Seguidores

SE VOCÊ COMPARTILHAR ALGUMA MENSAGEM DESTE BLOG, FAVOR REPRODUZI-LA EM SUA INTEGRALIDADE, CITANDO A FONTE OU INDICANDO O LINK DA MESMA.

2 de jul de 2016

O IMPESSOAL – Q e R – Parte 4

O IMPESSOAL «UM-Pessoal»
Questões-Respostas
Quarta parte
Junho de 2016


Em seu coração, eu o escuto.
Deixe seu coração falar.

Questão: durante uma meditação, eu senti minha garganta cortada e lágrimas escorreram.
O que você pensa disso?

Bem amado, eu nada penso disso.
A garganta é o lugar de passagem.
A garganta, que se corta, em sua percepção, assim como as lágrimas que daí decorrem, corresponde, muito exatamente, à passagem, nela mesma, de um estado a outro, de um nível a outro.
Enquanto o coração não é tocado e expressado, inteiramente, parece-lhe existir certo número de passagens, de reversões e de transformações.
Assim, a garganta que se manifesta e que se acompanha de lágrimas não corresponde nem à alegria nem à tristeza, mas, sim, à ultrapassagem e à travessia, o que lhe permite passar de um estado a outro e do que resulta a liberação do que é nomeado engrama, qualquer que seja, ligado a esse corpo e a essa vida na qual sua consciência está.

O fato de estar cortada e não apertada evoca a radicalidade da instantaneidade do que se produz naquele momento.
Assim, se você vigia e se está atento, você será capaz, a partir do ponto de vista do observador, de ver, além dessa manifestação, o que pôde mudar ou modificar-se em seu modo de ser em sua encarnação.

As lágrimas, concernentes a esse contexto, como a qualquer outro contexto que lhe seja invisível e, no entanto, percebido como nesse momento, chamam a liberação e chamam a transformação, de um modo ou de outro.
O fato de estar cortada evoca, simplesmente, a rapidez, contrariamente à constrição da garganta, da eliminação e da passagem.

... Silêncio...

Eu escuto seu coração.

Questão: como tal contraste entre o Absoluto, o Último, a Infinita Presença, de um lado e, de outro lado, o confinamento, os Arcontes e tanta escuridão foi possível?

Meu irmão, isso faz parte da história do confinamento desse mundo, tal como numerosos Anciões e, em especial, o Comandante, explicitaram-lhes há numerosos anos.
Eu o remeto, portanto, a essa história.
Isso não é um contraste, veja além do contraste ou da oposição aparente.
Veja, simplesmente, o jogo do Amor, o jogo da consciência, que conduz, certamente, a essa noção de confinamento, mas lembre-se, também, de que, a partir do instante em que o confinamento apaga-se, restaura-se a Verdade.
Naquele momento, não estando mais no tempo, tudo o que é histórico, que lhes foi narrado e que, talvez, vocês tenham vivido em seus diversos reencontros interiores e, de todo modo, evidentes para vocês, nesses dias, na superfície da Terra, na qual vocês veem, por si mesmos, com seus olhos de carne, com seus raciocínios, que tudo é predação e que tudo é dualidade e que o Espírito está ausente.

Reencontrar o Espírito, além, mesmo, das palavras Absoluto, Último ou Infinita Presença ou, mesmo, do Si, permitiu-lhes perceber o que vocês são, em parte ou na totalidade.
Era necessário, no sentido da história, levá-los ao mais próximo da compreensão, antes de desembaraçá-los de toda compreensão, para ser livre no Coração do Coração.
Isso não é para compreender, não é para discernir, assim como eu o disse em minhas respostas anteriores.
Tudo isso é apenas um jogo e, em definitivo, mesmo um Arconte, em sua vontade e em seu desvio, continua e permanecerá uma criatura que possui o mesmo coração que você.
O que não pode aceitá-lo é a pessoa que foi inferiorizada na expressão de sua própria consciência nesse mundo, ligada ao que foi nomeado, bem mais do que o confinamento, a falsificação.

