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9 de fev. de 2006

CRISTO – 9 de fevereiro de 2006

DO SITE AUTRES DIMENSIONS.

Áudio da Mensagem em Português

Link para download: clique aqui



Neste período pascal, que é tão caro ao meu coração, eu venho para vocês confirmá-los na entrada total e definitiva do período de grandes tribulações, no período em que toda alma humana deverá fazer escolhas em sua evolução futura.
Creiam, efetivamente, que nem eu ou qualquer outro ser da Luz eterna virei julgar suas escolhas.
Mas convém, de uma vez por todas, e de maneira definitiva, fixar suas escolhas.

Alguns de vocês sobre este planeta serão postos em face de ultimatos, digamos, a fim de escolher, de maneira irremediável, entre a Luz e os véus da encarnação.
De fato, nós acabamos de aceder à abertura de uma janela cósmica extremamente importante na evolução deste planeta, que é tão caro ao meu coração.

Hoje, enfim, nós podemos afirmar a entrada no período de tribulações, tal como foi descrito por meu divino amigo São João, assim como vocês o nomearam.
Vocês entram, definitivamente, no período em que verão, no exterior de si, confrontar-se certo número de elementos: a oposição entre a sombra e a Luz, a oposição entre as forças vivas da Luz autêntica, que devem conduzir à emergência de uma nova consciência, mas, também, de um novo paraíso sobre este planeta.
Essas forças, que são caras ao meu coração, vão opor-se à falta de Luz, às forças involutivas ligadas à evolução da terceira dimensão na qual vocês estão há tão longo tempo.

Essas forças vão tudo fazer, creiam, para impedir essa Luz eclodir em seus corações, mas, também, eclodir sobre este planeta.
E, entretanto, é importante compreender que esse combate, essa luta que vocês terão a fazer é algo que está inscrito de toda a eternidade, como eu o havia dito em minha vida e como lhes é, hoje, apresentado por nosso divino Pai, a todos.

Vocês terão, em si, a clareza total da consequência de suas escolhas.
E creiam, efetivamente, que toda alma fará sua escolha em conhecimento de causa.
Não haverá palavras que poderão elevar-se e dizer «eu não sabia».
Em caso algum, isso será possível.
Cada alma será confrontada a si mesma.
Cada alma, durante os meses e as semanas, será capaz de fazer as escolhas.
E, de fato, vocês o terão compreendido, desde numerosos anos, houve, certamente, outros períodos de escolhas.
Mas este período de escolhas é o mais importante, porque ele é probatório.
É ele que os conduz a afirmar, definitivamente, as orientações que tomaram suas vidas, para alguns de vocês há extremamente muito tempo, e, para outros, mais recentemente.
Não há, entretanto, julgamentos de nossa parte.
E quando, efetivamente, mesmo São João, falou de julgamento final, esse ponderar das almas, essas almas chamadas, escolhidas, que subirão ao Céu, é que elas terão, obviamente, feito a própria escolha.
Ninguém poderá forçar ninguém.

Cada ser será livre, em sua alma e consciência, para escolher o caminho da liberação ou o caminho do acorrentamento.
Certamente, alguns de vocês poderiam dizer-se: «como se pode escolher, ainda, o acorrentamento ao invés da liberdade?».
Boa pergunta.
Entretanto, é necessário, efetivamente, compreender que as almas concebem, a um dado momento de sua peregrinação, a noção de acorrentamento, a noção de prazer e de gozo como algo de essencial à sua experiência.
Em caso algum vocês podem prejulgar ou julgar a evolução dessas escolhas.
Assim, é por isso que eu lhes pedi, em minha vida, para não julgar quem quer que fosse, jamais portar julgamentos de valor, qualquer que seja o caminho tomado por uma alma que poderia ser qualificada de inimiga, ou mesmo de amiga.
Não se esqueçam de que o inimigo o mais oposto ao que vocês são é, entretanto, seu irmão, realmente; simplesmente, o caminho dele difere do seu.

Nisso está a grandeza de alma, de compreender que Deus, o Pai, sendo sem limitação alguma, o Filho é aquele que quer confrontar-se ao seu caminho de evolução (que eu apresentei há dois mil anos), e deve, também, ser sem limitação alguma.

A partir do momento em que vocês observam uma pessoa, um evento como algo que não pertença ao seu campo de coerência, ao seu campo de coesão, à sua vida, vocês saem do caminho do Amor que eu tracei.
Vocês saem do caminho da Unidade que o Pai quis para vocês.
É extremamente importante compreender isso.
E, sobretudo, nos períodos de escolhas, em que as confrontações, em que as tensões podem tornar-se enormes.

Os eventos que se desenrolam agora na superfície deste planeta não estão aí para punir, mas estão aí para despertar.
Eles são, também, a exata retribuição das ações insensatas e engajadas pela loucura dos homens na corrida para a competição, na corrida para o dinheiro, tal como vocês o chamam, na corrida desenfreada para a dominação de seu irmão e de outros povos que estão na vida sobre este planeta.

Hoje, e como sempre, de um modo, certamente, um pouco mais aproximado, a natureza inteira grita «pare».
Os reinos da vida inteira proclamam seu desgosto pronunciado para essa vontade de tomar posse de alguns homens, que vão além dos limites que foram atribuídos pelos jogos ligados à encarnação na terceira dimensão.
Convém compreender que, hoje, a Terra deve manifestar – e os reinos que a habitam também – a resultante das ações passadas que corresponderão não a uma punição, eu lhes digo, caros filhos, mas, verdadeiramente, a uma liberação e a uma potencialidade enorme, como jamais existiu: revelar ao ser humano seu potencial Divino, pô-lo em face de suas responsabilidades, em face de suas escolhas, em face do que ele sofreu, compreendeu, esperou e, sobretudo, temeu.

É extremamente importante compreender isso de modo a, no momento oportuno, não portar julgamentos, nenhum, não mostrar o dedo àquele que não tiver feito a boa escolha porque, quem sabe se vocês mesmos, no momento da escolha, farão a boa escolha?

De fato, até o último minuto da escolha apresentada pelo Pai, há uma oportunidade de ser comprado, de voltar atrás.
Mas, quando a escolha final está aí, naquele momento, a escolha torna-se irremediável e definitiva, e não está sujeita a mudança.
E induz a alma a uma polaridade de vida que vai sonhar, de algum modo, suas possibilidades de manifestações de evolução de potenciais nos 200.000 próximos anos.

É extremamente importante compreender isso.
Certamente, vocês devem vencer, em vocês, certo número de limitações.
Essas limitações foram forjadas pelas encarnações passadas, que vocês enfrentaram, sofreram, desenvolveram, mas, também, por todos os desejos que vocês formaram (desejo de sucesso, desejo de dinheiro, desejo de ser visto), desejo, desejo, sempre a mesma palavra.

