Seguidores

SE VOCÊ COMPARTILHAR ALGUMA MENSAGEM DESTE BLOG, FAVOR REPRODUZI-LA EM SUA INTEGRALIDADE, CITANDO A FONTE OU INDICANDO O LINK DA MESMA.

27 de out de 2011

MA ANANDA MOYI – 27 de outubro de 2011

Mensagem publicada em 28 de outubro, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Eu sou MA ANANDA MOYI.

Irmãos e Irmãs, sobre esta Terra, dignem-se acolher minhas bênçãos e a Graça da Luz.

Eu venho com vocês, hoje, não tanto para explicar, ainda, a Consciência, mas, mais, para interagir com vocês, além das palavras, a fim de estabelecer uma Comunhão íntima e uma compreensão, para além das simples palavras, justamente, dessas três palavras que são: o Presente, a Unidade e o Si.

No período que vocês vivem e nesses processos que estão em curso sobre a Terra, como em muitos Irmãos e Irmãs, talvez seja bom tentar clarificar, ainda mais, se isso pode ser, essas três palavras, porque, para além de sua definição e para além de sua concepção elas são, efetivamente, as palavras – para além das culturas, para além dos séculos – que foram as mais frequentemente empregadas para tentar corresponder, o melhor possível, ao Despertar, à nova Consciência, de fato, para o que os seres que vieram antes de vocês puderam viver, quando desse estado específico, quando eles tocaram o Ser.

Então, hoje, ao invés de longos discursos, vamos tentar, juntos, interagir em relação a essas três palavras, e, exclusivamente, em relação a elas.

E, de maneira muito geral, porque posso bem imaginar que, quaisquer que sejam as experiências que vocês tenham vivido ou que vivam, enquanto essas experiências não são instaladas, de maneira constante e permanentemente, é muito habitual que se coloquem algumas questões.
É claro, a partir do instante em que a permanência do Ser é obtida, como vocês sabem, as questões desaparecem por si, inteiramente.
Mas, talvez, para alguns Irmãos e Irmãs, aqui e em outros lugares, há questões que se colocam, justamente, para favorecer os mecanismos da Realização do Ser.

Então, vamos tomar o tempo – porque nós o temos – de fazer o giro de suas questões, ao mesmo tempo sabendo, pertinentemente, que suas questões são as questões de seus Irmãos e de suas Irmãs, por toda a parte, onde quer que eles estejam sobre esta Terra, quaisquer que sejam suas crenças, quaisquer que sejam suas experiências, qualquer que seja sua cultura, sua educação porque, é claro, atualmente, sobre a Terra, há um processo coletivo, específico, que se desenrola, a nenhum outro similar na história da humanidade.
E, em relação ao que se desenrola, é claro, a Consciência é levada a, de algum modo, reposicionar-se, redefinir-se, não através de uma definição, mas, bem mais, em relação à sua própria vivência, à sua própria mutação.

Então, eu escuto suas interrogações concernentes ao Presente, ao Si e à Unidade.
Tentarei comunicar-lhes o melhor que eu possa, por minha Presença, a Comunhão de Luz correspondente às palavras que vou pronunciar.

Podemos, agora, avançar, juntos.
Eu os escuto.

Questão: por que ter escolhido associar esses três aspectos: Presente, Si, Unidade?

Porque essas três palavras são as palavras que podem definir, se é que se possa defini-las, a nova Consciência, o estado Turiya, a Realização do Ser.
Porque são essas três palavras, para além de qualquer noção cultural, que vão, talvez, o melhor possível, exprimir o que um ser que vive isso vai tentar – quando se lhe põe a questão – traduzir.

Eu evitei, obviamente, as palavras que teriam demasiada conotação ocidental ou oriental, mas é, certamente, evidente que, falar de Unidade, falar de Samadhi, de CRISTO, de Luz Branca, de Turiya é exatamente a mesma coisa.
Mas, para ser o mais lógica e o mais Universal possível, essas três palavras são, a priori, o que, ao nível de nossa Assembleia de Estrelas, é o mais capaz, em sua língua, como em outras línguas, de evocar o que é essa Consciência nova, tanto a título individual como ao nível coletivo da humanidade.

Cada palavra, cada uma dessas três palavras veicula um conteúdo que não pode prestar-se à confusão.
Bem mais, por exemplo (como vocês sabem), que as palavras Amor ou Luz que são, muito lógica e naturalmente, coloridas pela experiência de cada pessoa, pela experiência de cada cultura e de cada vivência, coletiva ou individual.

