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6 de set. de 2008

O.M. AÏVANHOV – 6 de setembro de 2008

DO SITE AUTRES DIMENSIONS.

E bem, caros amigos, estou extremamente contente por reencontrá-los.
E, em seguida, vejo também que outros seres juntaram-se a nós.

Então, primeiramente, gostaria de dizer que eu lhes apresento, como de hábito, todo o meu Amor, todas as minhas saudações e toda a minha afeição.

Questão: como aprofundar a descristalização das emoções?

O essencial a compreender, caro amigo, é que não se desfaz algo ao nível em que ele está situado, ou seja, não se pode retirar o que eu chamaria uma emoção por outra emoção.
Não se pode retirar o mental pelo mental.

É-se obrigado a recorrer ao que eu chamaria um nível energético, um nível dimensional ou um nível vibratório, você chame a isso como quiser, que está situado bem acima.

A dissolução de um nó, ao invés da descristalização, é a palavra a mais adequada, porque a descristalização quer dizer que havia algo cristalizado, descristaliza-se, mas nomeia-se do mesmo modo, enquanto a dissolução é um processo que recorre a uma consciência superior que vai permitir transcender, eu diria, os limites do espaço e do tempo ao nível de seu corpo e de sua forma.
Isso é muito importante.

Então, como dizia Jesus: «busquem o reino dos Céus, e o resto ser-lhes-á dado em acréscimo».
Não se esqueçam de que vocês entram numa época, como disse o Arcanjo, em que vocês estão em plena confrontação.
Essa confrontação é entre vocês e o resto do mundo.
Ela é também no interior de vocês.

Então, para superar esse estado, é preciso entrar na não resistência.
A não resistência é a aceitação.
É deixar, é soltar.
É sempre o que eu lhes disse em relação ao controle.
Querer o controle pelo controle, isso para nada serve, porque é uma ilusão.
Em contrapartida, deixar atuar o Espírito e a Verdade e a Luz em vocês, essa é a solução.

Então, com relação a algo que tenha necessidade de ser desamarrado, progressivamente e à medida que você leve sua consciência sobre o nó, é muito bom identificar tudo isso, e você sabe, pertinentemente, que você teve respostas, por diferentes vozes, sobre a origem de seu problema.

Então, agora, não é porque você sabe a origem que isso vai desaparecer, trabalhando no mesmo nível.
É preciso trabalhar muito mais na noção da confiança e deixar atuar essas energias que se infundem em seus casulos de Luz.
Porque elas sozinhas são inteligentes.

As energias das quais vocês se beneficiam desde algum tempo estão ligadas, como disse o Arcanjo Jofiel, à noção de reversão, à noção da confrontação e também a esse movimento que acontece no interior de vocês.
Quer dizer, isso necessita, se querem, um total abandono à Luz e ao que se efusiona e se infusiona no interior de vocês.

Apenas assim é que vocês poderão dissolver, de algum modo, os últimos nós e os últimos obstáculos para o que vocês são.

Portanto, o resumo é deixar atuar, aceitar e aquiescer plenamente a essa Luz que desce e, sobretudo, não desviar a Luz dizendo: «aí está, vou me servir dessa Luz para ir iluminar o que está acumulado e cristalizado», porque isso não funciona de modo algum assim.

É a consciência que, aceitando a Luz, vai permitir à Luz fazer o trabalho.
Mas não é a própria Luz que vai dissolver essa massa que está aí, é a consciência, sua própria consciência que aceitou a Luz.
Não é de modo algum a mesma coisa.
É-lhes solicitado passar agora nisso.
Quer dizer, até o presente, vocês tinham tendência a crer que a Luz ia desembaraçá-los de todos os seus aborrecimentos, fossem materiais, psicológicos, familiares, emocionais etc.etc.
Até certa época era verdade, isso podia ser feito assim, mas não mais agora, porque vocês entraram em energias muito específicas que poderiam ser assimiladas, se querem, à quarta dimensão e, portanto, a outro tipo de aceitação.
A palavra chave é a aceitação.

