dos possíveis, e não pode ser de outro modo.

É uma coisa aceitar isso através de palavras e através de conceitos, mas é outra coisa vivê-lo na Verdade da plenitude, do silêncio e do Amor.

Entretanto, essa etapa é uma etapa preliminar, porque vai criar uma tensão de seu ser para um objetivo que vocês vislumbram, num primeiro tempo, como exterior a vocês, projetando-se no objetivo a atingir, tanto através da imagem de um Mestre, de uma religião ou de qualquer outro conceito que vai permitir-lhes exercer essa tensão para esse objetivo.
Mas isso é uma ilusão.

Vocês são, na instantaneidade do instante, a totalidade da divindade.
Não pode ser diferentemente.

Não há espaço sem o Pai; não há vida sem Espírito.
Não poderia haver vida sem Luz.

A Luz é, eu os lembro, a ligação e a coesão da manifestação e do não criado.
Existe um filtro ligado à sua encarnação que os faz encarar sua existência como separada do Pai e da Verdade.
Não é nada disso.
E, no entanto, não é porque eu o digo que vocês o vivem.
Porque o que vocês já conhecem e que foi chamado as concepções (mas também as crenças, quaisquer que sejam) afasta-os pouco a pouco dessa Verdade essencial que é a imanência, a transcendência do Pai.

O Pai está além de um conceito.
O Pai está além de qualquer definição.
Ele é, ao mesmo tempo, a totalidade e a Unidade.
Vocês são, portanto, ao mesmo tempo, a totalidade e a Unidade.

Vocês se exteriorizaram através de uma forma, porque o Espírito, há tempos imemoráveis, decidiu essa exteriorização.
Mas, mesmo nessa exteriorização, vocês devem reencontrar a imanência e a transcendência.
É o único objetivo verdadeiro de sua vida.

Todo o resto são apenas elementos de dissipação e elementos que vão acrescentar crenças sobre outras crenças.
E, de crenças em crenças, vocês se separam cada vez mais dessa Verdade que, no entanto, jamais se separou de vocês.

Compreendam, efetivamente, que se trata unicamente de suas crenças.
Mas essas crenças, essas ideias às quais vocês aderem, constroem ao redor de sua exteriorização, chamada encarnação, um muro, uma separação que existe apenas para vocês, porque o Pai não pode ser separado de vocês.
Vocês creem que há um obstáculo intransponível entre a forma e o Pai, mas isso não pode ser verdadeiro.

Obviamente, quando vocês estão enredados no que chamam suas relações interpessoais (a relação sendo definida, por princípio, pela relação entre vocês e algo que é exterior a vocês), tudo o que se mantém através das relações é a distância, porque estar na relação necessita de uma exteriorização suplementar que os faz perder de vista a essência da Verdade primeira.
Quando vocês percebem a ilusão disso, sua vida e sua forma e sua encarnação não podem mais jamais ser as mesmas.

Como se reconhece que vocês entram num caminho, não mais de tensão, mas, desta vez, de abandono à Verdade primeira?
E bem, simplesmente porque suas resistências, que fazem parte mesmo de suas relações, liquefazem-se e dissolvem-se na Luz que vocês se tornam.
Isso se produz a um determinado momento.
Eu falo de determinado momento porque há um antes e um depois desse momento.

Antes, vocês estavam separados, ou sua crença os fazia crer.
E, depois, as crenças, as tensões resolvem-se totalmente.
Trata-se tanto de tensões ligadas à relação como de tensões em seu corpo.

Quando vocês aceitam conceitualmente, já, a não-separação e a não-separatividade, seu corpo não pode mais estar na resistência.

A quantidade de Luz presente nas células vai aumentar de maneira exponencial.
O resultado visível para sua consciência analítica será o desaparecimento de tudo o que eram as resistências.

Que são as resistências?
Elas são as doenças.
A Luz vai curá-los instantaneamente por Sua presença, assim como eu já os fiz sentir, alguns de vocês, há alguns dias.

