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1 de dez de 2012

O.M. AÏVANHOV – 1 – 1 de dezembro de 2012


Mensagem publicada em 3 de dezembro, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Áudio da Mensagem em Francês

Link para download: clique aqui



Bem, caros amigos, estou extremamente contente por reencontrá-los, e eu lhes transmito todas as minhas bênçãos.

Então, eu lhes transmito todo o meu Amor e vamos começar a entrar em suas questões.

Questão: você havia dito que os Arcontes podiam criar um mundo em cinco minutos...

Eles são incapazes de criar o que quer que seja.
Eu jamais disse que os Arcontes haviam criado o que quer que fosse: eles transformam uma Criação preexistente.
Quer essa Criação concirna a uma Dimensão específica – como o que é nomeada «A Criação» – ou, se vocês preferem, o que eu chamaria a terraformação de um planeta, que permite acolher consciências em experimentação, qualquer que seja o plano dimensional (seja em 3D Unificada ou em qualquer outra Dimensão, que eu qualificaria planetária ou solar), essa Criação é, em geral, uma Criação de Amor, que é ligada à necessidade da consciência de exprimir-se e de experimentar, ela mesma, com quadros, se querem, específicos.

A característica essencial – seja o que nós nomeamos um Mestre geneticista de Sírius que, eu os lembro, terraformou esse Éter há extremamente muito tempo e semeou-o – era permitir fornecer um veículo à consciência, em um mundo dito carbonado.
Isso são Criações, se se pode dizer.
Mas um Arconte jamais criou o que quer que fosse.
O lugar deles era o de administrar as Criações, mantendo, eu diria, a Liberdade.
E, a um dado momento – como vocês dizem isso, nos quadrinhos? – eles quiseram ser vizir, no lugar do vizir, ou califa, no lugar do califa (não sei mais o quê).
Mas, em todo caso, eles se substituíram a uma filiação e a uma Criação Livre, é claro, portanto, multidimensional (mesmo em 3D Unificada), que não conheceu o confinamento que nós todos conhecemos sobre a Terra.
Mas, jamais, um Arconte pode criar o que quer que seja.

Questão: de onde vem o poder desses Arcontes?

Ele vem, eu diria, da longa experimentação deles.
A experimentação deles de consciência em aspectos tanto multidimensionais, que eles mesmos tentaram criar (e, aí, não é uma Criação, é um confinamento): isolar-se em uma determinada Dimensão, para ver no que isso dava.
O poder decorre, diretamente, da estrutura deles, onde eles estão, que é uma estrutura biológica, mesmo se ela lhes seja, a priori, frequentemente, invisível e, mesmo, se esses Arcontes não estejam sobre a Terra, mas em lugares precisos, que nós já situamos.

Mas um Arconte jamais criou nada: ele subutilizou uma Criação.
Ele quis dela fazer um terreno, como dizer, de confinamento, com o pretexto de que, se se confinasse uma consciência, ela ia desenvolver ainda mais Luz.
Isso resultou de uma distorção deles mesmos, ligada à unimanifestação Dimensional deles, que eles mesmos criaram.
Mas não é uma Criação, no sentido em que se entende.

A falsificação, a ilusão não é uma Criação: é uma paródia da Criação, que substitui as regras normais dos Universos, das Dimensões, onde quer que seja, em algo que estava cortado de sua Fonte, que faz com que o ser humano busque, permanentemente, o que ele crê ter perdido (e que nós acreditamos, todos, ter perdido).
Através da espiritualidade, através da evolução nós temos tentado, pacientemente, reencontrar.

Falando de minha própria vivência, quando eu vivi a Unidade e a Existência, depois, quando se volta da experiência que eu havia vivido, é claro, está-se diferente, mas tenta-se encontrar soluções para fazer penetrar a Luz e fazer elevar a matéria para a Luz, de diferentes modos.

Quando eu estava encarnado, eu falei, tanto da Kabala como de astrologia, como de iniciação etc.
Vocês sabem, muito bem, que tudo isso representam apenas experimentações, mas o que permite a própria experimentação da consciência é, justamente, o que foi chamado Absoluto, Último ou a-consciência, na qual vocês existem, ou seja, vocês se têm fora do ser, vocês estão no não ser, estão no Verdadeiro Ser, de algum modo.
Vocês são, verdadeiramente, o que vocês São.

É muito difícil – e, como todos os intervenientes disseram – pôr isso em palavras.
A Vibração é, talvez, o meio que lhes permite aproximar-se do que nós queremos dizer e viver, sobretudo, dessa multidimensionalidade.
Disseram: há a quinta Dimensão, há a nona Dimensão (na qual nós estamos), há a décima primeira Dimensão etc.
São lugares de vida estabilizados, mas, é claro, a expressão da vida é múltipla, mesmo em uma Dimensão.

Na décima segunda Dimensão: há seres de Cristal, há os Elohim, mas há, também, outras consciências que nós não temos evocado, para não nutri-los, inutilmente, desse gênero de conhecimentos.
Mas o que é importante a apreender é que, em definitivo, os Arcontes – como eu os chamei: Maus Rapazes, Fantoches, para não chamá-los de outro modo – são administradores, mas administradores que deviam respeitar a arquitetura das Criações, qualquer que fosse a Dimensão.
Portanto, eles não criaram essa Dimensão, eles, simplesmente, confinaram-na.

Agora, pode-se, sempre, do lado do confinamento – e para aqueles que ali se comprazem – chamar a isso uma Criação.
Aliás, todas as religiões, sem qualquer exceção, foram criadas, elas sim, pelos Arcontes.
Eles sempre se serviram de um existente para transformá-lo, à vontade deles.

Vocês sabem que, nos mundos multidimensionais Unificados, não há separação: a comunicação é total entre a FONTE e os diferentes Planos e todas as consciências, quaisquer que sejam.
O tempo e o espaço não são definíveis, tal como vocês o vivem ou tal como a ciência pode exprimi-lo.
Mas os Arcontes, jamais, nada criaram: eles confinaram algo, dizendo que isso ia criar algo de bem mais belo do que a Luz.
Mas como é que pode haver algo de bem mais belo do que a Luz, quando se sabe, e quando se lembra – o que será seu caso, em breve, mesmo para aqueles que, ainda, não o viveram – que nós Somos essa Eternidade?
Nós Somos o mundo, todos, sem qualquer exceção.

