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11 de out de 2011

HUMANIDADE EM EVOLUÇÃO

Mensagens do Intraterra

Dedicadas a Orionis, à Ordem dos Melquisedeques, à Luminescência do Ser.


Os filhos não são seus filhos.
Os filhos da Terra são os filhos do Céu.
Vocês são responsáveis e co-autores de todo filho sobre este planeta.




Autres Dimensions
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 [NDT: Conforme orientação expressa contida logo no início do presente texto, a versão para o português seguirá a ordem estabelecida. Como é extenso, vou disponibilizar os trechos já vertidos à medida que estiverem prontos.
Estou mantendo, ao final de cada página, a numeração correspondente, a fim de facilitar a busca pelo índice, embora, como já referido, a leitura deva seguir a ordem.]
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Os textos que vocês vão ler são procedentes da transcrição de «encontros» com um dos governadores do Intraterra, pertencente a uma raça não humanoide, mas delfinoide: Ramatan.

Essas trocas desenrolaram-se entre os meses de agosto de 2005 e outubro de 2005, sob forma de «walk-in bidirecional», assim como a qualifica Ramatan, ou seja, troca pontual de corpo.

Isso explica que esse «walk-in» possa lembrar-se de imagens, de sensações… vividas no curso dessas trocas no Intraterra.

Respostas a questões sobre o corpo do livro foram dadas em dezembro de 2005 e setembro de 2006.

Ramatan esclareceu que o vocabulário empregado, o ritmo das frases, seu «giro», os assuntos evocados e sua ordem de apresentação são elementos suporte de uma vibração transformadora que emana.

A fim de não prejudicar esse impacto específico, as transcrições retomam, fielmente, as propostas de Ramatan.

Isso concerne, igualmente, às dedicatórias, aos títulos propostos, ao preâmbulo, ao prólogo, aos exercícios práticos…


Atualização de 8 de outubro de 2011:

Em 8 de outubro de 2011, RAMATAN interveio para esclarecimentos sobre as evoluções que vivemos.

Vocês encontrarão a integralidade de sua intervenção, a partir de agora (páginas 4 a 6) e na rubrica «mensagens a ler» de nosso site.

RAMATAN esclareceu, em particular, que todas as informações comunicadas em 2005 e 2006 fazem o objeto dessa brochura, que é, mais do que nunca, atualidade, tanto em seus fundamentos como nos exercícios a praticar.

Ele nos pediu, hoje, para «liberar esses ensinamentos, a fim de que a totalidade daqueles que o desejarem possa estar em contato com eles». 

É por isso que nós os encorajamos a divulgar, por sua vez, esse documento, se o desejarem, sem ter que nos pedir uma autorização prévia.
Nós atraímos, contudo, sua atenção, sobre a importância dos seguintes pontos:

. Esse texto deve ser divulgado em sua integralidade e na ordem cronológica dos capítulos.
O próprio RAMATAM explicou a importância Vibratória disso, no preâmbulo (página 7).

. Qualquer intervenção do mental (comentário, resumo, explicação, interpretação...) estaria em completa contradição com esse impacto transformador Vibratório.
Isso é ainda mais verdadeiro, hoje, para permanecer centrado nos Quatro Pilares do Coração: Simplicidade, Humildade, Transparência, Infância.

. Convém indicar a fonte desse texto, citando o site: www.autresdimensions.com, a fim de que cada um possa ter a oportunidade de ter acesso, por esse intermédio, a outros elementos que poderiam iluminar ainda mais seu caminho.

. O texto de origem está inalterado, vocês podem, portanto, divulgar, assim, qualquer brochura que nós distribuímos desde 2006.


Nós mesmos ampliamos essa divulgação, criando a possibilidade de fazer o download, gratuitamente, desta brochura, em nosso site (www.autresdimensions.com), nas rubricas «Humanidade em evolução» ou «Boutique / Brochura Humanidade em evolução». 

Nós conservamos, paralelamente, a possibilidade, paga, de envio da versão impressa, que foi proposta até hoje, e descrita na rubrica «Boutique  /  Brochura Humanidade em evolução».
Assim, cada um pode escolher a solução que preferir.


HUMANIDADE EM EVOLUÇÃO
www.autresdimensions.com



(pág. 3)

Intervenção de RAMATAN
.................................................................................. 4
8 de outubro de 2011
.................................................................................. 4
Preâmbulo
.................................................................................. 7
VOCÊ E EU SOMOS UM
.................................................................................. 7
Prólogo
.................................................................................13
DA DIVISÃO À DIVINDADE
................................................................................ 13

Capítulo 1
A VIDA É UM
................................................................................ 17
EXERCÍCIO PRÁTICO: EU SOU UM
................................................................................ 22

Capítulo 2  
O UM NAS MÚLTIPLAS FORMAS DE VIDA
................................................................................. 23
A MANIFESTAÇÃO DA LUZ NOS MUNDOS DO INTRATERRA
.................................................................................. 27
EXERCÍCIO PRÁTICO: A LUZ
.................................................................................. 29

Capítulo 3
A GRANDE EVOLUÇÃO DOS HOMENS
................................................................................... 30

Capítulo 4
AS NOVAS LEIS
.................................................................................... 36

Capítulo 5
AS NOVAS VIDAS SOCIAIS
..................................................................................... 41
EXERCÍCIO PRÁTICO: CONEXÃO A 24 UNIDADES
..................................................................................... 45

Capítulo 6
A ÚLTIMA REVELAÇÃO
...................................................................................... 46

Capítulo 7
OS ESTADOS DO DIVINO
....................................................................................... 50

Epílogo
....................................................................................... 53
MENSAGEM RECEBIDA PELO WALK-IN EM CANALIZAÇÃO
....................................................................................... 53
Questões / Respostas................................................... 56


(pág. 4)

Intervenção de RAMATAN
8 de outubro de 2011

[NDT: até a página 7, é a mensagem já publicada no blog: http://leiturasdaluz.blogspot.com/2011/10/ramatan-8-de-outubro-de-2011.html]


PREÂMBULO
Eu e você somos UM


Amigo leitor, antes de entrar no que poderá parecer ser, para você, algo de bastante desconcertante ou, conforme sua origem, muito mais em acordo do que você sente no mais profundo de seu ser, nós devemos, primeiramente, decifrar certo número de coisas que, para você, parecerão, talvez, surpreendentes, ou mesmo extravagantes, ou mesmo perfeitamente naturais.
Mas é importante, para nós trabalhamos através dessa obra que você vai ler, que você esteja a par de eventos, de elementos que são, aos nossos olhos, úteis para sua compreensão e, bem além disso, para sua transformação, porque esse livro que você tem entre as mãos é, obviamente, um livro não de informação, mas, bem além disso, um livro de transformação.

Primeiro, saiba que nós somos um coletivo de seres que vivem não num hipotético distante, não num hipotético em outro lugar, mas bem debaixo de você mesmo, se nosso caminho evolutivo está acima de você.

Nós fazemos parte de um povo que ganhou as profundezas do planeta, que é nosso planeta bem antes que sua humanidade surgisse.
Nossa origem confunde-se com eventos geológicos bem anteriores a civilizações como a Atlântida, ou mesmo a Lemúria.
Nós vivemos, realmente, no que podemos chamar corpos, mas que, para vocês, assemelhar-se-iam mais a reinos da natureza animal, o que não somos, obviamente.

A entidade que nos permite dirigirmo-nos a você porta um nome.
Esse nome é Ramatan.
Mas saiba, efetivamente, amigo leitor, que nós intervimos em nossa estrutura geodésica, onde estamos, por intermédio de focalizações de pensamentos de doze indivíduos, retransmitidos por doze outros indivíduos.

A vibração que você vai sentir ao longo desse livro corresponde, de fato, a uma assembleia de 144 sábios que estão, desde extremamente longo tempo, na coerência de sua humanidade.

Nós somos, em outros títulos, os guardiões de muitas outras coisas que revelaremos progressivamente e à medida do desenrolar da vibração deste livro.

Em preâmbulo, é necessário compreender certo número de coisas, quanto à nossa estrutura física e ao nosso lugar de vida.

Devido à nossa localização precisa, debaixo de sua humanidade terrestre, mas, entretanto, acima, no plano evolutivo, vocês devem compreender que estamos muito próximos, mas também muito distantes de vocês.
Tudo depende da atitude de consciência que vocês portam e que os anima nessa vida presente.

Nossa aparência, embora tendo um corpo no sentido em que vocês o entendem, situa-se bem mais próxima da aparência de corpos da dimensão que está bem além da sua, que vocês chamam de terceira dimensão.
Se vocês tentam estabelecer uma classificação quanto ao que nós somos, poderíamos chamar-nos de delfinoides.
Nós somos, de fato, derivados de grandes golfinhos, hoje desaparecidos em seus oceanos, porque eles ganharam os ares e desapareceram das águas, há, efetivamente, muito tempo.

Em sua escala de tempo, nossa migração ao interior de seu manto terrestre remonta a mais de 300.000 anos.
Nós estamos, muito exatamente, 323.000 anos antes do advento do que foi chamado o «o reino dos gigantes» sobre a superfície da Terra.

Por uma decisão coletiva, havíamos decidido, à época, de instaurarmo-nos, em relação a um futuro extremamente distante do planeta, como sendo os guardiões dessa evolução para uma sacralização de seu planeta Terra, que é também o nosso.
Para isso, nós devíamos aceitar privarmo-nos da irradiação solar, a fim de entrar sob a influência de outro sol, que não era acessível à visão no mundo de superfície.
Em contrapartida, como nós o explicaremos bem depois nesta obra, nós tivemos êxito em passar ao Intraterra de maneira a beneficiarmo-nos de uma luz que não vinha desse Sol, mas, efetivamente, do Sol Central da Galáxia.

De fato, nos mundos do Intraterra existe certo número de fenômenos de portas que permitem aceder, nesse estado vibratório, a irradiações solares que não são oriundas de seu Sol físico, mas de um Sol – bem mais brilhante e bem mais luminoso do que é oriundo de seu Sol – que nós chamaremos, de momento, o Sol Central de nossa galáxia.

Esse destino, que nós assumimos desde mais de 300.000 anos, corresponde a uma elevação vibratória extremamente potente, que nos conduziu, progressivamente e à medida do desenvolvimento de nossa sociedade, a modelos de coerência e modelos de organização que foram construídos em acordo com o Sol Central da galáxia, como nós o revelaremos progressivamente e à medida do conteúdo desse livro.

Outro preâmbulo que me parece importante definir hoje: nós somos entidades de natureza coletiva, embora o que vocês chamem a individualidade exista de maneira formal, como para vocês.



(pág. 8)

Nosso funcionamento é mais oriundo de um modo de funcionamento coletivo.
Seria, para nós, impensável que um de nossos membros/indivíduos se manifestasse no indivíduo separado do coletivo.
Nosso funcionamento coletivo é uma etapa evolutiva indispensável.

Alguns de seus mestres, presentes na superfície no curso de sua história recente, chamaram a isso empatia, a Unidade em funcionamento e a Unidade do coração e a Unidade do amor.
Quanto a nós, nós falaremos de Unidade coletiva reunida por várias Unidades individuais e representada pelo conjunto dessas Unidades individuais.

Nosso modo de funcionamento absolutamente nada tem a ver com o seu.
Nossas alimentações não são as mesmas.
Nossos modos de vida, nossos modos sociais, nossos modos de reprodução, nossos modos de funcionamento ao nível do Espírito não são, absolutamente, os mesmos.
E, no entanto, nós podemos, agora e já, afirmar-lhes que nós viemos da Fonte comum, obviamente.
Mas, como o disseram alguns de seus mestres na superfície da Terra, existem muito numerosas moradas, mas, também, muito numerosos caminhos evolutivos para as almas e para os Espíritos que os animam.

Hoje, parece-nos importante revelar-lhes nossa existência, mas, também, nossos modos de funcionamento porque, obviamente, neste período abençoado dos Deuses que chega, vocês são os dignos representantes de almas de luz que devem transformar-se para aceder a um novo modo de vida.

De fato, nós devemos esclarecer que raras foram as ocasiões que tivemos de manifestarmo-nos de maneira coletiva à sua consciência.
O terreno foi preparado desde certo número de anos (que remontam a quatorze anos, por diversos ensinamentos recebidos, tanto na América Latina como na América do Norte, como no Canadá, mas, também, por algumas pessoas na França) quanto à existência de nossa realidade e à existência de nossas consciências, tão próximas e tão distantes de vocês.

Esse trabalho preparatório foi destinado a colocar-lhes a questão de nossa realidade, de nossa existência debaixo de vocês, ao mesmo tempo estando bem acima de vocês no caminho evolutivo da consciência.
É importante compreender, agora e já (se vocês já têm esse livro entre as mãos, vocês já estão, ao menos em parte, em acordo ou mesmo na interrogação positiva em relação a esse fato) que a consciência é una e que sua manifestação é infinita, porque há um desenvolvimento permanente, incessante do potencial de vida em evolução e que a experiência de enriquecimento desse desenvolvimento (em todos os sentidos da consciência) vai permitir, a um dado momento, um fenômeno de retorno à Fonte, enriquecido de todas as experiências vividas durante eons e eons de manifestações nos diferentes planos de vidas possíveis, de planetas possíveis para as almas em peregrinação.

Porque é, efetivamente, questão de uma peregrinação, de uma viagem que os afasta da Fonte, no momento em que vocês se sentirem desconectados dessa Fonte (o que é o caso de sua humanidade).
Mas, entretanto, como o elástico que se estica até antes da ruptura, há um momento em que o retorno pode engajar-se.
E esse momento chegou para seu planeta Terra.
O momento em que o elástico chegou ao seu ponto de ruptura, mas não rompe e vai começar seu fenômeno de retorno, não mais por um fenômeno de resistência – como no fenômeno de expansão – mas, bem ao contrário, por um fenômeno que nós qualificaríamos de «abandono» à vontade do céu, que vocês chamam o Pai, o Filho ou a Mãe, segundo seus humores.

No abandono da vontade da Fonte de reconduzi-los a Ela, hoje, a título individual, a título coletivo, a título planetário, nós estamos bem conscientes de que vocês chegaram a esse ponto de ruptura.
Jamais, na superfície de nosso planeta, foram apresentadas tantas potencialidades que podem tanto ir para além desse ponto de ruptura ou, então, acompanhá-los, no abandono à vontade da Fonte, para regressar a Ela.

Conforme o olhar de sua consciência, que vocês portarão neste período final de sua história, que está sob seus olhos, que se desenrola sob seu olhar, que se desenrola sob sua consciência, que se desenrola segundo seus sentidos, suas faculdades intelectuais e espirituais, é-lhes possível ver o que vem como uma catástrofe importante ou como uma iluminação a mais espetacular que o ser humano possa viver.
Só o caminho de sua consciência, que aceitará retornar ou ir um pouco mais na resistência, orientará, perfeitamente, o sentido do que vocês são e do que vocês desejam ser num futuro, em resumo, extremamente próximo.

Eu repito, no que nos concerne, nosso destino é o de acompanhar a Terra para sua sacralização, se vocês preferem, para seu retorno à Fonte.
Isso pode compreender-se como uma ressonância mais importante, como um momento em que, tornando-se a tensão, a Terra escolherá abandonar-se a esse movimento de retorno, assim como o conjunto de nosso Sistema Solar, a fim de reintegrar uma oitava superior, uma oitava em que as leis de funcionamento da individualidade, da coletividade, mas, também, as leis físicas, serão profundamente diferentes e profundamente novas, ao menos para vocês, mas, também, numa certa medida, para nós, embora nós já experimentemos desde 300.000 anos esses fenômenos.

O que nós já superamos, amplamente, a título individual, nós o experimentamos a título coletivo.
Entretanto, nossa coletividade deve, agora, doravante, consagrar-se a esse fenômeno de sacralização e, como eu lhes dizia, de abandono à vontade da Fonte.
O que nós realizamos a título individual, nós estamos realizando a título coletivo.
Se eu lhes digo isso é para fazê-los compreender que, hoje, vocês, por sua vez, vocês devem iniciar, a título individual, o caminho que nós iniciamos há 300.000 anos.
É necessário conceber-nos como seus irmãos e irmãs na humanidade, ainda que a palavra humanidade, para nós, no sentido em que vocês o entendem, não participe das mesmas definições nem das mesmas compreensões.

(pág. 9)


Entretanto, nós falamos, antes, no que nos concerne, de uma coletividade unida, de uma coletividade que se dirige para uma consciência ainda maior.

Numerosos foram os papéis que nos foram atribuídos, desde esses 300.000 anos.
Nós assistimos, nós gravamos, em nossas imensas câmaras memoriais – o que vocês chamariam «bibliotecas» - um conjunto de fenômenos que lhes foram permitido viver, tanto a título individual como a título coletivo, no curso de diferentes civilizações que vocês construíram na superfície deste planeta.

Nosso papel foi, de um lado, como vocês compreendem, ser os guardiões de experiências vividas, mas, também, ser os guardiões deste planeta, a fim de que inúmeros erros, entretanto indispensáveis, não provocassem desordens demasiado importantes no que concernia ao núcleo de seu planeta.

Nós voltaremos, aliás, muito mais longamente, sobre o que é esse núcleo planetário que inúmeros de seus cientistas absolutamente não compreenderam e não poderão compreender enquanto funcionarem num modo de consciência separativa e distanciativa e analítica; enquanto não compreenderem que as leis do universo não são leis de resistência, mas leis de abandono, continuarão, e aí eu me dirijo aos seus cientistas, a vagar nos limbos de resistências, de oposições e de constrangimentos.

A energia, o que vocês chamam a energia, hoje, é compreendida como um modo de resistência, mas, a determinado nível, a energia torna-se um modo de abandono e de Fluidez total.
E, naquele momento, as leis energéticas que prevalecem hoje, sejam seus meios de comunicação, sejam seus meios de exploração, fazem-se apenas através de constrangimentos enormes, enquanto poderiam fazer-se segundo as leis de abandono e permitiriam, obviamente, um acesso à riqueza interior, mas, também, à riqueza exterior, para toda alma que vive na superfície deste planeta.

Entretanto, os planos evolutivos permitiram que se instalasse esse ato de resistência extrema à Fluidez, de maneira a acelerar o momento da ruptura.
Não vejam, através desse momento de ruptura, qualquer aniquilação de todos os seus potenciais, de toda sua natureza, mas, bem ao contrário, a última oportunidade de preparar um retorno para a Fonte Central (que nós definiremos mais tarde).

No que nos concerne, e nos modos de funcionamentos que vocês apreenderão bem mais tarde na essência desse livro e através do que nós lhes diremos, saibam, simplesmente, que nossa alimentação não tem mais, de modo algum, o mesmo sentido que a sua, que nosso modo de nos exprimirmos não intervém, absolutamente, através do que vocês chamam zonas da linguagem, ao nível do cérebro, que nosso cérebro não é, absolutamente, constituído de três cérebros, como o seu, e que nossa estrutura a mais íntima, ao nível celular, absolutamente, não tem a mesma constituição que a sua.

Entretanto, a Divindade que é a nossa corresponde, exata e perfeitamente, à sua Divindade.
Só os caminhos tomados desde mais de 300.00 anos permitiram diferenciar, suficientemente, nossa estrutura celular, nossa estrutura genética, nossa estrutura fisiológica e, também, metabólica.
Mas, obviamente, o Espírito estando em acordo com a matéria, nossa materialidade, portanto, nada mais tem a ver com sua materialidade.
É assim para nossas estruturas sociais, para nossas estruturas de vida, que vocês chamam «habitat», para nossas estruturas econômicas, que vocês chamam «enriquecimento», que, absolutamente, nada têm a ver com o que vocês concebem e vivem como enriquecimento.

Há, nos mundos do Intraterra, que são numerosos, uma forma de vida coletiva que escapa, totalmente, de seu modo de compreensão e de vida hoje.
Mas, entretanto, se nós lhes damos, hoje, certo número de ensinamentos concernentes às nossas estruturas de vida, é, efetivamente, para dar-lhes, a vocês, seres humanos que têm esse livro entre as mãos, a possibilidade de elaborar, de edificar modos de funcionamento futuros e, no entanto, tão próximos, que lhes permitirão desenvolver novas formas de organização de vida em sua nova Terra, tal como ela vem para vocês a toda velocidade.

Como coletivo do Intraterra, vamos dar a palavra a uma Unidade mais precisa, que é Ramatan.

Primeiramente, eu desejaria dizer-lhes como vai funcionar o que vocês vão ler.
Há, na potência de assimilação da vibração escrita, através de algumas palavras pronunciadas em sua língua e em outras línguas, a possibilidade de fazer ressoar, diretamente em vocês, algumas zonas de sua estrutura cerebral, mas, também, de sua estrutura genética e energética que vão permitir à entidade que vocês são entrar em contato, diretamente, com uma de nossas Unidades coletivas.

O que eu quero dizer com isso é que a própria leitura desta obra vai, quando de alguns momentos, devido ao que será ativado em vocês, permitir-lhes entrar em contato com o mundo do Intraterra.

Eu me apresento, inicialmente.
Como Unidade coletiva, sou um dos governadores de uma das regiões do Intraterra, situada ao nível do que vocês chamam, vocês, na superfície, a América Latina.
Nossas cidades e nossas administrações são tão amplas como o que vocês têm na superfície.
Nós não estamos limitados a alguns lugares extremamente precisos de seu manto terrestre.
Há cidades extremamente grandes que se comunicam entre elas pelas vias de comunicação que são, certamente, um pouquinho diferentes de suas autoestradas ou seus caminhos de comunicação aéreos, mas que não são menos caminhos de comunicação.

(pág. 10)

No que me concerne, eu dirijo e administro, na coletividade na qual estou, tudo o que corresponderia a um grande terço da América do Sul, em sua parte a mais alta.
É permitido dirigir Unidades coletivas diferentes, situadas em outras regiões.

Minha estrutura, através da qual eu me exprimo, tornou-se possível através de uma ligação extremamente específica, que foi construída, há muito numerosos anos, entre o canal que se exprime e eu mesmo.
Isso não é um processo de canalização nem de transe mediúnico, no sentido em que vocês entendem na superfície, mas um processo que alguns neófitos descreveram, neste planeta, que se chama um fenômeno de walk-in.
Mas, à diferença do processo de walk-in habitual, no qual há, necessariamente, a partida de uma das duas almas, nós somos duas almas, duas Unidades Divinas extremamente ativas e presentes, que podemos trocar nossos átomos embriões, de maneira consciente e de maneira contratual, de maneira a poder experimentar esse processo de transferência de consciência total, de corpo a corpo, mas, também, de alma a alma, sem, para tanto, prejudicar a integridade dos dois canais que somos.

Isso faz parte de uma potencialidade que foi ativada há extremamente longo tempo, no início da criação do que vocês chamaram a Atlântida.
Foi permitido, naquele momento, e estabelecido por contrato, de maneira firme e definitiva, que, tanto um como o outro, poderíamos, através do veículo de vida no qual estivéssemos nesta época final, comunicar e interagir, não unicamente por modo de canalização, mas, sobretudo, pela transferência total de consciência de um ao outro, de maneira a que eu possa reportar informações, não mais vibratórias, mas através de seus cinco sentidos, ao nível do Intraterra, assim como o canal que permite a criação desse livro possa vir visitar e traduzir, através de seus cinco sentidos, o que ele terá percebido, de maneira vibratória, ao nível de sua estrutura energética, sobre todos os nossos modos de funcionamento, a título individual e coletivo, mas, também, a título familiar, econômico, político e cultural, em nosso mundo do Intraterra.

Eis o objeto desse livro.

Agora, no que me concerne, eu volto ao impacto que terá este livro em suas estruturas.
Isso pode ser estabelecido em sete planos que seguirão os sete capítulos bem precisos, nos quais se articulará a abertura de consciência que será a sua, progressivamente e à medida da leitura desta obra.

A primeira etapa será o reconhecimento da Unidade do vivente.
A segunda etapa será a descida da informação da Unidade Tri-Unitária do vivente em seu organismo dissociado e separado, a fim de reunificar essa Trindade separada em vocês.

Terceira etapa: reconhecimento vibratório e subida vibratória de sua estrutura reunificada, a partir da Trindade separada, a fim de permitir-lhes alinhar totalmente suas triplas estruturas celulares, energéticas e mentais na nova vibração que está, agora, em ativação sobre este planeta, há quatorze anos.

A quarta etapa vai consistir em fusionar suas três partes separadas de corações físicos, de corações Divinos e de corações espirituais no interior de um canal único que nós chamaremos o canal do coração.

Quinta etapa: permitirá desenvolver as premissas de uma comunicação nova, que corresponde ao que nós chamaremos, para mais facilidade, o canal do éter.
O canal do éter não é um canal de comunicação nem de alimentação com o Divino, mas um canal por intermédio do qual vocês poderão, progressivamente e à medida das semanas que seguirão a leitura desta obra, permitir-lhes conectar os Quatro Orientes, os Quatro Elementos, mas, também, os Quatro Elementos constitutivos da matéria, a fim de poderem, vocês mesmos, transformar, em vocês, o que deve sê-lo.
A quinta etapa é um canal de comunicação que vai funcionar de maneira radiada, de maneira a permitir-lhes elaborar e desenvolver essa Unidade coletiva na qual nós vivemos, de maneira a permitir-lhes entrar em modo de comunicação de modo telepático direto, com todas as Unidades de vida humana (irmãos e irmãs de superfície, encarnados com vocês, mas, também, irmãos e irmãs desencarnados que participam do mesmo plano evolutivo que o seu). 

Sexto plano e sexta ativação em vocês (correspondente ao sexto capítulo):  vai permitir-lhes desenvolver modelos elaborados por seu Espírito, novos modelos de funcionamento de sua humanidade, novos modelos de revelação da vida em outros modos dimensionais e outros modos físicos, obviamente.

Sétima etapa, enfim: integração em sua vivência e em sua realidade comum de cada instante, para os momentos que restam a viver nesta dimensão, do desenvolvimento de possíveis futuros de sua humanidade.

(pág. 11)

E, enfim, ao final dessa sétima etapa, sobrevirá um fenômeno de unificação com todos os outros seres que leram esse livro, a fim de preparar a comunidade coletiva de Um, que lhes permitirá passar, como Unidade individualizada, à Unidade coletiva e à realidade da comunhão dos corações com a comunhão do Divino.

Enfim, gostaria de terminar esse preâmbulo sobre o que poderia parecer uma advertência.
Vocês devem abordar esse livro, num primeiro tempo, como, simplesmente, uma informação e, sobretudo, tentem evitar portar um julgamento, qualquer que seja, sobre o que vocês vão ler.

Pouco importa dizerem-se: «isso é falso, isso é verdadeiro, isso é delirante, isso é Divino».
É-lhes pedido, simplesmente, ler esse livro como vocês leriam um romance, ler o que está escrito sem qualquer tomada de partido, deixar-se, simplesmente, levar e imergir, pelas palavras, deixar-se imergir, mesmo se vocês não compreendam o que está escrito, mesmo se isso lhes pareça além de seus campos de percepção e de coerência.

O trabalho far-se-á, de qualquer modo, unicamente através da leitura da obra.
É-lhes pedido, urgentemente, não procurar intelectualizar.
É-lhes pedido, urgentemente, não procurar referenciar o que vocês leem em relação a outros ensinamentos antigos ou mais novos.
É-lhes pedido não manifestar a mínima emoção, tanto feliz como de cólera em relação ao que vocês lerão, mas, simplesmente, deixar-se impregnar.

Se vocês conseguem estar nessa neutralidade de atitude, vocês constatarão, com extrema rapidez, o impacto que terá o simples efeito de ler, no conjunto de suas estruturas, tanto físicas como psicológicas como espirituais.

Lembrem-se de que nós estamos aí desde bem antes do nascimento de sua humanidade; que nós estamos aí e que nós permitimos à vida exprimir-se, realmente.

Nós somos guardiões.
Nós não estamos aí, unicamente, para viver, tal como vocês vivem.
Nós estamos aí para organizar, para regulamentar um projeto de vida bem além do projeto planetário, do projeto da consciência humana ou da projeção do projeto da galáxia.

Nós permitimos, devido à nossa irradiação, devido à nossa presença amorosa, devido à nossa presença assegurada em sua terceira dimensão material, a presença e a manifestação de entidades situadas bem além de nosso plano comum de vida.

A consciência é una, a consciência é indivisível, a consciência é infinita.
Apenas o olhar que vocês portam pode ser limitado e, limitando suas percepções, limitando suas concepções, limitando sua ferramenta cerebral, vocês limitam igualmente as possibilidades de desenvolvimento da vida.

Nesse sentido, é-lhes pedido, urgentemente, ler, não procurar compreender, mas, mais, deixar-se penetrar, totalmente, pela vibração do que vocês leem.

As palavras que serão empregadas estarão no bom lugar, na boa página, em relação ao efeito que será induzido em suas estruturas.
Não há necessidade de estabelecer uma exegese.
Não há necessidade de estabelecer uma leitura da leitura.
Basta, simplesmente, ler, estando, simplesmente, em seu presente.
É-lhes pedido, urgentemente, quando vocês lerem esta obra, para estarem em momentos em que não corram o risco de serem incomodados, em momentos em que seu mental estiver clarificado, no momento em que nenhuma emoção aja em suas estruturas, tal uma criança que descobre o que vocês chamam uma faixa desenhada e imerge-se, totalmente, em sua faixa desenhada, independentemente de qualquer contexto exterior.

É-lhes pedido, em relação a esse escrito, em relação ao que vocês vão ler, para imergirem-se, não no conhecimento que lhes é dado, mas no poder transformativo no fato de ler o que será escrito.

É-lhes pedido, também, enquanto o sétimo capítulo não é lido, não compartilhar o que vocês terão lido com outras pessoas.
Dar a ler, dar a compreender, mas não fazer compreender ou não fazer ler.

Aí está o grande desafio que nós desejamos, eu e minha Unidade coletiva, transmitir-lhes, a vocês, humanidade de superfície, para ajudá-los, para permitir-lhes abandonar a resistência e não mais resistir ao abandono, a fim de permitir-lhes, enfim, iniciar o caminho do grande retorno para sua Divindade, manifestada através de sua nova raça/raiz a tornar-se atualização.

Nós os acompanhamos desde tanto tempo sem nos manifestarmos que, hoje, através desta manifestação que prefigurará inúmeros contatos concretos com nossa realidade, a um dado momento nesse último ciclo de humanidade, nós lhes pedimos para impregnar-se do que está escrito.
Nós lhes pedimos, urgentemente, para não rejeitar e, tampouco, não mais apropriar-se do que é dado através deste escrito, mas, simplesmente, vivê-lo.
Viver um escrito é totalmente diferente de apropriar ou de apropriar-se de um escrito, tal como o fizeram as grandes religiões em seu sistema de superfície.

É-lhes pedido não travestir, não interpretar.
É-lhes pedido não interferir com a qualidade do que vai ser lido, mas, simplesmente, nutrirem-se como Unidade individual.
É apenas, lembrem-se, no último estágio, no último capítulo, que lhes será possível entrever e construir essa Unidade coletiva.

Contentem-se, de momento, em reencontrar sua Unidade individual porque é a partir do momento em que vocês tiverem reencontrado sua Unidade individual que vocês poderão conceber a Unidade coletiva e entrever o sentido do destino humano e, em particular, seu destino de alma individual encarnada nesse modo dimensional.

A verdade é una e a verdade os libertará.
Em caso algum a verdade pode induzi-los a um caminho de erros.
Em caso algum a verdade pode ser uma cadeia a mais posta no peso de sua encarnação.

(pág. 12)

Em caso algum a verdade pode liberá-los de quaisquer apegos que vocês tenham posto, vocês mesmos, nessa liberdade de verdade.
Em caso algum a liberdade e os escritos podem interferir em seu livre arbítrio e em sua livre escolha de aceitar, de recusar ou de fazer seu esse conhecimento, a fim de não mais informar-se, mas, realmente, transformar a natureza de seu ser.

Estejam certos de que, ao final desta obra, vocês não estarão mais, jamais, divididos, nunca mais separados de sua entidade unitária Divina, mas, também, da Unidade coletiva dos outros humanos, mas, também, da Unidade coletiva que nós somos.

Há numerosas moradas, numerosos planos de manifestação de vida, mas a Unidade é una e única.

A Divindade é Una e Única.
É tempo, hoje, através da leitura, de reconectarem-se à sua Unidade indissociável de sua Divindade.
Vocês são únicos, vocês são Um, e vocês são o Um Divino manifestado.

Nesse sentido, nós rendemos graças à sua Divindade.
Nós rendemos graças ao seu caminho que foi, certamente, desde certo tempo, um caminho, por vezes, de sofrimento, por vezes, de alegria.

O que nós propomos, hoje, é um caminho de liberdade para além de tudo o que vocês tenham podido sonhar, para além de todos os dogmas, para além de todas as revelações, para além de todas as informações e para além de tudo o que vocês tenham podido imaginar, porque nós nos situamos, agora, na liberdade da consciência e na realidade da Unidade da consciência.
E, nesse sentido, nós poderemos, juntos, trabalhar para a sacralização de nosso planeta e a sacralização de nosso sistema Solar inteiro, porque nós teremos êxito juntos, e unicamente juntos.

Nós não podemos, em momento algum, imaginar, qualquer que seja nosso lugar em relação a vocês, poder trabalhar sem vocês.
Nós lhes pedimos, agora, urgentemente, sua colaboração.
Nós lhes pedimos, urgentemente, agora, para reencontrar sua Divindade e sua Unidade.
Isso é agora fundamental e extremamente urgente, porque é apenas com vocês que nós poderemos, todos juntos, elevar nosso nível vibratório e nosso nível de consciência para aceder ao que nos estende os braços, mas que nós devemos, entretanto, aceitar não mais julgar, não mais dissociar, não mais separar, a fim de funcionar totalmente segundo um modo de Unidade coletivo.

Aí está o grande desafio que, para hoje e para os sete anos a vir, nós devemos empreender juntos.

(pág. 13)

PRÓLOGO
Da divisão à Divindade

Bem, caro amigo leitor, antes de entrar e de acompanhá-lo no coração e no espírito desse livro, gostaríamos, inicialmente, em nome da junta governativa que representamos, dar-lhe certo número de informações não transformadoras, nesse prólogo, mas em relação com fatos históricos importantes quanto á sua filiação, mas, também, quanto à nossa filiação.
Seu maior neófito sobre a Terra disse: «há numerosas moradas na casa do Pai». 
Efetivamente, mas essas numerosas moradas participam, todas, sem exceção, da mesma filiação de Unidade de Divindade.

De fato, quaisquer que sejam as formas manifestadas de vida, seja em seu mundo de superfície, seja no que você chama os planos sutis ou, ainda, nos planos espirituais ou nos planos do Intraterra ou, também, em outras galáxias, em outros universos ou em outras constelações, essas numerosas moradas, que são em número indefinido, possuem, todas, habitantes que têm a mesma filiação, a mesma Unicidade de evolução, de potencialidades e de evolução.

Apenas a separatividade de alguns planos o fez ver, com seu olhar crítico de terceira dimensão, alguns elementos vivos como podendo não pertencer ao plano da Unidade e da Divindade.
Mas, entretanto, você deve compreender, caro leitor, que absolutamente toda criação e toda a vida, toda consciência é parte indivisível da Unidade fundamental da vida e da manifestação da expansão/contração do Divino.

Partindo disso, é extremamente importante, sobretudo para os eventos e as manifestações que devem advir à superfície de nosso globo, que é também o seu, que você não seja surpreendido pelas manifestações de vida que poderão aparecer nos anos a vir.
É necessário, entretanto, compreender que, nessas consciências que vão manifestar-se a você, há as que estão em fase de contração, há as que estão em fase de expansão, há as que estão em fase de divisão ainda mais avançada que sua humanidade de superfície, e há outras que estão em fase muito mais avançada para o retorno à famosa Fonte.

Entretanto, as forças a que vocês chamam involutivas, diabólicas, separadas, reptilianas, e eu passo os qualificativos e os adjetivos que vocês empregam para nomear essas forças, fazem parte, também, da criação de Deus.
Mesmo, amigo leitor, se elas o saibam ainda menos do que você, elas foram ainda mais longe do que você nos caminhos da divisão, nos caminhos da separação e nos caminhos da negação do Divino.

Entretanto, toda consciência, mesmo a mais sombria, possui, em si, essa semente de Luz.
Mas pertence ao seu caminho, à sua consciência não julgar, mas, fazer as boas escolhas quanto ao que você desejará seguir, tanto como entidade como ensinamento.

Você está pronto para retornar à Fonte ou você ainda está no caminho de divisão?
Você ainda está no caminho de experiências, de separatividade?

Sua liberdade, caro amigo, é total.
Cabe a você decidir, total e livremente se, a partir de hoje, você aceita fazer o retorno, tal o Filho pródigo, para a Fonte ou se você ainda tem necessidade de certo número de ciclos de separatividade, de distanciamento em relação à sua Fonte, porque você tem sede de experiências, porque você tem sede de divisão, porque você tem sede de experimentações em planos cada vez mais densos.

Em momento algum a Fonte o julgará.
Em momento algum nós o julgaremos.
Em momento algum os planos espirituais portarão sombra às escolhas que você deverá fazer em toda consciência: escolher o controle individual para chegar ao funcionamento coletivo ou, então, escolher o controle e meter-se cada vez mais no distanciamento e na separatividade, a fim de experimentar ainda mais o afastamento da fonte.
A liberdade é total.
Sua liberdade de consciência deve fazer-se em função de afinidades vibratórias que você escolheu em função do que você decidirá livremente.

É extremamente importante, nos momentos que vêm para nosso Sistema Solar, de estar na escuta, estar atento e estar consciente às marcas de sincronia, às marcas de hipersincronia, ou mesmo às marcas de Fluidez da Unidade que se manifestarão em sua vida, em suas escolhas.
Nisso, o Pai/Mãe deixa-o totalmente livre para escolher, sem qualquer julgamento, sem qualquer possibilidade de interferir com sua liberdade total de escolher um ou o outro campo porque, em definitivo, você compreendeu, amigo leitor, a finalidade é, era e continuará, sempre, a mesma.
Não pode haver outra finalidade que não o retorno à Fonte, porque vocês são filhos da Fonte, nós somos filhos da Fonte e, mesmo as forças a que vocês chamam involutivas fazem parte da Fonte.

Isso pode ser difícil de admitir, de compreender, de assimilar, de aceitar, mas, entretanto, isso é verdade, mesmo se seu plano de realidade não possa apreender, de momento, porque vocês estão numa escala de tempo que não lhes permite ter uma visão ampliada do que é a verdade e do que é a realidade da verdade.
Há, em vocês, filtros que, como nós o dissemos, foram postos há 50.000 anos, de maneira a permitir-lhes experimentar cada vez mais o distanciamento, a separatividade, o afastamento ou mesmo o abandono da Fonte.

