Seguidores

SE VOCÊ COMPARTILHAR ALGUMA MENSAGEM DESTE BLOG, FAVOR REPRODUZI-LA EM SUA INTEGRALIDADE, CITANDO A FONTE OU INDICANDO O LINK DA MESMA.

15 de ago de 2016

O IMPESSOAL – QUESTÕES E RESPOSTAS – Parte 5 – Julho de 2016



Impessoal e povos da natureza


Acolhamo-nos, uns e outros, no Amor e na Paz.

… Silêncio…

Onde quer que você esteja, eu estou.
Você, que está aí, você, que está por toda a parte, acolhamos, no coração do Único.

E, novamente, nós Questionamos.
Nós questionamos a Vida, nós questionamos a pessoa, nós Questionamos o Mistério, aí, onde o silêncio prevalece, onde nenhuma resposta pode satisfazer, entretanto, conduz à porta do íntimo, à porta da Verdade.
Então, questionemos.

Questão: há uma ligação ou uma conexão específica entre os dragões e as libélulas?

Bem amado, há similaridade quanto aos deslocamentos no ar.
Em alguns idiomas, a libélula é chamada de «dragão voador».
A analogia corresponde ao Ar e ao Fogo de que são portadoras essas duas entidades.
Obviamente, a libélula é inserida em sua realidade tridimensional, o que não é o caso dos dragões.
Há uma diferença de tamanho e de constituição, mas os elementos de mobilidade, de deslocamento são os mesmos.
O voo do dragão, como o voo da libélula, remete à liberdade do sopro e à liberdade do fogo.
Tanto um como o outro exploram, em oitavas diferentes, a mesma realidade.
A consciência suportada pela libélula como pelo dragão tem as mesmas capacidades de deslocamento e de informação.
As funções, ao nível desse mundo encarnado, nada têm a ver, obviamente.
Há, portanto, similaridade e conexão através do deslocamento e através da liberdade.

A aparência dos dragões, mesmo em uma forma diferente daquela das libélulas, dá uma cor tal, que ela está presente, também, nas libélulas.

Aí estão as analogias que podem ali ser encontradas.

A massa não é a mesma, o objetivo e a função não são os mesmos, tampouco.
Alguns dragões revelaram-lhes as funções deles ao nível da Terra, neste período decisivo da passagem de um estado a outro da própria consciência.

Eis, agora, a resposta do silêncio a essa questão, e a resposta da vibração.

… Silêncio…

Questionemos.

Questão: em sua última intervenção, Metatron disse que ele se juntava a Miguel para retificar o eixo da Terra.
Foi constatada uma mudança de 17° da posição do Sol, muito recentemente, isso está em relação com essa ação de Metatron?
A retificação total do eixo da Terra terá ocorrido antes dos três dias de estase e o que ela implica?

A retificação do eixo da Terra começou a partir da passagem da segunda Estrela e foi, portanto, inicializada no início de seu ano 2016.
Não há apenas Metatron, mesmo junto a Miguel, que baste para retificar o eixo da Terra.
Eles são os agentes operadores disso, através das irradiações que vêm do cosmos, que vêm da Fonte, que vêm do espaço profundo do cosmos, que vêm de Sírius e que vêm do Sol.

A retificação, o endireitamento do eixo da Terra acompanhar-se-á, quando for finalizado, de eventos a nenhum outro similar, que modificam o equilíbrio dos continentes, das massas de água, e permitem à Terra receber a totalidade da irradiação cósmica.
Isso é, também, diretamente ligado à aproximação do astro que lhes é, ainda, invisível aos seus olhos de carne, mas visível no infravermelho, o que seus olhos não podem ver e o que, no entanto, é visto pelas tecnologias modernas de seu mundo.
As consequências disso são, portanto, inumeráveis quanto à dissolução de toda estrutura carbonada, de toda montanha e de todo oceano.

Não há, necessariamente, concomitância entre o Apelo de Maria e a finalização da retificação do eixo da Terra.
Isso continua, contudo, uma probabilidade, uma possibilidade.
Em um plano que eu qualificaria de mais lógico, o basculamento final da Terra deveria situar-se, mais ou menos, em ressonância com o planeta grelha final e, portanto, após o Apelo de Maria e após os cento e trinta e dois dias de tribulações.
Contudo – e como o Comandante havia dito –, nada disso é fixo nem congelado, e adapta-se segundo a Inteligência da Luz e seu ajuste às últimas zonas de resistência coletivas e planetárias.

A consequência disso é um desaparecimento da consciência de toda forma carbonada que acede à sua eternidade, para algumas, com esse corpo, para uma grande maioria, sem esse corpo efêmero.

Mas retenham que o mais importante não são os eventos geofísicos ou os eventos que concirnam ao seu corpo e à sobrevivência desse corpo, mas, bem mais, a retificação de sua consciência, que os realinha à Fonte, revivifica, em vocês, o Juramento e a Promessa.

Contudo, se as circunstâncias exigirem-no, no mecanismo, desta vez, de Ascensão da Terra à sua dimensão quinta, esse evento poderá ser avançado, mas não retardado.
O importante é sua liberdade e sua liberação, assim como a Ascensão da Terra, que nada tem a ver com qualquer elemento concernente à sobrevivência do que é efêmero.
Não existe mais, como foi o caso durante as Núpcias Celestes e até 2012, uma noção de limiar de consciências despertas.
Esse limiar, vocês sabem, foi amplamente superado e continua a crescer a cada dia.
Cada vez mais consciências, humanas e não humanas, reencontram sua eternidade nesse mundo.
Não há mais, portanto, propriamente ditos, obstáculos, mas, sim, um ajuste cada vez mais fino entre o efêmero e o eterno.