Então, vocês podem afirmar, enquanto quiserem, princípios e valores de amor incondicional.
Em minha vida, foi o que eu fiz, através da criação de um movimento espiritual, no qual se tentou federar os seres, através de um contexto, digamos, social, psicológico e espiritual.
Mas, hoje, diante da chegada da Luz, diante do Supramental, diante da Onda Galáctica, diante de tudo o que se produz em vocês, é evidente que vocês não têm mais necessidade de tudo isso.

O que servia, de algum modo, de vara, de guia, quando se era cego – o conhecimento, qualquer que seja – vocês sabem, hoje, que é apenas uma ignorância.
Mas em relação a quê?
Em relação ao Absoluto.
Mas, enquanto vocês não são Absolutos, enquanto não têm essa reminiscência que surge em vocês, vocês procuram muletas.
Mas as muletas: é o que vocês vão utilizar e que vai fazê-los, de certa maneira, expandir sua consciência e que pode fazê-los viver experiências.
Mas, eu repito: o Despertar, como foi dito, não será, jamais, a Liberação.
A Liberação é, completamente, outra coisa.

O Despertar é o momento no qual as barreiras caem, ou seja, no qual vocês não vivem mais como separados – do Sol, de uma flor, de uma árvore – aqui mesmo, aí, onde vocês estão.
A Existência é outro aspecto da multidimensionalidade, no qual sua consciência não é mais obrigada, para viver essa não separação, a estar limitada a esse corpo.
E, portanto, a fazer viagens, que nada têm a ver com uma viagem astral, mas que se situam em outras Dimensões que nada mais têm a ver com o que é conhecido nesse mundo, seja estando encarnado ou deixando pela morte, reencontrando-se na matriz astral que é nomeada: «além».
Mas, além disso, há outra coisa, é claro.

Mas os Arcontes nada criaram aí.
Eles fizeram apenas restringir certo número de coisas, é tudo.
O poder deles?
Não confundir o poder do Amor e o poder do ego.
Há seres, nesta Terra, que são extremamente poderosos – e eu não falo de poderes financeiros ou de poderes de um ditador ou de um guerreiro.
Eu falo, por exemplo, de um poder Interior, que dá a possibilidade de manifestar coisas incríveis.
Eu creio que nossos Irmãos Orientais chamam a isso «os poderes da alma» ou «a potência da alma», ou seja, tudo o que é ligado aos poderes paranormais: seja a levitação, seja deslocar objetos, seja a capacidade para ver através de paredes (poder-se-ia multiplicar os exemplos ao infinito).
Mas nenhuma dessas manifestações de poder, manifestadas nesse mundo, são a prova de qualquer elevação da consciência: bem ao contrário.

É claro, quando vocês estão religados à FONTE podem, por exemplo, agir, como uma oração, ao nível dos elementos.
Disso, SNOW falou-lhes.
Mas eu lhes contarei uma anedota, de qualquer forma, que concerne a um período no qual eu estava encarnado e estava no sul da França.
Assim que havia um incêndio, no verão, era a mim que vinham encontrar, para que eu me dirigisse ao Gênio do Fogo, para acalmar alguns incêndios.

Mas isso não era um poder, era um ato de Amor, porque, sendo, como vocês sabem, um Melquisedeque de Fogo (minha Dimensão é ligada ao Fogo, minha apresentação multidimensional é ligada ao Fogo), havia uma afinidade específica com o Fogo.
E, portanto, eu podia, de seu ponto de vista, comandar os elementos,
Mas isso não era um sinal de poder.
Era, ao contrário, um sinal de muito grande Humildade daquele que está, realmente, religado à FONTE.
E basta, simplesmente, pedir ao elemento para não se dirigir aqui, porque há algo que pode pôr em perigo alguns elementos, mas, mais, para ir por ali ou, então, parar.
Os testemunhos, eu penso, para aqueles que me conheceram naquele momento, são extremamente inumeráveis.

Mas não vejam o poder, nesse mundo, como uma finalidade, nem como um sinal de uma mestria do que quer que seja, a não ser uma mestria do ego porque, quando vocês chegam, não ao Si (porque o Si, vocês sabem, é um espelhamento da Luz que pode ser, em alguns casos, utilizado, subutilizado, mesmo, eu diria, pelas forças da personalidade).
Naquele momento, vocês aterrissam nesse poder que pode siderar as multidões, quando vocês vão fazer aparecer um objeto, desaparecer um objeto, mas isso, absolutamente, nada prova.

É preciso, efetivamente, compreender que, mesmo na vida do CRISTO, vocês olham, ainda hoje (mesmo eu, em minha vida), os milagres dele.
Mas a vida do CRISTO não é um milagre: é um testemunho do Amor.
O que é que se tem a fazer com milagres?
Quando vocês vivem a Consciência pura, Sat Chit Ananda, ou quando vivem um Samadhi, o que é que vocês têm a fazer com o poder?
Vocês são Transparentes.

Será que se pode dizer que MA ANANDA MOYI era poderosa, nesse plano, mesmo se, por vezes, houvessem manifestações ligadas ao Samadhi dela, que faziam, por exemplo, com que se pudesse elevá-la do solo, ou que não se pudesse fazê-la mover um dedo, tanto ela estava solidificada?
Mas não era ela.
Portanto, não é um sinal de poder.

A verdadeira mestria é tudo, exceto o poder exprimido nesse Plano.
Isso foi dito, parece-me, perfeitamente explicado por aquele a quem vocês nomeiam BIDI, mas, se vocês não o vivem, a explicação para nada serve.
Aliás, Buda dizia: «quando você encontra os poderes ou a potência, salve-se, rapidamente».

Mas nós todos passamos por essas etapas intermediárias, nas quais é muito agradável ver as auras, é muito agradável ver que se pode emitir uma energia ou uma consciência a um Irmão ou uma Irmã e propiciar-lhe, efetivamente, um alívio, mas eu os lembro de que é, contudo (essa potência), uma ação levada a efeito pela vontade e pelos chacras inferiores, e que isso nada tem a ver com o Coração.
O Coração não se define em termos de potência, ele se define em termos de Transparência.
E, como diria Mestre Philippe: «se vocês querem viver o Coração, sejam nada, aqui, vocês serão Tudo, por toda a parte».

