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26 de out de 2008

RAM – 26 de outubro de 2008

DO SITE AUTRES DIMENSIONS

Eu sou RAM.
Eu venho falar primeiro.
Recebam a paz.
Recebam a Unidade.

Assim, eu espero que vocês tenham apreendido a importância do silêncio, a importância da atitude interior prévia à vivência da Unidade.

Viver ou aproximar-se da Unidade é algo de profundamente transformador, que afeta a totalidade de seus modos de vida, a totalidade de seus modos de percepção, a totalidade de seus modos de respostas ao ambiente.

Vamos continuar, se efetivamente quiserem, a nos aproximarmos ainda mais desse estado de ser que eu qualificaria de completo, de inteiro e de transparente.

Tendo feito essa experiência, vocês devem doravante manifestar um grau de lucidez muito mais importante do que antes de viver isso.
Eu gostaria de propor-lhes e prescrever-lhes certo número de regras.
Essas regras são ajustes de seus comportamentos, de suas atitudes e de seus modos de funcionamento.

Tocar isso com o dedo ou com a alma implica uma noção de responsabilidade em relação a isso.
Tendo vivido isso, vocês estão aptos, doravante, para compreender e para discernir o que não decorre disso.
Tudo o que os afasta disso é contrário ao seu bem.

Em primeiro lugar, quando vocês se afastam disso, o que acontece?
Seu humor muda, seus pensamentos entrechocam-se, sua lucidez escurece, criando um sentimento de falta, criando emoções contrárias a isso.

Aproximar-se da Unidade e dela afastar-se, ainda que apenas por um instante, é voltar a mergulhar na divisão, na separação e no sofrimento.

Vocês devem aprender, e domar, a fim de superar os pensamentos, os humores, as emoções que procuram afastá-los do que vocês são.
O que vocês são não é um humor, o que vocês são não é uma emoção.

Vocês devem distanciar-se do que emerge de sua consciência que poderia afastá-los da Unidade.
Em primeiro lugar, dos pensamentos que os atravessam.
Vocês têm a impressão de que eles vêm de vocês.
Eles vêm de uma parte de vocês que não é Unidade, mas divisão.

Aquilo que vocês viveram, aproximando-se da Unidade, não pode misturar-se com o julgamento.
A transparência e a lucidez vão de par com a Unidade.

As armadilhas que fazem obstáculo a essa transparência e a essa Unidade não vêm do exterior, mas do interior, não de sua interioridade, mas, entretanto, de camadas que lhes pertencem.

A Unidade vivida, aproximada, pressentida, impõe praticar exercícios regulares diários.
Não se trata, no entanto, de uma ascese, mas de uma colocação na Luz, quando desses exercícios, do que faz obstáculo ao retorno disso.
É um momento privilegiado, momento em que as energias e a consciência reúnem-se para preceder o que vocês chamam sono.

O sono é esquecimento, para o comum.
O sono é Unidade, para o neófito.

Entretanto, nesse momento precedente ao sono encontra-se um espaço específico de colocação na transparência.
A colocação na transparência necessita extirpar de vocês os elementos e as manifestações de seu dia, contrários ao estado de Unidade.

Isso pode ser tanto uma disputa, como um ato que não vai no sentido da Divindade, como maus pensamentos.
Eu entendo por mau pensamento todo pensamento que não é voltado para a Unidade.
Trata-se, portanto, de pensamentos de divisão de vocês para com seus irmãos.

Os julgamentos precipitados, o julgamento rápido que vocês levam em oposição a situações, os julgamentos que vão mesmo propor-lhes dissociar e separar o bom grão do joio são também pensamentos que os afastam da Unidade.
Isso não é pensamento.

Vocês devem tomar por hábito expulsar de vocês o que foi vivido nas vicissitudes da vida que vocês vivem, que é uma vida separada, dividida, mantida pelo mental coletivo humano, pelos jogos do poder, os jogos do dinheiro e os jogos de relações entre os seres.

Esse momento privilegiado em que se praticará esse exercício é salutar para vocês.
Não é um momento longo, eu diria, que, em tempo humano, um quarto de hora é suficiente.

Chamem esse exercício como quiserem: exame de consciência, passagem em revista do que se escoou, entretanto, vocês têm à sua disposição um meio único de passar do sono do tolo ao sono do neófito.

A fase que vocês chamam sono é o momento privilegiado onde se constrói sua Unidade, a partir do instante em que esse momento não é poluído pelas atividades do dia.

Nesse sentido, o exercício que lhes proponho é destinado a permitir a esse estado de transparência estabelecer-se em vocês, sem esforços, porque, à noite, no momento em que sua consciência comum volta o olhar para o interior, nenhuma manifestação exterior (exceto as que vocês levam consigo no momento do adormecimento) pode vir perturbar o que acontece.

Esse exercício é, certamente, aquele que lhes permitirá, ao mais exato e ao mais próximo, aproximar-se disso.
Esse exercício é essencial.

Tentem fazê-lo, ainda que por apenas alguns dias, e vocês constatarão, de modo evidente e espetacular, as mudanças que ocorrerão em seu dia seguinte.

Os humores, as variações do humor os deixarão.
Os momentos de dúvidas, os momentos, portanto, de julgamentos entre o bem e o mal os deixarão.
Vocês terão a impressão de renascer a si mesmos, descontaminados de tudo o que os impedia de serem claros e transparentes para consigo mesmos e o mundo.

Esse exercício é, certamente, o mais eficaz, aquele que demanda menos constrangimentos para aproximarem-se da Unidade.

Em qual momento vocês viverão na Unidade?
A partir do momento em que, durante o conjunto de um de seus dias, vocês se aperceberem, na chegada da noite, que nada mais há a retirar, a limpar, e vocês se aperceberão que seu humor foi o mesmo desde o levantar do sol até seu deitar.
Naquele momento, vocês entrarão na transparência.

A transparência é humildade.
A humildade não pode julgar.
A humildade está além das capacidades de discernimento.

O exercício proposto pode parecer, à primeira vista, manter a dualidade, uma vez que, quando desse exercício, vocês rejeitam o que é mau para permitir unicamente ao que foi julgado bom invadir suas noites.
Mas a finalidade desse exercício é, obviamente, chegar a mais nada discernir.

Chegará um tempo em que toda ação de seu dia será destacada, no sentido próprio como no figurado, de qualquer reação.
Naquele momento, isso se tornará, para vocês, evidência de que nenhuma de suas ações é uma reação e que nenhuma de suas ações provoca reações.

Vocês são, assim, subtraídos, por seu estado de transparência, da lei de carma.

Agora, na vida de todos os dias, como isso se manifesta?
A primeira palavra que vem é o não julgamento.

Quaisquer que sejam os seres, quaisquer que sejam as situações, quaisquer que sejam os eventos que vocês geram ou que lhes chegam, a transparência daquele que vive na Unidade aparece como evidência.
Não há mais dúvidas.

Existem dois estados diametralmente opostos, onde a dúvida não pode mais interferir.
O primeiro caso é aquele da evidência da Luz e da Divindade.
Quando vocês entram nessa evidência, obviamente, tudo se torna evidência.

Seu oposto é a ausência total de Luz que, ela também, acompanha-se de um estado de evidência que não é sustentado pela humildade, mas pela arrogância.
Isso concerne ao que foi chamado, vulgarmente, as forças do mal ou da Sombra.

