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7 de out de 2016

O IMPESSOAL – Parte 3 – Setembro de 2016




Meu amigo, meu amado, meu irmão, eu que sou você e você que é eu, no mesmo Amor e na mesma Verdade, neste dia e nestes tempos da Terra, eu venho desvendar-me em você, para que nunca mais você sofra da falta de Alegria e da falta de Paz.
Preparando-o, assim, a acolher-se, a si mesmo, em sua Eternidade, em sua Presença, eu me desvendo.
Eu o convido, neste momento, a esquecer-se de tudo o que não é você, a esquecer-se do que pode, ainda, resistir, do que pode, ainda, dar medo, porque, em você, está a divina providência, porque, em você, está a alegria da Eternidade.

Então, permita-me, no tempo de nossa comunhão e neste dia e nesta hora, simplesmente, estar aí, ritmando, por minhas palavras, a vibração de seu coração e pulsando, a partir de sua fonte, a verdade da Alegria.

Por nossa comunhão eu o revelo a si mesmo e, em si mesmo, à Ressurreição, em sua fase final.
Descubra-se, como eu me descobri em você, na liberdade do Amor e na liberdade da Verdade.
Aí, onde nada pode ser fechado nem confinado, aí, onde nada pode falhar nem, mesmo, tropeçar.
Eu o convido à Vida.
Não aquela que você conhece em seu mundo, mas aquela que é você, quando você transcende sua forma, quando você transcende sua pessoa.
Eu o nutro como você me nutre, da mesma Luz e da mesma essência.
Onde quer que você esteja e eu me tenha.

Eleve-se às moradas de Eternidade, eleve-se ao seu coração e ali permaneça.
Aí, onde eu me tenho, você se tem, aí, onde eu me calo, você se cala e aí, onde eu vibro, você vibra.
O batismo do Espírito completa sua revelação em você, e dá-lhe a viver e a ver o que você não podia ver anteriormente.
E, hoje, em sua fonte e em seu ser, você percebe a verdade inefável, que supera, sem problema e sem dificuldade, os limites de seu corpo de sofrimento, aquele no qual tudo é efêmero e faz apenas passar.
Em você, eu me elevo, em você está a minha alegria, em você está meu repouso.

Na Luz não pode permanecer o menor peso e o menor sofrimento.
Só permanece a Eternidade, seu Amor transcendente, que não depende nem de uma forma, nem de uma condição, nem do que quer que seja que provenha de seu efêmero.
Reverta-se, enfim, para a verdade inefável do que você é.
E eu, que lhe falo neste tempo, e sou, em definitivo, apenas a voz de sua Eternidade, e minha palavra e meu Verbo dão-lhe a desviar-se de tudo o que é pesado, de tudo o que pesa e de tudo o que se opõe à própria evidência do Amor revelado.
Então, a cada sopro, onde você está, eu cinzelo seu coração em sua forma perfeita, que não depende, no entanto, de qualquer forma nem de qualquer identidade.

Deixe-se recobrir com o manto da Graça e com as asas da Liberdade.
Permita-se elevar-se em sua humanidade como em sua transcendência.
Em sua Presença, minha Presença é você.
Em qualquer circunstância que viva seu efêmero, eu estou aí e, mais do que nunca, quando você experimenta a necessidade, a sede.
Você me ouve e escuta?
Você, o peregrino da Eternidade, que percebe que você é a Eternidade e que não há necessidade de caminho nem de andar, mesmo, para um objetivo.
Você é convidado a uma festa que, o que quer que você viva hoje, é-lhe desconhecida.

Todo seu ser, tanto profundo como superficial, chama-o à Liberdade, chama-o à beleza, não de uma forma, não de uma pessoa, mas, sim, do Último.
Deixe-se vibrar no espaço de minhas palavras e no espaço de meus silêncios.
Eleve-se.