Portanto, os Arcontes não são poderosos, eles têm apenas o poder que vocês atribuem a eles.
Mas houve um poder que existiu e que se manifestou, quando do primeiro confinamento (que eu já havia evocado antes e depois dos Casamentos Celestes), que corresponde, se querem, à mestria desse confinamento.
Mas dominar o confinamento não permite sair do confinamento.

Portanto, não são seres poderosos: eles são poderosos em um Plano, eles têm a mestria de um Plano (enfim, eles a tinham).
Mas isso para aí.

Então, eu o convido a redefinir-se, a si mesmo: você quer ser poderoso nesse mundo ou você quer ser a Luz?
É totalmente incompatível.

O poder, além disso, nesse caso, não é ligado a uma consciência, mas, simplesmente, ao que eu chamo uma engenhoca de sucata, ou seja, uma Embarcação de forma específica, redonda, com uma estrutura metálica extremamente precisa que cria, se querem, campos elétricos e campos magnéticos que permitiram curvar o espaço-tempo.
Mas, nisso, eu o convido a rever o que eu já disse, há numerosos anos.
Portanto, é o poder da tecnologia deles.

É do mesmo modo para vocês: quando você vê uma bomba atômica, é poderosa.
É muito poderosa, uma bomba atômica, ela faz desaparecer a matéria.
Mas em quais circunstâncias ela faz desaparecer a matéria?
Ela cria buracos nas outras Dimensões.
Portanto, todo esse poder não serve à Luz.
Ele pode, eventualmente, servir na estrutura em que há a Dimensão confinada, mas, absolutamente, não para o que você É.

E, é claro, eu o repito, ainda uma vez, absolutamente todos, em nossa diligência dita espiritual, em nossa busca espiritual, nós procuramos, em primeiro lugar, manifestações, digamos, miraculosas, e que nos permitam aderir.
Por exemplo, se vocês são salvos por um Anjo: se, um dia, em sua vida, vocês sentem, por exemplo, um empurrão em suas costas e são projetados ao solo, vocês começam a reclamar, perguntando-se quem os empurrou nas costas.
Vocês se voltam: nada há, mas vocês se apercebem de que, naquele momento, uma pedra cai do céu.
Talvez, se vocês estão, naquele momento, em um estado especial, verão o Anjo que veio.

O fato de ver a intervenção de um Anjo, para não importa o quê (não sonhar com ele, imaginá-lo, mas, realmente, vê-lo, vivê-lo, nesse Plano), dá-lhes a percepção do poder.
Será que um Anjo é algo, aqui?
Será que vocês veem um Anjo trabalhar pela manhã, levantar-se para ir à fábrica?
Exceto Anjos que habitariam um corpo humano: isso pode existir.

Mas não confundam poder e Transparência: vocês não podem ser poderosos e ser Transparentes.
Mestre Philippe explicou-lhes que os milagres que ele fazia não era ele que os fazia: ele sempre disse isso.
Então, é claro, é preciso prestar atenção àqueles que se diriam: «não sou em que faço, é a Luz que me atravessa», mas que nutrem, de fato, o próprio ego deles.

A Transparência, a Humildade, a Infância: todos os nomes que lhes foram dados, todos esses qualificativos – que são Vibratórios e que concernem à consciência – tendem a demonstrar-lhes que ser o que vocês São necessita, justamente, não de ser apagado e de estar, completamente, como vocês dizem, decerebrados [sem cérebro], mas de estar nessa forma de Humildade na qual vocês vivem, realmente, o Poder Interior.
E, quando vocês vivem o que vocês São, Interiormente (essa Luz, esse Êxtase, a Onda de Vida), mas vocês não têm mais vontade de brincar com os poderes ou com a potência, nesse plano, uma vez que a Luz ocupa-se de tudo.

Portanto, considerar a noção de poder é reforçar o poder.
Quando vocês veem alguém e dizem-se: «ele é poderoso», vocês atribuem sua consciência ao poder dele, é tudo.
É por isso que, mesmo se numerosos seres – a quem chamaram Mestres, Místicos ou Seres realizados – puderam manifestar milagres e, por vezes, extraordinários, mas eles o fizeram em circunstâncias extremamente precisas e não como sua repetição de todos os dias, não é?

Eu não parava os fogos todos os dias do ano, ou não os desacelerava todos os dias do ano: era em momentos nos quais eu não tinha escolha, mas nos quais isso se impunha como uma evidência.
E não é o poder que faz descobrir isso, ao contrário: quanto mais vocês são poderosos, mais vocês vão ocultar a Transparência, porque o poder, nesse mundo, resulta, diretamente, do que eu chamaria a opacidade, ou seja, a não transparência.

Portanto, se vocês são Luz, não podem manifestar qualquer poder.
Vocês são o poder, mas ele está onde?
No Coração.
Ele não está voltado na manifestação da consciência.
E, naquele momento, vocês são, verdadeiramente (como foram chamados pelos Arcanjos): Ancoradores, Semeadores de Luz, Liberadores, Filhos de Um.
Quaisquer que sejam as denominações, isso os remete, sempre, sempre, não às circunstâncias de sua vida aqui, não às leis desse mundo, mas às leis do Amor.
E há uma única lei: é a graça.

A graça nada tem a ver com o poder.
Então, é claro, se se coloca do ponto de vista daquele que está completamente confinado e que evolui apenas em sua cabeça  (através de um conhecimento livresco ou conhecimento dito esotérico ou, mesmo, iniciático), para ele, o que eu lhes digo nada quer dizer.
Porque, frequentemente, essa diligência espiritual, essa busca espiritual é baseada, justamente, na aquisição de algo que lhes falta.
E vocês creem que o que lhes falta é a clarividência, é a intuição, é o discernimento.
O que lhes falta é a Paz: nada mais.

Hoje, isso é ainda mais verdadeiro, porque é evidente, devido à Luz que está aqui.
Portanto, esqueçam-se dessas noções de potência e de poder, porque vocês arriscam, de um lado, atribuir sua consciência a um ser a quem vocês definem como poder ou um Mestre, é a mesma coisa.
O tempo dos Mestres passou.

