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25 de nov de 2014

TERESA DE LISIEUX (por Claudine) – 25 de novembro de 2014


Irmãs e irmãos do Coração, eu sou Teresa de Lisieux.
Eis-me com vocês e em vocês.
Eu venho com a qualidade de minha vibração de Estrela porque, como vocês sabem, meu caminho é o Pequeno Caminho, e a vibração que eu porto é aquela da Profundeza, aquela que os leva a desaparecer para encontrar o que vocês são e, sobretudo, Cristo.
Desaparecer é, unicamente, frustrante para a pequena pessoa, mas é algo que é, nesses tempos, o caminho o mais curto para ter a Felicidade, agora e já, viver seu Reencontro com Ele e, antes de tudo, consigo mesmo.

Então, para continuar o que eu já lhes transmiti, permitam-me situar-nos em relação ao seu período, a esses tempos, através do que vocês experimentam, o que vivem e, também, ao que vocês têm acesso.
Para isso, vocês devem ir, verdadeiramente, à Profundeza de si mesmo, sem subterfúgio e sem hipocrisia, entrar em si, fazer cessar, eu diria, toda nutrição que vem do exterior, para nutrir-se, você mesmo de si mesmo.
Porque, como nós o temos repetido, incansavelmente, nós somos estamos tanto quanto você mesmo está nesse corpo.
Realizar isso é desviar-se, sem qualquer recusa, de tudo o que é, eu diria, fútil e que faz apenas passar, que chega e que desaparece.
É preciso ter essa sede da Eternidade, é preciso ter essa sede, eu diria, do absoluto Amor, mesmo se você não o conheça, mesmo se você não viva qualquer das manifestações conscientes disso.
Esteja seguro e certo, e eu sou a prova disso, que, se sua vida é guiada por essa noção de Profundeza, por essa noção de desaparecimento, então, tudo lhe aparecerá em sua simplicidade, em sua majestade.
Nada mais há a empreender, exceto se, em você, você sinta a necessidade, de um modo ou de outro, de perceber e de receber, ainda, o que vocês nomeiam vibração.
Mas virá, necessariamente, um momento no qual o Amor que você é deve emergir de você mesmo, sem ter necessidade de marcador, sem ter necessidade de comparação, sem ter qualquer modelo exterior, se não é, para você, o que representa o que eu chamaria o meu Pequeno Jesus, ou seja, o que, para você, representa, de algum modo, nessa humanidade ou alhures, o que você poderia nomear esse Amor no qual não existe qualquer sombra, qualquer dobra, em permanente renovação e permanentemente nessa Alegria, independentemente do que você experimenta hoje, o que quer que você já tenha vivido ou que você vá viver.

Lembre-se de minha Pequena Vida.
Lembre-se de que desaparecer é apenas uma afronta ao ego, mas, absolutamente, não ao que nós somos na Eternidade.
Então, a Humildade corresponde à Profundeza.
A Humildade e essa Profundeza são o que vai empurrá-lo, de algum modo, não, unicamente, a não mais emitir julgamento sobre tudo o que pode ser vivido no exterior, porque lhe dá a viver o que você é, verdadeiramente, no mais profundo de seu ser, esse Amor infinito, indelével e que lhe é prometido, antes como depois desse nascimento e dessa morte.
Tudo isso eu poderia dizer – imitando alguns Anciões – que é uma questão de posicionamento ou de ponto de vista.
Mas eu, eu mesma, esqueci-me de todo posicionamento, todo ponto de vista, eu estava na aquiescência total de tudo o que me aconteceu, o que quer que me acontecesse.
Certamente, essa foi a minha natureza e a minha essência, antes mesmo de vir a esse mundo.
Então, hoje, mesmo se você não seja feito da mesma natureza e da mesma essência ou da mesma manifestação que eu, é-lhe possível, aí também, instantaneamente, não experimentar o que vocês nomeiam energia, vibração, Luz, mas ser, instantaneamente, você mesmo, em união e comunhão com Cristo.
Não procure manifestações exteriores, porque tudo acontece no interior e, mesmo esse casamento místico, você sabe, acontece em seu Templo, nesse corpo tão frágil, tão perecível, tão inconstante, mesmo.