Assim, essas três palavras – Presente, Unidade e Si – escapam dessa diferença veiculada, porque podem ser apreendidas além de qualquer dogmatismo, além de qualquer compreensão subentendida, ligada a um modelo cultural ou mesmo espiritual.

Dizer «o Si» não é, de modo algum, a mesma coisa, mesmo se a Vibração seja a mesma, que dizer «o Atman».
Dizer «a Unidade» é a mesma Vibração, mas não é, de modo algum, a mesma coisa que dizer «Dissolução Brahmânica» etc.etc.

Nós escolhemos, portanto, palavras que podem, à perfeição, ilustrar-se fora de qualquer dogmatismo (de qualquer capela, eu diria) ou de qualquer cultura.

Aí está a razão da escolha dessas três palavras ao invés de outras palavras.
Porque as três, também, referem-se a uma mesma ressonância, inscrita no corpo, no Templo do Coração: são, de algum modo, os três atributos que podem, o melhor possível, exprimir o que é a vivência do Fogo do Coração.

Questão: pode-se dizer que a Unidade é baseada no Amor, na medida em que o Amor Unifica tudo, em todos os Mundos, em toda a Criação?

Meu Irmão, o Amor, em seu sentido o mais direto, está na própria base do que é chamada a Vida.
O Amor seria, de algum modo, a síntese e a reunião da Unidade, do Si e do Presente, mas sem qualquer coloração ligada, justamente, à experiência vivida por cada Irmão e Irmã, profundamente diferente do Amor, liberado, de algum modo, de todas as conotações afetivas, emocionais, mentais, próprias a cada um, segundo a vivência de cada Irmão, de cada Irmã.

Assim, pode-se dizer que o Amor, no sentido o mais autêntico (Vibral, como foi chamado), é a reunião e a conjunção do Presente, da Unidade e do Si.

A palavra Amor foi tão usurpada para definir qualquer outra coisa, na personalidade e na experiência.
Porque o amor, nesse mundo, privado da FONTE, dessa conexão Lúcida e Consciente à Unidade, apenas pode traduzir-se, como foi dito, por uma falta a preencher (ver em nosso site a canalização de IRMÃO K, de 26 de outubro).
E, é claro, se emprego a palavra Amor, cada um vai compreender algo que lhe é próprio.
Enquanto, se eu emprego a palavra Presente, a palavra Si, a palavra Unidade, e suas Vibrações correspondentes, vocês não podem ali associar outra coisa porque, justamente, a Unidade, o Si e o Presente não lhes são acessíveis, inteiramente (para a maior parte de vocês) enquanto não estão, de algum modo, atualizados, revelados mesmo na Consciência.
E isso vai, portanto, evitar as distorções.

Mas, efetivamente, aquele que vive a Unidade, o Si, que está Presente, descobre a Verdade do Amor.
Mas de um Amor que não tem necessidade de qualquer projeção, de qualquer identificação ou de qualquer suposição.

O Amor existe em diferentes estágios, em diferentes oitavas.
O Si existe apenas no Si.
A Unidade existe apenas nela mesma, e o Presente existe apenas nele mesmo.

Questão: poderia desenvolver sobre a relação entre o Si e a Unidade?
 
O Si é Realizado (Conscientizado, é a palavra a mais exata) a partir do instante em que a Consciência situa-se não mais na separação e na fragmentação, mas, justamente, nesse estado de Unidade.
O Si e a Unidade, e o Presente são os três lados, as três facetas de uma mesma realidade.

O Si e a Unidade apenas podem encontrar-se no Presente.
O Presente comporta o Si.
O Si é Presente e é Unidade.
A Unidade é o Si e é o Presente.
Cada uma dessas palavras implica a outra.
E a relação que existe (como eu disse) é, de algum modo, três modos de dizer o Amor, no sentido autêntico e não modificado.

O Amor (no sentido Vibral) é uma inversão total.
O amor, quando estamos presentes na Terra, tem tendência a ser projetado, de maneira contínua.
Ele é encarado como uma relação, qualquer que seja sua forma, como uma comunicação.
O Amor (no sentido Vibral) é um estado que induz a Graça do Ser, e que manifesta o Si no Eterno Presente.