Há, portanto, que ver isso, quer seja ao nível da pessoa – com terror, com medo – e, para ver isso, progressivamente e à medida que você se aproxima de seu próprio centro, como um jogo que não tem outra incidência, que arrastou a consciência, em um tempo irreal linear, que privou o que você é da totalidade de suas capacidades e de sua origem, assim como de sua realiança ao Espírito.

Toda história começa, nesse mundo como alhures, por esta frase: «Era uma vez...».
Quer seja a semeadura dessa Terra pelos mestres geneticistas de Sirius, quer seja o confinamento dos Arcontes, quer seja a livre expressão da consciência, através dos Gigantes ou dos povos mais antigos, tudo isso pertence a um nível, e é tudo.
Assim, portanto, quer você seja, ainda, apreendido por esse contraste, por essa diferença ou por essa oposição, mostra, simplesmente, a realidade da história para você.
Mas lembre-se de que, além da realidade dessa história, você não é qualquer história que seja.
Ao sair do tempo, ou seja, ao colocar-se no Coração do Coração, toda história afasta-se de você, não é mais questão, então, desta frase: «Era uma vez...».
A consciência livre não tem necessidade de qualquer referenciamento a fenômenos nomeados memoriais, uma vez que tudo se desenrola no mesmo tempo; passado, presente e futuro são apenas um único tempo revelado em possibilidades dimensionais ou possibilidades de histórias no plural.

A partir do instante em que você sai de sua história pessoal, pela abertura ao Si, pela Liberação, a partir do instante em que você não é mais tocado, e cada vez menos tocado, no que concerne ao Si, pela existência dessa predação, pela existência dos Arcontes, pela existência do que faz a manifestação da consciência, em qualquer dimensão que seja.
Não se esqueça, tampouco, de que, para ser a totalidade do que você é, nada há a rejeitar, nada há a combater, há apenas a atravessar, com o mesmo amor, as zonas memoriais, mesmo, ainda evidentes em sua consciência.

A descoberta do que você é, a descoberta do Si, a descoberta do Último põe fim a toda história e, mesmo, à noção de confinamento.
Se o conjunto dos Anciões, das Estrelas e dos Arcanjos, assim como os inumeráveis povos da Confederação Intergaláctica dos Mundos Livres apressam-se, hoje, para assistir ao seu próprio parto, é, simplesmente, além do fim de uma história, a realidade de seu coração, que você redescobre e vive em toda autonomia.

Hoje, mesmo para alguns de você que passaram todas as etapas e todas as vibrações vividas e descritas, nada mais representam em relação a esse ponto no qual você situa por intermitência, no qual você se coloca, se você o deseja, de maneira definitiva.
O Amor preenche tudo, o Amor apaga tudo, nenhuma história pode manter-se em face do Amor.
Assim, portanto, o que aparece real, na história, torna-se irreal, mas engloba, ao mesmo tempo, essa irrealidade no Último.
O Último não reconhece qualquer diferença, assim como eu já respondi.
Há o mesmo coração no mestre geneticista, há o mesmo coração em toda forma de vida, em qualquer dimensão que seja e em qualquer expansão da consciência que seja.
Nada há, portanto, a reter.
«Ser» não se incomoda com qualquer história, qualquer cenário, qualquer evolução, qualquer involução.
Naquele momento, você é nutrido pelo que você é, em qualquer plano de manifestação que seja, além do que foi nomeada terceira dimensão dissociada.
Ao descobrir a Liberdade, cabe-lhe não retornar, no olhar atrás de você, caso contrário, você viveria a experiência descrita na Bíblia, concernente a Ló.