É o que disse Jesus na cruz.
Abandona-se ao Espírito, na cruz: «Vá, basta! Que sua vontade seja feita, e não a minha».
Então, a dissolução passa por isso e vocês têm todos os exemplos (e eu posso citar um ou vários) de pessoas que, finalmente, aceitam algo porque isso lhes parece, como dizer..., irremediável, acabado e eles entram na aceitação.
É o que se produz, por exemplo, quando vocês vão morrer e vocês sabem que nada mais há a fazer.
Então, vocês entram, primeiro, na rebelião, em seguida, vocês querem lutar contra algo e, depois, vem, após, um período de aceitação.

Aí, não é questão de morte, é claro, mas é exatamente o mesmo princípio que acontece: vocês estão num período em que devem aceitar e, se aceitam, apesar dos medos, apesar do que lhes diz o mental (que vai dizer-lhes, sobretudo, para não se mover) e, bem, vocês vão se aperceber que as coisas vão dissolver-se.

Os obstáculos que existiam não vão mais existir, porque são vocês mesmos, e ninguém mais.

Então, para combater algo é preciso não combater.
Isso quer dizer que é preciso aceitar a Luz na consciência e o trabalho far-se-á diretamente pela consciência, porque a consciência estará centrada na Luz, e uma consciência centrada na Luz não pode deixar no corpo uma doença, qualquer que seja.
Ou então, é uma doença que está ligada, ela mesma, à transformação, o que é outra coisa.

Questão: por que respirar me dá queimaduras no peito?

O fogo impede a respiração.
O fogo consome, o fogo eleva e, quanto mais se eleva, menos a respiração, que é um ritmo binário, é necessária.
A um certo momento, ao nível da vivência do Despertar ou da realização que ocorre ulteriormente, produz-se um processo de parada da respiração.

O que é a respiração?
É o inspirar, parar e expirar, conforme se considera: um ritmo binário ou um ritmo ternário, mas, de qualquer modo, geralmente, é um ritmo binário, que os lembra de que vocês estão na encarnação, numa forma e que essa forma, ela infla e ela desinfla.
Ela sobe e ela desce.

Então, viver o fogo é passar na Unidade do fogo e o fogo queima o ar, o que é perfeitamente lógico.

A um dado momento do reencontro com o fogo final (que é o fogo daqueles a quem eu chamo os Hayoth Ha Kodesh, que é o fogo dos Tronos e dos Querubins), naquele momento, a respiração para.
E isso não é vivido como um obstáculo, é uma transcendência.

E você está no estado e no momento em que há confrontação entre o fogo e sua respiração.
É a última etapa, em que é preciso aceitar totalmente não mais respirar, para que a respiração passe num outro ritmo.
Mas é preciso vivê-lo para fazê-lo.

Então, o único modo é não procurar respirar, é não procurar o ar, é abandonar sua respiração ao fogo, porque o fogo vai consumir o ar e vai consumir totalmente a respiração.
É outra etapa.
Trata-se, aqui, da integração do fogo na partícula específica a que se chamam as partículas adamantinas ou, se querem, os glóbulos de células espirituais a que vocês chamam o Espírito.
Essas partículas de diamante, ou adamantinas, são ligadas ao reencontro do fogo e do ar e o fogo queima o ar, obviamente.

E é essa etapa que é vivida ao nível do que se chama a Fonte de Cristal (esse corpo situado acima de sua consciência, acima da cabeça, que eu creio que minha cabeça de caboche – o canal Jean-Luc – chama o décimo terceiro corpo).
É a reunificação de todo o trabalho alquímico e de elevação que vocês fizeram.
Vocês estão no ponto de junção, quase, para alguns, dessa última reversão.

Questão: qual é o som perfeito, ao centro da cabeça, quando os chacras se põem a girar?

Então, não há apenas um som, caro amigo, há vários sons.
Há sete sons diferentes que são ligados à ativação, em certo plano, dos chacras e, em particular, do chacra do coração e do centro ajna.

Esses sete sons correspondem a uma graduação específica.
No momento em que o som se faz ouvir (e quando este chega a essa nota perfeita que é um som cristalino e que corresponde, aproximadamente, eu diria, ao violino, com uma nota Si específica), isso quer dizer que, naquele momento, vocês entram no alinhamento total: corpo, alma, Espírito, e que a totalidade do Espírito tenta derramar-se ao nível da alma e do corpo e da personalidade.

O som que vocês ouvem (que se podem chamar os coros celestes) traduz, simplesmente, um nível específico de consciência que vocês assimilam, por vezes, ao Samadhi ou ao êxtase, mas que, na realidade, corresponde aos atritos existentes entre o corpo, a alma e o Espírito porque, após esse som, vem, é claro, o silêncio.