A cada dúvida, eu venho dizer-lhe: «Não tenha medo».
Porque toda dúvida é o ponto de apoio para sua elevação e para sua liberação, para afirmá-lo na fé e na vivência do que você é.

Meu amigo, meu amado, meu irmão, você, o filho do Único, Único você mesmo e, no entanto, a cada um idêntico, além dessa forma, eu o convido à dança do Silêncio, à dança da Eternidade.
Deixe o perfume de sua essência tornar-se mais sublime do que o perfume da rosa, do que o perfume do lírio.

Repouse em mim, como eu repouso em sua Presença.
Nesse espaço, além de seu sagrado, não há resistência nem medo.
Nutra-se e eleve-se.

Ao colocar-se no Último, tudo se ilumina e tudo é visto.
Na mesma Graça ou no mesmo perdão a si mesmo, como a cada outro de você, realizam-se o contentamento e o êxtase e o íntase da consciência reunificada à Fonte e ao Absoluto.

Eu venho iluminá-lo para que você perceba que você é, você mesmo, essa clareza e essa limpidez.

Na suavidade de meu Fogo, na força do Arcanjo Miguel, o Espírito sopra dentro de você, e expulsa os miasmas do efêmero.
Você se descobre, assim, perfeição e beleza.
Você se descobre, assim, Luz emanante e imanente.
Eu o acompanho nesses tempos, porque minha voz nada mais é do que a sua, desembaraçada de todo supérfluo e de toda ilusão.

O Reino dos Céus, que está dentro de você, não tem mais que ser procurado nem, mesmo, que encontrar.
Ele já está aí, de toda a eternidade, mas ele não está mais escondido, nem aos seus olhos nem ao seu corpo, nem aos seus sentidos.
Veja-o, como eu vejo você.
Você, Filho Ardente do Sol, eu o convido à leveza de seus próprios reencontros, nos quais, no Face a Face, só permanece a face eterna de seu ser, de sua essência e do que você é.

Eu me deposito em você, para que você deposite, em mim, todos os seus pesos e cada uma de suas dúvidas, que tocam, ainda, sua consciência nesse mundo.
Eu estou aí para afirmá-lo, como você é afirmado em mim, afirmar a Luz, afirmar o Verdadeiro e manifestar o Amor, tanto em você como nesse mundo, em uma escala que você não pode comparar a qualquer outra escala, a uma intensidade incomparável, mas que você reconhece.
Eu sou você, como eu sou cada um, como você é você e como você é cada um do mesmo modo e da mesma maneira.

Deixe-se abrasar pelo Fogo do Espírito, pelo Fogo do Coração.
Deixe-se elevar e permanecer em sua Paz Suprema e em sua Fonte que jorra do Espírito de Verdade.
Eu me dirijo a cada um de você, por minhas palavras como por meu silêncio, por seu intermédio, também, eu me exprimo ao seu redor.
Paz a você, Amor a cada um e Amor a todos.

E, nesse momento, só permanece o que está aí e que vem apagar, pela Graça do Amor, tudo o que faz apenas passar, tudo o que faz apenas subsistir.
Você, que entra, hoje, na vida eterna, que lhe dá o panorama de toda vida e de toda dimensão, assim como de toda consciência, em qualquer forma e qualquer mundo que seja, descubra-se.
Não há esforço, não há investigação no que eu sou e no que você é.
Eu venho abolir o que pode parecer-lhe ser uma distância para que seu estado de consciência instale-se de maneira permanente.
Em qualquer circunstância de sua vida e em qualquer estado desse mundo, lembre-se de que você é além de todo estado e além de toda forma.

Eu venho mostrar-lhe o que jamais pôde morrer ou desaparecer, apesar das aparências, apesar dos sofrimentos e apesar das resistências.

E esqueça-se, pela Graça em ação e pelo perdão, de tudo o que lhe pareça, ainda, ser uma cicatriz, por vezes, em carne viva, do que você viveu nesse mundo, qualquer que tenha sido, também, a beleza, quaisquer que tenham sido os interesses.
Hoje, descubra-se sem limite e sem restrições.