A história, qualquer que seja ela nesse mundo, como em qualquer experiência realizada em suas peregrinações de consciência livre, nada é, mesmo se ela seja livre, na verdade do que você é.
Isso não quer dizer que ela não exista, isso não quer dizer que ela não tenha existido, isso não quer dizer que ela não exista ainda, em outros espaços e em outros tempos.
Lembre-se de que sua consciência limitada é, de maneira visceral, se posso dizer, apegada ao tempo.
Você vê isso em sua vida: você nasce, você cresce, você envelhece e você morre.
Você em nada disso é concernido.
Todas as histórias são possíveis, mesmo as impossíveis.
Só o Amor permite a história, mas o Amor põe fim à história, qualquer que seja ela, se tal é seu desejo.
Isso não exclui, isso não limita, mas isso inclui, caso contrário, não é o Amor, incondicionado, em todo caso.

... Silêncio...

A Paz, o contentamento, o êxtase, no Coração do Coração, de nada mais tem necessidade do que «é», no instante.
O instante presente não conhece qualquer história e torna, portanto, possível, a vivência, no mesmo tempo e no mesmo espaço, além de todo tempo e de todo espaço, o conjunto das histórias, quaisquer que sejam.
O Amor não exclui, jamais, ele inclui, ele transcende e ele supera.
O Amor não condena, o Amor não combate.

Assim a Luz, em suas forças e em seus representantes dos Mundos Livres, não pode resolver o confinamento por qualquer combate que seja, no plano da Terra.
Miguel, Príncipe e Regente das Milícias Celestes, combate.
O que ele combate não são as consciências, quaisquer que sejam, mas, sim, o próprio princípio de confinamento e não aqueles que são, do ponto de vista de sua pessoa, os responsáveis por esse confinamento.
Todo combate, em um mundo confinado, implica um novo confinamento e a não resolução da história.
É toda a diferença entre o que foi nomeada a dualidade e a Unidade.
Esse mundo é dual, ele não oferece qualquer espaço de resolução na dualidade.
Tudo isso faz parte das preliminares que foram comunicadas pelo Arcanjo Anael, durante as Núpcias Celestes, antes e depois delas, concernentes ao que foi nomeado o Abandono à Luz, preliminar à manifestação da Graça e ao estabelecimento do Coração do Coração.

Isso não pode ser compreendido.
Isso pode ser visto pela pessoa, mas os elementos históricos dessa Terra, como de toda história, estão aí apenas para atrair sua consciência aos mecanismos de funcionamento da consciência nesse mundo, e os obstáculos que havia a ver para reencontrar as premissas da Liberdade.

Assim, portanto, a abertura do coração, a vivência das Coroas radiantes, a descoberta do Si e dos diferentes mecanismos de funcionamento da consciência nesse mundo, até a consciência que foi nomeada Turiya, eram destinadas apenas a permitir-lhes ter uma ideia das forças em presença, não para jogar o jogo delas, mas, sim, para ver que o único modo de fazer cessar o jogo, quer seja a título individual ou coletivo, implicava um retorno ao Centro, ao Coração do Coração, para evitar recair, se posso dizer, nas armadilhas do re-confinamento.

A Luz não pode fazer o ser que você é, ou melhor, na redescoberta dela, ela pode apenas sugerir; aí está a verdadeira Liberdade.
O livre arbítrio concerne à ação-reação e à dualidade.
A lei de Um ou lei de Ação de Graça remete à Unidade, na qual nenhum combate pode estar presente, na qual nenhuma destruição, outra que não o que é efêmero, pode intervir.
A partir do instante em que sua alma presente tenha sido presa na armadilha e confinada, e atraída para a matéria, pode, ali, apenas haver Ressurreição, não pode, ali, haver combate.
Pode haver compreensão, até certo estágio, mas, nesse estágio, diferente para cada um, convém abandonar a compreensão, abandonar o conhecimento, voltar a tornar-se como uma criança, virgem de toda história, de toda marca ligada ao passado, não por um esforço, mas, sim, pelo que foi chamado o Abandono à Luz.
Reconhecer-se como limitado, reconhecer-se, nesse mundo, como falível, reconhecer-se na inutilidade e na futilidade desse mundo.