Então, eu poderia dizer-lhes, para agradá-los, que vocês são, todos, Mestres, mas Mestres de quê?
Será que se pode mestrar a Luz, uma vez que é o que nós Somos?
É a ilusão que se pode ter, aqui: crê-se que há uma distância, crê-se que há um caminho, crê-se que há uma evolução.
E eu acreditei nisso, também, muito tempo.

Portanto, vocês veem, fizeram enquadrar, a todos, eu diria, nossa experiência (seja do Despertar, seja da Liberação, real, para alguns e para algumas), efetivamente, no que nós vivíamos, naquele momento.
Um Irmão Oriental – qualquer que seja, que é marcado por essa cultura hindu, por exemplo, que passou um número de encarnações importantes na Índia), quando ele vive a Liberação, ele pode, ainda, ter imagens que se apresentam, mas, é claro, ele não verá o CRISTO: ele verá Krishna, ele verá quem vocês quiserem, no panteão hindu, mas ele não verá o CRISTO.

Portanto, há, ainda, representações, mesmo quando se é Liberado, porque, mesmo Absoluto com uma forma, vocês estão, de qualquer modo, nessa forma, impregnada de uma cultura, de reflexos, de automatismos que, necessariamente, a partir do instante em que há expressão, a partir do instante em que há comunicação há individualização e há, portanto, uma colocação que se faz.
Apenas nos processos de Comunhão, de Fusão, de Dissolução (como vocês puderam viver, no Canal Mariano ou com um Duplo, qualquer que seja) não há palavras.

E, aliás, vocês acreditam que, para MARIA, com o que ela lhes disse, ela tinha a possibilidade de falar, antes da existência do Canal Mariano, a algumas consciências, a título individual?
É claro que sim.
Mas atenção: quando vocês veem um Anjo que lhes salva a vida, vocês vão, toda a sua vida, pesquisar sobre os Anjos, não é?
É normal.
Se é MARIA que vem falar-lhes, antes que vocês vivessem os processos de Comunhão (mas, simplesmente, uma voz que lhes fala e que lhes diz que é MARIA), sem viver o Impacto Vibratório e o Coração, vocês vão colocar-se a questão: «será que é a Luz, será que é a sombra?».

Eu o remeto, para isso, ao que havia explicado SRI AUROBINDO, concernente à chegada de Presenças ou à sua esquerda, ou à sua direita, quanto à origem desse contato (ndr: intervenção de SRI AUROBINDO, de 21 de maio de 2012).
Isso havia sido explicado, perfeitamente, e é a realidade.

Agora, se vocês não têm a percepção Vibratória, eu poderia dizer-lhes: «eu sou MARIA», será que vocês vão acreditar em mim?
Do mesmo modo, quando se vem falar-lhes, em seu sono, na meditação ou não importa o quê, mesmo se vocês veem algo  – com seu terceiro olho ou na visão etérea –, se o Coração não está aberto, para que isso lhes serve?
Para nada.
Para nada, absolutamente.
Isso vai enriquecer a personalidade, mas tudo o que enriquece a personalidade não permite à Luz estar presente.
É tudo o que foi veiculado.

Por exemplo, eu sei que TERESA disse, há pouco tempo, para tentar ler um pouquinho do que ela escreveu quando era criança.
Vocês podem fazê-lo, mas o que fez TERESA?
É, justamente, o que ela nomeou o Caminho da Infância.
Mesmo se, quando vocês leem, haja uma coloração, digamos, religiosa, mas o que ela Era, ela, é independente da religião.
É claro, pensou-se em exprimir-se nesse âmbito porque, nesse âmbito, nós estávamos seguros de que permaneceria uma memória, um traço da possibilidade de viver essa Infância: é isso que é importante.
Não é adorar TERESA, nem adorar-me, nem adorar não importa quem.
Portanto, o poder está em vocês.

Mas atenção, se vocês manifestam o poder no exterior, será que é Transparente ou será que é opaco?
Enquanto os poderes da alma exprimam-se na matéria, vocês não podem encontrar o Espírito, é impossível.
Portanto, essa noção de poder de um Arconte ou do Cristo ou de não importa quem, é preciso, verdadeiramente, ver claro.
Atenção às palavras que vocês empregam: o poder é uma coisa, sabe-se o que é essa palavra.
Mas a potência?
De qual potência falamos?
É a potência do Espírito ou a potência da matéria?
Não se esqueçam de que o que há entre os dois é a alma.
Para o que está voltada sua alma?
Por que Buda disse: «quando você reencontra os poderes da alma, salve-se, rapidamente»?
Por qual razão, vocês acreditam?
Porque é uma armadilha.

Então, uma vez que a Reversão do Triângulo de Fogo, ao nível das Estrelas, tenha sido feita, uma vez que vocês tenham vivido uma das Coroas Radiantes ou o Canal Mariano, ou a Onda de Vida, tudo isso, para vocês, não tem mais importância, porque há guard-rails.
Os guard-rails são o que vocês são, realmente, presentes sobre a Terra, no momento em que realizam o Despertar ou a Liberação.
Portanto, naquele momento, não há mais potência, não há mais poder: há a Transparência.
Mas não é uma transparência da personalidade, que vai dizer, claramente, as coisas ou comunicar, claramente.
É a Transparência real, tal como existe através de uma expressão que eu gostei muito, que foi empregada na semana precedente: essa noção de prisma, que decompõe a Luz.

Mas será que é o prisma que faz nascer a Luz?
É preciso ser Transparente, como prisma, aqui, para descobrir o que vocês São, na Eternidade.
Então, poder-se-ia retomar as metáforas ou as parábolas que foram dadas, igualmente, no Oriente e no Ocidente.
Elas são inumeráveis, em relação a isso.

