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22 de nov. de 2014

O.M. Aïvanhov (por Christophe) – 22 de novembro de 2014



Bem, caros amigos, estou extremamente contente por reencontrá-los e ver que há certa presença aqui, e eu lhes agradeço por acolher-me, porque eu havia dito que viria e, em contrapartida, que seriam, sobretudo, as Estrelas que viriam, em especial Gemma Galgani, conferenciar, e da vivência da Unidade e do que é observável, em vocês e ao seu redor, nesse mundo.

Então, eu deixo Gemma para falar, assim como outras Estrelas.
Vocês terão, também, eu diria, formas de esclarecimento preciso sobre o que é nomeada a Onda de Vida e seus diferentes componentes.
Mas tudo isso, vocês terão um pouco mais tarde e não por mim, uma vez que há, eu diria, especialistas da energia entre nossos anciões, que se exprimirão com prazer em relação a isso.

Permitam-me, primeiramente, apresentar-lhes todas as minhas homenagens, todas as minhas bênçãos e instalar-se, primeiro, do silêncio da comunhão, antes de deixar-lhes a palavra para expor as questões que vocês quiserem.
Eu tenho coisas a dizer, mas, em geral, suas questões correspondem, sempre, ao que eu tinha a dizer, portanto, está perfeito assim.
Então, primeiramente, coloquemo-nos ao centro de nós mesmos, no Coração do Coração, e deixemos a Plenitude do Silêncio instalar-se entre nós.

… Silêncio…

Bem, se quiserem, estamos prontos, agora, para escutar as questões que serão repetidas por um novo gravador [? – enracineur] que está bem ali, ao lado.
Então, você não tem o direito de dormir, nem de não escutar tudo o que eu digo e tudo o que dizem os outros, não é?
Então, nós os escutamos para suas interrogações ligadas ao que vocês vivem, a este período e a tudo o que lhes agrada interrogar.

Questão: você pode explicar o que significa: «lavar suas vestes no sangue do cordeiro»?

O que são as vestes?
As vestes são os corpos sutis, é o que, ao mesmo tempo, protege-o, isola-o, fecha-o também.
São essas espécies, o que se chama as vestes, é como os véus, se quiser, é o que o venda à realidade essencial de quem você é, ou seja, Ki-Ris-Ti Luz.

Há certo número de véus, esses véus são vestes que serão lavadas no sangue do cordeiro.
Então, não veja, aí, qualquer canibalismo, o sangue de Cristo é o sangue greal, é o sangue autêntico, aquele que portou a Luz até o mais profundo de Seu DNA, ou seja, o que encarnou, inteiramente, o princípio Crístico e Micaélico solar.

Como você sabe, todos vocês são chamados a viver essa ressurreição da carne, que não é uma ressurreição da própria carne, mas na carne, ou seja, uma forma de transmutação, não é?
De suas estruturas biológicas em algo de muito mais vibrante.
Lavar suas vestes no sangue do cordeiro é participar do sacrifício de Cristo, que derramou Seu sangue pelo conjunto da humanidade.

Você tem a viver, em sua escala, em sua dimensão, em sua consciência, exatamente o mesmo processo.
Lavar o sangue, lavar as vestes no sangue do cordeiro é a purificação dessas camadas que se chamam as vestes, as auras, ou os corpos que são ligados ao confinamento, ou seja, o corpo astral, o corpo mental e o corpo causal.
O corpo etéreo é, eu o lembro, quer você tenha vivido isso ou aquilo, para a maior parte de vocês, modificado.
Esse corpo etéreo, se prefere, para aquele que o percebe, tornou-se profundamente diferente.
O corpo etéreo de um ser humano que é submetido à ilusão, por essas vestes que o confinam, ou seja, o emocional, o astral, o causal que o impede de ver-se tal como ele é, devem ser lavadas no sangue do cordeiro, ou seja, pelo sangue do sacrifício de Cristo.
É a Crucificação, que é o elemento indispensável, antes de viver a Ressurreição, mas existe uma multidão de crucificações, e uma multidão de ressurreições.
Mas ambas, nessa multidão, traduzem bem, eu diria, a passagem de um estado para outro estado.
E você sabe muito bem que tudo o que você vive é destinado apenas a permitir-lhe transitar por sua consciência ou pelo corpo de Existência ou pelo Coração, diretamente, em sua dimensão de Eternidade que pode ser ou o Absoluto ou uma de suas linhagens Estelares ou uma de suas origens estelares ou, como alguns de vocês compreenderam, tornar-se os verdadeiros liberadores do próximo sistema a liberar.

Cada um vê-se atribuir – pelo fato de lavar as vestes no sangue do cordeiro – atribuir, de algum modo, a um futuro que não é um futuro, mas que é, verdadeiramente, a atualização, hoje, do que você porta, não como reminiscências de vidas passadas, mas em relação aos primeiros impulsos da Luz que apareceram em 1984 e que são concluídos, eu diria, com o nascimento da Onda do Éter.
Essa Onda do Éter penetrou o Canal do Éter, subiu, ou não, mais ou menos facilmente, para desposar, ao nível do coração, o Canal Mariano, os chacras da alma e os chacras do Espírito e a Porta Porte Ki-Ris-Ti.
Vocês estão, aqui, no santo dos santos, ou seja, no Templo interior, aí, onde está Cristo, ou seja, sua Essência, nossa Essência, de todos.

Lavar suas vestes no sangue do cordeiro é, ao mesmo tempo, ver tudo o que se desenrola em suas diferentes estruturas, mesmo se você não o perceba, mas com o olhar e a acuidade da consciência, a consciência no sentido amplo, ou seja, tanto a consciência limitada como a consciência ilimitada.
É nada mais do que isso, e eu o lembro, aliás, que, no momento em que você é liberado, efetivamente, ou, então, se você já o foi, o que é que acontece?
A veste a mais exterior, que é, de fato, a aura causal que é ligada, eu o lembro, à ação/reação, ao carma, que é uma criação arcôntica, à qual se opuseram o que foi chamado, ulteriormente, alguns Senhores do Carma que tudo fizeram, na medida de suas possibilidades vibratórias nesse mundo, para evitar que a Promessa e o Juramento fossem mais algo que não fosse jamais atualizável.

Portanto, se quer, o corpo causal é o que é ligado ao carma, o que é ligado à ação/reação.
Há apenas os dois corpos que estão além, nessa manifestação, que nossos irmãos orientais chamam o corpo Búdico e o corpo Átmico.
O corpo Búdico é o corpo da alma.
O corpo espiritual, o mais elevado vibratoriamente, é o Atman, que conduz – eu guardo essas palavras porque elas são empregadas por diversos intervenientes – ao Brahman e, depois, se isso é desejado pelo sacrifício da alma, ao que se chama o Absoluto, que é uma consciência além de toda consciência.
Aí está um pouco do que isso quer dizer.

Questão: quando isso não vai, eu pratico a refutação, isso, talvez, uma ou duas vezes por dia e, depois, vai bem, eu dou risada, eu fico bem. Isso é uma armadilha do Si ou do ego?