É o que foi realizado, na escala individual, por um número de irmãos e irmãs cada vez maior, há muito tempo.
Os planos de liberação, de fato, são-lhes conhecidos.
Eles lhes são conhecidos através do que alguns povos encarnados, na densidade da Terra e, no entanto, livres, naquela época, deixaram, não como traços, mas, bem mais, ao invés disso, como faróis na noite, que permitem à Luz restaurar-se e, ao apoiar-se em sua presença como ancoradores de Luz e semeadores de Luz, para permitir realizar a Liberação a partir do interior – mesmo se o impulso o mais importante tenha sido produzido nesse 15 de agosto de 2009, correspondente às chaves Metatrônicas.

... Silêncio...

Eu escuto seu coração.

Questão: eu estou no Coração do Coração?

Meu irmão, se você ali está, você não tem necessidade alguma de confirmação exterior.

... Silêncio...

A questão está em você, a resposta está em você.
Só você pode situar-se, e eu posso apenas dar-lhe a ver o que há a ver.
No caso, aqui, ao colocar-se essa questão, qualquer que seja seu coração, o Coração do Coração não pode estar estabilizado.
Nenhum olhar exterior a si mesmo e, sobretudo, a partir de onde eu falo, ou seja, seu Coração do Coração, em cada um de você, não pode ali haver resposta.
Quer a resposta seja positiva, quer a resposta seja negativa, não há, ali, nem ganho nem perda, você não tem qualquer meio de verificar, por si mesmo, outra coisa que não a Verdade.
O Coração do Coração, cuja tradução, e eu o disse, é a Paz, a Paz absoluta.
Cabe a você ver o que se desenrola em sua vida.
Enquanto seu coração coloca a questão, tanto sobre o Absoluto, sobre o Último, quer no Si ou na Infinita Presença, ou seja, o Coração do Coração, isso prova o quê?
Isso prova que seu coração não está estabilizado.
Eu não falo de abertura ou de fechamento, eu falo, simplesmente, o estado atual e da ressonância dessa questão.

O Coração do Coração não é, jamais, uma interrogação, ele é resposta e ele é Evidência.
No Coração do Coração, sua pessoa vive a Paz.
Ela não é procurada, ela não é ligada às circunstâncias, é uma Paz que eu qualificaria, também, de incondicional, e que não depende da satisfação de qualquer desejo, de qualquer prazer ou de qualquer necessidade, mesmo, desse corpo.

Assim, quando o coração coloca-se essa questão, é que o coração é encontrado, mas não no Coração do Coração.

O que provoca o sentimento e a percepção, bem real, na pessoa, de não estar estabilizado, isso se vê.
Eu vejo apenas seu Coração do Coração – que espera você; todo o resto pertence à história.
Colocar-se essa questão essencial faz, em definitivo, apenas representar a dúvida que vive sua pessoa, mas não o que é o Coração do Coração.
O Coração do Coração não conhece qualquer dúvida, qualquer idade, qualquer hesitação e qualquer escolha, se não são as escolhas inerentes às escolhas que você pode colocar nesse mundo, para escolher um alimento, um esposo, uma viagem ou o que quer que seja concernente a esse mundo.
Aí, você terá, sempre, a escolha, mas, no que concerne ao seu íntimo, não há qualquer escolha, a Verdade é revelada ou a Verdade é escondida.
Ora, o que é que esconde a Verdade?
Obviamente, expele-se, você e eu, a noção de história ligada ao confinamento, mas avalia-se o instante presente.
O instante presente não conhece qualquer passado nem qualquer dúvida, tampouco, ele se basta a si mesmo.
Aí está o Coração do Coração.

Enquanto permanece, em sua pessoa, esse gênero de interrogação, isso assinala, simplesmente, que quaisquer que sejam as experiências que tenham sido vividas, quaisquer que sejam a regularidade e a constância de sua apresentação nesse mundo e no Amor, não há, ainda, estabilidade obtida, suficientemente vivida, para mostrar-se, a si mesmo, seu Coração do Coração.