Mas, enquanto vocês têm sede de Luz e, realmente, a Luz não os conectou, contatou, Comungou, Fusionou, o que é que resta?
A personalidade, com seus medos, com seus objetivos, com suas finalidades, com suas projeções de consciência, mesmo se ela saiba que deve procurar a Luz.
Mas onde ela a procura?
Fora, no conhecimento.
Enquanto sempre foi dito que a Luz estava no Interior.
E o que faz a maior parte dos movimentos ditos espirituais, todas as organizações espirituais?
É federá-los, através de crenças ou de conhecimentos.
Elas vão dar-lhes a prova de que esses conhecimentos agem: por exemplo, acender uma vela vermelha na hora de Marte, na terça-feira, enquanto vocês estão na lua crescente, na hora precisa que corresponde a Marte.
Haverá efeitos mágicos, mas será que aí está a Transparência?
Será que vocês demonstram, com isso, que sua alma está voltada para a matéria e tem necessidade de transformar essa matéria?
O objetivo não é o de transformar a matéria: é uma transubstanciação da matéria ou uma espiritualização da matéria.
Aí está a Ascensão.

Portanto, nenhum poder leva-os a isso e nenhum conhecimento, tampouco, pode levá-los a isso.
Então, é claro, isso faz descambar o ego em vários degraus.
Lembrem-se de uma frase que havia dito ANAEL, há muito tempo (de diferentes modos, isso concernia tanto ao Abandono à Luz como ao Abandono do Si, como às verdades relativas, às Verdades Absolutas): «tudo ao que vocês se têm, tem a vocês, aqui, nesse mundo».
Tudo ao que vocês se têm.

Então, é claro, quando eu digo isso, aquele que está na personalidade, o que é que ele vai imaginar?
Que é preciso cortar todas as pontes, que é preciso viver só, que é preciso desembaraçar-se de marido, de mulher, de trabalho e tudo isso.
Efetivamente, nos tempos preliminares a este tempo preciso, há alguns anos, vocês todos tiveram impulsos para mudar algumas coisas, em vocês, como em seu exterior.
Era para facilitar-lhes a tarefa, mas não era um objetivo, em si, nem uma finalidade, em si.

Hoje, a quantidade de Luz Vibral é tal, que lhes basta dirigir-se à Luz, não como um pedido, mas sendo o que ela É, ou seja, o que vocês São.
E, aí, vocês verão que toda noção de potência, de poder, de mestria da matéria não tem mais qualquer sentido.
A mestria é apenas um estágio de desenvolvimento da personalidade, nada mais.

As experiências, quer elas sejam realizadas, por exemplo, com produtos, quaisquer que sejam (sejam luzes, música, uma vela, um incenso, o que se nomeiam drogas ou, o que está mais na moda, drogas xamânicas) vão fazê-los penetrar alguns níveis que lhes são inacessíveis.
Mas não é porque vocês penetram esse nível que chegaram ao nirvana.
Isso é uma armadilha do ego.

O que quer que lhes seja dado a viver, o que quer que lhes seja dado a experimentar, o que acontece, quando vocês vão ao coração do Coração, como foi definido e redefinido sem parar (o coração do Coração, o centro do Centro, o Ponto OD, o Ponto ER, ao nível do peito ou, ainda, o que conduz a esse estado específico que chega exatamente antes do Absoluto)?
Aí, há a nutrição e, quando vocês são nutridos por isso, mas, é claro, vocês deixam cair todo o resto, porque isso não tem mais qualquer sentido, não faz mais sentido.

Portanto, o que eu exprimi, através da Transparência e da opacidade, é similar em relação à espiritualidade.
Onde vocês põem sua espiritualidade?
Vocês a põem na busca da Luz, no estabelecimento de um Novo Mundo sobre esta Terra?
É impossível.
Ou será que vocês a põem no que vocês São, em Verdade?
É tão simples assim.

Portanto, não atribuam qualquer potência àquele que mostra ou manifesta um poder.
Os poderes representam apenas a alma, absolutamente não o Espírito, para retomar as terminologias que empregou, antes de mim, MA ANANDA MOYI.

Questão: aqueles que estão, hoje, na negação do que acontece, viverão a Translação?
E será que, nas Dimensões nas quais eles estarão, poderão retomar um caminho de despertar?

Esse momento final, que você chama a Translação, os faz aterrissar em um lugar, é tudo.
Agora, se vocês viveram a Infinita Presença, se são Absolutos com uma forma sabem, muito bem, o que vocês São.
Naquele momento, vocês não têm que se colocar a questão de onde vão, uma vez que já chegaram.
É o mundo que deve chegar a algum lugar, mas não vocês, uma vez que vocês não estão mais nesse mundo.

Vocês estão sobre esse mundo, mas já estão, como o experimentam, alhures.
Não na demissão desse mundo, mas na espiritualização desse mundo.
Vocês estão avançados em um bilionésimo de segundo.
E nós jamais dissemos que a Humanidade ia Transladar.
Nós dissemos que a Humanidade era Liberada.

O que isso quer dizer: «ser Liberada»?
É reencontrar essa reminiscência da Luz, reencontrar o que vocês São.
Quando vocês reencontram o que São, não há mais questões, onde quer que vocês estejam, onde quer que vão, o que quer que se tornem como forma ou sem forma, isso não tem qualquer espécie de importância, uma vez que vocês estão, realmente, onde Estão.
Ou seja, não mais, unicamente, esse corpo, não mais, unicamente, essa Dimensão, não mais, unicamente, outra Dimensão ou o Sol, como aqueles que ali passearam no Corpo de Existência, ao final dos Casamentos Celestes (houve muito poucos, naquele momento, em todo caso, não nesse país, mas muito mais, em outros países que, eles, já estavam muito mais Liberados).

Portanto, a Liberação da Terra é a Ascensão da Terra, em sua nova Dimensão de vida.
Sua Liberação, de vocês, é viver não, unicamente, a Translação (porque a Translação ou a Ascensão leva-os a um destino que é íntimo e próprio a vocês), mas ao nível da Liberação, é restabelecer, pelo Coração Ascensional, pelo Canal Mariano, a filiação, como dizia MARIA, à Luz.

Essa filiação à Luz, vocês compreenderam, ela voltou a falar disso, é ligada, essencialmente, ao ponto ER da Cabeça e ao ponto ER do timo, ou seja, ao nono Corpo.
É aqui que se situa a multidimensionalidade e não alhures.
Então, é claro, havia condições preliminares que permitiram juntar-se ao ponto ER.
Foi, também, o Arcanjo ANAEL que lhes desenvolveu isso, amplamente, e ele havia chamado a isso, em latim, HIC e NUNC, ou seja, Aqui e Agora.
Mas Aqui e Agora, o tempo presente, a potência, o poder do Instante Presente, há muitos seres sobre a Terra que vivem o Despertar e que testemunham isso.