Bem, não!
Mas o que é que você refuta?
O que nos havia dado Bidi?

Questão: sim.

Será que você pensou em refutar a si mesmo?

Questão: eu o digo, mas ainda não o realizo.

Perfeitamente!
É muito mais fácil fazer desaparecer tudo o que é, que você nomearia ambiental, mas desaparecer para si mesmo pode ser uma grande angústia, pode ser algo que, enquanto não seja atualizado completamente, pode colocá-lo não em sofrimentos, mas, eu diria, não mais tergiversações, mas um aspecto um pouco de catavento, se quer.
A não estabilidade, ou seja, você vai ali, após, você vai lá, você experimenta; isso não é uma crítica, não é?, ainda menos um julgamento, mas apenas você observa, através desse processo da refutação ou o processo que foi nomeado do testemunho, ou seja, ser o observador que pode ser levado a participar, ele mesmo, dessa observação, na observação, mas que não é o que é observado, nem o que observa.
É por isso que eu te perguntei se você pensou em refutar a si mesmo.
Não diga que eu disse que é preciso matar-se ou suicidar-se, não é?
É um mecanismo da consciência.
Portanto, quando você experimenta uma sensação dolorosa, eu diria, em algumas formas de interrogação concernentes a: Onde eu estou? Qual é essa vibração? Será que eu vou aí ou lá? Será que eu estou aí ou lá? Tudo isso é ligado apenas a essas tergiversações, por que o quê?
Você tem, talvez – é, talvez, seu exemplo, mas há, talvez, outros que viveram, por intermédio do testemunho, ou seja, do observador da refutação, a capacidade para instalar-se mais facilmente no Si.
Mas esse Si mesmo deve ser a sede de uma autorrefutação porque, aí, recorre-se não a uma crença, não a um pensamento positivo, ou negativo para outros, recorre-se a mecanismos inerentes aos funcionamentos da consciência limitada.

A consciência limitada existe porque há limites, causados, é claro, pelo confinamento, mas, também, por todas as consequências induzidas desse confinamento e ao livre arbítrio que se chama a reencarnação, que se chama a evolução.
Tudo isso existe apenas aqui, mas não no que você é, na Eternidade.

Portanto, não há erros, mas pense, eu creio que havia Bidi, em alguns momentos, que lhe dava uma injunção de esquecer-se.
Então, você se esqueceu de si?
E isso é simples a ver!
Isso não quer dizer tornar-se um vegetal que nada mais faz, isso quer dizer ter outro estado antes do Absoluto ou, então, outra posição.
É isso que vai dar-lhe a capacidade, não para viver a experiência, mas para manter um estado estável, porque a Graça, ela está aí.
Ela está nesse movimento aparente, mas na imobilidade do que permite o movimento e que jamais esteve em movimento, ou seja, a Eternidade.

Portanto, pôr fim ao efêmero é descobrir a Eternidade.
Mas você não pode descobrir, sobretudo agora, a Eternidade em sua vida e, ainda menos, em suas vidas passadas, porque são explicações, são justificativas, são emoções, quer sejam positivas ou negativas, nada muda, porque sua alma é atraída por essas manifestações.

Portanto, passar e estabelecer-se, definitivamente, quer dizer não mais ser o catavento, não mais ter interrogações em si.
O que não quer dizer que você não tenha o direito de colocar-se interrogações sobre qual caminho você vai tomar ou qual meio de locomoção você vai tomar para ir a tal lugar, isso faz parte da organização nesse mundo onde você está, e onde nós não estamos, ou pela metade, porque estamos, ainda, com vocês, nesse Sistema Solar.
Nós aí estaremos, até nosso reencontro, eu diria, efetivo, em nossa dimensão.

A atribuição vibral de que eu falei corresponde exatamente a isso, nada mais.
Não projete cenário, de medo do que quer que seja.
A partir do instante em que você tenha ativado as Coroas, o que quer que você faça, nada há de negativo, há apenas essa atribuição ou essa citação.
Como eu o dizia há pouco, o recrutamento foi muito bem.

Então, antes que haja outras questões, vocês devem ter observado, sem dificuldade alguma, que não se fala do corpo, mas de sua consciência e de seu mental, que vocês todos vivem, em diferentes setores ou em alguns setores mais ou menos materiais, mais ou menos afetivos, mais ou menos, mesmo, em suas atividades profissionais ou quotidianas, que vocês não podem mais funcionar no mesmo nível que anteriormente.

Você tem constatado isso pelo alimento, você tem constatado isso por suas companhias, por suas amizades, por seus amores e seus desamores, o que quer dizer que o impulso Ki-Ris-Ti, o impulso de Cristo e, portanto, de Cristo-Miguel está finalizando a Obra alquímica no Branco que está, eu o lembro, ao nível da passagem, sob a direção vibratória do arcanjo Uriel, que é a Obra no Branco.
A Obra no Branco é quando nada mais existe que não o branco.
Você pode ver, através do estabelecimento dessa Infinita Presença, ou Absoluto, ou seja, a reconexão global no que você é, você tem o direito de realizar as experiências que lhe são úteis, mas você tem, já, uma percepção, mesmo se não vê, ainda, suficientemente claro, em função de seus comportamentos comuns.

O que isso quer dizer?
Isso quer dizer que não vale, mesmo, a pena falar de vibrações, de chacras, de pontos de vibração, de corpo de Existência.
Observe, tranquilamente, como você se comporta.
Será que você continua com os mesmos comportamentos de antes?
Eu falo tanto do comportamento social, do comportamento na relação a dois; eu falo, também, do comportamento alimentar, do comportamento ligado às alternâncias de vigília e sono etc. etc.
Tudo isso, se quer, é feito para dar-lhe a ver, com esses cataventos, essas oscilações de estado, de humor, de energia, de consciência, de vibração, posicionar-se para ver-se sem qualquer ambiguidade, mesmo se isso lhe pareça ambíguo, de momento, mesmo se isso faz voltar a trabalhar a pequena bicicleta, deixe fazer o que se estabelece.

Vocês são, todos, liberados da Ilusão, quer queiram ou não, o mais importante está aí.
Se havia um desafio, era, efetivamente, esse, ou seja, ser reconectado à Fonte e, depois, como vocês veem em si e ao seu redor, há numerosas moradas na Casa do Pai, e cada um constrói, de algum modo, sua nova morada.

É evidente que, se você tem necessidade – vamos tomar um exemplo que é flagrante para todo mundo – se você tem necessidade de comer muito, há uma necessidade de alimentar esse corpo, se você não come mais, ou você está muito doente, ou você tem um problema de saúde, ou você se alimenta, real e concretamente, da Luz.
E, quando a Luz entra, por onde entra a Luz?
Ela está por toda a parte, mas, antes de estar por toda a parte, ou seja, antes que o corpo de Existência esteja inteiramente aí, a energia penetra pelos pés, pela cabeça e pelo baço.
Ao nível astral, ela penetra pelo fígado, ao nível mental, por onde ela penetra?
Onde está o mental?
Ele está, também, no coração, mas, também, na garganta.