Ora, a passagem ao Paraíso da Terra acompanha-se, necessariamente, de um abandono total de todos os desejos, de maneira a que, no momento oportuno em que, como o crucificado que eu fui, vocês possam dizer: «Pai, que sua vontade se faça e não a minha».
Isso necessita de abandonar, totalmente, seus desejos, abandonar, totalmente, suas projeções, seus anseios, seus desejos e suas predisposições para ir para a posse, qualquer que seja.

Essa não é uma atitude mental, uma atitude afetiva, emocional, mas, verdadeiramente, uma decisão lúcida e final da alma, que deve arrastá-los a colocar os atos fundadores de sua nova vida, sob novos céus e sobre uma nova Terra.
Isso é extremamente importante a compreender.

No momento da escolha, nenhum elemento deve vir perturbá-los.
Apenas aqueles que tiverem a força de alma serão capazes de renunciar às aquisições, de renunciar à família, ao que há em seu bolso, ao que há em sua cabeça, ao que há em seu coração, de maneira a voltar a tornar-se uma criança, para aceitar penetrar no reino dos céus, tal como eu o anunciei há dois mil anos.

É extremamente importante compreender, também, com o coração, e não com a cabeça, que essa escolha é uma experiência final, que sobrevém apenas excepcionalmente na superfície desse planeta, tanto mais que, coisa ainda mais rara, nosso planeta, seu planeta, sobre o qual vocês vivem, deve aceder à sua dimensão transcendente, que deve fazer dele um planeta sagrado.

Ora, apenas poderão pisar seu solo aqueles que tiverem feito a escolha de serem sacralizados.
As escolhas, em alguns casos, poderão ser penosas e dolorosas.
Mas creiam, efetivamente que, qualquer que seja a escolha que vocês façam, vocês serão, de todo modo, abençoados.
Não haverá arrependimentos a ter.
Haverá apenas que assumir suas próprias responsabilidades, suas próprias decisões.

Agora, nas semanas e nos meses que vêm, inúmeros seres vão entrar em rebelião, vão entrar em sofrimento extremo em relação ao que vem.
Isso não é devido à vontade do Pai, nem à minha, mas, obviamente, aos freios e às resistências e, eu diria mesmo, às algemas que foram postas na emergência da Luz na alma deles.
Essas almas tentarão arrastar com elas certo número de seres no que se poderia, realmente, chamar uma queda, uma regressão e um retorno a esquemas involutivos extremamente potentes.
Isso não lhes pertence.

Mas saibam que essa luta acontece, também, em algum lugar no fundo de seu ser, a luta contra a materialidade e a espiritualidade.
Vocês serão capazes de espiritualizar sua matéria?
Ou, ao contrário, materializar sua espiritualidade?
Cabe a vocês escolher, caros irmãos, cabe a vocês fazer as boas escolhas, em toda lucidez.
Vocês terão, obviamente, em toda consciência, a lucidez de escolhas a fazer.
Essas escolhas não induzem, contrariamente ao que alguns de vocês poderiam pensar, ao advento do fim dos tempos.
Isso corresponde a um período muito mais tardio em sua história.
Entretanto, os atos e as fundações postos provocarão certo número de modificações extremamente importantes de vida e o aparecimento de novos dons que lhes foram preditos desde minha encarnação: a impressão, não unicamente a impressão, mas, sobretudo, a capacidade de dupla visão, o acesso aos mundos espirituais ser-lhes-ão oferecidos naquela ocasião.

Convirá a vocês lutar, obviamente, também, contra as forças involutivas que procurarão puxá-los a um período anterior de escolha.
Isso não é possível, caros filhos.
Cabe a vocês fazer a escolha.

Uma vez que a escolha da Luz for feita, vocês apenas poderão trabalhar no sentido da Luz.
Vocês apenas poderão, por seu exemplo de irradiação, arrastar a segui-los os seres ainda indecisos no momento da escolha.
Convém, portanto, cultivar essa certeza, essa fé total na Luz, no amor, na Unidade do Pai e do Filho, porque vocês são, também, obviamente, o Filho que vai juntar-se ao Pai.
Não há, nisso, qualquer metáfora, qualquer imagem, mas, efetivamente, a realidade do que vocês são: os filhos do Pai, os filhos da Luz e os filhos do Um.
Vocês são o único, totalmente, em vocês.
Convém a vocês, para isso, nisso, aceitar essa dimensão sublime do que vocês eram há, efetivamente, muito tempo, e que vocês devem, hoje, voltar a tornar-se.

Aí está a mensagem que eu tinha a aportar-lhes neste período pré-pascal, a fim de aportar, em seu coração, a certeza de sua Divindade, a certeza da Luz e, em todo caso, a certeza de seu caminho.

Agora, eu permaneço com vocês, ainda um pouco de tempo, para saber se cada um de vocês tem uma questão específica a colocar-me, à qual eu possa responder.

Assim, eu os escuto.

Questão: como liberar-se do ego?
O único modo, através do discurso que eu empreguei, de liberar-se, durante essa fase decisiva, de seu ego, consiste em deixar agir em si a vontade do Pai, abandonar toda veleidade de desejo, toda veleidade de colocar atos e deixar o céu agir em si, abandonar toda resistência.
Aí se situa a resolução do ego.
Aí se situa a resolução de oposições ligadas à encarnação na terceira dimensão.
Não há alternativa que não a de deixar agir em vocês a vontade da Luz.

A resposta está clara, caro irmão?
A vontade que vocês terão, vocês todos, para estarem ainda mais motivados no caminho, serão os eventos que vocês observarão no exterior, ao redor de vocês, na superfície inteira deste planeta.
Vocês serão confrontados a eventos que os farão portar escolhas em todo conhecimento de causa.
Vendo as imagens, ouvindo a repercussão, vocês compreenderão, real e sinceramente, as escolhas que devem fazer.
Vocês não poderão, contrariamente àqueles que serão confrontados a esses eventos em diversas regiões do globo, dizer que vocês não sabiam, porque vocês têm a chance de ser privilegiados, observadores do exterior de alguns eventos traumatizantes que sobrevêm.
Isso reforçará sua vontade de Luz e sua vontade de liberação, estejam certos disso.

Questão: como ter a certeza da exatidão de nossos atos?