Você não poderá encontrar isso, mesmo não em suas ideias ou em seus pensamentos, porque as ideias e os pensamentos que lhe são próprios refletem, simplesmente, o efêmero da vida nesse mundo, enquanto meu Pequeno Jesus, mas, se você prefere Buda ou Maria, ou qualquer outro ideal para você, você não vai ter necessidade de projetá-lo, você tem, simplesmente, que crer, ou sem crer, mas colocar a proposição que já está em você.
E você não terá necessidade de esperar o Céu para viver o Céu, você não terá necessidade de esperar estar no Céu para fazer, como eu faço, o bem sobre esta Terra.
Você se tornará o bem por mimetismo com Jesus ou com Maria, apagar-se diante de sua Majestade, apagar-se diante de algo que nos supera, tanto ao nível das próprias percepções, das sensações e das experiências que nós fazemos na superfície desse mundo.
Dê-se conta de quantos seres humanos sobre este planeta, quer seja no Oriente, no Ocidente ou em qualquer parte desse mundo, que reivindicam o Amor e, no entanto, não chegam a vivê-lo em sua totalidade e sua plenitude, porque o Amor é totalmente incompatível com ser uma pessoa.
A pessoa pode viver e experimentar apenas um amor, eu diria, humano, mas o Amor divino não tem qualquer medida, qualquer comparação possível com o Amor, aquele de Jesus, aquele de Maria e, também, aquele que vocês são.

O que eu quero dizer com isso é, para vocês, reconhecer, para que cada um reconheça-se, agora, se já não foi feito.
Há necessidade de mergulhar nas profundezas e, nas profundezas, ali chegar necessita do Silêncio.
Mas não importa qual silêncio.
O Silêncio interior torna-os totalmente invulneráveis a todas as oposições da pessoa, das necessidades de brilhar, das necessidades de pôr-se à frente, das necessidades de dirigir quem quer que seja.
Eu jamais dirigi nada, eu deixei a Vida dirigir-me, ainda que apenas pelo pensamento da certeza de meu Céu após meu tempo sobre a Terra.
Eu jamais tive qualquer dúvida sobre  minha Eternidade, e eu não tive necessidade de mostrá-la a quem quer que seja.
Eu descobri que o melhor modo de aparecer em Sua Verdade, era manifestá-Lo em minha vida.
O único desejo que eu tive foi recusado, em um primeiro tempo, era de entrar no Carmel, e eu ali entrei muito jovem.
Vocês sabem disso, aqueles que vieram ver-me onde eu estava, e são numerosos, entre vocês, a terem vindo ver-me, e vocês não sabem a alegria que abrasa meu coração e que abrasa Jesus, quando vocês pensam em mim, quando se conectam a mim e a Ele, portanto.

Hoje, você tem apenas isso a fazer.
Isso não é uma crença, não é uma afirmação de sua cabeça, de sua pessoa, de seu desejo, porque qual é a pessoa que quer desaparecer dela mesma, se não é aquele que sabe que está pleno Dele e que aspira apenas a Ele?
Então, cabe a você ver, porque jamais, como você sabe, mesmo a vibração, mesmo a energia necessita, de sua parte esse abandono.
Então, por que esperar que o abandono manifeste-se para decidir vivê-lo, de uma vez por todas?
A Graça da Luz é de uma evidência tal que, se você dá os primeiros passos, a Luz mostrará a você e dará dez para você.
Isso se chama, verdadeiramente, repousar Nele.
Cada ser humano, e eu observei isso em meu Pequeno Caminho, em meio às minhas irmãs, no lugar no qual eu mesma coloquei-me em clausura porque, mesmo ali, eu vi, é claro, as pessoas com seus desejos, com seus anseios.
Elas tinham o Amor por Jesus, mas tentavam traduzi-lo com a humanidade delas nesse mundo, e é tão difícil que eu vi, imediatamente, que isso não era possível, e que Jesus não queria, absolutamente, isso para cada um de nós.
Ele nos havia pedido para imitá-lo, não para fazer como Ele, mas para SER como Ele.
Desposá-lo, casar com Ele, sim, era o meu único ideal, era o meu único objetivo.
E se vocês soubessem como eu estava com pressa de juntar-me ao Céu, apesar de minha idade!
Então, devo dizer que, hoje, vocês não têm que rejeitar o que quer que seja, mas estar nessa vida na maior das humildades, em seu próprio desaparecimento.

Um dos Anciões repetiu, em numerosas reprises de sua vida que, se ele era, aparentemente, para o olhar de uma pessoa normal, humana, que não vivia encontro com seu Céu interior, isso aparecia como milagres, mas é o inverso que é um milagre, ou seja, como vocês podem, ainda, esperar viver, ou esperar viver, mesmo, sem a Presença Dele?
Então, se você quer que Ele apareça em você, porque Ele está aí, Ele sempre esteve aí, mas com uma intensidade que você não suspeita, mesmo, exceto se você já tenha desparecido.