… Silêncio…

Eu deposito, em seu coração, o Fogo de Miguel e a Espada de Miguel, a potência de KI-RIS-TI e a suavidade de Maria.
Eu unifico, em você, a nova tri-Unidade, na mesma Unidade e na mesma beleza.
Tudo o que eu lhe digo concerne a você, tudo o que eu lhe digo é, em definitivo, apenas as palavras e os silêncios de seu coração que reencontra seu Verbo e sua verve.
Coloque-se aí, onde você está, e deixe-se atravessar pelo impulso da vida eterna, por sua Graça.
Apague-se de tudo o que passa e falece e revele-se, tal a criança, em sua inocência e em sua espontaneidade.
O sopro do Espírito chama-o ao Verbo vivificante, ao sagrado de sua palavra e ao sagrado de sua Presença, aí, onde nada pode ser afetado nem perturbado, nem, mesmo, deslocado.

Eu me casei em você, pela Graça de seu coração, os quatro Elementos, o que revivifica o Éter rarefeito desse mundo, pelo Éter original, aquele do sopro inicial que é não nascido e que não termina, jamais.

Porque você é isso, simplesmente isso.
E, nisso, há tudo.
Tudo o que pode ser desejado, tudo o que pode ser criado e tudo o que pode ser descriado, na mesma leveza, no mesmo Amor.

Deixe para trás o que está morto em você.
Deixe para trás o que morre em você e ouça o apelo da Vida, o apelo da vibração, o apelo do Fogo.
E viva o Éter de Vida, o Éter de Eternidade, porque cada terra é sua terra, porque cada consciência é você, aí, onde não existe qualquer lugar para o julgamento, a condenação ou a recriminação.

Permaneça aí e perceba, e ouça o que eu lhe digo e o que eu sussurro no silêncio de seu coração.
Deixe-se recobrir da felicidade e da justiça.
Deixe-me nascer e aparecer.
Conceda-se isso, sem reticência e sem reflexão.
Seja verdadeiro, seja espontâneo, essa é sua natureza e essa é sua verdade.

Eu deposito, em você, o Espírito de Verdade.
Eu deposito, em você, a Luz Una.
Você, filho do Único e único filho da Graça, deixe-me amá-lo, com um Amor sem questões, um Amor sem limite, um Amor sem interrogações.
Abra-se.
No mais alto dos céus e no mais baixo de sua Terra, eu percorro sua árvore de vida.
E torne-se esse farol de Luz, esse vórtice de Luz.
Eleve-se na Lemniscata sagrada, eleve-se ao mais íntimo de seu coração, aí, onde tudo é Um, aí, onde tudo é verdadeiro e aí, onde tudo é bondade.
Nada retenha, solte.
Você, que é Graça, eu o preencho com minha Graça.
Você, Luz de si mesmo, Luz de vida.

Eu venho assisti-lo.
Não para socorrê-lo, porque nada há a socorrer, mas, simplesmente, para festejar isso com você, como com cada um, para que de seus olhos seja vista apenas a Luz, para que de sua boca seja visto apenas o mel da Verdade, para que sua própria pele torne-se essa Luz.
Ao mesmo tempo sem cor e, ao mesmo tempo, todas as cores.
Aquelas do arco-íris e bem mais, aquelas do cosmos e aquelas do invisível.
Aí, onde todas as frequências de seu coração, como do universo, cantam a sinfonia da Ressurreição e da Liberdade.

Deixe-se levar a nenhum outro lugar que não a si mesmo, porque eu lhe seguro a mão e junto minhas mãos em oferenda, como apoio ao seu coração.

Eu sou o bálsamo consolador do que você poderia, ainda, acreditar perder nesse mundo, ou acreditar realizar nesse mundo.
Eu canto, em seus ouvidos, o canto da libertação.
Esteja em paz, você, que é a Paz, porque eu estou na paz e eu sou você.