O Coração do Coração não é uma recompensa, não é, tampouco, propriamente dito, um objetivo.
O Coração do Coração, como o Último, revela-se, a partir do instante em que a vibração da Onda de Vida tenha feito o trabalho dela, o que quer dizer que as linhas de predação pessoal não existem mais.
Não há mais qualquer vontade de posse, de ascendência sobre quem quer que seja ou sobre o que quer que seja.
Naquele momento, você percebe, concretamente, que você está sobre esse mundo, mas que você não é desse mundo.
Você aceita o princípio do jogo, ao mesmo tempo sabendo que você não é o jogo.

O Coração do Coração, assim como o Último, é Evidência.
Não para a pessoa, limitada por sua história, por seus próprios limites e, além disso, pelos limites impostos pela falsificação.
O Coração do Coração nada tem a ver com tudo isso.

Lembre-se de que a Paz é o marcador o mais essencial disso.
A Alegria é a manifestação a mais tangível, da qual decorre a Leveza, da alma ou do Espírito.
Nada desse corpo, nada das experiências ou dos traumatismos vividos, ou das alegrias vividas pode alterar o Coração do Coração.
Assim, portanto, escute o que lhe responde o silêncio de seu coração, no instante presente.
Cada um de você, escute – e, sobretudo, ouça.

... Silêncio...

E veja, assim, além dos limites da falsificação, quais limites você se impõe a si mesmo.

Onde está, não a falha, onde está, simplesmente, o que porta a culpa?

Que cada um de você se lembre de que não há qualquer culpa.
Recupere-se, você mesmo, de seus próprios erros.
Apague, você mesmo, o que o limita, não em uma guerra, não em uma confrontação, mas, simplesmente, deixando florescer a rosa de seu coração.
Todos os perfumes ali estão, todas as belezas ali estão.
Não olhe o que eu nomeei o copo metade vazio, mas olhe o copo metade cheio.
A culpa, e independentemente do elemento inicial de confinamento é, certamente, o elemento que é o mais presente.
Ele corresponde, é claro, ao medo.
Essa culpa, mesmo de cada coração nessa Terra, é, diretamente, oriunda da ruptura do Espírito.
Culpa de estar nu, de estar desprovido não de vestimentas, mas de seu corpo imortal, qualquer que seja a experiência de sua carne.

É nesse sentido, também, que convém não se demorar na sombra, que convém não se demorar excessivamente nos Arcontes.
Busque o Reino dos Céus, que está dentro de você.
Não o procure no exterior, você não o encontrará, porque nada há a encontrar, há apenas que procurar, incessantemente, algo que já está presente, e que não está em nenhum outro lugar que não no Coração do Coração.
Assim você se expõe, a si mesmo, à autopunição da culpa, sem ter podido perceber o medo que é subjacente, no qual você não é responsável de nada, quaisquer que sejam seus erros que, mesmo nesse mundo, não são, jamais, erros do ponto de vista do coração, mas são apenas experiências.

Não há, portanto, que apontar o dedo nas falhas, quer elas estejam em você, em sua pessoa, ou em qualquer Arconte que seja, caso contrário, você realiza um processo de projeção no qual a visão não pode mais ser clara.
Não há clareza, não há Evidência.

Busque o Reino dos Céus dentro de si – e não na história.
Mesmo se essa história, como eu o disse em uma resposta anterior, tenha permitido aproximá-lo ao mais próximo do que era possível.

... Silêncio...

Eu o escuto e eu o ouço.

... Silêncio...

Eu o escuto.

Questão: você nos contou, então, histórias, há dez anos, para manter-nos focados.
Você teve que mentir para nós ou você nos disse verdades relativas?