A Sombra não se importa com a Luz.
A luz que se ocupa com a Sombra não é a Luz, é apenas o reflexo da Luz.
O reflexo da Luz é criado pelo mental e não pela própria Luz.

A Luz, enquanto limita-se a um brilho, a um resplendor, não é a Luz.
A Luz é, antes de tudo, evidência que vai traduzir-se, por sua vez, em sua vida, pelo não julgamento (que não é uma vontade, mas um estado), por uma humildade, por uma bondade.

Quando vocês tocarem, ainda que apenas por algumas horas de seus dias, esse estado de evidência, nada mais será como antes, porque vocês saberão, de maneira perfeita, que, naquele momento, vocês tocaram a Essência do que vocês são.

Tendo feito uma primeira experiência, bastará, após, perseverar no caminho da evidência.

Mas atenção: quando vocês entram na evidência, quando vocês estão nela, o olhar de seus irmãos não será jamais um olhar de bondade, mas um olhar de julgamento, porque vocês escapam, quando entram na evidência, ao mundo deles e ao mundo de funcionamento deles.

Assim, não se deixem abater pela perseguição que pode atingi-los, via seus irmãos.
A Luz, como a Sombra a mais total, incomoda.

O ser humano é uma mistura de Sombra e de Luz em manifestação.
Enquanto essa mistura persiste em sua oscilação de uma à outra, tudo vai bem em suas relações sociais, seja a paz ou, efetivamente, a guerra.
Há uma lógica.

Quando vocês entram na evidência, vocês se tornam aquele que é preciso crucificar, porque escapa ao esquema habitual distorcido de funcionamento.

Assim, não se surpreendam se, aproximando-se dessa evidência, o ambiente venha agredi-los, feri-los, tocá-los e pareça querer destruí-los.
É a prova mesmo de que vocês entraram na evidência e na Unidade.

As palavras empregadas mais frequentemente por aqueles que não estão na evidência serão, obviamente, julgamentos de valor que denigrem o que vocês são, sob pretexto de ilusão, sob pretexto de discernimento, sob pretexto de que vocês estão incomodando.
Isso não deve perturbar seu estado de evidência.
Isso pode ser profundamente desestabilizador nos primeiros tempos.

Eu os advirto, portanto, não contra vocês mesmos, quando vocês se aproximam desse estado, mas contra o resto do mundo que pode, num primeiro tempo, antes que vocês passem num modo de funcionamento muito mais sincrônico e unitário, parecer agressivo, tanto através de seres desconhecidos, mas, infelizmente, o mais frequentemente, através de seres amados.

Nada é pior para um ser humano na dualidade do que ver um próximo amado ir para a Unidade, porque isso significa, para aquele que permanece na dualidade, abandono e ruptura e, no entanto, não é nada disso.

Entretanto, a transparência, o estado de evidência incomoda e perturba.

Aí está o obstáculo que vocês deverão superar entrando nessa evidência.

Eu atraio sua atenção nisso porque é o que alguns de vocês viverão nos meses que seguem.
Então, ontem, quando de minha vinda anterior, tentei conceituar e fazê-los viver em consciência isso.

Um dos governantes do Intraterra deu-lhes ferramentas para permitir-lhes aproximarem-se dessa dimensão e vivê-la, alguns de vocês.

Assim que vocês tiverem integrado (e não compreendido) o mecanismo disso, tornar-se-á cada vez mais fácil estabelecer esse estado de transparência e de evidência, quaisquer que sejam, eu os lembro, as oposições exteriores.

Vou propor-lhes, se estão de acordo, antes de dar-lhes a palavra para os questionamentos em relação a isso, graças não unicamente à minha presença, mas à presença também de uma qualidade específica elementar chamada fogo, através de um processo de radiação desse estado de evidência, ir ainda mais próximo da Essência.

Se vocês o desejam, vamos acolher, no silêncio, esse estado de evidência ligado à presença conjunta de minha presença e da presença do fogo.

Então, se efetivamente o querem, vamos, juntos, viver isso.

... Efusão de energia... 

Bem amados irmãos, vamos agora abrir um espaço de interrogações sobre o que acabo de instruí-los.

Questão: no exercício da noite, que se faz dos pensamentos que se deseja evacuar?

Contemplá-los, discerni-los, basta para fazê-los desaparecer.
Não é questão de lutar contra, de destruí-los com a Luz, o que seria apenas um processo mental.
É questão, simplesmente, que a consciência deles esteja consciente.
Isso basta.
O trabalho de extirpação desse mal far-se-á automaticamente durante sua noite.

Questão: pode-se fazer a mesma coisa progressivamente e à medida que esses pensamentos apresentam-se?

De modo algum.
Isso iria mesmo no sentido contrário, ou seja, de reforço.

Por mecanismos fisiológicos e energéticos precisos (dos quais para nada serve sobrecarregar-lhes sua cabeça), esse trabalho, esse exercício será plena e totalmente eficaz se é feito no período que eu dei.
O que quer dizer que, mesmo frente a uma raiva face a uma pessoa (verbalizada ou não), um trabalho de perdão em relação a essa pessoa ou a essa situação, efetuado mesmo imediatamente após que aquilo aconteça, reforçaria a divisão.

Questão: esse exercício pode ser feito durante o dia?

Não.
Eu efetivamente precisei o momento.

Questão: qual é o melhor meio de reagir em relação às reações eventualmente negativas do ambiente?

Sobretudo não reagir e tentar permanecer nesse estado de transparência e de evidência.
A influência positiva pode, obviamente, existir, porque o estado de transparência e de evidência, do que se instala duravelmente, tem um poder altamente transformador.

Mas a primeira reação daquele que for confrontado, em seu estado dual, a esse estado, será a oposição.
Não pode ser de outro modo, mesmo se, a posteriori (esse a posteriori podendo sobrevir rápida ou lentamente, após o evento) isso possa transformar-se, porque o estado de transparência e de evidência é um estado de Luz real que vem colocar na Luz e exacerbar os «defeitos» daquele que é dual.

Questão: o relógio biológico de cada um sendo diferente, é importante que essa fase de adormecimento seja após o cair do sol?

Esse é o elemento capital.
Quando o sol, reflexo da Luz, desaparece, vem o momento da reflexão da Luz, que é a fase lunar.
É o momento em que se pode ver, revelar e tratar o que aconteceu.

Questão: como facilitar a reminiscência dos elementos divergentes quando desse exercício?

Um simples exame superficial de seu dia pode evidenciar uma multidão de elementos não claros.
É impossível, mesmo a um nível mais grosseiro da consciência, não vislumbrar, quando desse exercício, ao menos alguns elementos duais.

Um momento, por exemplo, em que vocês não disseram o que pensam.
Um momento em que seu humor mudou, pela reação, tanto ao nível dos seres como das situações que vocês encontram.

Num primeiro tempo, vocês não têm interesse em ali passar horas porque, se vocês precisassem passar à noite o conjunto dos elementos duais que viveram, seria necessário reviver inteiramente seu dia, os momentos de Unidade estariam quase ausentes.
Basta apreciar alguns, os mais grosseiros, num primeiro tempo, e a purificação far-se-á pouco a pouco.