Então, o som é importante, é preciso passar pelos sete sons e, quando vocês chegarem ao sétimo som, no momento em que vocês se alinham, produzir-se-á um fenômeno de reversão do som.
Quer dizer que esse som perfeito vai transformar-se em som muito mais desagradável, no momento em que a totalidade do Espírito invade sua alma, talvez não o corpo, mas, em todo caso, a alma.

Naquele momento, vem a experiência de fusão total, que se produz no silêncio, porque há harmonia e não há mais distância entre o Espírito e a Alma.
Então, é uma etapa preparatória.

Questão: o que nós chamamos a Luz pode ser assimilado ao Espírito Santo?

O Espírito Santo é a Luz, mas a Luz é muito mais do que o Espírito Santo.
A Luz é o Amor, a Luz é a totalidade, a totalidade do Pai.

A Luz é onipresente em todas as dimensões.

Mas a Luz real, verdadeira, autêntica existe apenas a partir da quinta dimensão.

Vocês estão num mundo privado de Luz espiritual.

O único reflexo da Luz espiritual são vocês, os portadores e, ao nível dos astros, é o Sol, é claro.

E a Luz é o que vocês devem encontrar em vocês.

Então, o Espírito Santo é uma característica específica da Luz, cuja função na encarnação é despertar sua própria Luz.
Mas a Luz é mais do que o Espírito Santo.
Mas o Espírito Santo é a Luz.

Ndr: ninguém pergunta.
Está muito bem, porque observo que, quanto mais vocês entram na expansão de seus casulos e dessa Luz, menos vocês têm questões, é maravilhoso!

Questão: como age a Luz no corpo? Uma espécie e elevação da Alma?

Então, a Luz, primeiramente, tem por vocação primeira acendê-los e queimá-los, mas também despertá-los.
Mas, acender é verdadeiramente a palavra que corresponde o melhor possível à realidade da Luz.

Vocês sabem, nos tempos antigos, e em minha vida, os seres humanos passavam vidas, dezenas de vidas, a buscar a Luz pela meditação, por pilhas de técnicas que deviam passar da consciência do ego ao coração.
Mas há uma possibilidade inesperada, há vinte anos, mais de vinte anos, que a Luz vem para vocês: o famoso Espírito Santo, de que falávamos há pouco.

Então, qual é o papel da Luz?
É acendê-los, é transcendê-los e dissolvê-los.
Dissolver o quê?
Todas as partes de vocês que não são Luz, ou seja, muitas coisas, obviamente, na encarnação, mas também fazer de modo a que essa matéria que vocês habitam, ela também, eleve-se para a Luz, ou seja, suba o nível vibratório do DNA, da célula e de seus centros de consciência e também sua consciência.

Quando a Luz os toca, ela toca, primeiro, sua consciência, mesmo se ela vai ao mais profundo da célula, porque sua consciência está também na célula, ela não é localizada, assim, em algum lugar, na cabeça ou no coração: ela é onipresente, sua consciência.

Não se esqueçam de que, antes de ser o que vocês são, vocês são uma consciência.
Ora, a consciência é sensível à Luz, isso é muito importante.

Portanto, a Luz está aí para Despertá-los.

Mas, se vocês não querem Despertar, se vocês não querem acender, o que vai acontecer?
E bem, vocês rejeitarão a Luz, vocês não serão mesmo capazes de colocá-la em algum lugar e aceitá-la.

Mesmo para o ego haverá, naquele momento, algo de terrível, porque, se você põe a Luz sobre alguém que não quer a Luz, e bem, haverá uma desaprovação total do que você tenta fazer.
Então, isso demanda, não julgamentos, mas demanda fazê-lo no silêncio, ou seja, transmitir a Luz torna-se uma oração, esperando que o outro, simplesmente, aceite, um dia, a Luz, e você nada mais pode fazer.

Questão: para acolher a Luz é suficiente abandonar-se a ela?

Cara amiga, se você estivesse abandonada à Luz, você já estaria realizada, não é?
Portanto, não é tão fácil assim.

Então, abandonar-se à Luz necessita fazer calar certo número de coisas e, eu repito, não é mandando a ordem ao mental para calar-se que ele vai se calar, não é mandando a ordem às emoções para acalmarem-se que elas vão se acalmar, bem ao contrário.