Na Presença e no Presente, há, também, a imediaticidade do Instante, que não pode ser assimilada a outro instante, e esse Instante é vivido, pela Consciência, como indissolúvel da Eternidade.
O tempo não aparece mais, portanto, como linear, mas, efetivamente, como englobante, como inscrito no mesmo tempo, chamado o Presente.
Esse princípio de Reversão do amor traduz-se pela descoberta ou a redescoberta da Unidade, entre Si e todos os outros Si, entre Si e o conjunto do Universo, uma vez que, naquele momento, não pode mais existir qualquer separação, qualquer distância, qualquer sofrimento e qualquer falta.

Há, portanto, bem mais do que uma relação entre cada uma dessas palavras, mas é, sobretudo, o que é mais capaz de fazer Vibrar, em vocês, certo número de estruturas físicas, celulares, Vibratórias, energéticas, e mesmo na Consciência.

O Si pode, também, e é claro, opor-se ao «mim», ao «eu».
Ele exprime, portanto, outra oitava, aí também, de manifestação da Consciência.
E esse Si implica a Presença, o Presente e a Unidade.

Pode-se dizer, portanto, que cada uma dessas palavras implica-se numa outra, na mesma realidade.

Questão: Vibrar, em nós, é Vibrar em nosso corpo, nossa personalidade ou nosso ego?
 
Meu Irmão, a personalidade e o ego não podem, jamais, Vibrar.
Podem apenas comover-se e, portanto, fazer circular a energia.
A Vibração não é uma energia que circula, é um estado, justamente, de Presente.
Essa Vibração pode ser definida, justamente, como uma ausência de movimento,como uma ausência de circulação, como uma ausência de emoção.

É claro, o ego tem tendência a querer apreender-se dessa Vibração para fazê-la dele.
A Vibração do Ser não pode ser monopolizada nem possuída pelo que quer que seja, uma vez que ela recorre, justamente, às virtudes e às características que são diametralmente opostas ao ego e à personalidade.

O ego é opaco: ele não conhece a Transparência.
O ego jamais é simples: ele procura, sempre, a complexidade, porque ele é complexo.
O ego não conhece a Humildade ou, então, ele faz apenas traduzir uma falsa humildade.
E, enfim, o ego não pode, jamais, ser uma Criança.

Assim, portanto, o Si opõe-se, formalmente, ao «eu» e ao «mim», não tanto como uma oposição de contradição, mas, justamente, uma oposição de Vibração.

O ego não conhece o Presente; ele está, permanentemente, tomando marcadores, na experiência passada ou na projeção num futuro.
Ele elabora e constrói hipóteses, permanentemente.

O Si não se importa com hipóteses, não se importa com ontem, não se importa com amanhã, porque está mergulhado em outra coisa.

O ego não pode apreender nem conhecer, nem viver a Unidade, porque ele é construído sobre o princípio de Dualidade, e essa Dualidade exprime-se, permanentemente, na vida, como Bem e Mal.

Assim, portanto, tudo opõe o ego e a personalidade, ao Si: nos mecanismos de funcionamento, mas, também, em tudo o que vai daí decorrer, nas atitudes na vida.
O ego guarda tudo para si, mas no Mim.
O Si está na Transparência a mais total e nada guarda para ele, a não ser que ele encontrou a Fonte do Amor que é, certamente, ele mesmo, num Espaço e num Tempo que nada tem a ver com o espaço e o tempo da personalidade e do ego.

O ego, por definição, é limitado, fragmentado, e constrói-se apenas através do medo, através da vontade de bem e de melhoria.

O Si nada tem a construir, porque ele É, de toda a Eternidade, e ele é totalmente independente de qualquer construção, de qualquer projeção.
Ele não tem necessidade de nada mais que Ser e manifestar a Transparência e o Amor.
Não como algo a procurar (como algo a construir, que se inscreve numa busca e portanto, num tempo): não há caminho, não há busca.
Há apenas, justamente, que parar tudo isso para viver o Si.

Enquanto há busca, enquanto há pergunta, enquanto há dúvida, há ego, porque o Si não pode, jamais, duvidar do que quer que seja.
Ele não conhece a dúvida e não pode conhecê-la.
Não há pergunta, porque ele É a resposta.

Questão: quais são as diferenças e as relações entre o Espírito e o Si?
 
O Espírito compreende as características, globais e essenciais, do Si, da Unidade e do Presente.
O Espírito possui, além disso, uma Dimensão outra que esse corpo de carne.
O Espírito é, para vocês (e para nós, quando estivemos encarnados), imaterial, porque invisível, Desconhecido e situado em outras Esferas.