Questão: pode-se associar a esse exercício técnicas de respiração?

Isso me parece supérfluo e mesmo, por vezes, nefasto.

Deixem agir na confiança sua consciência noturna: isso é o mais rápido, o mais simples e o mais eficaz.

O Pranayama ou outras formas de yoga vão provocar resistências e cristalizações no corpo, em particular ao nível dos órgãos sensíveis às emoções como o fígado, o baço e os intestinos.

Questão: as técnicas de respiração que ativam o fogo interior não poderiam então fazer-se à noite?

Não.
Vocês confundem a realização da revisão de consciência, associando à respiração, às técnicas de respiração, que são totalmente independentes disso.

São vocês mesmos que associaram respiração e exercício de exame de consciência.
Eu lhes disse que isso era nefasto, porque provocaria cristalizações.
Eu não falei, agora, da respiração pela respiração.

Questão: pode-se usar cristais durante esse exercício?

Isso não incomoda.
Pode mesmo ajudá-los a reforçar, ao mesmo tempo, a transparência, a evidência e a Unidade e ajudá-los a aproximarem-se disso antes de adormecerem.

Questão: e no caso de pensamentos ou ações recorrentes, isso não arrisca cristalizar mais?

Eu efetivamente falei de eventos ocorridos no dia.
A partir do momento em que não se trata de eventos, mas, portanto, de um traço específico como, por exemplo, a mesma emoção ou o mesmo comportamento reproduzindo-se dia após dia, este não deve fazer parte do exercício.

Eu esclareço que se trata de eventos novos de seu dia.

Se, por exemplo, vocês devem enfrentar todos os dias a mesma situação, com o mesmo ser, isso significa que vocês são estúpidos, porque basta, naquele momento, deixar essa pessoa ou essa situação.

O próprio fato da reprodução da situação, da emoção ou da dualidade com uma pessoa está simplesmente aí para mostrar-lhes que, com relação a esse elemento preciso, vocês estão em contradição total com a Unidade.

Questão: como tomar uma decisão sem estar no julgamento?

Isso é impossível enquanto vocês são duais.
Isso se tornará possível a partir do momento em que os momentos de clareza, de evidência de transparência forem cada vez mais numerosos.
Não se preocupem com isso, será necessariamente evidente a um dado momento.
É o que eu chamava de uma ação privada de qualquer reação.

Questão: você falou de um estado temporário, antes que a Unidade seja vivida de maneira unitária e sincrônica. Há patamares nesse processo?

Isso é eminentemente variável segundo seu destino, eu diria, no sentido amplo.

Para alguns seres basta um momento, uma experiência unitária para ali entrar de maneira definitiva.
Para outros, será necessária uma sucessão de momentos que se acumulam e se associam uns aos outros.
Cada caso é diferente.

Questão: qual diferença você faz entre ego e arrogância?

O ego é uma pequena arrogância.
Todos os seus movimentos de dualidade, de conflitos, de reações são apenas manifestações do ego e, portanto, sujeitos à lei de ação e de reação.

Compreendam, efetivamente, que eu tento colocar palavras no que é dificilmente traduzível em palavras, porque se trata de um estado e não de uma experiência.
Mesmo que esse estado não dure, ele participa, entretanto, de um estado.
Nesse estado de ser, de evidência e de Unidade, a certeza interior acompanha-se da humildade e, sobretudo, da Luz interior.
O que não é o caso da arrogância, que é ausência de Luz.

Questão: qual diferença você faz entre um estado estável e um estado instável?

Um estado estável é um estado realizado.
Um estado instável é um estado em que vocês vão recair na dualidade.

Questão: esse estado unitário pode ser vivido na vida quotidiana?

Se não há adequação entre seu estado de transparência, de Unidade e seu quotidiano, mudem de quotidiano.
Tudo depende de sua força de alma.

Se sua transparência é obstruída pelo ambiente, ou vocês mudam de ambiente, ou vocês são suficientemente fortes para transformar o ambiente.

Mas, a partir do momento em que o ambiente é vivido como um incômodo, isso basta para fazê-los sair da transparência.

Vocês são mais fortes do que o ambiente ou não?
Vocês são capazes de manifestar essa evidência e essa transparência, quaisquer que sejam as circunstâncias exteriores, sabendo que, quaisquer que sejam as reações iniciais à sua passagem na Unidade do ambiente (humano ou não humano), isso será vivido num modo agressivo, como uma agressão?
Essa é a etapa inicial.

Agora, se esse estado de atrito dura, isso se junta a certa forma de estupidez.
Como vocês podem hesitar um milionésimo de segundo entre a evidência, a transparecia e a Unidade que vocês tocam e o mundo dual?
Isso significa que este conserva, para vocês, atrativos que vão colocá-los no sofrimento.

Quando vocês tocam esse estado, nada mais pode ser como antes.

Cabe a vocês tomar, em lucidez, em toda clareza, as decisões que se impõem.

Se vocês me respondem que não podem mudar, que as situações não podem ser mudadas, que os seres não podem ser mudados, isso significa que vocês não estiveram suficientemente longo tempo nesse estado de transparência.

Questão: esse estado de transparência provoca, portanto, a paz e a evidência nas decisões a tomar?

Sim.
Enquanto seu julgamento é perturbado, enquanto suas decisões não são claras, vocês não estão totalmente na transparência.

Vocês talvez viveram o estado, mas ele não está instalado.

Entretanto, a lembrança desse estado será sua incitação permanente para avançar.
Há, efetivamente, um antes e um depois.

Questão: pode-se imaginar um casal, ou mesmo uma família, na transparência?

Se isso existisse realmente, fosse verdadeiro, a face do mundo estaria mudada.

A relação a dois, a mais transparente e a mais autêntica que seja, comporta, necessariamente, uma parte de Sombra porque, se não houvesse essa Sombra, essa relação não teria qualquer sentido para existir.

Suas relações inter-humanas são todas sujeitas à ação/reação.
Mesmo as relações mais nobres indo ao sentido da transparência comportam uma parte de Sombra que mantém a relação.

Por que jamais se viu um grande mestre, grandes personagens transparentes, realizados, mestres ou instrutores, viver lado a lado, juntos?
Não tendo zona de Sombra neles, não pode haver relação no sentido humano, há uma relação no sentido espiritual, mas que não se importaria com um relacionamento humano.

Questão: o que é de Ma Ananda Moyi e de seu companheiro?

Seu companheiro não estava na Unidade, ele acompanhava e, para acompanhar, é preciso permanecer na dualidade.

Questão: o que é de Mãe e Sri Aurobindo?

São certamente as pessoas que mais se aproximaram dessa relação final que é a ausência de relação.
Há, nas diferentes tradições, exemplos tão fortes como aqueles que vocês chamam Mãe e Sri Aurobindo, por exemplo, São Francisco de Assis e Santa Clara, que eram o que se chamam as chamas gêmeas que tinham uma concordância de visão e de estado, mas estavam separados na realidade de suas vidas, cada um em sua casa, em si, ao mesmo tempo estando conscientes da relação espiritual e, portanto, unitária, para além do humano.

Questão: um mestre Kriya teria atingido a realização estando em casal?

Ele atingiu, mas será que sua família atingiu?
Eu jamais disse que o ser realizado deve necessariamente deixar o ser dual com quem ele vive.

