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24 de nov de 2014

IRMÃO K (por Joseph) – 24 de novembro de 2014


Eu sou Irmão K.
Irmãos e irmãs bem amados, permitam-me partilhar com vocês um instante de Silêncio interior, para que eu exprima, em seguida, alguns elementos concernentes ao que se desenrola em vocês, nesse momento, e no o conjunto deste planeta.
Eu lhes aporto as minhas bênçãos nesse Silêncio, antes de começar a exprimir-me.

… Silêncio…

Eu lhes proponho, hoje, dar-lhes elementos.
Esses elementos nada têm a ver com a complexidade que acaba de ser-lhes descrita por Um Amigo, concernente à alquimia, de algum modo, entre o corpo físico e o corpo de Existência.
Eu venho, ao invés disso, quanto a mim, dar-lhes certo número de pistas e de elementos de reflexão, concernente a certo número de conceitos que os ajudarão, certamente, a melhorar, eu diria, sua Clareza, sua Precisão, assim como sua capacidade para ver-se.

Para isso, é indispensável estabelecer certo número de diferenças entre algumas palavras.

A primeira dessas palavras é, obviamente, o Silêncio, período propício ao aparecimento desse Silêncio interior.
O Silêncio interior é, diretamente, ligado à vacuidade, à Transparência e ao desaparecimento da pessoa.
Nesse estado de Silêncio interior não pode existir qualquer emoção, qualquer visão, qualquer manifestação, mesmo, da vibração.
Tudo é calmo, tudo é perfeito, tudo é Silêncio.
Aí se situa a Infinita Presença estado e o Absoluto.
O silêncio exterior é ligado, obviamente, à parada da projeção da consciência ao exterior, quer isso concirna tanto aos pensamentos, às emoções, como as ideias ou, mesmo, a amplificação da energia em vocês e ao seu redor.
O ego reclama, sempre, o Silêncio exterior ou, em todo caso, o barulho exterior vem incomodar o ego que procura encontrar-se a si mesmo, enquanto ele não pode encontrar-se onde ele procura.
O Silêncio interior é uma Evidência, porque o Silêncio é o que precede toda Criação e participa do não Ser e do Absoluto.

Vamos falar, em seguida, do que é nomeado de necessidades e desejos.
A personalidade inferior, inscrita no fogo vital, vai manifestar, de maneira inexorável e perpétua, o que é nomeado de desejos.
Esses desejos são a fonte dos apegos; os apegos são as fontes do sofrimento.
A necessidade é o que é solicitado pelo corpo, como por sua vida, mas que não é oriundo de um desejo, mas, realmente, de algo que pode faltar no agenciamento de seu corpo ou no próprio agenciamento de seus pensamentos e de suas emoções.
O desejo vem, portanto, do ego; a necessidade vem, portanto, da consciência vital, pacificada e elevada pelo Fogo Vibral.

A Liberação anterior à Liberação coletiva traduz-se por um desaparecimento de todo desejo; eles estão, entretanto, presentes quando a oportunidade apresenta-se, mas não é algo que se manifeste sem que a consciência possa estar consciente dele, sem que a consciência possa refreá-lo.
A necessidade corresponde ao que é necessário para manter a vida, sem ali misturar qualquer projeção da consciência ou um desejo qualquer ou um apego qualquer.
A necessidade é, portanto, livre de todo apego; o desejo é, simplesmente, a consequência do apego.

A consciência e a a-consciência.
A consciência, qualquer que seja sua forma, limitada, ilimitada, aquela do Si, a necessidade de manifestação, ou seja, de projeção e de experimentação, na busca de algo que ela não poderá, é claro, encontrar, que ela fará apenas roçar ou tocar por instantes, antes de reencontrar o estado inicial.
A a-consciência, que confina a Infinita Presença, suprime todo elemento ligado à própria consciência.
No Silêncio interior da a-consciência, a única manifestação possível é a imersão na Luz branca.

Se, em seus espaços interiores, aparecem outras coisas que não essa vacuidade; se, no espaço de seu Silêncio interior, aparecem elementos coloridos, de qualquer maneira que seja; se aparece, nessa consciência não controlada, de algum modo, pela a-consciência, que não é um comando ou uma imposição, mas, sim, um desvendamento do que sempre esteve aí, então, não pode existir qualquer inversão.
Tudo o que se manifestar na consciência, que não tenha tocado a a-consciência, estará em relação, tanto na manifestação como nas consequências, diretamente em relação com o livre arbítrio que, eu os lembro, não é a Liberdade, ou seja, coloca-os, de ofício e permanentemente, sob a lei de ação/reação e, portanto, da causalidade.

