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17 de jul de 2014

CRISTO – 17 de julho de 2014



Ensinamento sobre a sacralização da Matéria pelo Espírito.

Eu sou CRISTO.
Meus bem amados, eu venho a vocês, como convencionado, para completar os ensinamentos que eu comecei junto a vocês.
Eu venho falar-lhes da sacralização da Matéria pelo Espírito.

Eu estou em uma forma de paralelo e de paradoxo, ao mesmo tempo, porque o que eu sou não pode, de maneira alguma, pretender viver a matéria, na qual eu não estou atualmente presente, mas eu sou, ao mesmo tempo, o que insufla à matéria o que lhe permite estar presente no Espírito.

Eu sou, portanto, ao mesmo tempo, o princípio que anima essa matéria para restituí-la no Espírito, e eu estou no Espírito o que não tem necessidade de qualquer matéria.

Eu sou o que não tem começo nem fim, porque o Espírito é eterno.
E eu sou, ao mesmo tempo, o que dá nascimento ao que jamais nasceu, mas que desejou contemplar-se em um jogo de espelho infinito que lhe permite descobrir-se, sempre mais, em suas inumeráveis facetas.

Eu sou o princípio que governa e anima o que, de fato, não tem necessidade de qualquer governo e que é a vida, já antes que eu intervenha.

Eu sou esse princípio que visa apenas suscitar essa Ressurreição do que já é, e que, enquanto brinca de esquecer-se para melhor perder-se nesse espelhamento no abismo de facetas do Um.
E surgindo, então, do abismo desse esquecimento, desses esquecimentos infinitos, eu opero a manobra que leva ao Pai, porque é dessa manobra que depende o Despertar.
E a única coisa que se trabalha é como um fio tênue, mas inalterável, que os leva a si mesmos no que vocês estavam inconscientes.

Essa pesca milagrosa nada mais é do que uma boca que, enfim, abre-se para permitir a chegada, em seu riso aberto, do anzol de sua alma, que lhe diz que é tempo de sair das águas baixas nas quais ela brinca de nadar para reviver as Águas claras do Ser imaculado.

É um Ser sem manchas que pode ali penetrar.
Não há, portanto, qualquer lugar para quem não se lavou no banho das Águas de purificação que vêm prepará-lo.

Assim é o peixe que se pesca por esse fio: ele tem seu próprio anzol obstruído em sua alma, e ele apenas tem por isca o que vem estrangular seu desejo de entreabrir essa boca faminta, sedenta dessa Água da qual ele não pode nutrir-se, porque ela banha dentro, sem mesmo descobri-la.

Assim é o pescador, ele pesca apenas a si mesmo.
O peixe que ele deseja envenena sua alma, porque esse peixe atrai onde a boca é demasiado estreita, a garganta demasiado fechada, pela avidez do que quer ser capturado e possuído e pelo medo de vê-lo escapar.

Então, esse pescador apressa-se e precipita-se para esse lugar no qual ele nada pode voltar a outra superfície que não seu próprio erro, tal como ele se reflete no espelho da superfície da água.

Nada há a apreender com uma vara de pesca, se a vara que pesca apoia-se em outra coisa que não sua própria retidão.
Porque essa vara deve tornar-se tal o cajado do Pelegrino que anda e que se apoia, de fato, apenas no eixo de sua marcha.

É flexível e rígido, ao mesmo tempo, esse cajado que impede até o mínimo passo em falso, porque nele encontra-se o fio tênue que volta até mim.

Há, nessas linhas, apenas uma humilde pesca, que lhes mostra que tal peixe apenas se pesca no lugar em que não há qualquer isca.
Porque o desejo impede que o anzol volte para colocar-se no lugar em que o fio é visto e no qual a fiação torna-se evidência, por si mesma tira o carretel onde dança o peixe.

Apenas há para aquele que crê que é preciso um anzol, seja colocado com seus dedos, na ponta desse fio que o peixe não vê.
O anzol já está aí, e ele espera sua hora.
O fio não se vê para não incomodar esse nadador.
E que a vara seja correta depende apenas do ardor com o qual o peixe aspira subir o fio de sua história, que ele mesmo deixou desenrolar para poder esquecer do que ele apenas pode fiar em linha reta desse fio.
A Matéria é sagrada, porque ela já é tecida com esses fios enlaçados sem se aperceber disso, e ela tece padrões que são dirigidos apenas pela Beleza do que não se pode ver.
Essa Matéria é bordada de múltiplos modos, porque ela vem agenciar-se sem nada para impedi-la de realizar o que ela deseja realizar.