Cada dia de seu tempo terrestre que passa faz apenas estabilizar um pouco mais a própria consciência no futuro e em sua eternidade.

… Silêncio…

Quanto mais os dias de sua Terra passam, mais a probabilidade de simultaneidade dos eventos descritos há muito tempo – tanto pelos profetas como pelos diversos intervenientes – será cada vez maior.
O encadeamento do que vocês poderiam nomear de «eventos terrestres» é conhecido desde sempre.
Como foi enunciado por Sri Aurobindo há muito tempo, a Obra no Azul e a Obra no Branco permitiram limitar as desordens, não da Terra, mas as desordens da consciência ao nível do número de irmãos e irmãs humanos.
Cada dia é um dia ganho, qualquer que seja a fadiga, qualquer que seja a esperança ou a desesperança.
Nosso olhar não é aquele de seu efêmero, mas aquele de sua eternidade.
Então, vivam cada minuto de sua vida como se fosse o último, não há melhor modo de fazer a paz em si e de fazer a paz ao redor de si.
Lembrem-se dessa noção essencial de perdão a si mesmo e ao mundo, ao próprio confinamento.
O perdão libera-os e coloca-os, automaticamente, em ação de Graça ou, mesmo, em estado de Graça.

Então, juntos, rendamos graças ao tempo atribuído e à intensidade da Luz que se propaga a cada dia de seu tempo, cada vez mais.
As consequências desse reajuste e desse realinhamento entre o efêmero e o Eterno dão-lhes a ver ao seu redor, em seus círculos próximos, mas, também, por toda a parte no mundo, o medo ou o Amor, a paz ou a guerra, tanto em vocês como ao seu redor.

Ao ver tudo isso e ao viver tudo isso, vocês reforçam não sua escolha, que já está feita, mas seu posicionamento de consciência e, isso, com cada vez mais lucidez.

Aquele que crê ter, ainda, algo a melhorar ou a mudar não está em paz com ele mesmo.
Aquele que está em paz é aquele que aquiesceu à sua própria ressurreição, e continua a viver sua vida o melhor que ele pode, portador de sua eternidade e de seu efêmero, e irradia em seu ambiente e no conjunto da Terra.

Assim, portanto, em vocês, em cada um de vocês, além das vibrações, além das percepções, a coisa essencial a observar é, eu diria, seu grau de paz, a intensidade dela, a presença dela, permanente ou não, porque essa paz é o melhor marcador de sua tranquilidade e de sua humildade.

Vocês não têm mais necessidade de nós para ver com seus olhos, sem hipocrisias, o que se desenrola, tanto em vocês como nesse mundo.
Conforme seu ponto de vista, vocês podem nomear isso de «mecanismo de extinção global» ou, então, «Ressurreição», tudo depende de onde vocês estão.
Tudo depende não das circunstâncias de sua vida, mas, bem mais, de sua capacidade para estar estabelecido na estabilidade do coração, a despeito de qualquer circunstância que poderia ser nefasta para sua pessoa, para seu corpo ou sua vida, em todos os seus aspectos.

Daí decorre a paz, inabalável, estável e permanente, que depende apenas de uma coisa: de sua instalação no coração e não mais na pessoa.
O conjunto de circunstâncias de suas vidas individuais, de seus ambientes pessoais é, muito exatamente, o que lhes é necessário, de maneira individual, para realizar isso.
Não vejam, aí tampouco, um objetivo a atingir, mas, bem mais, a ocasião de fazer a paz com vocês mesmos, como com o mundo, pelo perdão e pela humildade.
Vivam cada minuto como se não houvesse outro minuto, não há melhor modo de estar no eterno presente, na Paz e na Verdade.

Eis a resposta do silêncio e a resposta da vibração.

… Silêncio…

Questionemos.

Questão: você pode dar um esclarecimento sobre quatro eventos vividos há alguns anos?
O primeiro: quando de um tratamento osteopático, minha consciência foi projetada alguns minutos em uma águia.
O segundo: ao entrar em uma sala, meus olhos fizeram um zoom na parede à frente.
Eu fechei os olhos; ao reabri-los, tudo estava normal.
O Terceiro: em pé, eu me senti flutuar da esquerda para a direita.
Meus olhos não podiam fixar-se em um ponto, como se eu olhasse pela janela de um TGV [trem de alta velocidade].
O quarto: uma noite, eu acordei, de repente e, ao pé da cama, silhuetas olhavam-me.
Atrás delas, eu vi o céu estrelado pela janela.
Eu voltei a fechar os olhos, pensando que me parecia ter fechado a persiana.
Eu reabri os olhos, o quarto estava escuro.
Eu me levantei e constatei que o céu estava, efetivamente, cheio de estrelas, enquanto, na véspera, à noite, ele estava nublado.
Essas quatro experiências estão em relação com o sentido da visão.
O que é isso?

Bem amado, sem, contudo, ligar essas quatro experiências, cada uma delas corresponde, antes de tudo, a mecanismos que haviam sido nomeados «deslocalização da consciência» há alguns anos, e aos quais eu o remeto.
Contudo, apreenda, efetivamente, que a abertura da consciência, quer seja ao nível de seu aspecto visual ou de qualquer outro aspecto sensorial é ligada apenas a essa fase específica na qual há ajuste e sincronia do efêmero e da Eternidade, que destranca, é claro, certo número de portas de acesso à deslocalização da consciência e à capacidade do supramental de viver essas manifestações.
Sua consciência passou, portanto, por caminhos que tocam o que, até agora, era invisível e não perceptível.