Então, abandonar-se à Luz é um ato de abandono.
O abandono, o soltar, também, se preferem, é um controle, lembrem-se, mas não é algo que se controle.
É um controle absoluto, isso nada tem a ver.

Abandonar-se à Luz passa também pela confiança.
A confiança não é uma vã palavra.

Há pessoas que vão dizer «tenho confiança absoluta», mas, assim que lhes aconteça um pequeno machucado, eles perdem a fé, ou então, criticam Deus, isso é problema deles.

Mas é preciso compreender que se abandonar, crê-se que seja fácil, mas o abandono demanda trabalho, não é trabalho no abandono, porque isso não funciona assim.
O abandono é aceitação, é, como eu dizia, aquiescer: «que sua vontade se faça e não a minha».

Assim que você tenha um grama de vontade pessoal, naquele momento, não há mais abandono, é claro.

Então, as pessoas têm medo, porque dizem: «eu não quero abandonar-me à Luz, eu não quero abandonar-me a algo que eu não conheço».
Mas é estúpido, porque vocês devem viver esse abandono.
O que não quer dizer que, após, vocês estarão abandonados como um marshmallow (não um pé-de-moleque, mas uma coisa toda mole), que será completamente maleável e formatável pelos eventos exteriores.
Não é tudo isso.

A um dado momento, é necessário aceitar abandonar-se.
Há quem viva o abandono apenas após serem capazes de voltar, de algum modo, a crescer na Luz, crescer de uma força imperiosa para fazer o que vocês têm a fazer.
Mas é preciso, primeiro, aceitar soltar, ou seja, não se pode encher algo enquanto a mão está fechada.
É preciso, primeiro, soltar, para que aquilo se encha, obviamente.
E é similar para o processo da Luz.

Então, para alguns, o que vai ser o soltar?
Para alguns, será abandonar o trabalho; para outros, será abandonar as crenças.

Em geral, vocês serão todos esperados na floresta [au coin du bois]. Isso quer dizer o quê?
Que vocês creem que fizeram o caminho, ou seja, que vocês creem que abandonaram tudo e chegam à última etapa.
Tão grande como o nariz no meio do rosto, como vocês dizem.
Vocês têm exatamente a coisa na qual não pensavam, porque era tão grande e tão evidente que ela ocultava-lhes completamente a consciência e vocês podem rir disso só depois.

Abandonar as coisas exteriores não é abandonar-se.
È extremamente importante.

Abandonar um trabalho, abandonar um companheiro, abandonar algo, uma situação, não é abandonar-se.
Você pode abandonar tudo, sem abandonar-se.

Abandonar-se é dar-se, a si mesmo, à Luz.

Em resumo, há o abandono exterior e o abandono interior.
Então, há situações exteriores que conduzem às energias da confrontação (que vocês começam a viver agora, desde muito pouco tempo), que foram anunciadas pelo Arcanjo e vocês vão se encontrar confrontados.

Então, obviamente, é preciso abandonar já as confrontações exteriores, é claro (por exemplo, trabalho, por exemplo, companheiro ou companheira), para passar a outra coisa.
Mas, depois, há o abandono interior, também, porque a confrontação não é unicamente no exterior, ela é também com você mesmo, é claro.

Primeiro, a confrontação exterior, que vai revelar a si mesmos suas insuficiências e a potência de suas crenças em relação ao dinheiro, em relação aos hábitos, em relação à sexualidade, em relação às suas necessidades, em relação às suas faltas.
Mas tudo isso é ainda exterior, é um reflexo.

Após, há o último abandono: é aceitar que a vontade da Luz se faça em vocês.

Questão: você pode falar das «portas» ligadas ao caminho espiritual?

As portas são todas ligadas, sem exceção, a limiares energéticos dimensionais.
Para passar de uma peça à outra vocês cruzam um limiar e abrem uma porta.
É similar em todas as dimensões.

É necessário, efetivamente, escutar o que vou dizer: para abrir uma porta, se ela está fechada, o que é preciso?
Uma chave, lógico.
É similar ao nível espiritual: há portas que se abrem facilmente. Há portas que se abrem após ter buscado a chave por longo tempo, e há uma última categoria de porta que é aquela em que você está atualmente.