(pág. 14)

Mas já há mais de 2.000 anos, o movimento de reversão tornou-se possível, voltando a tornar-se, você mesmo, um Mestre, voltando a tornar-se, você mesmo, um Cristo, voltando a tornar-se, você mesmo, a Fonte.
Para além de todas as limitações que foram colocadas desde 50.000 anos, a que vocês chamam «carma»,  «ação/reação»,  é-lhes, hoje, em toda lucidez, possível cortar e aceitar entrar, total e livremente, no que nós chamamos e vocês chamam conosco: a ação de graça;

É-lhes pedido, hoje, por um ato de consciência, por um contrato firme, decidir não mais estar sob a influência da lei de ação/reação, não mais estar sob a influência de leis passadas, mas entrar, diretamente, em seu futuro, que é pura Luz.
E, para isso, é necessário que sua consciência, sua alma aceite, totalmente, livremente, a ação de graça, a fim de caminhar para o perdão, para a ausência de julgamento, para a integração da Fonte, para a revelação da Fonte que vocês são.

Ninguém outro que não você mesmo pode fazer a escolha.
Ninguém outro que não você mesmo julgará  sua conduta.
Ninguém outro que não você mesmo será obrigado a seguir um caminho que não quiser seguir.

Aí está, caros amigos leitores, o grande desafio que, hoje, apresenta-se a vocês, para os sete anos que vêm de seu tempo terrestre.

Quanto a nós, desde extremamente longo tempo, como nós o dizíamos no preâmbulo, nós superamos essa fase evolutiva por uma escolha livre e consciente que fizemos há mais de 300.000 anos.
Nós aceitamos estar no serviço da Fonte e, para isso, privarmo-nos de manifestações na terceira dimensão na qual vocês vivem.

O paradoxo é o seguinte: é que nós estamos, em nosso nível de evolução, no que vocês chamariam, totalmente integrados na quinta dimensão, mas, estando muito próximos do elemento água, que nós mantivemos um corpo de terceira dimensão, que, entretanto, não tem medida comum com o seu, devido à sua estrutura celular, biológica, psicológica, espiritual, devido à sua arquitetura visível e invisível, tanto nos planos densos como nos planos sutis.

Nós podemos, efetivamente, ser assimilados a corpos físicos de carne, vocês diriam, ao mesmo tempo sendo profundamente avançados, profundamente mais distantes, mais adiante no caminho de retorno para a Fonte.
É nisso que, hoje, vocês devem ver-nos como seus servidores, porque o maior serve o menor, e isso é uma lei inefável para aqueles que se engajam no caminho de retorno para a Unidade da Fonte.

Assim, amigos leitores, cabe-lhes, totalmente (a título individual, mas, também, nós o esperamos, a título coletivo, nos anos que vêm, devido à sua reconexão a essa Fonte comum, devido a essa reunificação de seus seres individuais na coletividade humana, em sua humanidade em evolução), constituir esse famoso corpo coletivo que alguns de vocês chamaram, nesses últimos tempos: a Embarcação de Luz, a Merkabah ou, ainda, o fenômeno de ascensão.

Fenômeno de ascensão individual, mas que apenas pode ser realizada pela reunião de Unidades individuais numa coletividade de função, numa coletividade de reunião de ascensões.

Aí está, caros amigos leitores, a escolha diante da qual vocês serão, progressivamente e à medida do tempo que vai passar, obrigados a compreender, obrigados a assimilar em sua confiança e em sua consciência e em sua alma.

Ser-lhes-á revelado, em vocês mesmos, o que vocês são, realmente, e não o que vocês creem que fossem desde 50.000 anos.

As forças ditas involutivas jogaram esse jogo de arrastá-los para mais materialidade, para mais fossilização, para mais estrutura e estruturação.
Mas, hoje, isso terminou, se tal é seu desejo, se tal é seu anseio, se tal é seu contrato de alma e se tais as informações e as transformações que nós lhes transmitimos são capazes de despertá-los e de elevá-los acima de sua condição, nós diríamos, de «sub-homens».

É-lhes pedido para tornarem-se totalmente humanos, uma humanidade em evolução, tornarem-se seres livres, mestres e responsáveis, e totalmente lúcidos das escolhas que farão.

Aí está, caros amigos leitores, o que nosso coletivo da junta governativa tinha a dizer-lhes.
E vamos, agora, deixar a palavra àquele que está instalado no meio de nossa geodésica estrutura de Conselho e que vai, agora, exprimir-se, a fim de introduzir, mais precisamente, a trama, o caminho energético, o caminho espiritual autêntico que vamos propor-lhes através do conteúdo desse livro, do conteúdo do que vocês têm sob os olhos, do que será um dos maiores catalisadores que vocês tiveram, a integrar, de maneira a permitir-lhes reencontrar a totalidade do que vocês são, ou seja, uma Fonte, ou seja, um Amor, no sentido mais autêntico e mais nobre.

Assim, a Junta governativa vai deixar a palavra a Ramatan.

Assim, caro amigo leitor, a Junta Governativa dirigiu-se não a você mesmo, mas à toda a humanidade.
Mas eu gostaria de entrar, agora, diretamente, como Governador, em seu ser, a fim de fazê-lo viver a realidade do que você é.

Antes mesmo de entrar na essência e no conteúdo da estrutura do que você lerá, nos capítulos que virão em seguida, eu gostaria que você aceitasse, como algo de possível, como algo de eventualmente verdadeiro (não como uma verdade estabelecida, mas como algo que vai, pouco a pouco, infundir-se e irradiar-se em você) é admitir a possibilidade que você seja, totalmente, inteiramente, uma consciência cuja realidade final (mas a realidade, também, manifestada mesmo nesta dimensão na qual você evolui) é Amor.
Você foi criado pelo amor;
Você foi criado para o Amor.
Toda consciência foi criada nesse único objetivo de ser o que ela é.
E o que você é, amigo leitor, você deve aceitá-lo como uma potencialidade (ou uma hipótese de trabalho, diríamos), que é dizer e afirmar que você é Amor.

(pág. 15)

Poder-se-ia mesmo dizer que, quaisquer que sejam as limitações que a sociedade impôs, que sua educação impôs, que seu «carma» (entre aspas) impôs, devem ser, hoje, deixados de lado, a fim de que você aceite a eventualidade do que você é, ou seja: Amor.
E esse Amor é autenticamente puro, autentica e totalmente o que você é.

Não há, nessa hipótese de trabalho e na afirmação do que você é, qualquer vestígio ou possibilidade de zonas ligadas ao seu passado, ligadas aos elementos que nós acabamos de dar, a possibilidade de interferir com o que você é.
É tempo, hoje (devido a um fenômeno de inversão que nós estudaremos um pouco mais longe) que você aceite que tudo o que o condicionou, desde seu nascimento nessa vida (mas, também, em todos os nascimentos passados, se você crê nisso) está, hoje, em vias de ser dissolvido, não por qualquer milagre, não por qualquer fenômeno exterior, mas, realmente, por uma decisão consciente do que você é.

E é-lhe pedido, hoje, para aceitar, totalmente, o que você é, ou seja, um filho da Unidade, um filho da Lei de Um, uma Fonte que é a mesma que a Fonte original, uma Fonte Pai/Mãe, uma Fonte irradiante que é Amor, porque o Amor é uma fonte, porque a Fonte da vida é Amor, porque a Fonte da consciência é Amor, porque sua consciência e sua alma são Amor.

O que você poderia interpretar como erros, o que você poderia interpretar como algo que não foi conforme em sua vida, não tem, hoje, absolutamente, mais lugar de ser.
Porque, hoje, você está, realmente, diante da possibilidade de ver-se tal como você é, na condição de aceitar esse fato essencial e primordial: é que não há qualquer limitação, qualquer possibilidade de confinamento em relação ao que você é.
E que é, efetivamente, necessário convir (mesmo se, de momento, você não possa aceitá-lo, você é obrigado a postular, a aceitar como hipótese, de trabalho, diríamos) que tudo o que você manifestou até o presente de limitado, de limitações, de impedimentos, de doenças, de mal-estares, de falta de alegria é, unicamente, ligado ao não reconhecimento de que você está, totalmente, em você, e do que você é.

A partir do momento, caro amigo leitor, em que você puser o postulado fundamental de que você é Amor, de que você é Fonte e de que você aceita isso o tempo de ler esse livro, naquele momento, você se tornará, realmente, o que você é, de toda a eternidade.
Naquele momento, todos os véus que você mesmo colocou, progressivamente e à medida de sua descida nesses planos densos, poderão ser queimados, tal uma transfiguração, tal uma iluminação.
Você se tornará, realmente, o que você é e não o que você crê ser ou o que os outros creem e querem que você seja.

É importante que você conceba, em você (a partir de hoje, a partir dessas linhas que você está lendo), que você é único.
E, sendo único, você faz parte do Um e você é o Um.
E você é o Amor.
E você é a Consciência.
E você é a manifestação perfeita do Amor e a manifestação perfeita da Harmonia.
São apenas processos que foram necessários para voltar, para voltar a tornar-se essa Fonte, para voltar a essa Fonte, que você jamais cessou de ser de toda a eternidade.

Aí está, amigo leitor, o que eu lhe peço, antes de entrar, precisamente, na leitura, na transformação em sete etapas, como você o compreendeu, através dos sete capítulos.
Através da revelação das sete etapas do coração, através de uma subida ascensional, através das sete etapas correspondentes aos seus sete centros de consciência, através dos sete dias da semana.
Esse trabalho vai emergir de suas profundezas, do que você é, vai preencher, progressivamente, cada uma das parcelas de seu ser, cada uma das células que o anima, que anima esse corpo, mas, também, cada uma das parcelas de sua vida, cada uma das parcelas, dos compartimentos que você compartimentou.

A família, o trabalho, os filhos, o passado... que foram confinados e que vão, progressivamente e à medida da expansão de consciência, ligada à leitura desta obra, torná-lo real e verdadeiramente real em tudo o que você é, em toda sua magnificência, ou seja, uma parcela e uma totalidade da Unidade da Luz.

Aí está, amigo leitor, o que nós vamos engajar, juntos, através dessas sete etapas.
Vamos despertar as sete etapas do coração, a fim de conduzi-lo ao seu próprio santuário, a fim de conduzi-lo ao que você é, a fim de que você possa, você mesmo, despertar o que você é.
E não através do que nós lhe diremos, e não através de um ensinamento novo, não através da aplicação de preceitos vindos de modos de funcionamento ultrapassados de sua humanidade, mas através de seu presente.
Através de sua realidade presente você descobrirá, nós o esperamos, eu e meus irmãos humanoides, delfinoides, meus irmãos em Cristo, meus irmãos no Pai e na Mãe, porque, quaisquer que sejam as distâncias e as distorções que possam existir entre nossas formas físicas, nós participamos, creia-me, da mesma fonte e da mesma origem.

Apenas o desenvolvimento incessante da vida e dessas dobras incessantes que permite uma miríade de manifestações de consciências, em função de miríades de desenvolvimentos de planetas ao nível de sua consciência.
De acordo com tal ou tal elemento que é privilegiado no desenvolvimento, vão manifestar-se formas de vida que podem parecer, aparentemente, diferentes, mas que, creia-me, amigo leitor, têm, todos, a mesma Fonte.

Nosso maior desejo, de nós todos no Intraterra, é que, hoje, você realize, enfim, o sonho do por que você mesmo criou-se, ou seja, afastar-se, o mais possível, do que você é para voltar a tornar-se, realmente, o mais próximo do que você é e ser, enfim, totalmente, você mesmo, o que você é.

Aí está o caminho que vamos percorrer, juntos, durante essas sete etapas, durante essas páginas que você vai virar, nas quais você vai impregnar sua substância, impregnar sua alma, a fim de tornar-se, realmente, essa Fonte.

Aí está, amigo leitor, para o que nós nos dirigimos.
Obviamente, em cada um dos capítulos, seremos obrigados a recorrer a modos de funcionamento que nós utilizamos no Intraterra desde tanto tempo, mas que nos permitiram ser os guardiões fiéis e as garantias da Unidade da Fonte Mãe na qual nós estamos e sobre a qual vocês vivem, mas, também, as garantias de nosso Sol.

(pág. 16)

Eu os lembro que seu Sol, aquele que vocês veem todos as manhãs ao levantar-se, é apenas o pálido reflexo do verdadeiro Sol, que está no Interior e que nos rega, a nós, no Intraterra, permanentemente de sua luz, que nos permite não sermos confrontados às alternâncias dia/noite que vocês conhecem e que foram tão indispensáveis ao seu afastamento de sua Fonte, para permitir-lhes retornar à sua Fonte, que é a nossa.

Aí está, caros irmãos (leitores, sou tentado a dizer, através dessa linguagem que emprego, através de meu walk-in) saibam que essa foi, para nós, uma longa preparação porque, para nós, a linguagem não é verbal.
Nós conhecemos apenas o pensamento.
Nós conhecemos apenas o pensamento direto.
Nós conhecemos apenas um modo de comunhão, que é o pensamento e o coração.
A linguagem foi uma criação colocada em seu caminho para permitir-lhe exteriorizar-se e afastar-se de sua Fonte, mas é através dessa linguagem que, hoje, você poderá, enfim, retornar à sua Fonte.

A experiência da humanidade terrestre foi única nesse sentido, porque ela privilegiou o aparecimento da linguagem como ferramenta vibratória Divina exteriorizada, enquanto a comunicação a mais fácil com a Fonte e entre consciências não é uma comunicação de linguagem, mas uma comunicação vibratória direta, de alma a alma, sem passar pelo formalismo das palavras, sem passar pelo formalismo de conceitos, mas diretamente, por uma impregnação e uma impressão de consciência a consciência, de cérebro a cérebro.

Esse modo linguagem verbal, escrito, que me permite exprimir meu walk-in consciente deve desembocar, para você, amigo leitor, na superação disso, porque além da linguagem, além das palavras formadas nessas páginas, há, efetivamente, um modo de funcionamento que corresponde, realmente, ao que acontece ao nível da Fonte, ou seja, uma irradiação, uma ressonância total de Fonte a Fonte, de Sol a Sol, de célula a célula e, sobretudo, de consciência a consciência.

Nisso, amigo leitor, eu lhe peço para postular, pela última vez, aceitar o tempo da leitura, o tempo da transformação, que você é Amor, que você é perfeito e que você é inteiro, desde a criação e seu afastamento da Fonte.

Eu sou Ramatan e, amigo leitor, eu lhe desejo uma entrada total nesse postulado e nessas sete etapas.
Eu lhe desejo abrir as sete portas.
Eu lhe desejo reencontrar, totalmente, o que você é, assim como nosso Pai e nossa Mãe têm apenas um desejo, que é o que você volte a tornar-se o que você é.

Meu desejo, como delfinoide, como Governador de regiões do Intraterra, é que você reencontre, também, o que você é.

Eu terminarei dizendo que toda consciência que se manifestaria a você e que quisesse arrastá-lo ao caminho dela, ao ensinamento dela, ou que lhe permitiria coisas que não estão em relação com a Fonte, que o afastaria da Fonte e que o afastaria de sua Fonte e que lhe retiraria, portanto, seu controle para substituir-se a você em suas decisões, são caminhos de amor, mas, também e sobretudo, caminhos que ainda não acabaram de estirar-se, de afastar-se da Fonte.
Enquanto você, humano, você, amigo leitor, hoje, devido ao seu caminho e à sua história, você tem a liberdade total de voltar a ser o que você é, ao Amor, à liberdade e à consciência total.

Aí está, amigo leitor, eu lhe desejo bom caminho e digo-lhe, obviamente, «até breve» para interagir, para ressoar, para vibrar, talvez, não da maneira pela qual faço através desse canal, mas, entretanto, por vias múltiplas de ressonância de consciência, de contato de alma a alma, na falta, de momento, de contato corpo a corpo.
Mas não há qualquer obstáculo que não seja varrido pela potência do Amor que você é.
Só seu mental gostaria de fazê-lo crer o inverso, para preservar a separatividade, para preservar o distanciamento e a separação do que você é.
Tal foi o papel do mental desde 50.000 anos.
É-lhe, hoje, pedido para passar ao que alguns chamaram, há 40 ou 50 anos, o supramental, passar à dimensão do coração, da empatia, da compreensão direta, sem passar pela análise mental, sem passar pelos conceitos mentais e, sobretudo, sem passar pelo julgamento.
Enquanto há julgamento há distância, porque o julgamento necessita que vocês se coloquem no exterior do que julgam.

Ora, hoje, é-lhes pedido para colocar-se no interior de tudo o que vocês veem, ouvem, vivem, sentem.
Fazendo parte de tudo isso, vocês não podem estar na distância nem no julgamento.
E, obviamente, o que conduz à ausência de julgamento é uma palavra bem mal compreendida, hoje, e que foi utilizada por seu maior Mestre, que é o «perdão».
Mas, antes de querer perdoar, é necessário, efetivamente, quando você perdoa a si mesmo, você perdoa ao universo inteiro.
Você perdoa o que não há necessidade de perdoar, uma vez que você já está perdoado.
Basta afirmar o perdão.
Basta, simplesmente, não julgar, estar na ausência de julgamento total, a fim de abordar as sete etapas, os sete pilares que nós vamos abordar, agora, na abertura total.

(pág. 17)

CAPÍTULO 1
A vida é Um

Juntos, unidos e Divinos

Caro amigo leitor, vamos, agora, tentar fazê-lo entrar na única verdade, a mais profunda de tudo o que constitui os fenômenos correspondentes ao vivente.
A vida é Um, não uma, mas Um, porque tudo procede da Unidade.
Tudo volta à Unidade.
E tudo é manifestação da Unidade.

Apenas o olhar da consciência é que se desloca e que pode, em alguns períodos de sua própria manifestação, vislumbrar a noção de algo de diversificado e de dividido que possa apagar, por um momento e por um tempo unicamente, a noção de Um.

É necessário, efetivamente, compreender que o universo e os universos, em todas as suas manifestações e em todas as suas dimensões, corresponderiam, em sua linguagem, a um ponto.
E esse ponto, traçado sobre o papel, seria um ponto de onde tudo provém e para onde tudo volta.
E que os pontos criados a partir desse ponto são apenas a multiplicação do primeiro ponto inicial.
Nesse sentido, vocês são Um.
Nós somos Um com vocês.
E vocês são Um com o grande Um.
E vocês são Um com a Unidade.
E vocês são Um com o Divino.

Vocês fazem parte da Unidade.
Vocês fazem parte do Um.
Vocês são os filhos da Lei de Um, assim como nós somos Um em Cristo.

De fato, o maior neófito que levou seu planeta a dizer, um dia: «O que vocês fazem ao menor de vocês, é a mim que vocês o fazem».
O que vocês fazem à menor manifestação da vida corresponde ao que vocês fazem a mim e, portanto, a vocês mesmos.

De fato, só a consciência, hoje, através de esquemas que vocês construíram desde mais de 50.000 anos os faz vislumbrar a diversidade e a multiplicidade da vida como algo de exterior a vocês.

Ora, tudo o que vocês podem observar, o que eu lhes peço para aceitar, tudo o que vocês podem observar no exterior de vocês é apenas o reflexo do que está em seu interior.
De fato, aqui se situa o milagre do Um, da Unidade e o milagre da Divindade.
Tudo o que é um processo exteriorizado, tanto da compreensão mental como ao nível da observação visual, sonora, auditiva, conforme seus cinco sentidos e conforme outros sentidos que existem em outras dimensões, tudo o que é captado pelo fenômeno da consciência é apenas uma exteriorização do que está no interior de vocês, do que vocês são e do que vocês são em relação ao Um.

Você é um filho do Um e, como filho do Um, você têm, em si, tanto o Um como todas as outras formas de vida, manifestadas ou não manifestadas, sensíveis ou suprassensíveis.

Convém impregnar-se dessa verdade final porque, em definitivo, quando seu grande neófito dizia: «Eu sou o alfa e o ômega», Ele participava da mesma iniciativa de criação.
Ele era, ao mesmo tempo, a Fonte de partida e a Fonte de chegada.
Ele estava presente, por Sua essência, em todas as outras essências.
Ele estava presente, por sua consciência, em todas as consciências manifestadas e não manifestadas.
Convém aceitar isso como um postulado de partida.

A vida é Um.
As manifestações da vida, tanto o desenvolvimento da multiplicidade, o desenvolvimento da aparente divisão, fizeram apenas enriquecer a experiência do Um, de maneira a multiplicar ao indefinido a imagem do Um.
Assim, você deve conceber, você mesmo, como uma Unidade, como um filho da Lei de Um.

Cada uma de suas células está religada às outras células de seu corpo.
Cada molécula está religada às outras moléculas de seu corpo.
Cada hormônio presente num lugar de seu corpo não pode ser dissociado de sua Unidade.
Do mesmo modo, os corpos constituintes dos universos, dos sóis, dos planetas, das supernovas, dos buracos negros, e assim por diante, não podem ser dissociados do ponto único que se chama Fonte.

Como Fonte e filho da Fonte, você participa da multiplicidade da Unidade, da manifestação da multiplicidade da Unidade.
Como tal, você é, realmente, Um, e você é, realmente, Divino.
Mesmo a Lei de Amor, a Lei de simpatia, mesmo o mínimo evento que sobrevenha ao mundo sensível ou suprassensível pode apenas revelar, ao final, o que é essa Lei de Um.
A Lei de Um exprime isso.

Como ela havia sido compreendida nos tempos extremamente antigos, por nosso povo, que aceitou, contrariamente a você, em tempos extremamente antigos, de nos juntarmos à Unidade da Unidade, a fim de tornar-nos Um, a título coletivo, a fim de entrar na sacralidade do planeta, ou seja, em seu interior.
Vocês que estão aqui, sobre esta Terra, aceitaram o jogo do afastamento da Fonte, a fim de viver a experiência da multiplicação da Unidade, da multiplicação de vidas e da multiplicação de consciências.
Assim foi seu livre arbítrio, sua liberdade fundamental atribuída pela Unidade.
Vocês trabalharam, vocês se afastaram da Fonte, ao mesmo tempo desenvolvendo conceitos, ideias, mundos, civilizações, filhos, uniões, relações, emoções.
Tudo o que pode estar em relação com o afastamento da Fonte.

(pág. 18)

Mas, fundamentalmente, vocês perderam de vista, perderam da consciência, que vocês faziam Um com a Fonte.
Hoje, nessa grande reversão que se anuncia para os próximos anos, é-lhes pedido retomar contato com a Fonte que vocês são, retomar contato com a realidade que vocês são.
Essa realidade é, obviamente, Amor.
Mas, antes de compreender o jogo do Amor e o jogo da atração e da compreensão e da expansão, convém admitir, fundamentalmente, que vocês são Um com o conjunto da manifestação da vida, tanto nesse mundo como em outros mundos, que tudo procede e que tudo volta à Unidade que vocês são, fundamentalmente.

Assim, essa perspectiva de ponto único obriga-os a conceber que o que é exterior é interior a vocês e que o que vocês fazem à mínima parcela de vida, vocês o fazem a vocês mesmos, realmente, totalmente e em toda Unidade.
Isso se deformou, progressivamente e à medida das civilizações que recobriram e povoaram a superfície desta Terra, através de modelos religiosos, através de modelos filosóficos.
Vocês vieram estabelecer uma Lei de ação/reação, de maneira a construir sistemas cada vez mais complexos, sistemas cada vez mais elaborados de vidas e de manifestações que, pouco a pouco, progressivamente e à medida das dezenas de milhares de anos que escoaram, fizeram de modo a que sua alma fosse recoberta de certo número de experiências exteriores a vocês mesmos.
Experiências interiores e exteriores que conduziram a fazer o que vocês são hoje.

Entretanto, como a cada 52.000 anos, chegou o tempo de fazer o retorno à Fonte, de fazer o retorno à Unidade.
Primeiramente, na compreensão do que vocês são, na compreensão de sua ligação, de sua Unidade com o Um.
Cada ser que vive sobre este planeta, amigo leitor, é Um, como você.
Você tem em face de si, além das imagens e das aparências construídas pelos milênios passados na superfície deste planeta, apenas uma manifestação da Unidade perdida.

Ora, chega um momento em que, à força de multiplicar a experiência ao infinito, ou mesmo ao indefinido, chega um momento em que algumas Unidades de vida perdem consciência, totalmente, de sua ligação à Fonte e chegam a conceber a ilusão da vida como a realidade final.
Ora, a realidade não pode fazer parte da ilusão.
Sua vida é ilusão, mesmo que seja única, porque uma é importante aos olhos da Fonte, porque cada Fonte, aos olhos da Fonte, é importante.
Cada unidade indivisível faz parte da Unidade, em sua divisão.

Vocês devem compreender e aceitar isso como um postulado essencial e fundamental.
Da mesma célula original nasceu o conjunto da humanidade.
Do DNA comum da raça humana procede um único DNA, que é aquele que, um dia, decidiu experimentar a dualidade.

Certo número de fatores involutivos – mas que faziam parte da experiência da vida – foi posto em seu caminho, para permitir-lhes ir ao mais profundo de uma divisão que vocês haviam vislumbrado no momento da aceitação total de seu sacrifício.

Hoje, o sacrifício da encarnação toma fim e deve permitir-lhes reencontrar, antes de tudo, sua Unidade com o Único.
Nisso, vocês devem aceitar que tudo o que vocês veem no exterior não pode ser dicotomizado numa noção de bem ou de mal, de bom ou de mau, mas como o reflexo da Unidade.

Tão penoso que isso possa ser, através de seus sofrimentos passados, através de suas experiências, por vezes, dolorosas, cabe-lhes compreender que tudo o que vocês veem no exterior é apenas a manifestação de seu interior.

O que acontece em tal ponto do globo corresponde à tempestade que está em vocês.
O evento feliz do nascimento de uma criança no outro extremo do planeta corresponde ao nascimento de sua célula num lugar preciso de seu corpo.
Tudo o que é exterior deve reverter-se ao interior.
Tudo o que se expandiu a um dado momento, devido ao seu sacrifício, a um ponto que poderia ser extremamente afastado – seja no tempo ou no espaço – deve, o mais breve possível, agora, nesse espaço-tempo no qual vocês vivem desde tanto tempo, reverter-se à Unidade.

Ora, hoje, o meio único e essencial que lhes é dado de retornar à Unidade é, já, retornar à sua própria Unidade, ou seja, ao seu próprio centro, fazer seu tudo o que lhes parece exterior, superar, transcender tudo o que lhes parece exterior a vocês, não dar corpo ao que lhes pareceria oposto à Luz, mas compreender, mais cedo ou mais tarde, que o que vocês veem como elemento negativo representa a exteriorização do que havia em vocês.

Vai tornar-se necessário para vocês, hoje, recentrar-se, a fim de recarregar as baterias, de voltar ao seu centro Fonte.
Ora, esse centro Fonte não se situa num hipotético outro lugar.
Ele não se situa nos nossos espaços do Intraterra.
Ele não se situa num qualquer pós-vida, porque não há vida e pós-vida ou pré-vida.
Há apenas uma vida, uma e única que se desloca de acordo com vocês, de modo descontínuo, obviamente, devido à alternância de vida e de morte que vocês criaram nessa terceira dimensão de ação/reação.
Mas a vida escoa-se de modo absolutamente uno, extensivo, compressivo, ao mesmo tempo.

Tudo o que se afasta de vocês volta para vocês.
Tudo o que é vocês torna-se vocês.
Vocês são, vocês mesmos, Único.
Vocês são, vocês mesmos, filhos do Único.
Como Filhos do Único, cabe-lhes reconectar-se, a título individual, a vocês mesmos, não a vocês mesmos nesse aspecto dividido e separado de observador, que observa essa natureza, que observa os eventos como algo que não lhe concerne ou que não participa de sua própria evolução de vida, mas, independentemente de todos esses eventos, recentrarem-se em seu próprio centro Fonte.

Ora, esse centro Fonte, como eu lhes dizia, não está em outro lugar que não ao centro de vocês.
O centro de vocês é esse ponto único, esse ponto fundamental, esse ponto de reunião, de realinhamento com o Um.

(pág. 19)

Vocês são Um.
Basta-lhes aceitá-lo, postulá-lo, mesmo se o mental, mesmo se as emoções que vocês têm vivido de vida em vida tendam a dizer-lhes e a imprimir-lhes essa noção de divisão, de separação, de ruptura.

Hoje, devido aos processos energéticos, devido ao reajustamento das redes magnéticas terrestres e das redes magnéticas, simplesmente, de seu Sistema Solar, de nosso Sistema Solar, esse reajustamento de ressonância com o Sol Central da galáxia permite-lhes cruzar uma oitava, um ajustamento com sua Unidade final.
Essa Unidade final jamais os deixou, ao longo de suas peregrinações sobre esse mundo de superfície e nesta dimensão.

O que alguns de vocês, seres humanos, viveram, quando de experiências de dissociação de seu corpo físico, de acesso a essa Luz, a essa Fonte benéfica, é possível, também, em seu corpo, devido a esse reajustamento das redes magnéticas, dessa ressonância com o Sol Central.
Vocês são capazes, já desde numerosos anos – que nada são, certamente, em relação à escala de 50.000 anos – de permitirem-se ressoar com a Unidade que vocês são.
Ora, nessa noção de concordância com a Unidade não pode haver julgamentos, não pode haver dissociações, não pode haver olhares exteriorizados.
Ele se torna um olhar interior.

Convém, para isso, fazer-se amor a si mesmo, amar-se como Unidade, para reencontrar a Unidade que vocês são.

Eu não lhe pedi, caro leitor, para amar-se através de defeitos ou qualidades, através de realizações, através do que você construiu ou o que foi superado em você, mas através, realmente, da Unidade que você é, ou seja, apreciar a essência do que você é.

A essência de que você é Um, assim como você é Amor e Unidade.

A partir do momento em que você aceitar – e o mental pode, perfeitamente, soltar em relação a isso, porque o supera, de longe – não pode ser posta, em relação a essa afirmação, noção de julgamento ou de dualidade, a partir do momento em que vocês afirmam sua Unidade.
A partir do momento em que vocês afirmam sua Divindade, o mental não pode vislumbrar ser múltiplo porque, naquele momento, ele estaria no erro, e ele sabe disso.

E a condição essencial para compreender que a vida é Um e que vocês são Um é aceitar esse postulado (que seu mental, que seu estado emocional e que sua estrutura inteira aceitará): é de considerar-se como Um.
Sendo Um, não há lugar para dois.
Enquanto quando vocês decidem que são Amor, antes de passar pela Unidade, bem, seu mental vai apropriar-se dessa noção de Amor.
Ele vai transformá-la na utilização afetiva, na utilização sentimental ou mesmo de atração física, para permitir-lhes, sem parar, distanciar-se de vocês, separar e colocar-lhes atos de um julgamento dual sem fim entre o que é bem e o que é mal.
Mas, a partir do momento em que vocês afirmam, amigo leitor, sua Unidade essencial, sua Unidade indivisível da alma que vocês são, do Espírito que vocês são, da Luz que vocês são, naquele momento, ele não pode fazê-los sair dessa Unidade.
O mental é, então, obrigado a soltar, porque ele não pode mais experimentar a exteriorização da Unidade.

Convém, hoje, caro amigo leitor, que você tome consciência, que você afirme que é Um, filho de Um e filho da Unidade, que você é Um, porque você é Unidade.

A partir daquele momento, toda capacidade, toda vontade de julgamento, toda vontade de experimentação supérflua desaparecerá de você.
E, desse sentimento de Unidade, não pode nascer a divisão.
Desse sentimento de Unidade e dessa compreensão intelectual da Unidade que você é, em momento algum você poderá estar no julgamento, porque o que afasta o homem da Unidade é o julgamento, é a exteriorização, é a observação do que acontece no exterior.
Para isso, não é questão de se trancar em seu interior, de isolar-se de sua família, de isolar-se de seu trabalho, de fazer como os primeiros ascetas e ir viver nas cavernas, mas, efetivamente, por o ato fundador da nova consciência, da emergência da nova dimensão.
E o ato fundador é afirmar, totalmente, a Unidade que você É.

Eu Sou Um é, simplesmente, Eu Sou, I am, Ehieh, em hebraico, porque o Eu Sou coloca as fundações da Unidade reencontrada.
E é isso que lhe é pedido hoje, caro amigo leitor: reencontrar sua Unidade, não através de uma busca, não através de uma técnica, não através de uma compreensão, mas, unicamente, através da afirmação consciente do Eu Sou.

Estando no Eu Sou, você sai da divisão.
Você sai da experimentação da divisão e entra, enfim, na Unidade.
Você se realinha com a Fonte, com sua alma e com seu Espírito, a fim de ser, você mesmo, Único.

Nisso, a experiência que lhes é proposta para os anos que vêm, caros amigos leitores, é essencial.

Eu me dirijo do Um ao múltiplo.
Eu me dirijo ao um de vocês como à totalidade de vocês que lerão este livro.
Vocês são Um, Você é Um.
Eu Sou.

Aceitem isso.
Seu mental não pode fazer oposição a essa afirmação e ele não pode fazer construir dualidade através dessa afirmação.
O ensinamento essencial da Unidade é esse.

Progressivamente e à medida que vocês construírem, na certeza, na base de sua Unidade, a afirmação do Eu Sou Um, Eu Sou, Eu Um, progressivamente, vocês impregnarão suas estruturas celulares, genéticas, energéticas, psicológicas e espirituais dessa verdade essencial e final, que lhes permitirá elaborar as estruturas e os fundamentos da Unidade.

Permitam-me, agora, caros amigos leitores, dar-lhes um resumo, certamente histórico, mas, entretanto, útil para incitá-los a declarar essa Unidade fundamental e essencial.

(pág. 20)

Para isso, vou narrar-lhes, vou contar-lhes a história de nossa civilização, não desde sua origem (o que seria extremamente complexo, extremamente longo), mas, simplesmente, através de decisões e de modos de funcionamento que decidimos, um dia, passando sob a superfície do globo, levar a efeito, a fim de reencontrar nossa Unidade.

Isso aconteceu há extremamente muito tempo: há 320.000 anos.
A primeira decisão foi como povo delfinoide.
Nós evoluíamos, à época, como vocês hoje: distanciados, separados, na observação dessa divisão ligada à multiplicação de suas Unidades.
E, a um dado momento, nós tentamos, para alguns indivíduos, simplesmente para alguns indivíduos (nós éramos muito poucos em relação à totalidade de nossa civilização), funcionar de maneira unitária.

Nós reunimos nossos campos energéticos, nós reunimos nossas consciências, nós reunimos nossa intenção de bem, num primeiro tempo, nossa intenção de Amor.
E, a um dado momento, nós sincronizamos e harmonizamos nossas consciências.
E, nesse momento – a marcar como um momento único em nossa história de civilização, mas que vai, em breve, chegar a vocês, humanos – nós compreendíamos, nesse momento de sintonização de nossas consciências, que podíamos fusionar nossa Unidade individual com uma Unidade maior.
E, no momento em que havíamos sincronizado, de maneira formal, a Unidade de nossas irradiações, nós fomos capazes de funcionar não mais em Unidades divididas e separadas, mas como uma super Unidade.
E nós nos apercebemos, nesse espaço de tempo mágico que vivemos há mais de 320.000 anos, que fomos capazes de recriar essa Unidade através de 24 pessoas, 24 entidades individuais, 24 delfinoides que, a um dado momento, reencontraram-se por fenômenos de sincronia, por fenômenos, certamente, desejados por outros planos.

A partir do momento em que aceitamos entregar nossa Unidade a uma Unidade superior – que nada mais era do que o conjunto de nossas manifestações potenciais individuais – nós compreendemos, naquele momento abençoado do universo, que podemos funcionar sem nada perder de nossa individualidade, mas funcionar em sincronia, em sintonia.
E, a partir daquele momento, não tivemos parada a convencer todo o nosso povo.
E isso se fez pelo que vocês chamariam, hoje, ressonâncias de campos, ressonâncias mórficas.

Nós fomos extremamente contagiosos, porque havíamos conseguido, a partir daquele momento, recriar uma Unidade de natureza superior, na qual a Unidade individual não era perdida, mas, bem ao contrário, enriquecida e multiplicada pela presença de 23 outras, porque não se trata de 24 de 24 à potência 23.
Portanto, nós fomos capazes, a cada vez, de recriar núcleos de estruturas geodésicas que constituem, hoje, a própria base de nossa civilização.
Nós criamos essa Supra-Unidade através da unificação de nossos mentais e não a unificação de nossos corpos.
Através da unificação de nossas consciências, a unificação de nossas almas para uma intenção comum de manifestar a Unidade num grau superior, manifestar a Unidade num grau de coerência, não de estruturas, mas de coerência de evolução, de coerência de retorno à Unidade.

Assim, nós compreendemos, naquele momento, que podíamos viver, na condição de manter essa intenção pura porque, a partir do momento em que havíamos estabelecido esses planos de comunicação de 24 delfinoides a reunirem-se numa supra-Unidade, nós fomos capazes de funcionar de maneira coletiva, em Unidade.

Não houve perda da individualidade, mas do individualismo.
Isso é, efetivamente, diferente, porque nós nos tornamos conscientes, em nossa célula geodésica de 24 almas, de 24 consciências de um campo unificado.
Esse campo unificado tomava consciência dos 23 outros participantes e de todas as relações que se estabeleciam de um ao outro.
Isso necessitou, num primeiro tempo, um período de aprendizado, um período de compreensão de funcionamento de leis energéticas de estruturas geodésicas.

Nós ali chegamos com extrema rapidez.
Naquele momento, tornou-se evidente que, tendo encontrado nosso interior, nós não podíamos permanecer no exterior da vida, ou seja, na superfície desse globo, mesmo se estivéssemos nos elementos água e ar.
Nós pudemos migrar, de maneira consciente e voluntária, para nosso interior, o que nos fez, naturalmente, passar peneiras de transição, para as portas do Intraterra.
Nós passamos à dimensão interior e sagrada de seu planeta.
E estamos ali há 320.000 anos.
Há 320.000 anos nós somos as garantias da evolução para a sacralidade do planeta.

Assim, revelamos, progressivamente e à medida dos ciclos evolutivos, a humanidade e, desde esse período de 320.000 anos, nós já vivemos seis deles.
Seis ciclos de mais de 50.000 anos, nos quais, a cada vez, nós asseguramos a transição, a transmigração e a transmutação de almas que estavam prontas para fazer o caminho de passagem de terceira para a quinta dimensão.