Portanto, conforme seus comportamentos alimentares, conforme suas próprias percepções ou ausência de percepção, conforme seus ciclos de sono, conforme o modo de comportar-se socialmente, você já pode ver as diferenças.
E essas diferenças, segundo os irmãos e irmãs encarnados, aqui e alhures, é, sempre, a mesma coisa, ou seja, você se conduz a si mesmo ao seu próprio destino que é, certamente, você mesmo, em sua Eternidade, mas, eu diria, com múltiplas moradas e múltiplos caminhos, mas, contudo, mantendo sempre presente no espírito que há uma espécie de panorama de possíveis.

Esses panoramas de possíveis, vocês podem viver alguns deles, ou muitos, e o que sai de vocês, naquele momento, será, unicamente, o resultado.
Quando eu digo o que sai de vocês quer dizer, igualmente, suas palavras, igualmente, de seu corpo, ou que não sai dele.
Mas, também, o que sai de vocês em toda relação consigo mesmo, ou seja, os sinais, se posso dizer, são cada vez mais marcados e marcantes e, mesmo aqueles que não querem ver, serão obrigados a ver, porque é o buraco da agulha, é a Porta Estreita, é a passagem do ego ao Coração, é, é claro, a subida vibratória mais ou menos rápida que vocês viveram e que vivem, ainda, ou não, que os conduz à Eternidade.

Mas a Eternidade, eu diria, como disse Bidi, esqueça, como disse, aliás, a maior parte dos ensinamentos na tradição primordial, não se apegue ao poder, não se apegue às visões, não se apegue às explicações, não se apegue a uma projeção para amanhã ou em uma hora.
Caso contrário, como você quer viver o instante presente?
Você se dá conta, você mesmo e, depois, você pode amaldiçoar a si mesmo, porque você sabe tudo isso.
E a vida leva-o, ainda que apenas pelas trocas vibratórias, a encontrar-se, talvez, novamente, confrontado a coisas que haviam sido colocadas sob o tapete.
Retirou-se o tapete, mas deixou-se o assoalho, ou seja, a própria construção e, através do que se desenrola, você mesmo pode, por si mesmo, sopesar, pesar, mensurar, sem julgar, de onde você é.

Será que você fica tranquilo, o que quer que você faça, o que quer que lhe aconteça, quem quer que você reencontre?
Será que o que sai de você é ligado à Humildade, à Simplicidade, ao Silêncio, ou o que sai de você é um apelo a ver o bem, o mal, o sofrimento, a inutilidade mesmo, para alguns de vocês, do que vocês têm vivido?
Isso não é uma negação, é, simplesmente, o Face a Face, ou seja, essa espécie de confrontação entre você e você.
Você, aqui, na parte efêmera, e você, aqui, na parte eterna que está aí.
Seu corpo de Existência está ao seu lado, ou ele já entrou em você.
Você sabe, é como para mim, aqueles que entram em contato comigo ou com as Estrelas, você sente algo que penetra e que chega no coração, ou não.
Portanto seja não vigilante com o olhar que vai tentar saber se é bem ou mal, porque isso para nada serve, tente ver o que está em acordo consigo mesmo.

Aquele que pensa que será enganado será enganado.
Aquele que tem medo de ser enganado será enganado.
Aquele que tem medo de ser roubado será roubado.
Aquele que tem medo do amor viverá o medo do amor.
Quaisquer que sejam suas vibrações ao nível das lâmpadas, porque eu não quero invadir meus amigos ou nossas Irmãs, porque eu não quero desvendar tudo isso, porque tudo isso se torna desvendado apenas agora, ao final deste mês, o tempo que cada um possa verificar, por si mesmo, onde ele está, em função de coisas muito simples, na manifestação de quem vocês são aqui.

Você está na paz?
Você está tranquilo?
Ou você continua no futuro, a projetar-se, a tentar saber o que quer que seja, você tem necessidade de nutrir-se no exterior?
Isso é válido para os alimentos, mas, também, para aqueles que lhe transmitem algo da Luz.

A partir do momento em que você é nutrido do interior, você não procura mais nutrição no exterior, tanto material como espiritual, para permanecer nessa dialética.
O que é que acontece naquele momento?
Você se torna a verdadeira Luz, o que emana de você é a Luz e, quando a Luz emana, espontaneamente, de si, não pode mais ali haver o mínimo julgamento.

Você pode disputar, mas não se esqueça, jamais, de que não há julgamento na disputa, há pontos de vista que podem mostrar-se um ao outro com distâncias, mas não há julgamento, é, simplesmente onde você deve estar.
Você não pode estar em nenhum outro lugar que não no lugar certo, o que quer que você viva.
Quer seja a morte desse corpo, a doença desse corpo ou uma recuperação de juventude desse corpo que se exprime tão bem, por que não?, pela sexualidade ou, ainda, por uma gulodice.

Mas observe!
Se você – como eu disse há pouco – já refutou a si mesmo, e desapareceu, se você se coloca, ainda, questões, é, simplesmente, porque você não reconheceu seu próprio desaparecimento.
E você reativa processos ao nível do mental, ao nível do emocional, ao nível do causal, ao nível da ação/reação e ao nível, mesmo, de seu corpo etéreo.
Esse corpo etéreo que aparece como redes azuis, e esse corpo etéreo que se torna branco, não dourado, mas branco, totalmente branco.
É a Obra no Branco.
É a Obra no Branco, não há tarefas, as vestes já foram lavadas antecipadamente.
Mais ou menos lavadas, às vezes é preciso lavar duas ou três vezes, mas isso não é grave.
Como eu disse ultimamente, de maneira um pouco confidencial, talvez, alguns entre vocês tiveram a chance de ouvi-lo ou de lê-lo: a coisa a mais importante é você mesmo, mas não você mesmo que quer algo nesse mundo, e ainda menos fugir dele.
Se você é terapeuta, seja terapeuta; se você é uma dona de casa, seja uma dona de casa, mas não se esqueça de que você não é isso.
É isso a refutação, conceber que há uma cena de teatro inscrita na dualidade, bem/mal, em você e em todo mecanismo da vida.
É chamado o yin-yang.
Não se esqueça de que, nesse mundo, em todo branco há o preto e em todo preto há o branco, e que isso é executado.

Mas se você permanece fixado em um lugar do mecanismo, por um defeito de imobilidade, você não é mais o cubo da roda, você está fora do eixo.
E o que é que acontece quando o cubo da roda está fora do eixo?
O veículo, há altos e baixos, é exatamente a mesma coisa, o cubo da roda que faz girar a roda é o Coração do Coração.
Mas para que a consciência esteja no Coração do Coração, é preciso que as vestes tenham sido lavadas, e essas vestes, elas se lavam em quê?
No Amor e na compaixão, ou seja, no Batismo do Espírito que é, como dizia Gemma, Fogo e Água, ao mesmo tempo.
Porque o Fogo, há vários deles, há o fogo da raiva, há o fogo da ilusão, há o fogo do Coração, há o fogo do sacrum, há o fogo do pé, o fogo da cabeça, o fogo dos elementos ou, por vezes, o ar desses elementos.