Há, portanto, quando dessas experiências, a demonstração, para você, de que não há mais, verdadeiramente, predominância do efêmero sobre sua eternidade.
A abertura de algumas Portas, a finalização da síntese ou ressíntese do corpo de Existência, por intermédio das Portas, mas, também, do Canal Mariano ou da Onda de Vida permite-lhe viver como se a matéria não existisse mais, o que lhe dá a ver além das paredes, o que lhe dá a ver o invisível, o que lhe dá a ver tanto o que estava longe como perto, ao nível da matéria.

Sem entrar em explicações específicas para cada uma de suas quatro experiências saiba, simplesmente, que há, aí, uma ação direta, causada por esse ajuste, que corresponde, eu o lembro, independentemente da sobreposição do corpo de Existência, à movimentação da Lemniscata sagrada e da Merkabah interdimensional pessoal, o que lhe dá a ver o outro lado do véu e abre novos potenciais espirituais que, eu o lembro, são ligados, essencialmente, às Estrelas e ao nome portado por essas Portas/Estrelas, quer elas estejam situadas na cabeça ou no corpo.
Em especial, nos mecanismos de percepção além da visão não comum, tal como havia sido desenvolvida por No Eyes e por Snow, o que lhe permite, então, viver, sem pedir, a realidade dos intervenientes ao pé de seu leito, como ver através das paredes ou das divisórias ou, ainda, mudar o focal de seu olho.

Essas experiências – e existem inumeráveis outras – permitem confortar-se e desincrustar-se do apego da consciência ao efêmero, a uma forma e a uma história, o que lhe mostra que, mesmo em seu ambiente habitual, existem outros mundos que eram, até agora invisíveis.

Eu devo esclarecer, também, que esse mecanismo, para o momento fragmentado para muitos de vocês, despertos, tocará o conjunto da humanidade que será, então, confrontado, no momento do Apelo de Maria, ao conjunto de seu ambiente sutil.
Alguns estarão na alegria, outros estarão no terror, devido à criação de pensamentos mentais e emocionais deles.

Cada um reagirá, portanto, de maneira profundamente diferente, em função do que tenha co-criado nesse mundo.
Não se trata de uma punição ou de uma retribuição, mas, bem mais, ver a realidade de sua consciência efêmera, como a realidade de sua consciência eterna.

Poderá haver sincronia total para aqueles que tenham vivido a ativação das Coroas, para aqueles que são liberados vivos e aqueles que se beneficiarão das últimas graças de Maria.
Aqueles que estarão na negação, aqueles que estarão na materialidade, o materialismo e o apego à matéria, não viverão a paz.
Mas é através desse terror ou desses eventos desagradáveis que esses irmãos e essas irmãs humanos encontrarão o impulso final para reencontrar-se.
Eu quero dizer, com isso, que nada há a julgar, que nada há a criticar, que há apenas que atravessar isso, como sempre.

A Luz brilhará na noite, mas isso não será, jamais, uma luz exterior, mas, bem mais, sua luz interior que iluminará, então, de modo abrupto, a partir do Apelo de Maria pronunciado, o que constitui o ambiente de seu efêmero.
Lembrem-se, contudo, de que, quaisquer que sejam os possíveis terrores, tudo isso representa apenas um impulso para refugiar-se na Luz em si, no Coração do Coração, no qual cada um deverá passar, na saída, o mais tardar, dos três dias, qualquer que seja sua atribuição, qualquer que seja sua evolução nos cento e trinta e dois dias de tribulações.

O conjunto do quadro está, agora, no lugar, em vocês, em sua consciência, na superfície desse mundo e no coletivo da humanidade.
Cada jogador tem seu papel, cada evento está em seu lugar e representa, em definitivo, apenas um espaço de resolução, de clarificação e de liberação.

Eis a resposta do silêncio e da vibração.

… Silêncio…

Questionemos.

Questão: você disse: «O tempo consagrado ao Espírito na matéria é imutável. Ele não pode exceder uma duração compreendida entre doze e vinte e quatro meses ao nível do humano em um corpo de carne.».
A que correspondem, mais precisamente, esse tempo consagrado ao Espírito e essa duração limitada?

Bem amado, o Espírito é um fogo ardente e devorador.
O Espírito leva-o ao Espírito.
O Espírito nada tem a ver com sua matéria e com sua forma, ele é sem forma e ele está por toda a parte.
Quando o Espírito revela-se ao nível individual, há despertar da Porta nomeada Unidade, e AL, é claro, em preliminar – ou seja, a Porta da alma.
No processo nomeado a morte, em um ciclo de encarnações anterior a este período de Liberação, toda vida encarna-se e excarna-se.
A encarnação não corresponde, propriamente dito, ao nascimento, mas a encarnação sobrevém quarenta dias antes da concepção.
Uma parcela da alma, vivificada pelo Espírito, está, portanto, presente quarenta dias antes da concepção.

Do mesmo modo, na extremidade da vida nomeada a morte, há excarnação.
Essa excarnação não sobrevém no último sopro, no momento oficial da morte, mas começa, qualquer que seja essa morte, em geral, vinte e quatro meses, em alguns casos, doze meses antes da morte física, antes do último sopro.
Quer seja por doença, quer seja por acidente, quer seja por suicídio, a excarnação é vista e percebida, para aquele que é capaz de vê-la e de percebê-la, de doze a vinte e quatro meses antes da morte.

É nesse sentido que a revelação do Espírito, que sobrevém nesses momentos finais da Terra, nessa dimensão prescrita, traduz-se, do mesmo modo, por uma ativação das Portas AL e Unidade e, portanto, a revelação da alma, em curso de dissolução ou dissolvida, e o Espírito, ele mesmo, revelado.

A estrutura carbonada não pode permanecer viva em face do Espírito, além desse tempo atribuído pelos limites da fisiologia sutil de seus corpos sutis, mas, também, de seu corpo de carne na encarnação nesse mundo.