Há muitos – dos quais alguns são muito conhecidos hoje – e que desacoplaram esse Despertar de qualquer noção, não de espiritualidade, mas de Espírito, ou seja, eles viveram o Despertar e retranscreveram o que viveram, para levar as pessoas ao intelecto deles, ao pensamento deles, a aproximar-se e, talvez, viver o que eles viveram.
Mas nós sempre dissemos: «o Despertar não é a Liberação».
Não parem no caminho, para compreender que não há caminho.

A negação, hoje, a um dado momento, o que é que isso vai tornar-se?
Ou o medo, ou a cólera.
Aquele que se preparou, Interiormente, não tem necessidade de sinais exteriores, mesmo se agrade ver os sinais exteriores e, mesmo se alguns sinais foram-lhes dados, em momentos extremamente precisos, para reforçá-los – intelectualmente, mas não Vibratoriamente – no que se vivia no Interior de vocês.
Houve várias ocasiões e várias oportunidades para isso.
Quer seja a presença de MIGUEL (que não terminou de manifestar-se), quer sejam as Linhas de Predação de que eu falava: tudo isso lhes dá marcadores.

Mas os marcadores não são destinados a fazê-los ir a tal lugar ou a tal lugar: são marcadores, para vocês, Interiores.
Portanto, quando vocês vivem a Luz (eu não falo de ver a Luz com o terceiro olho ou de sentir um chacra que faz cócegas), mas, verdadeiramente, quando vocês são Liberados, vocês o sabem, vocês não têm que se colocar questão.
Vocês não se colocam a questão de saber: «estou Liberado, não estou Liberado, eu vivo isso, eu não vivo aquilo».
Isso não lhes toca, mesmo.
Mas, para isso, é preciso, efetivamente, compreender que, se vocês estão assim, não têm, sobretudo, necessidade, nem vontade de manifestar o que quer que seja além do que vocês são: nem a potência, nem o poder.

Mas, para voltar a essa questão, a Ascensão da Terra, a Ascensão da Humanidade é, antes de tudo, um processo de Liberação, ou seja, de Reconexão que foi, pacientemente, preparada há tempos extremamente antigos, ou seja, essa preparação não é ligada às Núpcias Celestes ou às primeiras chegadas do Espírito Santo sobre a Terra, em 1984 (ndr: as «Núpcias Celestes» fazem referência às intervenções de MIGUEL, de 17 de abril a 12 de julho de 2009).
É algo que se preparou há mais de 300.000 anos de tempo terrestre, que necessitou, portanto, não de um trabalho, mas de ajustes, cada vez mais finos, da Luz, até a etapa a que nós chamamos, hoje, de justaposição ou de sobreposição ou de sobreimpressão (pouco importa).

O momento em que se aproxima do que vocês creem ser e do que vocês São (para a Terra como para vocês, individualmente): quando se produz esse Reencontro, é claro, se o reencontro é demasiado forte, tudo o que está abaixo explode, literalmente.
O objetivo era o de restabelecer essa Reconexão e viver a Liberação como uma possibilidade de ser Absoluto, em outra forma Dimensional ou sem forma: isso não tem qualquer importância.

Mas aqui, aí, onde vocês estão, é claro, havia cinco etapas dessa Revelação da Luz.
E essas cinco etapas que lhes foram exprimidas e das quais você exprimiu a primeira: é a negação.
O que é que vem depois?
É a cólera.
O que é que vem depois?
É a negociação.

O problema – não é um problema – a vantagem, eu diria, que houve que retardar – e, como vocês o realizaram, nós o realizamos com vocês – o momento da Liberação, não para fazê-los esperar ou deixá-los em situação de risco [versão livre da expressão “laisser comme des marrons sur la braise], era permitir, justamente, que essa sobreimpressão e essa Dissolução eventual fizessem-se sem problemas, sem medo, sem angústia, sem interrogação.

É claro, a humanidade é Liberada.
Agora, falar de Ascensão, cada um ali vai com sua representação, ou seja, vocês se imaginam retornar, por exemplo, à sua origem estelar, por exemplo, retornar a Sírius, por exemplo, retornar aqui ou ali ou, por exemplo, permanecer sobre a Terra, na Quinta Dimensão.
Mas tudo isso são projeções.

Busquem o Reino dos Céus.
Estabeleçam-se, agora, de maneira ainda mais evidente, na Infinita Presença ou no Absoluto.
Todo o resto será varrido na poeira.
Mesmo os prazos astronômicos não lhes importarão mais, nem o prazo do Basculamento final, porque vocês o viveram e sabem, naquele momento, que todo o jogo da ilusão vai desaparecer, quer queira-se ou não.
É o mesmo princípio.

Vamos retomar um exemplo que foi dado, eu creio, por SRI AUROBINDO ou alguém outro, esta manhã.
O exemplo, eu o retomo, também: você vai morrer, anunciam-lhe que você vai morrer.
Você diz: «Isso não é verdade, não é possível!».
E, em seguida, você está na negação, portanto, recusa ver que é o fim dessa vida, desse corpo.
Em seguida, após a negação, há a cólera: «não é possível que isso aconteça a mim!».

É similar para a mudança Dimensional desse mundo e para a Ascensão, mas, sobretudo, para a Liberação.
Como é que alguém que não viva algo possa imaginar-se, representar-se que isso seja verdadeiro?

Se vocês vão, por exemplo, falar de Cruzes Elementares, sentem, real e concretamente, os pontos das Estrelas da cabeça, por grupos ou todos juntos.
Vocês têm, portanto, algo ao nível dessa Coroa, desse chacra, se preferem, que jamais, quase nunca, foi descrito em algum lugar.

Similar para a Onda de Vida.
E, quando nós chamamos a isso Onda de Vida, Onda do Éter – essa energia que subia do Núcleo Cristalino da Terra – em todo caso, vocês a percebiam sob os seus pés.
Será que há um traço, em algum lugar?
Eles são extremamente raros.