Não há certeza de tipo matemático, caro irmão, no sentido humano.
A certeza não se encontra na realidade desse plano.
Não há mais concordância total entre o que acontece no Céu e o que acontece sobre a Terra.
O único modo de estar certo disso é a coerência interior, não a exatidão de resultados, mas a certeza interior ao nível do coração.
O que diz seu coração é a verdade, o que diz a Luz é a verdade, também, quaisquer que sejam os obstáculos, e deus sabe que eles são numerosos, nesses tempos do fim.

Convém, entretanto, estar lúcido sobre sua vontade de Luz.
A partir do momento em que vocês deixam, totalmente, as noções de ego, a partir do momento em que deixam, totalmente, a noção de vontade pessoal, a partir do momento em que deixam falar seu coração, sua alma, torna-se evidente que vocês estão na verdade.
Entretanto, a partir do momento em que vocês observarem o que acontece no exterior, vocês serão confrontados a certo tipo de elementos sobre os quais eu não me estenderei, vocês terão, em face de vocês, as capacidades de emoção total ao nível do coração, de compreensão de quem vocês são.

Questão: em qual período teremos essas escolhas a fazer?

Vocês entraram no período de tribulações, e isso, para um período de dois anos, dois anos e meio, durante os quais os eventos vão suceder no exterior de vocês, mas, também, no interior de vocês.
Vocês serão confrontados às suas próprias sombras, mas, também, às sombras planetárias.
Convém, durante este período, fazer as escolhas, mas, também, afirmar sua Luz, crescer em verdade, crescer em espírito.
Os potenciais espirituais que estavam apagados na maior parte dos seres humanos vão, progressivamente e à medida de seu reforço de Luz, voltar a desenvolver-se, voltar a desvendar-se em sua total magnificência.

Vocês se tornarão, realmente, seres multidimensionais e, isso, muito proximamente, o que alguns de vocês já são, através da percepção ultrassensível de outros mundos, de outras dimensões.

A dúvida, caro irmão, faz parte do caminho.
Aquele que não duvida, que não se coloca, jamais, questões, está no ego, na ilusão da certeza total de sua vida.
Alguns discípulos que estavam na encarnação entre minha vida e sua época manifestaram, em um grau ou outro, esse período de dúvidas, qualquer que seja a fé que os anima.

Questão: nesse período difícil, o que invocar para encontrar reconforto?

A invocação é uma grande palavra, a oração é uma grande palavra, a meditação, também, é uma grande palavra.
É-lhes, simplesmente, solicitado para estarem vivos, estarem na vida, conscientes, a cada minuto, da totalidade da Divindade que vocês são.
A partir daquele momento, todo ato posto será um ato exato.
Não pode haver, nessa situação, independentemente de dúvidas inerentes à condição humana e à condição de seu aparelho intelectual e mental, não pode haver traição ou engano do que diz sua alma, do que diz sua vida, mesmo se esse – e eu concordo – seja um período extremamente difícil.

Portanto, a palavra invocação é um pouco forte.
Convém, simplesmente, estar vivo e ir ao sentido da vida e ir ao sentido da expansão de novos potenciais do ser humano que vocês vão tornar-se.
Ser si mesmo, estar lúcido e consciente a cada minuto que passa, não se deixar levar pelo que corresponde às emoções, pelo que corresponde às ideias, aos pensamentos, às formas, de algum modo, de «divisões».

A realidade da vida basta-se por si.
A realidade da ação, no momento o mais oportuno, é, certamente, a coisa a mais importante para permitir o pleno desabrochar de seu potencial de Divindade.
Fiquem lúcidos.
Fiquem conscientes no instante.
Abandonar toda resistência e deixar fazer a vontade do Pai.

Questão: qual é ou qual será seu papel nessas tribulações?

Eu intervirei, cara amiga, cara irmã, apenas no final das tribulações.
Entretanto, minha presença manifestar-se-á a um dado momento ou em outro, a cada alma no caminho, pronta para fazer a escolha da Luz do Pai e do caminho Crístico.
Nisso, eu intervirei, individualmente, neste período de tribulações.

Meu papel intervém bem após o momento do fenômeno que vocês chamaram, em seu mundo, o fenômeno de ascensão, que é descrito no evangelho de meu Santo Filho.

Questão: poderia definir a que corresponde seu tipo de energia?

Cara filha, cara irmã, eu sou o caminho, a verdade e a vida.
Nessa frase única, eu assumo, totalmente, o que eu sou.
Aquele que quer encontrar o caminho do Pai apenas pode passar por mim, não há alternativa.

Eu não falo, aí, de religiões que foram construídas em meu nome.
Eu falo da ilustração de meu caminho, mas, também, de meu canal, em todos os sentidos do termo.

Há, em meu caminho, minha verdade, minha via, a última mensagem focada na dimensão do Pai.
Considerar-se como um filho, considerar-se como o Filho do Pai, aí se situa o caminho que eu mostrei, que eu ilustrei.
Como Rei deste planeta, convém mostrar o caminho que conduz ao Céu, ao Pai e às dimensões que vocês chamam «superiores».
Ninguém pode penetrar o reino dos céus se não volta a tornar-se uma criança.
Ninguém pode penetrar o reino do Pai sem passar por mim.

Quando eu digo «mim», não se trata de minha presença encarnada, nem de modelos construídos pelas religiões, mas, obviamente, de um modelo vibratório característico que se chama a filiação.

Questão: como você se situa em relação a Orionis?

Orionis é o Regente.
O Regente é aquele que organiza, que dirige um esquema evolutivo.
Minha encarnação e meu sacrifício foram, simplesmente, destinados a lembrá-los de sua inspiração divina e mostrar-lhes a via e o caminho, a verdade e a vida que eu sou.
Nisso, eu sou o intermediário, não Melquisedeque, não da ordem de Orionis, não de qualquer capela, mas eu trabalho, entretanto, na mesma Luz que é a Luz da Unidade, a Unidade do Pai, a Unidade da Luz.
Nisso, eu sou aquele que é seu canal para o Pai.

Questão: Miguel precisou-nos que, nomeando-o Almala, com a repetição de três «a», havia uma ressonância vibratória direta com sua energia. Há um nome que ponha em ressonância vibratória, diretamente, com você?

Cara irmã, cara filha, a vibração é extremamente importante.
Uma vibração que é formulada por um ser repleto de Luz e a vibração formulada por um ser repleto de sombra chama, necessariamente, a mesma vibração?
Assim, no que concerne ao meu nome sagrado de Sananda, que foi utilizado em diferentes capelas, assim como o nome de Cristo, que me foi dado, essa palavra foi desviada.

Se vocês chamam Cristo, é Cristo que se manifesta?
Se vocês invocam Sananda, é Sananda que se manifesta?
Isso depende de sua afinidade vibratória.
Agora, essa lógica dos três «a» sempre foi fundamental, no que concerne aos seres de Luz.
Mas, no que concerne ao meu canal de Luz, eu lhes proponho manter a denominação e as escolhas que é a origem primeira de meu nome.