Então, não reclame.
Nada há a criticar, não há qualquer outro obstáculo em seu interior.
Não há qualquer memória que se mantenha diante de Cristo, não há qualquer futuro que se mantenha diante Dele.
Mas você quer, realmente, desposá-Lo?
Você quer, realmente, desposar-se?
O que quer dizer deixar o que você acredita ser, o que você faz, ao mesmo tempo continuando a fazer, é claro, sem demitir-se do que a Vida deu-lhe a fazer ou a ser, quaisquer que sejam as circunstâncias.
Se você aceita isso, então, você terá muito mais chance do que eu, porque você realizará o Céu sobre a Terra antes que a Terra junte-se ao Céu, e isso, como alguns tentaram fazê-lo aceitar, e, sobretudo, viver.

É evidente, se você já está em seu Céu, aqui mesmo, sobre a Terra, se você já desaparece.
Mas, para isso, lembre-se: você nada pode apreender, você de nada pode apropriar-se no Amor.
Você apenas pode Ser e apagar-se diante da majestade e da grandeza e, se você é grande no Céu, mais você está próximo de Jesus, pelo menos você será algo nesse mundo, qualquer que seja sua posição, quaisquer que sejam seus encontros, porque a Humildade é a maior das chaves.
Eu diria que é a chave que o conduz, diretamente, à sua Eternidade, sem passar pelo que quer que seja mais.
Mas, para ser humilde, é preciso, já, não se conhecer, no sentido humano, mas, simplesmente, aceitar nada compreender, aceitar nada apreender, aceitar tudo soltar e, sobretudo, aceitar entregar-se a Ele, ou seja, confiar Nele, em cada ato, cada ação e cada evento que sobrevenha em sua vida.
Oh, para isso, você sabe, eu vi muitas irmãs pelas quais eu tive, sempre, tanto Amor, mas, ainda hoje, quando eu vou lá embaixo, e vejo as irmãs que creem que, sendo as melhores na comunhão, sendo as melhores nisso ou naquilo, elas seriam mais amadas pelo Senhor.
Oh, não, o Senhor não quer isso.
Ele quer, simplesmente, apenas seu Coração, mas não para tomá-lo, mas para dá-lo a você.
E receber seu próprio Coração é fazer desaparecer a cabeça.
É fazer desaparecer tudo o que não é isso, e o melhor caminho, o mais rápido, como eu disse, é a Humildade.

A Humildade é aceitar apagar-se diante da manifestação da Vida, diante de Sua Manifestação, porque, mesmo se há um sofrimento, mesmo se você tem a impressão de que há uma distância, que você ali não está, tudo isso é apenas vaidade de sua própria pessoa, porque ser humilde é não pôr tela entre Ele e você.
É apenas a vaidade que o faz crer que há um caminho a percorrer para ser melhor do que o que você é, no instante presente.
Ele o quer como você é.
Ele quer seu Coração, e Ele o quer nu.
Ele quer sua confiança, Ele quer seu Amor, para fazê-lo ver.
Ele nada mais quer do que isso, quaisquer que sejam as aparências, quaisquer que sejam suas dores ou suas alegrias, não há outro interesse nesse mundo do que casar-se com Ele.
Tudo isso, em todos os caminhos que puderam existir sobre esta Terra, resume-se a isso: você está pronto para desaparecer, você está pronto para apagar-se diante da vida, para viver a Vida e Vida vive você, sobretudo, na facilidade, na Evidência?
Porque, é claro, visto do exterior, eu era uma jovem que se colocou na clausura muito jovem, que foi testada por sua condição física.
Oh, como eu agradeço ao meu Pequeno Jesus, por ter-me feito sofrer tanto nesse corpo, porque eu pude soltar tão rapidamente, tão rapidamente e tanto reconhecê-LO na evidência de Sua Presença e, mesmo, de Sua Ausência, porque se Ele não está, eu morro, e se ele está, eu estou Viva.
Você apreende isso?
Então, o apreender não é o compreender, é aquiescer.

Então, você fala muito, nesse momento, de Feminino Sagrado, porque o Feminino Sagrado é o Acolhimento, o acolhimento total, incondicional e irreversível.
Qual acolhimento?
Aquele da Luz, não para retê-la e guardá-la para si, mas para Servir, e o melhor Serviço que você possa dar à Luz é desaparecer, apagar-se, nem mesmo pedir para ser atravessado pela Luz, mas estar consciente de que é a Luz que está em seu Coração.
Que está aí, que sempre esteve aí e que só os medos, as crenças, as ideias, os pensamentos, os condicionamentos, tudo o que há a fazer como tarefas quotidianas, mesmo se essas tarefas quotidianas não são entregues a Ele, mesmo se você consiga fazê-las, haverá, sempre, um instante no qual isso será menos fácil ou, então, no qual você quererá parar ou mudar.
Enquanto, se Jesus está aí, se você deixa para Ele todo o lugar, o que quer que lhe aconteça, você permanecerá, sempre, no mesmo estado, na mesma confiança, no mesmo contentamento, eu diria, mesmo se ele não é tão grandioso para ver como um êxtase com as manifestações da Luz em você.
Jesus toma todo o lugar, mas Ele é silencioso em você, Ele espera apenas que você O reconheça, Ele ou toda Luz que, para você, é um arquétipo que transcende esse mundo e todos os mundos, porque toda Vida vem daí.