O Pai não é resistência.
O Pai é Luz, sincronia, harmonia, cura e total transparência.

Tornar-se o Pai é tornar-se transparente.
Tornar-se transparente é não mais fazer cortina, com os muros construídos, à Luz que vocês são.

Quanto mais vocês entram na transparência, mais os obstáculos de suas construções do mental, de suas crenças, de suas ideias mesmo vão deixar lugar à plenitude e à imanência do instante.

Então, nós exprimimos isso através de palavras.
Vou, agora, exprimi-lo no silêncio, primeiramente, se efetivamente quiserem.

...
Efusão de energia...

Vamos, agora, exprimir a mesma coisa pela Luz.

... Efusão de energia...

E vamos, agora, exprimi-lo pela plenitude do instante.

... Efusão de energia...

Entrar na transparência é esse estado, ao mesmo tempo de plenitude e de Luz, e de insipidez do mental e das emoções.

O Pai não pode revelar-se no mental e na emoção.
Ele aparece em sua consciência quando seu mental e suas emoções fazem silêncio.

O Pai aparece também a partir do momento em que o corpo não está mais em resistência ou tende a não mais estar em resistência.

Vocês estão vivendo esse início de transparência, através da vibração da Luz branca que se manifesta agora em vocês.

A Luz ilumina e torna transparente.
Eu esclareço também, porque isso é importante para muitos de vocês que assistem à minha presença (seja desde algumas vezes ou pela primeira vez), que minha linhagem é a linhagem de uma característica do Pai, chamada RAMA.
Eu deposito em vocês, eu distilo em vocês, a cada consciência de minha presença, uma conexão voluntária e desejada à origem dessa linhagem.
Vocês são parte integrante de minha manifestação.
Não vejam ali, sobretudo, uma relação, mas, efetivamente, uma oferenda de minha linhagem à sua forma.
Isso está ligado à importância do que vocês vivem e ao interesse que nós trazemos, de nossa dimensão, para vê-los irradiar esse estado de transparência sobre o maior número.

Para isso, vocês devem também manter esse estado.
A manutenção realiza-se pelo silêncio, pela Luz e pela plenitude.

Quando vocês conectarem sua consciência ao nível do coração, doravante, vocês estarão imediatamente religados à minha radiância.

Eu, portanto, criei, numa oferenda específica, uma abertura extremamente precisa, ligada ao silêncio, à Luz e à plenitude, em seu coração.
Cabe-lhes, coletiva e individualmente, fazer crescer e manifestar cada vez mais isso.

Vocês podem também, pelo que instilei em vocês e que vou continuar a instilar agora, recorrer à minha presença.

Certamente, para cada forma diferente que vocês são, minha presença pode revelar-se pelas palavras, por minha Luz, por minha plenitude ou por meu silêncio.
Numa dessas quatro manifestações vocês terão, instantaneamente, a resposta às suas interrogações.

No entanto, nós não terminamos os ensinamentos e as transmissões.
Nós vamos crescer ainda em plenitude, a fim de estabilizar isso em vocês, em seu coração.

Então, se vocês têm interrogações em relação ao que acabo de dizer, gostaria de responder de boa vontade, enquanto a transparência aumenta.

E esse estado, é claro, deixa apenas pouco lugar para a interrogação, mas tenho, de qualquer modo, necessidade de algumas delas, para instilar-lhes ainda mais essa transparência.

Ndr: Nenhum questionamento.

Então, primeiramente, eu os agradeço por sua transparência e vamos, se efetivamente quiserem, prosseguir ainda um pouco.

Para além das palavras vamos, agora, se efetivamente quiserem, reforçar em cada um de vocês o que se convencionou chamar a inteligência suprema ou a inteligência criadora.
 
... Efusão de energia...

Há questões?

Questão: como deixar menos lugar possível para o mental?