O ser dual pode ser, em alguns casos, um companheiro ou uma companheira que mantém certo número de proteções e que permite, por seu sacrifício, a realização do outro.

Questão: como saber se se está frente a uma chama gêmea?

O reencontro com a chama gêmea é um abrasamento de tipo fogo ao nível da alma e do Espírito ao qual pode participar, ou não, o corpo, segundo as idades e as possibilidades de acasalamento, ou não.

O importante não é tanto a vivência, mas a revelação.

A chama gêmea está além das outras convenções, dos outros reencontros.
O reencontro da chama gêmea está ligado aos reencontros da Unidade e não aos reencontros do outro.

Vocês saberão quando estão frente a uma chama gêmea quando viverem o abrasamento do coração, para além de toda relação de vida, de toda relação de casal, de fusão ou outra.
É um reencontro, e nada mais, que este possa ou não traduzir-se por uma realidade de vida, o que é raramente o caso.

Questão: a chama gêmea está no mesmo caminho, com as mesmas afinidades?

Não há relação de chama gêmea ligada a afinidades.

O reencontro da chama gêmea é uma evidência que absolutamente nada tem a ver com caminhos, afinidades ou o que vocês chamariam coisas em comum.
É a colocação frente a si mesmo com o outro si mesmo que cria o abrasamento do coração, e é tudo.

Questão: o reconhecimento da chama gêmea é imediato?
 
Não sempre.
Pode ser para um, e completamente negado pelo outro, por medo.
Mas isso não tem importância alguma porque, quando o abrasamento ocorre, ele produzir-se-á necessariamente no outro.
Não pode ser de outro modo, mesmo se as pessoas não se revejam mais.

Questão: esse reconhecimento se faz no momento em que há reencontro físico?

Não há, necessariamente, revelação do princípio de chama gêmea.
Isso pode ocorrer a um dado momento, que pode ser bem ulterior, porque há certo número de véus e de proteções que foram colocados para evitar esses reencontros, porque induz a uma reconexão ao Espírito antes de sua divisão.
É preciso suportar o fogo e a potência que isso representa.

Questão: o que acontece se não se é capaz?

Nada.

Questão: a chama gêmea pode ser do mesmo sexo?

É claro, mas necessariamente um dos dois encarnará o pólo masculino e o outro o pólo feminino.
Eu não falo de sexualidade.

Questão: qual diferença você faz entre chama gêmea e alma irmã?

Não é uma diferença, é um mundo.

Uma alma irmã é uma alma com a qual você caminhou a um dado momento, para uma missão precisa, espiritual ou não, e com quem vocês reencontram.
Aí há, efetivamente, coisas em comum e dualidade, necessariamente.

Enquanto, na relação com a chama gêmea, não pode haver dualidade.
Pode haver oposição e separação naquele momento, mas há, entretanto, abrasamento, ao menos para um dos dois.

As almas irmãs são ligadas no plano cármico e, portanto, mantêm a dualidade.
A alma irmã, quando do reencontro, dá um sentimento, um desejo de posse, mesmo num centro exaltado e altruísta, mas isso permanecerá sempre uma posse.

Questão: reencontra-se sempre a chama gêmea na encarnação?

Absolutamente não.
É um processo extremamente recente, que é possível apenas em final de ciclo, bem após, obviamente, a criação dessas duas chamas gêmeas.
Mas isso não é absolutamente obrigatório.
Eu diria mesmo que é um processo extremamente raro, porque ele induz a tais choques que, geralmente, um ou os dois seres não podem encaixar-se.

Questão: o exercício de exame de consciência se junta à noção de abertura de coração?

É profunda e diretamente religado.

Não temos mais perguntas. Agradecemos.

Então, bem amados irmãos, eu lhes proponho, ainda uma vez, viver o silêncio e aproximarmo-nos juntos disso.

... Efusão de energia... 

Sejam abençoados.
Recebam minha gratidão.
Eu lhes digo até breve.

__________________
Compartilhamos estas informações em toda transparência. Obrigado por fazer do mesmo modo, se deseja divulgá-lo, reproduza a integralidade do texto e cite sua fonte: http://www.autresdimensions.com/.

Versão do francês: Célia G. http://leiturasdaluz.blogspot.com/

25 de out de 2008

PROTOCOLO A PRATICAR - APREENDER SUA ESSÊNCIA

DO SITE AUTRES DIMENSIONS


Transmitido pelo Intra-Terra
25 outubro 2008

Para acessar o Coração da Existência
Para facilitar a reversão, prévia necessária ao retorno à Unidade

• Deitar-se.
• Colocar todos os cristais seguintes, ao mesmo tempo, sobre os pontos correspondentes.
• Permanecer assim durante 1 a 2h, gravando toda manifestação (vibratória, visual, sensorial).
• Pode-se refaser em seguida, em consciência pura, sem os cristais (concentração, visualização ...)

Ponta do esterno, apêndice xifóide
Passagem da personalidade à Essência – Na tradição Cabalística: Sephirot Tipheret (Beleza - Glória - Sol)
1 Turmalina melancia

Chacra do coração
Centramento sobre a dimensão do Coração, no sentido espiritual
1 Rubi

Alto do esterno (protuberância sobre a parte central do esterno)
Irradiação da divindade levando ao « instase » e ao êxtase – Na tradição taoísta: Câmara de Jade ou Interior
1 Berilo de água marinha

Sob a 5ª vértebra dorsal, ao nível das costas do coração
Porta posterior do coração por onde penetram os nutrientes no coração – Na tradição taoísta: o caminho do Espírito
1 Cristal Fonte (ponta para o alto)

2º espaço intercostal - 1 mão na vertical do mamilo
Chacra de enraizamento da alma e chacra de enraizamento do Espírito – Na tradição taoísta: a Casa do Tesouro
À direita: 1 Rodonita
À esquerda: 1 Quartzo fumé (o sentido da ponta não importa)

Chacra da garganta, na sua parte baixa, no «ôco»
Comunicação em todos os planos
Ponto de reversão
1 Lapis-lazuli

Entre o pomo de Adão e a ponta do queixo
Na tradição taoísta: a Janela Celestial
Na tradição Cabalística: a Porta do Insondável - Daath
1 octaedro de fluorine (azul ou verde)
_______________________________
Compartilhamos essas informações em toda transparência. Agradecemos de fazer o mesmo, se a divulgarem, reproduzindo integralmente o texto e citando a fonte: www.autresdimensions.com.
Versão do francês: Célia G.

RAM – 25 de outubro de 2008

DO SITE AUTRES DIMENSIONS

Eu sou RAM.
Recebam a paz.
Recebam o silêncio.
Eu volto hoje com vocês, ao redor de vocês, e em vocês, a fim de penetrar mais profundamente o sentido e o mistério do que vocês são e do que vocês fazem nesta dimensão, nesse estado específico de manifestação de sua Luz, nesta experiência de encarnação e de separação.

A porta de saída da fragmentação, a porta de saída do sofrimento, que é o companheiro da encarnação, a chave mesmo dessa superação, está localizada num espaço preciso de seu ser, chamado centro.
Nesse centro, reina o silêncio.

Aí está porque, a cada uma de minhas intervenções, eu insisti no silêncio, porque o silêncio exterior faz ressonância com o silêncio interior.