Nisso, nós somos seus guardiões.
Nós somos os guardiões da Terra e os guardiões da Unidade.
Nós funcionamos de maneira coletiva.
«Nós» funcionamos, mesmo se hoje eu me exprimo em meu nome, como indivíduo chamado Ramatan, mas, obviamente, o que eu digo, o que eu escrevo, hoje, é percebido de maneira consciente por 23 outras entidades que constituem minha estrutura geodésica.

Do mesmo modo, vocês compreenderão, progressivamente e á medida dos anos, caros leitores, que lhes cabe recriar essas estruturas de sintonia e de afinidade, não através de qualquer fusão de corpos – que é apenas acessória – mas através de uma Unidade de funcionamento, uma Unidade de consciência, uma Unidade de intenção que os aproximará uns dos outros e permitir-lhes-á reencontrar-se nessa Unidade fundamental de estrutura a 24.

Apenas a partir do momento em que vocês tiverem recriado essa estrutura autêntica de 24 lados, de 24 Unidades é que seu DNA poderá, enfim, transformar-se e aceder, totalmente, à sua dimensão espiritual que corresponde a seis desdobramentos sucessivos, de maneira a conduzir ao DNA que, na partida, continha doze fitas.

(pág. 21)

Vocês estão, hoje, na fase final da divisão, na qual o DNA não possui mais do que duas fitas.
E, depois, pode haver apenas porte ou nova reascensão para fenômenos de sínteses de DNA muito mais complexas.

Aí está, amigos leitores, o que lhes cabe, hoje, realizar.

Convém-lhes, primeiramente, afirmar essa Unidade.
Eu volto nisso porque o mental não poderá dividi-los em relação a essa afirmação, porque as emoções não poderão aparecer através dessa afirmação da Unidade.
E, progressivamente e à medida que vocês se estabelecerem nessa Unidade, tornar-se-á cada vez mais fácil reencontrar outras Unidades, por ressonância, por simpatia, por ressonância de campos mórficos, obviamente, como foi o caso para nós.
E, pouco a pouco, vocês construirão estruturas, estruturas de coerência de almas, estruturas de coerência de Espíritos que serão agrupados por 24;

Quando a primeira célula de 24 Unidades indivisíveis for realizada em seu planeta, em seu mundo de superfície, naquele momento, nós poderemos construir e aceder, cada vez mais rapidamente, a um fenômeno que inúmeros autores descreveram e que vocês chamaram «a ascensão».
A ascensão é apenas um fenômeno de elevação e de redução da gravidade que é sua desde tanto tempo.

Hoje, pelo movimento dos planetas e o reajustamento das redes magnéticas planetárias e solares, o ciclo de 52.000 anos toma fim.
E, como todo ciclo que toma fim, ele deve acompanhar-se de um movimento de reversão.

Sua reversão a você vai consistir – após ter aceito ser filho de Um e, portanto, ser essa Unidade Divina indivisível – em ser capaz, através da Unidade que você é, de conectar 23 outros seres e formar uma supra-Unidade.
Naquele momento, vocês acederão ao que se chama o Supramental.
Vocês acederão ao que se chama a telepatia.
Vocês acederão ao que se chama a ressonância de simpatia dos universos iluminados, que lhes permitirá regenerar sua própria luz e tornar-se, você mesmo, essa luz, na qual a compreensão de todas as outras leis fundamentais do universo aparecer-lhe-á como evidente porque, naquele momento, você não terá que fazer intervir seu mental, mas, simplesmente, ser essas leis do universo.

Mas a primeira etapa fundamental, antes de qualquer avanço possível, antes de qualquer trabalho possível, é compreender, aceitar, afirmar, impor essa Unidade.
Não se pode impor o Amor.
Não se pode impor suas visões.
Mas pode-se impor-se a si mesmo ser Unidade, afirmar a Unidade, porque, quando vocês estão nesse estado de alinhamento, vocês serão capazes de fazer ressoar o que se aproxima dessa frequência específica que é a frequência da Unidade.

Quando vocês estiverem em afinidade de ressonância com sua própria Unidade, vocês vão sintonizar aqueles que chegaram ao mesmo estado que vocês.
E, quando vocês recriarem, de maneira não voluntária, a primeira célula de 24 Unidades indivisíveis, vocês poderão – naquele momento, e unicamente naquele momento – começar a iluminar e a compreender as outras leis do universo que seguirão, caro amigo leitor, nos outros capítulos que vão chegar na sequência.

Certamente, como eu o dizia, não é questão de técnicas, de realinhamento, de recentramento para reencontrar a Unidade.
Convém ser o Eu Sou Um e, para isso, nada mais do que levá-lo à consciência.
O mental – lembrem-se de que ele foi o principal obstáculo, mas, também, ferramenta de evolução desde 50.000 anos – deve permitir-lhes, agora, superar, através dessa afirmação, os estados emocionais que construíram desde 50.000 anos.

Esse corpo emocional – que lhes permitiu, entretanto, descobrir a beleza exterior, mas, também, as ruínas exteriores – deve ser transcendido na afirmação do Eu Sou Um, do I am, do Ehieh.

Não há lugar para a emoção, porque essa afirmação estabelece-os no instante, na exatidão do instante e o instante os faz escapar da emoção, a emoção é apenas a projeção de uma lembrança do passado ou a antecipação da projeção no futuro de um medo inexistente, sem apoio.
A emoção tira-os do instante.

Ora, quando vocês afirmam o Eu Sou, vocês estão no instante, vocês estão na Unidade do instante e da Unidade do Instante.
Nesse momento, não pode haver nem intervenção do mental nem intervenção do emocional, nem julgamento nem distância, mas vocês passam, realmente, ao mundo da hiper-sincronia e ao mundo que se chama da Fluidez da Unidade.

Na Fluidez da Unidade não há lugar para outra coisa que não a Unidade que vocês são.
Não há lugar, progressivamente e à medida do estabelecimento nesse estado, para as projeções ou os medos.
Não há lugar para as faltas.
Não há lugar para a cólera.
Não há lugar para o prazer.
Não há lugar para a tristeza.
Não há lugar para o medo.
Há lugar, apenas, para o que vocês são.
Nisso, eu os engajo a afirmar e a reafirmar, a cada sopro que os anima, sua Unidade.
Vocês são Filhos de Um, Filhos da Lei de Um.
E vocês são Um, porque a vida é Um.
Eu falei.

(pág. 22)

Exercício prático: Eu sou Um


Como estabelecer essa certeza e essa verdade que é: Eu Sou Um?
 
Bem, como eu dizia precedentemente, isso é, primeiro, uma afirmação consciente (em voz alta ou sem linguagem), mas é uma afirmação em sua consciência.

Assim, a partir de seu acordar, convém afirmar essa realidade, essa verdade final: Eu Sou Um.
E, à noite, no momento em que você vai dormir, convém repetir: Eu Sou Um.

Paralelamente a essa afirmação consciente, convém, também, para afirmar essa Unidade, religar-se à sua Fonte.
E, para isso, eu lhe proponho algo de extremamente simples, que você pode pensar, imaginar ou visualizar ou, simplesmente, conceitualizar.
Basta-lhe, para isso, afirmando essa frase (Eu Sou Um), imaginar, visualizar ou conceitualizar um cristal extremamente luminoso, um cristal de rocha que está situado a um metro acima da cabeça e levar sua consciência acima, afirmando Eu Sou Um.
E repetir o mesmo processo a um metro abaixo de cada um de seus pés: imaginar que ali se encontra um cristal extremamente luminoso (pé direito e, depois, pé esquerdo) e afirmar Eu Sou Um, imaginando e visualizando esse cristal a um metro abaixo de seu pé direito e, em seguida, a um metro abaixo de seu pé esquerdo.
Assim, portanto, você está religado em três pontos, a três cristais Fonte, a um metro acima da cabeça e a um metro abaixo sob cada pé.

Após ter afirmado três vezes «Eu Sou Um», convém focalizar-se, aportar sua consciência, inteiramente, ao centro de seu ser, no meio do peito, no coração espiritual, e, aí, afirmar «Eu Sou Um».

Você ficará surpreso, amigo leitor, de constatar, muito rapidamente, que você sente os pontos de vibração, não em seu corpo, não em seu ovo etéreo, em sua aura etérea ou em seu ovo astral, mas, efetivamente, nesses pontos de vibrações situados a um metro acima e abaixo de você.
E que, a partir do momento em que esses pontos de vibrações se põem a ser percebidos, eles ativam o ponto ao centro de seu ser, no qual você levou sua consciência.

Num primeiro tempo, eu sugiro, amigo leitor, não embaraçar-se com essa técnica, mas, simplesmente, afirmar, logo que acorde «Eu Sou Um», do mesmo modo afirmar, à noite, no momento de seu adormecimento «Eu Sou Um».
E, ao final de um lapso de tempo, que será variável conforme seu sentir, seu próprio modo de funcionamento e suas próprias transformações que você não tardará a constatar, começar, primeiro, a focalização de consciência a um metro acima da cabeça, afirmando «Eu Sou Um».
E, num terceiro tempo, levar sua focalização ao mesmo tempo acima da cabeça e sobre esse ponto abaixo do pé direito.
E, num quarto tempo, aportar a focalização de consciência, ao mesmo tempo, acima da cabeça, abaixo do pé direito, abaixo do pé esquerdo.
E, enfim, num quinto e último tempo, afirmar essa mesma ligação ao centro Fonte, no coração de seu ser espiritual, no meio de seu peito.
Naquele momento, você se tornará apto a compreender e a viver as outras dimensões do coração.

(pág. 23)



CAPÍTULO 2
O Um nas múltiplas formas de vida
 

Que a luz seja e a luz foi.
A luz é.


Caro amigo leitor, após ter passado esse primeiro capítulo, que viu a reafirmação de sua Unidade primordial, é tempo, agora, de ir um pouco mais adiante no desenvolvimento da Luz que você é.

Entendamo-nos bem, caro amigo leitor.
Quando nós falamos de luz, nós não falamos, absolutamente, da luz visível, da luz que ilumina seus dias e que escurece suas noites.
Nós queremos falar de um processo dinâmico existente na interioridade da alma e da manifestação do Espírito que é a essência da irradiação do Divino, que é a essência e a particularidade essencial, primordial, da Unidade dos filhos da Lei de Um.

Essa luz é um processo de expansão em crescimento permanente, que irradia, obviamente, certo número de qualidades que veremos, progressivamente e à medida deste segundo capítulo.

A luz é o que permite a manifestação da vontade de Deus, da vontade da Unidade e da participação de filhos da Lei de Um a essa vontade.
A luz é, de algum modo, o cimento, o elemento de coerência e de coesão de todas as Unidades indivisíveis.
Apenas pode haver comunhão, apenas pode haver relação autêntica com uma luz autenticamente presente e autenticamente manifestada.

A luz participa, obviamente, da qualidade intrínseca do universo e das Unidades, ou seja, o Amor.
A luz de Amor não é uma vã palavra.
A luz do Amor não é uma utopia ou uma concepção do mental ou uma concepção emocional.
A luz é algo que se basta a si mesma.
A luz é algo que se auto-mantém, auto-gera-se e auto-reproduz-se.

É indispensável compreender que a luz é algo que se manifesta assim que a Unidade multiplica-se.
Ela é o elemento que liga; o elemento que vai reunir as Unidades da multiplicidade.

Essa luz, amigo leitor, é aquela que vai, no momento em que você a recebe, transformar, totalmente, seu ser, porque ela é capaz – pela sua simples manifestação e sua simples emergência ao nível da consciência – de despertar em você a Unidade que você é, de recordá-lo de sua Fonte primeira e de seu contrato inicial de Unidade criada da Unidade.
Nisso, é essencial que essa luz seja assimilada, digerida, vivida, compreendida e manifestada de maneira coerente e autêntica.

Assim, não pode ser aportada qualquer definição primordial, mas, simplesmente, julgar, através das manifestações de seu efeito, através da apreciação de efeitos dela, no desenrolar da vida e nos diferentes planos de manifestação da vida, certamente, extremamente importantes.

Assim, vamos, portanto, amigo leitor, se você efetivamente quiser, começar a analisar o efeito da luz.

Primeiramente, em seu mundo de três dimensões, privado do acesso à quinta dimensão.
E, em seguida, em nosso mundo, povo do Intraterra, nós veremos qual é o efeito dessa luz que se manifesta desde extremamente longo tempo, já em sua quinta dimensão, ao mesmo tempo estando, ainda, presente em nossos corpos de terceira dimensão.

A luz é algo que faz parte de sua herança e de seu patrimônio, tanto ao nível da alma, mas, também, ao nível de seu patrimônio genético.
Assim, a luz está confinada em cada uma de suas células.
Cada uma das parcelas de seu ser, cada um dos átomos que constituem sua essência e sua manifestação possui essa parcela de luz, essa centelha, caso contrário, a vida não seria possível e manifestada.

Convém, portanto, compreender e assimilar que essa luz manifesta-se desde o aspecto o mais tênue de seus constituintes até a totalidade da Unidade, no conjunto de suas estruturas e no conjunto de seus campos de consciência e de coerência e de percepção.

Como eu dizia, ao invés de definir o que não pode ser definido através de palavras ou de uma linguagem, convém apreciar o que corresponde a luz em seu mundo de terceira dimensão de superfície.
E a primeira coisa a compreender é que não se pode definir uma manifestação – qualquer que seja, tanto ao nível de uma emoção como de um fenômeno climático, como de uma parcela de seu ser – como uma oposição entre a luz e a sombra.
É mais correto falar de grau de manifestação de luz porque, mesmo no que poderia parecer, ao seu Espírito dividido, manifestação de sombra total (como privada, totalmente, de luz), convém compreender que, mesmo nessa manifestação, não poderia haver manifestação se a sombra fosse total.
O que volta a dizer que, na sombra a mais escura, existe uma parcela de luz.

Convém, portanto, redefinir, amigo leitor, todas as manifestações da vida, não dicotomizando o bem e o mal, a sombra e a luz, o Amor e o não Amor, mas, efetivamente, falar da intensidade de luz.
Essa intensidade de luz, progressivamente e à medida que a luz torna-se cada vez mais intensa, cada vez mais irradiante, cada vez mais potente mesmo, vai provocar manifestações de vida que vão, totalmente, ao sentido da coerência, da alegria e do prazer da vida.

(pág. 24)


Em contrapartida, se essa luz vem a diminuir e, portanto, diminuir seu potencial, sua irradiação, sua coesão, sua coerência, ela combinaria, necessariamente, manifestações que iriam ao oposto de manifestações da vida na alegria e no prazer.
As manifestações tornar-se-iam, portanto, não coerentes, não harmoniosas e não em acordo com a Fluidez da Unidade, com a Fluidez e a beleza da vida.

Assim, convém a você redefinir tudo o que lhe acontece enquanto alma encarnada, caro leitor, ou a você, em suas relações, ou a você, em seu lugar do universo; situar-se, não como um fenômeno de sombra e de luz, mas, unicamente, como potenciais de luz mais ou menos atualizados.
Há, tanto no nascimento de uma entidade humana como em sua morte, muita luz, mas, simplesmente, essa luz pode estar em fase de expansão ou de contração.

A luz, no momento do nascimento, corresponde a um fenômeno de contração, enquanto, no momento da morte, há um fenômeno de dissipação e um fenômeno de descompressão, que corresponde ao processo do que vocês chamam «a morte».
A quantidade de luz é, portanto, nesses casos, estritamente idêntica; não pode haver desperdício de luz.
Não pode haver criação de luz em relação à entidade que vocês são.

Eis, portanto, um primeiro ponto em relação à luz.

Em relação à vida e à morte, não há criação ou desaparecimento de luz, mas há compressão e descompressão de luz, manifestação ou não manifestação dessa luz, através de seu potencial observado no exterior, e não em relação à realidade intrínseca do fenômeno.

Agora, no que concerne à qualidade de uma relação, se tomamos a relação entre dois seres humanos, que passará, necessariamente, em sua civilização de superfície, pela linguagem, convém compreender que, quanto mais essa linguagem exprima uma qualidade e uma quantidade de luz, mais o outro estará na escuta e na aceitação do que é dito.
E, em contrapartida, se essa luz viesse, desta vez, a diminuir em intensidade ou em qualidade, é evidente que a linguagem seria recebida, por aquele que escuta, como uma agressão, como algo de agressivo, como algo que choca, eventualmente, desestabilizante.

A intensidade de luz, nesse caso de troca relacional, é um elemento essencial que vai determinar a natureza de suas relações com seus congêneres.
Aí está um segundo exemplo.

Agora, nós devemos definir, também, essa luz, não em relação ao que ela é, mas em relação aos seus efeitos, no que é (os eventos, os fenômenos que acontecem durante o desenrolar de sua vida), tanto no plano afetivo, como no plano profissional, como no plano de suas alegrias e de suas dores.

Nós podemos afirmar, sem temor que, quanto mais você irradiar a luz que você é, em relação direta com a Unidade que você é, mais se manifestará em sua vida, e isso, em todos os setores de sua vida, manifestações que serão da ordem da sincronia, num primeiro tempo, da ordem da coerência total de manifestação entre o que você pensa, o que você é e o que lhe acontece.

Num segundo tempo, manifestar-se-á o fenômeno de hiper-sincronia, o que quer dizer que o que você cria em pensamento manifestar-se-á com uma latência cada vez mais curta em sua vida e em seu ambiente.

Enfim, quando você tiver passado a etapa da hiper-sincronia, você entrará na Fluidez da Unidade.
E, aí, você compreenderá que a luz que você se tornou acompanha-se, sistematicamente, de sua manifestação em tudo o que acontece em sua vida.
E você não poderá mais conceber, naquele momento, um evento com o mental, que poderia parecer como desestabilizante ou como contrário ao seu prazer.
Você o levará ao seu exato lugar, pelo que ele é, ou seja, um evento que vem revelar-lhe a natureza de sua experiência e, mesmo se isso não seja visível, num primeiro tempo, isso vai concorrer para o aumento de sua luz e para o aumento de sua radiação de luz, progressivamente e à medida do tempo que se escoa em sua vida.

Isso, obviamente, você não pode compreender no momento, porque você está limitado pela barreira do tempo, mas, entretanto, com o recuo e com a experimentação do tempo que avança, progressivamente e à medida de seu tempo, você poderá contemplar os resultados desses eventos passados e ver seu efeito em sua realidade de luz de hoje.
É nisso, também, que lhe é pedido para não julgar os eventos que lhe acontecem, em função da qualidade de sombra e de luz, porque um evento que pode ser julgado como extremamente traumatizante, no momento em que você o vive em sua vida, é, necessariamente, portador de uma quantidade de luz que está bem além do que você pode esperar, no momento em que você o vive.

Não lhe convém, absolutamente, levar um julgamento sobre o evento que acontece em sua vida em relação à qualidade benéfica ou maléfica de luz, em relação a uma qualidade de luz, mas contentar-se de viver a Fluidez da Unidade através desse evento.
Não julgá-lo, não interpretá-lo, não correlacioná-lo, mas deixá-lo acontecer tal uma experiência e conceber que, no final das contas, bem mais tarde, quando você levar seu olhar ainda mais iluminado do que hoje, você compreenderá que esse fenômeno que podia parecer-lhe, a priori, desconcertante, ou mesmo insuportável, ou mesmo oposto à luz, fazia apenas participar da expansão de sua luz.
Isso demanda não um discernimento, mas o que se poderia chamar uma atitude benevolente em relação ao mecanismo de vida.

Aí está o único modo de fazer crescer a luz que você é, porque você é luz, não duvide disso, e isso, de toda a eternidade.
Mas convém manifestar, exteriorizar e amplificar essa qualidade de luz, progressivamente e à medida de seus minutos que passam, progressivamente e à medida de suas vidas que passam, a fim de amplificar essa qualidade de irradiação e, sobretudo, essa qualidade de recurso e de recontato com a Fonte final da Unidade.

(pág. 25)

No que lhe concerne, e em seu mundo manifestado, o afastamento da Fonte que você é, o afastamento da divisão permitiu criar um jogo no qual lhe parece que tudo evolui por processos alternantes de vigília, de sono, de dia, de sombra e mesmo a luz de seu Sol projeta o que se chamam as «sombras levadas» que, como nós o faremos viver um pouco mais tarde, não existem, absolutamente, em nosso mundo e em nosso modo de manifestar a luz no Intraterra.

Mas esse jogo, você o quis.
É necessário, efetivamente, que você compreenda que a sombra levada não é uma sombra real, mas é, simplesmente, mascarada em seu potencial de luz, a um dado momento, por algo que está diante da luz.
E, portanto, convém, aqui, afirmar que, obviamente, o que você se apercebe como uma sombra é apenas a ausência, temporária e fragilmente limitada, da luz.
Convém compreender que o que lhe aparece como sombra ou a noite é apenas um fenômeno temporal e não um fenômeno estável e definitivo, mas ligado à ilusão do tempo que passa.

A luz, como você compreende agora, nessa terceira dimensão, é, portanto, fundamentalmente ligada ao tempo e ao espaço, à disposição espacial e à disposição do tempo.
E você deve admitir que existem espaços ou tempos em que o tempo e o espaço não são compreendidos e vividos como nesta dimensão e que permitem, portanto, uma manifestação instantânea na luz, sem sombra levada, independentemente do tempo e independentemente do espaço.

Aí está o que se pode dizer sobre essa luz, mas é necessário que você compreenda, também, as ações e reações dessa luz.
Progressivamente e à medida que ela cresce em você, progressivamente e à medida que você afirmar sua Unidade com o Divino, progressivamente e à medida que você afirmar o Eu Sou Um, você poderá contemplar o desaparecimento de zonas a que você chamava «sombra».
Você poderá constatar que essa luz adquire uma potência de realização bem mais importante ao nível de pensamentos e de ideias que você cria.
É nisso que certo número de constituições energéticas que sobrevêm nos tempos presentes são suscetíveis não unicamente de modificar sua compreensão, mas, também, de modificar o impacto de seus pensamentos sobre sua realidade, o impacto de suas ideias.

Muito frequentemente, foi dito, no passado: «torna-se o que se crê e cria-se o que se é».
Obviamente, isso é verdadeiro, mas num lapso de tempo que era, anteriormente, bem mais longo do que o que era observado, porque hoje, enfim, para parafrasear, de algum modo, uma das frases mais importantes que disse seu maior neófito nesta superfície: «felizes serão aqueles que creem sem ver, porque eles serão salvos. Felizes serão aqueles que forem como crianças, porque eles passarão as portas as mais estreitas que conduzem ao céu. Feliz aquele que tiver a fé para deslocar montanhas, porque ele deslocará, realmente, as montanhas».
Aí, essa fé torna-se tão total – não fé em si, mas fé na luz, na Unidade, não fé no ego – que, quando há tal concordância, tal potência de luz, a luz atualiza-se, totalmente, mesmo através da densidade da matéria.

Assim reside o poder da iniciação essencial que se chama a transfiguração, que consiste em receber a Unidade da Divindade em si, a polaridade feminina de Deus e que se traduz, realmente, por uma iluminação total de corpos como foi vivida por algumas pessoas que vivem sobre este planeta e como lhes será proposto, num tempo relativamente próximo, para aqueles que terão a chance de conseguir superar as limitações e as sombras do ego, a fim de aceder à pura luz do que eles são.

Naquele momento, os corpos serão transfigurados.
Eles ascensionarão e serão revestidos de pura luz, dessa veste sem costura que foi referida em seu apocalipse de São João, desse corpo de glória, esse corpo imortal que será, naquele momento, revelado à sua plena potência.
E, quando esse corpo é revelado à sua plena potência, é evidente que ele não pode ser tocado por qualquer sombra projetada.

Assim era nas palavras de seu evangelho, quando Jesus dizia: «quem me tocou?», e quando a mulher que o tocou viu seus sangramentos pararem, instantaneamente, simplesmente após ter tocado o manto de seu Mestre.

Assim, é-lhe pedido, hoje, para tornar-se seu próprio Mestre e essas qualidades, que lhe pareciam tão espetaculares através dos escritos, devem tornar-se seu quotidiano, seu lote quotidiano, nos anos que vêm.

Assim, seu Mestre pôde dizer: «O que eu faço, vocês o farão bem maiores ainda».
Não, unicamente, Ele antecipava o que estava chegando, mas Ele tinha, autenticamente, razão, porque Ele era a luz encarnada.
O verbo faz carne, a luz encarnada, totalmente, e cada uma de Suas células era resplandecente dessa luz autêntica.

É-lhe pedido, hoje, para chegar e andar para esse caminho, para essa estrada, a fim de tornar-se um corpo que não terá mais sombra levada, um corpo que será capaz de irradiar essa luz cujo poder transformador – em sua vida e nos eventos que serão colocados em face de seu caminho e em seu caminho – tem o mesmo efeito sobre os seres reencontrados.

A potência de radiação da luz é tal que ela é extremamente contagiosa.
Progressivamente e à medida que vocês sobem na gradação de intensidade de luz, vocês fazem participar a Terra toda, inteira, desse impulso de luz, e cada amplificação dessa intensidade acompanha-se, para a Terra, de uma amplificação de intensidade de sacralização.
Assim vai a vida.
Assim, vocês vão compreender, pouco a pouco, progressivamente e à medida que vocês desenvolverem essa luz da Unidade, que vocês são não unicamente religados a todas as parcelas de vida, mas que vocês inter-reagem com todas as parcelas de vida, para o maior bem de todos.
De fato, aí está o paradoxo da luz: é que ela não se cria, ela se revela e, progressivamente e à medida que ela se revela, ela se amplifica, ela mesma, e ela vai desvendar e revelar a luz dos outros fenômenos e das outras entidades que cruzarão seu caminho.

(pág. 26)
  
Assim, o Mestre pôde, também, dizer: «reconhece-se a árvore por seus frutos».
Obviamente, quanto mais a árvore é nutrida pela Unidade, pela luz, mais os frutos serão belos, mais os frutos serão importantes e mais os frutos terão o gosto maravilhoso da Divindade.

Aí está, caro amigo leitor, o que lhe importa, hoje, conceber: não a luz através de sua definição e compreensão, mas através de sua manifestação e de sua revelação que, eu espero, será, para você, a cada dia, cada vez mais importante.

(pág. 27)

A manifestação da Luz nos mundos do Intraterra

Vista pelo «walk-in de superfície»

Primeiro elemento que vejo e que parece extremamente surpreendente é que a luz não parece provir de uma Fonte, mas que a luz é irradiada de toda a parte.

Quando nós, na superfície, olhamos o céu, vemos o céu azul e vemos de onde vem a luz: ela vem do Sol.
Aí, quando eu olho o teto do Intraterra, primeiro ali se perde.
Tem-se a impressão de que não há limites, mas cada ponto desse teto é fonte de luz.

Assim, quando eu olho meu corpo, não há, efetivamente, qualquer sombra levada em lugar algum.
Isso é válido para meu corpo, como para as massas de habitações ou salas de reuniões ou, também, para os vegetais, que servem de nutrição aos nossos amigos delfinoides.

A fotossíntese faz-se de maneira absolutamente curiosa, uma vez que as plantas são, todas, uniformemente, de um verde escuro, que se molham, não na terra, mas numa espécie de geleia nutritiva, perfeitamente incolor, translúcida e como fosforescente.

As divisões das pseudo construções parecem, elas mesmas, luminescentes, irradiadas e construídas com essa luz, mesmo se, efetivamente, possa-se tocá-las como algo de duro, com, entretanto, um contato físico extremamente liso e suave, um pouco como a pele de um mamífero marinho, sem, contudo, haver o lado vivo que temos para os mamíferos marinhos, é claro.

O mesmo fenômeno produz-se entrando no interior, tanto das salas geodésicas, das salas do Conselho, como nas habitações sob forma de ninhos de abelhas, sob forma de colmeias, com estruturas octogonais ou hexagonais em alguns casos.

Não há ponto de fonte luminoso, ou seja, não há janela ou abertura para essa luz do teto.
Entretanto, o interior possui o mesmo tipo de irradiação de luz.
A mesma qualidade de luz está presente, tanto no interior como no exterior.
A característica essencial dessa luz é que ela é vivida num modo de suavidade, como algo que acaricia que, em caso algum, pode queimar ou esquentar nem desencadear frio.
Ela parece adaptar-se, perfeitamente, de maneira inteligente, à estrutura sobre a qual ela se impacta como onda luminosa, tanto sobre as divisórias das salas geodésicas como sobre minha própria pele.

Ela constitui como um revestimento, de algum modo, de algo de muito tênue, mas, entretanto, real, palpável, sob a forma de uma onda que penetra, levemente, mas, também, como um revestimento que permaneceria na superfície dos elementos que ela encontra, vestindo-os, de algum modo, dessa radiância.
Portanto, absolutamente nenhuma sombra levada.

A luz vem de toda a parte, tanto do céu, obviamente, como dos materiais constituintes, como dos vegetais, como da superfície dos seres vivos.
Única coisa um pouco específica é que o que se poderia chamar um solo não é, de fato, um solo constituído de terra, mas tem um aspecto como vitrificado, sem ter o lado frio do gelo, sem ter o lado sombrio das pedras escuras, tal como algumas pedras negras como a obsidiana ou gaio [geai].

Mas, entretanto, essa estrutura sobre a qual pusemos as palmas (ndr: o walk-in bidirecional está no corpo de Ramatan) parece um pouco esponjosa, não tão dura, mesmo se o contato apareça como duro.
Há certa flexibilidade, certa impregnação de passos que se faz para restituir após uma forma normal.
É como se estivéssemos sobre uma matriz viva.

Não se deve esquecer que estamos, aí, em cidades gigantescas, que estão situadas a dez, vinte, trinta quilômetros sob a terra e que, portanto, é extremamente surpreendente ver que não somos comprimidos nos deslocamentos.
Nós não estamos, tampouco, em algo de muito leve; há certa substância em tudo o que se toca, em tudo o que se vê.

A luz é onipresente.
E a característica, aliás, é que, quando um dos «golfinhos» põe-se a pensar, quando ele envia um pensamento para alguém ou alguma coisa, é como se se pudesse sentir a onda que se propaga, como se houvesse uma modificação dessa substância que não é o ar, que é, de fato, a luz aglomerada, que corresponde, em nossa dimensão, ao éter.

No entanto, eu não vejo glóbulos de prana, no sentido em que se entende, nós, sobre nossa Terra de superfície.
Mas há, entretanto, partículas que não são redondas, que têm uma forma geométrica um pouco hexagonal, seis lados, que se deslocam, que se alinham em função dos movimentos, em função dos vegetais, em função das estruturas e que viajam de maneira extremamente harmoniosa, extremamente fluida, que nós podemos seguir, mesmo se, aparentemente, o deslocamento faça-se de próximo a próximo, de maneira instantânea.
É muito difícil descrever e não dá uma impressão de velocidade, mas como se um sinal elétrico percorresse de próximo em próximo, de lâmpada a lâmpada, uma atrás da outra, mas tudo isso ao mesmo tempo.
Mostram-me, agora, que essa luz vem, efetivamente, do que eu chamo o teto, mas não é um teto.
Eles estão, realmente, em contato com a interioridade de fenômenos da vida, enquanto nós estamos em contato com a exterioridade de fenômenos da vida.
É como se houvesse um dedo de luva invaginado.

(pág. 28)

Nós estamos em contato com o exterior; eles estão em contato, realmente, com o interior.

Há, portanto, como uma reversão entre o que acontece no mundo de superfície e no mundo do Intraterra, em todo caso, para esse mundo do Intraterra.

Assim, confirmam-me que a Fonte luminosa que, para mim, é todo o teto, corresponde à irradiação do Sol Central, o que quer dizer que estamos, aí, diante de um sol que aquece, um sol que queima, um sol que está extremamente distante em termos espaço-temporais, mas que, entretanto, tem uma irradiação instantânea, porque, aqui, nós passamos há 320.000 anos num fenômeno interiorizado.

As estruturas hexagonais do prana do éter são ligadas à arquitetura do funcionamento desses seres.
Devido ao seu funcionamento geodésico em estrutura unificada de 24 entidades, eles foram capazes de passar da forma redonda à forma hexagonal, que representa um nível de organização da luz muito mais elevado no plano vibratório do que nossa organização redonda de glóbulos de prana.
Isso permite a eles estarem em contato com mundos multidimensionais bem além daqueles nos quais eles vivem e manter, ao mesmo tempo, um contato com a materialidade densa da terceira dimensão.
O que explica, também, seja no Intraterra e em algumas cidades do Intraterra, que se encontrem essas famosas portas dimensionais de acesso aos outros sóis e aos outros planetas sagrados.
Não por um fenômeno exteriorizado espaço-temporal, mas, ao contrário, por um fenômeno de hipercontração do tempo e do espaço, que conduz ao que se chama o tempo zero, que permite uma viagem espaço-temporal, mas de maneira instantânea, graças à luz.

E, aí, a influência espiritual foi tal, através da fusão de Unidades ocorrida há 320.000 anos, que se tornou possível manifestar a substituição da luz, no sentido visual, pela luz espiritual.
O que eu tive a chance de ver aí corresponde, realmente, ao que nós chamamos, nós, na superfície, a luz interior, a luz da EQM (NDR: Near Death Experience ou Experiência de Morte Iminente ou Experiência de Quase Morte), a luz de Deus, a luz do Divino, mas, aí, sob forma organizada, sob forma irradiante e permanente, que permite toda manifestação de vida na quinta dimensão, ao mesmo tempo mantendo um «gancho» de terceira dimensão.

Esse fenômeno de interiorização da luz conduz, portanto, à sua revelação, o que quer dizer que o que eu tenho sob os olhos corresponde aos átomos constituintes do que Ramatan chama a luz espiritual para nós.
É, aparentemente, o que nós somos chamados a controlar, a desenvolver.
É também essa luz, na organização do éter, que está bem além do prana no sentido em que nós o entendemos, a Fonte do que é chamada a «energia livre», o que quer dizer que essa luz essencial de quinta dimensão é capaz de transpor-se, instantaneamente, como elemento constitutivo da terceira dimensão e materializar tudo o que os seres têm necessidade.

Portanto, eles não trabalham através de fábricas, coisas que eu jamais vi.
Eles não trabalham através de um trabalho material, mas eles produzem a matéria graças ao trabalho espiritual de unificação da luz.
E tudo é absolutamente construído assim.

Eles têm, apesar do aporte dessa luz e da nutrição que representa essa luz, necessidade de condensar certa forma de matéria, através desses vegetais.
Vegetais que se assemelham a plantas gordurosas, extremamente espessas, com abundantes folhas que representam seu substrato nutricional; dizem-me, e que é absorvido em muito pequena quantidade, mas que permite, entretanto, regenerar as estruturas biológicas que os constituem.

Portanto, o ponto essencial é que, quando passarmos, suficientemente, ao nosso próprio interior, seremos capazes de manifestar ao exterior de nós essa luz espiritual, através de produções materiais.

É-nos pedido, hoje, fazer passar essa luz visível, que nós vemos em nosso mundo, para o interior.
Daí os rituais de andar sobre o fogo, daí os rituais de meditação em face do sol ou em face da lua, que nos permitem ingerir essa luz de maneira a poder criar a luz espiritual em nosso mundo.

Assim, Ramatan mostra-me que o que nós representamos na iconografia, pela auréola dos Santos, pela iluminação, pelas chamas que saem da cabeça corresponde à criação da luz espiritual, a partir de certa fase de interiorização da luz física.

Há, portanto, uma espécie de alternância entre a luz física e a luz espiritual.
Essa alternância necessita, para passar de uma à outra, um fenômeno de reversão e de interiorização que permite passar de uma célula de luz (ou glóbulo de luz redondo) para um glóbulo de luz espiritual (que é hexagonal) e, portanto, a particularidade essencial é poder criar, unicamente pela intenção, qualquer forma material.

(pág. 29)


Exercício prático: A Luz

Assim, caro amigo leitor, através do que pude dizer-lhe sobre a luz e o que pôde observar meu walk-in consciente, podemos afirmar, obviamente, que a única coisa que você tem a fazer com a luz é comê-la, interiorizá-la.

Eu não falo, unicamente, da luz solar.
Eu falo de todas as luzes que o circundam, de conceber que você se banha na luz e absorver, integrar, ingerir, comer, absorver totalmente, pelos poros de sua pele, essa luz, a fim de transformá-la em luz espiritual, a fim de poder, um dia, transformar a luz espiritual em matéria.

(pág. 30)


CAPÍTULO 3
A grande evolução dos homens



Filho de luz, filho do Um, filho único.
Luz da criação.

Bem, caro amigo, após ter tomado conhecimento da lei fundamental dos universos: Eu Sou Um, após tomar conhecimento e ter vibrado com a luz espiritual e material, convém, agora, definir o que é a evolução do homem, a evolução da humanidade, a evolução da vida.

Qual é o objetivo, a evolução, a transformação final da vida?
A que rima essa Unidade que se divide em multiplicidade de Unidades?
A que rima essa passagem da luz material à luz espiritual, da luz espiritual à luz material, da luz na forma à luz amorfa, da luz redonda à luz hexagonal?
Convém, efetivamente, definir o que é a evolução, o que é a evolução da luz, o que é a evolução da vida, o que é a evolução da Unicidade e no que o Único tem necessidade de multiplicar-se ao indefinido, de maneira a reencontrar a imagem dele mesmo multiplicada ao infinito sem fundo.

De fato, a Unidade é o meio dado para perceber, viver, através da multiplicidade da Unidade, através da multiplicação da luz, de um processo inteligente, um processo que tem um sentido perfeitamente definido, perfeitamente ordenado, perfeitamente correto, perfeitamente em acordo com todo fenômeno de manifestação e de não manifestação da vida e da consciência.

Assim, obviamente, no que concerne ao seu caminho próprio, caro amigo, convém esclarecer certo número de pontos, assim como convirá a mim esclarecer certo número de pontos sobre o papel desse contato entre nossa humanidade Intraterrestre e sua humanidade de superfície.

Qual é o sentido dessa conexão?
Qual é o sentido dessa comunicação?
Qual é o sentido dessa revelação?
E, sobretudo, qual é a finalidade disso?

Inúmeros escritos, um pouco por toda a parte no mundo de superfície, evocam fenômenos planetários de amplitude coletiva e espiritual ao mesmo tempo, fenômenos chamados: fenômenos de ascensão, nascimento do novo sol, fim de uma humanidade, fim de um ciclo, nascimento de um novo ciclo, passagem à era de Aquário, passagem ao Amor incondicional.

Certamente, nós estamos, tanto vocês como nós, no vislumbre de uma nova transformação.
Essa transformação, para nós, já foi vivida certo número de vezes.
Essa transformação de reversão nós já vivemos desde 320.000 anos mais de seis vezes.
Mas, vocês, é a primeira vez como seres de superfície que deverão enfrentar essa grande reversão.