Vocês têm sido nomeados, também, Filhos Ardentes do Sol, o que é que isso quer dizer?
O Sol aquece, indistintamente, toda consciência.
Ele não tem raios para aquele que é bom e nada de raios para aquele que é Mau.
Isso nada quer dizer, é a mesma nutrição para todo mundo, e vocês são, nós todos somos esse Sol.
Ele está em nós, no meio de nosso peito, ele sempre esteve aí.
São apenas seus hábitos, suas crenças, condicionamentos que nós todos temos, os sofrimentos do passado e os sofrimentos temidos no futuro que os fazem crer, imaginar ou pensar que vocês não são dignos.
Mas, se vocês desaparecem, o que resta para poder ser digno ou não digno?
Sua insignificância é a insígnia de sua grandeza de Eternidade, de sua Eternidade e, sobretudo, de Sua Presença.
É claro, eu sei muito bem que meu Jesus, quando de Sua experiência sobre esta Terra, não era, necessariamente, alguém de muito terno, mas Ele era modelo, Ele foi aquele que nos abriu esse caminho do Amor, efetiva e concretamente, pelo sacrifício de Seu sangue.
Ele nos resgatou, a nós.
Ele não veio salvar-nos, ele veio restituir-nos nossa Liberdade, e vocês têm o mesmo direito e a liberdade total de não reconhecê-Lo.
Mas eu lhes garanto que, se vocês querem viver na Alegria, que não haja mais qualquer questão em vocês, concernente ao que quer que seja, e que tudo o que se desenrola diante de vocês torne-se um tapete de rosas, então, deixem trabalhar, apaguem-se diante da Majestade, apaguem-se a si mesmos diante de si mesmos e, aí, vocês terão, sem dificuldade alguma, esse estado, essa confiança total, irreversível, absoluto no que vocês são, e ao fato de que é nosso Grande Irmão e, como Grande Irmão, Ele está, também, em nós.

O que faz, mesmo uma criança normal, diante de seu irmão mais velho?
Eu mesma, o que eu fiz diante de minhas irmãs mais velhas?
Em toda confiança, eu atribuí a elas a autoridade, sem submeter-me, sem demitir-me, mas, simplesmente, eu sei que, para Jesus, é ainda maior, é tão vasto, mesmo se, agora, eu estou unida a Ele, eu lhes falo de minha experiência de então.

Então, hoje, é claro, vocês têm todas as idades, funções, papéis que são diferentes, que vocês devem assumir porque, como vocês veem e sabem, a Vida colocou-os, muito precisamente, nesta data, aí, onde vocês estão.
Então, nada mais há a fazer do que acolhê-Lo.
Ora, o Acolhimento é o Feminino Sagrado que, no entanto, como vocês sabem, mas eu não sabia, em minha pequena vida, eu não tinha necessidade de conhecer tudo isso, isso não me interessava, porque eu sei que eu tinha um objetivo, e um único, juntar-me a Jesus.
E, se esse objetivo está aí, o que fazer-lhe o que você tem sido em sua vida?
O que pode fazer-lhe o que você nomeia Liberação?
O que pode fazer-lhe o que você nomeia Si?
Será que isso é importante, definitivamente?
Será que sua própria Profundeza, seu próprio desaparecimento, sua própria Humildade não são a garantia de que é Ele quem age em sua vida?
Você está vivo nesse mundo e, se você desaparece, o que acontece?
Bem, você continua a viver, a respirar, a estar nesta Terra, de momento.
Reconhecer Jesus na obra é, já, apagar-se diante Dele para deixá-Lo manifestar-se.