Esse adiamento é um tempo especial.
Quando da encarnação, a alma e o Espírito, mesmo prisioneiros no Sol, enviam fios codificados de Luz que penetram na mãe, antes mesmo da concepção.
Algumas almas privilegiadas são, aliás, informadas de sua gravidez bem antes da fecundação do óvulo, o que é, hoje, cada vez mais frequente.
A alma está, portanto, presente, antes mesmo de penetrar – quando da penetração do espermatozoide no óvulo – a consciência da mãe e o corpo da mãe.

No processo de excarnação, mesmo o mais violento, por acidente, há, sempre, uma preparação que permite à alma separar-se do corpo que vai morrer.
De fato, em todas as tradições da Terra existe certo tempo, após a morte, no qual a consciência vaga ao redor desse corpo.
Esse tempo era estimado, em média, aí também, em quarenta dias.

Hoje, os laços da consciência com o efêmero afrouxaram.
Essa preparação é indispensável, e ela é, doravante, coletiva, a partir do aparecimento da primeira Estrela.
Há, portanto, um tempo reduzido, no qual tudo é possível, mas cada um de vocês, hoje, como eu tive a oportunidade de dizê-lo em uma das questões anteriores, está em seu muito exato lugar nesse processo de excarnação.

Lembrem-se, contudo, de que não se trata da morte, mas de sua liberdade, de sua ressurreição na verdadeira Vida, qualquer que seja sua atribuição.
Quer ela passe pelo Absoluto, pelo retorno em uma de suas origens ou linhagens estelares, quer passe pelo transporte de seu corpo de carne pelos irmãos da Confederação Intergaláctica em outros lugares, quer passe pela estadia nos seis Círculos de Fogo restantes da Terra, em definitivo, isso nada muda.
Do mesmo modo, os processos vividos quando de algumas experiências ou alguns estados, por exemplo, na questão que foi colocada sobre as experiências vividas no curso dos anos passados e, mais recentemente, é exatamente o mesmo processo que está no trabalho.
A alma e o Espírito revelam-se, o que implica um afrouxamento da fixidez da consciência nesse corpo, o que dá acesso aos novos potenciais espirituais ilustrados, como eu disse, pelas doze Estrelas ou, ainda, pelos cinco novos corpos e sua função.
Doze ou vinte e quatro meses, mas o mais frequentemente, vinte e quatro, a título pessoal como a título coletivo, é o tempo necessário para a gestação e para a liberação do Espírito.

As Trombetas, os sons do céu e da Terra que aparecem em número sempre mais importante na superfície de suas terras e de seus mares, corresponde, exatamente, ao mesmo mecanismo.
Trata-se do apelo da Luz à sua ressurreição.
Esses sons não estão aí para aterrorizá-los, mas para sacudir a consciência comum, o que permite, aí também, por resiliência, reencontrar-se na consciência eterna.

Foram-lhes evocados, em numerosas reprises, os três dias e as premissas desses três dias, evocadas pelas Trombetas ouvidas, de maneira simultânea, no conjunto da Terra.
Do mesmo modo que inúmeros de vocês que possuem o Nada – ou canto da alma e do Espírito – percebem flutuações nesses sons, e percebem, talvez, o efeito desses sons em sua paz e em seu amor.

Eis a resposta do silêncio e da vibração.

… Silêncio…

Questionemos.

Questão: isso é, antes de tudo, um testemunho…

Para que serve o testemunho, se não há questão?

Questão: logo após ter recebido o protocolo de Ramatan eu percebi, no corpo, pequenas chamas cujo conjunto formava uma cruz, dos pés à cabeça e de um ombro ao outro.
O que saía de meu corpo era queimado nas chamas, na suavidade e na alegria.
O que é isso?

Bem amado, o que você descreve, o que você percebeu corresponde, é claro, ao próprio processo de liberação memorial.
No curso desse processo, dado por Ramatan, há eliminação, por queima, do que emerge da consciência comum e que deve ser queimado.
Você, portanto, viveu isso.
Não há outro comentário.

Eis a resposta da vibração e do silêncio.

… Silêncio…

Questionemos.

Questão: as Estrelas encarnadas permanecerão sobre a Terra até o planeta grelha final?

Bem amado, eu responderei de maneira bem mais ampla: todos os portadores de Luz e ancoradores de luz, em sua grande maioria, são necessários, por diferentes razões, até o planeta grelha final.
A Luz apoia-se em vocês.
«Aqueles a quem muito foi dado, muito será exigido», e isso é natural porque, quando há Amor, há partilha, quando há Amor, há doação de si, quando há Luz, há Amor que se derrama.
O que representam cento e trinta e dois dias em face da Eternidade reencontrada?
O que representa a espera em relação ao que vocês vivem, agora e já, para muitos de vocês?

Assim, portanto, é claro, as Estrelas encarnadas, assim como outras estruturas que não são, propriamente ditas, Melquisedeques, mas, entretanto, o que eu qualificaria de velhos Espíritos, estão presentes na superfície da Terra e prosseguirão sua presença até o último momento da Terra de terceira dimensão.
Inúmeras delas, assim como os Anciões, os Arcanjos ou as Estrelas estarão presentes nas estruturas nomeadas Círculos de Fogo dos Anciões.
Tratar-se-á, como o Comandante havia dito, de uma festa de Luz, perpétua, durante cento e trinta e dois dias, que permite assistir ao parto, em consciência, da Terra de quinta dimensão, mas, também, a sua ressurreição, de uns e outros.
Todo parto ou toda morte, toda transformação da consciência necessita, de algum modo, de um aprendizado.
Do mesmo modo que o bebê aprende a andar, do mesmo modo vocês devem aprender a voar e a viver a Liberdade.
Não se trata de um ensinamento de natureza escolar ou universitária, mas, sim, de um ensinamento direto vibratório, pelas chaves Metatrônicas e pelas diferentes facetas de seu corpo de eternidade reencontrado naquele momento.
Eis a resposta do silêncio e da vibração.