O Espírito é, em outras Dimensões, um Corpo.
Um Corpo com sua densidade (que lhe é própria), uma forma (que está além da forma, tal como ela é definida nesse mundo), uma coloração (se se pode dizê-lo, que não é uma coloração da alma, mas, bem mais, um estado Dimensional específico, mas que não é compartimentado ou limitado).

O Espírito é o Si.
O Espírito é a Unidade.
O Espírito é o Presente.
Mas, além dessa Dimensão, ele é, também, um Corpo.
Um Corpo Aberto, não confinado, não fragmentado e, sobretudo, não isolado.
Ele é, portanto, religado à Comunhão e à Graça, permanentemente, à Vida e à FONTE.

O Espírito é Eterno.
É, portanto, um Corpo Eterno que não pode desaparecer: ele pode apenas transformar-se.
Ele pode apenas seguir o Si, porque ele é, de algum modo, seu Veículo.

Questão: o Espírito habita outros corpos, nesta Dimensão ou outras?
 
De maneira a mais geral possível, nesse mundo, a um corpo corresponde um Espírito.
Mas, em outros Mundos Unificados, o Espírito não é dependente de um Corpo, mesmo se ele seja um Corpo, porque esse Corpo é mutável e porque esse Corpo não é confinado, nem localizado.

Questão: como fazer durar os momentos de Unidade que se pode, por vezes viver?
 
Nada há, justamente, a fazer.
Há que se manter nesse estado, que se manter no Ser, nessa Vibração, como foi dito pelo Comandante (ndr: O.M. AÏVANHOV) e por outros Anciões e, também, por algumas de minhas Irmãs Estrelas.

Há, de algum modo, um processo de aprendizagem, que é específico.
Porque ele tem, na textura, de algum modo, tempos específicos que vocês vivem, que estão em relação e em ligação direta com um processo que não concerne mais, unicamente, a um indivíduo (de acordo com seu caminho anterior), mas que concerne à totalidade da Terra e, portanto, a Consciências que ali estão presentes.

Para a maior parte de vocês, a Realização total e inteira do Si significa, hoje (porque vocês estão nesse Tempo), a Fusão ou a Transmutação no Corpo de Existência (ou corpo do Espírito), e que significa (ou que significaria) o desaparecimento total desse corpo e dessa personalidade que, como vocês talvez saibam, deve esperar um momento coletivo específico, que é ligado, ao mesmo tempo, a eventos de ordem cosmológica, astronômica e, é claro, planetária.

Alguns, contudo, têm a capacidade para instalar-se na Unidade, no Si e no Presente, de maneira mais duradoura do que outros, porque a Transparência (que está em ligação direta com o Abandono à Luz, com a Porta do CRISTO) está mais acabada, de algum modo, na personalidade.
A personalidade tende a tornar-se, para esses seres, Transparente.
Ela tende, portanto, a não mais reter a Luz, a não mais freá-la.
Isso é diretamente oriundo, é claro, dos próprios comportamentos da personalidade, na qual o medo foi – não por qualquer vontade – Transcendido e eliminado, na qual o Amor aproxima-se de sua definição a mais Vibral e perde todas as suas características pessoais, e na qual o ego (a personalidade, o «eu», o «mim») nada mais reivindica para ele mesmo.

Para esses Irmãos e essas Irmãs é mais fácil manter-se no Ser, portanto, viver as três facetas do Ser: o Si, a Unidade e o Presente.
Mas é necessário, efetivamente, aceitar que não é algo a procurar, mas que é, verdadeiramente, algo a que é necessário Abandonar-se.
Enquanto existe – e mesmo na personalidade – uma vontade própria do «eu» e do «mim» a querer viver a Luz, de maneira sistemática, a personalidade vai apropriar-se da Luz, numa não Transparência e numa opacidade.
Dito diferentemente, o Si, a Unidade e o Presente é tornar-se a si mesmo essa Luz, mas não utilizar essa Luz para outra coisa que não a Luz.

A dificuldade reside, efetivamente, nesse nível, porque a alma humana é assim feita e assim voltada, no Plano Vibratório, que ela é polarizada para a encarnação e não para o Espírito.
Dito diferentemente, como CRISTO havia dito: «seu Reino não é desse mundo».