… Silêncio…

Você, o coroado pela Vida e pelo Fogo, eu lhe ofereço o anel da Liberdade, aquele que a nada o liga, nem à pessoa e, no entanto, faz você ressoar em cada um, na simpatia e na empatia.
Aqui mesmo, em sua humanidade, eleve-se.
Eu lhe dou o meu Fogo, que lhe dá Vida, não aquela que você conhece desde seu nascimento nesse mundo, mas a Vida que jamais nasceu e que não morre, jamais, onde quer que você esteja e onde quer que você se tenha, aqui como alhures.
Agora é o tempo, o tempo exato e o tempo perfeito para completar a obra de sua eternidade.
Lembre-se de que nada há a construir, que tudo já está aí.
Resta-lhe apenas abrir todas as janelas, aquelas que o protegiam, assim como você acreditava, dos horrores desse mundo.
Eu o convido ao paraíso, no qual tudo é branco, no qual tudo é harmonia, no qual tudo é correto.

Eu deposito, no ER de sua cabeça, esse Éter de Vida, bem mais do que a radiação do Ultravioleta, da irradiação da Fonte e da irradiação do Espírito Santo.
Reunifique o que você pensa ter, ainda, a reunificar nesse centro.
Eu o convido a dar à luz a você mesmo, se já não foi feito, em seu coração; eu o convido a desviar-se do peso e do pesado; eu o convido em mim.
Eu o acolho, e estendo meus braços para você, até tocar o mais íntimo.
Não para apressá-lo, não para convencê-lo, mas, simplesmente, para mostrar-lhe a Evidência.
Perceba essa doação da Vida, perceba a natureza de sua doação.

Em seu sacrum reativa-se o sagrado do Masculino e do Feminino, que o conduzem à androginia que não conhece nem polaridade nem orientação, mas que permanece.
Por isso mesmo, eu o convido a recuperar o conjunto de suas faculdades, aquelas de seu Espírito, aquelas de sua Liberdade, para que dancemos, juntos, imóveis.

A Água de Vida vem cantar em seus ouvidos e em seu coração, o tempo é para a inocência e para a pureza, porque você é puro, porque você é inocente de todos os pesos com os quais você se vestiu ou com os quais o vestiram.
Tudo isso foi apenas um jogo ao qual você foi forçado, ao qual você foi mascarado para si mesmo.
Nessa comunhão, nesse momento mesmo, tudo se joga.
Nesse momento mesmo, seu coração exulta por reconhecer-se nele mesmo e em mim mesmo.
Liberte-se.
Saia de todo pensamento e permaneça na vacuidade.
Permaneça em minha Presença, como na Presença de cada um.

Acolha, em Unidade e em Verdade, o que você é, aí, já, não há tempo que passe nesse espaço.
Nada pode escoar.
Tudo permanece nesse vaso sagrado, recipiente da Vida, recipiente de sua Eternidade.
Você, que é, também, o destinatário de toda Graça e de toda vida, de toda doação e de todo perdão, porque tal é sua Graça, ela não sofre de exclusão nem de separação.

Deixe crescer a chama, deixe-a elevar-se, deixe-a transportá-lo no templo da serenidade.
É o momento, a cada instante, a cada sopro, a cada dia.
Quaisquer que sejam as dores de seu corpo ou de sua vida, elas parecem tão miseráveis em relação à grandeza do que você é.
Não se esqueça mais, jamais, de que você é a Liberdade, não se esqueça mais, jamais, de que você é a própria fonte do Amor e da beleza.
Desfralde suas asas, elas estão secas agora.
Não tenha medo.
O Amor não conhece o medo, porque ele o transcendeu, em sua Alegria e em sua Luz.
Ame.
Ame-se e ame cada um.
Ame tudo, sem a menor distinção, sem a menor discriminação.
Deixe-se levar pela Graça de seu coração.