Mas tudo isso são apenas processos intermediários.
Agora você é livre, sobretudo agora, você deve ser responsável.
Liberdade, ser livre, ser autônomo e ser responsável.
Ser responsável não é nem condenar-se nem autoflagelar, nem criticar-se.
Cristo bem disse: «Tudo o que você faz ao menor de mim, de nós, de vocês e de mim é a mim que você o faz, uma vez que nós somos Um».
Isso quer dizer o quê?
Isso quer dizer que, particularmente durante esses tempos que há a viver, há a possibilidade de ver a projeção, mas você não pode ver a projeção enquanto você mesmo está na projeção, de um futuro, de uma atribuição ou de uma reivindicação em relação a um irmão ou uma irmã, qualquer que seja.
Pare a projeção, pare as emoções, pare o mental, pare o causal, não como algo que a personalidade vá impor-se a ela mesma, porque isso não funciona, simplesmente, é preciso extrair-se das engrenagens e dos mecanismos desse mundo.
O que não quer dizer sair desse mundo ou abandonar quem quer que seja, ou o que quer que seja, é, simplesmente, ver, simplesmente, aquiescer e, sobretudo, permanecer nessa transparência, eu diria, mesmo, nesse desaparecimento, e eu lhes prometo que, mesmo quando tiverem desaparecido completamente, se não é o caso, vocês continuarão a ir ao toalete, como todo mundo, cada vez menos, se vocês não comem.

Entretanto, mesmo com uma transformação, eu diria, de funções, como vocês dizem, fisiológicas, a transformação a mais importante é aquela de sua própria consciência.
É isso que é preciso ver.
Bem, vocês o verão, muito rapidamente.

Quando você é capaz de desaparecer, seja na Luz ou no corpo de Existência, quer seja escutando as minhas palavras, ou outras palavras, você está desaparecendo?
Aí, imediatamente, você desapareceu?
Como você sabe que você desapareceu?
É muito simples, não há mais resistência, tudo é fácil, mesmo a raiva, mesmo a doença, tudo é fácil.
Mas tudo é vivido, nessa facilidade, como inconsistente, exceto a rocha que é o Coração do Coração, o meio da roda, o pivô da roda que não gira e que permite o desenvolvimento.

A Ascensão passa, é claro, pelo Coração, e o ponto, se quer, de báscula, não está mais ao nível do que é nomeado o oitavo corpo, embora a passagem faça-se aí, mas é simultânea, nesse momento, com o que é nomeado o Corpo de Irradiação do Divino.
Essa Irradiação do Divino não é um ato ligado à vontade, não é ligado à mobilização de sua energia vital ou vibral, mas é a emanação espontânea, nesse mundo, do que vocês são, porque a Terra está liberada.

Questão: Qual definição pode-se dar da Graça?

Então, a Graça, vou tomar algo que é muito simples:
Vocês todos conheceram, em sua vida material nesse mundo, momentos de Graça.
Quer seja quando de um encontro amoroso, quer seja quando do sucesso em um exame, pouco importa, de fato.
Esses momentos de graça são caracterizados pelo quê?
É o momento em que tudo é fácil, tudo é fluido e em que nada resiste.
Os esportistas também conhecem isso muito bem, vocês podem perguntar ao Cabeça de Caboche [o canal], eu não tenho as palavras, mas há algo que é perfeitamente conhecido junto aos esportistas, ou todos os seres.
É esse momento, por exemplo – eu tomo aquele que vai fazer asa-delta, não sei como vocês chamam isso, ou o paraquedismo –, há um momento que é, ao mesmo tempo, uma apreensão que é quase angustiante, e o momento em que se realiza, realmente, a coisa.
Isso quer dizer o quê?
Isso quer dizer, simplesmente, que a Graça é um estado no qual nada é difícil, no qual tudo é evidente.
Será que você vive isso?
Permanentemente!
Então, bravo!

O que foi nomeado Ação de Graça é o que vem substituir a ação/reação, é o princípio Crístico do Fogo do Amor e, também, do Fogo do Espírito.
A Graça é, simplesmente, estar nessa facilidade, nessa evidência, seja para fazer ou para agir não importa em qual setor.
É a evidência, é o momento em que há uma eficácia que dá um sentimento não de exaltação, mas que reforça você nessa vacuidade e nessa facilidade.
Vocês todos têm experiências em suas vidas, atualmente, nas quais as coisas são fáceis e nas quais outras coisas não são fáceis.
Então vocês resistem, ou não.

Portanto, a Graça é esse estado específico: o estado de Graça.
Mas esse estado de Graça, se você olha, mesmo entre as Irmãs Estrelas, houve, por exemplo, Gemma Galgani, houve Ma Ananda Moyi e outras, que viveram graças.
Olhe Teresa: ela viveu graças. Mas ela não as colocava no mesmo nível que as graças de Gemma ou as graças de Ma.
É o êxtase ou, então, é a insignificância. É Teresa que se faz muito pequena, para desaparecer, para deixar todo o lugar para Cristo, que vai, por vezes, até uma humildade extrema que, do olhar da pessoa, poderia ser, eu diria, uma humilhação.
Mas o que é que é humilhado, fora a pessoa efêmera?
Como o que é eterno poderia ser humilhado pelo que quer que seja?

Portanto, a Graça é manifestar não, unicamente, vibrações, não, unicamente, a Coroa do Coração, não, unicamente, a Onda de Vida.
Mesmo se a Onda de Vida concorra para o êxtase e para certa forma de Graça.
A Graça é total, a partir do instante em que você não aja mais por si mesmo e de si mesmo, mas que a Luz aja em você.
E, quando a Luz age em você, efetivamente, às vezes, no início, isso pode parecer resistência, mas, muito rapidamente, quando você transpõe esse passo, você se apercebe que as resistências não existem mais.

Viver na Graça é não viver em uma ilusão, não viver no alto de uma montanha, não viver apresentando-se em uma roupa laranja, não é?
Viver a Graça é ser natural, é ser espontâneo, é olhar nos olhos, não mentir, ser transparente.

Você compreende a diferença?
A Graça é algo que acompanha a Luz e o Amor.
Ela é a resultante da Luz e do Amor nesse mundo.
O estado de Graça, se você estivesse no estado de Graça permanente, você estaria no Samadhi vinte e quatro horas por dia, insensível aos barulhos, insensível ao mental, insensível aos pensamentos, insensível às vibrações, insensível à sua própria presença aqui.
E, no entanto, com o que não pode ser dito em palavras, mas que se pode aproximar como a completude, o fato de sentir-se amplo e ilimitado, realmente, estar conectado.
Estar conectado dá a Liberdade e dá a Graça.

Outra questão?
Hei, todos estão dormindo?