… Silêncio…

Questionemos.

Questão: São Francisco de Assis foi Akhenaton, e o que se tornou Santa Clara de Assis, que é a chama gêmea de São Francisco?

Bem amado, permita-me responder-lhe de dois modos.
O primeiro: se você leu tudo isso, o que poderiam aportar-lhe as respostas, se não é satisfazer sua pessoa?
A segunda resposta é a seguinte: não há história que tenha, nem passado que tenha, quando a consciência é livre.
Aquele que foi Nisargadatta apresentou-se a vocês sob o nome de Bidi, pôde fazê-lo apenas na ultratemporalidade, porque você pode imaginar que, hoje, nenhuma forma dele está disponível, nem mesmo uma consciência, ele se juntou, diretamente, ao que sempre foi em sua vida.
A ultratemporalidade permite fazê-lo falar, mas em uma trama temporal de terceira dimensão diferente.

Assim, portanto, todas essas histórias de personagens, fosse Akhenaton, fosse Cristo, fosse Buda, nada representam em relação à consciência liberada.
A consciência liberada nada tem a ver com essas histórias que pertencem ao passado, mesmo se, em algumas circunstâncias, elas estejam vivas em vocês, como foi o caso na ultratemporalidade para Bidi.
Não se congelem em sua história ou em qualquer história, vocês fazem apenas nutrir o mental e a pessoa.
Esse conhecimento nada lhe aportaria, se não é uma satisfação da pessoa e do ego.
Não há qualquer interesse para sua consciência conhecer essas respostas, porque elas o desviariam do que você é.
O que você é nada tem a ver, quaisquer que sejam os modelos que foram propostos e que foram vividos nessa Terra.
Eles foram uma ajuda, em um dado momento, eles foram guias, pela história, pelo testemunho e, talvez, por sua capacidade para ali religar-se e fazê-los reviver, de algum modo, na ultratemporalidade, em você.
Não se esqueça de que todas as histórias, de toda consciência, como o mundo, estão presentes em você e não são independentes de você.

Como você quer liberar-se de sua própria história, se você procura ali acrescentar outras histórias, no entanto, já presentes?
Você não tem necessidade de portar sua atenção aí, nem mesmo sua consciência, caso contrário, você se arrasta, a si mesmo, para a densidade e para a materialidade.
Não há qualquer alívio ao conhecer uma história, qualquer que seja, há apenas orientação, como foi realizado pelas Estrelas, para permitir-lhes ver como funciona uma consciência dita mística.
Cristo disse: «O que eu faço, vocês o farão, e bem maiores coisas ainda».
Será que Cristo está vivo em você ou será que Cristo é apenas a história passada de uma vida que foi vivida?
Há uma grande diferença.
Nenhuma história liberará vocês de sua história.
Nenhum elemento de conhecimento de uma história qualquer, mesmo a mais prestigiosa, pode liberá-lo, ela pode apenas confina-lo, doravante.
Então, eu lhe digo, libere-se, você mesmo, de todas essas adesões, de todas essas histórias passadas, mesmo as mais prestigiosas porque, hoje, neste período, tudo isso representa apenas pesos supérfluos que obstruem sua consciência e impedem-no de ser livre.

Agora, no plano da própria história, não, Akhenaton jamais foi, jamais se tornou São Francisco de Assis.
A relação de chama gêmea – e o objetivo – é o retorno ao Espírito.
Não há história a continuar, não há carma a regularizar, não há redenção a obter, há apenas que se reencontrar, como para as chamas gêmeas, em 2012, e, simplesmente, viver.
Não há história a construir, não há descendência, não há que construir algo de ilusório, mas aproveitar do eterno presente na relação.

Querer ali ver histórias que se perpetuam é apenas um romantismo da personalidade, mesmo não, eu diria, um romantismo da alma.
São Francisco de Assis reencarnou numerosas vezes.
Sua última encarnação foi-lhes, talvez, conhecida sob o nome de Padre Pio de Pietrelcina, na Itália.
Hoje, aquele que foi essas duas encarnações, entre outras, é uma esfera planetária.
Não há história, não há mais chama gêmea que se mantenha, houve fusão.
Desconfie de todas as histórias, porque elas são inscritas em uma linearidade, e todas as histórias vão desaparecer no Apelo de Maria.
Não faça reviver o que passou.
O instante presente não conhece qualquer história e qualquer futuro.
A Liberação é aqui e em nenhum outro lugar.

Eis a resposta do silêncio e da vibração.

… Silêncio…

Questionemos.

Questão: «Ame e faça o que lhe agrada» foi, frequentemente, repetido pelos intervenientes.
É o que eu faço, sendo guiada pelas sincronias da vida.
Eu escolhi experimentar diversas coisas, isso permitiu iluminar zonas de sombra e posicionar-me, ou ir para minha Presença e minha eternidade, acolhendo.
Mas isso tem um preço: a vida leva-me a desprender-me de tudo, de maneira violenta, bens materiais, apegos aos próximos – e eles me culpam ou sofrem.
As coisas que eu fiz são uma provação para a pessoa.
Eu sinto, por vezes, uma forte culpa, uma profunda tristeza e um medo de tudo perder.
Você pode ajudar-me a atravessar isso?

Bem amada, você adotou alguns preceitos e alguns comportamentos que a conduziram à Alegria e à Liberdade, o que lhe deu a ver que os laços e os apegos nesse mundo, em definitivo, que esses laços, sejam eles os mais felizes, são apenas apegos e intimidações.

É claro, você mesma cavou seu próprio túmulo de sua personalidade, resta-lhe, hoje, velar-se, para restar o que você é, em Verdade.