Oh, é claro, nem sempre há manifestações, eu diria, espetaculares, como algumas de minhas irmãs viveram, porque há vários caminhos, vocês sabem, mas, de fato, há apenas uma Verdade, é Jesus.
Então, eu digo Jesus porque essa é minha natureza, mas retenham, na profundeza de seu ser, há Cristo, Ele vem estabelecer-se, mas Ele já está estabelecido.
Simplesmente, os véus, o que vocês chamam de condicionamentos, são mais fortes do que a Presença de Jesus, de momento, enquanto vocês não O tenham reconhecido, enquanto vocês não tenham esvaziado a si mesmos, de tudo o que é supérfluo no interior de si.
A Vida dá a vocês isso ou aquilo, é preciso respeitá-lo, mas ela lhes deu, também, a vida desse corpo, quaisquer que sejam as circunstâncias originais, fossem elas falsas e alteradas, vocês têm, ainda, de qualquer forma, em vocês, essa Centelha.
Ela sempre esteve aí, caso contrário, como vocês poderiam, mesmo, estar na vida na superfície desse mundo, se não houvesse a origem da Luz em vocês, ou seja, esse absoluto Amor e Absoluto que é, mesmo, além do Amor, aí, de onde emana o Amor, o que está além da Luz?
Mas, para isso, há apenas um único caminho, mesmo se os caminhos sejam múltiplos.
Ele nos havia dito isso e, em minha vida, na encarnação, essa frase seguiu-me todo o tempo: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida».
Então, meu Amado, se você é o Caminho, a Verdade e a Vida, basta que eu ande em Seus passos e, para andar em Seus passos, é preciso que eu desapareça e, para andar em Seus passos, é preciso que um e o único pensamento de todos os dias e de todas as minhas ações sejam Você.

Se vocês adotam isso, vocês se tornarão, eu diria, obsessivos, e verão que essa obsessão fará desaparecer todas as outras obsessões e que seu desaparecimento nas profundezas de seu ser far-se-á muito naturalmente.
Então, é claro, depois, a vida, como vocês dizem, continua, mas ela não continua do mesmo modo.
Ela não continua do mesmo modo porque tudo, simplesmente, nesse caso, vocês sabem que é Jesus quem os guia.
Vocês colocaram seus passos nos passos Dele com sua Pequenez, porque, é claro, vocês se apagaram diante Dele e é o único modo de desposá-Lo.

Então, se no que você vive hoje, há doenças, há sofrimentos, há alegrias e, se você se queixa por não viver a Alegria todo o tempo, a cada minuto de sua vida, coloque-se a questão de quem está aí e que impede de ver essa Felicidade e de vivê-la, o que quer que lhe aconteça.
Eu digo, sim, o que quer que lhe aconteça, quer anunciem-lhe sua morte amanhã, então, naquele momento, mesmo se isso é real e concreto nesse mundo, você corre de sua morte para viver o que você tem a viver.
A Profundeza e a Pequenez põem fim às dúvidas, põem fim às ilusões também.
Ela faz desaparecer, também, o efêmero, e dá-lhes como único objetivo, se posso dizer, estar com Ele, estar Nele, como Ele está em você.
Então, aí não há necessidade de conhecimentos, nem de exercícios, nem do que vocês nomeiam energia, nem mesmo de vibração, há apenas que desaparecer e Servir, o que quer que isso lhes custa, porque, frequentemente, na noção de Serviço, há uma expectativa de uma recompensa, qualquer que seja.
Mas sua recompensa não tem que vir de nossos irmãos e nossas irmãs que estão encarnadas, sua recompensa vem, diretamente, do Céu, na condição de recusar a recompensa dos irmãos e das irmãs, porque uma recompensa é um comércio, é uma troca.
Em contrapartida, se você aceita tudo dar e dar-se, e eu não falo de coisas externas, mas eu falo de minha alma, então, naquele momento, Jesus está aí, e nos momentos nos quais pareça-lhes que Ele está menos aí, vocês sofrerão tanto que aspirarão apenas reencontrá-Lo, imediatamente.

Do mesmo modo que vocês têm sido nutridos pela Luz das Estrelas, dos Anciões, dos Arcanjos, da Fonte, do mesmo modo, hoje, vocês devem desaparecer para nutrir-se a si mesmos e reencontrar Cristo.
Se vocês aceitam isso, então, sua vida, como eu disse, tornar-se-á como um tapete de rosas, que se desenrola diante de vocês.
Vocês não terão, absolutamente, necessidade do que quer que seja mais e, depois, eu era muito preguiçosa ao nível espiritual, do que vocês nomeiam a espiritualidade.
Eu tinha Jesus, eu me dizia por que é que eu teria necessidade do que quer que fosse mais?
Quer eu morra amanhã, quer eu viva centenária, isso não tinha qualquer importância, porque, com Jesus, o tempo não conta, porque, com Jesus, as humilhações não existem, porque, com Jesus, mesmo as tarefas as mais ingratas são realizadas no mesmo estado.
Então, é claro, a única coisa que eu pedia a Jesus não era melhorar minha condição ou mostrar-se a mim, mas acolher-me Nele, para que eu o Desposasse a partir de minha chegada ao Céu.
É preciso, para isso, uma grandeza de alma, o que eu chamaria o sacrifício da alma, ou seja, aceitar ser dissolvido Nele.
Aí está a Eternidade.
Ela nada é do que eu dei a ver nesse mundo, ela nada é do que as grandes filosofias descreveram ou os grandes movimentos escreveram.
Ela está, justamente, no desaparecimento de todas essas organizações, de todos esses modelos.