A a-consciência que é o não Ser, o Absoluto, é, também, o lugar no qual não pode existir qualquer projeção, qualquer manifestação e no qual tudo está contido, no entanto, nesse não Ser, o que dá a possibilidade de experimentar toda gama da consciência sem, contudo, ali estar apegado, preso ou dependente.

O resultado da a-consciência é a Paz definitiva.
O resultado da consciência, mesmo em sua forma dita ilimitada, que é, no entanto, limitada à existência de uma consciência, traduzir-se-á, sempre, por uma forma de dualidade, mesmo fora de toda linha de predação.
Essa dualidade não é a dualidade tal como vocês a conhecem, mas, justamente, a necessidade de projetar-se em uma experiência ligada à alma, que dá um ponto de comparação.
Não existe, na a-consciência, qualquer ponto de comparação, porque compreende tanto o Ser como o não Ser.

O corpo físico torna-se, eu diria, resiliente ao sofrimento, o que quer dizer que o que é percebido na personalidade egoica de base manifesta-se como junto a todos e cada um, mas não pode mais impactar o que quer que seja ao nível do que o Ser é, novamente, em sua Eternidade, em sua Existência, como em seu não Ser.

A Verdade.
Ela é relativa e contextual na consciência.
Ela é absoluta, irremediável e única no Absoluto.

A consciência do Si, como a consciência egoica de base, é questão, em si como no exterior de si, e em permanente discriminação e não julgamento.
O Absoluto não se importa com a discriminação, da vida, de quem quer que seja de exterior ou do que quer que seja de interior.

Na consciência egoica de base, o Silêncio, para estabelecer-se no interior, necessita do silêncio exterior.
No Absoluto, o Silêncio interior é obtido espontaneamente e não pode ser perturbado, em caso algum, pela ausência de silêncio exterior.

Na consciência existirá, sempre, um corpo de desejo, além do corpo de necessidade.
No Absoluto não existe mais corpo de desejo, existem apenas necessidades perfeitamente conhecidas, perfeitamente vistas, quaisquer que sejam os setores, fisiológicos ou psicológicos que estejam envolvidos ou relacionados.

A consciência egoica de base, como na consciência do Si, traduz-se, sempre, pela necessidade de movimento.
Isso concerne tanto às emoções como aos pensamentos, como ao corpo.
O Absoluto está tão à vontade no movimento como na ausência de movimento, mas a ausência de movimento, portanto, a ausência de pensamentos, de emoções é predominante e na dianteira da cena.

A consciência egoica, a consciência do Si consideram uma evolução e um desenvolvimento, em todos os sentidos do termo.
O Absoluto sem consciência não se importa com o movimento.
Ele mesmo é o movimento, através de sua imobilidade.

A consciência egoica tem necessidade de fazer aderir, de seduzir, de procurar a aprovação e, portanto, procurar o olhar do outro.
A consciência do Si demonstra certa autonomia, mas não Liberdade.
O Absoluto é autonomia e Liberdade totais e imprescindíveis.

A consciência do eu ou egoica de base e a consciência do Si, independentemente do movimento, são ligadas à mudança e à transformação.
O Absoluto não conhece nem mudança nem transformação nem movimento.

No estado de não Silêncio interior, todos os cenários são possíveis na consciência egoica como na consciência do Si.
No Silêncio do Absoluto nada há que possa desviar desse Nada que contém o Tudo.

A consciência do Si, como a consciência egoica, procura uma satisfação através da experiência.
O Absoluto não procura quaisquer experiências, mesmo se elas são vividas.

A consciência egoica, como a consciência do Si tem necessidade de um objetivo.
O Absoluto não tem objetivo algum.

A consciência egoica, como a consciência do Si tem necessidade de atenção e de projetos.
O Absoluto não tem nem projetos nem nada mais que venha perturbar o que ele é.

A consciência do Si, como a consciência egoica, é procura de Paz.
O Absoluto é a Paz.

A consciência egoica, como a consciência do Si, tem necessidade de ver-se na Luz e de preencher-se de Luz.
O Absoluto, como não Ser, é a fonte do Ser e, portanto, a fonte da Luz.
Ela nada tem a provar, ela É.
Para além de todo Eu Sou, para além de todo Eu Sou Um, e para além de toda identificação a uma forma, a um espaço e a um tempo.

A consciência egoica de base conhece a aflição do tempo.
A consciência do Si conhece o tempo.
O Absoluto não conhece qualquer tempo.

A consciência egoica produz o sofrimento.
A consciência do Si evacua seus sofrimentos, de diferentes maneiras.
O Absoluto não se importa com o sofrimento.
Ele não o impacta, porque ele não é nem o sofrimento nem nada mais concernente à pessoa.