Há, portanto, é claro, um luto.
Esse luto será, de qualquer modo, realizado, obrigatoriamente, no momento do planeta grelha.
Nós jamais dissemos que antes desse planeta grelha final não haveria sofrimentos ou terrores, bem ao contrário.
Nós os prevenimos, suficientemente, não para dar-lhes medo, não para alarmá-los, mas para fazê-los ver as coisas de frente.

Aquele que quer ser livre não pode estar acorrentado; aquele que quer ser livre deve amar.
O Amor é Liberdade, ele não é, jamais, laço.
Resta-lhe, portanto, além do que você amou e fez, amar-se a si mesma, na integralidade, porque é apenas no Amor que você ficará independente do olhar do outro, independente da culpa, independente dos remorsos.
Isso lhe mostra, simplesmente, que, neste período, você está a viver o luto da história, o luto dos apegos.
Cabe a você assumir, cabe a você ser autônoma.
O que você quer?
Ficar acorrentada e ser pacificada em certa medida, ou você quer ser livre, definitivamente?

Não se esqueça de que, quando você morre, todos os laços afetivos nada são – mesmo se seja possível rever esses laços afetivos do outro lado do véu, mas, unicamente, nos mundos intermediários ilusórios.
Hoje, você ama aquele a quem você deu à luz e que, no entanto, em outra vida, você matou.
Tudo isso corresponde apenas ao carma, não há qualquer liberdade aí.
Você não pode, hoje, ao mesmo tempo, ser livre e estar, ao mesmo tempo, acorrentada.
O que você vive, portanto, é uma forma de tensão, que conduzirá, necessariamente, à resiliência.

Eu não posso, portanto, ajudá-la de outro modo do que convidá-la a depositar os fardos da culpa, os fardos do medo do desconhecido, e a mergulhar no que você é.
Você não tem outra saída, não há meia volta possível, não há retorno possível, não há possibilidade de ressuscitar o que está morto, porque o que é importante é sua ressurreição.
Cristo disse: «Deixe os mortos enterrarem os mortos».
Hoje, é a você que cabe verificá-lo.
Você é livre?
O que você escolhe?
A Liberdade incondicional, ou você escolhe, ao mesmo tempo, a Liberdade e permanecer apegada ao que fez uma história – que, no entanto, já não há mais?
Isso você deve enfrentar sozinha, nesse Face a Face, nesse sozinha, sem ajuda de entidade, mesmo as mais luminosas.
Afirme sua luz, torne-se a Luz que você é desde sempre e o enterro acontecerá sem qualquer dificuldade, porque a Alegria a saturará, não haverá mais espaço para os remorsos, para o luto ou para a história.
É o mesmo na vida humana, para cada luto, para cada separação, para cada evento traumático.

Hoje, o que você escolhe?
Viver, estando, aliás, já na liberação?
O que lhe parece, hoje, um peso, pareceria bem leve, se você tivesse a possibilidade de voltar atrás.
Você não pode, portanto, pedir um e o outro, é um ou o outro.
Torne-se autônoma, escolha, e coloque-se no que você é.
Eu repito, quer seja para a Terra, quer seja para cada um de vocês, nenhum retorno será possível em qualquer história, qualquer que seja.
A Liberdade é a esse preço.
Ao passar do outro lado, quer seja agora ou no momento do Apelo de Maria, você rirá dessas histórias, quaisquer que tenham sido.
Quando a forma desaparece, no momento da morte ou no momento da Ressurreição, não há mais apego a uma forma, não há qualquer história, isso é constante no processo dos ciclos de morte-renascimento Arcôntico.
O que você pode ali fazer?
Absolutamente nada.
Assuma e torne-se livre.
A Luz está em você, ela é você, todo o resto são apenas sombras portadas.

Libere-se do apego, não por uma vontade de romper, mas, bem mais, por sua própria luz, que consumirá essas memórias na superfície de sua consciência e de seu corpo.

Tenha confiança na Luz, em Sua Inteligência.
Ame e faça o que lhe agrada, ame e deixe a Luz trabalhar.

Não se ocupe com o que passou, não se ocupe com o que já está enterrado.
O que quer que digam as outras formas, em qualquer relação que seja e de qualquer natureza que seja, continue a amar, a despeito de tudo, continue a ser o que você é, o que quer que digam disso os irmãos e as irmãs ao seu redor.
O medo do desconhecido não a deixará enquanto você não for, você mesma, esse desconhecido.
Cada luta, cada angústia, cada evento faz apenas aproximá-la de sua liberdade, mesmo se, no instante em que você o viva, isso possa ser enunciado como uma angústia ou um medo.

Por trás de todo medo há apenas o Amor que cresce, há apenas o Amor que pede para iluminar, então, seja o que você é.

Eis a resposta da vibração e a resposta do silêncio.

… Silêncio…

Questionemos.

Questão: está na moda autoproclamar-se desperto.
Você pode falar do verdadeiro Despertar?

O Despertar é, simplesmente, como o acordar, mas nada muda no mundo.
É outra coisa falar de Despertar que falar de Liberação ou de Liberado.
O Despertar é, simplesmente, o momento no qual uma camada isolante desfaz-se, no qual você toma consciência, se posso dizer, de elementos que lhe eram escondidos em sua consciência – quer seja através da falsificação da história, através de leituras –, mas que não o despertarão, jamais.
O verdadeiro Despertar, como foi escrito há muito tempo, é um estado de consciência diferente, ligado à vibração e não à energia e, ainda menos, à história.