Ora, a personalidade quer, a todo custo, estabelecer seu reino com a Luz, o que, é claro, não pode acontecer.
Jamais.

A eliminação e a Transcendência do «mim», do «eu», é um Sacrifício.
E essa Crucificação – essa Passagem da Porta Estreita, do ego ao Coração, da Nova Fundação de Vida – realiza-se apenas se o ego capitula, inteiramente.
E, aliás, nas experiências de Luz, antes desse período coletivo (e, para alguns seres, também, Irmãos e Irmãs que são os mais maduros para viver isso), apenas quando de um evento específico, no qual o ego capitula (pela meditação, por uma experiência às portas da morte), é que se revela a Luz, não de outro modo.

Existem, hoje, alguns Irmãos e Irmãs que vivem a Luz, de maneira instantânea.
Naquele momento, como eu disse, os comportamentos mudam, completamente.
O Irmão ou a Irmã que vive isso, de maneira inesperada e espontânea, não pode mais fazer uso de suas capacidades habituais.
Tudo é transformado.
Mas, enquanto o ego está presente e crê dirigir, controlar ou dominar, a Luz não pode ser vivida, porque a Luz, o Si, a Unidade, o Presente são, muito exatamente, a antítese (como eu disse) dos próprios princípios do ego e da personalidade.

Não compreendam, com isso, que vocês devem matar o ego, porque vocês em nada mudariam o estado no qual vocês estão.
Porque, o que é que quereria matar o ego, se não é o ego?
Que, é claro, não pode, jamais, matar-se.
Ele pode, como eu disse, apenas capitular, tornar-se Transparente à Luz.

Os Quatro Pilares do Coração, que lhes foram comunicados e que foram ativados, são destinados, de algum modo, a favorecer-lhes esse estado.

Questão: se esse estado não pode ser atingido pela vontade pessoal, pode-se atingi-lo por todos os protocolos comunicados, em especial, sobre as Portas?

Tudo o que lhes foi comunicado, seja por UM AMIGO (concernente ao Yoga da Unidade), seja pelos elementos novos sobre a falsificação (que lhes foram aportados pelo IRMÃO K), os testemunhos que lhes foram dados (por minha Irmã GEMMA ou por HILDEGARDE ou outras) são apenas testemunhos.

Os exercícios, as ginásticas, a meditação, a oração, tudo o que se pode imaginar pode ser de ajudas, mas na condição de, efetivamente, apreender que não são, jamais, objetivos, mas meios, e que, mesmo esses meios, não os farão, jamais, passar a Porta Estreita.
Jamais.

Há apenas meios para aproximá-los dessa Porta.
Não há outro modo, que não Abandonar-se à Luz, aceitar viver, simbolicamente, sua própria morte, a abolição de toda vontade, a abolição de todo Mim, a abolição de todo medo, de toda opacidade à Transparência.
É isso que foi chamado, em muito numerosas reprises, o Abandono à Luz e como disse o CRISTO: «eu entrego meu Espírito entre tuas mãos».
É conceber, aceitar e viver que o efêmero nada é diante do Eterno e diante da Eternidade.

Enquanto há uma vontade de apreensão ou de compreensão, é apenas o ego que fala.
A diferença essencial em relação a uma época anterior à chegada da Luz (há uma ou duas gerações), é que, hoje, esse processo é muito mais fácil, porque vocês não são obrigados a subir para a Luz, mas é a Luz que desceu até vocês.
Simplesmente, resta Conscientizar-se disso.
E o Conscientizar-se é fazer cessar toda a vontade, é fazer cessar todo ato de personalidade.
É Abandonar-se à Luz.
Crer que um exercício ou que uma prática vai conduzi-los ao Despertar, se isso fosse verdadeiro, vocês seriam centenas de milhões sobre a Terra, e o conjunto da humanidade já teria vivido o Despertar, e esse não é o caso, mesmo se esse processo de hoje seja um mecanismo aberto a todos, porque as condições iniciais, prévias, são totalmente diferentes, desde uma geração ou duas gerações.

Enquanto vocês não são Humildes, enquanto vocês não são Simples, enquanto não são Transparentes, e enquanto não estão nesse Caminho da Infância, o Coração não pode permitir-lhes viver o Si, a Unidade e o Presente.
É o mental que procurará, sempre, pela compreensão, apropriar-se da Luz.
A Luz não é, jamais, uma apropriação, é uma restituição, é uma Transparência total.