Questão: qual diferença você faz entre ser de Luz e canal de Luz?

Eu sou ser e canal de Luz.
Por meu canal, vocês acedem ao Pai.
Eu os preservo no caminho de desvios que podem manifestar-se, ligados às armadilhas do poder da alma, uma vez que esses forem revelados.
O canal é um lugar pelo qual vocês devem passar para aceder a outra coisa, sem, necessariamente, passar pelo ser que eu sou, mas pelo canal que eu represento.

Questão: qual ritual pode-se utilizar para invocá-lo mais eficazmente?

A evolução da Luz, compreenda, efetivamente, não é a mesma que no momento de minha vinda sobre a Terra.
Vocês estão, hoje, em face de vocês mesmos, em face do que se chama seu próprio livre arbítrio, não que vocês sejam livres, mas em sua própria escolha e, também, em sua própria mestria.

Os rituais, que foram prejulgados na história da humanidade, quando de um passado extremamente recente, diríamos, até o século XVI, que eram ligados à religião, muito fortemente, desagregaram-se.
Esse afrouxamento e essa desagregação permitiram a manifestação de certo número de poderes diferentes da Luz.
Era, assim, necessário e obrigatório para que o homem conseguisse compreender que ele devia superar a noção de rituais, a noção de orações, a noção de meditações para aceder ao coração e à essência, para aceder à sua essência central.
E isso, em toda lucidez, sem esforço específico e sem rituais complicados.

Assim, hoje, mais do que nunca, é-lhes solicitado abandonar todos os rituais e dirigir-se, realmente, à autenticidade de seu ser porque, quando vocês estão centrados em seu coração, quando estão alinhados com a dimensão do «eu sou», com a dimensão do Jeshua, vocês se tornam, vocês mesmos, esse ser divino, de que eu falava, que não tem necessidade de qualquer ritual, mas que é, simplesmente, o «eu sou».

Questão: quais são suas relações com o Intraterra?

Nós poderíamos chamar os seres do Intraterra, em todo caso, para mim, os «aduaneiros», que verificam, a cada vez, minhas idas-e-vindas, meus retornos nesse plano dimensional, para entrar em contato com alguns de meus canais, alguns de meus médiuns.

Quando eu chego eu digo, realmente, aquele que eu digo que eu sou, e não qualquer outra entidade, que chegaria de planos intermediários.
Assim, eles são os guardiões, eles são os guardiões do plano dimensional.

Questão: quando de sua encarnação, você teve uma descendência?

Obviamente, eu tive uma descendência, eu tive dois filhos.
Não se podia ser Rabino, à época de minha encarnação, se não se fosse casado.
E, obviamente, eu o fui.

Inúmeras coisas foram profundamente deformadas.
São dados históricos que apenas pouco têm a fazer com o que vocês vão viver.

Assim, caros amigos, é tempo para que eu saia do canal no qual estou.
Permitam-me, caros filhos, caros irmãos e irmãs, aportar-lhes toda a minha bênção, todo o meu amor.
Eu os amo.

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5 de fev. de 2006

O.M. AÏVANHOV – 5 de fevereiro de 2006

DO SITE AUTRES DIMENSIONS.


Áudio da Mensagem em Português

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Bem, caros amigos, boa noite,
Estou contente por reencontrá-los.

Primeiramente, certo número de informações sobre o que falamos sem parar desde dezembro.
No que concerne aos fenômenos climáticos que haviam sido anunciados e, também, aos fenômenos em relação com o Oriente, com Israel, a Palestina e os outros países árabes.
Tudo isso está aumentando em pressão, como vocês podem constatar.
Em contrapartida, no que concerne ao Ocidente, e não mais ao Oriente, há um atraso na indução dos eventos que devem produzir-se, o que quer dizer que a onda de frio deveria ser adiada, na França, aproximadamente uma semana, mas isso ocorrerá, efetivamente, como previsto.
E isso é devido à elasticidade entre as diferentes dimensões e a resistência maior ou menor do Espírito humano para integrar as novas energias ou, em todo caso, para entrar em luta com as novas energias.

O que vocês veem, nesse momento, nos países Árabes corresponde a uma reação e uma luta, e não uma aceitação de eventos extremamente violentos que ali se produzem e que irão amplificar-se.
De fato, os povos do Oriente não são capazes de ir ao sentido nem da resistência violenta, nem a um sentido, obviamente, da aceitação da nova dimensão.
Concluem-se, instantaneamente, períodos de lutas que querem não fazer morrer, não deixar morrer o antigo, como no que concerne aos conceitos ultrapassados da religião de natureza involutiva.
E, no entanto, os povos do Oriente são aqueles os mais capazes de conhecer a energia do coração.
Mas não reconhecendo essa energia do coração, através do conjunto dessa humanidade, eles vivem isso como uma oposição entre a própria humanidade deles e a humanidade do resto do mundo, ou seja, do Ocidente.

Aí está porque há essa onda de violência, que não é uma aceitação, longe disso, mas uma recusa total, extremamente importante do que é novo.
Aí está o que concerne ao Oriente.

Agora, no que concerne ao elemento de natureza fria, a resistência, ao contrário, é extremamente intensa para os povos do Ocidente, que se têm a conservar as aquisições passadas, que se têm a conservar as próprias estruturas rigidificadas, as próprias estruturas arcaicas e, sem entrar em cólera em relação a isso, mas, antes, fixando-se, ainda mais, nos elementos do passado.

Aí está.
A elasticidade dimensional provocou um atraso em relação à data que eu lhes havia dado.
Dessa oposição entre o fogo, entre a água torrencial, entre as manifestações climáticas extremas, também, que sobrevêm nos países do Leste – mas, sobretudo, no Ocidente, muito em breve – há, perfeitamente, aqui a ilustração entre as duas formas de lutas com a energia nova, com a consciência nova que se encarnam nesse momento.
Há ou uma reação de cólera extremamente violenta, ou uma união e uma cristalização aos esquemas antigos.
Os dois esquemas são possíveis e os dois esquemas que vocês observam entre o Oriente e o Ocidente são, também, esquemas que se produzem, também, no interior do ser humano: ou uma cólera extremamente grande, ou uma resistência extremamente grande, sem cólera ou uma cólera fria.
Mas os dois, não se enganem, são uma oposição extremamente forte ao que vem e, portanto, oposições extremamente fortes a essas energias novas da quinta dimensão.