E, é claro, hoje, vocês têm recebido inúmeras informações no interior de si, por diversas vozes que têm tentado mostrar-lhes que todas as religiões foram, todas, possuídas por forças que nada têm de religiosas.
Religião é estar religado à Luz, religião não é um intermediário, religião não é outra coisa além disso, ou seja, desaparecer e não reivindicar o que quer que seja.
Mas, é claro, como havia dito São Paulo, vocês podem dar toda a sua riqueza material, vocês poderiam falar a língua dos Anjos, que isso não mudaria uma vírgula em sua condição.
Ser humilde é fazer parte desta Terra sem dela ser.
É desaparecer na Terra para deixar o Fogo aparecer, esse Fogo de Amor, essa Água que desce do alto e que os restitui à sua Eternidade.
Vejam vocês, tudo isso eu lhes disse, mas, hoje, com uma iluminação mais fácil, porque, hoje, talvez, nem sempre, em todo caso, para vocês que têm realizado uma pesquisa ou uma vivência específica da consciência, das energias, das vibrações, do que vocês vivem, do que reencontram, tudo isso nada é se não os faz entrar em seu ser interior, aí, onde está Cristo.
Tudo isso nada é se você não é humilde, porque se a Humildade é fingida, o que vai acontecer?
Bem, Cristo não estará mais aí e isso será o que algumas de minhas irmãs, em sua vida, chamavam «o adversário ».
Mas não há outro adversário que não você mesmo.
Você acredita que alguém possa algo contra Cristo?
Oh, eu não falo de religião, eu falo da Consciência que pisou com seus passos esse solo, e que era bem mais do que essa Consciência em um corpo.

Então, desposar Cristo é tornar-se, si mesmo, Cristo, é desaparecer para as vaidades desse mundo e para sua própria vaidade de crer-se eterno, de crer-se todo poderoso, de crer-se dominar o que quer que seja de sua vida ou de dirigir o que quer que seja.
Porque não há alternativa: ou você dirige sua vida, ou você a deixa ser dirigida por Ele.
Todo o resto são apenas ilusões e quimeras.
Como vocês sabem, e como, talvez, tudo isso se revele em vocês e ao seu redor, hoje, a armadilha, eu diria, da sombra, como vocês a nomeiam, nada mais é do que a armadilha do poder, a armadilha de querer apresentar-se como maior do que o menor que está encarnado sobre a Terra.
Se você é, verdadeiramente, grande, isso irá lá no alto, em sua Eternidade, mas, quanto mais você é grande lá no alto, mais você é pequeno aqui.
Você não pode escapar dessa regra.
E não é, certamente, uma questão, unicamente, de dinheiro nem de papel social, mas é, verdadeiramente, uma das Verdades do Espírito a mais importante, porque, assim que você a reconhecer, você mesmo, através de sua Humildade e de sua Profundeza, através do Silêncio interior, através, talvez, de ajudas que você utilize, quer sejam cristais ou o que lhes comunicou Li Shen, muito recentemente.
Se você não desaparece, se você não se apaga diante do movimento proposto por Li Shen, bem, Cristo não está aí, Ele está aí, mas você não O vê.
E, mesmo se você não o veja, você deve manter essa Profundeza e essa Humildade.
É a garantia de sua Liberação, é a garantia de seus Reencontros com Ele e com você mesmo.
A única garantia está aqui.
Aliás, você mesmo a vê, através do que você tem podido viver como experiências que lhes parecem, por vezes, de regozijo, por vezes, difíceis, tanto no plano humano como nos planos do Espírito.
Tudo isso nada é se a alma não tenha decidido abandonar-se a Ele, se a alma não tenha decidido entregar-se a Ele, ou seja, desaparecer, inteiramente.
Mas isso, minha Irmã Ma Ananda explicou a vocês durante esses anos.