Essa porta, é preciso cruzá-la, concorda?
Como cruzá-la?
Você procura uma chave, mas não há chave.
São portas que se cruzam diretamente porque são peneiras específicas ao nível dimensional.
É o que vocês chamaram, em sua dimensão, os guardiões do limiar.

Todas as portas se abrem com as chaves, buscando-as, e depois há uma porta que é materializada, ela tem o ar de intransponível.
Aliás, não há fechadura, não há maçaneta, e, sim, porque essa porta, é preciso passar através, simplesmente.
É preciso parar de procurar a maçaneta e a fechadura, não há.

O único modo de cruzar essa porta é colocar-se diante. E o que se faz para atravessar uma porta?
Torna-se transparente e sobe-se na vibração, de maneira a se dissolver a si mesmo e remonta-se do outro lado.

É preciso subir na vibração.
Isso pode ser feito de diferentes modos.

Como se sobe na vibração?
Em seu caso, será o que eu chamaria a privação.
A privação de quê?
A privação de matéria, portanto, de nutrição.

Há alimentos, há classificações de alimentos, há alimentos que tornam pesado, há também alimentos que tornam leve, é muito conhecido, eu creio, na tradição indiana.

Então, selecione os alimentos que fazem subir as vibrações, unicamente.
Vocês olharão em seu instrumento tecnológico, é muito conhecido isso, eu não conhecia bem isso.
Eu conhecia em minha vida, mas está muito distante de mim.

Não temos mais perguntas, agradecemos.

Então, caros amigos, eu lhes trago todo o meu Amor, toda a minha bênção e espero revê-los em breve.

Recebam minha gratidão eterna por esses reencontros.
Eu lhes digo até muito em breve.

___________________________
Compartilhamos estas informações em toda transparência. Obrigado por fazer do mesmo modo, se deseja divulgá-lo, reproduza a integralidade do texto e cite sua fonte: www.autresdimensions.com.

Versão do francês: Célia G. http://leiturasdaluz.blogspot.com

MA ANANDA MOYI – 6 de setembro de 2008

DO SITE AUTRES DIMENSIONS

Eu sou Ma.
Recebam todo o meu Amor e minha Bênção, caros filhos.
Recebam o Amor de minha presença.

Filhos da Unidade, filhos da Luz, paz às suas almas, paz às suas vidas, paz em seu coração bem amado.

Filhos da Luz, eu venho a vocês a fim de comunicar-me com vocês, a fim de comungar com vocês.

Como vocês sabem, já há algum tempo que vocês vivem e esperam, num mundo que espera um futuro luminoso.
Vocês vivem num fim de alguma coisa.
Esse fim não é um drama, mas, ao contrário, um regozijo.

Vocês vão, enfim, reencontrar a totalidade de seu ser, a totalidade de sua Essência e a totalidade do que vocês são.
Vocês vão renascer no Amor, pelo Amor e para o Amor.

De toda a eternidade vocês são os filhos da Luz e os filhos do amor.
Somente alguns véus, necessitados pelas experiências desejadas e desencadeadas por vocês, afastaram-nos dessa Verdade essencial.

Entretanto, se vocês soubessem como vão sair crescidos e luminosos dessa ausência de Luz que vocês experimentaram!
Não tenham medo.
Tentem amar o mais possível.
Vejam, em cada um de vocês, a totalidade do Amor.
Vejam, em todas as manifestações da vida (sobretudo se elas lhes pareçam privadas dessa qualidade de Luz e de Amor), a intensidade do Amor e da Luz.
A Sombra é apenas um olhar levado por um olhar que põe a sombra.

Vocês devem cultivar em seu interior o Amor.
Lembrem-se de que o Amor é doação, de que jamais o Amor é posse.

Qualquer que seja a relação de Amor que vocês vislumbrem, isso deve permanecer presente em seu espírito.
Assim é do Amor entre os seres.

O Amor é algo que torna livre.
O Amor é algo que não força, jamais.
O Amor é algo que vocês devem dar.

Bem amados filhos da Luz, neste fim de ciclo vocês devem provar sua fé no que vocês são, sua fé no Amor e sua fé na Verdade, porque nada mais subsistirá além do Amor.

Tudo o que não é Amor perecerá, tudo o que não é revelado a si mesmo não terá mais razão de existir, porque a Luz estará por toda a parte.
Vocês devem perceber isso, vocês devem crer nisso, para além da crença e para além de um mecanismo mental.