Portanto, é claro, todos aqueles que estão formatados para dizer que a Liberação é o despertar do Kundalini, que a Realização é aceder ao astral e ver o astral, eles nada compreenderam: mas eles não podem compreendê-lo, uma vez que não o vivem.
E como vocês querem que eles tenham a possibilidade, de outro modo que não por uma adesão mental ou um princípio de negação mental, de dizer que isso é verdade?

Vocês, vocês aceitam que isso seja verdadeiro – aqueles de vocês que estão aí e que o vivem – porque vocês o vivem e, talvez, mesmo, tenham vivido bem antes que nós falássemos disso através do Autres Dimensions.
Senão, para vocês, isso nada quer dizer, mesmo se lhes seja impossível representar-se o que é a Ascensão.
Em contrapartida, aquele que vive a Dissolução da consciência, aquele que vive as Comunhões, aquele que vive o próprio desaparecimento, não há mais questão a colocar-se, porque ele sabe o que ele É, mesmo se a aparência desse mundo mostre-lhe o contrário.

O problema é que há seres que estão submissos à aparência, através de visões ditas astrais, com grandes arquétipos.
Como se chamava aquele que falava de grandes arquétipos?
Jung.
E há, também, aqueles que fizeram experiências com produtos, com técnicas, com drogas que viram, todos, a mesma coisa.
Mas será que, porque eles viam, todos, a mesma coisa, que é a Verdade?
Se eles não vivem outra coisa, para eles, é a verdade.
É tão simples assim.

Portanto, após a negação, eu lhes garanto que, após a cólera, o medo, a negociação e a aceitação, vocês serão, todos, sem qualquer exceção – todo esse Sistema Solar – reconectados à Unidade.
É o que a Fonte havia chamado, eu creio, o Juramento dela e a Promessa de vocês.
Depois, vocês fazem o que quiserem.
Vocês são Livres.

Mas compreendam, efetivamente, que, como alguém que vai morrer, quando se diz: «você faça o que quiser», se lhe dizem que amanhã você vai conduzir um automóvel de esporte, então, você está quase no coma, isso coloca um problema, não é?
Portanto, a Liberação é a reconexão, se posso dizer, ao que vocês São.

Agora, depois, vocês façam disso o que quiserem.
Aí está a Liberdade da Luz e não a pseudoliberdade do livre arbítrio ou do carma.
É preciso, primeiro, estar consciente do que vocês São.
Aqueles que estiveram conscientes, um bilionésimo de segundo antes, na história da Humanidade, porque eles viveram a Liberação ou porque, há anos, vivem transformações (sejam os Sons nos ouvidos, sejam as Vibrações na cabeça, as dores na cabeça, os calores no corpo, os estremecimentos do peito, o acesso a outras esferas, ao nível de sonhos), tudo isso lhes dá uma prova, mas aquele que não o vive, que adere a isso ou não, isso nada muda.
Ele não o vive.

O que é que vocês querem que ele encontre através disso?
É por isso que eu insisto, nesses últimos tempos, sobre essa noção: por que se interessar pelo que vocês não vivem?
Eu poderia e poder-se-ia, todos, ter-lhe contado não importa o quê.
Qual é a prova da veracidade do que nós lhes dizemos?
Não é o que nós lhes dizemos, é o que vocês vivem, nada mais e nada menos.

Simplesmente, o que vocês vivem é função de circunstâncias específicas que acompanham o retorno da Luz.
Essas circunstâncias específicas criam circunstâncias que foram nomeadas, eu creio, históricas.
Essas circunstâncias históricas vocês as vivem, ou não.
Mas, a um dado momento, por mais que, por exemplo, quando vocês estão na agonia da morte, digam-se: «eu não morro, eu não vou morrer, esse corpo vai sair disso», é o que acontece à maior parte das pessoas, é claro, porque há uma negação da morte, há uma negação do desaparecimento.

Mas, se vocês aceitam desaparecer, o que é que vai acontecer?
O momento de sua morte – eu falo da morte, eu não falo da Translação – será muito mais tranquilo, muito mais feliz, e o lugar onde vocês vão reencontrar-se depende, inteiramente, do modo pelo qual vocês deixam outro ambiente.
É por isso que há livros antigos – como os livros de mortos egípcios, tibetanos – nos quais certo número de ensinamentos foi dado a ler àqueles que partem.

De algum modo, nós temos dado a vocês o que havia a dar-lhes a viver e a ler, antes de partir.
É exatamente a mesma coisa.
Portanto, a um dado momento, vocês não podem fazer de outro modo – quer vocês estejam na negação, na cólera, na negociação – que não dizer: «efetivamente, isso é verdade».
Mas, eu repito: as condições dessa passagem não são as mesmas.

Se se toma o exemplo anterior às Núpcias Celestes: aqueles que morriam reencontravam-se no Astral e reencarnavam, viam as vidas passadas, reencontravam os pais, Anjos, a Luz ao longe e diziam-lhes: «não, é preciso voltar».
Efetivamente, eles reencarnavam.

Mas o que acontecia quando vocês morriam?
Vocês aterrissavam do outro lado e continuavam com exatamente as mesmas ideias, os mesmos pensamentos.
Simplesmente, não havia mais o corpo.
O ambiente era mais luminoso, mais sedutor, reencontravam-se as pessoas que se havia perdido de vista etc.
Mas era, também, um confinamento.
Isso não é a Liberdade.

É a liberdade em relação a esse lado, no qual vocês ainda estão, mas isso não é a Liberação.
É certa forma de liberdade, ou seja, fizeram-nos passar da prisão ao pátio da prisão.
Mas há outra coisa, ainda, depois.

Então, não vou retomar todas as expressões de BIDI, concernentes ao teatro, ao observador, aquele que está sentado, aquele que atua, mas é exatamente a mesma coisa.
Agora, lembrá-los de que a vida não é estar no teatro, ou ser espectador sentado em sua poltrona, ou estar no teatro, é aperceber-se de que o teatro não existe.
Mas, se vocês não querem, vocês são Livres.
Simplesmente, a um dado momento – que é chamado o Clic ou o Basculamento – vocês estarão, obrigatoriamente, em face de si mesmos.