O Fogo do Amor queima tudo o que não é ele.
Mas, é claro, se você está na Humildade, não há razão alguma de sentir a mínima queimadura.
Porque, se você desapareceu, o que resta para queimar?
Se você não desapareceu, a queimadura far-se-á cada vez mais intensa, morderá você e obrigará, de um modo ou de outro, a reconhecer o que você é, sua Pequenez aqui e sua grandeza infinita, uma vez que a encarnação não esteja mais aí.
E, se você quer viver feliz, e eu não falo da satisfação dos sentidos ou de uma vida bem realizada, mas a satisfação real, aquela que vem do Coração, se não há a Humildade, se não há a Infância, se não há a Integridade, bem, isso, estritamente, para nada serve.
Para que servem todos os poderes, para que serve todo o dinheiro, para que servem todas as felicidades humanas, se elas os afastam do que vocês são?
É claro, há uma satisfação imediata, mas o que é a satisfação imediata, mesmo o prazer o mais poderoso, em relação ao prazer que propicia Cristo?
Tente ver, por si mesmo, eu quero dizer, com isso, que nada mais há a fazer do que procurar o Reino dos Céus, que está dentro de você, e esse Reino dos Céus não se importa nem com suas gesticulações, sua idade, sua saúde, sua função, seus filhos, seus pais, porque é algo que se vive sozinho e exclusivamente sozinho, no interior de si.
Quando você desaparece de si mesmo, Cristo está aí.
E esse caminho não tem necessidade de qualquer outra ascese que não o sentido do Serviço ao invés do sentido do dever, o sentido da insatisfação ao invés do sentido da satisfação.
Insatisfação que nada faz projetar, mas que lhe mostra, simplesmente, que Cristo bate à sua porta.

Eu nada mais tenho a dizer, e eu direi, doravante, sempre a mesma coisa: o que você quer?
Você quer ser livre?
Mas você já o é, com Cristo, independentemente do que viva esse corpo, independentemente do que viva no exterior ou nas vibrações.
Não se esqueça, jamais, disso.
Porque, no momento da passagem, se isso ainda não foi feito em você enquanto vivo, a única coisa que contará é isso: Cristo, Você está aí?
Sim, Ele está aí, porque você desapareceu.

Então, eu posso apenas propor-lhes, agora, em companhia de Cristo, para entrar nessa Profundeza que é o Silêncio interior.
Você está tanto na profundeza que nada emerge da pessoa, e isso você pode fazer fazendo não importa o quê, o que quer que você tenha a fazer.
Permita estar aí e fazer descer, sobre cada um de vocês, uma chuva de pétalas de rosas.

Eu os amo tanto e tanto, porque eu vejo em vocês meu Esposo, e eu vejo, realmente, por vivê-lo, a partir desse instante, que não há diferença entre vocês e eu.
Há apenas as aparências que vocês colocaram, nada mais, e essas aparências são ligadas apenas às feridas, mas vocês não são essas feridas, vocês não são tudo o que é horrível a viver nesse mundo.
Apreendam isso, é a única coisa de que vocês têm necessidade de apreender e, depois, não há mais luta, depois, nada mais há que não Ele, que não esse Amor absoluto.

Recebam, agora, a Graça de minha Presença e a Graça dessa chuva de rosas, uma segunda vez.

Eu e minhas Irmãs estamos, todas, em vocês, do mesmo modo, para vocês.
Eu os amo infinitamente e sem qualquer condição, quaisquer que sejam as feridas, quaisquer que sejam os sofrimentos, porque, com Cristo, porque, com o Amor, tudo é apagado, tudo é lavado, sem que vocês tenham que se ocupar ou preocupar-se.
Ele disse: «Se você tem a fé como um grão de mostarda, as montanhas empurrariam, você diria a elas subam, elas subiriam».

Então, se quiserem elevar-se, viver, já, a partir de agora, antes da Passagem, o que é obtido para cada irmão e cada irmã, vocês devem desaparecer em suas próprias profundezas.
Oh, depois, é claro, vocês deverão voltar a subir para enfrentar, mas vocês não estarão mais sós.
Mas é preciso ser só, primeiramente, é preciso passar.

Eu os amo e eu os abençôo pela terceira vez.

Até breve.


Chamem-me quando quiserem, vocês terão os sinais de minha Presença, mas, antes de qualquer coisa, vão ao interior.
Enquanto vocês olham para o exterior, é que não querem ver seu interior, talvez, por medo, talvez, por sofrimento, nenhuma importância, permaneçam fixos na Luz, em Cristo.
Mas não considere qualquer interpretação ou explicação da Luz, ela é a causa, o fundamento, o objetivo e o desenrolar, ela mesma.
O que vocês querem, com seus conhecimentos, com seu mental, com seus pensamentos?
O que vocês podem encontrar mais, o que podem esperar mais?