Bem amado, parece-me que um Arcanjo responsável pelo Conclave Arcangélico e, assim como o Comandante, bem especificou-lhes que a Luz não mente, jamais, mas ela pode, por vezes, ser ambígua.
A ambiguidade não vem de nós, mas vem de seu aspecto limitado, no que vocês querem pendurar-se, do que vocês têm necessidade de pendurar-se, até viver sua liberdade.
Do mesmo modo que se ensina, nesse mundo, a uma criança andar, mesmo se o reflexo do andar seja automático, é preciso guard-rails.
É preciso atenção às quedas, dar a mão, até que a estabilidade seja encontrada.
Até sua ressurreição, isso foi, unicamente, possível para alguns de vocês que foram liberados pela Onda de Vida.
Hoje, isso é possível para cada um de você.

Nós estamos, nós todos, onde quer que estejamos além desse plano, nos Mundos Livres.
Nós somos responsáveis pelo que dizemos, mas nós não somos responsáveis pelo que vocês compreendem.
Se vocês estão no Coração do Coração, compreendem o que nós dizemos, porque isso ultrapassa as palavras e, naquele momento, vocês desaparecem.
Isso se produz, e vocês sabem disso, ao escutar-nos ou ao ler-nos.
Isso não se produz se vocês permanecem na pessoa, para procurar um fio diretor, para apreender-se da compreensão ao invés de deixar o coração ser vivido.
É cada vez mais frequente o caso, na anamnese, se posso dizer, do que lhes tem sido dito e transmitido.
Olhem para trás, enquanto isso lhes é, ainda, possível, e vejam essa espécie de progressão, de aprendizado e de acompanhamento, até sua maturidade, sua autonomia e sua independência.
E, isso, de múltiplos modos.

De quem ou do que vocês se nutrem?
Eu não falo de nutrição alimentar, mas do que vocês são.
Vocês se nutrem de si mesmos ou não?
Se vocês se encontraram, na integralidade, vocês não têm mais necessidade de nada de exterior aparente a vocês porque, como temos dito, uns e os outros, a partir dos planos livres e a partir do Coração do Coração, assim como eu o faço agora, é você, e você sozinho que é o mundo, além, é claro, da pessoa.
A Luz é, portanto, ambígua, por vezes, mas ela não mente, jamais, e vocês são responsáveis.
Não veja, ali, qualquer culpa, porque essa responsabilidade é, justamente, função de seu posicionamento, de seu ponto de vista, como isso foi nomeado.

A mesma frase pode ter múltiplos sentidos.
Se, por exemplo, você diz: «Eu sou meu mestre», conforme quem você seja, se você está no Coração do Coração, você vai aquiescer ao fato de ser seu próprio mestre.
Em contrapartida, se o ponto de vista é aquele da pessoa, a mesma frase quererá dizer completamente outra coisa, isso quer dizer que você segue, no sentido de seguir, aquele que você considera como seu mestre.
São as mesmas palavras, a mesma vibração.
O importante não é aquele que transmite uma informação, o importante é aquele que a recebe.
E isso apenas depende dele, é aquele que diz que é.
A partir do instante em que você compreende, com seu intelecto, essa simples frase, então, tudo se ilumina.

... Silêncio...

Deixe seu coração falar.

Questão: você pode voltar a falar do Fogo Ígneo, do lugar dele no Coração do Coração e de seu papel na revelação do Absoluto?

O Fogo Ígneo é o momento no qual o Fogo vibral da Coroa Radiante do coração – revelado, eu os lembro, de maneira bem mais ampla do que o que foi nomeado o chacra etéreo do coração –, a partir do instante em que a Coroa radiante do coração aceita seu próprio sacrifício, e reencontra-se em um ponto que é o Coração do Coração.
A Coroa radiante do coração dá a liberação do Si, mas não é a Liberdade.
A Coroa radiante do coração, como foi dito, como uma das Coroas, basta para ser a garantia de sua liberdade, quando do momento coletivo, e, portanto, de sua liberação, e, se é sua escolha, de sua Ascensão.

Quando o Si desaparece, quando não há mais apego ao Si, quando o que foi nomeado o orgulho espiritual não existe mais, então, a Coroa radiante do coração torna-se um ponto, um simples ponto, que, naquele momento – Onda de Vida ou não Onda de Vida – põe em movimento e em elevação a Coroa ascensional do coração e a Merkabah interdimensional.
Aí está a diferença.