Em face de si mesmos é o quê?
É em face da Luz, uma vez que vocês São a Luz.
E, naquele momento, vocês apreciarão esse retorno à Luz, mesmo se, no instante anterior, fosse terrível, porque era o desaparecimento, porque isso queima o corpo, porque é um fogo devorador, que devora tudo, de Amor inextinguível e indizível, cujo mínimo aspecto encarnado – mesmo no amor o mais ideal – é apenas um pálido reflexo.

Apenas as Comunhões, apenas as experiências de Êxtase, de Comunhão com um Duplo, qualquer que seja, ou de Dissolução é que lhes permitiram aproximar-se da realidade que é, quando se deixa esse tipo de forma que vocês têm, nessa Dimensão e nesse confinamento.
Mas todo mundo passará por esse momento, ou seja, o Juramento, a Promessa, ou, se querem, o Basculamento, o momento no qual é lembrado o que vocês São.

Agora, depois, se vocês decidem permanecer na experimentação da consciência, pouco importa: vocês são Livres.
Mas compreendam, efetivamente, que a Terra decidiu outra coisa.
Portanto, todo mundo será Liberado, todo mundo viverá uma Translação ou uma Ascensão.
Mas não creiam que a palavra «Ascensão», seja ir à 5D, ou imaginem que vocês já estão na 4D.
Isso nada tem a ver com ela.

A passagem de 3D – 3D dissociada – à 5D é a Liberação.
A Liberação é um fato adquirido, para o conjunto da Humanidade.
Agora, vocês Transladam para onde bom pareça-lhes.
De acordo com sua Vibração ou de acordo com o Absoluto que vocês São, as condições dessa passagem são profundamente diferentes.
Eu falo, agora, da morte, eu volto ao exemplo de antes, eu não falo mais da Translação ou da Ascensão: alguém que morre e que morre tranquilo, tendo o sentimento de ter resolvido todas as suas problemáticas, ele vai deixar tanto seu corpo como as problemáticas.
Ele vai reencontrar-se leve, mesmo se esteja no astral.
Haverá mais faculdade de aliviar-se ainda mais e de aproximar-se da Luz para ir ver do outro lado.

Mas aquele que passou trinta anos de sua vida – e esse era o próprio princípio do confinamento – por exemplo, a ruminar uma obsessão, quando ele morrer, isso nada mudará: ele continuará a girar em sua obsessão.
Ele não verá nem os Anjos, nem os desencarnados, nem os parentes que vieram acolhê-lo.
Ele estará confinado, ele mesmo, porque o mental é confinante.

O mental não existe, onde nós Estamos.
O mental decorre, diretamente, do confinamento.
A necessidade de explicar, a necessidade de compreender, a necessidade de ordenar, a necessidade de coordenar, a necessidade de justificar: tudo isso pertence a esse mundo, mas não quando vocês estão na Transparência.

Portanto, sim: Liberação para o conjunto do Sistema Solar.
Sim: mudança Dimensional, ou para uma 3D Unificada, ou para um Absoluto, ou para uma dimensão que lhes agrade: isso, eu diria, é sua escolha, seu problema, eventualmente.
Mas a Liberação é um fato adquirido e o mais importante é a Liberação.
Depois, vocês fazem o que quiserem.
Contrata-se alhures.
Os Arcontes também, porque eles têm dificuldade para manter os últimos mundos que se irá visitar, em breve.
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NDR:
Ponto ER da cabeça: sobre a fonte do topo da cabeça, no cruzamento da linha que passa pela ponta das duas orelhas e da linha que passa pelo nariz e o occipital.

Ponto ER do peito: no eixo do esterno, em sua parte superior, acima do chacra do Coração, sobre a protuberância esternal, chamada ângulo de Louis.

HIC: dois dedos acima da ponta da orelha esquerda.
NUNC: dois dedos acima da ponta da orelha direita.

Triângulo da nova Tri-Unidade
KI-RIS-TI: entre as omoplatas, a meia altura (sob a quinta vértebra dorsal). Raiz do chacra do Coração.

Porta ATRAÇÃO: chacra do baço – uma largura de mão sob o seio esquerdo (o chacra do baço é elíptico, a posição simétrica ao chacra do fígado convém, perfeitamente, aqui).

Porta VISÃO: chacra do fígado – uma largura de mão sob o seio direito.
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2 comentários:

  1. Alguns trechos da MSG, no mínimo, pitorescos: "1 - Aliás, todas as religiões, sem qualquer exceção, foram criadas, elas sim, pelos Arcontes. 2 - O tempo e o espaço não são definíveis, tal como vocês o vivem ou tal como a ciência pode exprimi-lo. 3 - Isso vai enriquecer a personalidade, mas tudo o que enriquece a personalidade não permite à Luz estar presente. 4 - Esse momento final, que você chama a Translação, os faz aterrissar em um lugar, é tudo. 5 - Não parem no caminho, para compreender que não há caminho. 6 - Mas todo mundo passará por esse momento, ou seja, o Juramento, a Promessa, ou, se querem, o Basculamento, o momento no qual é lembrado o que vocês São. 7 - O mental não existe, onde nós Estamos. O mental decorre, diretamente, do confinamento".

    Um trecho ainda mais pitoresco (no finalzinho da MSG): "Mas a Liberação é um fato adquirido (para todo sistema solar) e o mais importante é a Liberação. Depois, vocês fazem o que quiserem. Contrata-se alhures. Os Arcontes também, porque eles têm dificuldade para manter os últimos mundos que se irá visitar, em breve".

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  2. Um deleite. Uma conversa amorosa 'entre Amigos', revelando-nos situações esclarecedoras,, conduzindo-nos ao aprofundamento. Aborda também sobre Ele, Ma, Teresa, ressaltando que não é, o poder humano, mas a própria Manifestação Divina, é trocarmos o nosso tudo pessoal, pelo nada, para nos tornarmos Tudo.

    Pontos aprofundados: Luz, Transparência, Poder, Coração, Paz, Lei da Graça,...

    Em alguns momentos, tão, tão, incrível no seu expor que parece até estar contando uma piada:

    "E eu acreditei,..."rsrsrsr
    Noemia

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