Bem, vejo que não há mais questionamentos, então, vou propor-lhes, se quiserem, um momento mais do que de comunhão.
Instalemo-nos no que foi nomeada a Graça, que está além da comunhão.
A Graça apenas pode ser estabelecida como estado quando da dissolução da ilusão.
Então, coloquemo-nos, deixem fazer e deixemos ser, esse será o meu modo de aportar-lhes, ainda uma vez, todas as minhas bênçãos e permitir-lhes viver o que vocês são.

Será que a Graça está no Coração?
Será que a Graça está na Onda de Vida?
Não, eu disse que estava no Centro do Centro.
A Graça é evidência, a evidência de sua vida, a evidência de suas interações com esse mundo e com essa vida.
Então, todos estão prontos?

… Silêncio…

Bem, caros amigos, eu lhes agradeço por essa partilha da Graça.
Eu lhes digo até muito em breve, em cada um de vocês, e até sempre.
Até breve.
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Transmitido por Christophe


GEMMA GALGANI (por Christine) – 22 de novembro de 2014


Eu sou GEMMA GALGANI.
Irmãos e irmãs na humanidade, minha presença em vocês, ao seu lado, é aquela de minha vibração, a vibração da Unidade, aquela que é a mais próxima de CRISTO, aquela que é a mais próxima, também, de MIGUEL.
Eu sou, de certa forma, a ponte de CRISTO a MIGUEL e, também, em vocês, uma ponte que vocês devem tomar, embora ela não exista, a Unidade.

Eu tive a oportunidade, durante numerosos anos, de dar-lhes a apreender, a compreender, a experimentar o que pode ser a Unidade, em meio à dualidade.
Essa aspiração à Luz, essa aspiração a Cristo, que os faz reencontrar uma Alegria sem motivo, uma Paz a nenhuma outra similar, um espaço de resolução no qual não pode mais existir o menor antagonismo, nem a menor oposição.

Para os que dentre vocês tiveram a oportunidade de receber minha Presença, ou minha ação, geralmente através de um véu branco de Luz, é o que lhes tem mais permitido experimentar, de algum modo, o sentimento da Unidade, a compreensão da Unidade, mas, também, sua vivência, por episódios, por instantes, ou de maneira definitiva.
Essa Unidade é aquela que os faz transcender a lei da dualidade, a lei do antagonismo e da oposição.

A Unidade confere a Paz, confere a calma, confere a vacuidade do que faz, habitualmente, a organização, a gestão e o desenrolar de suas vidas nesse mundo.
A Unidade não é um conceito, mesmo que possa sê-lo.
A Unidade não é uma oposição à dualidade.
A Unidade é respirar e viver a Alegria, a leveza, a facilidade, na qual nada mais preenche o espaço da consciência que não a Luz, expressa por algumas de minhas Irmãs e alguns de meus Irmãos anciões, por essa Infinita Presença ou essa Última Presença.
Mas tornar-se a Paz, tornar-se Um não é ir de uma ao outro, é sê-lo, a cada minuto, a cada respiração, a cada momento, a cada encontro, a cada instante.

A Unidade, da mesma maneira que o que foi nomeado o Absoluto ou o Último, não é uma espécie de linha de chegada, nem uma linha de destinação, mas bem mais um estado que se estabiliza, cada vez mais, ou que se afasta, cada vez mais.
Claro, havia marcadores, e o primeiro deles, durante esse período desde, eu diria, quase um ano, é a porta Unidade, aquela que está em seu corpo, que é a Porta do Espírito, situada, eu os lembro, acima da mama esquerda.
Essa Porta Unidade que é minha vibração e que é, portanto, também a sua.

No momento em que o Canal Mariano desliza e penetra em vocês, pode ser que tenham sentido dores ou um desconforto, nessa região de seu Templo.
Essa Porta Unidade faz parte, talvez, como vocês sabem, do que foi nomeada, por muito tempo, a nova eucaristia.
Essa Unidade, quando ela é vivida, e não apenas no sentido de uma experiência, mas na totalidade de cada respiração e de cada instante, confere-lhes e dá-lhes a Paz, a Paz em vocês, mas, também, no que emana de vocês.
A Paz é, também, o momento em que você não se torna indiferente ao mundo, em que você não se desvia do mundo, mas em que todos os véus desse mundo são retirados, para restituí-los à sua clara visão, aquela de si mesmos, aquela da Alegria, aí, onde respira o Espírito, tanto em seu Fogo, como em sua Água, sua Terra e seu Ar, ao nível dos elementos, é claro, que nada mais têm a ver com os elementos, tais quais vocês os têm vivido nesse mundo, mas elementos magnificados, quer sejam chamados Cavaleiros ou pelos nomes dados pelo Comandante dos Anciões, Hayoth Ha Kodesh.

Pouco importa o nome; o que importa não é nomear, o que importa não é compreender, mas o importante é dar, dar-SE, mas a quem vocês se dão?
Não ao outro, não a uma autoridade exterior a si mesmos, mas, sim, a CRISTO.
E, quando eu falo de CRISTO, não se preocupem com as palavras, eu já o disse, quer vocês chamem de LUZ, quer vocês chamem de SOL, qualquer que seja a representação, a história, ou a manifestação que, para vocês, evoque, de algum modo, essa absoluta brancura, essa absoluta pureza.

A Unidade é a manifestação da vida que não está mais confinada ou presa a qualquer conceito, a qualquer ideia, a qualquer suposição e a qualquer interrogação.
Seja isso ou aquilo, é não mais ser afligido por qualquer peso, ao mesmo tempo permanecendo presente nesse peso e nessa densidade, mas magnificado e transformado, não por sua vontade, mas pela vontade da Luz, pela vontade de CRISTO, chame-a como quiser, e essa vontade do céu não é mais uma vontade no sentido humano, é uma evidência, uma evidência e uma transparência, algo que irá conduzi-los a fusionar consigo mesmos, entre o Eterno e o efêmero, entre vocês e os outros, entre vocês e nós, entre vocês e os Anciões ou vocês e os Arcanjos, até o momento em que tudo isso se dissolva na mesma Unidade, na mesma consciência, se ouso exprimir-me assim, lá, onde não existe qualquer separação, qualquer divisão, qualquer antecipação, qualquer projeção, qualquer história, qualquer sofrimento, se não é essa mordida do Amor que os consome no Fogo por CRISTO e por mais nada.

Nesse espaço, não há lugar para qualquer luta, não há qualquer espaço para a dualidade, não há qualquer espaço para a sombra, porque a Luz e o Branco preenchem tudo, não deixando qualquer sombra, não deixando transparecer qualquer desvio.
É, também, a transparência do cristal, é a dissolução da alma, seu desaparecimento em favor do Espírito.
Isso abre, em você, todos os possíveis, todos os possíveis que não precisam ser manifestados ou atualizados, porque você representa, você sozinho, a soma de todas as experiências desse mundo, como de qualquer mundo.