Eu lhes digo até breve.
_________________

Transmitido por Claudine


2 comentários:

  1. Desaparecer é, unicamente, frustrante para a pequena pessoa, mas é algo que é, nesses tempos, o caminho o mais curto para ter a Felicidade, agora e já, viver seu Reencontro com Ele e, antes de tudo, consigo mesmo.

    Dê-se conta de quantos seres humanos sobre este planeta, quer seja no Oriente, no Ocidente ou em qualquer parte desse mundo, que reivindicam o Amor e, no entanto, não chegam a vivê-lo em sua totalidade e sua plenitude, porque o Amor é totalmente incompatível com ser uma pessoa.

    É evidente, se você já está em seu Céu, aqui mesmo, sobre a Terra, se você já desaparece. Mas, para isso, lembre-se: você nada pode apreender, você de nada pode apropriar-se no Amor.

    É apenas a vaidade que o faz crer que há um caminho a percorrer para ser melhor do que o que você é, no instante presente.

    Mas, se vocês desaparecem, o que resta para poder ser digno ou não digno? Sua insignificância é a insígnia de sua grandeza de Eternidade...

    É preciso, para isso, uma grandeza de alma, o que eu chamaria o sacrifício da alma, ou seja, aceitar ser dissolvido Nele. Aí está a Eternidade. Ela nada é do que eu dei a ver nesse mundo, ela nada é do que as grandes filosofias descreveram ou os grandes movimentos escreveram. Ela está, justamente, no desaparecimento de todas essas organizações, de todos esses modelos.

    Porque não há alternativa: ou você dirige sua vida, ou você a deixa ser dirigida por Ele. Todo o resto são apenas ilusões e quimeras.

    Tente ver, por si mesmo, eu quero dizer, com isso, que nada mais há a fazer do que procurar o Reino dos Céus, que está dentro de você, e esse Reino dos Céus não se importa nem com suas gesticulações, sua idade, sua saúde, sua função, seus filhos, seus pais, porque é algo que se vive sozinho e exclusivamente sozinho, no interior de si.

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  2. "Como vocês sabem, meu caminho é o Pequeno Caminho, e a vibração que eu porto é aquela da Profundeza, aquela que os leva a Desaparecer para encontrar o que vocês São e, sobretudo, Cristo.
    "Desaparecer é, unicamente, frustrante para a pequena pessoa, mas é algo que é, nesses tempos, o caminho o mais curto para ter a Felicidade, agora e já, Viver seu Reencontro com Ele e, antes de tudo, consigo mesmo.

    "A Humildade corresponde à Profundeza.
    "A Humildade e essa Profundeza são o que vai empurrá-lo, de algum modo, não, unicamente, a não mais emitir julgamento sobre tudo o que pode ser vivido no exterior, porque lhe dá a viver o que você É Verdadeiramente, no mais profundo de seu ser.
    "Ser humilde é fazer parte desta Terra sem dela ser.
    É desaparecer na Terra para deixar o Fogo aparecer, esse Fogo de Amor, essa Água que desce do alto e que os restitui à sua Eternidade.

    "Então, devo dizer que, hoje, vocês não têm que rejeitar o que quer que seja, mas estar nessa vida na maior das humildades, em seu próprio desaparecimento.
    "Reconhecer Jesus na obra é, já, apagar-se diante Dele para deixá-Lo manifestar-se. ... Será que sua própria Profundeza, seu próprio desaparecimento, sua própria Humildade não são a garantia de que é Ele quem age em sua vida?

    "Hoje, vocês devem desaparecer para nutrir-se a si mesmos e Reencontrar Cristo. Se vocês aceitam isso, então, sua vida, como eu disse, tornar-se-á como um tapete de rosas, que se desenrola diante de vocês.
    "Então, deixem trabalhar, apaguem-se diante da Majestade, apaguem-se a si mesmos diante de si mesmos e, aí, vocês terão, sem dificuldade alguma, esse estado, essa confiança total, irreversível, absoluto no que vocês São.

    "Quando você desaparece de si mesmo, Cristo está aí.
    "É preciso para isso, uma grandeza de alma, o que eu chamaria o sacrifício da alma, ou seja, aceitar ser Dissolvido Nele. Ai está a Eternidade.

    "Então, eu posso apenas propor-lhes, agora, em companhia de Cristo, para entrar nessa Profundeza que é o Silêncio Interior.
    "Na profundeza de seu ser, há Cristo, Ele vem estabelecer-se, mas Ele já está estabelecido.
    "Permita estar aí e fazer descer, sobre cada um de vocês,
    uma chuva de pétalas de rosas."

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