Aprendendo a viver graças à oferenda que eu lhes fiz do estado de plenitude e de transparência.
É preciso cultivar esse estado o mais frequentemente possível, durante seus dias e durante suas noites.
É preciso arranjar faixas de tempo onde vocês vão deixar essa transparência exprimir-se no silêncio, no interior de vocês.

Progressivamente e à medida que vocês tomarem o hábito de deixar crescer esse estado, vocês crescerão na transparência e o mental não poderá mais ter tomada.

Vocês devem abandonar-se totalmente, não ao seu sentir, não ao seu prazer, não à sua vontade, mas ao que lhes dita esse estado de transparência.

Se ele diz para ir passear, vão passear.
Se ele diz para tomar tal ser humano em seus braços, tome-o.
Se ele diz, nesse estado, para dizer tal coisa a tal pessoa, diga.

Mas evitem tomar em seus braços, dizer, ir no embalo, nos momentos em que vocês não estão nesse estado.
Aprendam a escutar a via do silêncio e da plenitude.

Frente a uma interrogação, a resposta não está ligada a uma interrogação.
A resposta está ligada à atitude interior que vocês são capazes de manifestar, em relação direta com a transparência e a plenitude.

O problema é que o ser humano tem um raciocínio de tipo binário e analógico.
Para uma questão, vocês esperam uma resposta, mas a questão é mental e a resposta é mental.
Em contrapartida, se a questão manifesta-se nesses estados de transparência, a resposta pode ser apenas espiritual, o que é totalmente diferente, porque a transparência não pode enganá-los.

A transparência é Verdade, ela é totalmente independente do mental, de seus desejos, de suas emoções, de suas projeções e de suas crenças.
Isso necessita viver totalmente o instante presente.

Mesmo em relação a uma projeção de um futuro próximo, não se coloquem a questão do como nem do por quê.
Coloquem-se na transparência do instante e, aí, a resposta chega.

Na transparência, lembrem-se de que não há mais resistência, de que não há mais oposição.
A transparência é um estado de resolução.
A transparência é um espaço de fluidez.
A transparência é um estado de Unidade.

A partir do momento em que há dúvida ou interrogação entre tal coisa e tal outra coisa, entre tal pessoa e tal outra pessoa, entre tal escolha e tal outra escolha, isso vem apenas do mental.

A transparência é injunção clara, ela não é discursiva, ela não é interrogativa, mas é a solução.

Aprendam a cultivar as respostas que estão nesses momentos e esqueçam as respostas que ali não estão.
É um aprendizado que vocês poderão realizar extremamente facilmente, se aceitam as regras do jogo.

Quando vocês querem fazer algo, a primeira coisa que passa em vocês em relação à sua ação, em relação a vocês mesmos, é um julgamento de vocês mesmos e de sua ação.
Ora, a transparência não pode ser julgamento.
Ela é ação, é transparência total e é instantaneidade total, porque é divina.

Naquele espaço e naquele momento não pode haver dúvidas.
Aprendam a observar as respostas do estado de transparência.
Vocês terão, assim, a resposta para tudo o que pode se colocar no desenrolar de sua vida.

Nós vivemos isso agora na plenitude.

... Efusão de energia...

Se o permitem, vou agora regá-los à Fonte final, cada um de vocês, durante alguns instantes e, após, construiremos juntos um espaço de transparência.

Então, inicialmente, a primeira parte:

... Efusão de energia...

E eis agora esse espaço de transparência.
Após, eu os deixarei e vocês permanecerão alguns instantes nessa transparência, entre vocês.

Eu os preencho de minhas graças.
Sejam preenchidos de Luz, sejam preenchidos da plenitude e vivamos, agora, a transparência.

... Efusão de energia...
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Compartilhamos estas informações em toda transparência. Obrigado por fazer do mesmo modo. Se você deseja divulgá-las, reproduza a integralidade do texto e cite sua fonte: www.autresdimensions.com.