O ego que se criou (eu não voltarei nas circunstâncias históricas ou nos mecanismos, pouco importa), mas o ego, progressivamente e à medida do que foi chamada a encarnação, as encarnações, pouco a pouco, cristalizou-se.
A alma desceu, cada vez mais, Vibratoriamente, a mecanismos de ação / reação (quaisquer que sejam os nomes que possam ser dados, tanto no Oriente como no Ocidente ou como em qualquer época).

O próprio princípio da ação / reação, que é a lei desse mundo, está em total contradição com a Lei do Espírito.
Vocês não podem aceder a esse Desconhecido enquanto mantêm o que quer que seja desse Conhecido, e o que lhes é mais Conhecido, é claro, é a personalidade, sua pessoa, seu Mim, mas que não é o Si.
O Si não está no extremo de um caminho, ele não está, tampouco, amanhã, não está, tampouco – é claro – ontem, mas ele está – como foi dito – no Instante Presente.

Ora, o ego jamais está no Presente porque, a partir do instante em que o mental escuta, ele procura compreender e, portanto, ele não pode estar no Presente, porque ele já está no instante seguinte.
É o mesmo para as emoções, e é o mesmo para todos os funcionamentos do que é limitado na personalidade.

Não existe qualquer mecanismo presente na personalidade que permita viver a Unidade, o Si e o Presente.
Todos esses mecanismos, sem qualquer exceção (referências ao passado, ascese ou aprendizagem), devem desaparecer porque, mesmo aquele que segue uma ascese aproxima-se, como eu disse, da Porta Estreita, mas, jamais, a ascese, por si, fará cruzar a Porta Estreita.

O único modo de cruzá-la é o Sacrifício e a Crucificação.
Não pode haver Ressurreição (ou seja, manifestação da Consciência do Ser, Realização, Despertar do Si, da Unidade e do Presente) enquanto os elementos que não são o Si, a Unidade e o Presente são majoritários.
E o que conduz a personalidade é, muito exatamente, a antítese do Si, da Unidade e do Presente.

As condições prévias de fazer calar o mental, as emoções (pela meditação, pela oração, pelo estado Interior) são condições prévias: essas condições prévias são úteis, mas não serão, jamais, a Passagem da Porta.

Questão: foi dito que nossa alma não conhece nosso Espírito. É possível, por uma intenção específica, fazer de forma a que, justamente, nossa alma conheça nosso Espírito?
 
Sim, isso foi explicado por IRMÃO K (ndr: ver em nosso site a canalização de IRMÃO K, de 7 de julho de 2011, concernente à revelação da Luz no eixo lateral anterior direito, assim como a descrição dos Atalhos correspondentes – Portas AL, VISÃO, PRECISÃO – na rubrica «Protocolos a praticar – Reconstrução do Corpo de Ressurreição»).
É a Reversão da alma, da Visão e da Atração para o Espírito.
É a Renúncia.
É o mesmo mecanismo que acabo de explicar.
Não há outro caminho, não há outra possibilidade.

Não temos mais perguntas, agradecemos.

Irmãos e Irmãs dessa assembleia, eu rendo Graças por nossa Comunhão.
Eu permanecerei Presente, em vocês (porque eu ali estou), para o período comum de Comunhão.

Eu lhes dirijo a Plenitude da Graça e da Alegria.

Comunguemos, antes que eu me estabeleça em vocês.

... Efusão Vibratória / Comunhão...

Até breve.
___________________
Compartilhamos estas informações em toda transparência. Obrigado por fazer do mesmo modo. Se você deseja divulgá-las, reproduza a integralidade do texto e cite sua fonte: www.autresdimensions.com.


Um comentário:

  1. Interessante esta coisa de procurar sair ileso do amontoado de culturas, com suas crenças, definições, e tudo mais. Portanto, dependo da palavra que se diz, são inúmeros aqueles que se manifestam como doutores no assunto, mal sabendo que sua visão pode não passar de um simples condicionamento cultural, ou de um possível entendimento isolado de uma facção religiosa, por exemplo. No caso aqui, que se refere à maior das vivências, é mesmo oportuno que se aclare ao máximo tais palavras ditas como mais isentas, ou mais próximas, que expressam tal realidade suprema. A MSG, pois, abre espaço para expor da melhor maneira as três palavras mais seletas (ainda não tão contaminadas), e que exprimem o fantástico Estado de Ser.

    ResponderExcluir