A Unidade é o sorrir à vida, o sorrir à Eternidade, o sorrir, também, ao que aparece como dual e Duplo, quer sejam as forças de oposição, as forças de sedução ou as forças de confinamento desse mundo, pouco a pouco, toque a toque, etapa por etapa ou de maneira violenta, vocês concluíram, por aquilo que viveram, certo número de coisas.
A Unidade conduziu-os às portas da Eternidade.
A Unidade conduz vocês a essa transparência, a essa Humildade, a essa Simplicidade, é claro, mas, também, a esse famoso desaparecimento.
A Unidade é, antes de tudo, irremediavelmente ligada ao que foi nomeado, entre nossas Irmãs orientais, o Si ou o Atman, se vocês preferirem, de Atman a Brahman, à energia de Brahma.
A Unidade é, portanto, leveza, mas, também, um espaço não fechado, no qual não há mais lugar para assentar a menor sombra, a menor memória, o menor futuro, porque tudo é resolvido no momento que o Arcanjo Anael nomeou Hic e Nunc, o Aqui e Agora ou o instante presente, se vocês preferirem.

A Unidade dissolve o que deve sê-lo e dissolve, sobretudo, o que pode freá-los pelas resistências, de qualquer natureza que seja, a fim de deixar todo o lugar ao Amor, não para acolher o Amor, mas, bem mais que acolher a CRISTO, tornar-se Ele mesmo, por um ato de fusão, de casamento, que evoca, certamente, o casamento místico, o casamento místico com seu corpo de Existência, com sua mônada, com Maria, comigo, é apenas a resolução de suas próprias resistências, de seus próprios medos e, como diria o Comandante, há medo ou há Amor.
Não pode haver, aí, os dois, e cada vez menos.

Mas, se há medo, ele está lá e ele surge apenas para fazer tomar consciência dessa famosa distância que pode, ainda, existir entre o Eterno e o efêmero, entre a lagarta e a borboleta, mas essa própria distância, vocês o sabem, é apenas uma ilusão construída pelo ego e pela separação, para manter, nesse mundo no qual nós colocamos os pés e no qual vocês ainda colocam seus pés, manter a dualidade, a alternância de sofrimentos e alegrias, a alternância de doença e saúde, tudo o que vocês conhecem como mecanismos de alternância, mesmo na alternância de suas noites e de seus dias e de suas estações; existe, no interior de vocês, a mesma alternância.

É essa alternância que deve modificar-se, radicalizar-se, depois, desaparecer.
É, também, o momento em que a Terra cessará seu movimento.
Isso lhes foi enunciado de diferentes modos e por diferentes vias.
Existem várias explicações, mas as explicações, em si mesmas, estão aí apenas para tranquilizar, para engajar, de alguma maneira, o que vocês são para ir aonde vocês são realmente, não no que passa, não no que trespassa, mas, bem mais, no que nada conhece de tudo isso.
A Unidade é, também, de algum modo, a estabilidade, não nesse mundo, é claro, mas a estabilidade que é forjada pelo contato com o Espírito, permanente e cada vez mais intenso.

O encontro com a Luz, seu encontro e seus múltiplos encontros com a Luz construíram uma espécie de quadro, por pequenos toques de diferentes cores, de diferentes impulsos, de diferentes luzes, de jogos de sombra e luz.
A Unidade seria como um quadro no qual não existe qualquer sombra, nem forma, e, no entanto, no qual tudo está incluso como em um grande todo, mas o quadro, nesse mundo, não é a Verdade.
Ele é apenas uma projeção sobre uma tela ilusória de algo que faz apenas que passar e trespassar.

Minha vibração, minha Presença são-lhes adquiridas, uns e outros.
Se, em vocês, parece manifestar-se o sentimento de ser duplo, quer dizer, ao mesmo tempo esse ser eterno e esse ser efêmero e, às vezes, de combater você mesmo entre esses dois aspectos de si mesmo, então, minha vibração, pela porta Unidade e pelo Canal Mariano é a ocasião de permitir-lhe transcender tudo isso, no interior de vocês, não por qualquer vontade, não por qualquer Abandono, mas, bem mais, pela vivência do instante presente, no qual tudo se desenrola simultaneamente, tanto nesse mundo como em outros.

A Unidade não tem de ser adotada como conceito nem como pensamento, nem como afirmação.
A Unidade decorre, diretamente, de sua Humildade, de sua Simplicidade e, é claro, de todos os processos vibratórios que são mostrados a vocês, mais ou menos intensamente, durantes esses anos.
Nós os temos chamado, frequentemente, os Filhos da Lei do Um, sementes de estrelas e de outros nomes, porque nenhuma Unidade pode subsistir, de maneira evidente, nesse mundo, de forma manifestada no exterior, mas é perfeitamente possível no interior, o que lhes permite, justamente, transcender essa distância, essa barreira ilusória entre o interior e o exterior.

Essa Unidade, acompanhada da Humildade vai, então, permitir a vocês ver claramente,  ver claro em vocês, como no quadro que se desenha e que vocês pintam por toques, que representa o conjunto de sua vida nesse quadro  ou nessa prisão, se preferem.

A Unidade é um estado de Alegria que contribui para o estado de Graça, que concorre, também, para o espelhamento porque, dessa confrontação entre vocês no efêmero, e vocês no eterno, manifestam-se evidências, mas, também, resistências.
O que quer que se desenrole, evidências ou resistências, não lutem, não resistam mais ao que é.
Contentem-se em deixar-se viver o que se vive, porque vocês não são o que se vive.
Vocês não podem ser o que se vive e ser A Vida.

Ser a vida não é viver a sua vida, é deixar-se viver pela Luz, e isso não é, de modo algum, repouso.
Está longe de ser um ato de covardia ou mesmo um ato de bravura.
É antes de tudo, eu diria, esse último abandono, essa transcendência, ou mesmo essa resiliência que lhes permite não ignorar, mas superar e transcender, não por um esforço, não por uma intervenção exterior ou interior, mas, sim, aí também, pelo sentido da evidência.

Numerosos nós temos sido a falar-lhes e informar-lhes da evidência da Luz e da evidência da Unidade.
Numerosos nós temos sido a dar-lhes nosso caminho e nossa vivência, não para que vocês se identificassem, mas, talvez, para dar-lhes a ver o conjunto de possíveis, o que eu poderia nomear os doze caminhos ou os vinte e quatro caminhos, o que vocês encontram em algumas tradições primordiais, antes de serem alteradas.
É, se vocês preferirem, o que se chamam as vinte e quatro trilhas da Luz, como os vinte e quatro Anciões ou como as doze Estrelas, como as doze Portas em seu corpo e como as vinte e quatro portas de seu corpo.
Esse conjunto de doze e vinte e quatro reconstitui a Unidade, disso vocês sabem.

Eu os remeto, para tanto, ao que foi dito, há muitos anos, pelos guardiões do intraterra, na obra nomeada «Humanidade em Evolução».
Foi necessário, de certa forma, traçar um caminho, para dar-se conta de que não há caminho.
Deve-se, ainda, percorrê-lo para ver até o fim.
A Unidade é, também, como uma pincelada num quadro, como recolher pedaços espalhados, os diferentes fragmentos de si mesmos no efêmero, como de si mesmos na Eternidade.