... Silêncio...

Eu o lembro, também, de que essa diferença inscreve-se na história, ou seja, no efêmero, até o momento do Apelo de Maria, da estase, na qual mesmo isso desaparecerá.

Do mesmo modo que hoje, em seu corpo, foi necessário aprender a andar, ser guiado por seus pais, do mesmo modo foi preciso, e é imaginado, ir passo a passo, até o momento em que sua consciência consegue compreender que não há qualquer passo a passo e que não há necessidade de aprendizado nem de compreensão da própria marcha.
Obviamente, você transpõe isso ao nível do Coração do Coração.
Eu emprego, a propósito, e de maneira extensiva, a expressão Coração do Coração, porque poderia ser a representação que vocês podem ter como a mais adequada do que é a Infinita Presença.

O Fogo do coração é o Fogo vibral.
O Fogo Ígneo é o apagamento do Fogo vibral, não no desaparecimento dele, mas na atenção portada e no posicionamento da própria consciência.
O Fogo vibral assinala, como eu disse, pela Coroa radiante do coração ou da cabeça, sua liberação.
Mas, eu repito, as circunstâncias pessoais de sua própria liberação, no momento do instante coletivo, serão profundamente diferentes, conforme sua atribuição, conforme, se você prefere, o posicionamento de sua consciência, naquele momento.

O Coração do Coração pode ser assimilado a um ponto e, na representação da consciência que se apaga, trata-se, efetivamente, de um ponto, cada vez menor.

O Fogo Ígneo poderia corresponder ao que foram nomeadas as Águas do alto, as Águas do Mistério, ou seja, IM, «Aqui».

Esse «Aqui», cada vez mais aguçado, se posso dizer, cada vez mais preciso, é o Coração do Coração, que faz parte, eu os lembro, através da Porta correspondente a esse ponto e à Estrela correspondente a esse ponto, à Nova Eucaristia.
É o momento em que o três torna-se Um.
A Tri-Unidade manifestada pela Nova Eucaristia conduz, naturalmente, ao baricentro, ao ponto de equilíbrio da Tri-Unidade, que é o Coração do Coração.
Esse ponto, idealmente colocado, portanto, ao centro do triângulo, ou seja, não ao centro do coração, precisamente, chacra do coração, tampouco, ao nível do que foi nomeada a Porta ER, mas, sim, ao meio dessa linha, não na superfície, mas no trajeto que vai de KI-RIS‑TI ao centro do chacra do coração.
Eu os remeto, para isso, às ilustrações e explicações que foram dadas, há cinco anos, por Sri Aurobindo.
Vocês ali encontrarão o desenho, o trajeto da energia, e é nesse nível que se encontra o tetrakihexaedro do Coração do Coração: o ponto com suas vinte e quatro emanações e seus vinte e quatro triângulos.
Não é uma noção geométrica, é uma noção que vocês poderiam chamar de quântica, que responde, perfeitamente, à equação primeira da física quântica.
Eu os deixo olhar, se isso lhes interessa, mas, eu repito, é preciso vive-lo, para vê-lo e acreditar – e esse acreditar nada tem a ver com a crença, é uma Evidência.
Mas, enquanto isso não é vivido, não há Evidência.
Há tensão para essa Evidência, há aspiração para essa Evidência e há, de todo modo, a certeza de sua liberação.

Foi dito, também que, apesar da Onda de Vida, alguns entre cada um de você não puderam realizar o caminho durante esse momento específico do ano 2012.
Não porque eles não estavam prontos, não veja, aí, tampouco, qualquer culpa nem qualquer responsabilidade, mas, simplesmente, as condições preliminares, no sentido de uma reação química, não estavam reunidas.
Hoje, tudo está reunido e, isso, como lhes foi explicado pelo Comandante dos Anciões, desde o início de seu ano 2016.