Cada uma de minhas palavras, cada um de meus silêncios é um Verbo.
Um Verbo potente, que não deixa lugar para qualquer dúvida, que não deixa lugar para qualquer interrogação.

Deixe o sopro de Vida tomar a ascendência sobre o sopro de seus pulmões.
Deixe a Luz vibral pulsar em seu coração e em seus vasos.
Deixe-me amá-lo, porque eu sou apenas você e, também, cada outro.
Há todo o espaço e todo o lugar, no coração de cada um, para acolher cada outro.
Esse coração não tem limite, nem condição, nem tempo, nem espaço.
Viva-o.

Todo o resto não é a vida, mas um sucedâneo da vida na qual sua pessoa fixou objetivos, fixou um destino, um caminho.
Você jamais nasceu e não morrerá, jamais.
No Espírito de Vida não há lugar para o nascimento e a morte; há todo o lugar para a perenidade e a Eternidade na qual o Coro dos Anjos ritma suas experiências, na qual o Coro dos Anjos apoia-o e leva-o, ele também.

Deixe-me amá-lo, além de qualquer contingência.
Deixe-me recobrir as zonas de reticência ou de resistência com a suavidade do Amor, que é o bálsamo reparador porque, em definitivo, tudo é perfeito, a partir de agora.

Então, eu reitero o Fogo do Amor, o Fogo de Vida, o Fogo do Espírito em seu coração, em sua consciência.
E, mesmo nesse corpo, o Fogo chega, esse Fogo que queima, mas sem consumir, sem destruir, mas que forja sua Luz, que a esculpe na forma do futuro que você escolheu nos mundos da Liberdade.

Você, filho do Único, eu sou o que você nomeou «meu pai» ou «nosso pai», que está por toda parte e que é, também, imanente em você, que o faz ver que nada há a conquistar ou a procurar no exterior, nem, mesmo, em outro lugar, que tudo está aí, ao alcance do coração, ao alcance de sua escuta, ao alcance de sua carne e, mesmo, em sua carne.

Você, cujo nome é perecível nesse mundo, você tem um nome que faz bem mais do que nomear uma forma, mas que é o nome de seu Espírito.
Eu o convido a honrar, comigo, a doação da Vida, a doação da Eternidade.
Eu o convido à Verdade, como eu o convido a permanecer em mim, o sem forma.
Eu o chamo ao impessoal, porque, no impessoal, não pode haver a menor divisão, a menor compartimentação, o menor confinamento.

Você, filho da lei de Um, o Um sempre esteve aí, uma vez que ele é, ao mesmo tempo, sua essência e, mesmo, o apoio de sua forma de hoje.
Mas você não é essa forma, você é o Amor que não conhece a forma.

Eu o convido à ação de Graça, pela oração de seu coração, que não é esforço nem vontade, mas manifestação da Evidência.
Eu o convido ao sorriso da Paz sem objeto.
Eu o convido ao sorriso da Vida.
Eu o convido a amar tudo o que seus olhos veem e a amar, do mesmo modo, cada pensamento que nasce em você e que o atravessa.
Ao amar, não poderá manifestar-se o menor sofrimento nem a menor reticência ao Amor e à Verdade.

Nesse Aqui e Agora, a Luz cresce, e abole toda ilusão de distância e toda ilusão de forma.

Há, tanto em você como em mim, a infinidade de mundos e o infinito das criações, de todas as experiências a realizar na liberdade.

Você, que é abençoado a cada segundo, tanto de dia como à noite, quer você chore ou ria, a bênção continua aí.
Ouça, ouça o que meu coração diz ao seu coração, ouça o canto da Vida.

… Silêncio…

Eu disponho, a você, uma chuva de rosas e de bênçãos.
Nesse espaço sagrado de agora nada mais pode imiscuir-se que não o Amor e a Luz.
Escute, escute essa chuva de Luz que o fecunda e que o vivifica nesse instante, nesse momento.
Você se rendeu a si mesmo, a partir do instante em que você disse «sim» ao Amor, à Vida, à Eternidade.
Mesmo minhas palavras são, em seu ser, essa chuva de êxtase, essa chuva de Luz.