Essa grande reversão sobrevirá tanto em cada uma de suas células como em cada um de seus conceitos, como em cada um de seus corpos, como, obviamente, no conjunto do corpo planetário.

Convém, para isso, apreender, através de uma visão muito mais ampla, o que representa esse fenômeno de reversão, o que representa esse fenômeno de transmutação, ou mesmo de transmigração.

Eu já lhes deixei entender, caros leitores, no capítulo precedente, que a evolução da luz fazia-se de reversão em reversão, de próximo em próximo, para ganhar cada vez mais espaço e tempo, afastados do tempo e do espaço primordial, de maneira a enriquecer a experiência da Unidade.
É o mesmo de seu caminho, hoje.

Quando dessa passagem ascensional, quando dessa passagem da sombra à luz, vai caber a vocês reverter-se, ou seja, conceber que tudo o que podia ser, até o presente, um fenômeno exterior a vocês, é, na realidade, um fenômeno interior; que tudo o que lhes aparecia como distanciado e separado é, ao contrário, o elemento o mais próximo de vocês.

O que toca sua consciência, através de seu aspecto irracional para vocês é, certamente, a coisa a mais próxima de vocês ao nível de seu interior.
A consciência volta-se para o que ela não conhece, de maneira a fazer disso a experiência.
A consciência volta-se para o que ela julgou ou o que ela julgará, de maneira a que ela compreenda que, o que ela julga, sendo exterior a ela ou inadmissível, de fato, habita o mais profundo dela mesma.
Assim vai o jogo da vida e do aprendizado e da reversão da luz e da imagem no espelho e da imagem perfeita do que foi, do que será e do que deve ser.

Assim, caro ser humano, você está, hoje, à porta da nova transmutação, como você jamais a conheceu.
E é bom iluminar o seu caminho, iluminar sua lucidez em relação ao que vem para você.
É importante que você tome conhecimento disso, ainda que possa parecer-lhe, de momento, tão afastado da realidade do que você vive a cada dia, a cada minuto de suas preocupações materiais, ou mesmo espirituais, de seu mundo de superfície.

«Ninguém pode penetrar o reino dos Céus se não volta a tornar-se uma criança», dizia seu Mestre.

(pág. 31)

De fato, voltar a tornar-se uma criança necessita de abandonar todas as pretensões, abandonar todos os conhecimentos, a fim de voltar a tornar-se puro, a fim de voltar a tornar-se como lavado de todas as anomalias, de todas as projeções, de sombras, de maneira a apresentar-se limpo diante dessa passagem quântica, dessa transformação, dessa ascensão, dessa passagem para essa grande arca de luz que vem para vocês.

Essa transformação pode ser olhada com diferentes olhares.
O olhar pode ser aquele que tem medo.
Naquele momento, vocês verão apenas catástrofes, vocês verão apenas crises e rupturas.

O olhar pode ser aquele que é impregnado da magnificência que chega e que vê além da aparência, além da ruptura, além do que aparece como uma deslocação e que compreende que nada pode construir sobre algo de antigo e que convém, para renascer, ter passado pelas cinzas e que «pó você era e que pó você voltará, a fim de que você possa renascer tal uma fênix resplandecente», enriquecida e iluminada da luz eterna que surge.

Aí está o paradoxo: a qualidade do olhar vai situar a qualidade da vivência.
Se você vive coisas como fenômenos exteriores a você, se você vive as coisas que chegam para você como algo que não lhe concerne, como algo de profundamente injusto ou como algo que você não pode assimilar, que você não pode integrar, naquele momento, a luz desviar-se-á de você.

É necessário que você esteja pronto a aceitar, caro amigo, todos os eventos que vão sobrevir, não como uma injustiça, não como uma punição, não como um elemento desestabilizador, mas, efetivamente, como uma abertura extraordinária que sua humanidade deve perceber.

Não há lugar para demorar-se no que vocês chamariam de mortos.
Não há lugar para demorar-se sobre o que vocês chamariam de destruições porque nós, que vemos mais longe, sabemos que essas destruições precedem, obviamente, uma nova construção, uma nova humanidade regenerada na luz, regenerada na reconexão à sua Fonte original, de onde vocês todos vêm e de onde nós todos vimos.

Convém, de fato, estar em acordo total com essa certeza que nós definimos como o «Eu Sou Um», com essa certeza de transformação e de ingestão da luz, não a luz material – do pó nos olhos – mas a verdadeira luz espiritual, aquela que transcende, aquela que ilumina e que transfigura cada uma das células do corpo.
Seu próprio corpo deve, aliás, passar por essa transfiguração.
A vibração de suas células vai intensificar-se.
O DNA vai desmascarar alguns locais que estavam, até o presente, inativos, alguns órgãos de seu corpo que estavam, até o presente, limitados a um papel material vão ver-se atribuir um papel espiritual essencial.
E, obviamente, há modificações neurológicas, bioquímicas que sobrevêm em seu cérebro e que são capazes de dar conta de modificações que estão ocorrendo.

Se falamos de seu corpo, caro amigo, convém conceber que zonas extremamente precisas do corpo vão pôr-se em vibração nova, em vibração de luz.
Trata-se, em primeiro lugar, de seu pâncreas, que é o órgão de conexão, por excelência, às dimensões superiores.
O pâncreas é, de fato, religado ao éter, à dimensão da luz espiritual, à nutrição espiritual.
Assim, o pâncreas (que, até o presente, deixava passar apenas uma muito pequena onda de vida, de maneira a permitir à vida manter-se, apesar de seu estado de divisão), esse canal no interior do pâncreas vai, agora, ampliar-se, aumentar, para permitir às ondas de luz penetrar em você.

E vai induzir-se, na sequência disso, certo número de fenômenos que veremos um pouco mais longe.
Em seguida, a retransmissão será tomada pelo coração.
A zona correspondente ao coração cardíaco (e, portanto, ao chacra do coração) vai modificar-se, profundamente.
O timo, que era uma zona embriológica atrofiada desde sua idade adulta, vai tornar-se, ele também, como uma criança e vai voltar a funcionar.
Ele vai inflar, provocando, assim, o aparecimento de novas massas celulares que concorrem a dar-lhe uma nova imunidade, a dar-lhe uma nova identidade que está bem além de dimensões atingidas na terceira dimensão, o que quer dizer que, num futuro relativamente próximo, você será capaz, sem a ajuda de qualquer medicina, qualquer que seja, ou de qualquer ajuda exterior, vir ao extremo de toda potencialidade de doença.
Elas serão detectadas mais rapidamente pelo campo do timo, por um dos corações espirituais que, devido à sua irradiação e sua frequência, será capaz de eliminar a doença antes que ela apareça.
Não, isso não é uma utopia.
Isso não é para daqui a mil anos, mas é, efetivamente, para amanhã, caro amigo, na condição de que você queira, efetivamente, levar sua consciência nisso.

Ao nível de seu pâncreas, talvez você já viu, nesse momento, transformações energéticas, como variações energéticas súbitas no dia, mal explicadas, como saltos de energia extremamente brutais e violentos, por vezes mesmo perturbações digestivas não habituais.
Isso corresponde à ativação dessa zona central do pâncreas, que está em relação, realmente, à sua nutrição espiritual pela luz.

Aí estão os dois pontos essenciais que vão modificar-se.
 
Em seguida, vai aparecer certo número de modificações, num terceiro tempo, ao nível de seu cérebro e, em particular, ao nível do que você chama seu corpo caloso, ou seja, essa ponte de substância que, de momento, não unificava – contrariamente ao que seus cientistas dizem – seu cérebro esquerdo e seu cérebro direito, mas, ao contrário, impedia a comunicação entre seus dois hemisférios.
No mínimo, limitou-o de maneira a que não possa ali haver passagem livre entre o hemisfério esquerdo e o hemisfério direito, de maneira a que não possa ali haver comunicação consciente - exceto em alguns casos – entre seu mundo real, tal como vocês o vivem como verdadeiro, e o mundo imaginal, o mundo dos arquétipos.
Essa comunicação foi travada há 50.000 anos.
Essa divisão entre seus dois cérebros tornou-se necessária por seu desejo de descida na encarnação no mais profundo da divisão.

(pág. 32)

Mas, agora que as portas entreabrem-se, agora que o éter começa a penetrar a vibração de nosso Sistema Solar todo, convém que seu cérebro regue-se dessa luz.
E, para isso, seu corpo caloso está inflando, aumentando, restabelecendo pontes de comunicação extremamente importantes entre seus dois hemisférios, de maneira a que estes possam funcionar em concerto e de maneira única, para permitir a revelação dos planos.

Assim, hoje, se eu posso exprimir-me através desse walk-in consciente, de maneira bidirecional, é, efetivamente, pela ativação desse corpo caloso, por modificações extremamente importantes ao nível eletrofisiológico, mas, também, bioquímico do funcionamento do cérebro do walk-in no qual eu estou.

Nós, como delfinoides, nosso cérebro não tem, absolutamente, a estrutura dos golfinhos que permaneceram na terceira dimensão.
Nós não temos dois hemisférios de cérebro ao nível do que vocês chamam o néocortex.
Nós temos um néocortex unificado, que funciona em total sincronia: lado esquerdo, lado direito, frente e atrás.
Enquanto vocês, seres humanos, estão dicotomizados em esquerda/direita, atrás/frente.

Hoje, o trabalho de reunificação dos dois hemisférios, atrás/frente, está se fazendo, assim como a reunificação esquerda/direita.
O mais importante sendo a reunificação entre seu córtex pré-frontal, o córtex occipital e o cerebelo, que permite revelar suas memórias arcaicas, que permite atualizar o potencial de luz que está em vocês, devido à sua consciência individual, devido à ativação de seus córtex pré-frontais religados, diretamente, ao seu inconsciente, ao nível do cerebelo.

Vocês se tornam capazes de criar sua realidade.
Vocês se tornam capazes de criar, realmente, o mundo no qual vocês querem viver.

Aí está o que vocês vão assistir, toda a humanidade.
Então, conforme o olhar que vocês portarem nisso, vocês poderão precipitar-se a um médico, crendo ter um tumor e vocês terão esse tumor ou, então, vocês poderão deixar-se guiar pela luz que se infusiona por esses três centros espirituais que são o pâncreas, o coração e o cérebro, de maneira a deixar nascer o novo homem em seu novo corpo.

Certamente, a transformação não se fará no espaço de um minuto, mas ela tomará várias vidas antes de estar completa.
De fato, seu DNA é constituído de duas fitas, de momento, e não pode passar, de imediato, sistematicamente, para doze fitas, mas esse será o caso em seus próximos corpos, suas próxima moradas.
Naquele momento, vocês funcionarão na quinta dimensão.
Naquele momento, a arquitetura corporal que vocês conhecem hoje não será mais, de modo algum, a mesma.

E agora, vocês vão me dizer qual é o sentido, qual é a finalidade dessa transformação de estruturas?
Obviamente, além do fenômeno pontual da ascensão, além do fenômeno do retorno à conexão à Fonte primeira que vocês são, o objetivo da vida é o de desenvolver-se em todos os sentidos, tanto de maneira espacial, como temporal, como holográfica.
Totalmente.

O espaço, o espaço que não é um espaço, como vocês compreenderam, deve ser investido da vida.
Não pode permanecer uma única substância de vazio.
Não pode permanecer uma única parcela que não seja preenchida, totalmente, da Divindade do Único.

Uma vez que esse movimento de expansão for total, sobrevirá um momento de compressão, de retorno à Fonte.
E, a cada vez que há expansão total, compressão total, há esse fenômeno de reversão que se produz: reversão de valores, reversão de planetas, reversão de sóis, reversão de galáxias, reversão de hemisférios do cérebro da esquerda à direita, da frente para trás.
Há reversão do pâncreas: a parte externa do pâncreas, que era, até o presente, a parte mais importante no ser humano, vai tornar-se, agora, a mais importante ao nível do canal central do pâncreas.

Do mesmo modo, o que vocês chamam seu coração orgânico, esse coração/bomba, que batia num ritmo binário (contração/expansão), devido ao nascimento, o nascimento do timo, vai evoluir num ritmo ternário, que é compressão/parada/expansão, compressão/parada/expansão.
De um ritmo a dois tempos, vocês passam a um ritmo a três tempos.

De um ritmo a sete dias, nós passaremos a um ritmo a doze dias.
A cada vez, há expansão.
A cada vez, há modificação das próprias cadeias constitutivas das células de proteínas.
A membrana celular vai transformar-se, ela não funcionará mais segundo os canos estabelecidos com a bomba sódio/potássio, mas ela funcionará com outros oligo-elementos.
Ela funcionará com outros metais e, de modo algum, com o sódio/potássio, tal como vocês conhecem atualmente.

Suas cadeias proteicas à base de carbono vão tornar-se cadeias proteicas à base de silício, ou seja, vão adquirir uma propriedade vibratória de longe superior ao que vocês conhecem hoje.
Isso vai induzir uma redução da matéria, uma capacidade para essa corporeidade tornar-se mais translúcida, mais transparente, mais permeável à luz espiritual.
Essa luz espiritual que penetra em vocês pelas forças do éter, pelo canal do éter, mas, sobretudo, pelo canal do pâncreas e que oxigena seu timo, que oxigena seu neocórtex e permite a ativação de zonas que estavam escondidas há 50.000 anos.

Essa evolução vai acompanhar-se de modificações extremamente importantes também de nosso planeta.
Os continentes vão repartir-se diferentemente.
Zonas que estavam, até o presente, sob a água, vão, novamente, emergir, re-emergir, deveríamos dizer.
Zonas que eram consideradas à ponta da tecnologia moderna, em particular nos Estados Unidos, são levadas a afundar sob as águas para deixar lugar a outros modos de funcionamento.
Não vejam, aí, qualquer destruição, mas, bem ao contrário, uma eclosão, uma eclosão de luz fantástica que vai permitir regenerar as almas que estão encarnadas sobre esta Terra há 50.000 anos.

(pág. 33)

Vocês têm a escolha.
Não é mais questão de ação/reação, de carma, de preconceito, de condicionamentos.
É questão de liberdade total de escolha.
Vocês têm a escolha, como jamais na história de sua humanidade.

Todos os condicionamentos que vocês tiveram, que vocês aceitaram, são, hoje, varridos pelas forças do éter, pelas forças arcangélicas que estão na obra sobre este planeta, pelas forças da Santa Trindade, mas, também, pelas forças do Governador, não do Intraterra, que eu sou, mas de sistemas solares que vocês conhecem.

Assim, por decisão das mais altas entidades espirituais existentes ao mais próximo do trono de Deus, há, hoje, a partir de hoje, a possibilidade de serem livres, de serem liberados de todas as correntes, de todos os condicionamentos e de todos os pesos que vocês vivem há 52.000 anos.
Apenas seu mental é que tenderá a atraí-los para armadilhas ligadas aos condicionamentos passados, quer sejam familiares, quer sejam ligados ao dinheiro, quer sejam ligados a modos de funcionamento.
A partir de hoje, vocês podem tornar-se totalmente livres.
Vocês podem tornar-se totalmente em acordo com a luz do éter, porque vocês se tornaram isso.
Eu diria mais, vocês se tornaram isso hoje, e unicamente hoje, pelo sentido de nossa comunhão, entre vocês e nós.
Devido mesmo a termos instaurado, a partir deste ano, uma forma de comunicação nova, que corresponde à interpenetração da quinta dimensão na terceira dimensão e da terceira dimensão na quinta dimensão.

O contato estabelecido de maneira formal, a partir deste ano – mas com certo número de preâmbulos que ocorreram desde numerosos anos – permite, a partir desde ano de 2005, dizer-lhes que vocês são, definitivamente, seres livres, desengajados de todos os condicionamentos e, sobretudo, de todas as leis de ação/reação.

Basta-lhes, hoje, aceitar entrar na lei de ação de graça, de construção da luz autêntica, para que ela esteja autenticamente presente e que todos os condicionamentos que fizeram o que vocês foram até o presente sejam diluídos, dissolvidos pela potência do Amor do Eu Sou Um.

Aí está o que eu tinha a dizer-lhes, antes de encarar as consequências históricas, agora, da reunião de nossos dois povos.

Bem, caro amigo, convém, agora, entrar um pouco mais em detalhe em certo número de explicações de teor histórico, digamos, ou, no mínimo, de história espiritual.

De fato, o ensinamento que vocês recebem não é recebido de maneira clássica, digamos (ou seja, por canalização com uma entidade de luz), mas comigo mesmo, que sou um representante dos mundos Intraterrestres de tipo delfinoide.

Convém, agora, atrair nossa atenção e sua atenção para o que significa esse encontro.
Nós vimos a vocês, nós, que já estamos, no entanto, instalados desde extremamente longo tempo nessa quinta dimensão e que ali permanecemos para assegurar uma devoção de serviço e, também, de algum modo, um sacrifício para não desprender, definitivamente, dessa quinta dimensão e aceder a dimensões de nossa Fonte que é, ela, situada na 18ª, onde reinam aqueles a quem vocês chamam os Senhores do carma, os Lipikas cármicos.

Mas nós permanecemos esses 300.000 anos a fim de preparar esse dia e esses sete anos que vêm.
De fato, é, hoje, possível comunicar-se (já, num primeiro tempo, por intermédio de alguns livros precedentes e deste livro), de maneira a fazê-los perceber, sentir e, talvez, já experimentar a realidade de nossa existência.

Vai acontecer, muito proximamente, uma comunicação de modo muito mais racional, eu diria, em seu sentido, entre nossa civilização e a sua.
O momento em que o ser humano não souber mais para quem voltar-se, o momento em que o ser humano abandonar suas últimas veleidades guerreiras, suas últimas veleidades de dissociação e de distanciamento, naquele momento, a humanidade estará pronta, em sua totalidade, para entrar em contato conosco.

Amigo leitor, você faz parte de almas privilegiadas, se você tem este livro entre as mãos, de maneira a estabelecer uma ponte de comunicação entre você e, talvez, um de nós, porque há essa possibilidade inscrita em nosso DNA, no entanto, tão distante, de comunicação, ou por via de canalização (como foi feito anteriormente), ou por esta via de walk-in consciente bidirecional, que é uma forma de entrada, eu diria, diretamente, na realidade multidimensional.

De fato, o fenômeno de walk-in acompanha-se de um contato de alma que significa que uma alma parte e deixa seu corpo para outra alma.
No processo de walk-in consciente bidirecional, tal como eu o pratico com a entidade que recebe o que você está lendo, convém compreender que o contrato de alma não provoca o falecimento de uma ou outra das almas, mas, efetivamente, uma viagem consciente de cada uma das duas almas num veículo para o qual ela não está preparada.
Há, certamente, algumas condições técnicas que foram, necessariamente, preestabelecidas desde extremamente longo tempo, mas, também recentemente, nas estruturas, em nossas duas estruturas conjuntas, de modo a permitir amortecer o choque, eu diria, de culturas, mas, também, o choque de corpos.

De fato, é muito difícil para um ser humano que funciona com certa gravidade, com certo peso, com certo tipo de articulações penetrar num corpo que não possui articulações, por exemplo, mas, unicamente, cartilagens, cuja estrutura muscular não é feita de sangue quente, mas de sangue frio.
É extremamente difícil, caro amigo, conceber o que pode ser para nós esse walk-in consciente bidirecional.
Há certo ajustamento que se faz ao nível de todas as estruturas, desde a célula até os órgãos, passando pelos campos sutis, que torna possível essa transferência de alma.

(pág. 34)

Mas, entretanto, é perfeitamente possível, a partir do momento em que você aceita o que está lendo, e mesmo a partir do momento em que você tem este livro entre as mãos que, pouco a pouco, progressivamente e à medida das semanas que você vai viver, você possa perceber, sentir os primeiros esboços de contato entre nós e você.
Isso pode tomar diversas formas, mas, num primeiro tempo, para não perturbar suas estruturas e suas células, nós preferimos passar nos momentos de menor vigilância, em especial à noite, exatamente antes do adormecimento, e pela manhã, exatamente no momento do despertar, que são os momentos os mais oportunos para estabelecer um contato de tipo «telepático».

Entretanto, isso pertence à sua liberdade fundamental de ser.
Você está interessado em saber quem nós somos?
Nós, em todo caso, podemos assegurar-lhe que nós estamos interessados, desde extremamente longo tempo, no que você é, mas, até o presente, nós não podíamos entrar em contato consciente com uma alma individual, como eu o faço hoje.
Nós estávamos em contato ou por fenômeno de canalização clássica, ou diretamente, por nossa própria percepção de estrutura geodésica de 24 Unidades, que nos permitia pressentir um pouquinho seu modo de funcionamento.
Mas devo dizer que os primeiros contatos que tive com sua civilização de superfície fizeram-me compreender que nós estamos em mundos de manifestações diferentes, para não dizer opostos.

De fato, os valores que são essenciais para vocês – como a noção de família, a noção de dinheiro, a noção de propriedade – não têm, absolutamente, qualquer existência nem em nossos pensamentos nem na realidade de nossa vida.
O apego que vocês portam aos diferentes modos de vestir-se, de proteger-se em seus lugares, o modo de travestir, de alguma forma, a realidade não tem, tampouco, absolutamente curso para nós.

Convém compreender que nós funcionamos em Unidades indivisíveis, que nós somos obrigados a ter pensamentos extremamente claros, porque todos esses pensamentos são captados por todos os membros da estrutura geodésica e, bem além, pelas outras estruturas geodésicas, e que nossos pensamentos apenas podem dirigir-se para algo de luminoso, do que são banidas todas as noções de divisão.
E quem diz propriedade, quem diz dinheiro, quem diz apego, quem diz família, diz divisão.
Todas essas estruturas que vocês construíram desde 50.000 anos são-nos completamente estranhas.
Nós pudemos, simplesmente, durante esses 50.000 anos, quando de reuniões específicas de nossas estruturas geodésicas, dar-nos conta da distorção, da distância que se instaurou entre sua própria Fonte e a realidade do que vocês viviam.

Certamente, algumas de suas construções efêmeras puderam parecer – o que vocês chamam da beleza – ser da pura mística, mas, em caso algum, esses momentos, essas ideias que vocês tiveram puderam instalar-se em qualquer duração, porque assim que emitidas, foram imediatamente transformadas por pessoas que estavam – no que é inconcebível para nós – em noções de apropriação e de poder, que nós não conhecemos, absolutamente.

Nisso, caro amigo, nós pudemos escrever: seus filhos não são seus filhos, seus filhos são os filhos da Terra.
De fato, para nós, não há noção de família; há apenas uma família, que é o conjunto de nossa humanidade.
Não há divisão.
Não há separação.

A noção de propriedade, no sentido individual, não pode existir.
Há uma coletividade de propriedades.
Há agrupamentos, por afinidades vibratórias, por afinidades de pensamentos, e não afinidades afetivas ou afinidades materiais ou econômicas, que são a fonte de tantas desagregações em seu planeta, hoje.

Nós não podemos conceber a vida tal como vocês a viveram, e o que nós desejamos, hoje, através da abertura das portas dimensionais e as grandes celebrações que estão nascendo em nós devido a esse contato, é infundir-lhes essa luz espiritual.
É participar, em nossa medida, na restituição de sua Fonte que vocês são, na restituição total e livre do Amor que vocês são.
Para isso, nós devemos, efetivamente, ir ao sentido de transformações que sobrevêm, como nós o descrevemos precedentemente, em seus três centros espirituais.
Nós devemos ir ao sentido do que já é, em nós, uma natureza evidente e um funcionamento automático.

Mas nós devemos, para isso, mostrar-lhes o exemplo, porque vocês arriscam, inúmeros de vocês, e mesmo entre os mais puros de vocês, que não estão completamente a par desses fenômenos multidimensionais, permanecer bloqueados em seus esquemas de funcionamentos antigos, permanecer bloqueados em seus âmbitos de referências extremamente arcaicos.

Vocês devem compreender que devem abrir, completamente, sua escuta, abrir, completamente, seu sentido da novidade, de maneira a acolher o que vem.
Vocês não poderão referenciar-se em relação a modelos existentes.
Vocês não poderão referenciar-se em relação a experiências adquiridas.
Vocês não poderão referenciar-se em relação a aquisições sociais, aquisições materiais, a aquisições mesmo espirituais.
Vocês devem, realmente, como disse seu Mestre, voltar a tornar-se crianças, novas, completamente virgens, a priori, de qualquer pensamento e experimentar essa nova veste de luz que vem para vocês a toda velocidade.
Nesse sentido, nós estamos aí, tal seus irmãos mais velhos, para mostrar-lhes os modelos, para mostrar-lhes o que nós somos, não para vender-lhes algo.
Nós nada temos para vender-lhes, a não ser restituí-los à sua própria Fonte, e isso é totalmente gratuito.
Pode apenas haver gratuidade, porque a luz é doação, o Eu Sou é doação, o Amor é doação total.
Não há reciprocidade.
Não há troca.
Há sacrifício, no sentido sagrado, ou seja, abandono total do que nós somos à sua revelação, ou seja, sua luz, seu caminho e sua esperança.
E, para isso, vocês devem liberar-se de tudo, a priori, de todo condicionamento, de toda estrutura confinante e limitante.

(pág. 35)

Vocês devem aceitar viver não mais empilhados uns sobre os outros, mas ao mais próximo da Terra, de maneira a afundarem-se, tal raízes, aproximarem-se de espaços naturais de vida, de maneira a abrir sua coroa e seu sétimo chacra às energias do céu e não ter, acima de vocês, pavimentos de concreto, tetos de pedra, tetos de telhas que bloqueiam a entrada de energias em vocês.

Vocês devem nutrir seu corpo com elementos etéreos, que crescem em plena natureza, que não são semeados pelos embriões de morte, que põem suas grandes sementeiras sobre este planeta.
Vocês devem nutrir-se de elementos os mais naturais que sejam.
Vocês devem nutrir-se da água a mais natural que seja e, para isso, estar no que vocês chamam a natureza o mais possível, estar nesse elemento.
Afastar-se de tudo o que faz essa poluição na qual vocês estão embrulhados, confinados, comprimidos, tanto pelo sentido elétrico, como pelo sentido magnético, como pelos alimentos, como pelos condicionamentos mentais que vocês se puseram.
Vocês devem liberar-se de toda essa escravidão, de maneira a acolher essa dimensão Divina que vocês são e que apenas pede para eclodir.
Nesse sentido, nós podemos dizê-lo, o caminho, a verdade e a vida são sua evolução de luz.

Então, aceite-nos, amigo leitor, aceite vibrar, aceite expandir-se, ser Um consigo mesmo, aceite a luz espiritual e aceite nossa comunhão e nossa comunicação.

Vai do futuro, meu caro irmão, de nosso planeta, de nosso Sistema Solar; vai do futuro da Divindade que não tem futuro, porque ela não tem que vir, ela está no instante presente, mas seu futuro passa pelo presente da Divindade.
Cabe a você decidir liberar-se de todas as cadeias, de todos os condicionamentos que você se pôs e que puseram a você.

Aí está, caro amigo leitor e caro irmão, o que você reterá hoje, do que acaba de ler.

(pág. 36)

CAPÍTULO 4
As novas leis

Aos Quatro Orientes você peregrinou, reunido o Quatro em Um, para regenerar sua Unidade perdida.


Caro amigo leitor, bem amado irmão na humanidade, irmão no Um, irmão em Deus.
Convém, agora e já, a meio percurso do que você viu, viveu, entendeu e leu, compreender o que serão as novas leis que regerão a vida em sua nova morada.

Bem, será necessário fazer, aí também, ato de reversão.
Você deverá compreender que, nas novas dimensões que você vai, em breve, explorar, será necessário abandonar tudo o que regeram as leis, os códigos, os regulamentos que estavam em vigor até então, devido à sua consciência distanciada e separada.

De fato, a passagem à luz acompanha-se de certo número de reversões, como você compreendeu, e essas reversões acompanham-se, também, de uma expansão nitidamente mais ampla de sua consciência e de sua compreensão dos mecanismos da vida, dos mecanismos sociais, dos mecanismos celulares etc., do conjunto de mecanismos que regem o pleno potencial da vida na quinta dimensão.

Em todo caso, os fenômenos que foram analisados durante 50.000 anos como sendo fenômenos de natureza dual devem transformar-se para participar de uma Unidade.
Ora, o único modo de reencontrar a Unidade no mundo manifestado da quinta dimensão vai consistir em evoluir, viver, trocar, não mais segundo um código binário, mas segundo um código ternário.
O que quer dizer que toda noção dual é chamada a desaparecer.

Assim, as duplas de antagonismos, as duplas opostas e, por vezes, entretanto, complementares, que existiam até o presente devem ser substituídas por uma visão ternária da criação.

Assim, a oposição que havia entre o bem e o mal deve tender a desaparecer e a apagar-se para uma integração desse bem e desse mal na Unidade primeira, que é a experiência da vida que não se permite julgar, discernir, cortar, separar, opor dois eventos que participam da mesma realidade e dos mesmos processos de desenvolvimento da consciência e da vida.

Assim, a alternância que você conhece, de dia e de noite, ligada à rotação da Terra, deve transformar-se numa alternância não dual, mas de intensidade de luz.
Assim, nós distinguimos não mais a sombra na sucessão de dias, mas um nascimento do dia, uma explosão do dia, um decrescimento do dia e, novamente, um nascimento do dia, sem passar por um fenômeno dual de sombra e de luz.
Do mesmo modo, as relações que você conhece, de natureza dual, entre um homem e uma mulher, tendem a desaparecer para serem substituídas por funcionamentos não mais numa natureza dual, mas em múltiplos de três, para reformar essa célula unitária a que chamamos a estrutura geodésica de 24 Unidades vivas, de maneira a funcionar em Unidade através do 24.

Aí, será uma renovação de experiências para você, que corresponderá a uma superação profunda de todos os seus funcionamentos.
Sua estrutura celular, obviamente, começará a seguir esse caminho.
Não haverá mais essa espécie de dicotomia e de caracterização de fenômenos vitais, na alternância crescimento/decrescimento, ou vida/morte, ou gênese/destruição.

Do mesmo modo, tudo o que foi ilustrado nos processos biológicos íntimos celulares funcionava, sempre, em relação a uma noção de hiper ou hipofunção, com uma normalidade ao meio.
Isso será completamente superado em suas estruturas celulares também.
Nesse nível, nós reencontraremos funcionamentos perfeitamente trinitários, perfeitamente unitários e não mais duais.

A mesma estrutura será encontrada ao nível do que vocês concebem, quando viviam em casal, ou seja, dar nascimento a um filho que lhes pertence, que é marcado por seus genes, marcado por suas estruturas, marcado por seus esquemas transgeracionais e as marcas que foram fixadas desde várias gerações.
Sete, dizia seu Mestre.
Efetivamente, esse era o caso: sete gerações eram, por vezes, necessárias para reparar um insulto à vida.

Isso deve tender a apagar-se, a desaparecer, porque os filhos não serão mais seus filhos, mas os filhos da comunidade.
Os filhos serão criados não pelo casal dual, mas serão criados pela Unidade dos 24.

Assim, mesmo uma mãe que portar um filho será apenas uma «portadora», e não mais uma mãe, no sentido em que vocês entenderam até o presente.
Disso resultará uma maior liberdade para essas almas encarnadas em novos corpos, em novas estruturas, que serão totalmente liberadas do fardo do que vocês chamam a educação, totalmente liberadas do fardo do que vocês chamam as marcas ligadas aos pais, aos avós e bisavós e à noção de linhagem.
Há, aí, uma grande transformação que atualizará o que, agora e já, havia enunciado o Cristo por seu sacrifício: substituir a noção hereditária pela noção de filiação.

(pág. 37)

Não uma filiação ligada aos pais, mas uma filiação ligada à Fonte, diretamente impressa, impregnada pela Fonte e não mais desviada pelos pais e por uma história cármica ou por uma história de linhagem.
Isso é um processo extremamente novo para vocês, extremamente importante, mas, quando vocês começarem a vivê-lo, no momento do advento do novo Sol, vocês compreenderão, efetivamente, que se situa aí a verdadeira liberdade, a ausência de referências a qualquer passado e o retorno à sua Unidade primordial, o retorno à sua liberdade fundamental de Unidade de luz.
E, no entanto, a vida biológica continuará, certamente, mais leve, pela substituição de alguns átomos nas cadeias constituintes de sua estrutura.

Vocês começarão a transformar-se fisicamente.
Mas isso não me cabe, de momento, definir-lhes, para não fixá-los em esquemas.
Convém a mim, simplesmente, e é-me pedido, informá-los dessas transformações de leis de funcionamento.

As leis da sombra e da luz, obviamente, como vocês compreenderam, através das descrições de meu walk-in consciente, não serão mais as mesmas.
A luz virá de toda a parte.
Não haverá, portanto, mais sombra levada.
O mundo de vida será profundamente diferente.

De fato, a nutrição far-se-á de Unidade a Unidade, ou seja, na estrutura geodésica, diretamente através da absorção da luz coerente em forma hexagonal, que nós já descrevemos.
Entretanto, subsistirá uma necessidade de regenerescência, em parte, de alguns constituintes celulares, em todo caso, em suas primeiras gerações.
Mas eu não posso esconder-lhes que existe certo prazer em consumir nosso alimento bastante específico, que lhes foi descrito, e cuja estrutura é tão agradável aos nossos sentidos e não unicamente ao nosso sentido degustativo, mas aos nossos outros sentidos e mesmo nossos sentidos espirituais, ou mesmo elétricos e magnéticos, que estão inscritos em nós.

Falando desses sentidos, vocês vão desenvolver, também, suas percepções, o que já é o caso para inúmeros de vocês na superfície deste planeta.
O que se chama o sentido elétrico, o sentido magnético e, portanto, o sentido do Divino, o sentido da orientação.

Vocês saberão, instantaneamente, sem ter necessidade de olhar uma bússola, onde é o norte, onde é o sul, onde é o leste, onde é o oeste, onde é o alto, onde é o baixo.
Vocês saberão, instantaneamente, onde se encontram, pelo sentido eletromagnético, os outros membros de sua Unidade geodésica.
Vocês não terão necessidade de colocar a questão, porque, instantaneamente, a informação chegará.

Os modos de funcionamento cerebrais serão profundamente diferentes.
Como eu o dizia no capítulo precedente, seu magma de néocortex dividido e separado em duas unidades distintas de funcionamento vai reencontrar-se unificado, primeiro pelo espessamento de seu corpo caloso e, muito rapidamente, pela unificação dos dois hemisférios do cérebro, através do aparecimento de uma crista que percorrerá o crânio de trás para frente, uma protuberância extremamente presente, que já estava presente na Atlântida.

Através dessa comunicação dos dois hemisférios do cérebro e através, pouco a pouco, da redução das estruturas reptilianas e do pleno estabelecimento das estruturas límbicas que correspondem aos seus cérebros emocionais, vocês poderão funcionar em Unidade cerebral, não mais em relação a referências ligadas a acervos, não mais em relação a referências passadas, mas em relação a referências do instante da organização da luz.
Todo seu modo de funcionamento será, de algum modo, uma imitação da luz, será, de algum modo, uma colocação em conformidade de seu ser com a nova estrutura da luz que, eu os lembro, não será mais de forma redonda, mas de forma hexagonal.

Essa estruturação da luz provocará uma modificação de suas estruturas cerebrais, de seu funcionamento elétrico, eletroquímico, mas, também, emocional.
O que vocês chamam, hoje, esse mundo emocional, que os pôs tanto em movimento, através da divisão e da separação, vai tender a estabelecer-se numa Unidade.
Ele também não poderá mais funcionar em termos duais de emoção/não emoção, mas, antes, num estado de equilíbrio na trindade da emoção, na qual não há mais ação/reação, na qual não há mais movimento não controlado em seu néocortex (em sua parte a mais Divina).

Isso consistirá em integrar a experiência do que vocês anseiam, do que vocês desejam como emoção, através não mais de impulsos arcaicos, através não mais de condicionamentos, mas, unicamente ligada ao instante presente.

A arquitetônica de moléculas de luz mostrar-lhes-á o caminho da Unidade, da Tri-Unidade, e mostrar-lhes-á, através de seu agenciamento e sua intenção consciente de polarização, como vocês deverão funcionar, quais são os ritmos que vocês deverão seguir (ritmo de reunião entre as diferentes Unidades geodésicas, ritmos de conformidade e de concordância com as influências cósmicas ligadas aos realinhamentos das redes magnéticas terrestres).

Vocês se tornarão permeáveis, totalmente, às irradiações cósmicas e às irradiações telúricas.
Vocês se comportarão como uma antena, que se contenta em harmonizar seus campos em função das informações, não mais vindas do passado, não mais vindas da educação, não mais vindas de esquemas iterativos da terceira dimensão, mas através dos esquemas fornecidos pelo centro de sua Terra, de nossa Terra, o centro Fonte Mãe, mas, também, em conformidade com o centro Fonte Pai.
Não mais seu sol físico, mas, realmente, seu Sol Central da galáxia, com uma oitava de vibração que é, efetivamente, superior, uma vez que, eu os lembro, haverá organização eletroquântica dessa luz e não mais irradiação ativa, tal como vocês o vivem, sem inteligência profunda, a não ser o sentido da orientação alto/baixo dos raios solares.

Aí vocês terão um efeito corpuscular bem mais importante da luz, devido à sua organização geométrica, com fluxos multidirecionais que virão impactar diretamente, num primeiro tempo, sua estrutura geodésica de 24 Unidades que, instantaneamente, repercutirá em seus esquemas de funcionamento e em seu relógio biológico.

(pág. 38)

Assim, vocês terão, realmente, tornado-se os filhos do Céu e da Terra e poderão, a partir desse momento, estar em conformidade total com a vontade do Pai/Mãe.
Estando em conformidade total com a vontade do Pai/Mãe, vocês não conhecerão mais o que se chama, em seu mundo de superfície, essa errância, essa divisão, essa interrogação permanente sobre os sentidos de sua vida, porque vocês se tornarão o próprio sentido da vida.
Vocês se tornarão o filho da Lei de Um.
Vocês se tornarão o filho do Pai e da Mãe cósmicos e não mais o filho do pai e da mãe biológicos, limitados, confrontados a limitações que não lhes pertencem, mas que foram erigidas em dogma desde tantas e tantas experiências, desde tantos e tantos milênios de descida na confusão.

A palavra chave tornar-se-á o desaparecimento da confusão.
Vocês se tornarão capazes, instantaneamente, de aceder a todo conhecimento.
Vocês não terão mais necessidade de materializar ou exteriorizar o que vocês chamam uma técnica, como seus computadores, que funcionam num modo dividido e separado, através de sua codificação binária (em lugar de estabelecer uma codificação trinária, tal como será o caso).