Dizer-se desperto nada traduz, há múltiplos Despertares, múltiplos acordares.
Mas o despertar não será, jamais, a Liberdade.
O Despertar é, de algum modo, uma noção de tomada de consciência, seja do invisível, ou de qualquer outro elemento que, até agora, permanecia escondido para essa consciência.
Existe, portanto, uma multidão de Despertares.
O Despertar vibral corresponde à recepção do Espírito Santo e à ativação das Coroas radiantes da cabeça.

O verdadeiro Despertar vibratório é a recepção da Luz, mas esse mesmo Despertar não é a certeza de ser liberado vivo, mas, no mínimo, ser liberado após o planeta grelha.

Isso não é uma moda, é uma cogitação.
Há, efetivamente, nesta Terra, cada vez mais irmãos e irmãs humanos despertos.
Alguns são despertos para a energia, outros são despertos para a manipulação do mundo, outros são despertos para a vibração, outros, enfim, são despertos para suas próprias correntes e as veem.
Todos esses Despertares representam, em definitivo, apenas um choque da consciência, que permite ou não, mas, o mais frequentemente, sim, uma mudança de paradigma e de orientação da consciência, que estava orientada para a matéria e que, agora, orienta-se para o Espírito.
Isso corresponde, mais ou menos, ao que foi nomeado de reversão da alma.

Não há moda nem efeito de moda, há apenas cogitação, devido à intensidade da Luz adamantina presente na Terra.
É nesse sentido que eu disse, ao responder a uma questão anterior, que cada minuto e cada dia que passa torna-os mais leves, pela densificação da Luz, quaisquer que sejam as aparências, quaisquer que sejam seus medos, quaisquer que sejam suas angústias e qualquer que seja o estado de seus corpos.
Aceitar isso é tornar-se humilde, aceitar isso é aceitar soltar as crenças, as histórias, os cenários e sua própria pessoa.

Eis a resposta do silêncio e da vibração.

… Silêncio…

Questionemos.

Questão: após o protocolo de Ramatan, uma galáxia apresentou-se à minha esquerda, em seguida, outra, idêntica, à minha direita.
Durante duas rotações, eu dei à luz um pequeno planeta imaculado, que explodiu em milhares de estrelas.
O que significa isso e qual é essa memória liberada?

Bem amada, eu não penso que o que foi liberado seja o que você viu.
O que você viu foi permitido, justamente, por uma memória que obstruía isso.
O que você viu passar não é o que é eliminado, mas, bem mais, o que se revelou ao eliminar as camadas isolantes as mais superficiais de sua consciência, que a impediam de ver isso.
Assim, portanto, eu a convido não a reposicionar-se, mas a bem compreender que um processo de liberação memorial, através do protocolo dado por Ramatan, faz você viver coisas.

Em uma das questões anteriores, o irmão ou a irmã assistiu a uma queima do que saía, a consciência viu o que se queimava.
Em seu caso, o que foi visto não é o que foi queimado ou o que saiu, mas, simplesmente, o que foi visto pelo próprio fato de queimar o que a impedia de vê-lo.
Há, portanto, criação.
O que você viu não é o que se eliminou, mas, sim, o que se revelou, devido, mesmo, à eliminação do que estava no limiar de sua consciência – como sempre, no processo de liberação memorial – e que, de algum modo, freava seu acesso a essas galáxias e a esse parto.
Você viveu, portanto, o acesso à sua multidimensionalidade desse modo, queimando alguns elementos memoriais que, é claro, não apareceram.
Você não os vê e, mais frequentemente, jamais, ou você assiste ao que queima, ou você vê o que resulta dessa liberação.
Você não tem necessidade de ver nem de saber o que é liberado, mas constatar os efeitos disso em sua consciência.

Eis, então, a resposta do silêncio e a resposta da vibração.

… Silêncio…

Questionemos.

Questão: eu tive dois sonhos.
Eu estou em uma floresta tropical, em face de um jovem gorila.
Ele brinca de esconde-esconde, olhando-me, o olhar brincalhão.
Eu me mantenho à distância, porque eu sei que ele está no limite da idade adulta e poderia mostrar sua força.
O segundo: eu estou diante da porta de minha casa.
Diante de mim, há uma cerca de arame farpado.
Eu ouço os latidos de uma matilha de cães.
Um cão salta a cerca e vem posicionar-se à minha esquerda, em pé, as patas da frente sobre a parede.
Quatro cães seguem-no em fila, e colocam suas patas dianteiras sobre o ombro do anterior, e cada um penetra sexualmente o anterior pelo traseiro.
O sonho para em um sentimento de sideração.

A casa, para esse segundo sonho, assim como o veículo, representa seu corpo.
Seu corpo está, portanto, cercado de arame farpado.
Os cães provocam essa sideração, ao nível dos sonhos, qualquer que seja a cor dos cães, assinala uma ressonância astral emocional que o impedem de ser livre.

No primeiro sonho, você está na floresta, aí, onde está o inconsciente, o que não se vê.
E, aí, você vê o que você vê e tem medo, porque você apreende que o que se manifesta e que brinca está, como você o diz, no máximo de sua força, que se torna adulto.
Há, portanto, escondidos em você, elementos que pedem apenas para evacuar-se.
Neste período de liberação memorial, cada um de vocês, presente na superfície da Terra, vive esses processos de eliminação.
Nesse caso, e no sonho, foi-lhe dado a ver o que o congelava.
Eu o aconselho, então, a fazer trabalhar em você o processo de liberação memorial, que lhe será, então, de grande utilidade para não ser afetado pelo que pode, ainda, sentar-se nas camadas profundas de seu inconsciente.

Há, portanto, não ressurgência ou volta atrás, através desse sonho, mas, sim, realmente, iluminação do que pode restar escondido em você, para o que não pode ali haver, e não deve ali haver qualquer culpa nem qualquer sentido, mesmo, de responsabilidade, uma vez que o sonho mostrou-lhe.
Não há lugar de encontrar, na correspondência ou na causalidade real tridimensional, os elementos precisos que correspondem, de maneira prática, a esses sonhos.
Há, bem mais, que posicionar-se no Coração do Coração e, eventualmente, ajudar para a liberação desses engramas memoriais, que freiam, de algum modo, sua eternidade e sua liberdade.

