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27 de jun de 2010

SRI AUROBINDO – 27 de junho de 2010

Mensagem de 27 de junho (publicada em 22 de julho de 2010)
DO SITE AUTRES DIMENSIONS



Eu sou Sri Aurobindo.
Irmãos e Irmãs, recebam minhas homenagens.
Eu venho a vocês num exercício que não me é habitual, aquele de responder a suas perguntas.

Vou tentar fazer tão bem como Ram.
Eu os escuto.

Questão: poderia desenvolver sobre o Silêncio no Ilimitado?

Dentro de todos os ensinamentos tradicionais, em todas as correntes e todos os povos, não pode haver acesso a outra manifestação da Consciência sem a passagem por esta etapa do Silêncio.

Esse foi o objetivo da meditação, da oração, de algumas ginásticas chamadas de Yoga, em meu país como na China ou outros lugares.

O Silêncio, fazer silêncio, consiste em, pouco a pouco, apagar o conjunto de sinais da projeção da Consciência no exterior de si.

Como o sabem, sua manifestação, nesse mundo, é apenas uma projeção.
Projeção modificada e alterada, tendo provocado, pela reprodução da experiência, a perenidade da referida experiência de projeção.

Assim, portanto, é desejável, e indispensável, realizar a extinção dos sentidos, a extinção de todo sinal exterior, para descobrir o que está no Interior, que não permite aparecer ao olho da Consciência comum, enquanto ela funciona.

Do mesmo modo que o sonho se manifesta de modo comum durante o sono, é o mesmo para a Consciência.

Assim, portanto, no sono, que se caracteriza por uma imobilidade do corpo, dos pensamentos, é aí que pode se manifestar outro aspecto de sua Consciência que, habitualmente, não está aparente.

No que se refere, também, ao Supramental, aquele que só pode aparecer, assim como expliquei em minha vida, no Yoga Integral, pela dissolução do mental.

Isso se chama meditação, atenção, oração, segundo o método que vocês empregam para ali chegar.
Vocês não podem chegar a entender seu Coração, em todos os sentidos do termo, colocando-se na cabeça.
Vocês não podem estar na escuta de seu ser Interior, qualquer que seja o nome que vocês lhe deem, sem fazer calar o que vem do exterior.

Do mesmo modo que, quando fui São João, necessitei de uma reforma intensa, durante muito numerosos anos, para estar apto a recolher as palavras de Cristo.
Esta preparação foi muito longa, várias dezenas de anos na penumbra, limitando o mais possível a Consciência exterior, comum.

É apenas nesse preço que pude estar na escuta, em meu ser Interior, das palavras de Cristo.

É muito difícil, para o ser humano, deixar se exprimir, no mesmo tempo e no mesmo espaço, a consciência comum e a Consciência Supramental.
É ou uma ou a outra.

Do mesmo modo que vocês não podem conduzir um automóvel e olhar um jogo do que quer que seja.
É o mesmo para a Consciência.

O silêncio dos sentidos, dos sinais da consciência exterior, é uma preliminar indiscutível para o estabelecimento do Silêncio Interior e sua plenitude.

Esse Silêncio não é o Vazio.
Ele é Pleno.
Pleno da Vida e da pulsação da Vida.

A tal ponto que, antes de ali chegar, frequentemente é ouvido o que eu chamaria de canto da Vida, ou som da alma, ou som do Espírito.
E é no curso desse som da alma e do Espírito, que pode se estabelecer o Silêncio Interior.

Na China, isso foi chamado de vacuidade, no Tao.

Mas qualquer que seja a tradição, qualquer que seja a civilização, as palavras são diferentes, mas o princípio e a realidade são as mesmas.

Seguinte.

Questão: como se instala a consciência do Ilimitado no Silêncio?

Eu diria que um decorre do outro.
Não há, propriamente falando, técnica mais adaptada que outra.
Há, primeiro, como acabo de dizer, a capacidade de se estabelecer no Silêncio da consciência exterior.

Apaziguamento das tensões, apaziguamento do mental, apaziguamento das emoções, pacificação.