Ela tece sem agulha nem vara, e nada pode vir desviar o braço de seu ofício.
Ela se diverte com o pescador, porque nada há a pescar que já não esteja incluído em suas tramas douradas.

A Matéria é soberana, porque ela é a estrofe de onde vêm imprimir-se os motivos de nossas vidas.
Ela já é Sagrada.
E o anzol desenganchado abre a alma ao Espírito, que reencontra o fio de Ariane, que vem revelar-lhe a trama incrível da qual sua história é tecida.

A Matéria é sagrada, e o Espírito reencontrado reencontra, na Matéria, aquilo a que ele se consagrou, apercebendo-se, então, que o que desenrolou-se é como um fio de ouro que participava a bordar as tramas de uma intriga, os motivos de um tesouro que brilha sem fim em um bordado de fios de ouro.

O sentido do Sagrado apenas pode ser revelado àquele que consagra o fio inteiro de sua história a participar do bordado sem nada ridicularizar.
Por esse fio, então, ele pode ser içado, aqui mesmo, onde residem os mestres de tecelagem.
Porque nessa nave, entre o nascido e o não nascido, cria-se apenas o que pode vir realçar a Beleza do tesouro.

A Matéria é sagrada e o Espírito ali se consagra, aí está a Verdade para quem sabe entendê-la.

Eu sou CRISTO, e eu lhes ensino que a Obra divina é Sagrada, e que o fio que vem revelá-la não é outro que não o fio que serve para tecê-la.

Eu sou CRISTO, e eu teço esse ensinamento entre nós, para que ele venha sustentar e realçar o brilho dos fios que vocês tecem.

Eu sou CRISTO, e eu sou o fio, e o Filho que os leva ao Pai.
Aí, onde o Espírito é Rei e a Matéria é Rainha.
Aí, onde não existe esse espelho que separa o brilho da Matéria daquele do Espírito, porque esse brilho é apenas uma explosão de riso no qual a Matéria para rir é feita de traços de Espírito.
E no qual a Eternidade lhes é dada para jogarem juntos.

Eu sou CRISTO e eu ensino que, no Amor, tudo é Sagrado.
E que endireitar-se após ser curvado é, primeiro, endireitar em si essa Verdade.

Eu sou CRISTO, e eu os Amo.

Até sempre.
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Transmitido por Marc

4 comentários:

  1. A Matéria é sagrada, porque ela já é tecida com esses fios enlaçados sem se aperceber disso, e ela tece padrões que são dirigidos apenas pela Beleza do que não se pode ver.

    O sentido do Sagrado apenas pode ser revelado àquele que consagra o fio inteiro de sua história a participar do bordado sem nada ridicularizar.

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  2. Mensagem, no tipo de uma estória, onde a Matéria reencontra sua Sacralidade, sua Luz, no Espírito.

    Quanta Beleza!!!!

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  3. "Eu sou o que não tem começo nem fim, porque o Espírito é eterno. E eu sou, ao mesmo tempo, o que dá nascimento ao que jamais nasceu, mas que desejou contemplar-se em um jogo de espelho infinito que lhe permite descobrir-se, sempre mais, em suas inumeráveis facetas.

    "Eu sou CRISTO, e eu sou o fio, e o Filho que os leva ao Pai. Aí, onde o Espírito é Rei e a Matéria é Rainha.
    "Aí, onde não existe esse espelho que separa o brilho da Matéria daquele do Espírito, porque esse brilho é apenas uma explosão de riso no qual a Matéria para rir é feita de traços de Espírito. E no qual a Eternidade lhes é dada para jogarem juntos.

    "Eu sou esse princípio que visa apenas suscitar essa Ressurreição do que já É, e que, enquanto brinca de esquecer-se para melhor perder-se nesse espelhamento no abismo de facetas do Um. E surgindo, então, do abismo desse esquecimento, desses esquecimentos infinitos, eu opero a manobra que leva ao Pai, porque é dessa manobra que depende o Despertar.

    "A Matéria é Sagrada, e o Espírito Reencontrado reencontra, na Matéria, aquilo a que ele se Consagrou.
    "A Matéria é Sagrada e o Espírito ali se Consagra."

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  4. Belíssima!! Profunda e suave!

    "A Matéria é sagrada e o Espírito ali se consagra, aí está a Verdade para quem sabe entendê-la."

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