A vacuidade dos sentidos introduz e permite a manifestação da Essência.
Nesse espaço chamado centro encontra-se o bálsamo e a revelação de todas as discórdias, de todos os sofrimentos individuais e coletivos.
A verdade, a solução, encontram-se nesse espaço.

Esse espaço está fora do tempo, ele não se importa com seus jogos e com suas construções, ele não se importa com seus papéis, com seu sexo, com sua idade.
Ali está alojada a felicidade, a Fonte da eternidade, sua eternidade.

Aquilo que se pode descrever não é isso.
Aquilo que eu posso exprimir não é isso.
Aquilo que eu posso irradiar não é isso.
Aquilo está para além das palavras, para além das definições, para além da vibração, também para além do silêncio.

Aquilo passa de vibração, passa de imagens, passa de emoções, está além da manifestação, mas tudo está em vocês, isso também.

Viver isso é aceitar morrer para o pequeno eu, para as ilusões, para o medo.
Isso engloba a Luz, mas está para além da Luz.

O termo, que não é isso, mas que mais se aproxima, seria a palavra vacuidade.
A vacuidade é quase isso.
Essa vacuidade não é completamente a vacuidade, uma vez que ela engloba também a plenitude.
Engloba a consciência, mas está para além da consciência.
A dissolução participa disso.
Isso está para além do objetivo, uma vez que inscrito no atemporal, inscrito no infinito ao mesmo tempo como no indefinido.
Está para além do finito, para além da forma e, no entanto, inscrito na forma.
É também um estado para além da finalidade.
Esse é o mistério.

Isso é chamado Shanti Nilaya, mas está para além de Shanti Nilaya.
Shanti Nilaya é a morada de paz suprema.
A morada de paz suprema é uma aproximação disso.

A ambiguidade vem do fato de que isso está para além das palavras, para além do possível da manifestação.

Isso necessita despojar-se de seus hábitos da materialidade, de seus hábitos emocionais, de seus hábitos mentais e mesmo de seus hábitos causais.

Isso é felicidade, mas a felicidade está efetivamente aquém disso.

Vocês compreenderam, isso está para além das definições.
Está para além da compreensão.
Está para além do ser e, no entanto, inscrito no ser.

Isso está para além da Luz e, no entanto, a Luz é disso uma manifestação.

Eis agora isso no silêncio.

... Efusão de energia...

Querer aceder a isso os afasta disso.
Qualquer desejo afasta-os disso.
Isso está para além do humano, mas inscrito no humano.

Aproximar-se disso, vislumbrar isso em Espírito, confere a invulnerabilidade porque, aproximando-se disso, tudo se resolve.
Aproximando-se disso permite, ao conjunto da criação, crescer na eternidade.

Dirigindo-se para isso sua vida humana tornar-se-á límpida, lúcida, clara.
Bastaria que uma centena de seres chegasse a isso para que o conjunto dos mundos criados e não criados mudasse de percurso.

Nós temos necessidade, todos (quando eu digo todos, trata-se de todas as formas de vida, em todas as dimensões), que um máximo de seres aproxime-se disso, ou mesmo viva isso.

Como eu o dizia, isso está para além da vibração, para além mesmo do silêncio.
Isso engloba, obviamente, o Amor e a Unidade.

Preparar-se para isso sem o querer consiste, simples e unicamente, em penetrar, primeiramente no silêncio, penetrar, em seguida, na vibração, até o momento em que esta desaparece, ela também, deixando lugar para o que é quase isso, ou seja, a vacuidade.

Na vacuidade, tudo o que vocês emanaram na manifestação, tudo o que criam o que vocês são, não tem mais lugar de ser.

Aproximar-se disso é o abandono supremo.
Isso necessita ao mesmo tempo humildade e coragem, a mais forte.

Eis isso no silêncio.

... Efusao de energia...

Isso é seu dom.
Isso é seu dever.
Isso cria o Amor.

Eis, portanto, o Amor.

... Efusão de energia...

Imergir-se nisso implica na dissolução de sua forma.
Entretanto, nós temos necessidade que vocês vivam isso em equilíbrio entre a forma e a não forma.

... Efusão de energia...

Permaneçamos todos juntos alguns instantes nisso, que é quase isso.

... Efusão de energia...

Manter esse estado necessita silêncio, calma, olhar interior e natureza nativa.

Recebam todos as minhas homenagens por terem aceito isso.

Vocês são abençoados.
Vocês são seres admiráveis, mesmo se não o saibam.

Vão na paz.
Recebam a graça.
Recebam a paz.
Eu os amo e digo-lhes até breve.

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Compartilhamos estas informações em toda transparência. Obrigado por fazer do mesmo modo, se deseja divulgá-lo, reproduza a integralidade do texto e cite sua fonte: http://www.autresdimensions.com/.

Versão do francês: Célia G. http://leiturasdaluz.blogspot.com/

23 de out de 2008

RAM – 23 de outubro de 2008

Eu sou RAM.
DO SITE AUTRES DIMENSIONS

Eu lhes transmito minha paz.
Recebam minha bênção.

Tive a oportunidade de exprimir-me numerosas reprises sobre o mental, sobre o silêncio, sobre a evolução.

Eu insisti longamente, em múltiplas reprises, sobre o papel do silêncio na eclosão de uma nova dinâmica e de um novo estado de consciência.

A consciência é vibração.
A consciência pode apresentar dois movimentos: contração ou expansão.
Entre os dois situa-se a estabilidade.
Do mesmo modo, ela pode involuir ou evoluir.

A consciência é vibração.
A consciência, quando expande-se, dilata-se, gera um processo de vibração.
Esse processo de vibração é percebido geralmente no corpo, em algumas zonas ou em sua totalidade.

A consciência não é linearidade.
A consciência pode ser assimilada a certo número de estratos, ignorantes uns dos outros, geralmente.

Assim, vocês estão todos aqui presentes, encarnados num corpo de carne.
Nesse corpo de carne existem a alma e o Espírito.
A vida do corpo de carne torna-se possível por uma contração da consciência.
Toda encarnação em sua dimensão é uma contração da consciência.

Vocês estão aqui para aumentar a vibração de sua consciência.
A vibração da consciência é, ela mesma, mantida e veiculada pela Luz.

Qual Luz?
Não a Luz visível, mas a Luz da alma e a Luz do Espírito.

Quando o estrato encarnado de seu corpo (que se manifesta habitualmente como personalidade dividida, separada, fragmentada) vai expandir além dos limites do estrato, a vibração vai aceder a outro estado, chamado «expansão de consciência».

De expansão em expansão vocês experimentam um mecanismo de evolução que vai, gradualmente, fazê-los tomar consciência do que vocês são, de seu lugar, de seu papel e de sua evolução.

Vocês são parcelas da eternidade, vocês são parcelas da Luz, como tal, vocês são eternidade e vocês são Luz.
Somente o jogo da contração da consciência os faz perder de vista a consciência do que vocês são.

As ferramentas diversas e variadas à sua disposição, que essas ferramentas estejam no campo do que é chamada a criação (musical, artística), que essas ferramentas situem-se no mundo da natureza (as árvores, os minerais) podem ser apoios privilegiados, chaves que podem permitir-lhes cruzar os limiares e aceder a uma consciência mais ampliada, maior.