Vocês devem aceitar isso como uma lei essencial e uma Verdade essencial, mas, além de aceitar, vocês devem, sobretudo, viver, vocês devem, sobretudo, criar isso.

Vejam vocês: vocês estão em igualdade do criador.

Como eu dizia em minhas numerosas intervenções, entre vocês e eu não há mesmo a espessura de um cabelo, entre vocês e eu há uma defasagem do que vocês chamam o tempo de um ínfimo bilionésimo de segundo.
Vocês e eu somos os mesmos.
Vocês e eu somos o mesmo Amor.

Você, e o outro você, e seu inimigo são o mesmo Amor.
Simplesmente a experiência da encarnação afastou-os e pôs, entre vocês dois, uma distância que existe apenas em seus filtros e em suas construções e, entretanto, não há nessa oposição aparente entre vocês e o inimigo qualquer distância.

Há tanto Amor em seu inimigo como em você mesmo.
Não há inimigo, não há amigo, há apenas uma Verdade, há apenas uma essência, há apenas uma manifestação que é Amor.

O mundo que vocês percorrem não existe; o mundo que vocês percorrem é apenas uma projeção.
Nós chamamos a isso, em minha tradição de origem: maya, a ilusão.

Vocês estão na ilusão, na ilusão da separação.
Na ilusão de que o Amor pode apenas ser exclusivo.
Na ilusão de que vocês são limitados.
Há, no entanto, apenas os limites que vocês põem, vocês mesmos, para a expressão do Amor.

O Amor engloba tudo.
O Amor engloba todas as coisas.
O Amor está por toda a parte.
O Amor deve revelar-se tal como ele é.

Só a ausência de certa Luz os faz vislumbrar a ausência de Amor em manifestação e, no entanto, vocês são seres de Amor e, no entanto, vocês são seres generosos e, no entanto, vocês são seres de exceção.

Vocês são seres de Unidade de Verdade.
Vocês são seres imensamente corajosos por terem se aventurado nesses lugares e nessas crenças.

O Anjo deseja que experimentem o que vocês experimentam: a distância, a separação, o sofrimento.
Nós podemos mesmo medir a grandeza de seu Amor manifestado pelo sofrimento que vocês suportam.
Certamente, o sofrimento não é desejado pelo Amor; ele é desejado apenas porque vai permitir-lhes realizar o Amor num estágio ainda maior, ainda mais belo.

Vocês devem perceber que o Amor não é jamais uma imposição, que o Amor é liberdade.
O amor não impõe jamais, o Amor se dá sem refletir, sem cálculo, sem emoção.
Vocês devem fazer de sua vida a totalidade do Amor, porque vocês são seres generosos e belos.

Bem amados filhos da Luz, vocês devem gravar em vocês a Verdade desse Amor nos momentos (e eles podem ser numerosos nessa manifestação) em que vocês podem provar o que se chamam dúvidas ou faltas de Amor.

Vocês devem compreender que a falta de Amor que vocês sentem em alguns momentos está aí apenas para fazê-los crescer na intensidade de Amor, e absolutamente nada mais, nada mais.
Quanto mais vocês crescerem em Amor, mais vocês receberão o Amor, mais vocês darão o Amor, mais vocês o receberão.
Quanto mais vocês derem, mais ele lhes será dado.
Quanto mais vocês aceitarem essa Verdade essencial, mais vocês se aproximarão da Verdade, ao mesmo tempo mantendo esse veículo ilusório no qual vocês estão.

Essa prisão não é uma prisão; essa prisão, que é sua forma, é a ocasião inconcebível que vocês se deram para crescer na Verdade do Amor.

O Amor não julgará jamais.
O Amor está em tudo, ele não pode opor-se a uma de suas partes, qualquer que seja.

É o ser humano que opõe, que separa e que afasta, não o ser de beleza interior que vocês são, mas alguns atributos de sua forma que tomaram o poder, de maneira extremamente injusta.

Vocês são a Essência da própria Verdade; vocês são a Essência da pureza, então, adotem um olhar puro, porque nada está sujo, vejam em sua encarnação.
Cabe apenas a vocês, nesses mundos privados da Luz absoluta, manifestar essa Luz, manifestar a pureza, manifestar a beleza, a alegria a mais total.