Os extremos não permitem o equilíbrio que vocês devem encontrar como ser humano, e isso é extremamente importante a compreender e a implementar em si, para corrigir, eventualmente, os erros estratégicos e os erros que os afastam de sua dimensão espiritual, obviamente.

Aí estão as generalidades espirituais que eu tinha a dizer-lhes.
Mas, se quiserem, como de meu hábito, vamos começar por respostas às questões que nos permitirão entrar mais adiante nesse discurso em relação a esse grande período que vive o planeta Terra.

Então, eu os escuto, caros amigos.

Questão: nós somos, frequentemente, confrontados a escolhas. Como fazer o melhor possível?

A escolha é muito simples: ou permanecer fixado em suas concepções potenciais do futuro, não aceitar a abertura e a fluidez do que vem, ou, ao contrário (e o resultado será o mesmo), permanecer fixado em esquemas de funcionamento do passado, oriundos de tudo o que lhes ensinaram, de tudo o que vocês desenvolveram, de tudo o que vocês educaram, em vocês, em relação à sua vida, tal como ela é, em relação às vidas passadas.
Convém a vocês abordar o período do fim do inverno, do início da primavera como um ser totalmente novo.

Como dizia seu grande neófito «Ninguém pode penetrar o reino dos Céus se não volta a tornar-se uma criança», ou seja, novo, sem passado, sem futuro, estar totalmente no instante não pode mais fazer referência em relação a um passado, não mais fazer plano em relação a um futuro, mas estar na aceitação total do que quer a energia da alma em sua vida e na vida do planeta.

Cara amiga, a solução a mais simples, obviamente, é evitar o Oriente e o Ocidente em si, ou seja, evitar o passado, estar no instante presente, evitar estar no passado ou fazer projeções sobre um futuro hipotético, simplesmente, centrar-se no instante.

Estando centrado no instante, sem projeção alguma no futuro, sem qualquer ideia ou pensamento em relação com uma construção do passado, vocês poderão ser capazes de estar alinhados em seu eixo energético o mais fundamental, que é aquele de sua alma, e de estar à escuta da vontade de sua alma e não de projeções no futuro, e não, tampouco, de construções oriundas da personalidade, que vêm do passado.

É extremamente importante adotar essa atitude de espírito, que consiste em estar no presente.
Mas, verdadeiramente, estar totalmente presente ao instante.
Estar na ação e presente nessa ação, totalmente.
Não estar numa determinada ação e pensar em outra coisa.
Ou não construir ou elaborar uma ação presente em relação a um passado.
Isso é exatamente a mesma coisa.

Questão: poderia dar-nos precisões sobre o «ciclo da alma»?

O ciclo da alma, o ciclo o mais importante da alma corresponde aos períodos passados em encarnação e aos períodos passados em excarnação.
Aí está o ciclo o mais importante para a alma.

Em seguida, a alma, uma vez em encarnação, apresenta certo número de ciclos.
Esses ciclos são ligados a essa própria evolução dessa encarnação.
Período de crescimento: a adolescência.
Período de maturidade: de conclusão do crescimento e de plenitude.
E, em seguida, ciclo de regressão desse crescimento, de velhice, como vocês chamam, não mais de plenitude, mas de exaltação espiritual, e, enfim, a morte.
Portanto, os ciclos de crescimento e de decrescimento são os mais importantes no período de encarnação.

Aí está o que se chama o ciclo da alma.

Questão: poderia falar-nos da música das esferas?

Perfeitamente.
A música das esferas é um som específico, que é sutil, ouvido não unicamente através dos ouvidos, mas através do chacra ou da ampola da clariaudiência, que é situada de cada lado de cada ouvido.

Há certo número de sons que vão até sons extremamente agudos.
No momento da abertura da alma (no momento em que a alma está em contato total com o espírito e é capaz de voltar a descer esse contato total, com o espírito, na personalidade inferior), naquele momento, é gerada o que se chama a música das esferas, que é uma música que corresponde, efetivamente, ao que acontece nos planos os mais altos, e pode tocar o ser humano encarnado, no momento dessa expansão de consciência a mais importante.

Essa música das esferas é algo que é ouvido por inúmeros místicos em algumas meditações, mas, também, por alguns artistas, quando eles compõem música.
É, também, um processo iniciático importante, que acompanha a recepção, digamos, do kundalini, e a recepção de Shakti.
Quando os dois estão conjuntos, produzem esse fenômeno de música das esferas, tal como eu o chamei em minha vida, que corresponde a um alto grau da iniciação.

Algumas experiências que ocorrem quando pessoas estão no coma (que se chama, na França, as experiências de morte iminente) correspondem a esse esquema extremamente específico: não o som que é ouvido quando as pessoas tomam o túnel, mas quando elas chegam a essa Luz que não queima, brilhante, ofuscante, e penetram no interior da Luz.
Aí, pode ser ouvida a música das esferas.
A música das esferas encontra, de fato, sua origem e sua fonte vibratória no domínio dos Hayoth Ha Kodesh de que já falamos.

Questão: poderia desenvolver o papel do Arcanjo Uriel?

O Arcanjo Uriel é aquele que intervém em segundo, na hierarquia, após o Arcanjo Miguel.

Durante a era em que vocês vivem, hoje, e desde, mesmo, 50.000 anos, o Regente Arcangélico planetário foi o Arcanjo Miguel.
E, agora, no advento dessa quinta dimensão, uma vez que essa quinta dimensão estiver instalada, definitivamente, o Arcanjo que tomará a regência arcangélica será o Arcanjo Uriel.

O Arcanjo Uriel preside o que se chamam as reversões.
É ele que trabalha, na quinta dimensão, muito mais facilmente do que o Arcanjo Miguel.

O Arcanjo Miguel, Príncipe e Chefe das Milícias Celestes, tem por vocação essencial desembaraçar a terceira dimensão das esferas de influências ligadas à sombra.

O Arcanjo Uriel trabalha apenas com a Luz da Verdade da quinta dimensão, e não pode, em caso algum, ser aquele responsável por combates que acontecem na terceira dimensão.
Em contrapartida, ele intervém na reversão da terceira à quinta dimensão, e na estabilização da quinta dimensão.
Nisso ele é, de algum modo, o precursor.
Sua presença intervém na terceira dimensão para preparar a reversão inerente à quinta dimensão ao nível planetário.
Ele já interveio, certo número de vezes, para preparar o basculamento dos polos.
Agora, ele intervém, também, junto a alguns humanos, para preparar a passagem à quinta dimensão.
Devido à sua vibração, ele afeta as estruturas genéticas e permite, eu diria, uma inversão ao nível das estruturas do DNA, que são capazes de favorecer a multiplicação das fitas de DNA que corresponde à passagem à quinta dimensão.
Aí está o sentido do trabalho dele, ao nível dos indivíduos.