A consciência é vibração.
A consciência do ser humano em encarnação, que busca o porquê, expande-se e vibra.
A quantidade de Luz presente nesse corpo que vocês habitam pode então crescer.
Seria, contudo, falso crer que essa expansão é linear.
Como seria igualmente falso crer que essa expansão é permanente.

Existe, na dinâmica da consciência, um momento em que, aí também, o silêncio deve ser feito.
O silêncio dos sentidos, a retirada da manifestação que ocorre quando do fim da vida de um ser humano em encarnação, passa por uma etapa transitória de parada ou subtração da consciência no mundo exterior.
Do mesmo modo, a passagem de um estado de consciência para outro estado de consciência muito maior e estabilizado.
Não se trata, aí, de uma experiência, mas de uma transformação.

No momento em que se vive a transformação, há como um processo de silêncio da consciência, quer dizer que, na busca do caminho espiritual (a busca de sua própria Divindade, que é o caminho espiritual) vocês vão, graças a ferramentas interiores como exteriores, como, por exemplo, a meditação, aumentar a quantidade de Luz presente no corpo.

Os cristais são ferramentas que permitem isso também, como ferramentas exteriores.

Todas as meditações, em todas as tradições, induzem um suplemento de alma, um suplemento de Luz e um suplemento de vibração, mas isso é do domínio da experiência, do mesmo modo que vocês podem experimentar alguns trabalhos com os cristais.

Entretanto, a passagem definitiva de um estrato a outro estrato necessita um processo extremamente preciso, que corresponde ao que se chama reversão.
A característica desse momento chamado reversão é que, naquele momento preciso, a consciência é obrigada a manifestar-se através do silêncio.
Há parada brutal da expansão.
Isso é chamado, no fim de vida encarnada, a morte.
A passagem do mundo encarnado, manifestada no mundo do Espírito, acompanha-se de uma interrupção específica da consciência.

Hoje, os caminhos evolutivos para os buscadores de Luz são profundamente diferentes, porque vocês estão em um final de ciclo.

Todo final, todo início, se preferem, acompanha-se de uma reversão e de uma parada da vibração da consciência.

Eu sei que vocês experimentaram (muitos, para alguns de vocês) os cristais, a fim de desenvolver sua consciência, a fim de trabalhar (sempre no estrato limitado em que vocês estão) com os processos de evolução de novos corpos, de novos chacras e de novas funções.
Mas isso se vive no interior do mesmo estrato de consciência, mesmo se, nesse mesmo estrato de consciência, vocês tenham a impressão de ser profundamente diferentes daqueles que não fazem o mesmo caminho.

Entretanto, vocês evoluem, absolutamente todos, no mesmo estrato de consciência.

Mas esse processo evolutivo no interior de um estrato de consciência chega a um dado momento em que a expansão deve ser parada.
Esse processo poderia ser chamado a estase.

A estase não é a parada da Luz.
A estase é o momento preciso em que tudo o que foi desenvolvido e experimentado em seu estrato de consciência, em relação com suas novas potencialidades de Luz, deve cessar para deixar o lugar livre para um novo estrato que vocês chamariam «dimensão quinta».

Em resumo, a passagem de um modo de funcionamento para outro modo de funcionamento necessita uma passagem precisa, que corresponde, de algum modo, a uma morte.
Vocês não podem aceder a isso, ao outro estrato, sem passar por esse instante de estase.

Então, eu deixaria a escolha a pessoas muito mais qualificadas do que eu para engajá-los nesse caminho, através de sua ferramenta que é o cristal.

O que eu quero que vocês retenham é que o trabalho na consciência pode ser feito no interior de um estrato, mas conduzirá sempre, na finalidade, a fazê-los bascular, pelo processo de estase, num outro estrato. b

A passagem precisa desse mundo de suas encarnações, nesse instante preciso, é uma etapa privilegiada, uma vez que ela corresponde ao silêncio da consciência e à estase.

Isso necessita, independentemente das ferramentas que possam ajudá-los, um alinhamento e um centramento total de seu ser no que ele é realmente.
O que vocês são realmente não é o que vocês dão a ver.
O que vocês são realmente não é a experiência que vocês vivem.
O que vocês são realmente deve primeiramente ser aceito e, secundariamente, integrado.

Vocês são a Luz.
O resto são apenas projeções da ausência de Luz.

O grande desafio que vocês têm a superar é compreender sua consciência como sendo linear, mesmo em seu desenvolvimento.
Vocês devem integrar, admitir e viver o fato de que a consciência não é linear.
Ela é linear em seu estrato de evolução. Mesmo quando ela se expande, ela não tem a possibilidade de cruzar o limiar que separa os estratos.
Para isso, ela deve morrer para ela mesma.

Há um momento preciso, na mecânica da consciência, que deve acompanhar-se, aí também, dessa noção de silêncio.

Eu disse há muito pouco tempo que o silêncio era a plenitude, que o barulho era o vazio e que o barulho era a avidez e que o barulho era a violência e a multiplicidade.
É o mesmo para sua consciência.

A Luz que vocês têm, ou o que vocês vão integrar em seu corpo de experiências, deve induzir a uma vibração ao nível do conjunto do que faz seu corpo e sua encarnação.
Esse processo segue um ritmo diferente para cada alma humana encarnada.

Qualquer que seja o desenvolvimento e o ritmo seguidos por essa consciência que se expande, é um momento localizável entre todos, simbolicamente: aquele em que vocês se abandonam totalmente à Luz e à sua fé na Luz, que é um guia, e que se torna o motor e a manifestação de sua vida encarnada.

Eu disse também, e repito que, após essa estase vocês devem religar-se, a fim de permitirem-se superar sua personalidade e sua individualidade, bem além do processo do despertar, para o que é chamado as linhagens.

As linhagens são múltiplas, mas toda alma humana em encarnação está religada, está em filiação, com várias linhagens.

Quando vocês se encarnam nesse mundo de experiências vocês esquecem, voluntariamente, de tudo isso.

O primeiro reencontro com a Luz, chamado a Iluminação, vai conduzir ao processo do despertar e à constituição de certo número de potencialidades no interior desse corpo humano em encarnação, mas sempre no mesmo estrato de consciência.

A um dado momento de sua experiência de vida, no curso de um evento por vezes benigno, de um evento por vezes marcante, vocês vão encontrar-se confrontados a essa noção de estase, de parada, de reversão da consciência que vai então penetrar, ao mesmo tempo mantendo a encarnação, outro estrato.
Isso corresponde ao início do controle.
O controle é realizado quando, nos outros estratos de consciência, vocês integram em sua personalidade em encarnação a totalidade das linhagens luminosas das quais vocês são procedentes.

Então, compreendam efetivamente que, quaisquer que sejam as ferramentas (os cristais, a meditação), toda ferramenta, qualquer que seja, vai favorecer, em vocês que buscam a Luz, um trabalho de expansão, mas mesmo em seu estrato de consciência, dando-lhes, por vezes, acesso por porções, por lufadas, a informações vindas dos outros estratos, mas vocês não estão ainda estabelecidos nos outros estratos.

Estabelecer-se em outros estratos, elevar de maneira definitiva sua consciência, necessita a passagem pela estase e pela fusão com as linhagens das quais vocês são originários.