É sair da fragmentação, sair da compartimentação, sair do confinamento, mas cuidado para não querer estabelecer esse cessar de fragmentação, esse cessar de compartimentação nesse mundo, porque seu reino não é desse mundo.
Eu diria mesmo, que a Unidade não é desse mundo, mesmo se alguns de nós, das Estrelas, dos Anciões e de outros desconhecidos tenham transcendido esse mundo e vivido a Unidade.
Mas esse mundo, em suas leis, não poderá, jamais, viver a Unidade.
Deem-se conta da impossibilidade de viver essa Unidade em escala coletiva, enquanto há fragmentação, enquanto vocês não estejam reunificados uns aos outros e consigo mesmos e com CRISTO.

CRISTO disse: «Meu reino não é desse mundo».
Ele lhes disse, também: «Vocês estão sobre esse mundo, mas vocês não são desse mundo ».
Será, contudo, que vocês rejeitam a Terra em sua essência?
Não.
Mas vocês não esquecem nem sua MÃE, nem a FONTE, nem seu PAI.
Não é um ou o outro, é um e o outro.
Fundir-se na mesma resolução e na mesma Unidade.
Se vocês estão na Unidade, a maior parte do tempo, o estado de Unidade instalar-se-á não apenas nos momentos de Samadhi, ou seja, de interiorização, mas sim, mesmo na manifestação nesse mundo, qualquer que seja o lugar em que vocês portam seus passos e seus pensamentos.
É jamais esquecer, a cada inspiração e a cada expiração, dessa Eternidade, CRISTO, se preferem.

A Unidade é também uma doação e como tal, vocês devem ser, vocês mesmos, a doação.
Eu não falo, é claro, de qualquer doação.
Eu não falo de doações ligadas à matéria, mas falo da doação de seu Espírito e de sua alma à Eternidade.
Essa doação de si mesmos enquanto pessoal, pessoa efêmera.
Por fim à fragmentação é não colar novamente os pedaços para deles formar um todo harmonioso.
É, sobretudo e antes de tudo, fazer desaparecer a compartimentação.
Reencontrar a Unidade é não, unicamente colar novamente os pedaços, mas colocá-los em sintonia, fazê-los funcionar com a mesma Respiração, a mesma Verdade, o mesmo impulso e o mesmo Fogo.

A Unidade, assim como a Infinita Presença ou Última Presença levou-os, se posso dizer, às fronteiras do que vocês são.
A Unidade não pode, em caso algum, opor-se à dualidade, caso contrário, ela se torna, ela mesma, dualidade.
Não há alternativa e outra possibilidade que não essa.

Então, durante o espaço e o tempo em que estamos reunidos, hoje ou em outros dias, nós vamos fundir na Unidade que é, eu os lembro, um dos três componentes da Nova Trindade ou nova eucaristia.
A Unidade é, de qualquer forma, o ponto central do qual se constrói o plano da Eternidade.
A Unidade é leveza, eu lhes disse, eu o repito.
Essa leveza poderia ser traduzida por palavras de conotação mais oriental, que se poderia chamar a vacuidade.
É o espaço no qual não há nem pensamento, nem emoção, nem reação ao que quer que seja.
Isso não é, contudo, o desaparecimento, mas é o que lhes permite conduzir vocês mesmos, em acordo com a Fluidez da Luz, com a Graça e, sobretudo, com a Alegria.

A Unidade vive-se.
Ela os preenche de Alegria, ela os satura de Alegria, ela pode dar-lhes, por vezes, a impressão de voltar a fragmentar-se, mas não é uma fragmentação, é um desaparecimento.
Não resta mais, como após uma fragmentação, um conjunto de pedaços, mas resta apenas um todo que é bem mais do que a soma das partes, uma vez que ali está incluso, naquele momento e somente naquele momento, a totalidade de CRISTO.
Retenham essa noção de leveza e de evidência.

A Unidade dá-lhes a ver sua própria atividade na Ilusão, na dualidade.
Ela lhes dá a ver não, unicamente, suas ações, mas, bem mais, seus mecanismos de ação, mas, bem mais, de qualquer forma, as engrenagens que estão em vocês e que se exprimem, quer essa expressão concirna tanto à própria Unidade ela mesma como a tudo o que faz resistência à Unidade, tudo o que não foi queimado completamente, de momento, talvez, pelo Fogo do Amor.
A Unidade é indissociável do Amor, caso contrário não é mais o Amor, mas um amor condicionado ou condicional, um amor de circunstâncias e não um Amor espontâneo e evidente.

Tudo isso vocês têm ouvido de diferentes formas e têm vivido de diferentes modos.
Hoje, nessa fase de Obra no Branco, realiza-se, como vocês sabem, ao nível alquímico, a última etapa, que é bem mais do que uma sublimação. Essa Obra no Branco corresponde, também, ao que foi nomeada, pelo Comandante dos Anciões, a ATRIBUIÇÃO VIBRAL.
Vocês não estão mais no período das escolhas, vocês estão no período da manifestação das suas escolhas.
Tudo isso foi longa e amplamente desenvolvido, mas é bom atualizá-lo.
É bom, hoje, nesse casamento místico, quaisquer que sejam os nomes que vocês atribuam, quer seja a Graça, quer seja uma Celebração, quer seja um Feminino Sagrado, tudo isso apenas representa, em definitivo, a atualização, ou não, da Unidade, aquela que é possível viver nesse mundo como Esposo ou Esposa de CRISTO ou como Absoluto.

A Unidade também muda o conjunto de seus mecanismos assim como lhes falou o Comandante dos Anciões, mas isso é evidência.
Se vocês não veem claro em si mesmos, olhem simplesmente, entre os escritos e testemunhos, aqueles de seus irmãos e irmãs que os precederam, bem antes dessa época particular, quer seja em meu tempo ou antes, quer seja no Oriente como no Ocidente.
A Unidade pode manifestar-se de diferentes modos, ela pode ser declamada em poemas, como um dos Anciões nomeado RÛMI; ela pode ser conceituada, para não descriar algo, mas tentar transmitir a evidência desse Silêncio da Unidade.

Hoje, essa Unidade dá-lhes a ver, por uma iluminação, por vezes, cada vez mais violenta para vocês ou para os outros, e cada vez mais perturbadora ou, ainda, estabilizadora, do Amor e de seu lugar no Amor.
Vocês sabem, vocês são todos liberadores, mas vocês mesmos estão liberados?
Isso não é um jogo de palavras.
Ser liberador quer dizer liberar os outros.
É uma doação de si ao Amor e para o Amor.
É a doação da Graça que vocês partilham com outro Coração.
Hoje, é claro, a Luz pergunta-lhes, e vocês a isso responderam ou responderão: «Quem é você?».