Estabelecimento na vacuidade ou no Vazio, aparecimento de sons e, depois, acesso ao Ilimitado.

Ninguém pode pretender aceder a este Ilimitado mantendo o limite.
É impossível.

É preciso fazer, de algum modo, cessar toda projeção da Consciência ao exterior do Ser.

Nas escrituras da Índia, a maior parte dos Imortais descreveu, num copo de Conhecimentos chamado de os Siddha Yogas, certo número de elementos propícios a ir para esta Consciência Ilimitada.

Hoje, lembrem-se que vocês estão num outro tempo e numa outra época, onde a Luz chegou até vocês e que o princípio é diferente.
Há somente que acolher, porque ela já está aí.

Antes desta geração, eram esforços constantes, um ascetismo permanente, dificilmente compatível com uma vida exterior invasiva.

Era preciso fazer o esforço de se elevar para a Luz.
Hoje, a Luz vem até vocês.
Ela bate à sua porta.

É isso que descrevi antecipadamente, como a chegada do Supramental, em minha vida.

Assim, portanto, o movimento, antes desta época, era de baixo para cima, se se pode dizer, enquanto que o movimento, hoje, se faz de cima para baixo.

Isso participa do consentimento à Luz e do que Um Amigo e um arcanjo denominado Anael lhes deram como Abandono à Luz.

O princípio é o mesmo, seja no movimento baixo-alto como alto-baixo.
Trata-se, em definitivo, sempre do mesmo processo de extinção da consciência limitada.

O mais difícil, no fato de viver esta extinção, é que a consciência limitada faz tudo, absolutamente tudo, para não viver a extinção, porque ela está programada para isso.

Existem, portanto, muitas barreiras que, hoje, são muito menos intransponíveis, eu diria.

Não é menos verdadeiro que é preciso, entretanto, apagar os sinais exteriores da consciência que os projetam na Ilusão.
A consciência comum faz tudo para fazê-los crer e fazê-los aderir ao princípio de que a Ilusão é a única Verdade e a única realidade.
O que, bem entendido, é totalmente falso.

É uma mudança total de paradigma, de compreensão, de vivência, que tentei ilustrar por esse mecanismo de switch da Consciência, que conduz e que conduzirá cada vez mais seres humanos a experimentar a Alegria do Coração, o Fogo do Coração e o retorno à Verdade.

Seguinte.

Questão: há correlação entre Consciência, Silêncio e movimento, em nossa Dimensão e no Ilimitado?

Há correlação, tanto na ilusão como na Verdade.
O movimento é indissociável da Vida, qualquer que seja, Unificada ou dissociada, qualquer que seja a Dimensão.

A Vida se caracteriza pelo movimento.
Mas esse movimento é Imobilidade, de outro ponto de vista.

O princípio da reversão, que se acompanha da passagem de uma Dimensão a outra, ao nível das Dimensões Unificadas, passa por esta fase de switch, mas muito mais natural.

Passar, por exemplo, para um Arcanjo, de sua forma arcangélica, tal como vocês a representam nesta Dimensão, para sua Dimensão original, se faz por essa reversão e esse Silêncio.
Entre os dois, há movimento.

Mas, passar de um movimento a outro movimento, passa pela parada do movimento.
A força de inércia é mais ou menos grande, segundo a passagem dimensional visualizada.

Do mesmo modo, esta força de inércia existe entre a consciência limitada e a Supraconsciência.

Esta força de inércia é representada pelo mental, pelas emoções, pelos medos, pelos apegos, pelas feridas.

Seguinte.

Questão: que são as palavras, quando são alinhadas na percepção exata e na Vibração do Coração?

Naquele momento, as palavras se tornam Verbo.
É nesse sentido que nos é possível (e alguns de nós são dotados para isso, alguns seres que passam por esse canal, como por outros canais) ajustar a Vibração para uma palavra extraída do cérebro do canal, permitindo então colocar em adequação a palavra e sua Vibração.