Esse processo pode ser chamado a pequena morte, a porta estreita, pouco importa.
É um momento único.
Este, localiza-se após um período de expansão no estrato de consciência no qual vocês vivem.

A um dado momento, essa expansão pára brutalmente, sem, contudo, que haja contração.
É por essa razão que isso foi chamado «estase» ou «reversão».
É um processo dinâmico, localizável com extrema facilidade, porque vocês passam de um nível de experiência para outro nível de experiência, onde a consciência vai estabilizar-se com possibilidades inerentes a esse novo estado que é, em particular, não mais estar separado do conjunto de seus estratos, não mais estar separado, tampouco, da possibilidade de contato com os outros estratos superiores ilustrados pela instalação das linhagens em vocês.

Essa instalação não pode ser assimilada a um processo de canalização, mas, efetivamente, a um processo de fusão.

Então, penso que é possível favorecer a aproximação desse momento, obviamente, através, já, da própria expansão de seu estrato.
Obviamente, pela ativação de seus chacras.
Obviamente, por uma preliminar, que é a constituição de seu corpo de Luz ou corpo imortal.

Quando tudo isso é levado a efeito (pode-se fazê-lo durante múltiplas vidas, mas eu tenho tendência a dizer que, nesses tempos que vocês vivem, isso se faz com extrema rapidez), será tempo, a um determinado momento dessa experiência, de viver essa estase.

Outro fenômeno que se acrescenta a esse esquema evolutivo: até aí, eu falei de esquema evolutivo pessoal, mas o mundo que os suporta (este planeta, seu sol, os outros planetas que os acompanham nessa ronda) participam também de um processo evolutivo individual e coletivo.
Vocês entraram, hoje, no momento em que, coletivamente, a estase é possível, tanto individualmente como coletivamente.

Qual é o efeito desse processo de estase coletivo para os seres que não empreenderam o trabalho de evolução de consciência no próprio estrato de manifestação?

Esse processo, se não é sustentado por uma expansão prévia (ou um trabalho espiritual), vai traduzir-se numa destruição pura e simples da forma humana que vocês habitam.
Enquanto, se o trabalho no estrato foi efetuado, vocês poderão levar, literalmente, esse corpo no novo estrato.
Isso foi chamado, em sua linguagem moderna, processo de ascensão.

Esse processo coletivo, agora, concerne a um número extremamente limitado de almas em encarnação.

Não há que julgar ou pesar esse número.
É preciso, simplesmente, estar consciente de que esse processo concerne a apenas muito poucas pessoas.

Para aqueles que me conhecem aqui, em exprimo muito frequentemente meus discursos pelas palavras, obviamente, é um primeiro nível.
Eu as exprimo, depois, pelo silêncio e, conforme o caso, pela Luz e pela vibração.
Então, antes de responder-lhes, pelo silêncio, e de dar-lhes o ensinamento do silêncio, tenho a esclarecer também que esse trabalho espiritual não é uma ascese.
Ele não é algo que obrigue a uma revolução total.
Ele obriga, simplesmente, a entrar na confiança.
Confiança na Luz e em seu papel na evolução de vocês.

A segunda palavra é soltar e abandono.
A Luz não pode ser encontrada sem soltar e sem abandono.
É entregar a própria vontade, limitada necessariamente, devido à sua manifestação, nesse estrato, para outro nível que quer apenas seu bem, mas vocês não podem encontrá-lo antes de abandonar-se a ele.

Vocês não podem viver a estase individualmente ou coletivamente, quando isso acontecer, sem passar previamente por esse abandono ou esse soltar.
Eles estão presentes em toda a vida humana, em toda tradição e em todos os mundos, eu diria.
A reversão e a estase não podem realizar-se sem isso.

Isso quer dizer também que vocês devem morrer a seu estrato de vida, para aceder a esse outro estrato.

Então, não tenho qualquer ideia de como os seres que têm autoridade guiarão vocês através disso.
Lembrem-se de que eu estou aí para colocar em palavras, em metáforas, em vibração, em silêncio e em Luz isso.

Antes de dar-lhes a resposta desse discurso pelo silêncio, eu lhes proponho, se vocês têm questões em relação a isso, tentar ali aportar uma resposta pelas palavras.

Questão: o que você chama os estratos corresponde ao que nós chamamos as dimensões?

Isso é passível de sobreposição, perfeitamente.

Questão: o que vocês chamam de linhagens?

A linhagem corresponde à sua herança espiritual ligada à sua Fonte e à sua origem.
A linhagem, as linhagens são a manifestação do primeiro tempo da exteriorização da Divindade, ela mesma ilustrada pelos Quatro Vivos ou as quatro linhagens originais, ligadas aos quatro elementos.

Cada ser (eu não falo, aí, da forma manifestada), cada Unidade de Luz, cada alma, cada Espírito, quando de sua própria criação é, primeiro, separado de si mesmo, do mesmo modo que a Luz original é separada dela mesma.

Vocês, portanto, criaram-se separados de si mesmos em duas partes.
Essa separação em duas partes não é, propriamente dita, a linhagem, mas é o que é chamada a centelha divina.
Quando vocês criam sua centelha divina, e separam-se da Fonte, vocês são chamados a fazer como a Luz original, ou seja, separar-se de si mesmo.

Como vocês se exteriorizam nessa separação?
Criando uma outra chama, em tudo idêntica à sua, que alguns textos, hoje, chamam chama gêmea.
Há, em algum lugar nesse universo ou em outros mundos, encarnadas ao mesmo tempo que vocês ou não encarnadas, outra parte de vocês, que vocês passam suas vidas a buscar.
Isso é chamada a chama gêmea.
Primeira etapa.

Essa divisão é possível pela contração da consciência, que desce nos mundos da materialidade e da manifestação nesta dimensão.

Há, portanto, em vocês, um sentimento de incompletude que os faz buscar, durante toda sua vida e todas as suas encarnações, seu complemento.
Isso nada tem a ver com o que vocês chamam almas grupos, almas irmãs ou famílias de almas.
Isso é bem anterior àquela noção.

Hoje, durante esses tempos que vocês vivem, que os aproximam da estase, há a possibilidade, para alguns de vocês, de reencontrar o que é chamada chama gêmea, as isso não tem o sentido de querer criar algo com o que vocês chamam chama gêmea.
É uma reconexão à sua Fonte e nada mais.

Agora, os destinos das chamas gêmeas podem ser mais ou menos ligados ou mais ou menos estendidos, isso não tem importância alguma.
O importante é voltar a manifestar em vocês o sentimento de completude que faz com que vocês não possam mais, jamais, depender de outro ser humano, qualquer que seja.
Vocês não estarão mais na busca de complementaridade, porque vocês se tornarão, naquele momento, seres completos.
Essa é a primeira etapa.

Entretanto, a partir do momento em que vocês se exteriorizaram, vocês mesmos, em sua chama gêmea (como o Pai o fez no momento da primeira criação), há um apoio obrigatório que sustenta o Céu, em todos os sentidos do termo.
Ele sustenta as galáxias, ele sustenta esse mundo, ilustrado através dos quatro pilares da criação, que foram chamados os quatro elementos, que são a base de toda a vida e de todos os estratos de consciência, desde sua dimensão até dimensões mais próximas da Divindade ou da Luz.