E, através do que vocês vivem, não em um hipotético futuro, não em uma hipotética data, mas no instante, no instante de sua carne e de sua consciência, posicionam-se em vocês elementos que lhes dão a ver, tanto em vocês como para os outros de seus irmãos e irmãs, aí onde vocês estão e onde decidiram estar, porque não há qualquer possibilidade de erro de referência, mesmo se isso que vocês nomeiam personalidade possa, ainda, talvez, debater-se no que ela crê não reconhecer ou não aceitar.
São apenas convulsões que, eu diria, finais, que nada são em relação à Eternidade e que fazem apenas traduzir, em toda humildade, a falta de humildade e a falta de desaparecimento.

Então, a Obra no Branco passa também, é claro, pela Onda de vida.
Ela passa, de fato, por toda a parte no corpo.
Ela não é mais, agora, circulante.
Ela não está mais, agora, simplesmente presente em diferentes lugares, quer seja estacionada nas Lâmpadas inferiores ou voltou a subir às Lâmpadas do alto.
É bem mais do que isso.
É um espaço no qual não há mais diferenciação que, para o ego ou para o si, é apenas a ausência de possibilidade de evolução.
A alma crê-se imperfeita, e o corpo crê-se imperfeito, o que eles são nesse mundo, mas que não o são em verdade.

Tudo isso se prepara.
Vocês o vivem a cada dia, a cada respiração; tudo isso se desenrola sob os seus olhos com, por vezes, implicações e não implicações que vêm, de qualquer forma, empurrá-los, não para desestabilizá-los, mas para solicitar-lhes, de algum modo, para que entrem, ainda mais, em vocês, porque a única verdade está em vocês, ela não estará, jamais, nas minhas palavras nem nas palavras de CRISTO, mas, sim, nesse contato silencioso, esse Reencontro silencioso e esse Casamento silencioso.
Porque assim que existam palavras, há doença, porque, assim que haja Silêncio, há a Plenitude da Unidade.

É nesse sentido que, já há mais de um ano, nós os convidamos a voltar-se para si mesmos no Silêncio, quer vocês estejam sós ou em grupo, a não mais expor-se, a não se manifestar mais do que o necessário, nesses momentos, o que é a personalidade que vocês são, no entanto, bem útil, quer seja através de seus conhecimentos, quer seja através de suas atividades nesse mundo, mas que não são de qualquer utilidade para ser a Luz, mesmo que vocês a tenham recebido, mesmo que vocês a deixem passar através de vocês, com a maior das transparências.

Ser a Luz não é, unicamente, viver a Luz, ser unitário não é, unicamente, reivindicar a Unidade, mas é prová-lo, tanto por seus pensamentos, por suas palavras, como por seus silêncios ou, ainda, por seus sonhos ou por suas vibrações.
Na Unidade não há lugar para a menor emoção.
Na Unidade não há o menor lugar para a mínima agitação.
Na Unidade não há qualquer lugar para o carma.
Não há qualquer lugar para o passado nem para qualquer futuro.
É nessa condição que a própria Unidade torna, ela mesma, o Absoluto.
Mas, enquanto a Unidade não tenha vivido sua própria rendição a si mesma, há, ainda, fragmentos, há, ainda, pedaços, há, ainda, resistências.

Isso vocês o vivem, vocês o sentem, ou não, conforme onde vocês estão, e aí onde vocês estão é a sua atribuição, porque não há evolução, se assim é a sua vivência. Porque seria necessário mover o que quer que seja para melhorar o que quer que seja?
Esse tempo foi um tempo.
Não é mais desse tempo para o instante presente.
As leis de seu aprendizado, mesmo dadas no que foi nomeado «Autres Dimensions», não têm mais curso agora.

Descobrir a Autonomia e a Liberdade e viver a Unidade é transcender tudo isso, não como um erro, mas bem mais como um apoio que lhes permitiu não se enganar, ver claramente em si como ao seu redor, mesmo se possam, ainda, existir períodos e momentos de confusão.
Dessa confusão, dessas hesitações, sairá algo de bem mais amplo, na condição de que vocês aí não acrescentem sua pitada de sal à percepção imediata do que é vivido.
É isso, também, ser observador.
É deixar desenrolar-se o que deve desenrolar-se, não como em um fatalismo ligado à personalidade ou uma demissão ligada à personalidade, mas, bem mais, como uma Transcendência total da forma, dessa forma e dessa consciência.

Aí estão algumas palavras que fazem apenas completar, como sempre, o que eu pude dizer durante esses anos ou durante as comunhões que nós temos vivido.
Vocês devem ir além de si mesmos, mas não vejam isso como um deslocamento, mas, bem mais, como a ausência de todo movimento.
No Samadhi o mais intenso, tal como eu pude viver durante minha jovem idade, tal como o viveu minha irmã MA, vocês são absorvidos inteiramente, na integralidade, nesse contentamento.

 É ai que se encontra, ao mesmo tempo, o lugar de repouso, mas, também, o lugar do Amor, para que esse Amor não seja limitado a esse lugar, mas torne-se a totalidade de quem vocês são.
E para isso, não há alternativa que não a de desaparecer, de renascer para a verdadeira Vida, de deixar, como disse CRISTO, «os mortos enterrarem os mortos», porque aqueles que estão mortos decidiram-no, porque eles têm necessidade de ainda mais fragmentação, mais evidência para ter apoio ainda mais abaixo (isso é uma imagem), antes de voltar a subir.

Viver sua vida ou deixar viver a Vida tem implicações profundamente diferentes.
A dualidade puxa-os à dualidade, ao julgamento, à discriminação, à vigilância.
A Unidade remete-os à Simplicidade, à Evidência e à Graça, na qual cada evento que sobrevenha, tanto no interior como no exterior, é vivido, qualquer que seja a intensidade, a alegria ou a dor, como evidência do que deve ser.
Então, efetivamente, como os Anciões aí os conduziram, é necessário primeiramente, ver-se, ou seja, observar-se, em seguida, tornar-se a testemunha do que é observado e, em seguida, mesmo a testemunha desaparece com CRISTO, porque nada mais há a testemunhar nesse mundo que se torna limpo, por sua única Presença, de seu próprio testemunho.
Isso vai além das palavras, vai além dos papéis, vai além de todo desvio.

O Amor é, ele não tem necessidade de outra coisa alem de ser.
Não há, acima de tudo, necessidade de vocês porque vocês o são.
Então, apreendam bem que os combates contra si mesmos, que os combates contra seus defeitos, qualquer que seja o combate que vocês pensem em conduzir, nenhum combate leva-os a CRISTO.
O caminho o mais direto e o mais seguro é a Humildade, porque ela, essa Humildade, não passa pela cabeça, em momento algum, porque a Humildade não pode nascer que não no peito e em nenhuma outra parte. Nenhum conceito, nenhuma ideia, nenhuma emoção, nenhuma justificação pode conduzir a isso.
Proponhamos e vivamos ainda um instante de fusão.
Eu sou GEMMA GALGANI.

… Silêncio…
... Silêncio...

Eu sou GEMMA GALGANI, a Estrela Unidade.
Com todo o meu Amor.
Que a Paz, a Luz e a Eternidade sejam seu eterno presente.
Até breve.
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