Vocês devem estar à escuta do que diz seu coração e não do que diz sua cabeça.
A cabeça mentirá sempre, o coração, jamais.

A Verdade é a Unidade do Amor.
A Verdade situa-se no que vocês são e não nas manifestações exteriores que são, necessariamente, ilusões criadas por outros seres de ilusão, manifestando, com isso, as deformações do Amor.

O ódio é apenas uma manifestação deformada, ao extremo, do Amor, ligada ao medo, o medo da exclusão, da diferença.
Somente os olhos e o mental veem uma diferença entre tal ser e tal outro ser, entre tal energia e tal outra energia.
Mas digo-lhes, efetivamente, que, mesmo a mais negativa das energias está aí apenas para fazê-los crescer no Amor e que, se vocês a experimentam, isso corresponde a um pedido importante de seu ser interior para crescer no Amor e na Verdade.

O Amor é tudo o que é; o Amor é tudo o que não é.
Não há outra realidade que o Amor; não há outra Verdade que o Amor.

Todos os sentimentos, todas as gamas de sentimentos que podem ser provados por um ser humano em encarnação são apenas deformações do Amor.

O Amor não é um sentimento; o Amor é um estado.
O Amor não é uma ação; o Amor é ação de graça, de Verdade e de Luz.

A cada vez que vocês tenham a impressão de andar na Sombra, lembrem-se de que vocês são seres de beleza, de grandeza e de esplendor e de que apenas algumas partes inerentes à sua experiência querem fazê-los crer o inverso, porque elas querem existir por si mesmas.

São quimeras que foram criadas por vocês mesmos, para fazer face aos seus próprios medos porque, fundamentalmente, o medo não existe, ele é apenas uma criação na negação.

A criação na aceitação é Amor total e doação total.

Vocês não devem pôr limite algum à sua potência de Amor, à sua realização de Amor.
Nenhum dos entraves da ilusão, que vocês criaram, é suficiente para apagar seu Amor.

Parece-lhes, por vezes, que as vicissitudes de suas vidas, nos mundos diferentes onde vocês manifestam suas ilusões (na família, em suas profissões, em suas relações) chegam, por vezes, a fazê-los duvidar.
Mas lembrem-se de que a dúvida é o maior húmus e o maior adubo do Amor, porque é através dela que vocês descobrem o Amor.

Vocês devem ir totalmente nessa dimensão porque, nesse lugar, onde se encontra seu esplendor e sua beleza, não pode haver dúvidas, não pode haver medos, não pode haver sofrimentos, não pode haver ilusões.

Bem amados filhos da Luz, quaisquer que sejam as circunstâncias exteriores de suas vidas, sejam elas felizes ou infelizes, isso não tem qualquer espécie de importância, porque vocês têm todos a mesma finalidade e o mesmo objetivo, mesmo e, sobretudo, se vocês dizem o contrário ou pensam o contrário.

O Amor sustenta e mantém toda a vida.
Não pode ser de outro modo, porque o Amor é tudo.
O Amor é o Tudo.
Vocês não podem ignorar mais muito tempo isso.

Vocês devem perceber seu potencial de Amor; vocês devem perceber a grandeza que vocês são.
Todo o resto são apenas ilusões e projeções.

O outro mesmo, seja o ser amado ou o ser odiado, é apenas uma projeção.
Tudo o que vocês veem no exterior está presente em seu interior.
Não há diferença entre o interior e o exterior.

Vocês devem tudo julgar, pesar, apreciar com o mesmo olhar, porque o fato de julgar com o mesmo olhar todas as coisas conduz à ausência de julgamento.

Aquele que não vê diferença entre o Cristo e o ladrão compreendeu o essencial da Verdade.
Ele não está separado pela divisão do que se chama aparência da ilusão.
Ele está centrado e afirmado em seu olhar interior; ele não está sujeito às diferenças de forma e aos julgamentos de valores ligados às diferentes formas, objetos ou concepções.

Vocês devem impregnar-se totalmente, crescendo na fé do Amor na Verdade, do Amor na irradiação do Amor.
Isso é algo que se constrói a cada instante e que, no entanto, já está construído inteiramente.
Simplesmente, o que vocês colocaram diante de seus olhos os impedem de contemplá-lo; o que vocês colocaram diante de seus olhos são, obviamente, os medos, as crenças, as ilusões, mas vocês não devem, tampouco, julgar isso, vocês devem englobá-lo na mesma realidade, na mesma Verdade do Amor.