Versão do francês: Célia G. http://leiturasdaluz.blogspot.com

4 de set. de 2008

RAM – 4 de setembro de 2008

DO SITE AUTRES DIMENSIONS.

Meu nome é RAM.
Recebam a paz.
Recebam a plenitude.

Eu volto, a fim de prosseguir o ensinamento do silêncio, o ensinamento da Luz, o ensinamento da finalidade.
Vamos nos interessar, se efetivamente quiserem, à finalidade.

O que é a finalidade?
A finalidade, ao nível exterior, significa que uma manifestação chega ao fim de ciclo, no fim e na conclusão.

A finalidade, também, de uma vida manifestada, tal como a humana, corresponde a uma revelação, à revelação da Luz.
Assim é para toda forma de vida manifestada nesse mundo, no momento em que ela deixa a manifestação para entrar em outra manifestação.

A finalidade acompanha-se sempre de uma irrupção da Luz no campo de coerência de um ser humano, mas, também, de todo processo do vivente.

Vocês vivem, vocês, humanos, esse período de finalidade.
O problema da finalidade é que ele induz a uma destruição de certa forma de manifestação.
Essa forma de destruição pode ser vivida como um fim, enquanto é um início.

Entretanto, o fato de estar em manifestação, em encarnação tornou-se possível pela estabilidade do que é chamado o ego.
O ego, portanto, tornou possível a manifestação que foi um desejo da alma, em tempos extremamente longos, e o ego não pode admitir que a finalidade seja a irrupção da Luz.

Então, ele vai fazer tudo o que está no poder dele para induzir, ao nível de suas próprias falhas ligadas às suas experiências, a noção da irrealidade da finalidade.

Ora, de maneira exterior e de maneira interior, vocês sabem, conscientemente, inconscientemente, coletivamente e individualmente que vocês entram nessa finalidade.

O ego vai desviar e mudar, tentar ao menos mudar seu caminho, para fazê-los crer que não há jamais finalidade.

Lembrem-se de que há uma diferença essencial entre finalidade e fim.
O fim é apenas uma ilusão, porque não há jamais fim, há apenas eterno recomeço.

A palavra fim não está inscrita nos mundos da criação, como nos mundos não criados.
Não pode haver fim.
Pode apenas haver finalidade.
A finalidade marca o início, eu repito, da irrupção da Luz em suas vidas.
A irrupção da Luz tem por consequência certo número de modificações que podem ocorrer e que ocorrem numa ordem variável de acordo com as pessoas, tanto na forma manifestada como na forma imanente que vocês chamam seu Espírito.

Isso vai se traduzir por uma modificação profunda igualmente em seu modo de funcionar (o que era possível um dia não o é mais no dia seguinte).
Esse é o trabalho da Luz, que acompanha a finalidade.

Torna-se, assim, possível, pela efusão da Luz, limitar, de maneira natural, a influência do ego que é ligado à manifestação na forma.
O ego é um servidor, mas ele não deve tornar-se seu Mestre.
Isso, todos os ensinamentos disseram e proclamaram.
Isso era mesmo o objeto de alguns ensinamentos de meu mundo de origem, de minha filosofia de origem.

É preciso, efetivamente, compreender que, nessa época e nesse tempo que se estende entre uma finalidade e outra, que são períodos intermediários, a finalidade podia ser encarada apenas a título individual por um esforço pessoal para a Luz.
No período de finalidade coletiva, a Luz está em vocês, ela vem para vocês e ela é, sobretudo, uma finalidade coletiva.
Daí decorre certo número de problemáticas inerentes a essas finalidades.
Porque, obviamente, no período de finalidade há sempre a aceitação ou a recusa.

Aqueles que aceitam e aqueles que recusam fazem, contudo, parte de um mesmo todo, mas que se opõem ao que foi chamado esse período de oposição, ou mesmo de confrontação.

Confrontar quer dizer fazer-se face, frente a frente, onde um se confronta através do espelho do outro, que não está no mesmo estado, que mantém a distância, mas essa distância, essa dualidade é necessária, ao mesmo tempo para sua própria compreensão, mas, também, para a compreensão daqueles que recusam a finalidade.