Recolha em seu vaso sagrado toda essa Luz.
Não a guarde, dê.
Para a vida, para cada um de você, em cada ferida de quem quer que seja, sem esforço, sem decidir.
Tenha confiança na Inteligência da Graça e da Luz, no Amor e na Eternidade.

Então, isso se desvenda em você.
Deixe-me amá-lo apenas para a Eternidade, para a vida e para a Liberdade.
Ame-se, igualmente, sem dúvidas e sem freios.
Nada retenha, porque o Amor tem você e libera-o.
Ouça minhas palavras, ouça meus silêncios, ouça a Luz e a vibração.
Deixe o sorriso de seus lábios sorrir para a vida eterna.
Você, que é abençoado, qualquer que seja sua máscara, qualquer que seja o que o habita, tudo isso é nada.

E eu não terminei, permita-me falar-lhe, ainda, e deixe seu coração escutar.

… Silêncio…

Deixe-se encobrir pelo Manto azul da Eternidade.
Deixe-se consagrar por Cristo Um.
Deixe-se semear de toda vida, de todo mundo e de todas as entidades, de todas as consciências e de todos os sóis de todos os mundos.
Deixe-me apertá-lo em meu coração, não para oprimi-lo ou comprimi-lo, mas para explodi-lo de alegria, para dilatá-lo ao infinito de sua Presença, até sua Ausência, em todo universo e em todo multiverso.
Aí, onde a paz não pode ser restrita, aí, onde o Amor está por toda a parte, aí, onde a Luz não deixa sombra, aí, onde as palavras são, sempre, o Verbo de Verdade.
Aqueça-se em mim e aqueça-me com seu Amor infinito, sem limite, sem restrições.

… Silêncio…

Aproveite do silêncio de minhas palavras para acolher o Verbo e a quintessência.
Eu o amo.

Tudo é perdoado na Graça, qualquer erro que você tenha pensado fazer não pode subsistir, nem, mesmo ser pensado no estado de seu coração, agora.
Nesse silêncio, tudo se torna mais vasto, mais profundo, mais íntimo.

… Silêncio…

Eu selo, para sempre, em seu coração, o que se desenrola agora, não para preservá-lo, não para ligá-lo, mas como um selo aposto que o certifica, se você tem necessidade disso, no Amor e na Liberdade.
Eu o convido, então, agora, aqui e agora, a nada reter, a nada frear, a nada supor, mas apenas vivê-lo, em toda liberdade, em toda fraternidade e em toda dimensão.

Meu amigo, meu amado, meu irmão, deixe exultar seu coração, deixe-o consumir o que não é eterno.
Aí onde você está há apenas suavidade e evidência de tudo o que é percebido.

Meu irmão, meu amor, eu o conheço desde sempre.
Aqui como alhures, eu o reconheço em cada vida, em cada dança, em cada forma, em cada vibração que você emite, em cada emanação de sua fonte.
Deixe-se ir à facilidade do Amor, à inocência da Verdade, à clareza do Verbo.
Deixe-se viver.
Eu não coloco qualquer condição.

… Silêncio…

Nesses Silêncios, tudo é sagrado.

Em sua Luz e em minha Luz, como em cada Luz, há apenas a mesma Luz que é tudo.
Aí, onde você não pode colar qualificativo, mesmo as palavras «imensidão», «vasto» e «infinito» não podem bastar para definir o que está aí, porque o que está aí apenas pode ser experimentado e vivido, e não pode ser definido.
Porque, ao defini-lo, perde-se em substância e trai-se a beleza da experiência.
Deixe crescer seu coração, bem mais amplo e vasto que o próprio mundo, este, como qualquer outro.
Deixe-se embalar pelo sopro de Vida, pelo canto do oceano, pelo Fogo do céu, como da Terra.