A particularidade da codificação trinária é que ela é ligada à própria arquitetura da memória da luz e de sua conformação espacial geodésica, através da estrutura hexagonal de partículas de luz.
Essa memória trinária, absolutamente, não tem em conta consumo de energia e não necessita de suporte físico propriamente dito, no sentido em que vocês o entendem, mas, simplesmente, a presença de uma onda geoestacionária num lugar especificamente confinado, a que nós chamamos os anais geodésicos, nos quais a Fonte de informação é acessível absolutamente a qualquer ser que viva conosco nesse Intraterra.

Vocês conhecerão esse acesso à Fonte, assim como o fez esse walk-in bidirecional, que me permite ter informações e emitir-lhes informações sobre tudo o que vive abaixo e acima deste planeta.
Isso não se tratará, absolutamente, de milagre, mas da realidade da estruturação da luz, em conformidade com a vontade da Fonte Pai e da Fonte Mãe.
Assim, vocês se tornarão unificados à Fonte.
Estando unificados à Fonte, vocês terão acesso a todas as Fontes, obviamente, desde a origem de sua alma até os diferentes planos existentes na confederação galáctica, mas, também, das confederações não galácticas.
Vocês terão, também, a instantaneidade da exatidão ou da não exatidão de uma ação, qualquer que seja.
Uma ação não poderá, de qualquer modo, não ser exata, devido à ligação geodésica das 24 Unidades.

Aqueles a quem vocês chamam «os filhos» serão criados, eles também, através desse aprendizado da Unidade da geode, da Unidade geodésica da estrutura luminosa.
Eles serão, desde sua mais jovem idade, banhados na Fonte Terra e na Fonte Mãe.
Eles serão alimentados na energia, na consciência e na abertura de luz, não mais por esquemas parentais, mas por esquemas afetivos que serão muito amplamente excedidos em relação à qualidade de amor que vocês descobrirão vivendo de acordo com esse modo de luz estruturado.

Vocês compreenderão, obviamente, vivendo isso, mesmo se hoje isso os assuste totalmente, que é um caminho exato, porque tal é a vontade da luz e a vontade da luz não pode, jamais, ser acusada de distorção, não pode, jamais, ser acusada de deformação em relação a um plano que é destinado a reconduzi-los à Unidade primordial.

Aí está o que se tornarão os filhos.
Os filhos serão criados em conformidade, a partir do primeiro sopro.
A duração da vida será profundamente diferente.
E vocês não a aprenderão nesse corpo, mas no corpo seguinte, progressivamente e à medida não mais de reencarnações, porque vocês estarão, de qualquer modo, em contato com os diferentes planos.
Efetivamente, não haverá mais, como vocês a vivem hoje, dissociação entre o que acontece do lado do véu, quando vocês estão em manifestação e do outro lado do véu, quando vocês passam pela porta do que vocês chamam a morte.
Não haverá mais distância.
Não haverá mais véu colocado entre um lado da vida e o outro lado da vida, e cada ser decidirá, de maneira totalmente liberada, tomar forma ou não tomar forma, e permanecer no amorfo.
Entretanto, devo dizer-lhes que, em nossa estrutura geodésica na qual nós estamos há 320.000 anos, a população muito pouco evoluiu, porque basta que uma pessoa decida que seu veículo tenha chegado ao seu termo para reencontrar-se, de maneira quase mística, novamente, no corpo de uma criança que acaba de nascer, mesmo se os modos de nascimento (que não podem ser revelados de momento) serão, de qualquer forma, amplamente diferentes daqueles que vocês conhecem.
Ainda que se poderá falar de material genético, esse material genético desejado por duas entidades a que vocês chamam um casal será, entretanto, desejado pela estrutura geodésica de 24 Unidades, antes de focar-se em duas entidades, efetivamente, de polaridade feminina e masculina, mas isso é outro debate e outro tempo em sua evolução.
Nós permaneceremos, se efetivamente quiserem, nas generalidades em relação ao que vocês já conhecem, em relação aos modos de funcionamento que vocês conhecem e quero, simplesmente, indicar-lhes, com isso, os modos de transformação que serão vividos a partir de sua chegada nessa quinta dimensão.
E eu espero que vocês tenham compreendido: essa passagem à quinta dimensão é uma passagem a uma maior unificação de campos de coerência do vivo.

Não haverá mais lugar para a sombra, em todos os sentidos do termo.
Não haverá mais lugar para a divisão.
Não haverá mais lugar para o antagonismo nem para a complementaridade.
Haverá, unicamente, lugar para a unificação e a Unidade do vivo.

(pág. 39)

A Unidade do vivo traduzir-se-á em todos os níveis, como eu os fiz compreender, mas, também, na organização que veremos no próximo capítulo de leis sociais que regem as relações entre os seres, não mais através da criação ou através da Unidade geodésica dos 24, mas, realmente, através do conjunto da cidade.
Mas isso é outro parágrafo.

Assim, meu caro irmão leitor, você compreende, agora, um pouco melhor as magníficas transformações que vão advir à sua humanidade e a inúmeros de vocês que aceitarem essas leis de luz e que aceitarem abrir seus canais para a recepção dessa nova dimensão, para essa nova efusão do que vocês chamam o Espírito Santo.
E agora, qual é nosso papel?
Lembre-se, meu irmão, de que nós estamos sob seus passos há 320.000 anos, que nós governamos este planeta para levá-lo à sua sacralidade, à sua sacralização.
Que nós mesmos passamos, de maneira consciente e voluntária, a essa quinta dimensão, ao mesmo tempo conservando um corpo de terceira dimensão, embora profundamente diferente do seu.

Convém compreender, agora, que, se nos é permitido, hoje, revelar as primeiras transformações que advirão no momento em que o novo sol entrar em manifestação sobre este planeta, é extremamente importante que você compreenda a relação que existe entre você e eu.
E a relação é, primeiramente, uma relação ligada a um contrato específico, que não é um contrato de alma, mas um contrato que nós tomamos com este planeta.
Nós aceitamos seguir sua evolução, seu desenvolvimento, digamos, para mais sacralidade, ou seja, mais Unidade, e nós fomos as garantias, sobre esse mundo, de sua evolução nesse mundo de superfície.
Não unicamente como irmão mais velho, mas, também, como guardião de vibrações emitidas pela luz, de maneira a permitir que você pudesse, livremente, explorar o que decidiu explorar, ou seja, a divisão, a separatividade e o afastamento da Fonte.

Certamente sua experiência, por momentos dolorosa, permitiu-nos, também, enriquecer nossos conhecimentos e organizar a luz em função de novas experiências que você viveu em seu mundo de superfície desde tanto e tanto tempo.
Isso tornou possível a compreensão de certo número de mecanismos que se produzem no momento em que a entidade viva, vinda da Fonte, afasta-se cada vez mais da Fonte, até perder consciência da realidade de sua origem.

Isso permitiu compreender o que vocês viveram e integrá-lo nos planos da luz, quais sejam, as divisões, as guerras, essa invenção um pouco estúpida que vocês chamaram o dinheiro, que lhes serve de moeda de troca e que corresponde mais ao que se chamaria uma moeda falsa porque, ao nível da troca, não há pior do que essa coisa que vocês criaram, porque a troca é, sempre, desequilibrada.
Não se trata de um equilíbrio, mas de um desequilíbrio permanente.

Do mesmo modo, os estados emocionais que vocês criaram, certamente, divertiram-nos em algumas ocasiões, em especial quando isso desembocava em criações oníricas ou criações sobre apoios monodimensionais, de duas dimensões ou reproduzindo suas estruturas a três dimensões, como a arquitetura ou a escultura, mas, também, a pintura.

Através do que vocês eram capazes de projetar de sua interioridade, que se afastava da verdadeira interioridade, nós compreendemos que a experiência que vocês viviam era capaz de enriquecer profundamente os universos, como o que acontece, progressivamente e à medida da multiplicação de Fontes.
E essa imagem refratada ao infinito remete, de fato, à Fonte, uma imagem de separação, de divisão e de aparente ausência de luz.
Mas, como eu o dizia, nós conseguimos integrar tudo isso em nossas estruturas geodésicas, de maneira a permitir-lhes ir até o mais profundo da experiência que vocês tinham a viver, e vocês chegaram, agora, a esse momento o mais profundo.

E lembrem-se dessa noção, dessa lei de passagem de plano que é a reversão, que acompanha a passagem de vida à morte, mas, também, da encarnação, que é essa reversão muito específica.
E a reversão que vai produzir-se, dentro de muito pouco tempo nesse Sistema Solar, vai induzir um reencontro consciente entre o que nós somos e o que vocês são.
Não pode ser de outro modo porque, de fato, a partir do momento em que a terceira dimensão se põe na escuta e vai reencontrar, desposar, fusionar a quinta dimensão, há, necessariamente, conexão dos diferentes povos, e isso, em todos os sistemas solares porque, de fato, todos os planetas são ocos.
Todos os planetas podem tornar-se planetas sagrados, a partir do momento em que eles aceitam não deixar morrer a Fonte, o cristal Fonte, o cristal gema, que é o reflexo do Pai/Sol Central nos planetas.

Nós mantivemos esse fogo sagrado.
Nós permitimos que a Terra não se afastasse desse princípio de sacralidade, a fim de, um dia, que hoje chegou, fosse o dia da reconciliação, o dia da reunificação.
E nós fazemos parte de sua reunificação, nós fazemos parte, não da mesma humanidade, não da mesma forma, entretanto, nós somos irmãos.
E, como irmãos, nós devemos descobrir-nos.
Nisso participa esta obra.
Ela lhes permite tomar consciência de leis da Unidade, leis multidimensionais que prevalecem nos mundos que nada mais têm a fazer com o seu.

Assim, os eventos que devem sobrevir na superfície de seu planeta, mas, também, na superfície de seus corpos, como vocês o compreenderam há dois capítulos, serão elementos essenciais de revelação, de colocação face a face, como num espelho, como para permitir-lhes absorver essa nova luz que vem a vocês.

Essa organização da vida luminosa vai permitir-lhes aceitar e deixar fazer o que deve advir.
De fato, nessa terceira dimensão, a escolha é muito simples, caro amigo: ou há resistência ao que vem, ou há abandono ao que vem.
E aí será testada sua capacidade de luz.

A capacidade de luz é tudo, exceto resistência.
A capacidade de luz é abandono à luz.

(pág. 40)

Abandono à luz não corresponde a abandono da Unidade, abandono de seu indivíduo, mas, bem ao contrário, integração de seu indivíduo na luz.

Certamente, eu concebo que a luz possa dar medo, em especial devido às suas estruturas biológicas que são tão apegadas, por medo da falta, medo do vazio e medo de ausência da luz (que se transformou num medo muito corrente da falta).
Esses medos que os induzem a esquemas repetitivos desde tanto e tanto tempo, que limitam o aparecimento da luz e que são tantos freios ao aparecimento da luz no que vocês são.
E a grande escolha que vocês terão, em breve, a fazer, independentemente de sua evolução tão cara, que vocês chamam espiritual, será aceitar a luz e entrar no abandono à luz ou entrar na resistência.

Nós não poderemos influenciar sua escolha.
Nós não poderemos, através da efusão de luz, decidir por vocês, deixar fazer ou resistir.
Caberá a vocês, em sua alma e consciência, deixar fazer ou resistir (para entrar noutra fase de manifestação da vida, que será, novamente, essa oitava de terceira dimensão de separação da Fonte).
Mas é importante, caro amigo leitor e, em especial, para algumas almas que se teriam deixado levar a esquemas de comportamento fossilizantes, arcaicos, estarem a par, estarem informados dessa possibilidade de luz porque, quando o dia vier, as crianças, as almas puras não terão qualquer dificuldade para deixar fazer o que vem, porque elas reconhecerão, instantaneamente, que o que vem é o Pai/Mãe Divino, Fonte Una, criador dos universos.

Em contrapartida, algumas almas que estarão fossilizadas, cristalizadas em excesso em esquemas de funcionamento que terão sido, em especial, voltados para estudos ligados ao passado, para esquemas ligados aos medos e às faltas, mesmo se elas reconheçam, em parte, o que acontecerá, terão, efetivamente, dificuldade para deixar fazer, para abandonar-se a essa luz.
E, no entanto, não haverá outras escolhas além de deixar fazer ou resistir.
E, nisso, cabe a você, caro amigo leitor, difundir esta informação, não como uma realidade final, o que seria um erro ainda uma vez, mas fazer compartilhar essa noção de abertura à luz, de abandono à luz, de deixar fazer à luz e de não resistência.
Isso é extremamente importante, qualquer que seja sua religião ou quaisquer que sejam suas crenças.

Cabe a você, através de sua liberdade essencial, tomar a responsabilidade, não de afirmar, o que seria, também, um erro, mas de pôr em ressonância as almas, com a capacidade delas para serem Um e filhos de luz e a possibilidade dessa nova luz e dessas novas leis.

Em resumo, cabe a você fazer passar a informação, como uma potencialidade real, num curto prazo, como algo que pode manifestar-se.

Quer você esteja convencido ou não da realidade do fenômeno, é importante que o máximo de seres sobre este planeta seja posto a par dessa eventualidade, mesmo se eles considerem isso como uma utopia ou como um sonho, como algo que é demasiado destacado da realidade de todos os dias.
Convém que, em algum lugar na consciência deles, eles saibam que, a um dado momento, a efusão de luz será tal que não haverá outra escolha que aquela de abandonar-se ou aquela de resistir.
Esse será seu último ato na vida de separatividade, em todo caso, para esse ciclo de humanidade.

Abandonar-se ou resistir, aí está a palavra chave.
Abandonar-se ao Eu Sou Um, aceitar ser Um ou resistir e entrar ainda mais na multiplicidade da divisão.
A escolha pertence a cada alma.

Não há qualquer limitação que possa voltar ao jogo.
A limitação pode vir, unicamente, do que eu chamo essa fossilização de seus esquemas de funcionamento cerebrais e de consciência.
Mas admitam que, mesmo se vocês ouviram falar, uma vez, do que pode advir, vocês estarão prevenidos.
Isso corresponde ao que dizia seu Mestre: «mantenham sua casa limpa, porque vocês não conhecem nem a hora nem o momento em que eu voltarei».

A hora de glória, a hora da ressurreição, tal como ela foi mal compreendida em suas escrituras e tal como ela foi mal compreendida por sua teologia está a ponto de chegar.
Essa ressurreição não é uma ressurreição de corpo, mas a ressurreição do corpo final, ou seja, de sua luz final da Fonte que vocês são.

Aí está o sentido da ressurreição de corpo, tal como ele foi tão mal aplicado pela igreja católica.
E o sentido da redenção, tal como foi tão mal compreendido no budismo tibetano.
E o sentido, em todas as religiões, que foi deformado, do aparecimento da luz viva, do retorno do Cristo, como alguns o chamam.

Não se trata, obviamente, do que vocês creem, mas, simplesmente, da presença da luz Unitária.
E, em face da luz Unitária, vocês terão apenas a escolha de reintegrar a Unidade da luz ou de entrar mais na divisão e na oposição.

Não haverá qualquer julgamento de nossa parte nem qualquer julgamento de outros seres humanos.

Esse momento será um momento que durará muito pouco tempo.
Ele durará aproximadamente 72 horas, unicamente.
E, durante essas 72 horas, tudo será consumado.
Vocês deverão, em sua alma e consciência, escolher a luz ou escolher a resistência à luz.
E, se vocês entram na aceitação, no deixar fazer e no abandono à luz inteligente que vem, naquele momento, nós revelaremos, totalmente, quem nós somos, nosso papel, nosso objetivo.

Nada do que foi escondido até o presente ser-lhes-á escondido.
Tudo lhes será revelado porque, a partir do momento em que, como eu o dizia um pouco antes nesse capítulo, no momento em que vocês entrarem na Unicidade da luz, vocês terão acesso a todas as fontes de informação, e isso, em tempo real, como vocês dizem, uma vez que vocês começarão, através disso, a sair do espaço tempo/luz.
Vocês entrarão na luz viva.
Vocês se tornarão a luz viva.

(pág. 41) 

CAPÍTULO 5
As novas vidas sociais


Na aurora de um novo céu e de uma nova Terra, você é a criança de amanhã e o criador de amanhã.


Caro leitor e caro irmão, vamos entrar, agora, numa parte que é, aos nossos olhos, nós, povo do Intraterra, uma parte essencial, mas que é, também, uma parte essencial em seu mundo, mesmo se vocês não tenham compreendido todos os prós e contras.

Trata-se do que nós chamaremos a vida social.
Essa vida social é marcada, em primeiro lugar, por meios que foram colocados à sua disposição desde extremamente muito tempo, mas, também, através de todas as vias existentes (qualquer que seja o reino).
Esse meio existente e que permite a organização da vida social chama-se «comunicação».

Ora, seu mundo distanciado e separado da terceira dimensão experimenta, há mais de 50.000 anos agora, modos de comunicação que fazem parte de sua vida, ou seja, modos de comunicação distanciados e separados.

Nós falaremos, em detalhe, se efetivamente quiserem, num segundo tempo, dos diferentes modos de comunicação existentes entre as entidades vivas.
Mas vamos, primeiro, dar-lhes os elementos que farão o que vocês serão em sua humanidade, quando ela tiver se tornado Una, e o que nós fazemos, quanto a nós, há 300.000 anos agora, ao nível da comunicação.

Quando vocês falam de comunicação, no que lhes concerne, vocês vislumbram, sempre, uma comunicação que utiliza a linguagem ou sinais de reconhecimento bem precisos, que põem em relação dois sistemas vivos.
Isso corresponde à teoria da informação, na qual uma informação viaja de um sistema vivo a outro sistema vivo.

Entretanto, a comunicação que vocês conhecem funciona em sentidos extremamente precisos, que vão ao sentido da divisão.
De fato, um líder exprimir-se-á, por exemplo, à massa, mas nós jamais vimos uma massa exprimir-se a um líder, a não ser através de certa forma de descontentamento extremo que pode conduzir, como foi o caso na França, à guilhotina, para seu rei, no ano de 1792, por exemplo.

Regra geral, a comunicação junto a vocês é unidirecional.
Ela parte da cabeça para chegar até a base.
Entretanto, existe, e isso vocês compreenderam, há extremamente longo tempo, uma comunicação horizontal que estabelece relações entre os indivíduos, dois a dois, mas, também, ainda uma vez, através de todo sistema vivo, dois a dois.

Esse modo de comunicação e de troca de informações funciona, também, obviamente, na luz, ao nível de células e ao nível da organização geral de seu sistema de três dimensões.
Aquilo de que vocês deverão tomar consciência, e nós faremos a experiência ao final, quando de um exercício prático, é compreender que a comunicação na quinta dimensão não acontece, unicamente, nas vias que vocês conhecem, mas vai implementar outras vias de comunicações muito mais essenciais e fundamentais, que têm em conta a harmonia e o respeito do equilíbrio entre as diferentes formas de vida.

A estrutura geodésica de 24 seres comunica-se, por vezes, com outro ser, como vocês puderam constatar no primeiro capítulo, quando nossa comunidade de 24 dirigiu-se ao walk-in consciente bidirecional, antes que a palavra fosse deixada a Ramatan.
Há, portanto, aí, algo de extremamente novo, qual seja, que a comunicação não se fará mais, unicamente, num sentido descendente, mas poderá fazer-se, também, via comunicações do múltiplo para o Um, e é aí a grande novidade dos modos de comunicação na quinta dimensão, que têm a organização espacial da nova luz autêntica.

Desde já numerosos anos em sua Terra de superfície, certo número de canais fizeram-se conhecer e comunicam-se, eles, com planos espirituais, ou seja, recebem informações de planos dimensionais que não vêm, obviamente, de seu mundo habitual, mas vêm de ultramundos ou do além, se preferem, que correspondem a outras dimensões.
Essas dimensões que podem ser da terceira astral, da quarta, da quinta e até a décima oitava dimensão.
Há muito numerosas dimensões intrincadas desde a dimensão um até a dimensão trinta e quatro, para não falar daquelas que são conceitualizáveis, tanto em nosso Espírito como em seu Espírito.

Entretanto, é importante compreender que, quando nós acedemos à coerência da luz autêntica, ou seja, quando a luz passa de uma forma redonda, de uma onda corpuscular, à luz hexagonal, ou seja, a uma estrutura fractal em seis direções do espaço, naquele momento, a comunicação pode estabelecer-se segundo regras totalmente diferentes e necessitam, obviamente, certo número de aprendizados, para saber que, quando, por exemplo, a multiplicidade de nossas células em 12, ou mesmo 24 entidades biológicas distintas dirige-se a uma Unidade exterior da estrutura geodésica, ou mesmo interior à estrutura geodésica, é evidente que não deve ali haver uma comunicação diferenciada entre cada uma das 24 entidades que constituem a estrutura geodésica, mas uma via comum, vinda das 24 individualidades, que se dirige, portanto, a uma entidade interior ou exterior à estrutura geodésica.

(pág. 42)

É um modo de comunicação que necessita passar por ferramentas que vocês não conhecem e, em particular, modos telepáticos de sincronização, de sintonização (de ideias, de pensamentos e de conceitos), antes de aterrissar na Fonte e de voltar ao alvo que deve receber essa informação.

Agora, entretanto, esses novos modos de comunicação recorrem, portanto, a sons direcionais e a apoios que vão bem além daqueles que vocês conheceram desde 52.000 anos.
No problema de comunicação de ser a ser, que vocês chamam o «relacional» (quer esse modo relacional passe por um modo verbal ou sensitivo ou por um modo de indumentária ou por sinais de natureza emocional), é evidente que a compreensão de um não é, necessariamente, a emissão do outro e reciprocamente, o que conduz, obviamente, a erros de conceitualização, a erros de linguagem, a erros de apreensão, mas, também, a erros de compreensão extremamente prejudiciais.

Imaginem o que acontece de ser a ser.
Transponham isso de país a país e vocês têm, inevitavelmente, um estado de guerra ligado, unicamente, a uma comunicação que não é conforme.
Nós chamaremos «comunicação não conforme» a todo sistema que emite uma informação que é captada de maneira deformada pelo receptor.
Nesse caso, não há mais comunicação, mas há confrontação.
E todos os seus sistemas de valor, todos os seus sistemas de crenças são ligados a essa distorção de comunicação.
Desde os fatos reais que aconteceram quando seu maior Mestre encarnou-se sobre a Terra, e o que foi deduzido, escrito, transformado, quarenta anos depois, conduz-nos ao que vocês conhecem hoje, ou seja, um espaço de divisão, um espaço no qual ninguém compreende mais ninguém, um espaço em que cada um compreende o que, efetivamente, quer entender e não o que foi dito ou emitido pelo outro, tanto através da linguagem verbal como através de uma comunicação escrita, como através de diferentes sinais a que vocês chamam emocionais, estruturais, sociais, convenções e outros.

E, obviamente, eu não falo da comunicação que pode existir quando entram em jogo outros elementos (como o afetivo ou como os laços de sangue), caso em que a comunicação torna-se completamente aberrante, em todo caso, aos nossos olhos, ainda que ela lhes tenha permitido existir há 52.000 anos.

Aí estão os modos de comunicação tal como vocês os conhecem atualmente e que têm limites, obviamente, que vocês começam a compreender, ou seja, que a comunicação que vocês emitem não é, certamente, aquela que é recebida pela pessoa, pela entidade viva que recebe.
Daí os problemas de comunicação que existem no interior de vocês mesmos, entre os comandos centrais e seu corpo, entre duas células, e que são responsáveis por certo número de anomalias a que vocês chamam doença (como, por exemplo, o câncer) ou o que vocês chamam doença degenerativa.
O mesmo problema de comunicação induz às mesmas perturbações, quais sejam: os desequilíbrios, a morte, a distorção e a não compreensão.

Ora, nos fenômenos da quinta dimensão, na qual o distanciamento não existe mais, é importante estabelecer modos de comunicação que sejam absolutamente seguros e certos, para evitar que a luz volte à anarquia que vocês conhecem.
Nisso, a estrutura hexagonal da luz e a estrutura geodésica das Unidades individuais organizadas em estratos de 24 indivíduos permitem, obviamente, paliar esses erros que são inerentes à descida e à materialização da consciência ao mais distante da Fonte.

Vocês compreendem, portanto, que novos modos de comunicação estão estabelecendo-se, agora, em seu mundo de superfície.

Eu falava, precedentemente, do que se chamam os fenômenos de canalização, que consistem em receber uma comunicação que vem de outro plano, ou mesmo de outro mundo.
Aí também, infelizmente, há um fenômeno de distorção que existe entre um pensamento emitido por um ser de luz – que vem, portanto, de uma luz coerente, hexagonal – e que é obrigado a passar via seu cérebro, ou seja, por esse filtro de luz que está ao nível de sua cabeça, através de um desperdício de informação (para passar de um sistema hexagonal para um sistema de natureza ondular, corpuscular, ondulatória corpuscular e, portanto, redonda).

Entretanto, esse modo de comunicação, que está, atualmente, desenvolvendo-se extremamente na superfície de seu planeta permite, no entanto, fazê-los chegar a certo número de informações essenciais para o futuro e a evolução de sua humanidade.

Agora, a que vocês vão encontrar-se confrontados nos anos que vêm, no momento em que a erupção da luz da quinta dimensão fizer-se cada vez mais presente e cada vez mais próxima de sua terceira dimensão?
Bem, primeiramente, vocês começarão a vislumbrar fenômenos de tipo que vocês chamam «telepáticos», ou seja, sintonização de pensamento que vai entrar em ressonância entre os indivíduos, ou seja, esse fenômeno de pensamento será responsável pelo que é observado no desenrolar de sua vida, quando vocês entram na Unidade da Fluidez ou na Fluidez da Unidade, ou seja, os fenômenos de sincronia ou de hiper-sincronia.
Isso quer dizer que pensamentos poderão ser emitidos e vocês captarão aquele que emitiu o mesmo pensamento, de maneira a entrar em relação de pensamento a pensamento coerente.

Esse é um modo de comunicação que começa, cada vez mais, a aparecer na superfície de seu planeta e que concerne a cada vez mais seres humanos que estão em via de abertura e em via de recepção dessa famosa luz e na busca autêntica da luz autêntica.

(pág. 43)

Agora, o modo de comunicação mais importante é aquele que recorre a um movimento inverso daquele que vocês conhecem.
Hoje, há um líder que se dirige à multidão.
Hoje, há um chefe que vai comandar a multidão, através de diferentes sistemas que vocês instauraram, quer seja a justiça, quer sejam os homens políticos, e, isso, em todos os escalões da sociedade.
Há um chefe de família que comanda o conjunto de sua família, através do que ele comunica.
E o problema vem daí, ou seja, essa comunicação unidirecional provoca, necessariamente, distorções e retornos memoriais que vão cristalizar-se em seus corpos e provocar o que vocês chamam de doenças, por vezes extremamente graves.

É extremamente importante compreender que, na quinta dimensão, isso não pode ser possível.
A comunicação é, necessariamente, bidirecional, no que concerne a dois indivíduos, e acontecerá nas seis direções do espaço.
O que quer dizer que a comunicação vai pôr em jogo e em ressonância dois sistemas vivos, mas não unicamente esses dois sistemas vivos, mas, nas outras dimensões, vai pôr em relação toda a rede social e todos os participantes da rede social, ou seja, não pode haver comunicação não onidirecional.

O mais importante é compreender que o movimento de inversão e de reversão que vai existir na quinta dimensão vai corresponder ao fato de que não será mais um líder que se dirigirá à massa, mas a massa que se dirigirá a uma Unidade.
E os movimentos serão possíveis nos dois sentidos, o que muda tudo porque, nesse caso preciso, não pode haver distorção da comunicação, porque há uma regulação que se faz, de maneira a que a sincronia das comunicações nos dois sentidos (bidirecional) ou nas seis direções faça-se de maneira sincrônica.

A partir do momento em que um pensamento é emitido desde um grupo estruturado para outra entidade, qualquer que seja seu lugar, qualquer que seja seu espaço no mundo do Intraterra (o que será o caso para vocês, ainda uma vez eu o repito) apenas poderá fazer-se se houver a sintonização e se houver a certeza de que a comunicação e o relacionamento são conforme o que há no espírito dos dois sistemas, mas, também, de todos os outros sistemas, devido a essa comunicação onidirecional, de maneira a compreender que essa comunicação apenas pode estar na linha reta da coerência da luz.
E, nesse caso, obviamente, dado que esse sistema de vida social é o próprio fundamento da quinta dimensão, torna-se evidente que não pode haver aparecimento de doenças nos sistemas microcósmicos que são as células (no sentido em que vocês entendem) porque não pode haver desperdício de informação.
Não pode haver informação errônea.
Pode apenas haver ressonância e concordância perfeita entre o emissor e o receptor, porque os dois comportam-se como emissor/receptor.
Não há um que seja mais importante do que o outro.

E, além disso, esses dois emissores/receptores, postos em relação de comunicação, qualquer que seja esse modo de comunicação, estão, necessariamente, em ressonância com os outros sistemas multidirecionais, onidirecionais, como acabo de assinalar.

Esse modo de comunicação é um modo específico, que é ligado à organização no modo hexagonal que se junta, assim, a uma coerência interna muito mais importante do que as formas redondas que vocês conhecem.

Assim, caro irmão e irmã, vocês concebem que o advento da quinta dimensão corresponde a uma reorganização primordial de trocas e comunicações entre todas as formas de vida, mas, também, no interior da cidade, o que, hoje, era seu plano de vida social nesta terceira dimensão.

Você deve, agora e já, começar a fazer o aprendizado desse novo modo.
É, efetivamente, evidente que, com esse modo de comunicação multidirecional, é feita referência a uma precisão, a uma verdade e a uma ausência total de falsificação do que pode ser emitido por um emissor e recebido por um receptor.
Torna-se, portanto, evidente que a própria organização da vida social vai fazer-se segundo normas totalmente diferentes, nas quais a noção de dissimulação, a noção de opacidade não terá mais curso.
A transparência será a regra e a transparência deverá ter em conta outras entidades vivas, tanto na estrutura geodésica de 24 como quanto a relações um pouco mais profissionais, diríamos, ou mesmo afetivas, que existem, entretanto, junto a nós, ainda que elas não tenham as mesmas conotações que vocês colocam, vocês mesmos, através das noções de apego.

De fato, o relacionamento ou a comunicação nesse modo novo, que corresponde à quinta dimensão, é ligado, portanto, à presença da estrutura hexagonal da luz e não permite a presença da mentira, da falsidade e, em caso algum, a noção de propriedade.
A propriedade corresponde a um confinamento.

E, assim, a vida social não poderá estabelecer-se segundo as regras conhecidas, que vocês utilizam, não há 50.000 anos, mas desde o nascimento do que se chama a usura.
E assim, o dinheiro, tal como vocês o compreendem, como moeda de troca, não terá mais razão de ser, porque a troca faz-se de ser a ser, diretamente, e sem passar por um modo terceiro, mas, única e diretamente, através do conhecimento instantâneo que podem ter os outros emissores/receptores nessa multidimensionalidade.

Convém, portanto, compreender que vocês não poderão mais funcionar através das mentiras, através da aparência, através dos «diz-se», através das sugestões, mas, efetivamente, através da afirmação, real e concreta, do que vocês são, o que provoca, necessariamente, a implementação de sua própria mestria.

Nós os engajamos, hoje, a desenvolver, cada vez mais, sua transparência da mestria, de estar em acordo com o que vocês dizem, fazem e pensam e não provocar distorções entre o que é dito e o que é feito ou adotar atitudes de conforto que seriam contrárias ao estabelecimento dessa nova comunicação.

(pág. 44)

Assim, portanto, agora e já, sua comunicação – tanto verbal como intelectual e emocional – deve fazer-se segundo esse princípio de respeito e de estar certo da correspondência do que vocês emitiram e do que é recebido, o que é, infelizmente, de momento, muito raramente, o caso.

De fato, as distorções são induzidas através das posições hierárquicas numa família, num trabalho, mas, também, em função do que vocês chamam as condições sociais e os «que vão dizer».
Convém, aí, começar a afastar-se, de maneira formal, de tudo o que iria contra essa precisão de comunicação, mesmo em seu modo unidirecional, de maneira a tentar liberar, ao máximo, os condicionamentos que foram postos através dos condicionamentos sociais, os condicionamentos culturais, mas, também, familiares e afetivos.

Convém avançar, totalmente livre, e afirmar essa comunicação unidirecional num modo multidirecional, o que quer dizer que, a partir do momento em que você emite um conceito, um pensamento, uma ideia, podem, efetivamente, assegurar-se de que o outro, efetivamente, recebeu o que vocês emitiram de maneira formal e de maneira inteligente.
Isso condicionará e permitirá, se você quiser, a conformidade direta, no momento da quinta dimensão, ao mais próximo de seu reino de terceira dimensão.

Nessas condições, se vocês treinam para entrar em comunicação consciente e não mais uma comunicação unidirecional, vocês poderão estar certos de que o que vocês dizem, o que vocês fazem, o que vocês empreendem será perfeitamente recebido, mesmo se isso não queira ser recebido pela pessoa que está à frente ou o sistema que está à frente, porque cabe a ele, por sua liberdade, recusar, de momento, essa comunicação.

Numa fase ulterior, na qual, verdadeiramente, a quinta dimensão estará ativa, não será possível manter uma recusa, porque todo pensamento ou toda emissão de comunicação estará, necessariamente, em acordo, como eu o dizia, com a nova luz hexagonal, a luz autêntica da quinta dimensão.

(pág. 45)

Exercício prático: Conexão a 24 Unidades

Agora e já, vamos propor-lhes um exercício prático que vai facilitar-lhes a tarefa.

Lembrem-se de que esse livro é um livro de transformação, um livro que vai permitir-lhes verificar, por si mesmos, através de sua leitura e da implementação dos diferentes elementos, a realidade e a proximidade do advento da quinta dimensão.

Assim, como vocês são, atualmente, vários a ler este livro ao mesmo tempo, convém tentar conectarem-se e realizar essa conexão como Unidade, com 23 outra Unidades, necessariamente, pelo planeta.

E a intenção, nesse nível, que vai consistir, num primeiro tempo, em afirmar Eu Sou Um, num segundo tempo, conectar-se à Fonte Pai e à Fonte Mãe, com esse cristal situado a um metro acima de sua cabeça e esses dois cristais situados a um metro de cada lado, sob seus pés.

Assim, afirmando, primeiro, o Eu Sou Um, em segundo lugar, visualizando e afirmando sua conexão à Fonte Pai e à Fonte Mãe, vocês se põem em estado de sintonização e, nesse estado de sintonização, vocês poderão emitir um pensamento preciso e coerente e constatarão, muito rapidamente, que haverá um relacionamento instantâneo com as outras 23 entidades.
E vocês poderão comunicar-se (sobretudo, não se deixem perturbar pelo medo, pela apreensão, pelo quando dirão e outros).
Mas, se vocês realizam isso na ordem que acabo de dar, vocês poderão estabelecer, assim, um contato multidimensional, com outras 23 entidades, que podem corresponder, no momento em que você fazem o exercício, a uma estrutura geodésica de 24 entidades.

Vocês podem, também, treinar, se o desejarem, dois a dois, e verificar, naquele momento, que a comunicação faz-se de maneira autêntica e conforme, de maneira completamente natural, sem que seja necessário colocar-se uma questão.

Se vocês estão em dupla, se vocês estão com amigos que leram este livro, vocês podem, num primeiro tempo, treina para fazer essa experiência dois a dois.

Eu repito o protocolo, parece-me bastante simples:
Vocês afirmam «Eu Sou Um», o que permite seu alinhamento com sua estrutura essencial de Unidade.
Vocês afirmam sua ligação ao céu, religando-se a essas raízes celestes do Pai/Fonte/Sol, um cristal a um metro acima de sua cabeça.
Em seguida, vocês se religam aos seus cristais Fonte, a um metro sob os pés, de maneira a afirmar sua ligação à Fonte Mãe, dizendo «Eu Sou Um».

Naquele momento, estando com alguém diante de vocês, ao lado de vocês, num outro cômodo, pouco importa, basta-lhes emitir um pensamento claro e preciso e vocês verão o que acontece.

Eu já posso assegurar-lhes que, a partir do momento em que vocês emitirem um pensamento, ainda que seja um pensamento simples que comporte duas ou três palavras, vocês constatarão que o que vocês chamam a telepatia e o acordo e a sintonia de pensamento implementam-se com extrema rapidez.
O que vocês realizarão a dois, vocês poderão realizá-lo, em seguida, com números mais importantes.
E, se vocês sentem a força nisso, a coragem, vocês poderão, de imediato, entrar em comunicação com uma estrutura geodésica.

Num segundo tempo, progressivamente e à medida de seu treinamento, vocês observarão, também, que poderão entrar em comunicação, sem qualquer desgaste em relação às suas estruturas, diretamente com os ultramundos ou diretamente, por que não, com alguns de nós, ao nível do Intraterra porque, efetivamente, esses modos de comunicação (não tanto como walk-in consciente bidirecional, o que demanda, eu os lembro, uma preparação muito longa, mas, entretanto, um modo de comunicação multidimensional) poderão instaurar-se, não mais como uma canalização, na qual, eu os lembro, o sentido é unidirecional, mas, verdadeiramente, como algo de bidirecional.

Em sua terceira dimensão, vocês terão um resumo da quinta dimensão.
O objetivo final dessa comunicação é superar uma via social, tal como vocês a conhecem, mesmo harmoniosa, mas, sobretudo, entrar em contato final com a Fonte.

Essa comunicação com a Fonte permite ter acesso, pôr em relação sua consciência comum com o inconsciente coletivo (como alguns grandes homens, presentes em seu planeta, disseram e, em especial, penso em Karl Gustav Jung).
Esse inconsciente coletivo, tal como o definiu Jung, não é um hipotético outro lugar ou uma outra dimensão, é uma dimensão que está inscrita em sua memória biológica, em cada uma de suas células e numa parte precisa de seu corpo, que se chama o cerebelo.

A partir do momento em que vocês funcionarem segundo esse modo de alinhamento «Eu Sou Um» conectado ao Céu, conectado à Terra, por intermédio dos cristais, vocês poderão, também, entrar em comunicação direta com a totalidade do que está contido no inconsciente.
E, naquele momento, não haverá mais qualquer limite a qualquer forma de conhecimento e qualquer limite a qualquer forma de compreensão das leis do universo.

Cristais e Ser – JL Ayoun – dezembro de 2010

(pág. 46)

CAPÍTULO 6
A última revelação


Juntos para o Único.
Unidade para as Unidades.
As Unidades para a Unidade.


Bem, caro amigo leitor, após ter estado, de revelação em revelação, chegamos, agora, a esta etapa importante, que nós chamamos, com você, a última revelação.