Eu não creio que haja orações ou ações específicas a efetuar para facilitar esse trabalho.
Ele se faz muito naturalmente, no momento em que os seres estejam prontos para viver o fenômeno de ascensão.

Mudanças colocam-se, sobretudo, ao nível celular, ao nível genético.
Em seguida, sobrevém certo número de mudanças que vão fazer com que a reversão induza, também, modificações profundas de funcionamento, ou seja, as energias da esfera sexual, em especial, são transmutadas a um nível altamente espiritual, e as energias espirituais podem e devem manifestar-se ao nível sexual.
Isso corresponde a uma transmutação alquímica do nível de consciência.
O olhar portado sobre as coisas, portado sobre a vida não é mais, de modo algum, o mesmo.

Questão: como, no processo de criação, passar do plexo ao coração?

Essa é uma questão extremamente difícil, porque, no homem, o potencial criativo manifesta-se, sempre, para a maior parte dos humanos artistas homens, ao nível do plexo solar, assim como o potencial artístico no indivíduo mulher manifesta-se, sempre, pelo quinto chacra, que é o centro de energia diretor, nesse caso, mas que é, também, o centro patológico.
Não há regras intelectuais a dar, para passar do terceiro ao quarto chacra.
Isso necessita de uma compreensão de processos que animam o indivíduo no processo criativo, mas, também, no processo de vida, simplesmente.

O terceiro chacra é o mundo dos desejos, o mundo dos prazeres, o mundo da ilusão, o mundo da sedução.
A sedução, não tomada no sentido pejorativo, mas para agradar a uma multidão, por exemplo.
Mostrar algo que agrada para ter a imagem de volta não é a mesma coisa que criar no sentido de dar sem nada esperar de volta.
É isso que deve ser compreendido e implementado, tanto na vida de todos os dias como na criação artística.
E, infelizmente, não basta dizê-lo.
Basta aceitá-lo.
Mas, tendo aceitado, intelectualmente, é necessário, também, fazê-lo passar nos fatos, na realidade, na vida de todos os dias, ou seja, deixar cair a noção de prazer/desejo/ilusão, aspiração à sedução, e passar à autenticidade do ser sem perder o potencial criativo.

O problema dos artistas homens em geral é que eles pensam que, estando no plexo solar, ou seja, no mundo da ilusão, da sedução, do desejo, do prazer, eles arriscam, passando ao estágio do coração, perder essa especificidade que eles têm de artistas.
Bem ao contrário, o artista sublimado é um artista que evolui pelo chacra do coração.
Mas isso é extremamente raro.

Talvez, em alguns casos, isso necessite, efetivamente, de fazer o luto desse lado artista.
Entretanto, a atração para a noção do prazer astral (dos mundos astrais intermediários) e para a sedução do espetáculo é, também, um elemento limitador e que freia a chegada das energias ao nível do chacra do coração.

Questão: estando no instante presente, não se arrisca encontrar-se num modo de funcionamento impessoal?

A emoção não é ligada ao impessoal.
A emoção faz parte da vida, mas a emoção exata define-se como um equilíbrio total entre as manifestações emocionais.
A emoção que corresponde a esse estado de ser corresponderia à alegria interior, que é uma etapa de íntase.
Isso corresponde a uma centralização de energias ao nível do peito, que corresponde a um estado de alegria sublime interior, sem objeto exterior, que nada tem a ver com o prazer, a cólera ou a tristeza, ou com o sofrimento, que eu saiba.
Entretanto, não há impessoalidade, ao contrário.
O verdadeiro pessoal, o pessoal autêntico encontra-se nesse equilíbrio, do presente.

Eu não digo negar as emoções.
Eu não digo rejeitar para longe, como se se fosse frio e isolado.
As emoções fazem parte da natureza humana de terceira dimensão.
Mas, simplesmente, esse estado emocional deve deixar o lugar para a vacuidade mediana, ao instante presente, no qual a esfera mental, racional, deve impor às emoções, sem amordaçá-las, contudo, um estado de vacuidade, um estado de serenidade,
Coisa que procuravam, desde sempre, as pessoas que meditavam.

Mas isso deve ser encontrado hoje, não na meditação, que escapa à vida real, mas deve encontrar-se em cada minuto de sua vida.
Aí está o desafio que lhes é solicitado.
É nisso que os modelos de funcionamento tradicionais passados – quer sejam hinduístas ou também budistas – são completamente superados e errôneos, hoje, porque eles insistem na meditação, na liberação cármica, extraindo-se do mundo, extraindo-se da realidade.
Hoje, esses modelos são obsoletos.
Eles pertencem ao passado, totalmente.
O que lhes é demandado, hoje, é ser um homem novo, sem referência ao passado.
E manter apenas a liberação.
A espiritualização de sua essência, de seu corpo atém-se a isso: encontrar o equilíbrio entre as emoções, encontrar sua essência.

Ora, a essência encontra-se apenas na pacificação das emoções e não na mestria artificial, fora da vida das emoções, tal como ela era concebida na meditação de tipo hinduísta ou budista.
Isso pertence ao passado.
Isso pertence à terceira dimensão, mas não é, absolutamente, mais válido para aceder à quinta dimensão.

Quanto mais um indivíduo engaja-se na busca de seu presente, de sua essência, mais ele vai perturbar aqueles que veem nele aquele que não funciona como eles e vão ter vontade de fazê-lo entrar na emoção, ou seja, gerar uma cólera, gerar algo que o faça sair desse estado.
Progressivamente e à medida, aliás, que vocês entrarem nesse estado (em seu trabalho, em seu próprio meio familiar), se vocês conseguem permanecer suficientemente longo tempo nesse estado, vocês se aperceberão que isso gera, necessariamente, junto aos outros (no meio profissional, afetivo e nas pessoas que vocês encontram), uma espécie de desconforto.
Porque os outros não veem a Luz que emana de vocês, mas, ao contrário, alguém que escapa da linearidade do tempo, alguém que aparece não como um iluminado, mas como profundamente diferente.
E isso perturba.

Portanto, a melhor prova de que vocês estão nesse estado da essência, nesse estado presente são, justamente, as intimidações que podem vir do exterior.
Mas essas intimidações não estão aí para fazê-los sair de seu estado, contrariamente ao que creem aqueles que exercem essas intimidações, mas, efetivamente, para estabilizá-los ainda mais nesse estado de presença, nesse estado da essência que é extremamente importante a cultivar.

Questão: a que corresponde a aura dourada?