A palavra se torna, então, Vibração por si mesma, além da Vibração sonora.
Ela se torna uma Vibração da Luz.

Assim, alguns de vocês talvez puderam viver com o mestre Ram.

Seguinte.

Questão: Silêncio Interior e Alegria Interior são da mesma natureza?

Inteiramente.
A Alegria Interior é um estado do Ser, independente de qualquer circunstância exterior e um estado de plenitude, de imobilidade e de movimento extremo, ao mesmo tempo.

É um estado que poderia se chamar de felicidade.
E, aliás, frequentemente, a palavra que é empregada não tem o equivalente na língua ocidental.
É por isso que é chamado de Samadhi.

Mas esse Samadhi não é único.
Existem diferentes variedades Vibratórias e de Consciência.

Desde o primeiro Samadhi que vocês conhecem (e atingível por uma simples relação sexual), até o Maha Samadhi (que é o Samadhi eterno), toda uma paleta de Samadhi existe, se acompanhando de um crescimento da Consciência, assim como de sua dissolução dentro do Tudo.

Há, nos Samadhi os mais avançados, a dissolução do sujeito e a ausência de separação entre sujeito e objeto.
A Consciência não é mais identificada e encarnada dentro de uma forma, mas ela se expande e se torna o Todo, na realidade.

Seguinte.

Questão: a perspectiva de se tornar uma estrela ou um planeta cria em mim uma terrível angústia. Sinto isso como um freio importante. Poderia me ajudar?

Não estou certo de apreender o alcance da ajuda que é solicitada.
As palavras que poderia pronunciar não seriam de qualquer utilidade,

Alguns seres que começam a provar a Alegria, seja durante os 10 primeiros minutos das horas de Maria, ou ainda, de acordo com as meditações que foram conduzidas pelos 24 Anciões, os conduziram a viverem alguns estados de Consciência modificada com relação à sua consciência comum.

Nesta Consciência modificada, obviamente, as percepções mudam.
A tradução, efetivamente, pode ser de lágrimas de reconhecimento, mas também de medo.
Isso faz parte do aprendizado.
Isso faz parte da experiência.

Obviamente, essas lágrimas podem ser facilitadoras ou bloqueadoras, depende.

Aconteceu a mim também, explorando a Consciência, em minha vida ou mesmo quando fui São João, transcrevendo as palavras de Cristo, de chorar.
Isso não foi para mim bloqueio, mas facilitador.

Assim, você tem sempre a possibilidade de inverter também, ao nível de uma manifestação como choros, o sentido e a direção da Energia e da Consciência sujeitas a esses choros.
As lágrimas não traduzem sempre um estado emocional exacerbado, mas, sim, o mais frequente, uma reconexão à Essência, que convém, entretanto, apaziguar.

Seguinte.

Questão: ao invés de viver plenamente a experiência, eu fujo, me projetando no futuro. Poderia me iluminar?

É exatamente o que eu disse.
O que toma a fuga é o medo da extinção da consciência limitada.
Não há outra alternativa que enfrentar também essa fuga.

Mas, progressivamente e à medida que você penetrar os mundos Vibratórios, mesmo neste espaço, como em sua vida, você ali chegará porque, lembre-se, você é ajudada pela Luz.

Não há portanto que projetar e ter medo, mesmo dessa fuga, porque é ainda muito limitante, não é a fuga em si, mas o medo que é, eu diria, um elemento muito mais redutor que a própria fuga.

A fuga se domestica sem qualquer problema pela experiência, pela Vibração.
O medo, ele não.
Ele é muito mais tenaz.
Não é preciso lhe dar, portanto, mais peso do que ele tem.

Isso poderia se chamar de ignorar o medo ou vencer o medo, mas você não pode lutar contra.
Porque, a partir do momento em que você luta contra, você recai na dualidade.
É o que quer fazê-los fazer a consciência limitada.

Apenas pelo processo de reforço do estado Interior, da Vibração, do Silêncio, que se realizará este objetivo.

Seguinte.