De fato, convém chegar, agora, além da revelação de nossa presença, além da revelação do que é a quinta dimensão e do que funciona e não funciona mais na quinta dimensão.
E convém, primeiramente, aproximar, ao mais perto e ao mais exatamente possível, o que poderá ser sua nova função, sua nova vida nessa quinta dimensão.
E, para isso, será necessário aceitar, como você compreendeu, certo número de eventos, certo número de elementos que, depois de tempos extremamente antigos, não fazem parte de suas experiências de vida.

Sua experiência nova de vida vai consistir, num período relativamente curto, em aceitar, sem restrição, deixar fazer em você a vontade do Divino, deixar fazer em você as energias da alma, deixar fazer em você as energias do Espírito.

Você deverá, pouco a pouco, abandonar seu ego, transcendê-lo, ativar em você tudo o que vai permitir levantar os últimos condicionamentos, os últimos apegos, os últimos elementos que poderiam vir contrariar sua esperança, sua intenção de ir para essa ascensão tão desejada, de subir para além de sua condição presente para voltar a tornar-se, realmente, um ser humano consciente de sua Divindade, consciente da Fonte que é e que emana de si mesmo essa Fonte e, estando, permanentemente, religado à Fonte Pai/Sol e à Fonte Mãe/Terra, eu deveria dizer, antes, Mãe Intraterra.

E convém, para isso, progressivamente e à medida de seus dias que passam, tentar, o mais possível, com uma intenção firme, com uma intenção clara, treinar em você os últimos desapegos, as últimas liberações de seus condicionamentos, suas feridas, se você prefere.
Convém, para isso, como você viu, progressivamente e à medida desta obra, assegurar e assumir e afirmar esta frase «Eu Sou Um», religar-se às suas Fontes Terra e Mãe e, também, aceitar compreender os novos modos de funcionamentos, as novas leis que vêm para você.
Mas, também, convém a você aceitar abandonar tudo o que deve morrer, tudo o que não deve mais ser, tudo o que participa da divisão, da separação, tudo o que participa da ilusão ou da divisão.
Convém, para isso, ser o mais claro com cada minuto de sua vida, dar-se conta do que o freia e do que pode impedir sua expansão permanente para a ascensão, de maneira a liberar-se disso o mais rapidamente possível.

Essa liberação consiste em retirar-se, em retirar-se dos pesos, em aliviar-se, entrar cada vez mais na vibração da consciência e na vibração da Unidade, na vibração dessa luz específica, a fim de, pouco a pouco, desvendar, revelar ao máximo a Unidade que você é.

E todo elemento que for considerado como trava, como limitante deve ser seriamente encarado como algo que deve ser eliminado, pura e simplesmente.

Certamente, em alguns casos, pode parecer difícil dizer-se que tal pessoa tão próxima de você é um freio potente para sua elevação.
Certamente, convém compreender que algumas profissões e, em especial, profissões em que a condição de ajuda pode ser importante, é também um freio para sua expansão e para sua liberação.

Convém fazer isso sem egocentrismo, mas em toda lucidez, em toda clareza.
Todos os elementos, todas as pessoas, todas as situações que possam ferir sua liberação e sua expansão são pesos mortos que convém, progressivamente e à medida do tempo que lhe resta, liberar, destacar de suas estruturas, de sua consciência, de sua vida, a fim de estar ao mais perto da realidade final que você é, da Fonte que você é, a fim de liberar, a fim de elevar um pouco mais seu nível vibratório.

De fato, esse fenômeno de ascensão, tão desejado por tantos seres, tão esperado, tão sonhado  por tantos seres apenas poderá sobrevir na condição de que você renuncie a todas as suas ilusões, a todas as suas quimeras, a tudo o que você construiu com o suor de seu rosto.

Convém, para isso, mais do que nunca, estar enraizado, não na materialidade, mas na Terra, estar certo de que você é o filho abençoado do Céu e da Terra e que, através dessa ligação, dessa afirmação do «Eu Sou Um», tudo o que você tem necessidade, realmente, para sua vida, ser-lhe-á trazido.
Tal como o dizia seu Mestre encarnado sobre esta Terra: «Será que os pássaros preocupam-se com sua refeição?».

Você deverá chegar a essa liberação final, liberar-se de todos os pesos, de todos os apegos, eu repito, de todos os condicionamentos que fizeram com que você fosse o que você foi, algo destacado de sua Fonte, que experimentou a divisão, a separação, as coesões, que deve, hoje, aceitar voltar-se para seu futuro, para sua evolução, para seu pleno potencial de atualização de ser humano.

(pág. 47)

Convém, para isso, fazer o sacrifício de seu conforto, fazer o sacrifício do que não é a Divindade, do que não é a Unidade e que, por alguns lados, podia satisfazer seu ego: sua vida material, sua vida afetiva, sua vida em tudo o que ela comporta hoje de tradições sociais, efetivamente enraizadas por aqueles que manipulam as leis, as regras, para criar apegos do humano à materialidade, à lei de ação/reação, para impedir de reencontrar sua Unidade fundamental e sua liberdade fundamental, sua Unicidade do Divino.

Convém, também, trabalhar e laborar para a reunião das diversas Unidades, como nós o dizíamos, no início deste livro.
Convém desenvolver os novos meios de comunicação, os novos meios de comunhão com outras entidades que terão lido este livro, com outros seres humanos no caminho para a ascensão, com outros seres humanos em curso de liberação.
Estabelecer contatos conscientes de comunicação, de maneira a reforçar seus próprios campos vibratórios, de maneira a reforçar suas estruturas sutis que os aproximarão ao mais perto da vibração da luz da quinta dimensão, que é tanto e tão diferente daquela que vocês conhecem.

Vocês devem compreender que terão a liberdade, que terão escolhido e que se desapegarão do que deve ser desapegado em função do que vocês decidem.

Se você o quer, efetivamente, amigo leitor, nós vamos, agora, entrar nos arcanos de nosso futuro comum.
Como você sabe agora, nosso Sistema Solar está em via de sacralização e, em especial, nosso planeta, que nos porta e que nos abriga, nós, do Intraterra, está em via de sacralização.
Essa sacralização está em relação direta com o que nós chamamos, precedentemente, «o sacrifício» que você deve fazer.
Esse sacrifício vai consistir, para a Terra, ela também, em não mais aceitar os fenômenos de divisão e de separação que nós aceitamos viver junto a vocês, ela, como nós, há 52.000 anos.
Mas está decidido, agora, pôr fim à experiência da separação, da separatividade, do distanciamento, de tudo o que vocês conhecem como guerra, como distorção, como fenômeno que provoca cada vez mais experiências afastadas da Fonte.

A Terra deve entrar, nos sete anos que vêm, em sua sacralização a mais total, o que quer dizer que ela deve manifestar, agora, o que ela é: um planeta sagrado.
Isso quer dizer que ela deve reativar, em si, certo número de portas, certo número de lugares, alguns sob o nível das águas desde efetivamente longo tempo.
E algumas partes de elementos que constituem continentes que vocês conhecem devem deixar o lugar para estruturas novas e para estruturas renovadas, regeneradas.

Do mesmo modo nós, povo do Intraterra, progressivamente e à medida dos anos que vêm, vamos desvendar nossa presença, não mais através deste escrito ou de outros escritos que já saíram um pouco por toda a parte pelo mundo, mas através da realidade de nosso contato.
Não unicamente segundo o processo pelo qual este livro foi escrito (walk-in consciente bidirecional), mas por um contato físico, real, mas, também, por um contato de comunicação de tipo quinta dimensão.

Esse trabalho vai necessitar de certo número de reajustes, de realinhamentos de tudo o que acontece na superfície, tanto na superfície deste planeta como nas relações existentes entre os planetas desse Sistema Solar.

A qualidade da irradiação solar já mudou fortemente.
A qualidade de vibração ao nível dos mundos de superfície acelera-se grandemente.
Os polos geomagnéticos já estão deslocados de várias dezenas de graus.
Mas convém compreender, caro amigo leitor, que, em nosso Intraterra, as coisas estão, também, preparando-se.
Nós estamos reativando as portas de passagem transdimensionais, de planeta a planeta.
Estamos permitindo a emergência de uma nova forma de manifestação vibratória, através da chegada, em nossa constelação do Intraterra, de imensas embarcações que vão permitir os fenômenos de ascensão coletiva.

Não esperem ver outras embarcações que não de luz.
Não esperem ver embarcações de natureza estritamente metálica, mas, efetivamente, embarcações de luz.
E essa luz será, obviamente, material também, mas não de metal.

Não se surpreendam com sinais no Céu.
Não se surpreendam com sinais em sua vida.
Não se surpreendam com sinais das profundezas da Terra.
Não se surpreendam com sinais do ar, sinais do fogo.
Não se surpreendam de ver florir, emergir, progressivamente e à medida dos alguns anos que vêm, certo número de conceitos inéditos.
Eles já estão na trama de seu inconsciente de superfície e alguns seres, um pouco mais avançados na escala da evolução, captam essas tramas de vidas sociais novas, essas tramas de vidas que vocês chamam econômico-sociais novas.

Essas tramas de vidas novas, em relação com essa comunicação nova que nós esperamos ver levar a efeito o mais rapidamente possível.
Essa revelação é uma revelação posta em conformidade, de revelação do que vocês são, do que é seu planeta, mas, também, do que nós somos e das ligações que mantemos com vocês em nosso último ciclo de evolução desde mais de 50.000 anos.

Convém compreender que, através desse contato e desses contatos que se manifestarão, nós vamos facilitar, grandemente, a evolução da consciência da humanidade a título coletivo, a fim de que ela não duvide mais da existência da luz, da existência da Unidade da Divindade, da existência de outras dimensões, de outros mundos, de outras realidades que interpenetram sua realidade.

Tudo isso vai provocar certo número de resistências, obviamente, certo número de freios que serão como os últimos espasmos desta dimensão que morre para vocês.
Convém que vocês entrem, cada vez mais, em sua interioridade, em seu coração, de maneira a não serem perturbados por esses eventos.

(pág. 48)

Lembrem-se, também, do que nós dizíamos, do que eu dizia, eu também, mais especialmente, quando eu lhes dizia que o que acontecia no exterior de vocês mesmos corresponde, perfeitamente, coincide, totalmente, ao que vocês são no interior.

Esse combate exterior corresponde, também, aos seus combates interiores.
Convém aceitar isso com um mínimo de sabedoria, um mínimo de lucidez e um mínimo de intenção de bem, de vontade de bem.

Aí está, caro amigo leitor, as coisas que lhe são propostas hoje,
Aí está, em algumas palavras resumidas, o que poderia ser analisado bem mais profundamente e no que apenas o espírito importa e não a natureza dos fatos, a natureza dos eventos, mas, efetivamente, o Espírito, o significado profundo, que é um significado de reversão, de transformação, de re-informação da matéria e da luz, de re-informação de suas vidas em relação à sua natureza essencial e profunda, à supressão das ilusões, à supressão das máscaras.

Pouco a pouco, progressivamente e à medida dos dias, caro amigo leitor, que você vai viver, você vai se dar conta de que certo número de coisas para as quais você havia estabelecido valores não tem qualquer sentido.
E o que lhe parecia, hoje, insignificante, parecer-lhe-á, naquele momento, importante,

Olhar o que você chama um filho, sorrir para ele.
Estender a mão para acariciar o cabelo dele, simplesmente passando, sem conhecê-lo, sem nada esperar em retorno.
Interessar-se por uma flor que cresce na natureza.
Interessar-se pela cor do Céu, pela conformação das nuvens, e não pelo curso desordenado de suas bolsas, pelo curso dos oceanos, dos ventos, das marés que destroem tudo em sua passagem, mas, efetivamente, na beleza da manifestação e da recriação permanente da vida.

Assim deve tornar-se sua vida: repleta de vida, repleta de luz, repleta de expansão.
Apenas essa inocência, esse retorno à infância permitirá a você reencontrar o caminho de sua Unidade, o caminho de sua Unicidade.

Apenas o Eu Sou Um, apenas essa conexão que nós demos permitirá a você atravessar, sem obstrução, sem desgaste, este período de revelação transformador, de re-informação das almas.

Convém, portanto, como você compreendeu, ver claramente em você, pôr-se as boas questões quanto aos seus apegos, às suas relações, ao que você quer ver aparecer ou, ao contrário, desaparecer.

Convém ter, firmemente, sua intenção dirigida para esse sentido da luz, para essa Unidade que você procura acima de tudo.

Como dizia seu Mestre: «Deus tem horror dos tépidos».
Você deve fazer escolhas em consciência e você deve assumi-las, ser responsável por elas e co-autor.
Aí, unicamente, está a mestria total de sua Divindade.
Não é mais necessário tergiversar.
Não é mais necessário pesar, eternamente, o pró e o contra, afirmar a necessidade de experiências e afirmar a necessidade de Unidade, afirmar a necessidade dos sentidos e a necessidade de Deus.

Você deve entrar no sacrifício sagrado não para perder a vida, mas para encontrá-la, porque, lembre-se, como dizia seu Mestre: «aqueles que quiserem salvar a vida, perdê-la-ão; aqueles que aceitarem perdê-la, encontrá-la-ão».

Assim é nesse fenômeno de reversão de passagem de terceira à quinta dimensão,
Ninguém pode penetrar o reino dos Céus se não volta a tornar-se criança, pura e inocente, com, simplesmente, em si, a intenção da Divindade, a intenção da Unidade do manifestado da vida, a Unidade da beleza, a Unidade do que vem.

Assim, caro amigo leitor, você tem, agora, a maior parte das cartas em você, a maior parte do que seu mental podia desejar.
Faça de forma a que esse ensinamento novo, essa revelação nova não venha nutrir seu ego, a fim de fazer de você um ser ainda mais distanciado, mas, efetivamente, que essa informação, essa revelação seja uma ferramenta real de transformação, de liberação que lhe permita quebrar as correntes que o mantêm nesse ciclo da ilusão, como o dizem algumas tradições orientais, o Samsara, como vocês chamam, eu creio, o ciclo de renascimentos infernais da lei de ação/reação.

Seu grande neófito disse, há 2.000 anos: «cabe apenas a você entrar na ação de graça, deixar cair os mortos, deixá-los, eles mesmos, enterrarem os mortos».
Aqueles que estão vivos devem ir para a vida e estar vivo e estar na Unidade.
Estar conscientes da Fonte.
Estar conscientes do Céu e da Terra.
Estar conscientes da multidimensionalidade do ser humano.
Estar conscientes de que a vida é Una e de que a vida é Amor, não em palavras, não em conceitos ideológicos, não como uma religião, mas, verdadeiramente, como um modo de viver.

A vida é Amor e ela é, portanto, sagrada.
Sua vida é Amor e ela é, portanto, sagrada.
E você é, portanto, um ser sagrado, que vai para sua sacralidade a mais autêntica.
Você acompanha seu planeta, nosso planeta, para sua sacralidade autêntica.
Convém a você, em sua alma e consciência, fazer a escolha de ir para isso ou, ao contrário, recusar esse caminho.
Mas, nisso não há, tanto ao nível da Terra como ao nível de nós mesmos, povo do Intraterra ou, ainda, de sua alma ou da Unidade da própria Fonte, qualquer risco de julgamento.

Ainda uma vez, nós lhe repetimos: há, em você, a total liberdade de aceitar o que lhe é oferecido: esse presente magnífico, que sobrevém apenas de vez em quando nos planos evolutivos ou, ao contrário, recusá-lo, porque você julga que isso é uma ilusão e que você tem necessidade de continuar seu caminho de experiências, de avidez de conhecimentos, de avidez de conforto material, de avidez de separação.
Em caso algum, ninguém o julgará.
Em caso algum, há risco de sofrimento através de suas escolhas.
O sofrimento, hoje, quaisquer que sejam suas escolhas, é algo que não é mais, digamos, atualidade, disso você pode estar certo.

Nosso Pai, de todos, nossa Fonte comum decidiu que, qualquer que seja o caminho que você escolha, caro amigo leitor, não haverá, nunca mais, lugar para o sofrimento, tal como vocês o construíram na superfície deste planeta.
Qualquer que seja seu caminho, qualquer que seja o caminho que você terá escolhido, caminho de distância e de separação ou de experiências, digamos, ou caminho de Unidade, não há mais qualquer risco de evoluir através desse sofrimento.
Não há boa escolha.
Não há má escolha.

(pág. 49)

Há apenas escolha em relação com a liberdade da consciência, com o grau de iluminação e de iluminação de uma alma, mas, também, em função de seu desejo o mais autêntico.
Nisso, a liberdade, e eu o repito ainda uma vez, é absolutamente total.

Nada, absolutamente nada virá julgar ou condenar suas escolhas.
Os únicos elementos que poderão intervir, efetivamente, no início de suas escolhas, serão fenômenos de resistências ligados à sua estrutura de apego de terceira dimensão.

Mas tranquilize-se, essas resistências eliminar-se-ão, muito rapidamente, porque a luz vem em seu socorro.
Essa luz de sacralidade, essa luz da quinta dimensão, que se efusiona sobre nosso planeta, em nosso planeta, já está presente há numerosos anos.
Ela se reforça, progressivamente e à medida dos anos que passam.
Nisso, ela lhe propõe o que ela é e o que você é.

Você pode aceitar pôr-se em conformidade com o que você é ou decidir, livremente, experimentar.
Não há julgamento, há apenas a liberdade da escolha de uma alma, e isso você deve compreender.
Isso é essencial: não há, no sentido em que algumas de suas religiões disseram, julgamento final.
Não há inferno.
Não há paraíso.
Não há purgatório.
Não há punição.
Isso é uma aberração criada pelo homem para amordaçar, para manter o homem em seus medos.
Há apenas decisões totalmente livres.
Em momento algum vocês foram obrigados a reencarnar.
Em momento algum vocês foram obrigados a descer nesses planos.
Em momento algum vocês tiveram que pagar o que fizeram.
Apenas seu funcionamento consciente decidiu assim.
Em momento algum os obrigaram.

Algo de exterior a vocês não os teria obrigado ao que quer que fosse, porque sua Fonte é Amor.
Sua Fonte é Unidade.
Vocês são Unidade.
Vocês são Fonte, todas as Unidades, tanto quanto vocês são.
Não há, portanto, punição.

Essa lei de ação/reação foi criada, unicamente, por vocês mesmos e por nada mais.
Cabe-lhes, hoje, liberar-se dessas ilusões, mas cabe-lhes, totalmente, também, decidir que o que nós dissemos é uma ilusão e que vocês estão na realidade.
Então, nessas condições, cabe-lhes continuar em sua realidade, mas nós, nós preferimos ir para nossa realidade que é, também, a realidade da Unidade da Fonte.
Ela não pode enganar.
Ela não pode fazer sofrer.
Ela não pode dividir e nós preferimos isso, amigo leitor.

Mas, de toda nossa alma/grupo, de nossa coletividade unitária, nós desejamos, grandemente, que você abra sua alma, sua consciência, seu Espírito para essa efusão de luz autêntica que vem para você, a fim de juntar-se aos reinos do Pai, a fim de juntar-se aos reinos angélicos, aos reinos dessa famosa luz autêntica.

Nós esperamos vê-lo iniciar o caminho de retorno para sua casa, tal um filho pródigo, como dizia seu Mestre.

Em momento algum você será julgado, mas acolhido de braços abertos, e isso, na condição de que você tenha feito essa escolha, mesmo se essa escolha não seja esta, mas o oposto.

Nós o saudamos.
Nós o amamos, de todo modo, como você é amado, eternamente, pela Fonte.
E não esqueça que, em nossas dimensões, o tempo não conta e nós esperaremos milhares de ciclos, até que você volte a lançar-se nos braços da Fonte que você é.

(pág. 50)

CAPÍTULO 7
Os estados do Divino


A revelação do Um através de novas Unidades.
Reencontros dos filhos da Lei de Um.

Bem, caro amigo leitor, caro irmão de superfície, caro filho da Lei de Um, como você pôde constatar, através desta obra, certo número de revelações, certamente, bastante espantosas para você, foram feitas.
Convém, agora, verificar, por sua própria experiência, se isso pode ser admitido ou não admitido.

Jamais nós o forçaremos, assim como os planos espirituais, a adotar algo que você não tenha experimentado, a adotar algo que não fosse ao sentido da Fluidez e de seu sentir.

Convém compreender que tudo o que foi dito participa de um grande plano de evolução que vai bem além do que nós chamamos o Intraterra, bem além da dimensão planetária, mas concerne a um casamento cósmico, a um casamento espiritual esperado desde extremamente longo tempo e que concerne ao conjunto de seu Sistema Solar e de nosso Sistema Solar.

É evidente que o que deve advir participa de uma obra coletiva, de uma obra ligada à Fonte, ligada à Divindade do homem e à Divindade muito curta.
Convém aceitar que, efetivamente, as coisas devem mudar em seu interior e em seu exterior.
Nisso, inúmeras profecias, como vocês denominam, foram emitidas, foram transmitidas, dadas à humanidade desde tempos extremamente antigos e que concernem a esse período dos sete últimos anos dos fins dos tempos, que vocês vão viver muito proximamente.

Convém compreender que esses eventos não estão escritos na trama do tempo, mas correspondem a futuros possíveis que, a cada minuto, a cada instante, modulam-se, transformam-se, agravam-se ou melhoram, em função de cada um dos pensamentos dos filhos da Terra.

Entretanto, a probabilidade jamais foi tão forte, como essas núpcias cósmicas, que se acompanham de uma perturbação importante e considerável deste planeta, como ele jamais viveu.
Em relação a isso nós, povo do Intraterra, nós lhes pedimos para jamais ter medo, jamais tentar saber quando isso ou aquilo sobrevirá, mas, simplesmente, centrar-se em seu interior e encontrar em si sua escuta interior, seu alinhamento interior, que lhe permitirá, no momento oportuno e no momento vindo, permanecer centrado e alinhado em si mesmo e não no que virá, no que poderá parecer como algo de bastante fantástico, qualquer que seja o sentido no qual você entenda isso.

Convém permanecer centrado a cada sopro que anima sua vida.
De fato, não é mais tempo, agora, exceto ser você mesmo, de querer interferir nesses eventos, quaisquer que sejam.
Convém a você estar nesse famoso estado de alinhamento, nesse estado de concordância com a própria Fonte que você é, de maneira a viver isso, não destacado, mas permanecendo no alinhamento Divino da Fonte.

Os eventos que devem advir e que advirão agora, esteja certo, são, de qualquer modo, um elemento necessário para a germinação, para a criação da nova humanidade, regenerada na espiritualidade, regenerada na conexão à sua Fonte.
De fato, no momento oportuno, cada ser humano saberá, realmente, quem ele é, saberá, realmente, as escolhas que fez e as escolhas que ele pode ainda fazer, em função de sua evolução e de seu passado.

Convém sentir isso no mais profundo de seu ser e adaptar sua conduta a algo que esteja em coerência, em alinhamento com sua Fonte e, portanto, com a totalidade do respeito da vida, sob todas as suas formas.
Eu preciso, efetivamente, sob todas as suas formas.

Convém, cara alma, caro amigo, caro leitor, reforçar, progressivamente e à medida das semanas, dos anos que vêm, sua própria conexão à Fonte; reafirmar, a cada sopro, sua ligação à Unidade e sua concordância e a Fluidez da Unidade em você e, efetivamente, compreender que você participa do mistério Divino da criação, porque você é, você mesmo, filho da Fonte, filho do Um e, portanto, submisso à Lei de Um.

A partir do momento em que você respeitar essas simples exigências, para além das simples contingências que correspondem à sua vida e, isso, em todos os planos, ser-lhe-á fácil, nós pensamos, e, realmente, nós pensamos, viver em harmonia total com o que vem.

É extremamente importante, caro amigo leitor, que você compreenda, também, efetivamente, o teor dos ensinamentos que você leu, reteve, entendeu, tanto em relação à luz, como em relação ao funcionamento de nossas cidades, porque, obviamente, nós demos, aí, um resumo do que deve ser, em breve, seu modo de evolução e seu modo de vida.

É livre a você, eu repito, recusar crer, estar em acordo ou em desacordo com o que nós lhe transmitimos.
Entretanto, a vibração que acompanhou este livro deve permitir-lhe não duvidar da realidade do que você sentiu, da realidade do que vem para você.

Nós lhe falamos, indiferentemente, como ser, como alma, mas, sobretudo, não se esqueça de que, para verificar a veracidade do que foi transcrito, transmitido, você deve pensar em outras almas, em outras Fontes de Unidade de luz, de modo a conectar, espontaneamente, 23 outras entidades de luz com as quais você formará essa primeira Unidade coletiva.

(pág. 51)

Lembre-se de nossa história, há 320.000 anos, na qual, o primeiro de nós conseguiu, no espaço de um instante, federar, reunir, 23 outros seres em encarnação, naquele momento, para funcionar de maneira unitária e coletiva por essa célula de 24 e para transmitir, por ressonância mórfica, essa informação ao conjunto de nosso povo.

O destino de nossa evolução mudou, profundamente, naquele momento,
Permitiu-nos passar a um modo de consciência e de vida bem além dos dualismos, das dualidades, dos desconfortos da vida manifestada na terceira dimensão, unicamente.

Volta-lhe, hoje, assim, a honra, amigo leitor, de participar desse esforço de evolução, através de três coisas simples: sua afirmação à ligação com a Fonte, sua afirmação de sua Unidade com a Fonte, e, em terceiro lugar, recriar.

Imagine que isso seja possível.
Imagine isso como uma simples experiência a fazer, a fim de verificar ou de infirmar algumas coisas.

A partir do momento em que você funcionar em consciência coletiva unificada de 24 Unidades, você aceitará, mais facilmente, o que você acaba de ler, de sentir e de vibrar ao longo destas páginas.

Amigo, irmão leitor, nós lhe desejamos boa estrada nesse caminho de evolução.

É-lhe pedido, hoje, para escalar uma etapa e escalar essa etapa num passo firme, seguro, sem qualquer medo, porque seu futuro está diante de você.
Ele deve ser liberado de todos os elementos que foram condicionantes e limitantes para você, tanto na esfera mental como emocional e mesmo afetiva.

O tecido social que vocês construíram está impregnado desses condicionamentos e dessas limitações.
O tecido econômico que vocês construíram está impregnado desses condicionamentos e dessas limitações.
Tudo o que vocês construíram até o presente está, necessariamente, impregnado das leis da terceira dimensão, que nós chamamos, quanto a nós, ação/reação.
E, na ação/reação, não há lugar para a Lei de Unidade, para a Lei de Amor, para a Lei de Serviço.

Hoje, é-lhe pedido para desembaraçar-se de todas essas vestimentas que você pôs em si e que entravam sua marcha para a leveza, para a liberdade, para si mesmo.

Convém aceitar as algumas experiências que nós submetemos ao seu julgamento, à sua perspicácia.
Reproduzir essas experiências simples e verificar, por si mesmo, a existência de campos de consciência unificados.

Quando você descobrir o campo de consciência unificado, sua vida não será mais, jamais, a mesma.
Sua vida será profundamente transformada.
Do mesmo modo que as pessoas que tiveram experiências místicas ou experiências às portas da morte e que decidem, finalmente, crer no que elas viveram e aceitar a transformação final de retorno à Fonte.

Nada, nem ninguém, mesmo os eventos a vir, serão capazes de fazê-lo mudar, se você não aceitou fazê-lo, se você não aceitou escalar esse degrau com um passo firme, resoluto, sem possibilidade de volta.
Essa é sua liberdade, seu livre arbítrio final de alma, de aceitar a luz ou de recusá-la.
Jamais a luz se impõe, como nós tivemos a ocasião de dizê-lo, em numerosas reprises neste livro.
Jamais a luz engana, trai.
Jamais a luz desvia.

Convém fazer a mesma coisa em sua vida, em sua alma, em seu ser.
Convém ser claro com a Fonte que você é, em acordo consigo mesmo e, isso, em todos os planos.

Pouco importa o que dirão os parentes, a sociedade.
Pouco importa o que dirão aqueles que querem prendê-lo a relações, que queiram fazê-lo voltar à razão, fazê-lo voltar à realidade.
A realidade não é aquela que eles creem.
A razão não é aquela que eles creem.
Eles funcionam na entidade dividida, separada.
E, como uma entidade dividida, separada na totalidade das dimensões que a constitui, pode ser fiável?
Talvez, diferentemente do que distanciada, separada e cortada da realidade final que é a luz.

Convém, também, caro amigo leitor, fazer prova de discernimento, prestar, também, atenção às sereias que quereriam cortá-lo de suas raízes essenciais, que nós chamamos nosso planeta Terra, aquele que nos porta e nos suporta, e que nos nutre.

De fato, a evolução da passagem dessa terceira para essa quinta dimensão deve fazer-se com este planeta e não sem ele.
Independentemente do que ele deva viver, não se esqueça de que este planeta, como nós dissemos em várias reprises, é um planeta sagrado, em via de sacralização.
Ele deve reencontrar sua dimensão plenária na galáxia.
Todas as entidades que desejariam prometer-lhe uma luz, uma ascensão, uma liberação, algo… sem seu planeta, seria ilusório e vão, porque isso o conduziria aos meandros de abismos da falsa luz, aquela que é separada da Fonte.

Não se esqueçam, e não se esqueça, caro amigo leitor, de que a Fonte de onde você vem encontra-se no interior deste planeta e não num qualquer outro lugar.
É essa mesma Fonte, mesmo que você esteja no planeta que deve vibrar, subir e ascensionar à quinta dimensão e que você deve acompanhar num mesmo impulso, numa sintonia vibratória e numa sincronia vibratória.

O trabalho que nós lhe propusemos neste livro, em caso algum deve desconectá-lo dessa Fonte.
Ela pode, efetivamente, fazer desconectar paixões antigas, esquemas emocionais e mentais que foram construídos há milênios.
Mas, em caso algum, ela deve afastá-lo de sua Fonte, daquela que está no mais profundo da Terra, porque aí está seu futuro, aí está sua evolução e aí convém a você estar totalmente em acordo, na escuta da Fonte Mãe.

Você não poderá encontrar seu Pai sem sua Mãe.
Você não poderá aceder à ascensão sem fazer ascensionar seu planeta.
Os mecanismos da ascensão tomarão certo número de anos para instalar-se, definitivamente, duradouramente, de maneira permanente nesse Sistema Solar.
Mas você deve acompanhar os sobressaltos vibratórios da Terra.
Você deve acompanhar as tempestades, os ciclones, os tremores que sobrevêm, porque eles ocorreram, como nós o dissemos, no interior de você, antes de tudo.

(pág. 52)

Eles não são destinados a qualquer punição, a qualquer retribuição, mesmo se, exteriormente, isso possa ser visto assim, mas, efetivamente, a uma perspectiva interior de elevação e de transformação.

Convém a você jamais esquecer-se disso e permanecer, permanentemente, conectado à sua Fonte.
Essa é uma advertência essencial ao bom desenrolar dos mecanismos energéticos que vão sobrevir em você, no momento em que você aceitar, totalmente, que a luz esteja em você.

Progressivamente, a partir do momento em que você tiver reconectado sua Unidade de consciência coletiva, progressivamente, você começará a viver certo número de modificações de consciência, mas, também, modificações em suas estruturas celulares.
Elas se acompanharão de sinais que poderão, para alguns, ser mais ou menos desagradáveis, ou mesmo difíceis de viver.
Entretanto, guardem presente no Espírito que eles mesmos fazem parte de sua transformação, a fim de que você possa realizar sua ascensão pessoal na ascensão planetária.
Entre eles, certo número é constante e participa, realmente, tal como foram descritos nos tempos antigos, da prova formal de que sua alma recontatou sua Fonte e que seu ser inteiro participa do esforço de elevação e de ascensão.
Eles consistem em sinais, como nós o dizíamos.

Entre esses sinais, é necessário contar em você com o canto da alma, esse som tão específico, esses sons, deveríamos dizer, que deverão ser ouvidos de modo específico em seu interior e, em especial, do lado esquerdo.

Existe certo número de percepções de vibrações, por vezes pesadas, situadas em diferentes regiões da cabeça e que correspondem, também, a marcadores de conexão à Fonte.

Obviamente, você deverá, também, a partir do momento em que contatar sua Unidade coletiva, sentir certo número de coisas que acontecem abaixo de seus pés.
Bem, abaixo de seus pés, que confortarão a realidade de sua ligação à Fonte Mãe.

Paralelamente, certo número de elementos de consciência vai modificar-se.
Seu modo de alimentar-se se modificará.
Seu modo de vislumbrar as concepções da vida serão completamente diferentes do que se faz atualmente.
Você terá cada vez menos tendência a considerar-se como distanciado, separado de toda a criação.
Os ciclos do sono modificar-se-ão.
E, sobretudo, certo número de contatos poderá sobrevir com algumas dimensões que não são habituais no ser humano, ligadas à quinta dimensão e a dimensões superiores de contato, no sentido o mais nobre do termo.

Certamente, isso não é dado a qualquer pessoa que iniciaria esse caminho de retorno à Unidade, de viver um contato com o Intraterra, independentemente do que deva sobrevir num plano manifestado, em pouco tempo.
Mas o contato com entidades que povoam os mundos angélicos e arcangélicos tornar-se-á mais fácil para alguns de vocês e, em especial, o acesso ao que nós chamamos, nós mesmos: a Santa Trindade.

Nós nomeamos as energias femininas de arquétipo feminino, as energias do Arcanjo São Miguel e as energias da dimensão Crística (aquela de seu grande Mestre que foi encarnado um tempo sobre esta Terra).
Esse contato é um contato que vocês deverão, realmente, qualquer que seja o nível de contato, tanto através de uma visão, como através de ensinamentos, como através, simplesmente, da alegria do contato e de reencontros, efetivamente, assimilar, efetivamente, digerir.

Vocês deverão beneficiar-se da intensidade vibratória desses contatos que serão como ajudas em seu caminho de retorno.

De fato, o que lhes é prometido é, realmente, um retorno à sua Fonte, um retorno à sua Unidade primeira de entidade espiritual livre, liberada de contingências da matéria e liberada de condicionamentos que foram os seus há 52.000 anos.

Trata-se, efetivamente, de grandes reencontros, e isso é uma digna festa vibratória no mais alto dos céus.
Se vocês soubessem o número de seres que participam desse fenômeno de pré-ascensão, se vocês soubessem o número de almas de luz que estão a supervisionar sua ascensão, a supervisionar sua elevação de consciência e que antecipam, devido à presença deles mesmo em seus céus, sobre esta Terra e sob esta Terra, esse fenômeno, a fim de viver esse momento de luz excepcional.

Lembrem-se de que ele sobrevém apenas raramente em sua escala de tempo, mas, hoje, as condições são reunidas, a fim de que um povo inteiro, se tal é sua vontade, reencontre o caminho da casa, o caminho da Unidade, o retorno à Fonte.
Esse é um evento que se festeja dignamente com todos os seus irmãos e irmãs, elevados ou não elevados, mas que participam desse plano da Unidade, em acordo total com a Lei de Um.

E essas entidades estão extremamente presentes, digamos, não apressadas, mas presentes e têm-se no limiar de sua consciência, prontos para comunicar-lhes sua ressonância, sua afinidade, para entrar em contato com vocês, de maneira a encorajá-los a irem para esse caminho de luz, esse caminho da Unidade, esse caminho do retorno.

O caminho do retorno está encadeado e nada, absolutamente nada poderá frear esse retorno, a não ser seu livre arbítrio (que pode ser levado a recusar, por razões que lhes são próprias).

Como nós já dissemos, se tal é sua escolha, amigo leitor, em momento algum nós poderemos portar julgamento, porque você permanece e permanecerá, mesmo se não quiser admiti-lo, uma alma livre diante da eternidade da luz.

Nós não duvidamos, efetivamente, caro leitor que, após o que você acaba de ler, de descobrir, de ressoar, certo número de questões estão presentes em você, questionamentos que compartilha o walk-in consciente que recebeu essas informações.

É-lhe proposto, no final desta obra, certo número de respostas a questões que se supõe que se faça.
Nós desejamos, vivamente, que essas respostas respondam às suas interrogações e possam fortalecê-lo e fazê-lo entrar em ressonância com o que acabamos de escrever.

(pág. 53)

EPÍLOGO

Mensagem recebida pelo walk-in em canalização


Eu sou Maria, Rainha dos Céus e da Terra.

Bem-vindos a vocês, caras almas de luz.
Assim, portanto, outras formas de vida mostraram-lhes, demonstraram-lhes, fizeram sentir o que é a vida quando a consciência manifesta as leis do amor na estrutura.
O que a vida manifesta quando a consciência não está mais distanciada nem separada, quando a consciência encontrou, enfim, sua Unidade entre a manifestação do corpo, a estrutura e a manifestação do Espírito.

Foi-lhes permissível perceber, sentir o que será, num futuro próximo, sua vida humana, dessa humanidade nova, que não conhecerá mais o distanciamento e a separação e que reencontrará as sementeiras da Unidade, as sementeiras da fraternidade, na qual cada ação, cada construção, tanto na nova matéria como no novo Espírito, far-se-ão em harmonia e em respeito total das leis da Unidade.

Vocês terão, enfim, reencontrado a semente do que vocês são: os filhos da Lei de Um.
Isso lhes foi transmitido por outras formas de vida, a fim de mostrar-lhes o caminho que essas outras formas de vida experimentam há, agora, muito numerosas dezenas e centenas de milhares de anos, para outros, no interior de sua própria Terra.
«Há numerosas moradas na casa do Pai», disse meu Filho, mas essas numerosas moradas não estão, necessariamente, em hipotéticos outros lugares inacessíveis ou acessíveis, unicamente, por seus meios, efetivamente, irrisórios de comunicação e de transporte.
Há moradas que são, a cada minuto, integradas, interpenetradas com seu próprio nível de vida.
A revelação desses mundos do Intraterra começou há alguns anos, mas isso permite, hoje, através do que lhes foi dado por um dos Governadores do Intraterra, como um caminho e uma via para a nova estrutura que vem para vocês.

A organização social, a organização energética, a organização da luz faz-se de modo transparente, de modo totalmente em acordo com a refração e a difração da luz.
O que está abaixo é como o que está acima, efetivamente, mas em planos de manifestação totalmente diferentes, mas em planos que são mais ou menos religados ao Espírito da Unidade e à Unidade do Espírito.

Há, no que vocês leram, caras almas, meios potentes e simples de transformação, de conectarem-se, totalmente, à sua realidade final, de conectarem-se, realmente, às outras moradas do Pai, aos outros habitantes dessas moradas.
Há, devido ao estabelecimento de novas pontes energéticas e de novas pontes de consciência, a capacidade de vislumbrar, agora e já, a realidade da luz, a realidade da Unidade, ao mesmo tempo estando num mundo manifestado, num mundo denso e não num hipotético outro lugar, como quereriam fazê-los crer algumas formas de vida.