Recusar a finalidade não é grave em si, mas é preciso compreender e integrar e viver que aqueles que estão nessa ausência de aceitação da finalidade são, finalmente, apenas partes de vocês mesmos que não estão ainda reveladas a elas mesmas.

Vocês devem, portanto, aceitar, não a confrontação, mas que isso existe e que isso é e que isso faz parte do processo inerente a toda finalidade, em todo ciclo, e em toda mudança de manifestação dimensional.

A chave da integração de sua Luz, a chave da integração da paz, a chave da integração da alegria passa, necessariamente, pela aceitação disso.
Prestem atenção para que essa oposição entre a aceitação de algumas formas de manifestação e a recusa de outras formas de manifestação não induzam em vocês feridas ao nível da alma, que seriam prejudiciais à sua própria finalidade, porque o objetivo é, efetivamente, sua finalidade individual.

A finalidade individual não é seu fim individual.
É, bem ao contrário, a renovação e o renascimento da consciência unificada.
A consciência unificada, que vocês vivem através de minhas palavras, eu vou propor-lhes agora, antes de dar-lhes a palavra, de fazê-los viver através do silêncio, em seguida, através da Luz e, em seguida, através do que eu chamei a plenitude.

Em seguida, eu os deixarei exprimir-se em relação a isso.

Então, se efetivamente quiserem, vamos nos colocar no estado de recepção e vamos exprimir o que acabo de exprimir através das palavras, primeiramente através do silêncio.

... efusão de energia...

Segunda etapa, eu exprimo agora isso pela Luz.

... efusão de energia...

Vou agora exprimir isso pela plenitude que é o atributo da finalidade.
Plenitude, completude, interior, exterior.
Essa completude e essa plenitude os fazem viver o fato essencial de que vocês são um ser completo e pleno.
Então, vivamos isso.

... efusão de energia...

Se agora vocês efetivamente quiserem, interagiremos nessa noção de finalidade, vocês têm a possibilidade de fazê-lo.

Vocês percebem a acuidade da plenitude e como isso preenche totalmente o ser e a forma?

A palavra é de vocês.

Questão: a finalidade pode ser associada à noção de Amor universal?

Eu responderia que a finalidade é preenchida do Amor universal porque o Amor universal é o elemento que permite essa finalidade.
O Amor universal é o que permite esse sentimento, essa percepção e essa vivência de completude e de plenitude.

Eis a resposta que lhes dá agora o silêncio, a Luz e a plenitude a essa questão.

... efusão de energia...

Questão: como manter isso na vida social exterior?

Irmãos humanos, a resposta já está no próprio conteúdo de sua questão.

Por que ir para o que provoca resistência e confrontação, ou seja, a trama social tal como foi construída no mundo da dualidade, enquanto é tão fácil, no mundo de hoje, reagrupar os irmãos humanos que estão nas mesmas vibrações?
Há algo que se opõe a essa reunião se não são vocês mesmos e sua adesão a algo que é uma trama de mentiras, sobretudo em relação à ótica dessa finalidade?

Quando vocês vivem a finalidade fora dos períodos de finalidade, o que acontece?
E bem, o neófito, o Desperto tem duas escolhas: ou ele se retira ao interior de si (e também se retira do mundo manifestado, do mundo da ilusão) ou ele tenta reunir-se, através de seu próprio filtro de crenças procedente de seu meio, de sua educação, de sua vivência, para fazer aderir seres ao seu caminho, como eu o fiz em minha vida.

Mas hoje, vocês estão no período de finalidade global.

Diga-me o que se oporia a que você reunisse os seres que têm a mesma vibração?
Bem ao contrário, quem se reúne, se assemelha, vocês dizem, em creio.
A reunião, a assembléia é algo que é fundamental agora.