A consciência egoica conhece apenas a alegria subordinada à satisfação de um desejo ou de um prazer.
A consciência do Si encontra sua alegria em sua própria contemplação.
O Absoluto é a Alegria do desaparecimento.

A consciência egoica conhece apenas o amor limitado, qualquer que seja a denominação encarnada.
A consciência do Si vive o Amor como uma projeção da consciência.
O Absoluto É o Amor, com ou sem Luz, com ou sem sombra, com ou sem pessoa.

O Absoluto não tem qualquer manifestação perceptível.
Eu diria, mesmo, que o Absoluto representa, para a consciência egoica, como para a consciência do Si, ou uma heresia, ou uma impossibilidade, o que é perfeitamente exato, a tal ponto que a consciência do Si julgará, sempre, o Absoluto como se colocando através do Si e, portanto, como sendo o diabo.

A consciência egoica pode conhecer tanto a saúde como a doença.
A consciência de Si é tão saturada de Luz, que as únicas doenças possíveis são as doenças, eu diria, da Luz em ressonância nesse corpo; o que foi nomeado, por um Amigo, o fogo vital.
O Absoluto não se importa com a saúde ou o sofrimento.
Ele está no não Ser e seu não Ser É.

Existem, portanto, inumeráveis marcadores que lhes permitem situar-se; o Absoluto não se coloca qualquer questão sobre sua situação, tanto no tempo como no espaço.

A consciência egoica é o resultado do passado e da projeção no futuro.
A consciência do Si é o espelhamento da Luz no interior de si mesmo.
O Absoluto é, de algum modo, sua própria fonte e sua própria autonomia.

A consciência egoica depende do olhar, da relação e das interações.
A consciência do Si depende apenas da quantidade de Luz.

A consciência egoica é, certamente, sofrimentos e resistências.
A consciência do Si é satisfação e, também, êxtase.
O Absoluto é um íntase, ligado ao Vazio e ao Pleno, que não depende, portanto, de quaisquer circunstâncias nem de quaisquer satisfações que concirnam à Luz, uma vez que a própria fonte da Luz é encontrada no interior do Ser como no não Ser.

A consciência egoica de base é um conceito alterado e uma manifestação alterada.
A consciência do Si é a manifestação da Luz.
O Absoluto é o estado Luz e participa do estado Luz.

A consciência egoica pretende não depender de nada, enquanto ela é dependente de tudo.
A consciência do Si depende apenas da Luz recebida e aceita.
O Absoluto é sua própria fonte de Luz, enquanto não Ser preliminar ao Ser.

A consciência egoica de base tem por princípio ver-se como imortal e recusar sua própria morte.
A consciência do Si compraz-se na Luz.
O Absoluto é Luz e não pode, portanto, deleitar-se, mas Ser a Luz e unicamente isso.

A consciência egoica de base busca a Luz.
A consciência do Si recebe a Luz.
O Absoluto é a Luz e, também, o que é anterior à Luz.

Para a consciência egoica de base, o Si é procurado, o Absoluto não pode, mesmo ser conceituado.
A consciência de si e do Si reconhece-se por imitação na recepção da Luz.
O Absoluto não se importa com as duas proposições precedentes.

Como vocês veem, portanto, conforme as diferentes possibilidades da consciência em manifestação e fora manifestação, o que se desenrola pode ser profundamente diferente.

A consciência egoica de base tenta recriar a harmonia pela desarmonia.
A consciência do Si cultiva e desenvolve a harmonia.
O Absoluto não se importa com a harmonia ou a desarmonia nesse mundo, porque ele não é mais prisioneiro de conceitos desse mundo.

A Liberdade e a Autonomia de que eu lhes falei longamente encontram-se na consciência do Si e, também, no Absoluto.
Contudo, a Autonomia e a Liberdade do Si são condicionadas pela Luz.
A Liberdade e a Autonomia do Absoluto não são condicionadas nem pela Luz nem pelo que quer que seja mais.

Na consciência egoica há, por vezes, evidências, mas raramente.
Na consciência do Si, a harmonia é mais frequentemente presente.
O Absoluto não se importa com noções de harmonia e de desarmonia.
Ele está, portanto, aí também, além da harmonia e da desarmonia.

A consciência egoica de base vê o bem e o mal através do filtro do ego e da apropriação.
A consciência do Si é florescimento do Ser, mas não conhece, em caso algum, o não Ser.
O Absoluto não tem relação alguma com as duas proposições precedentes.

A consciência egoica de base depende, efetivamente, da história, das circunstâncias exteriores e das circunstâncias interiores, fisiológicas e psicológicas.
A consciência do Si transcende algumas necessidades e alguns desejos.
O Absoluto não conhece nem desejos e tem muito poucas necessidades.