Eu acrescentaria que, progressivamente e à medida do tempo linear que se desenrola na Terra, hoje, como eu lhes disse, tudo está consumado, permitirá a vocês, simplesmente, posicionar-se e repousar, cada vez mais facilmente, no Coração do Coração.
Mesmo se, hoje, alguns de você coloquem-se a questão de ali estar ou de ali não estar.

Existe apenas uma condição, que é a humildade.
E essa condição acompanha-se, se posso empregar essa expressão, do Abandono do Si, não mais à Luz, mas, realmente, o Abandono do Si.
O Abandono do Si prova-lhe, na superfície desse mundo, que o outro se tornou você e que, em definitivo, não há outro.
Isso quer dizer que você vê, em cada um, o Coração do Coração, e que você não vê mais a pessoa que faz tela, mesmo se lhe seja facultado observar, com sutileza e com precisão, o comportamento do outro.
Mas isso nada muda para você, porque o coração é a prioridade, não que você tenha definido, mas que você vive, naquele momento.

... Silêncio...

Eu escuto seu coração.

Nós não temos mais questões, nós lhe agradecemos.

Em cada um de você, eu o acolho.
Em cada um de você, eu sou Um.

... Silêncio...


Ame-se, como eu o amo, sem medida e sem freios.

3 comentários:

  1. Por vivência, e não por qualquer outra coisa, pode-se dizer, por exemplo, que o Impessoal é a Fonte, é a própria Trindade, é a própria Verdade, é a Própria Vida; contudo, não sendo cabível, jamais, o contrário, e nem vice-versa. É verdade também, que tudo acaba se somando, e mesmo se multiplicando; não obstante a marca do Um seja inalterável, onde nada acrescenta ou diminui; além de ser o tal sem começo nem fim.

    Sobre a MSG, em particular, como não destacar estes seus extratos tão preciosos:

    - Todo combate, em um mundo confinado, implica um novo confinamento e a não resolução da história.

    - Nós somos responsáveis pelo que dizemos, mas nós não somos responsáveis pelo que vocês compreendem.

    - Do mesmo modo que hoje, em seu corpo, foi necessário aprender a andar, ser guiado por seus pais, do mesmo modo foi preciso, e é imaginado, ir passo a passo, até o momento em que sua consciência consegue compreender que não há qualquer passo a passo e que não há necessidade de aprendizado nem de compreensão da própria marcha.

    - Eu os deixo olhar, se isso lhes interessa, mas, eu repito, é preciso vive-lo, para vê-lo e acreditar – e esse acreditar nada tem a ver com a crença, é uma Evidência.

    - Hoje, tudo está reunido e, isso, como lhes foi explicado pelo Comandante dos Anciões, desde o início de seu ano 2016.

    - Eu acrescentaria que, progressivamente e à medida do tempo linear que se desenrola na Terra, hoje, como eu lhes disse, tudo está consumado, permitirá a vocês, simplesmente, posicionar-se e repousar, cada vez mais facilmente, no Coração do Coração. Mesmo se, hoje, alguns de você coloquem-se a questão de ali estar ou de ali não estar.

    - Existe apenas uma condição, que é a humildade. E essa condição acompanha-se, se posso empregar essa expressão, do Abandono do Si, não mais à Luz, mas, realmente, o Abandono do Si. O Abandono do Si prova-lhe, na superfície desse mundo, que o outro se tornou você e que, em definitivo, não há outro.

    - Isso quer dizer que você vê, em cada um, o Coração do Coração, e que você não vê mais a pessoa que faz tela, mesmo se lhe seja facultado observar, com sutileza e com precisão, o comportamento do outro. Mas isso nada muda para você, porque o coração é a prioridade, não que você tenha definido, mas que você vive, naquele momento.

    ResponderExcluir
  2. O Amor preenche tudo, o Amor apaga tudo, nenhuma história pode manter-se em face do Amor.


    Busque o Reino dos Céus, que está dentro de você.


    Deixe seu coração falar.




    Não está dando condições de exprimir... Só o sentir...

    ResponderExcluir