Lembrem-se: o Amor é inclusivo e não exclusivo.
Todo Amor que se quiser exclusivo já não é o Amor, mas a posse.

O Amor é liberdade; o Amor é doação; o Amor é gratuito.
Então, por que vocês querem restringi-lo?
Por que vocês querem confiná-lo no ser amado?
Por que vocês querem confiná-lo nas circunstâncias felizes?

O Amor está absolutamente por toda a parte.
Sem Amor vocês não poderiam mesmo ver a ilusão que vocês criaram.
Sem Amor, esse mundo não perduraria um bilionésimo de segundo de seu tempo.

Vocês são essa eternidade de Amor.
Vocês são essa centelha de Luz e vocês são a Luz que criou a centelha.
Vocês são tudo isso ao mesmo tempo.

Vocês são o anjo; vocês são a criança que morre de fome; vocês são também aquele que vocês tiveram, talvez, vontade de matar.
Tudo isso são apenas ilusões, construções, aparências.

O Amor os engloba.
Mesmo essa forma ilusória na qual vocês estão pôde ser construída apenas pela vontade de Amor.

A negação do Amor conduz à não-vida, conduz ao sofrimento, conduz à exclusão, conduz ao confinamento, conduz ao errante e conduzirá, um dia, necessariamente, à grandeza e à ressurreição do Amor.

Vocês estão numa época na qual lhes é pedido para parar o caminho e, simplesmente, abrirem-se à totalidade do Amor, porque esse é o momento.
Esse momento é raro, esse momento é importante, esse momento é grande: é o momento dos reencontros, é o momento dos casamentos, é o momento para a reconexão ao que vocês são, de toda a eternidade.

Vocês são além da forma, vocês são além da manifestação, vocês são além do criado, vocês são além da criação, porque vocês são o criador e a criatura exteriorizada em si mesma.
E, entretanto, vocês são a Fonte, e nada pode existir sem essa Fonte.
Tomem cada vez mais consciência dessa Verdade, porque é a única.
O resto é apenas vaidade, o resto é apenas negação.

O Amor é soma.
O Amor é multiplicação.

Bem amados filhos da Luz, quando vocês tocarem a realidade do Amor que vocês são vocês viverão num estado permanente de Amor.
Nenhuma circunstância interior ou exterior poderá alterar essa Verdade essencial nesse mundo e nos outros.

Esse Amor já está aí, inteiramente, na eternidade.
Vocês devem viver nessa santidade, não a santidade das imagens que algumas tradições e religiões traduziram a vocês, de maneira ilusória.
A santidade não é a perfeição, na acepção humana.
A perfeição espiritual é apreciada e medida na qualidade da intensidade do Amor.

Bem amados filhos da Luz, vocês devem superar os véus da aparência, vocês devem superar os medos de todas as espécies, porque o medo é apenas uma projeção.

Fora do estado de Amor que vocês são, se vocês estão estabelecidos no Amor, o que vocês querem que aconteça?
O que vocês querem que se passe?
Porque, no Amor, nada se passa, nada acontece que não seja o Amor.

Bem amados filhos da Verdade, vocês são amados, de toda a eternidade, para além mesmo das ilusões que vocês criam.
Para além da encarnação na qual vocês estão nós, seres multidimensionais percebemos essa grandeza que os anima e os sentidos do sacrifício que lhes permitiram ousar entrar nessa ilusão.

Lembrem-se, bem amados filhos, que o Amor ignora o medo, que o Amor ignora a separação, que o Amor ignora as dores e as alegrias, porque o Amor é a Alegria, o Amor é plenitude.

Como, nesse estado de plenitude, poderia existir lugar para a incompletude, para o sofrimento, para a falta?

Aí está, bem amados filhos da Luz, algumas palavras simples sobre o Amor, que eu tinha vontade de comunicar-me com vocês.

Bem amados filhos da Luz, eu os agradeço por seu instante de comunhão comigo, por seu instante de confiança, de Verdade.

Bem amados filhos da Luz, eu não os deixo, porque eu estou em vocês.

Sejam abençoados, vão na Paz, vão no Amor, sejam a Verdade, sejam a Unidade.

Paz a vocês.
Eu os amo.
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Versão do francês: Célia G. http://leiturasdaluz.blogspot.com