Questão: o Fogo do Coração corresponde à ativação do 9º corpo? Quando ele é desencadeado, continua a queimar?

Inteiramente.
A ativação do 9º corpo, corpo de Irradiação da Fonte ou do Divino, confere o Samadhi.
Apenas nessa capacidade de irradiar esse tipo de Vibração que se vive o Samadhi.

Obviamente, esta lâmpada nova está em relação também com o chacra do Coração.
Há uma relação direta e uma ressonância direta.

Uma vez que o Fogo do Coração nasça, quaisquer que sejam as variações, ligadas às vicissitudes da consciência exterior, ele não poderá mais se apagar, até o fim.
Porque ele corresponde a uma ativação real.

Do mesmo modo que, quando o Kundalini se desperta, ele não pode mais, jamais, se apagar.

Pode haver acidentes que existiram no passado, quando as ondas da Luz e do Fogo secam, mas, hoje, as circunstâncias não são de forma alguma as mesmas.

Assim, o Despertar ao Fogo do Coração confere a invencibilidade do Fogo do Coração.

Seguinte.

Questão: poderia desenvolver sobre a sílaba OM?

A sílaba OM remete, obviamente, à língua matricial original e à sílaba IM.
A única diferença é que, nas Vibrações novas, o IM está associado a uma zona que está situada acima do Manipura chacra, diretamente em ressonância com o 8º corpo.
Enquanto que o OM, o mais frequente, na tradição indo-tibetana, remete à Energia da base da Respiração, no Swadhistana chacra.
O que não é de forma alguma a mesma coisa, ainda que a raiz Vibratória seja a mesma.

O OM, aliás, remete a Vibrações mais densas e menos elevadas que o IM.

A experiência é muito fácil a realizar.
Meditando no som ou pronunciando o som OM, a Respiração e a Vibração se ancoram no Swadhistana, enquanto que pronunciando o IM, a Vibração se ancora na 8ª lâmpada.

Seguinte.

Questão: pode-se ligar esta Vibração com a Respiração em nossas práticas?

Completamente.
A Respiração é Vibração.
No começo era o Verbo e o Verbo é Respiração.

Seguinte.

Questão: é preciso prosseguir sem folga os exercícios espirituais até o bascular na Existência ou fazer pausas para integrar e estabilizar as coisas?

Cada caminho espiritual é diferente.
A finalidade é a mesma.
O objetivo é o mesmo.

Para alguns, será mais fácil realizar isso sem interrupção.
Para outros, haverá necessidade de integração e de espaços de tempo, de retorno à consciência comum.
Cabe a cada um adaptar, em função de suas Vibrações, de suas percepções.

Seguinte.

Questão: pode me esclarecer sobre o que me disse quando da cura espiritual de 23 de junho?

O que disse, de maneira geral, não se dirige à personalidade.
Aquilo foi entendido ao nível da alma, o que explica, aliás, as reações.
Não há portanto que apreender ao nível da compreensão, que pertence à personalidade, ainda uma vez.

Não é compreender que permite liberar.
Jamais.
É uma ilusão do mental que os faz crer que compreendendo, você domina, o que, obviamente, é totalmente falso.

Seguinte.

Não temos mais perguntas, agradecemos.

Irmãos e Irmãs nesta humanidade, eu vou, então, agora, deixar o lugar.
Eu lhes apresento meus agradecimentos e minha gratidão e lhes digo, eu espero, até breve.
Terminarei por essas palavras.
Lembrem-se, aqueles que tiveram a oportunidade de ouvir ou de ler, que jamais, mesmo se hoje os sinais são evidentes, a compreensão das palavras que me foram dadas pelo Cristo permitiu, até o presente, realmente, compreender o que quer que seja do Apocalipse de São João.
Apenas na vivência Vibratória que se expressa a Verdade, bem além do que o mental pode apreender.
Mesmo se, hoje, ainda uma vez, os sinais evidentes são muitos, que todos os Selos e todas as Trombetas tenham tocado.

Até breve.

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Versão do francês: Célia G. http://leiturasdaluz.blogspot.com

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