As linhagens são a revelação, em vocês, de sua filiação em relação a esses quatro elementos.
Cada um desses elementos foi veiculado de maneira privilegiada pelos seres, humanos ou não.
Pode, por vezes, tratar-se de um planeta, ele mesmo que desempenha o papel de filiação.

O controle vai, portanto, corresponder à revelação desses quatro pilares, a fim de fazer de vocês um ser estabelecido em sua Divindade.

Esse processo de reconexão à sua linhagem, à sua filiação é algo que foi exprimido, em diversas correntes tradicionais, como uma fusão.

Assim (para falar de um mundo que não é meu mundo de origem, mas que é muito simples para compreender por vocês mesmos), se vocês tomam o exemplo daquele a quem chamaram o Cristo, há seres que seguem o caminho do Cristo e que imitam a vida dele, que buscam fazer o bem e dar-se a si mesmos.
No momento em que eles vão viver a estase a título individual, eles vão fusionar com o Cristo.
Assim, eles poderão fusionar as características e os atributos de Cristo como, por exemplo, os estigmas ou os poderes espirituais mais elevados.

É do mesmo modo, na fusão das linhagens espirituais, no momento em que vocês entram em estase a título individual e onde vocês se encontrarão em sua Unidade Divina.

Questão: qual diferença você faz entre alma e Espírito?

Uma diferença de estrato.
Quando é dito que vocês estão encarnados inteiramente, efetivamente, sua alma e seu Espírito permitem a esse corpo ser animado, mas, entretanto, existem parcelas de vocês (alma, Espírito, essencialmente) que estão situadas em outros estratos, que evoluem por conta própria, um pouco como uma mão que dirigiria os fios de uma marionete e que dirigiria os movimentos dessa marionete.

Esse é o papel da alma: ter os fios e a trama de sua vida, que vocês disso tenham consciência ou não.

O Espírito é outro estrato, que não conhece a polarização, a manifestação.
O Espírito é a lembrança de sua Divindade, é a centelha que está em vocês.
Esse Espírito, quando se revela, concorre à fusão de suas linhagens.

Questão: o que advirá dos seres que não viverão a estase?

A palavra a mais exata seria a que se chamaria reciclagem, retomada de um novo ciclo.
Vocês sabem, pertinentemente, que a vida evolui segundo ciclos que repassam sempre pelos mesmos pontos, em momentos precisos.
É um dom mesmo do Pai.
Então, aqueles que não puderem passar pela estase serão reciclados, do mesmo modo que vocês são reciclados a cada vez que morrem nesse corpo.

Questão: o quinto elemento corresponde ao Espírito?

Não.
O quinto elemento revela o Espírito, mas não é o Espírito.
O Espírito está bem além.

O quinto elemento, vocês todos o conhecem, é chamado éter.
Não se trata, propriamente falando, de um elemento, mas de um movimento, uma vez que os quatro elementos bastam-se a si mesmos.
Trata-se dos Quatro Vivos.
Não há cinco vivos, há quatro deles.
Em contrapartida, aquele que assegura a coesão e a reunificação desses quatro elementos é chamado quinto elemento.

Questão: o Espírito corresponde ao Divino em sua totalidade?

Não.
Vocês não podem limitar o Pai ao Espírito ou limitar o Pai ao corpo.

Questão: a fusão das linhagens demanda um trabalho com um mestre ou é simplesmente ligada ao processo de reversão?

Vocês podem seguir um mestre durante toda sua vida sem, contudo, viver a fusão com esse mestre ou outro mestre.
A fusão vem a vocês no momento em que vocês entram na estase.

Não há o que se preocupar de buscar isso, isso é.

Eu lhes dou simplesmente os elementos de maneira que, quando isso lhes chegue, se isso lhes chega, isso lhes pareça evidente.
Vocês não poderão obter uma fusão simplesmente seguindo um ser vivo ou um ser morto.

Então, para alguns seres como o Cristo, e como outros, vocês podem imitar, fundir-se com o testemunho da Luz, mas, geralmente, é quando vocês exploraram e expandiram o máximo de seu estrato, que vocês construíram o que eu chamei o corpo de Luz, que a fusão pode vir a vocês.

Questão: como se sabe em qual nível de expansão nos encontramos?

A questão requer uma dupla resposta.

A primeira: enquanto você se coloca a questão do nível em que você está é que você ali não está.
Isso quer dizer que seu Espírito tateia em seu estrato.

Lembrem-se de que o processo de fusão, de estase prévia e de reversão acompanha-se de um silêncio da consciência.
Esse momento é observável entre todos.
É o momento preciso em que, independentemente da construção de seu corpo de Luz, independentemente de todos os seus carismas (seus poderes, se preferem), vem um momento em que, ao nível do peito, do que vocês chamam chacra do coração, vem colocar-se a vibração, não mais habitual de um chacra, mas a vibração do que eu chamaria o «Eu Sou».
Vocês se tornam presentes a si mesmos, inteiramente.

O resto do mundo torna-se, naquele momento, transparente.
Seu olhar é penetrante, sua consciência torna-se onisciente.

Quando vocês estão naquele nível, não há mais qualquer questão sobre o nível em que vocês estão.

Enquanto vocês se colocam a questão, isso prova, simplesmente, que vocês estão simplesmente no interior de seu estrato.
No interior de seu estrato existem, naturalmente, marcadores específicos de sua graduação de consciência.
Esta é a primeira resposta.

A segunda resposta que sua questão requer é, agora, esta: vocês saberão que chegaram naquele momento, obviamente, quando sentirem o que acontece ao nível do peito, que não é unicamente uma rotação do chacra dito do coração, mas que é a instalação da presença do Eu Sou.

As palavras são bem frágeis para traduzir esse estado.
Mas, a partir do momento em que vocês tocam o Eu Sou, o que vai acontecer?
Vocês se tornam fora do comum.
Sendo fora do comum, vão jogar-lhes pedras, mas também flores, porque vocês se tornam tão fora de seu estrato que vocês escapam aos condicionamentos nos quais se colocaram, mas também nos quais colocaram todos os outros que vocês conhecem.

Há um antes e há um depois.

A alma em encarnação, o Espírito em encarnação que vive esse momento é capaz, ele mesmo, de definir, no mais exato, o instante em que isso se produz, porque há um estado de consciência antes e há um estado de consciência depois.
Nada mais é como antes.
Tudo será como depois.

Aí está o que pode ser dito com palavras.

Não temos mais perguntas. Agradecemos.

Então, vou agora, se efetivamente quiserem, em relação a tudo o que acabamos de dizer com palavras, permitir-me dizer isso no silêncio.
Então, acolham em seu coração aquilo a que isso corresponde.

... Efusão de energia... 

Se efetivamente querem, agora, acolher e receber minhas saudações de Luz.

Quanto a mim, eu lhes peço urgentemente que guardem para com vocês, diante de vocês, esta noção importante do silêncio da consciência, da estase, da reversão, sabendo que essa é uma possibilidade a título individual, e, em breve, a título coletivo, esperando que vocês sejam numerosos a tocar e a superar esse momento.

Sejam abençoados e eu lhes digo até breve.

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Versão do francês: Célia G. http://leiturasdaluz.blogspot.com