Vocês estão no período que é exatamente antes da finalidade última.
A época é totalmente propícia para que suas Luzes se reúnam.
É o único modo possível de evitar as confrontações e as dificuldades, não há outro.

De agrupamento em agrupamento, em pequeno número e em maior número, conduzi-los-á ao agrupamento daqueles que vão para a Luz, na totalidade.

Essa confrontação deve desembocar de maneira pragmática, de maneira eficaz, na separação (mas que não é uma separação, uma vez que vocês estão ligados mesmo àqueles que vocês confrontam), mas, entretanto, trata-se de efetivamente compreender que a finalidade induz, ela mesma, a essa separação.

Vocês podem escolher, no interior de vocês, com quem vocês querem se casar, no sentido simbólico.
Não se trata de um casamento, no sentido de uma ligação, nem de uma fusão, mas de uma aliança e de uma comunidade de coração, de visão, de espírito e de todos os níveis que lhes sejam úteis experimentar.

Há em vocês o impulso do agrupamento e o que confronta em vocês são apenas resistências ligadas ao ego.

Vou agora fazê-los viver a plenitude da resposta ao mesmo tempo que o silêncio e a Luz.

... efusão de energia...

A tonalidade de verde, cor, convida-os a ir para essa plenitude.

Lembrem-se de que vocês não podem viver a finalidade da plenitude permanecendo num mundo que recusa a finalidade.
Isso irá, como vocês dizem, crescendo.
Então, vivamos isso.

... efusão de energia...

Lembrem-se de que a plenitude é ausência de privação.
A plenitude é um estado de Amor.

Se vocês desejam perceber e viver esse Amor, por que ir para onde não há Amor?
Porque onde não há Amor, o Amor se apaga.
Onde não há plenitude, a incompletude se faz sentir e os faz sofrer.

A Luz e a finalidade propõem-lhes a ausência de sofrimento, um estado de perfeição, um estado preparatório.
Absolutamente nada os impede de viver isso, se não é você mesmo e a importância que você credita ao olhar que o mundo coloca em você.

Se vocês estão totalmente centrados em sua plenitude e no Amor que está em vocês, não pode mais haver oposição e a confrontação será uma etapa muito fácil a compreender, a integrar e a superar.

Questão: por que a cor verde?

A plenitude é um estado de equilíbrio novo.
O verde, em sua forma manifestada, é ligado ao coração e ao equilíbrio.

A Luz nova que se infusiona sobre a Terra provoca o nascimento do verde em vocês.
O verde é a cor do equilíbrio e a cor da nova estabilidade que vocês devem conquistar, aceitar, também, para viver a finalidade.

Mas o verde é frágil.
Ele pode, muito rapidamente, deixar-se poluir pelos elementos que não aceitam a finalidade.

Eu repito: absolutamente nada os obriga a aceitar isso.
O ego tem tendência a dizer-lhes que vocês devem estar inseridos numa certa forma de segurança que é ilusória, porque a única segurança está em vocês, ela reside ao nível do coração.
Todo o resto é uma ilusão e afasta-os dessa Verdade.

Outra coisa?

Questão: a qual nuance de verde você faz alusão?

À Luz verde.
Ao simbolismo do verde.
Ao estado do verde, que é também o símbolo da ressurreição e da regeneração que vocês vivem nesse momento, porque trata-se de uma regeneração.

Vocês não podem viver a finalidade sem serem regenerados em seu físico, em seu mental e em seu Espírito.
É por isso que vocês devem aceitar ir para aqueles que vivem a mesma coisa.
Não se trata de excluir-se, mas, bem ao contrário, de incluir.

O verde é destinado a abri-los e não a fechá-los.
É o resto do mundo e o resto de seus habitantes que se fecham numa forma, recusando, pelo momento, e unicamente pelo momento, o Espírito e, no entanto, eles sabem que são Espírito, mas os medos, ou a necessidade, é para eles uma necessidade que vocês não devem julgar, mas vocês não podem mais compartilhar os mesmos polos de interesse, os mesmos espaços de vida e as mesmas finalidades, é claro.