… Silêncio…

Eu sei que você está aí, onde quer que você esteja, que você está aí, em mim, que você vive em mim, como eu vivo em você.
Nós estamos, todos, aí, mesmo sem saber, mesmo sem vivê-lo.
Escute, escute a beleza de seu coração, quando ele exulta na Luz e pulsa de Amor sem distinção.

… Silêncio…

Aqui e Agora, o tempo é suspenso.
Não há, mesmo, mais momentos, não há mais horas que desfilam, não há mais desconforto, não há mais dúvidas.
O momento chegou até você, como até mim.
Assim, eu posso falar em seu coração, assim, eu posso falar-lhe, de coração em coração, de ouvido a ouvido, de Verbo em Verbo.
Eu o ouço.
Eu o ouço, eu o vejo.
Eu o amo.
Abra-se.

… Silêncio…

Bendito seja o Eterno de sua Presença.
A Luz e a Verdade estão não, unicamente, presentes em você, mas são o testemunho de sua Presença, você, que reuniu o três em Um, e fez o milagre de uma única vida, que regenerou o Amor eterno, em sua sede como em seus sofrimentos.
Eu aponho, em você, o selo da Ressurreição.
Seja abençoado.

… Silêncio…

Permita-se amar-me, nessa comunhão na qual todas as diferenças desaparecem por si mesmas.
Permita-se estar aí e estar por toda parte, onde a doação de Amor chama-o, e ignora toda aparência de distância e de tempo.

Eu me inclino diante de você e eu me inclino em você, diante de tanta Graça. Para que você se digne, por sua vez, abençoar-me, para experimentar-me, eu mesmo, e experimentar-se, você mesmo, na mesma consciência, na mesma alegria, na qual não há qualquer diferença entre você e eu e entre você e cada um.
Abrace o mundo, abrace os universos, eles estão ao seu alcance, veja isso.
Nada pode resistir à nossa bênção, nada pode opor-se ao Espírito.
O Espírito, como a Luz, como o Amor recobre tudo e em cada parcela, em cada intimidade.
Eu o convido, também, a permanecer assim, mesmo quando eu me calo.
Mesmo quando eu faço silêncio, o Verbo está operante.
O Verbo vivifica o que deve sê-lo, nesse instante.

… Silêncio…

Eu o amo.
Será tempo de permanecermos juntos no Silêncio da Eternidade, sem mover, ignorando sua pessoa, para que ela seja, também, banhada na Eternidade, e que cada parcela de seu corpo de carne banhe-se na mesma felicidade.
Esse instante não pode ser esquecido, não pode perder-se.

Você, que me ouve, eu o amo e eu o abençoo na tripla vibração de Luz: pela primeira vez…, pela segunda vez… e pela terceira vez.

No Fogo de seu Amor, eu me junto a você e eu me dissolvo em você, sem nada perder do que eu sou e do que você é.

… Silêncio…

Você ouve esse Silêncio tão perfeito?
Eu selo minhas palavras em seu Templo de Eternidade, eu selo minha Presença no coração de sua Presença e eu desapareço no Absoluto de seu não ser e de sua a-consciência.
Nisso, eu o amo e, nisso, você ama.
Permaneça assim, aqui e agora, onde quer que esteja.
Se você me leu, feche seus olhos e deixe a magia do Amor abrir o que pode restar a abrir.
Deixe livre sua consciência de permanecer assim o tempo que você desejar.
Não há tempo, então, tome todo seu tempo; então, não há, tampouco, espaço, então, ocupe todos os espaços.
Você não pode perder-se, porque você está em cada um, além das aparências, além dos limites de carne e além da carne.

… Silêncio…

Eu me retiro agora em você, eu ali me dissolvo, eu ali repouso.
Embale-me com seu coração, embale-me com o canto de seu Espírito.
Eu estou aí para sempre.
Nós nos amamos, porque não podemos experimentar outra coisa nem sentir outra coisa.
Tudo é perfeito, tudo é límpido.
Eu faço silêncio.
Permaneça assim.