A aura dourada corresponde a algo que se encontra apenas uma vez.
Uma vez que ela é encontrada, torna-se um ser realizado.
Torna-se um Boddhisattva, ou seja, um ser que superou as limitações da matéria, um ser a quem vocês chamariam «realizado».

No momento em que a Shakti desceu, ela auréola a cabeça com uma Luz dourada, mas, simplesmente, a cabeça.
É apenas no momento em que a Shakti, a energia Shekina, reencontrou o kundalini, que essas duas energias casaram-se, fundiram-se, que elas vão gerar, ao nível do casulo de Luz, uma Luz uniforme, de cor dourada, que corresponde à realização.
Ora, a particularidade da realização é a mestria total dos quatro elementos, em um grau mais ou menos forte.

Eu tinha, lembrem-se, em minha vida, a mestria do fogo.
Eu comandava os incêndios.
Eu comandava todos os fogos no sul da França.
Entretanto, a aura dourada é apenas o marcador desse aspecto da realização elementar em si e, portanto, o controle no exterior de si dos elementos.
Isso faz parte dos princípios de realização, ou seja, o momento em que os quatro elementos estão equilibrados e permitem ao ser acelerar o processo de etereação de seu corpo físico, ou seja, de acesso, em parte, à quinta dimensão.
E, efetivamente, quando vocês chegam à mestria total de seu veículo e dos elementos que estão em vocês, vocês têm a capacidade de entrar em contato, de maneira formal, com esses elementais e, também, de comandar os elementos, assim como o ilustraram a maior parte dos seres realizados que viveram nesse planeta e, isso, em todas as tradições.

Questão: você poderia ver e descrever nossas auras?

O termo «ver» é um pouquinho presunçoso, uma vez que não tenho mais olhos, mesmo passando por meu canal.
Entretanto, a soma de informações que eu recolho em minha consciência concerne tanto a espectros visuais – coloridos, se preferem – como a indicações extremamente precisas sobre o que faz sua natureza de alma.
Agora, dar indicações precisas sobre a cor da aura, do casulo de Luz não lhes dará indicações outras que não aquelas que eu lhes darei.
Não é porque eu lhes diria que vocês têm uma aura de tal cor ou de tal outra cor que vocês tirariam conclusões quanto ao funcionamento de seu ser.
Isso é extremamente mais sutil.

De fato, quando eu vejo uma vibração espectral de cor verde sobre uma pessoa a quem eu me dirijo, eu posso, daí, concluir que essa pessoa é uma mediadora, que essa pessoa é uma terapeuta, mas isso vai bem além.
Há outros elementos vibratórios que me chegam e que vêm colorir (de um modo, certamente, diferente, essa informação do espectro colorido) e que vão dar indicações profundamente diferentes de acordo com os indivíduos.

Portanto, é  presunçoso fazer atalhos, como foi feito sobre este planeta, em função de diferentes cores de aura e de diferentes funções que lhes são atribuídas diretamente.
A única coisa que nós podemos dizer é que a aura dourada corresponde, efetivamente, à aura da realização.

Agora, no que concerne às outras cores, há seres extremamente evoluídos que têm uma aura rosa ou vermelha, mas vermelho escuro, mas vermelho, de qualquer forma.
E há seres não muito evoluídos que têm uma aura azul.
Então, certamente, vocês verão seres que oram o dia inteiro que terão uma aura violeta, e poder-se-ia dizer: «Ah, os grandes místicos!», mas vocês não sabem, contudo, a cor do coração deles.
A cor da alma, a cor do coração é diferentemente mais importante do que aquela do casulo de Luz, tal como eu a percebo em meu mundo de desencarnados.

Questão: você fala, igualmente, de cor de coração, poderia desenvolver?

Eu não vou desenvolver, de momento.
Simplesmente, nós definimos, através de nossa visão desencarnada, uma atmosfera vibratória global, que é a coloração da alma no sentido de sua inspiração.
Em seguida, temos a cor primária, eu diria, da alma, que corresponde à cor da alma e ao próprio fundamento de orientação da alma.
Temos, em seguida, a cor da alma, que nos traduz de qual maneira essa alma exprime sua relação com o espírito.
É uma relação direta ou indireta?
É uma relação de amor ou de tensão?
Mas isso é extremamente complicado para explicar agora.

Retenham, simplesmente, que nessa noção de cor que vocês abordaram, há a coloração da alma que é o casulo de Luz.
Há, em seguida, a cor da alma, que é a cor precisa atrás da cabeça, que assinala uma orientação da alma.
E, enfim, há a cor do coração da alma, que corresponde à ligação entre a alma e o espírito, que traduz modos de funcionamento entre a alma e o espírito.

Mas nós desvendaremos isso em outro momento, se efetivamente quiserem.
Não vale a pena sobrecarregar a cabeça.
Isso de nada serve, para encontrar o presente.

Questão: como não fazer a amálgama entre as próprias emoções e aquelas dos outros?

Cara amiga, é muito difícil, como você o diz, gerir as próprias emoções e as emoções dos outros.
Convém, simplesmente, alinhar-se, totalmente, centrar-se em sua essência e fechar a porta às emoções.
Basta decidir, afirmar que seu próprio centro emocional, que seu próprio plexo solar está barricado com uma cruz de Luz branca às influências exteriores.

Questão: você poderia dar-nos precisões sobre os sonhos, em geral?

Isso necessitaria de vários livros, cara amiga.
Entretanto, vamos resumir isso em algumas frases.

O mundo dos sonhos pode revelar vários mecanismos subjacentes.
A primeira mecânica, que é a mais importante junto a todos os seres humanos, é, certamente, o sonho que vem de uma atividade dos neurônios, que é ligada aos últimos pensamentos ou às preocupações as mais fortes do dia que acaba de escoar-se.

Por exemplo, você tem uma emoção violenta de raiva para com alguém, por exemplo, você tem um pensamento ou uma emoção que você trabalha.
Bem, à noite, isso vai descarregar-se pelos neurônios, que vâo pô-los na situação do que vocês viveram na vigília.
Essa é a situação a mais frequente da mecânica dos sonhos.

Agora, há o sonho premonitório, profético, o sonho que vai prevenir.
Há necessidade de confrontar o que é vivido em sonho, não tanto em relação ao seu sentido simbólico, mas, sobretudo, para ver, antes de tudo, se ele corresponde a uma preocupação do dia anterior que acaba de escoar-se, caso em que não há lugar para encontrar um significado profético, divinatório ou outro, uma vez que 90% dos sonhos são ligados a isso.