A espiritualidade, sua espiritualidade (porque cada uma é diferente, para todas as humanidades em evolução) é encontrar o que vocês chamam o presente que, por si só, engloba todas as dimensões, porque é apenas no presente que se encontram todas as infinidades dos tempos, porque é apenas no presente que se pode descobrir a Unidade, estando totalmente centrado no que vocês são.

As páginas que vocês leram foram catalisadores extremamente importantes, que vão permitir-lhes realizar o que vocês são, totalmente, e preparar, sobretudo, as novas estruturas sociais, as novas estruturas de vida, as novas estruturas de comunicação, as novas estruturas que vão reger as relações entre os seres, num tecido social unificado, num tecido social em que as formas de expressão e as formas de manifestação da vida que vocês vão tornar-se serão profundamente diferentes do que vocês conheceram até então, desde, efetivamente, longo tempo.
Eu diria mesmo extremamente longo tempo, uma vez que a criação de seu mundo, a criação do que vocês são, em consciência distanciada e separada, existe há agora 52.000 anos.

É tempo, agora, de voltar à Fonte e, como vocês sabem agora, essa Fonte não é uma Fonte única, mas uma Fonte Mãe e uma Fonte Pai.
A Fonte Mãe é, obviamente, este planeta que eu acalento acima de tudo, do qual sou a Rainha.
E uma Fonte Pai, que vocês podem chamar Sol, o Único, o grande Um.

Para aqueles de vocês que teriam experimentado alguns estados de consciência de fusão com essa Fonte ou, em todo caso, de visão dessa Fonte (tal como a experiência de morte iminente, que vocês conhecem e examinam desde agora numerosas dezenas de anos), a Fonte da qual vocês se aproximam nesses estados, mas quando vocês estão fora de seu corpo, é a contrapartida da Fonte Sol fora de seu corpo Sol.
Do mesmo modo, alguns de vocês puderam experimentar e aproximar-se da Fonte Mãe, através do que eu sou, em minhas diferentes manifestações.

(pág. 54)

Mas essas diferentes manifestações, seja através das águas, através dos ares, pensa-se, obviamente, ser o reflexo da Fonte primeira de natureza feminina, que é seu planeta, cujo coração, como vocês sabem agora, é um cristal fonte.

Mas a imagem dessa Mãe, dessa Fonte Mãe, é uma imagem, assim como a Fonte Pai é uma imagem.
Essas duas imagens, aparentemente separadas, são, como dizer, como uma espécie de holograma, dois pontos constituintes do mesmo holograma.
E vocês, humanidade em evolução, em breve vocês experimentarão que vocês são os pontos de um único holograma pra restituir, através de sua multiplicidade, de sua multiplicidade de vidas, de encarnações, a mesma unidade social indissociável da Unidade do Pai e da Mãe.

Assim, as diferentes estruturas que vocês puderam ver desenrolar-se sob seus olhos, desde as estruturas geodésicas de vida, desde as Fontes luminosas dos mundos do Intraterra, passando pela nutrição do Intraterra, foram a ocasião para reencontrarem-se, experimentarem o que será sua humanidade e sua nova forma de vida.
Certamente, essa humanidade em evolução não se constrói de um dia para o outro.
Há grandes atribulações, efetivamente grandes transformações, efetivamente grandes reversões que devem produzir-se, sucessivamente, nos anos a vir.

Não se assombrem.
Não tenham medo.
Vejam, aí, apenas a revelação, ao nível de sua Mãe Terra, da realização de sua humanidade em evolução.

É evidente que todas as formas de vida, todas as formas de manifestações sob a nova dimensão devem ser diferentes do que vocês conheceram até então.
A mudança de dimensão corresponde a uma mudança de estrutura.
Uma estrutura muito mais luminosa, certamente, mas, também, muito mais vibrante, muito mais em harmonia com outras dimensões que não a sua.

A terceira dimensão, que suas almas têm experimentado desde mais de 50.000 anos, é, de fato, um mundo em que vocês aparecem como separados, no qual sua entidade individual, sua Unidade parece e assemelha-se estar separada da Unidade total.
Ilusão, obviamente, dessa descida na encarnação, que alguns de vocês chamaram, equivocadamente, «a queda», porque a Unidade absoluta, a Unidade única situa-se em todas as potencialidades de vida e, isso, em todas as dimensões.

Foi apenas o olhar de sua consciência que cristalizou ao redor de vocês esse mundo, essas manifestações, essas estruturas rigidificadas, fossilizadas, que fizeram aparecer tanto as religiões como o que vocês chamam o dinheiro.
Essas estruturas de troca paliaram, de algum modo, à sua deficiência, eu diria, quase congênita (porque inscrita em seus genes), que lhes ocultou a realidade das leis espirituais e a realidade das outras dimensões.

Isso tem, obviamente, um sentido.
Isso tem, obviamente, uma força, porque, em outros mundos em evolução ou que passaram pelo que vocês vão passar, é evidente que a experiência da divisão, a experiência da sombra foi um momento abençoado, um momento de experiências inestimáveis para reforçar a luz que vocês são, tanto a título do indivíduo como a título social, como a título planetário.

A sacralização que vocês vão viver, a sacralização de sua Unidade, a sacralização de seu planeta, de nosso planeta é um momento absolutamente único na história.
De fato, quando da sacralização, no momento em que o véu cai, no momento em que a luz faz irrupção, de maneira total e não fragmentária, como vocês o vivem, para cada um de vocês, a irrupção total dessa luz vai desfragmentar, totalmente, seu ser e seu planeta e vai permitir-lhe, a um momento preciso, que inúmeros de seus escritores chamaram o tempo zero, reencontrar, totalmente, seu potencial de Unidade e irradiar, realmente, essa energia de transformação total, que é, efetivamente, superior à energia da fusão ou a fissão nuclear, que é apenas um pálido reflexo, na sombra, do que é a transformação de luz que vocês vão viver.

A revelação da vida do Intraterra ter-lhes-á permitido, caras almas, preparar-se, de maneira muito mais ativa, para o que vem para vocês, tanto em sua ligação nova a essa nova Terra como sua ligação nova a esse novo Sol que vocês vão conhecer.

Ser-lhes-á permitido permanecer, permanentemente, alinhados e irradiando essa luz da Unidade do Pai e da Mãe, enfim reunidos.
Haverá grandes transformações, tanto celulares como ao nível de suas formas, como ao nível de sua luminescência, em vocês, mas, também, ao redor de vocês.
E o que vocês puderam ler dessa vida do Intraterra corresponde, realmente, a uma das possibilidades essenciais da vida na quinta dimensão.

De fato, há tanto tempo os delfinoides do Intraterra vivem segundo as regras da quinta dimensão: eles constituem um corpo social unificado, um corpo social que vibra na mesma frequência de harmonização com a luz do Pai e da Mãe, a luz Fonte que eles mantêm e da qual eles são as garantias e os guardiões da transparência, a fim de que ela lhes seja encaminhada em seu mundo exteriorizado da terceira dimensão no estado o mais autêntico e o mais próximo de sua origem em relação à Fonte do núcleo da Terra.

Compreendam, efetivamente, que vocês vivem no exterior da Unidade.
De fato, como vocês podem conceber que a vida manifestada de maneira exterior (tal como vocês o são em consciência nesse corpo, tal como é o mundo de superfície neste planeta) seja o reflexo da interioridade da vida perto da Fonte?
Ora, paradoxalmente, vocês, que veem o Sol tão distante, aqueles do Intraterra têm por abóbada estrelada o Sol, em todas as suas partes, como eles tão bem o descreveram.
Mas, bem além, há essa noção de reversão, eu repito, extremamente importante, que sobrevém em todas as etapas da criação de seu corpo, da criação de dimensões.

A cada passagem dimensional há reversão, há passagem de um mundo exteriorizado para um mundo interiorizado e, depois, novamente, de uma interiorização a uma exteriorização e, novamente ainda, de uma exteriorização a uma interiorização.
Assim vai a vida, através de múltiplas reversões, de momento, ao que vocês chamam dimensões superiores/inferiores, inferiores/superiores, esquerda/direita, masculino/feminino.

(pág. 55)

Mas, como vocês compreenderão, na vida da quinta dimensão há reversões de outras naturezas, que sua configuração espacial e cerebral não pode fazê-los compreender.
Entretanto, o resumo que vocês tiveram dessa vida no Intraterra corresponde, realmente, ao que sobrevém nos mundos em que a Unidade foi reencontrada entre o Pai e a Mãe.

Aí está, caras almas de luz, através do que acabo de dizer-lhes, eu os encorajo a praticar, a ler, a ressoar, a fazer vibrar seus novos centros de consciência, a fim de entrar, de maneira autêntica, em contato com a Unidade do Pai e a Unidade da Mãe, a fim de reconstituir em vocês a energia total do que vocês são, realmente: Unidade de luz, Unidade Pai/Mãe, realmente unificada na totalidade do que vocês são.

Eu os amo, caras almas de luz que tiveram este livro entre as mãos, e eu os abençôo, agora.

(pág. 56)

Questões / Respostas

Bem-vindos, caros irmãos e irmãs de superfície.
Eis-me feliz por estar, novamente, entre vocês, a fim de completar seus questionamentos pelas respostas concernentes à obra HUMANIDADE EM EVOLUÇÃO.

Eu escuto, agora, atentamente, cada uma dessas questões, esperando poder ali aportar uma resposta adequada.

NDR: Ramatan pediu para que questões de pessoas que leram, previamente, a maquete deste livro ali sejam integradas.
Elas são, aqui, agradecidas pela colaboração.

Por que e como «os golfinhos privaram-se de irradiação solar»?

Eu não falava, obviamente, de golfinhos de superfície, mas da raça delfinoide à qual eu pertenço e que prefigurou a passagem à quinta dimensão, há extremamente longo tempo, uma vez que nossa odisseia pessoal na quinta dimensão remonta a 320.000 anos antes de seu Cristo.
Nós nos privamos, portanto, da dimensão solar, de maneira a penetrar, diretamente, a dimensão quinta.

Como vocês talvez saibam, a cúpula de luz acima de nossas cabeças não corresponde, absolutamente, ao seu Sol de superfície, mas, unicamente, à irradiação emitida por processos de reversão conjunta e simultânea da irradiação do Sol Central da galáxia, o que explica um aspecto peculiar de nosso céu.

Nós nos privamos da irradiação solar desse Sistema Solar e não da irradiação solar.
Nenhuma vida pode desenvolver-se sem Sistema Solar.

Você disse: «Essa energia de transformação é, efetivamente, superior à energia de fusão da fissão nuclear». Poderia desenvolver mais sobre essa energia de transformação?
 
Perfeitamente.
A energia física a que vocês chamam energia de fusão atômica ou de fissão atômica corresponde a processos finais de desenvolvimento da terceira dimensão para a quinta dimensão.

O processo de transformação ao qual vocês são, atualmente, convidados, corresponde a uma passagem de dimensão específica para outra dimensão.
A passagem dimensional acompanha-se de uma noção de reversão extremamente importante.
Essa reversão é uma báscula energética em todos os sentidos do termo: o que estava fora se reencontra dentro; o que estava dentro reencontra-se fora.

Qualquer processo de reversão de energias para outro nível de consciência corresponde a processos energéticos que estão bem além das energias limitantes da terceira dimensão.
A passagem, de fato, de uma dimensão a outra é uma reversão de consciência para outra consciência e acompanha-se de uma liberação energética que corresponde ao que se chama a energia luz.

Essa energia luz é, no caso, quando dessa passagem, a energia infralumínica que passa à energia supralumínica e corresponde, portanto, a um limiar quântico extremamente potente, que valoriza, assim, a organização da luz de uma forma redonda para uma forma hexagonal que, foi, agora, descrita neste livro.

Como, na terceira dimensão, perceber essa energia? Como ela se manifestará, também, sobre o planeta, as plantas, os animais e todas as formas de vida sobre esta Terra?

A passagem de transformação de terceira à quinta dimensão, para todas as formas de vida e, sobretudo, para nosso planeta, que nos abriga a todos, vocês, povo de superfície, como nós, povo do Intraterra, traduzir-se-á por uma modificação simultânea, consciente e instantânea de um estado vibratório a outro estado vibratório.

É difícil explicar com palavras ou mesmo conceitos de natureza mental.
Entretanto, vocês podem imaginar como uma imagem que estava aí no instante antes e que, no instante após, desapareceu, completamente.

O que acontecerá na quinta dimensão será afetado de uma translação quântica de energia que faz com que seu modo de funcionamento infralumínico torne-se supralumínico, no instante preciso em que a reversão for materializada no planeta, materializada pela reversão dos polos, basculamento dos eixos norte e sul dos polos.
Quando desse movimento, escaparão dos fenômenos ligados ao basculamento da terceira dimensão aqueles que estiverem prontos para ascensionar (em creio que é o termo exato que vocês empregam), o que lhes permitirá elevar seu nível de funcionamento ou de consciência infralumínica a um nível de consciência supralumínica.

Nunca mais vocês poderão voltar a descer aos níveis de consciência que eram os seus desde tão longo tempo.
Há, portanto, realmente, desaparecimento e aparecimento: desaparecimento de um antigo mundo e aparecimento de um novo mundo, isso, de maneira conjunta e, isso, nas duas direções possíveis.

(pág. 57)

Assim, quem não puder fazer a expansão para a quinta dimensão permanecerá prisioneiro do mundo infralumínico que será, ele mesmo, desagregado, para aparecer em outro espaço-tempo.

Você evocou «grandes transformações ao nível celular». Quais?

O processo instaurar-se-á do mesmo modo, ao nível celular, de modo quase instantâneo.
De fato, suas cadeias proteicas carbonadas não poderão resistir à passagem da terceira à quinta dimensão, o que quererá dizer que o momento preciso em que houver essa reversão, esse basculamento de passagem de terceira infraluminosa à quinta supraluminosa verá o átomo de carbono, que constitui a maior parte das proteínas e das membranas celulares que os constituem, passar, de maneira instantânea, para um átomo de silício e, isso, por toda a parte nas células.
Do mesmo modo, o DNA no qual vocês estão prisioneiros, com duas fitas, há mais de 300.000 anos, será, ele mesmo, transformado e multiplicar-se-á seis vezes, de maneira a dar nascimento a um DNA com doze pares de fitas e, isso, de maneira quase instantânea.
A estrutura vibratória que os constitui, que é, até o presente, de água (que é chamada H²0), hidrogênio e oxigênio, será substituída, do mesmo modo, por uma constituição gasosa muito mais superficial, à base de sulfureto de hidrogênio.
A água, como tal (H²0), não existirá mais.
Vocês passarão numa fase etérea ou gasosa, entretanto, material.

Quais serão as implicações nas formas?
 
Há certo número de modificações de formas que sobrevirão e que, absolutamente, nada tem a ver com o que aconteceu a nós, povo delfinoide, há 320.000 anos.
De fato, cada raça raiz seguiu uma evolução quando de reversões importantes de consciência, que é diferente, conforme a finalidade da raça.

No que concerne aos humanoides e, isso, qualquer que seja a raça humana nessa raça humanoide, eles verão uma elevação do nível vibratório tal que, como eu disse, a estrutura DNA e celular será profundamente diferente.
Disso resultará uma redução de suas estruturas, uma densidade muito mais sutil que faz de forma a que sua forma alongue-se, não tanto nessa vida presente, mas em suas próximas vidas.
Entretanto, a estrutura, em especial ao nível de seu cérebro, vai modificar-se, profundamente, de maneira a induzir o aparecimento de um novo néocortex que poderemos chamar o lóbulo para límbico (ou sentido elétrico e magnético do Divino) que lhes permitirá ter antenas específicas de conexão instantânea à Fonte Intraterrestre e, obviamente, Extraterrestre.

Outra característica importante que era o apanágio da evolução na terceira dimensão, que vocês chamam a linguagem e que não terá mais razão de ser, porque ela é um fator limitante à propagação das ondas.
Ora, a linguagem é um obstáculo importante à quinta dimensão.
A onda linguagem/verbo propaga-se nos mundos infraluminosos.
Ora, o pensamento, que será capaz de ser comunicado de maneira instantânea ao conjunto ilimitado da consciência coletiva e das outras Unidades de consciência coletiva, não poderá mais fazer-se, a não ser via o pensamento claro e preciso, e não mais através do que vocês chamam a linguagem.

Poderia desenvolver sobre as Fontes Intraterra e Extraterra?

Obviamente.
A Fonte Intraterra corresponde à sua ligação firme e definitiva que sobrevirá a um determinado momento e que os porá em conexão com o núcleo Central do planeta, ou seja, com o núcleo cristalino do cristal Intraterrestre, que os fará ressoar em sua estrutura não mais hídrica, mas aérica, desta vez.
Isso lhes permitirá estar em contato direto, por intermédio do silício do núcleo Terrestre, com essa Fonte, como vocês jamais estiveram e, portanto, estar conectados, permanentemente, com todas as outras Unidades coletivas existentes nessa quinta dimensão.

Agora, o que eu chamo a Fonte Extraterrestre é seu átomo embrião Divino, que situa sua Fonte primeira segundo sua origem planetária ou cósmica específica.
Para alguns, será Orion.
Para outros, poderá ser as Plêiades.
Para outros, enfim, poderá ser Vega da Lyra.
Para outros, enfim, poderá ser Altair.
É o que eu chamo a Fonte Extraterrestre. 

É sinônimo do que nós chamamos as «constelações de origem»?

Perfeitamente.

Pode formar-nos, como «terrestres de superfície» em grupos de 24, a fim de reproduzir essa consciência coletiva de 24 Unidades de que você fala?

A condição de fabricação, de algum modo, dessa Unidade de consciência coletiva corresponde, de fato, ao alinhamento de ressonâncias vibratórias de consciências polarizadas, juntas, para um mesmo objetivo, a saber, os fenômenos de elevação de consciência e de ativação da quinta dimensão.

Basta, para isso, ser 6, 12, 18 ou 24 Unidades, reunidas com o mesmo modo de pensamento.
Eu disse, efetivamente, o mesmo modo de pensamento e não de palavra, de maneira a estarem conectados e entrarem em ressonância instantaneamente, juntos.

(pág. 58)

Obviamente, trata-se de uma preparação porque, quando vocês passarem, real e totalmente, à quinta dimensão, vocês estarão, a cada minuto de sua vida, instantânea e permanentemente, conscientes das outras 23 Unidades coletivas às quais vocês pertencem.

Como construir esses grupos, ao mesmo tempo mantendo uma realidade de alma individualizada?

Não há, em momento algum, perda de individualização da alma.
A alma humana e a alma dos povos dotados de consciência é uma alma em curso de individualização.
A única diferença consiste numa individualização voltada para o indivíduo ou uma individualização voltada para o social e o grupo.

A partir do momento em que há passagem à quinta, o desaparecimento, progressivo ou brutal – de acordo com os povos – do elemento que vocês podem chamar linguagem permite uma abertura dos canais telepáticos e, portanto, uma comunhão, uma compreensão muito mais rápida das vontades, dos desejos e dos anseios de cada Unidade de consciência presente nesse plano dimensional.
O próprio agenciamento dos pensamentos obedece a leis extremamente precisas, de forma hexagonal, que preenche todas as dimensões do espaço e evita que haja interferências ou franja de interferências entre os fenômenos de consciência, traduzindo, com isso, a possibilidade, para cada consciência individual que funciona na Unidade coletiva entrar em ressonância simpática com cada uma das 23 outras, de maneira a captar, instantaneamente, toda fonte de informação desejável pela ligação ao cristal Fonte Intraterrestre, mas, também, à Fonte Extraterrestre.

Não haverá mais, dito em outros termos, limitações ao acesso a todas as formas de conhecimento e, isso, a partir da passagem à quinta dimensão.

Como perceber e escolher as 23 outras Unidades para ter uma chance de que isso funcione?

Não há que escolher de maneira formal.
O ajuste faz-se automaticamente, em função de afinidades vibratórias entre pessoas que se encontram.
Não há que estabelecer regras formais de funcionamento, mas essas regras vão estabelecer-se, progressivamente e à medida das semanas, meses e anos de seu tempo terrestre.
Progressivamente e à medida dos reencontros, vocês poderão perceber que o modo telepático funcionará de maneira cada vez mais fluida e organizada.

Um de vocês, do Intraterra, pode fazer parte desses grupos de 24?

Não no plano estrutural, formal, mas de maneira simpática, vibratória, sim, perfeitamente.
A cada equivalência humana terrestre passada à quinta dimensão, que funcione em Unidade coletiva de 24 consciências individuais, há a possibilidade de entrar em ressonância com uma consciência coletiva do Intraterra delfinoide ou outra e, isso, ao nível dos 24 que estão, eles, no Intraterra.
Mas trata-se, entretanto, de uma ressonância e de uma afinidade vibratória, diríamos, de walk-in consciente bidirecional, não mais ao nível de um indivíduo, mas do conjunto da consciência coletiva das 24 Unidades.

Como saber se os seres escolhidos para esse grupo de 24 têm as qualidades necessárias?

Não é questão de saber.
É questão de perceber, ao nível da consciência e da telepatia.
Não é uma decisão de ordem mental, intelectual ou afetiva, mas, unicamente, uma questão de ressonância de pensamento a pensamento, de alma a alma.

É possível juntar-se a grupos existentes no Intraterra ou em outros espaços?
 
Absolutamente não.
Isso é muito, demasiado perigoso para suas estruturas.
É necessário deixar o tempo escoar-se de maneira a que vocês reúnam, já, um conjunto de células a seis Unidades, depois a 12, depois a 18, depois a 24.
Naquele momento, sua Unidade de superfície a 24 consciências unitárias poderá tentar entrar em ressonância com uma consciência unitária de 24 Unidades coletivas no Intraterra.
Somente naquele momento.

Como facilitar e reforçar os potenciais desses grupos de 24 seres?

Não há técnica no sentido em que vocês entendem, energética.
Há, simplesmente, afinidade vibratória ao nível de ondas emitidas pelo cérebro, diretamente.
E, aí, não pode haver capacidade de julgamentos.
Não pode haver erro.
Há, simplesmente, ressonância ou não ressonância.

Como se articulará nosso aspecto individualizado nessa consciência unificada?

A capacidade criadora de um indivíduo, mesmo em terceira dimensão, que é persuadido de criar por ele mesmo, é uma heresia.
Jamais algo se cria por si mesmo, mesmo ao nível individual, mesmo ao nível da terceira.
Tudo toma sua fonte numa dimensão superior.
A inspiração que vocês chamam mesmo de musical ou criativa, em planos abstratos como o que vocês chamam matemáticos, apenas pode encontrar sua fonte em dimensões outras e não no indivíduo.
Aquele que acreditava ser capaz, por ele mesmo, de maneira individual ou isolada, de estar na origem de sua criação é um animal estúpido.

(pág. 59)

Nós não temos, portanto, qualquer capacidade para manifestar, criar?

Vocês não têm qualquer capacidade de criar o que já não existe.

Nosso caminho para a quinta dimensão já está criado, não se cria?

Tudo já está instalado de toda a eternidade.
É sua consciência que aceita ou não isso, em função de um espaço linear ligado à terceira dimensão.
Mas, mesmo ao nível da 18ª dimensão e de dimensões situadas bem além, que se aproximam cada vez mais do Sol Central da galáxia, há apenas recriação permanente.
A expansão infinita e, portanto, a criação infinita, tal como vocês a definem através da expansão sem fim de um mundo é, matematicamente impossível, porque a passagem de dimensão em dimensão acompanha-se de um processo que, vocês compreenderam agora, chama-se reversão.

Essa noção de reversão faz com que o que era interior torne-se exterior e o que era exterior torne-se interior.
Não pode haver onda de propagação infinita de acordo com um espaço linear, apesar da curvatura do tempo ou do espaço.

Na quinta dimensão, o tempo e o espaço vão desaparecer?

Completamente.
Eu diria, de maneira diferente, que o tempo e o espaço, tal como vocês os conhecem na terceira dimensão, serão abolidos.
Mas haverá, também, nesse nível, uma inversão entre o tempo e o espaço.
O que era temporal tornar-se-á espacial e o que era espacial tornar-se-á temporal.
Vocês não podem, de momento, infelizmente, compreender de maneira intelectual, nem mesmo através de um modelo matemático, essa assertiva.
Entretanto, ela é a total realidade.
No entanto, quando do fenômeno de reversão da passagem da terceira infralumínica à quinta supralumínica, não pode haver, naquele momento, persistência do que vocês chamam «o tempo» na escala passado/presente/futuro.

Se tudo é apenas ressonância de processos existentes, qual é nosso papel nesse processo?

Encontrar a ressonância.
Vocês podem chamar esse ato criativo ou criador, mas trata-se apenas de recriação.
Nada do que não havia sido definido no Espírito do Criador Deus, Um único, filho da Lei Um e filho mesmo desse grande Um pode recriar o que já foi criado e previsto e assimilado e digerido e pensado e criado pela grande Unidade.

Não haveria mais espaço de mestria individual nesse acesso à quinta dimensão?

Eu jamais sugeri ou disse isso, ao contrário.
A mestria é um processo que vai, de maneira crescente e exponencial, de dimensão em dimensão.
A mestria é ainda atualidade nas dimensões até a 18ª e 24ª dimensões.
Mas a mestria não é mais voltada para aquela de uma Unidade individual.
A mestria não é mais voltada para a mestria individual na consciência coletiva de 24.
Trata-se, bem mais alto nos planos vibratórios, da mestria de movimentos planetários e da mestria da geometria sagrada, correspondente aos deslocamentos de diferentes sóis existentes e às diferentes dimensões existentes.

Os seres da quinta dimensão estão conscientes dessa verdade?

Esclaceça.
Parece-me, efetivamente que, se eu tomo esse canal da linguagem para exprimir essa realidade, é que estou, necessariamente, consciente dela.
A questão não me parece ter muito sentido.

Há, ainda, espaço de evolução na quinta dimensão, através da materialidade?

Há consciência evolutiva em cada dimensão.
Essa evolução segue uma linearidade na mesma dimensão.
Mas, aí, nós não falamos da evolução na quinta, mas da evolução da terceira dimensão infraluminosa na passagem à quinta dimensão supralumínica.

Certamente, há evolução.
E a evolução que eu vivo, pessoalmente, com minha Unidade coletiva, há 320.000 anos, corresponde a uma estruturação cada vez mais importante, eu diria, em nossa linguagem, de uma estruturação material da luz e da propagação da luz.
Isso ocupa certo tempo, e nós temos feito, para alguns de nós, do povo delfinoide, o sacrifício de permanecer na quinta dimensão para acompanhar o salto transicional do conjunto do planeta para a quinta dimensão.

Há, efetivamente, evolução, evolutividade, mas numa mesma dimensão.
A partir do momento em que nós abordamos as passagens dimensionais de uma dimensão N para uma dimensão N+1 ou N+2 não pode haver evolução no sentido em que vocês entendem, mas, unicamente, uma transformação evolutiva.

A escala de grandeza, que nós chamamos de tempo para simplificar-lhes a tarefa não é, absolutamente, a mesma.
 
Por que você não evoca a passagem à quarta dimensão?

Porque o que vocês chamam quarta dimensão não é um espaço de vida, mas é o espaço mesmo da reversão.
Do mesmo modo, pode haver dimensões numeradas de 1 a N, ou mesmo N+1, entretanto, há certo número de estágios dimensionais que são, eles, fixos, correspondentes a planos de evolução de matéria lineares.

(pág. 60)

E, entre essas dimensões, que podem variar de vários escalões, ou seja, por exemplo, de terceira à quinta, falta-lhes a quarta.
A quarta é um espaço de reversão.
Da 5ª à 7ª, da 7ª à 9ª trata-se do mesmo processo.
Da 9ª à 12ª, vocês constatam que há a 10ª e a 11ª, que são interfaces de dupla reversão que se interpenetram.

Assim, há espaços em que a vida tornou-se possível e espaços que são apenas espaços de transição para a vida viva.

Você disse que «não pode haver criação de luz». Depois, um pouco depois, você falou de um «aumento da radiação de luz, progressivamente e à medida do tempo que se escoa». Como se explica o paradoxo entre essas duas afirmações?

Vocês confundem a evolução da luz em um mundo infraluminoso e a transformação da luz no momento da passagem do mundo infraluminoso ao mundo supraluminoso.
Não se trata das mesmas leis e das mesmas regras de propagação.

Num caso, você fala do que se chama a propagação e a evolução da luz, a aquisição da luz da terceira dimensão.
No outro caso, trata-se da luz de transformação.

Vocês podem ser portadores da luz de terceira e ser o que vocês chamam em seu mundo de superfície «um profeta», entretanto, a passagem da terceira à quinta, que existiu para alguns seres privilegiados em sua vida, acompanha-se de uma desmaterialização instantânea do ser que é ascensionado.
Esse foi o caso para alguns personagens importantes de sua bíblia e alguns seres que se desmaterializaram e que tinham a capacidade de bilocar-se.
Trata-se de dois processos extremamente diferentes que podem ser conjuntos, mas não necessariamente.

Isso significa que toda passagem à quinta dimensão supõe uma desmaterialização?

Concretamente, vocês não podem pertencer, ao mesmo tempo, à terceira e à quinta.
As porções de abertura à quinta correspondem, de fato, a uma manifestação intermediária, que vocês chamam quarta dimensão, que corresponde à reversão do que vocês chamam a estrutura mental e a descoberta do amor incondicional, elemento que era chamado a «transfiguração» em sua dialética iniciática.
Entretanto, a partir do momento em que vocês passam pela crucificação e pela ressurreição, seu corpo de carne não tem mais existência possível, porque ele é queimado pelas partículas supralumínicas que vocês encontram.

Essas partículas supralumínicas correspondem ao que alguns chamam «fogo atômico»?

Completamente. 

Qual é a diferença entre o fogo atômico e a irradiação do Sol Central?

Há certo número de filtros que estão todo o tempo ligados à passagem dimensional.
A irradiação do Sol Central vem da 24ª dimensão.
Para aceder à quinta dimensão, houve certo número de reversões: da 24ª à 21ª, da 21ª à 18ª, da 18ª à 11ª, da 11ª à 7ª, e da 7ª à 5ª, o que dá, precisamente, sete reversões para aceder a sete filtros vibratórios.

Portanto, a energia supralumínica do Sol Central, que é visível na quinta dimensão, é, entretanto, atenuada por sete reversões sucessivas, sete polarizações sucessivas dessa luz original.

Por que alguns Mestres puderam desmaterializar-se, depois reaparecer na terceira dimensão?

Isso corresponde a acessos extremamente temporários à quinta dimensão, que sobrevêm apenas na última fase da mestria espiritual, que é, eu diria, sucedâneo ou precedente, antes, no tempo, em relação com um intervalo de tempo extremamente frágil, que precede, portanto, essa última vida, antes da passagem à quinta.
Houve alguns santos que se bilocaram ou desmaterializaram.
Entretanto, a partir do momento em que vocês penetram, total e realmente, a quinta dimensão, o corpo de carne, tal como vocês o veem, não tem mais razão de ser. 

A irradiação do Sol Central pode ser sentida pelos seres que estão, hoje, na terceira dimensão?

Absolutamente não.
O filtro, o oitavo filtro que os separa do Sol Central não pode ser perfurado.

O que significa que nenhum humano sobre o planeta pode perceber essa energia?

Não pode perceber ou sentir.
Entretanto, ele pode apreender, pela clarividência, o que é o Sol Central.
Mas ele não pode estar sujeito à influência dessa irradiação Central, exceto no momento em que ele passa à quinta dimensão.

(pág. 61)

Essa irradiação tem uma influência nessa passagem de dimensão que começam a viver alguns humanos, hoje?

Evidentemente.
O impulso necessário à energia de reversão de passagem de terceira à quinta, mas, também, de quinta à sétima, de nona à décima primeira tornou-se possível, unicamente, pela influência do Sol Central.
Não pode haver processo de reversão dimensional sem a intervenção do Sol Central.

O desenvolvimento de novos chacras e os saltos de expansão de diferentes corpos, que se observa hoje, são, também, uma consequência dessa irradiação do Sol Central ?

É, antes, a reação ligada à ativação do núcleo Intraterrestre, sob a influência do Sol Central.
É uma influência indireta.

De qual luz trata-se quando se fala, em nossas tradições, de fenômenos de iluminação ou de alguém que é luminoso, que é portador de luz?

O fenômeno de iluminação ou também chamado transfiguração corresponde à recepção de uma luz infralumínica e não supralumínica, que é a verdadeira luz autêntica que a experiência de morte iminente os faz descobrir, que corresponde à luz que é situada acima de sua cabeça, que se chama Kéther, na tradição cabalística, também chamada «a Coroa».

Essa irradiação pertence, propriamente, ao Esplendor, ou seja, ao aspecto o mais magnífico da criação.
Mas é, contudo, apenas o reflexo da realidade da luz do Sol Central.

Aquele que é confrontado ao Sol Central e à sua luz, diretamente, sem o filtro da terceira dimensão, passa, instantaneamente, à quinta dimensão e não tem mais razão de estar na terceira dimensão.

Ao nível das diferentes iniciações tornadas possíveis nessa terceira dimensão, foi feita referência ao que se chama «o nascimento», que é o primeiro encontro com a luz de terceira dimensão.
É feita referência a uma segunda iniciação, que nós chamamos e que vocês chamam, também, «o batismo», ou seja, a aceitação consciente dessa luz.

A terceira iniciação corresponde à «transfiguração».
É a que consiste em aceitar, totalmente, ser guiado por essa luz de terceira dimensão.
Vem, depois, a quarta iniciação, que se chama «a crucificação», ou seja, a capacidade de abandonar a vontade própria à personalidade de terceira dimensão a uma vontade superior, que é Kéther, a Coroa.
E, enfim, apenas vem o que se chama a quinta iniciação essencial, que vocês chamam e que nós chamamos, também, «a ressurreição».
Naquele momento, não pode haver sobrevida do corpo físico.
Pode apenas haver fenômeno ascensional e desaparecimento na nuvem, ou seja, na luz da quinta dimensão.

Você fala de «funcionamento por múltiplos de três». Fala, igualmente, de «células unitárias de três». Quais são as aplicações nas relações humanas? 

A Trindade, no sentido terceira dimensão, foi onipresente em todos os modelos que constituem a sociedade, mas, também, nos modelos espirituais e, isso, em todas as tradições.
Há uma passagem da Trindade, tanto no mundo sutil da terceira dimensão como no mundo criado da terceira dimensão.
Isso vocês sabem há extremamente longo tempo.

Mas parecia-me ter feito compreender que a passagem à quinta devia ser uma passagem prévia a uma passagem de três para seis.

A Trindade não existe ao nível do que nós chamamos a quinta dimensão, quaisquer que sejam seus modos de expressão de vida.

Portanto, para vocês, não é feita referência ao desenvolvimento de relação privilegiada por grupo de três pessoas?

Absolutamente não.

Poderia desenvolver esse ponto?

Isso não nos interessa, porque nós nos interessamos à passagem na quinta dimensão e, portanto, num funcionamento em Unidade hexagonal e não mais triangular.

E é exato compreender que, mesmo numa estrutura hexagonal, a base triangular faz parte da constituição do hexágono e dá, portanto, uma solidez à estrutura global?

A única relação existente entre o hexágono e a estrutura triangular é uma relação aritmética, ou seja, 3 x 2.
Em outros termos, não há qualquer lei física de correlação entre um triângulo e um hexágono, a não ser, eu repito, uma relação puramente aritmética.

E, quando eu falo de estrutura hexagonal da luz, eu não me refiro, absolutamente, a 2 x 3.
Trata-se, antes, de um aspecto geométrico.
E não há relação geométrica entre o triângulo e o hexágono.

(pág. 62)

A passagem à quinta dimensão e às outras dimensões é a condição para que se possa conhecer o Pai? Há outro caminho de acesso ao conhecimento direto?

O conhecimento do Pai é possível da mesma dimensão e, isso, em todas as dimensões, felizmente.
Mas a imagem do Pai que vocês têm na terceira dimensão nada tem a ver com a imagem do Pai que há na quinta dimensão e, também, nada tem a ver com a realidade do Pai para além da 24ª dimensão.

Vocês estão apenas nos processos de imagem e de remeter a imagem através de múltiplas reversões.

Poderia precisar-nos como, atualmente, desenvolvem-se nossos sentidos?

Os sentidos que vocês conhecem, ao nível humano de superfície, corresponde ao que nós chamamos e ao que vocês chamam os cinco sentidos.
Mas há, obviamente, sentidos que estão além dos sentidos habituais que vocês conhecem e experimentam há 50.000 anos.

Há, em primeiro lugar, os sentidos que vocês conhecem, que são ligados às percepções: sentido elétrico, sentido magnético e sentido do Divino.
Há, efetivamente, outros sentidos, que são ligados à abertura dos canais de comunicação com as fontes Intraterrestres e as fontes Extraterrestres.
Os sentidos são em número indefinido.

A cada dimensão corresponde o acesso privilegiado a certo número de sentidos.
Assim, na quinta dimensão, o sentido privilegiado é o sentido elétrico, o sentido magnético, assim como o sentido Divino.

O sentido tátil toma uma importância muito relativa.
O sentido olfativo tende a desaparecer.
O sentido visual desenvolve-se de modo extremamente importante.
O sentido auditivo toma em conta um número de frequências, uma banda de frequências muito mais ampla do que aquela que vocês conhecem, assim como para o sentido visual.

Quais são os sinais que nos permitem perceber as mudanças do corpo humano nessa etapa para a quinta dimensão?

Há o aparecimento de um arco de osso [voussure osseuse] situado na cimeira do crânio.
Há o aparecimento de arcos de ossos situados acima das orelhas, que correspondem ao desenvolvimento de novas estruturas cerebrais de quinta dimensão.
Há, ao nível da estrutura física, sempre e, em especial, ao nível do cérebro, uma modificação importante da percepção e do funcionamento da consciência ao nível da alternância vigília/despertar.
E, em especial, ao nível das possibilidades de acesso aos mundos multidimensionais que caracterizam a iminência da passagem à quinta dimensão.

Quando você fala de iminência, você situa isso em qual ordem?

Isso pode ser, em sua escala de tempo, no minuto quer vem, mas não pode exceder o período de seis anos.

No quadro dessa evolução, o que se tornarão nossos corpos sutis, nossos chacras e todas as estruturas que participam de nosso equilíbrio físico?

Podemos apenas elaborar uma descrição muito resumida.
Em primeiro lugar, ao nível dos chacras, vocês passam de um referencial de sete chacras para um referencial correspondente a doze mais um chacra, ou seja, treze chacras.