Eis agora as respostas da plenitude, da Luz e do silêncio.

... efusão de energia...

Outra coisa?

Questão: o desejo de aproximar-se da natureza está em relação com essa Luz verde?

Não é uma relação, é uma obrigação.
Não pode haver, no que vocês construíram através de concepções ligadas a limitações e que vocês chamaram as cidades, não pode haver no que vem do antigo a aceitação do novo.

A natureza é o primeiro elemento que compreendeu a finalidade e que já a vive desde certo tempo.

Obviamente, a natureza está em acordo com vocês e o que vocês têm a viver.

Aí está porque vocês sentem em vocês a injunção para aproximar-se dessa natureza.
Ela é essencial para sua evolução e, ainda, vocês estão nas premissas da finalidade, mesmo se é a finalidade da finalidade.

Em seu tempo linear resta-lhes algum tempo.
Vocês estão no período em que devem aproximar-se daquela que é sua melhor estabilidade e seu melhor guia para o que vocês têm a viver.

Eis a resposta, agora, da finalidade e da plenitude.

... efusão de energia...

Outra coisa?

Questão: poderia falar-nos de sua filosofia de vida de sua última encarnação?

Não se esqueça de que em minha última encarnação, como você diz, eu fusionei com a última encarnação de meu Mestre.
Há uma fusão de centelha a centelha, de Mestre a Mestre, livremente consentida e aceita, porque ela prefigura o retorno do Espírito ao Espírito único.

Há, portanto, um processo alquímico ligado à fusão de almas.
Eu sou, portanto, a totalidade de minha linhagem.
Eu não posso exprimir a filosofia, tal como ela estava presente quando da encarnação de uma de minhas últimas parcelas porque, hoje, e em função do que acabo de dizer, para nada serve fixar regras novas, porque a única regra que vocês devem seguir é o apelo de seu coração.
Vocês não podem ajudar-se de regras exteriores.
Isso é válido para os períodos intermediários entre duas finalidades.

Hoje, seu coração detém realmente, e não potencialmente, absolutamente, a resposta.
Não há melhor resposta ou resposta mais completa em outro lugar que em seu coração.

Basta escutá-lo e, essa escuta, eu a ensinei em minhas últimas vindas.
Ela se faz no silêncio e na Luz.

Face a um evento, face a uma decisão, a partir do momento em que vocês tergiversam, é que o mental intervém.
Tentem, em relação a escolhas, de maneira precisa, perceber e deixar exprimir-se totalmente o coração e o Amor.

O que é bom para vocês, o que vai ao sentido da finalidade, trará sempre uma coloração de alegria, de completude e de plenitude, seja para os seres, seja para as situações, seja para os lugares ou que quer que seja para as atividades.
É isso que vocês devem hoje compreender, aprender e dominar: a resposta do coração.

Eis agora a resposta da plenitude, da Luz e do silêncio.

... efusão de energia...

Eu acrescentarei que, se vocês mesmos estão no estado de completude e no estado de plenitude, obviamente, o que virá associar-se-á à sua completude e sua plenitude estará obrigatoriamente próxima dessa completude e dessa plenitude.

Não pode, portanto, haver confrontação em relação a essas formas de vida.
Isso é impossível.

Torna-se, portanto, muito simples no que concerne às escolhas de pessoas, de lugares, de interação, de fusão ou de distância.

Outra coisa?

Não temos mais perguntas, agradecemos.

Então, eu lhes proponho agora viver juntos essa plenitude e essa completude.

Centrem todo o seu ser no meio do peito e vamos viver isso, alguns instantes, no silêncio, antes que eu me retire.

Eu lhes transmito, agora e já, o Amor, a paz, a Verdade também.

... efusão de energia...

Eu lhes digo até muito em breve.
___________________________

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Versão do francês: Célia G. http://leiturasdaluz.blogspot.com