A consciência egoica está voltada para ela mesma.
A consciência do Si está voltada para o Amor e a difusão desse Amor, através do filtro do bem e do mal.
A Unidade é a conclusão do Si, quando ele aceita a dissolução da alma.
O Absoluto não se importa com o Si e o ego, englobando-os, ambos, em uma realidade mais ampla que não conhece limite algum.

A consciência egoica é resistência e não abandono por manifestação da vontade pessoal.
A consciência do Si é Amor na manifestação, mas, também, na discriminação do que lhe pareça ser Amor e não Amor, mesmo na Unidade.
O Absoluto não tem qualquer posicionamento em relação ao Amor, porque o Amor é tudo o que ele é, em cada lugar e em cada ponto do Universo, criado como incriado.

A consciência egoica puxa tudo para si e é preocupada apenas com ela mesma.
A consciência da Unidade vê a Unidade e tenta cultivá-la.
O Absoluto ri da Unidade como da dualidade, porque englobadas, ambas, na mesma realidade.

Eis alguns elementos de reflexão interior e de evidências que vocês terão que reconhecer, aí também, com evidência e sem qualquer dificuldade.

Enfim, a consciência egoica é luta e resistência, e oposição.
A consciência de Si estabelece a Unidade através da relação.
O Absoluto é a relação em si.

Esses elementos de reflexão inscrevem-se bem além das definições ou dos exemplos que eu tomei, e permitirão a vocês vê-los, compreendê-los, apreender-se deles.

Lembrem-se, simplesmente, de que, nestes tempos tão específicos, a única referência que restará é você, e você mesmo.
Naquele momento, nada mais haverá no que é nomeado o mundo que não você, e você sozinho.
Esse é o terror para a consciência egoica de base.
Essa é, para o Si, eu diria, uma última escolha quanto à escolha da alma.
O Absoluto ri e diverte-se com tudo isso.

Bem amados irmãos e irmãs na carne, retenham isso: a consciência egoica é resistência, em qualquer domínio que seja.
A consciência do Si é soltar, mas persistência de uma vontade individual.
Aparecem, no Si, mecanismos de Graça, mas que não são o estado de Graça ou a Ação de Graça.
O Absoluto não se coloca a questão da Graça, porque ele engloba tudo isso.

Aí está o que eu tinha a exprimir.
Permitam-me fazer com vocês um instante de Silêncio.
Esse será meu modo de comungar com vocês.
Meu nome é Irmão K, e eu lhes digo, após esse Silêncio, até breve.

… Silêncio…

Até breve.
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Transmitido por Joseph


Um comentário:

  1. Tudo o que se manifestar na consciência, que não tenha tocado a a-consciência, estará em relação, tanto na manifestação como nas consequências, diretamente em relação com o livre arbítrio que, eu os lembro, não é a Liberdade, ou seja, coloca-os, de ofício e permanentemente, sob a lei de ação/reação e, portanto, da causalidade.

    O resultado da a-consciência é a Paz definitiva. O resultado da consciência, mesmo em sua forma dita ilimitada, que é, no entanto, limitada à existência de uma consciência, traduzir-se-á, sempre, por uma forma de dualidade, mesmo fora de toda linha de predação.

    A Verdade. Ela é relativa e contextual na consciência. Ela é absoluta, irremediável e única no Absoluto.

    No Silêncio do Absoluto nada há que possa desviar desse Nada que contém o Tudo.

    A consciência egoica conhece apenas a alegria subordinada à satisfação de um desejo ou de um prazer. A consciência do Si encontra sua alegria em sua própria contemplação. O Absoluto é a Alegria do desaparecimento.

    A consciência egoica pretende não depender de nada, enquanto ela é dependente de tudo; tem por princípio ver-se como imortal e recusar sua própria morte; tenta recriar a harmonia pela desarmonia; vê o bem e o mal através do filtro do ego e da apropriação.

    Lembrem-se, simplesmente, de que, nestes tempos tão específicos, a única referência que restará a você, é você mesmo. Naquele momento, nada mais haverá no que é nomeado o mundo que não você, e você sozinho. Esse é o terror para a consciência egoica de base. Essa é, para o Si, eu diria, uma última escolha quanto à escolha da alma. O Absoluto ri e diverte-se com tudo isso.

    Bem amados irmãos e irmãs na carne, retenham isso: a consciência egoica é resistência, em qualquer domínio que seja. A consciência do Si é soltar, mas persistência de uma vontade individual. Aparecem, no Si, mecanismos de Graça, mas que não são o estado de Graça ou a Ação de Graça. O Absoluto não se coloca a questão da Graça, porque ele engloba tudo isso.

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