No que concerne aos corpos, eles seguem a mesma progressão. Vocês passam de sete corpos para uma estrutura de 12 corpos.

Agora, ao nível das estruturas celulares, nós já falamos disso.
O mais importante a compreender é que vocês passam de um corpo em estrutura terrestre para um corpo de natureza aérica.

Do mesmo modo, como povo delfinoide, nós passamos de uma estrutura liquidiana (e não uma estrutura terrestre) para uma estrutura terrestre, ao mesmo tempo estando na quinta.
Isso é ligado à nossa diferença de origem racial e de origem evolutiva.

A qual dimensão pertencem os encarnados humanos que têm morrido hoje?

Eles pertencem sempre à terceira dimensão.
Ninguém pode aceder à quinta dimensão se não passou pela iniciação da ressurreição.

A terceira dimensão corresponde ao que vocês chamam o corpo astral.
Nesse corpo astral há certo número de subdivisões que são subdimensões, se preferem.
O subplano no qual vocês evoluem em sua vida corresponde ao primeiro subplano do corpo astral.

Quando vocês morrem, vocês passam ao terceiro subplano do corpo astral, ou seja, realmente no astral.

Todas as vidas que correspondem ao corpo astral não são vidas manifestadas no plano terrestre.
As emoções, por exemplo, pertencem ao que vocês chamam o corpo astral e, portanto, à terceira dimensão.
Elas não têm corpo, tanto quanto se saiba.

Quais são os planos e os subplanos que existem para nós, atualmente?

Há, atualmente, em sua terceira dimensão, para que vocês avaliem, há 7 vezes 7, ou seja, certo número de subplanos, 49 subplanos, exatamente.
A partir do momento em que vocês acederem à quinta dimensão, onde eu estou, o número de subplanos é igual a 13 x 13.

(pág. 63)

Quando vocês passam à sétima dimensão, naquele momento, vocês passam para uma estrutura de quinze corpos e vocês estão a 15 vezes 15 subplanos.
Isso se torna extremamente complexo a compreender com um cérebro humano.
Entretanto, em sua dimensão, vocês avaliam numa gama de frequências que está situada entre o primeiro subplano do corpo astral, que é um corpo físico, mas de desejo, corpo astral de desejo, e até o sétimo subplano desse terceiro plano dimensional, que está em relação com o plano o mais luminoso, que é a imagem do Pai na terceira dimensão.

O primeiro subplano corresponde à expressão física; a que corresponde o segundo subplano?

O segundo subplano corresponde aos mundos que evoluem nos segundo e terceiro subplanos, ou seja, o mundo dos Espíritos elementares da natureza, que vocês não veem, ou seja, o povo elementar que povoa e prefigura as formas terrestres.
O terceiro subplano é aquele que vocês conhecem mais.
É aquele no qual vocês evoluem em sua vida, mas, também, quando vocês passam ao estado de morte.

O quarto subplano é-lhes, de momento, não muito conhecido.
Ele foi iniciado e ativado pelo sacrifício daquele a quem vocês chamaram o Cristo Sananda.

O quinto subplano é a matriz que lhes permite aceder à quinta dimensão.
O sexto subplano e o sétimo subplano são, eles, apenas o pálido reflexo de vibrações as mais altas, que fazem parte, entretanto, de sua herança comum nos planos espirituais.

Você pode fazer uma relação entre esses diferentes subplanos e nossa própria estrutura energética, nossos chacras, em especial?

A relação de numeração é exatamente a mesma. 

A quais subplanos ou planos correspondem os seis novos níveis?

Eles são situados numa outra dimensão.
Portanto, eles não pertencem a esses subplanos.
Eles pertencem ao que se convencionou chamar o oitavo corpo, corpo de nascimento do embrião crístico ou corpo de transformação, aquele que permite a passagem da terceira à quarta, passagem do ego ao coração.
Ele está no oitavo subplano da oitava, e assim por diante.

Entretanto, todos esses subplanos evoluem na quinta dimensão, mas são os reflexos de dimensões superiores.
Vocês passam de um sistema a sete, no qual vocês falam, entretanto, de corpo Divino.
Mas o corpo Divino é apenas o reflexo da real Divindade que vocês são.

Poderia falar-nos dos «novos corpos»?

O nascimento desses novos corpos é ensinado desde extremamente longo tempo sobre este planeta.
Há seis novas vibrações.
Seis novas vibrações que estão em relação com os seis novos corpos, que correspondem à passagem de sua globalidade na quinta dimensão.
Esses corpos estão em gestação.
Eles não estão ainda revelados nem desvendados.
Entretanto, eles apresentam um ponto de ancoragem, através de um chacra que é um chacra jovem, presente na parte superior do corpo.
Esses chacras jovens estão em relação com funções de emergência específicas e potencialidades novas do ser humano, que ilustram, perfeitamente, a reversão e o acesso à quarta dimensão na qual vocês passaram desde que vocês aceitaram a dimensão Crística.

Nessa quinta dimensão, como vai evoluir nosso poder de ação, para ajudar?

Não há qualquer possibilidade de ação quando vocês mesmos passarem da terceira à quinta.
Nós temos, nós, a possibilidade, eu os lembro, que estamos na quinta há 320.000 anos, de intervir em sua terceira dimensão, porque nós possuímos um corpo de tipo Terra, o que não será mais seu caso, quando vocês tiverem passado à quinta dimensão.
Vocês se tornarão o que se chama, aqui, na terceira dimensão, fantasmas.

Regra geral, qual será nosso poder de ação com essas estruturas transformadas?

Isso me parece extremamente complexo.
É todo um programa de vida que vocês terão a efetuar durante milhares de anos.

Esse programa de vida corresponderá à preparação da evolução para a sétima dimensão?

Perfeitamente.

As pessoas encarnadas hoje, originárias de outras constelações, continuarão essa progressão de quinta para outras dimensões?
 
Isso é extremamente diferente, segundo a fonte de alma dos indivíduos e a origem da constelação Fonte.
Não há regras perfeitamente estabelecidas.
Não há regras perfeitamente elaboradas.
Cada caso é um caso específico.

(pág. 64)

Você falou de «doze chacras mais um», você pode desenvolver esse 13º?

Esse 13º é um ponto de consciência correspondente à reunificação dos doze primeiros.
É difícil dar mais amplas explicações sobre isso, de momento.

É isso o que, em algumas tradições, chama-se «a fonte de cristal»?

Eu não conheço esse termo.
Você quer que o olhe?

Por favor.

A fonte de cristal é uma expressão que foi empregada por certo número de místicos e de santos que estiveram presentes em seu planeta desde vários séculos.
Correspondia a um fenômeno de acesso, em desincorporação, a uma imagem ou uma projeção do que é chamada fonte de cristal, que é ligada à fonte Intraterrestre, mas, também, ao Sol Central da galáxia, que foi captado desse modo por alguns seres.
Assim como o descreve, também, no sonho de Jacó, a subida da escala de Jacó e as últimas escalas.

O objetivo final é, portanto, um retorno à Fonte?

O objetivo final corresponde a uma expansão, depois, uma contração, ou seja, efetivamente, um retorno à Fonte, enriquecido da peregrinação total até os confins dos possíveis.

Quanto resta de dimensões, após a quinta, até esse retorno à Fonte?

É diferente, conforme a origem de cada alma e de cada Espírito.
Entretanto, restam, ainda, muitas.
Vocês estão apenas no primeiro quarto, diríamos, de seu périplo.

Não se esqueçam de que a passagem à quinta prefigura o que se convencionou chamar a quinta raça/raiz, em todo caso, para a humanidade terrestre.
Essa quinta raça raiz deve evoluir durante mais de 50.000 anos, a fim de aceder à sexta raça raiz e penúltima raça raiz, antes do retorno da Unidade.

Para nós aqui presentes, o fato de experimentar a matéria foi uma escolha voluntária?

Há apenas escolhas voluntárias, de toda a eternidade e em toda dimensão.

Atualmente, tudo acontece de maneira exata, em relação às evoluções que são previstas para a Terra e nossa humanidade?

Não exatamente. 

Pode desenvolver?

Temos muita preocupação em manter a coerência do manto terrestre.
A efusão da energia do Sol Central, que se refletiu ao nível do cristal Intraterrestre e que nós emitimos, obviamente, ao nível do manto, não seguiu no tempo desejado pelos ajustes demandados.

Nós tivemos que intervir, de maneira extremamente acentuada, ao nível das redes magnéticas e das redes sagradas, para evitar que o manto explodisse.
Nós estamos, ainda, podemos dizê-lo, em defasagem evidente em relação à vontade da Fonte do Sol Central e do que acontece ao nível do manto.
Há, portanto, uma desarmonia extremamente severa entre o impulso transformador e ascensional e o resultado observado ao nível do manto.

Há algo que possamos fazer?

Em sua linguagem, fora vigiar e orar, eu não vejo.
Vocês não são responsáveis pelas redes magnéticas terrestres.

Qual é o «novo sol que entrará em manifestação», do qual você fala?

O novo sol corresponde ao que vocês verão quando passarem à quinta dimensão.
Vocês não verão mais o sol físico, mas vocês verão um aspecto do Sol Central da galáxia.
A irradiação não é, de modo algum, a mesma.
A claridade gerada não é, de modo algum, a mesma.
A influência desse sol não é, de modo algum, a mesma que aquela que vocês conhecem até o presente.

Poderia dar-nos algumas precisões suplementares?
 
Isso me parece difícil.
Não se trata de um conceito intelectual, mental, e dificilmente apreendido por sua ferramenta intelectual.
É algo que corresponde a um aspecto puramente vibratório e visual.
Entretanto, as características que vocês chamam «físicas» não serão, absolutamente, mais aquelas que vocês conheceram até o presente.

(pág. 65)

Você evocou «72 horas necessárias para abandonar-se a esse novo sol».
 
Eu faço referência a uma parada total dos movimentos planetários, que é o instante final, antes da passagem a uma dimensão outra na qual, durante esse espaço de 72 horas, o conjunto do sol e do mundo planetário que gira ao redor desse sol deve passar à quinta dimensão.
O fenômeno de sacralização do planeta Terra é um fenômeno de sacralização do conjunto do Sistema Solar.
Há necessidade de parar os movimentos, de maneira a favorecer a transição para a quinta dimensão.

Esses três dias correspondem ao que, em nossa tradição, chamam-se os três dias de trevas?
 
Isso corresponde às diferentes aparições da Virgem Maria, que deu, efetivamente, esses três dias de trevas como três dias de horror.
Mas, em outras tradições, há três dias de luz, o que prefigura, efetivamente, a posição de parada do planeta em seu movimento de rotação em si mesmo.

Quando da passagem à quinta dimensão, vamos poder reencontrá-los? 

É o sentido do que eu dizia precedentemente.
A partir do momento em que vocês chegarem, totalmente, à quinta, nós deveremos deixar-lhes o lugar.

Todo o encadeamento das passagens de dimensões faz-se de maneira simultânea?
 
Será simultâneo.
Mas, enquanto vocês permanecerem na terceira dimensão, nós teremos tempo de reforçar nossas relações e comunicações.

Há possibilidade de comunicar-se entre a quinta e a sétima dimensões?

Como eu disse, a partir do momento em que nós acedemos à quinta, não há mais barreiras existentes ou limitações, tais como as que vocês conhecem na terceira.
Toda comunicação torna-se possível com todos os planos.

Que vão tornar-se todos os seres que faleceram desde milênios?

Em virtude do que explicamos, os seres falecidos, que não estão vivos (no sentido em que vocês entendem) no momento da grande transição e que estão nos planos astrais, não mais em corpos físicos, entretanto, na terceira dimensão, terão a escolha, do mesmo modo que vocês.
A escolha, se se pode dizê-lo, digamos, a capacidade para elevar-se, para ascensionar à quinta ou não, do mesmo modo que os seres num corpo de carne.
Não há diferença.

Quantas vidas vocês mesmos tiveram na quinta dimensão?

Pode-se falar de vidas diferentes a partir do momento em que minha consciência é linear e permanente, desde 320.000 anos?

Não pode haver morte na quinta dimensão?

Há apenas passagem de consciência de um veículo a outro veículo.
Não há os períodos de esquecimento, tais como vocês os conhecem na terceira dimensão, de uma vida à outra.
A consciência é una, unificada, permanente, indissolúvel, a partir do momento do acesso à quinta dimensão.

Poderia desenvolver as palavras de Sananda: «que aquele que procurar salvar sua vida, perdê-la-á»?
 
Essa parábola de seu maior neófito corresponde, também, à mesma parábola que dizia que «os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros».
«Aqueles que quiserem salvar a vida, perdê-la-ão» corresponde ao mesmo processo.
Aqueles que estiverem centrados, não na ascensão, mas em salvar sua vida, no sentido terceira dimensão (salvar sua vida significa salvar seus acervos, suas posses, é o apego), estes, sim, perderão sua vida.
Em contrapartida, aqueles que estiverem prontos para ascensionar, tal como o dizia seu grande Mestre, quando ele dizia aos seus apóstolos «deixe os mortos enterrarem os mortos, abandone tudo e siga-me» (ou seja, ser capaz de não mais ter apegos em sua vida, mas em sua consciência, unicamente), salvarão sua vida. 

O que você chama de junta governativa [présidium]?
 
A junta governativa é a estrutura geodésica de 24 Unidades de consciência que participam da coerência e da junção de todas as Unidades geodésicas.
Eles são capazes de definir, e é o único caso em que isso existe, uma comunicação de natureza unidirecional e não multidirecional, de maneira a provocar certa coerência, uma coesão, como dizem, nas estratégias, na elaboração de processos evolutivos do Intraterra, mas, também, de seu mundo de superfície.
Elas são constituídas de 24 Unidades individuais que funcionam de maneira coletiva, como todas as Unidades coletivas de 24, à diferença de que estas presidem os destinos dos povos delfinoides do Intraterra, mas, também, a reorganização, a organização e a malha de redes magnéticas de superfície.

(pág. 66)

E essa junta governativa é, de algum modo, o colegiado de funcionamento e de direção que toma sua fonte, diretamente, ao nível da matriz Central e ao nível de impulsos dados pelos povos de natureza Intraterrestre, disseminados em seu manto, mas, também, nos diferentes povos Extraterrestres, de maneira a encaminhar a vontade da Unidade, a vontade do Um e reproduzir isso nas múltiplas células individuais geodésicas.

O que você chama de matriz Central?

A matriz Central é oriunda do cristal, obviamente, que é a parte a mais nobre do Intraterra e que está em relação direta com o Sol Central da galáxia, uma vez que é, dele, a imagem invertida, a imagem matricial, a imagem cristalina, que é capaz de reproduzir os esquemas de seres diretores de consciência que evoluem em planos bem afastados da quinta dimensão na qual nós estamos ao nível do Intraterra.

Há, portanto, uma transferência de informações e de comunicações que vêm de planos os mais elevados para o plano o mais etéreo da quinta dimensão na qual nós evoluímos.
Há, portanto, uma concordância total de evolução e de informações a partir, portanto, de núcleos centrais de consciência ligados aos sóis centrais e à matriz Central do Intraterra.

Você se refere a certo número de sinais em relação com o despertar e a reconexão à Fonte, em especial ao nível da cabeça e dos ouvidos.

Isso foi ampla e fortemente descrito nos textos antigos, em especial de natureza Oriental, que evocam os processos de despertar e as manifestações que sobrevêm, tanto ao nível da consciência como do Espírito e do corpo físico e de estruturas energéticas do ser humano no caminho para o processo de despertar.

Esses processos correspondem ao que vocês chamam os chacras superiores, situados na parte superior de seu ser e que vão induzir certo número de modificações que vão intervir, tanto ao nível biológico como ao nível energético que vocês chamam sutil.

Há, através desse processo de despertar, uma redistribuição total da eletricidade estática que percorre seu corpo e uma redistribuição total das estruturas cristalinas que correspondem às suas estruturas energéticas situadas para além de seu corpo físico.

O que é do «canto da alma»?

O som ligado à abertura da alma na personalidade egoica de base (que vocês chamam o corpo de terceira dimensão ou, também, a personalidade) corresponde à ativação do processo consciente com a alma, que corresponde, perfeitamente, a esse primeiro período de despertar ou a esse momento em que as energias da alma vão começar a infundir-se e revelar-se ao nível do corpo egoico, ou seja, da personalidade de base.
Isso vai traduzir-se por certo número de sinais e sintomas e marcadores, de algum modo, dessa ativação.
Há, naquele momento, uma modificação importante de campos de coerência e de campos de consciência.
Obviamente, como vocês compreenderam, o acesso à vibração da alma é, também, um acesso direto à matriz Central do Intraterra.

Você pode falar-nos de outros sinais marcadores dessa ativação?

Os sinais marcadores dessa ativação são, obviamente, situados, também, e cada vez mais, na evolução de sua vida encarnada que vai afastá-los de esquemas habituais de funcionamento: sucesso social, sucesso afetivo e sucesso qualquer que seja.
Vocês estão muito mais, e tornar-se-ão, progressivamente, mais interessados pela conexão com sua alma e com o sucesso do contato com a alma e com o sucesso do contato com o Espírito e com a fonte de sua origem, tal como nós a definimos no ensinamento do livro.

Os sinais premonitórios, e que traduzem a ativação de contatos com a quinta dimensão, já foram descritos em sua história por diferentes entidades encarnadas, seja na tradição Oriental, Ocidental, hebraica e outras.
A diferença essencial, hoje, traduzir-se-á por um contato com a alma, que está em relação com certo número de modificações, num primeiro tempo, auditivas.
Certo número de modificações sobrevém, em seguida, ao nível da estrutura genética e, portanto, em relação com a estrutura física que serão, de algum modo, os marcadores da modificação que sobrevém ao nível do DNA, mas, também, ao nível da estrutura física que é a sua nesse corpo de terceira dimensão.

Mas, além desses sinais clínicos que desvendaremos, se vocês efetivamente quiserem, um pouco mais tarde em minha resposta à questão, vamos, primeiramente, ver o que sobrevém num plano muito mais geral, do qual havíamos começado, na última vez, a evocar as premissas.

Inicialmente, as modificações correspondem, geralmente, a modificações de polos de interesse da vida que mudam completamente.
Os ambientes afetivos, profissionais, materiais, financeiros tornam-se um pouco mais liberados dos constrangimentos, tais como foram impostos por seu mundo de terceira dimensão.
Em seguida, sobrevém uma atração, justamente, para o que vocês chamam essa quinta dimensão, ou seja, para o que corresponde a coisas invisíveis, não presentes ou não sentidas em seu mundo, tal como é concebido desde numerosos milênios.

(pág. 67)

Vêm, em seguida, ativações específicas ao nível do DNA, que vão permitir modificações estruturais, as mais importantes que intervêm, obviamente, ao nível do cérebro e do coração.

Então, ao nível do cérebro, zonas que estavam, anteriormente, inativas, vão pôr-se a funcionar de maneira diferente.
É assim para a zona do cerebelo, a zona têmporo-parietal occipital também, do lado direito, que correspondem a pontos de vibração ligados ao impacto da alma ao nível de seu corpo e de sua personalidade de terceira dimensão.

Em seguida, ao nível do coração, uma glândula, que ficava, até o presente, adormecida na idade adulta, encontra-se reativada de maneira a propiciar uma imunidade profundamente diferente.
Trata-se, obviamente, do timo, que reencontra especificidades que lhes conferem uma imunidade de longe melhor em relação ao que existia anteriormente em sua vida.

Aí estão as principais modificações que ocorrem.
Obviamente, há, efetivamente, outras, bem mais elaboradas, mas que nos levariam muito, demasiado longe, porque, obviamente, é mais importante localizar os marcadores da ativação dessa quinta dimensão e não fazer-lhes um catálogo do que corresponderia ao conjunto de mutações que sobrevém progressivamente e à medida dos anos de seu tempo terrestre.

Você diz que «a luz não se cria, jamais, que ela pode apenas despertar ou regenerar-se». Há, portanto, a mesma quantidade de luz no Cristo e na sombra?
 
Isso corresponde a um processo extremamente difícil a apreender intelectualmente.
Em seu mundo, no qual tudo é apenas sombra e luz, vocês têm o hábito de falar de intensidade de luz.
Nós não podemos, em momento algum, nas diferentes dimensões de multiplicações da vida, percorrer a mesma linguagem, o que quer dizer que nós não podemos, em momento algum, falar de criação de luz, mas, efetivamente, de desvendamento, revelação da luz, de maneira a manifestar cada vez mais abertamente as qualidades intrínsecas da luz, que são irradiação e amor.

E o que é dos sinais clínicos?

Os sinais clínicos correspondem a uma modificação do ouvido, que vê seu espectro de frequências percebidas modificar-se.
Então, para alguns de vocês, isso será uma perda de frequências e uma perda, notadamente, nas frequências agudas.
Para outros, ao contrário, será uma amplificação do espectro auditivo, com uma acuidade muito mais importante nas frequências agudas e/ou nas frequências graves.
Sobrevém, em seguida, uma modificação extremamente importante, correspondente à ativação do que vocês chamam o sétimo chacra, que se torna um centro coroa ou centro canal, que permite receber as energias de sua própria alma, mas, também, conectar mundos multidimensionais, assegurando um processo que vocês chamam canalização e, isso, em graus diversos, de acordo com os indivíduos, em função de contratos de alma que foram estabelecidos e de possibilidades inerentes às estruturas energéticas que são as suas desde milênios.

Então, paralelamente a isso, sobrevém uma percepção muito mais intensa e muito mais refinada de campos vibratórios de outras entidades vivas, presentes sobre a Terra ou não presentes sobre a Terra.
Em seguida, vêm manifestações ligadas à ativação de centros energéticos situados abaixo da Coroa e, em especial, ao nível do quarto chacra, mas, também, do quinto e sexto chacras.

Ao nível desses centros, há uma ativação que se faz que permite desenvolver os potenciais psicológicos e energéticos diretamente ligados a esses chacras, a saber, na ordem em que eu lhes dei: a noção de empatia, de compreensão direta de outras entidades vivas, o acesso ao que vocês chamam a matriz ou a memória do universo ou, também chamada de «anais akáshicos» em alguns textos e, enfim, no que concerne ao sexto chacra, isso concerne a uma acentuação de clarividência e de discernimento.

Como você definiria a Fluidez da Unidade?
 
A Fluidez da Unidade, como eu o disse no corpo do texto, é um fenômeno de hiper-sincronia que vai bem além da sincronia.
A Fluidez da Unidade corresponde a um estado de alinhamento ou estado canal num primeiro tempo (se preferem, de alinhamento com sua própria alma e seu próprio Espírito) que faz com que os eventos que sobrevêm em sua vida sigam uma lógica que não depende mais, unicamente, da vontade pessoal, mas encontram-se estabelecidos em função da vontade da alma e, em alguns casos, da vontade do Espírito.
Isso quer dizer que os eventos vão desenrolar-se e produzir-se de acordo com sequências que nada mais têm a ver com sua vontade própria.

Obviamente, essa Fluidez da Unidade necessita, vocês compreenderam, de ajustar um estado canal e de alinhamento.
E, sobretudo, deixar essa Fluidez estabelecer-se e deixar a alma e o Espírito governarem sua própria vida e os eventos que ali sobrevêm.

(pág. 68)

Qual diferença você faz entre a alma e o Espírito?

Aí está uma questão que mereceria um debate extremamente amplo.
Se retomamos o corpo do texto, tal como eu o escrevi, o funcionamento de 24 Unidades de consciência individual que forma um coletivo corresponde à unificação de energias/almas.

O Espírito está situado em outro nível vibratório, eu diria, a duas oitavas acima da alma e corresponde a um processo muito mais identificado à Divindade, independentemente de regras de vida, seja na terceira, quinta ou nona dimensão.
Trata-se de uma vibração que está situada bem além da vibração da alma e que é diretamente ligada à conexão, à própria Fonte de vida, em relação, diretamente, com o Intraterra, obviamente, a matriz de vida, mas, também, em relação com o Pai Sol.

Quais comportamentos podem facilitar mais essa Fluidez da Unidade?

Obviamente, quando vocês estão em contato ativo ao nível de sua coroa, com a dimensão da alma, vocês começam a entrar, como eu disse, nessa Fluidez da Unidade.

Então, quais são os elementos que podem vir entravar, bloquear e obstruir esse pleno aparecimento dessa Fluidez da Unidade? 

Trata-se, obviamente, do não abandono à vontade da alma e do Espírito, de fenômenos de resistências inerentes aos seus implantes ligados ao passado, aos seus hábitos e aos seus funcionamentos de vida, que estão impregnados de sua educação, de seu carma e de sua influência sócio-familiar ou sócio-profisional.

São elementos extremamente limitantes que entram no âmbito da resistência ou de não abandono ao estabelecimento dessa Fluidez da Unidade.

Qual é a relação entre o governador do Intraterra e o governador Extraterrestre, Orionis?
 
Eu diria, para simplificar, que os governadores do Intraterra, seja eu mesmo ou outros, estamos em linha direta, eu creio que vocês chamam assim, no telefone direto com o Senhor do Carma, tal como vocês o chamaram, que corresponde ao mestre Orionis, que evolui desde a 18ª dimensão e que transmite suas ordens diretamente à quinta, por intermédio de matrizes Fonte Terra ou do núcleo Intraterrestre.

Nós somos, portanto, os guardiões da vontade do «Senhor dos Dias» ou do «Ancião dos Dias», tal como vocês o chamaram.

Qual diferença há entre o Agartha e seus próprios espaços?

Nenhuma.

Isso significa que, quando se fala de Agartha, fala-se do Intraterra?

É estritamente idêntico.

E de não importa qual espaço do Intraterra, não importa qual nível da Terra?

Inúmeros autores falaram desse Agartha.
É bem evidente que o Agartha é multiforme.
É como se falássemos de continentes da Terra povoados por diferentes raças.

Quais diferenças há entre os portais e as portas dimensionais?

Continuando extremamente simples, e sem entrar em noções de física extremamente complexas, que ultrapassariam a própria definição da obra que criamos como ferramenta vibratória, podemos considerar um portal como uma interface situada entre duas dimensões.
De algum modo, um nó de junção, no sentido físico do termo, um nó de ressonância comum entre uma determinada dimensão e outra dimensão, que permite, portanto, o contato ao nível dessas duas dimensões, ou mesmo ao nível de várias dimensões.

A diferença essencial é que um portal é estabelecido para durar de maneira um pouco mais inscrita na dimensão terceira, material, enquanto uma porta é algo que pode ativar-se, desativar-se, ou mesmo deslocar-se.
O que é mais difícil com a noção de portal.

Você fala de um prazo de sete anos para o estabelecimento da nova dimensão. Numerosos médiuns haviam dado datas anteriores e, no entanto, nada acontece. Esse período é, realmente, exato? E por que há atrasos nas data que são dadas?

Eu lhes diria que inúmeros membros da hierarquia espiritual, dos quais aqueles que são os mais implicados com a evolução do plano da Terra, independentemente do Intraterra, e eu penso, em especial, naquela a quem vocês chamaram Maria e naquele a quem chamam Cristo, deram datas, efetivamente, anteriores, quando de suas diferentes aparições e intervenções sobre a Terra.
Não se trata de um erro, mas, efetivamente, de uma preparação.
Não se esqueçam, jamais, de que nós nos situamos em planos dimensionais diferentes do seu e de que nós somos obrigados, quando de nossas diferentes intervenções, a dar certo número de elementos.
O que podemos dizer é que as entidades encarnadas sobre a Terra, chamadas Cristo e Maria, deram datas, efetivamente, anteriores àquelas de 2012, de maneira a, eu diria, a forçar a mão nos seres humanos para engajarem-se no caminho do retorno à Unidade.
Não houve engano.
Mas é difícil a compreender.

(pág. 69)

Nessa noção de data não entra em conta o nível de eventos que se desenrolam sobre esta Terra.
Em contrapartida, o prazo que vocês conhecem, situado em 2012, corresponde, ele, à ativação total do portal situado ao nível de Sírius e está, portanto, em relação com alinhamentos extremamente precisos de ordem astronômica que, eles, não sofrem qualquer adiamento.

Como vocês sabem, nós estivemos profundamente ocupados desde o início do ano, o que faz com que, desde o Intraterra, nós não tenhamos podido vir comunicar-nos com vocês, porque estávamos extremamente preocupados com os reajustes das redes magnéticas terrestres, em função de novos impulsos e direções dadas por Orionis e em função de resistências ou de respostas inadequadas dadas pelo povo de superfície que o constitui.
Tivemos, portanto, que realinhar, com urgência, as redes magnéticas terrestres, de maneira a evitar que os portais, nós de ressonância e de interação dimensionais fossem definitivamente destruídos, o que teria provocado a perda do planeta Terra como planeta sagrado.

Pessoas organizam grupos de orações para pedir que esses eventos não ocorram. O que você pensa disso?

Eles estão tomados em esquemas extremamente arcaicos, que poderemos qualificar de «reptilianos» e que são de natureza involutiva e não evolutiva.
Eles querem perdurar na terceira dimensão, a fim de continuar suas experiências e suas manobras sensuais, dilatórias, e não em relação com a luz autêntica da matriz Mãe Terra.

Em que foi necessário, quando de sua própria ascensão, manter um corpo de terceira dimensão?

Isso não foi necessário, mas faz parte de um contrato que era ligado ao nosso elemento, no qual vivíamos que, eu o lembro, era a água.
E nós passamos, então, ao elemento Terra.

É necessário tentar compreender que, a partir do momento em que vocês vivem num elemento, qualquer que seja seu nível dimensional e, isso, até a nona dimensão, a partir do momento em que vocês dão um salto quântico dimensional que os faz passar a um determinado modo de vida manifestado, a uma dimensão superior, vocês são obrigados a mudar de elemento constituinte.

Nós partimos da Água e chegamos à Terra.
Vocês partem da Terra e chegarão ao Fogo.

A telepatia está, também, presente nas dimensões superiores à sua?

Eu diria mesmo que a telepatia transforma-se em radiação da essência, que é outra forma de manifestação telepática, na qual uma estrutura cerebral, psíquica, mental, antes, no sentido em que vocês o definem, não intervém mais.

A Fluidez da Unidade é vivida no Intraterra por todos?

É a condição sine qua non de Unidades de consciência coletiva.
Não pode existir sombra na quinta dimensão.
Não podem, portanto, existir fenômenos de resistência a essa Fluidez da Unidade.
Ela é a própria essência da regulação da quinta dimensão.

Alguns seres humanos podem ser compostos de reptilianos, por exemplo, com seres de outras dimensões?

Assim como suas almas provêm de diferentes sistemas solares ou estrelas, convém compreender que sua amálgama, que vocês chamam corpo de terceira dimensão, foi submetida a influências de natureza profundamente reptiliana, e que vocês estão, ainda, sujeitos, em sua sociedade, a forças que governam, obviamente, sua evolução, seu aspecto social, cultural, profissional e mesmo afetivo, profundamente impregnados de forças involutivas reptilianas.
É disso que convém desembaraçarem-se.

Como você define as forças involutivas reptilianas?

Elas são definidas por um apego imoderado ao passado, às regras de funcionamento, aos procedimentos, e procuram, a todo custo, manter relações que não têm mais razão de ser.
A única relação que deve existir, doravante, em sua busca, é uma relação de luz, aquela que se estabelece na Fluidez da Unidade, a fim de permitir-lhes, como o corpo do livro dizia, tentar estabelecer esses funcionamentos de consciência coletiva.

Esses processos podem acompanhar-se de uma luta verdadeira contra os seres reptilianos?

É melhor evitar estar implicado por esse gênero de luta.
O mais importante é cultivar sua luz de quinta dimensão, de maneira a que essa luz e essa rosácea de que falei, que é, também, realizável a quatro pessoas, permitam diluir as forças reptilianas.
É bem evidente que, se vocês portam sua consciência na própria existência dessas forças reptilianas no interior de vocês, vocês apenas farão despertá-las e não adormecê-las.

(pág. 70)

Pode-se voltar a contatá-lo para aprofundar as questões dos leitores?

Isso fará parte do que eu terei a fazer e a trabalhar com vocês, proximamente, a partir do momento em que inúmeros seres humanos ativarem esse canal de quinta que vocês chamam canal do éter, mas, também, ativarem o canal do coração e permitirem a nós, entidades do Intraterra, como o fizemos ao nível das redes magnéticas terrestres, ajudá-los a estabilizar suas redes magnéticas inter-humanas, coisa que está estabelecendo-se em sua coletividade de vida.

Eu esclareço que a rede magnética inter-humana é a rosácea que lhes permite serem elevados à quinta dimensão.
Referiu-se, em numerosas obras, a embarcações Merkabah de ascensão de luz num certo número de povos ou indivíduos.
É o mesmo ao nível da coletividade de 24 Unidades indivisíveis de consciência.

A partir do momento em que elas funcionam nessa Fluidez da Unidade, elas se tornam capazes de estabelecer uma rosácea, uma rede magnética inter-humana, que é capaz de elevar o conjunto de seus veículos.
A rosácea é a estrutura real que ela toma quando vocês traçam um ponto num círculo entre cada Unidade distante do 24º círculo.
A estrutura vibratória que é assim criada corresponde, realmente, ao que acontece ao nível da arquitetura da luz, e vocês verão, quando desenharem essa rosácea, a partir de um 24º círculo, vocês se aperceberão que vocês recriam os módulos de luz primordiais da quinta dimensão.

Quando você fala de um 24º círculo, é 1/24 do raio, da circunferência?

A 1/24 da periferia do círculo que vocês chamam circunferência.

O que é dos reajustes geo-telúricos?

Eles são ligados à emergência dos primeiros portais, de maneira muito mais densa, ao nível da terceira dimensão e, também, à ativação de certo número de portas, muito mais importantes do que existia até o presente.
Há tecidos nodais que estão instaurando-se em diferentes lugares do planeta.

Caros irmãos e irmãs de superfície, vou desejar-lhes um bom momento.
E, quanto a mim, voltar-me a meus espaços de vida.
Eu lhes aporto minha saudação fraternal.

Comentários sobre a brochura Humanidade em Evolução

Em complemento à brochura «Humanidade em Evolução» da qual vocês encontrarão os detalhes nas rubricas «Humanidade em Evolução» ou «Boutique».

RAMATAN precisou que os ensinamentos transmitidos, em 2005 e 2006, e que fazem o objeto da brochura «Humanidade em evolução», são, mais que nunca, de atualidade.
Nós lhes propomos, aqui, complementos dados por aqueles que nos acompanham em outros Planos Dimensionais, a fim de evitar qualquer confusão sobre assuntos que têm sido desenvolvidos sobre:


Referência a «I am»

Aqueles que nos acompanham de outros Planos Dimensionais transmitiram a informação de que pronunciar «I AM» - «Eu sou», em inglês - põe em Vibração a estrutura YA, abreviatura Vibratória de YAHVE ou YALDEBAOTH ou, ainda, ANU, que é o falsificador, também chamado Demiurgo.
Essa codificação falsificada não fazia parte dos elementos levados ao conhecimento dos povos Intraterrestres, no momento em que divulgaram essas informações.
De fato, eles nos trouxeram apenas as memórias não falsificadas da humanidade, independentes, portanto, dos Anais Akáshicos.
Aliás, a ativação energética «I AM» realizou-se pouco de tempos antes da revelação dos princípios Unitários.
«Eu sou Um» Vibra e faz Vibrar a Coroa do Coração e o conjunto do corpo.
«I AM» energiza o terceiro olho.
Complemento transmitido em 30 de outubro de 2011 - Páginas 19 e 21 da brochura.


Referência à afirmação «Eu sou Um»

A afirmação «Eu sou Um» ultrapassa, amplamente o âmbito da simples afirmação mental, dado que se trata, como esclarece RAMATAN, de uma afirmação Vibral, independente de qualquer crença ou de qualquer atividade do pensamento.
A Vibração das palavras dessa frase é inscrita, desde a origem deste último ciclo de 50.000 anos, como uma codificação Vibratória que deve emergir a um momento preciso que é aquele que vocês vivem.
Complemento transmitido em 30 de outubro de 2011 - Página 22 da brochura.

Referência a CRISTO SANANDA

Cristo é uma Vibração, e Sananda é outra.
Cristo é um Princípio Solar, existente em todas as humanidades encarnadas, que permite a Passagem a outra Dimensão, sem relação com Sananda.
RAMATAN, evocando «Cristo Sananda», retomava, simplesmente, os propósitos da pessoa que questionava então, respeitando o âmbito de referência da mesma.
Complemento dado em 30 de outubro de 2011 - Páginas 63 e 65 da brochura.

Referência à VIRGEM MARIA

RAMATAN respeita, aqui, o universo da pessoa que faz a pergunta falando de Virgem Maria e não de Maria.
Complemento dado em 30 de outubro de 2011 - Página 65 da brochura.

Referência à vontade de bem

Nos mundos Unificados, para os delfinóides, «a vontade de bem» não é alterada pelo eixo da falsificação «bem - Atração»/«Mal - Repulsão».
A vontade de bem é, assim, a expressão, total e perfeita, da Unidade, mas nos mundos Unitários, que não é o caso, para nós, encarnados na terceira dissociada, na qual a vontade de bem mantém o confinamento.
Complemento dado em 30 de outubro de 2011 - Página 48 da brochura.


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7 comentários:

  1. Célia,
    De Consciência para Consciência, Gratidão, muita Gratidão pelo seu trabalho.
    Namastê

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  2. Célia,
    Eu estou profundamente grato pelo serviço que você está prestando a todos nós. Gostaria de saber de que maneira eu posso contribuir, me ofertando para digitar os textos, sei lá, alguma coisa preciso fazer, sinto-me na obrigação e faria com muito gosto. Moro no Rio de Janeiro.

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  3. Roberto,

    Eu faço a versão digitando direto sobre o texto original (com a tecla "ins").
    Agradeço sua intenção, mas não se sinta obrigado a nada, OK?
    cegarpe@ig.com.br

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  4. Gratidão Célia!
    Muita Luz a todos! Alegria!

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  5. GRATA CÉLIA! ADMIRÁVEL DEDICAÇÃO!
    LUZ E ALEGRIA! clarice

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  6. 'SOZINHA VOU MAIS RÁPIDO, EM GRUPO VOU MAIS LONGE'. Como a Unidade agora tornou outra compreensão!!! Ontem, veio-me a lembrança da aula de Matemática sobre Unidade. Não poderia, naquele estágio, imaginar a grandeza do 'UM'. Que fique realmente dentro de nós: 'Somos todos Um'. Noemia

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  7. Outra lição a tirar da matemática: O Um é o único número que multiplicado por ele dá ele mesmo.Cada Um de nós convergirá para Fonte que é Um.
    Harlison

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