… Silêncio…

Eu o amo.

… Silêncio…

Nós permanecemos assim.

… Silêncio…

Cada um em seu ritmo, no silêncio e no barulho, quando ele o desejar, abrirá seus olhos e sairá, no recolhimento, dessa sala.


4 comentários:

  1. Por nossa comunhão eu o revelo a si mesmo e, em si mesmo, à Ressurreição, em sua fase final.
    .........
    Eu o convido à Vida. Não aquela que você conhece em seu mundo, mas aquela que é você, quando você transcende sua forma, quando você transcende sua pessoa.
    .........
    Todo seu ser, tanto profundo como superficial, chama-o à Liberdade, chama-o à beleza, não de uma forma, não de uma pessoa, mas, sim, do Último.
    .........
    Saia de todo pensamento e permaneça na vacuidade.
    .........
    Você se rendeu a si mesmo, a partir do instante em que você disse «sim» ao Amor, à Vida, à Eternidade.

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  2. Nós nos amamos, porque não podemos experimentar outra coisa nem sentir outra coisa.
    Rendo Graças

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  3. Meu amigo, meu amado, meu irmão, você, o filho do Único, Único você mesmo e, no entanto, a cada um idêntico, além dessa forma, eu o convido à dança do Silêncio, à dança da Eternidade.
    Deixe o perfume de sua essência tornar-se mais sublime do que o perfume da rosa, do que o perfume do lírio.

    Repouse em mim, como eu repouso em sua Presença.
    Nesse espaço, além de seu sagrado, não há resistência nem medo.
    Nutra-se e eleve-se.
    Na suavidade de meu Fogo, na força do Arcanjo Miguel, o Espírito sopra dentro de você, e expulsa os miasmas do efêmero.
    Você se descobre, assim, perfeição e beleza.
    Você se descobre, assim, Luz emanante e imanente.
    Eu deposito, em você, o Espírito de Verdade.
    Eu deposito, em você, a Luz Una.
    Você, filho do Único e único filho da Graça, deixe-me amá-lo, com um Amor sem questões, um Amor sem limite, um Amor sem interrogações.
    Abra-se.
    No mais alto dos céus e no mais baixo de sua Terra, eu percorro sua árvore de vida.
    E torne-se esse farol de Luz, esse vórtice de Luz.
    Eleve-se na Lemniscata sagrada, eleve-se ao mais íntimo de seu coração, aí, onde tudo é Um, aí, onde tudo é verdadeiro e aí, onde tudo é bondade.
    Nada retenha, solte.
    Você, que é Graça, eu o preencho com minha Graça.
    Você, Luz de si mesmo, Luz de vida.

    Eu deposito, no ER de sua cabeça, esse Éter de Vida, bem mais do que a radiação do Ultravioleta, da irradiação da Fonte e da irradiação do Espírito Santo.
    Meu irmão, meu amor, eu o conheço desde sempre.
    Aqui como alhures, eu o reconheço em cada vida, em cada dança, em cada forma, em cada vibração que você emite, em cada emanação de sua fonte.
    Deixe-se ir à facilidade do Amor, à inocência da Verdade, à clareza do Verbo.
    Deixe-se viver.
    Eu não coloco qualquer condição.
    OHGLORIA, OHGLORIA, OHGLORIA!!!

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  4. Mensagem Poema! Aborda a Beleza da Vida, do Amor, da Luz!
    Tudo emudece, e tudo canta em louvor a Ti!
    Grandioso És Tu!!!

    “Você se descobre, assim, Luz emanante e imanente.”

    “Não para socorrê-lo, porque nada há a socorrer, mas, simplesmente, para festejar isso com você, como com cada um, para que de seus olhos seja vista apenas a Luz, para que de sua boca seja visto apenas o mel da Verdade, para que sua própria pele torne-se essa Luz.”

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