Agora, se você tem o hábito, cara amiga, de ser prevenida em sonho, confrontam-na, aí, as demandas que foram formuladas antes de seu sono, de maneira consciente.
E os planos espirituais vão responder em plena noite, por esse sentimento de sonho que se chama estar «animado», «em êxtase», tal como isso funcionava no antigo e no novo testamento quando, por exemplo, Maria recebe a visita do Arcanjo Gabriel, que lhe faz o anúncio de sua gravidez.
Esse é um sonho profético, iniciático.
Tudo depende do contexto dos sonhos.

Retenham, simplesmente, que 90% dos sonhos são descargas dos neurônios ligadas à atividade do dia anterior.
Agora, há sonhos que vão exprimir, também, um desejo ou um temor da alma, sem conotação profética, ou divinatória, ou antecipatória, mas, simplesmente, são o reflexo de temores ou de desejos da alma.

Aí está, grosso modo, e resumido, muito sumariamente, o que se pode dizer.

Questão: que aconteceria se os neurônios não fossem descarregados?

Bem, isso se tornaria um sonho recorrente, algo que gira em círculo ao nível dos sonhos, algo que volta sem parar.
A consciência autoconsciente de si, o que se chama a consciência ampliada seria, permanentemente, poluída pelos pensamentos passados.

Questão: nós temos necessidade da memória para pôr os atos de nossa vida, portanto, como se faz para que tenhamos essa capacidade de memória e, ao mesmo tempo, o desenvolvimento espiritual nos pede para soltar isso para ancorarmo-nos no instante presente?

O instante presente jamais foi o equivalente de ausência de memória, bem ao contrário.
Trata-se, aí, de um erro de apreciação.

Quando se fala do desenvolvimento linear da consciência, não espiritual, não horizontal, mas vertical, vocês terão uma memória que faz referência ao instante presente, ao passado e ao futuro.

Agora, quando vocês se centram no instante presente, não é questão que não haja mais memória.
Ao contrário, vocês passam a uma memória expandida.

A maior parte dos místicos que tiveram acesso ao instante presente e, portanto, à energia da realização, tem a memória de universos neles.
Eles têm a memória de todas as suas vidas passadas.
Eles têm a memória de toda a história planetária.
Eles têm a memória do ser humano que está em face deles, em sua totalidade.
Portanto, o parar no presente, o centramento em sua essência e no presente não é um parar da memória, mas uma mudança do eixo da polaridade de memória.

Enquanto vocês estão em sua condição humana de terceira dimensão, vocês estão num eixo linear horizontal, passado/presente/futuro.
Em seguida, quando entram em sua essência, vocês estão no eixo vertical da cruz.
Naquele momento, vocês entram no que se chama a memória ampliada ou a memória espiritual, que é independente de condições lineares do tempo.

Eu jamais disse, e ninguém jamais disse que o instante presente era um instante desprovido de memória.
Mas, ao contrário, uma memória não mais exclusiva (ligada à sua própria encarnação ou às suas encarnações), mas uma memória inclusiva, na qual a memória de vidas passadas torna-se mais importante do que essa vida presente, na qual a memória dos universos torna-se mais importante do que a memória da história histórica do mundo no qual vocês vivem.
É nesse sentido que a memória é um fenômeno extremamente apaixonante, mas extremamente longo.
Mas não cometam abuso de linguagem dizendo que, no presente, não há memória.
Extrair-se de condições limitantes da memória nada tem a ver com a aquisição da memória vertical.

Questão: quando não se lembra mais de alguns aspectos do passado, isso corresponde ao que algumas escolas psicológicas chamam «repressão»?

São idiotas!
Há numerosas razões possíveis para que a memória no instante presente não se lembre mais do que aconteceu a um dado momento.
Quem é que pode dizer o que fazia ontem, à mesma hora precisa?
Portanto, isso é a memória de ontem.
Portanto, imagina-se, efetivamente, que, para a memória da infância, há pessoas que têm a memória do que aconteceu durante suas primeiras horas de vida, outras, que não têm mais qualquer lembrança durante tal ou tal faixa de idade.
Isso não quer dizer, necessariamente, e, aliás, o mais frequentemente esse não é, absolutamente, o caso, que haja repressão de um evento traumatizante psicológico, absolutamente não.
Há numerosas circunstâncias que fazem com que a alma não imprima, ao nível memorial, certo número de elementos no presente.
Não é por isso que seja preciso procurar uma repressão qualquer.
São eles os reprimidos, os idiotas!

Questão: mas quando há um evento traumático, a memória imprime-o, forçosamente?

Em 99% dos casos, sim, porque o traumatismo é tão violento, quando se trata de sofrimentos emocionais intensos, que eles giram em círculo no cérebro.
Não há possibilidade, para a consciência, de não ver o que aconteceu.
Mesmo se, nesse caso, haja uma possível repressão, a repressão não vai até a ocultação total do evento.
Há uma recusa em ver, entretanto, isso é visto.
Não é, de modo algum, a mesma coisa.
Não há inconsciente.
Há apenas coisas conscientes ou subconscientes, eventualmente, mas, absolutamente, não inconscientes.

A consciência do ser humano é bem mais forte do que o inconsciente.
O inconsciente é algo ao qual vocês dão tomada quando aceitam ter um inconsciente.
Se vocês pedem para estar conscientes de tudo, vocês se tornarão cada vez mais conscientes e, portanto, cada vez mais fortes.
Portanto, não há inconsciente.
O inconsciente é uma criação.

Questão: existem, hoje, grandes Mestres, ainda encarnados?

Mais do que nunca.
Eles são ilustres desconhecidos, a maior parte trabalhando na própria vida de todos os dias.

Questão: após a passagem à quinta dimensão, o que advirá dos ciclos da alma?

Eles serão profundamente diferentes, porque, na quinta dimensão, há a possibilidade de ter um ciclo extremamente longo, no qual a vida é de duração quase eterna.
Portanto, não há mais essa alternância encarnação/excarnação.

A vida na quinta dimensão é profundamente linear na alternância de ciclos.
Não há mais alternância de ciclos.
Há, também, ao nível da quinta dimensão, modos de funcionamento que são profundamente diferentes, mas que para nada lhes serve apreender, hoje, em sua realidade de terceira dimensão, porque isso, estritamente, nada quer dizer.

A densidade, o peso não são os mesmos.
A visão de cores não é, absolutamente, a mesma.
Os desequilíbrios no corpo físico não existirão mais.
A quinta dimensão não conhece a sombra.

Aí está o que se pode dizer disso, muito sucintamente, e sem entrar nos detalhes.

Bem, caros amigos, estou muito contente por ter trocado com vocês sobre tantos assuntos.
Nisso, eu lhes aporto todo o meu amor e eu lhes digo até breve.
Fiquem bem.
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