Ver sua casa cercada de arame farpado, ou estar em uma casa cercada de arame farpado não significa que você esteja, real e concretamente, confinado nesse corpo e nessa história.
O impulso da Luz e da Graça dá-lhe a ver isso, mas não para preocupar-se com isso excessivamente porque, assim que isso é visto, mesmo em sonho, isso se evacua.
Há apenas que favorecer essa evacuação por um protocolo de liberação memorial, por exemplo.

Eis a resposta do silêncio, eis a resposta da vibração.

… Silêncio…

Questionemos.

Questão: acontece-me, ainda, por vezes, de ter um pensamento dualitário, e ao dar-me conta disso, partindo do centro, meu coração abrasa-se e o calor propaga-se para todo o corpo.
O que acontece?

É-lhe dado a viver o ponto de vista do observador e da Infinita Presença nesse mundo e em sua vida.
Você não pode evitar os pensamentos, mesmo liberado vivo.
Contudo, ver seus pensamentos recentrarem-se no coração permite, como você o descreve, evacuar e eliminar isso de sua consciência.
É isso que é importante.

Os pensamentos passarão enquanto você estiver encarnado, porque isso faz parte da causalidade desse mundo.
Contudo, tendo a capacidade para viver o Fogo do Coração, esse Fogo do Coração vai, também, é claro, liberar o que foi vivido naquele momento.
Você não tem, portanto, que se preocupar com isso, mas sim, real e concretamente, adotar esse gênero de medida e de prática, a partir do instante em que isso surge, e você constatará, por si mesmo, que cada vez mais isso vai evacuar-se sozinho, você não terá mais necessidade de pensar nisso, colocar sua consciência no coração, porque ela ali estará, permanentemente, a iluminar, então, as zonas de sombra, a iluminar, também, por vezes, o que se evacua, mas você não será mais segurado, de maneira alguma, nem apegado, de maneira alguma.

Eis a resposta do silêncio e a resposta da vibração.

… Silêncio…

Questionemos.

Questão: por quê, sendo tão sensível aos cristais e às vibrações de toda espécie, eu nada mais sinto agora?

Bem amado, felizes os simples de espírito.
Ao passar do Fogo vibral ao Fogo Ígneo, o que você quer que haja a sentir?
Há apenas a ser.
E você não pode estar, unicamente, no sentir, mas, bem mais profundamente, no ser, quando o sentir desaparece, ele também, e aproxima-o da vacuidade, da Eternidade e do sem forma.
Não se interrogue, mas viva isso e renda graças.
Não há erro, não há, aí tampouco, volta atrás possível.
O que permitiu abrir a percepção, o que destravou seus chacras e sua consciência pelo Fogo do Espírito manifestou-se por certo número de vibrações, ao nível das Estrelas, das Portas e das Coroas.
Então, se em torno de seus alinhamentos, se em torno de suas meditações ou de seu sono nada mais há, então, há a Paz, então, há a Eternidade.

Aproveite desses instantes ou desses momentos nos quais você não está em vibração de consciência para deixar sua própria consciência apagar-se por si mesma, para juntar-se às moradas de Eternidade e, sobretudo, ao Parabrahman.

Eis a resposta do silêncio e da vibração.

… Silêncio…

Questionemos.

Questão: nos mitos e na astrologia, Lilith foi descrita, por vezes, como a lua escura, aquela que utiliza seus poderes para manipular o homem, outras vezes, como a mulher de amor ligada à Fonte, rejeitada pelo patriarcado em razão de sua ligação forte à Fonte.
Quem foi, verdadeiramente, Lilith?

Como para uma das questões anteriores, bem amada, o que é que isso pode fazer-lhe?
O que é que isso pode aportar-lhe no processo de Liberação em curso?
Através do conjunto de seus questionamentos, de minha Presença, de minha radiância e de sua radiância, é questão apenas de Liberdade.
A Liberdade não se acompanha de qualquer história, eu não responderei, portanto, a essa questão, porque ela nada lhe aportaria.
Ela a penduraria a um mito, a uma história que não é você.

Mesmo se você porte Lilith em si, então, naquele momento, interrogue-se sobre as duas vertentes de sua pessoa, o lado sombrio e o lado claro.
O que você tem necessidade de iluminar em si ainda?
O que você tem necessidade de demonstrar em si?
Responder a essa questão não lhe permitiria ver mais claro porque, de fato, em toda questão, é questão apenas de vocês.
Em cada um de vocês há questão.
Em cada um de vocês, minha função, se posso dizer, é, simplesmente, a de mostrar-lhes o que isso significa e não dar explicações, mesmo se, por vezes, elas sejam úteis no desenrolar atual.
Lilith nada tem a ver com o desenrolar atual.
Obviamente, muitos irmãos humanos e irmãs humanas encarnados na carne fazem viver, neles, mitos, histórias.
Vocês têm, todos, uma atração particular por Cristo, por Buda, por Maria.
Tudo isso reflete apenas suas histórias que se desenrolam, atualmente, em vocês.
Lilith, como você colocou em sua questão, evoca, de maneira eterna, o lado sombrio e o lado claro.
Como você, há os dois em você.

Assim, mergulhe em si, não intelectualmente sobre o que é Lilith, mas, simplesmente, sobre porque essa questão de Lilith a incomoda ou interessa-lhe: porque isso se desenrola em você.
O combate da sombra e da Luz faz, aí, apenas mostrar, simplesmente, que você ainda não viveu sua eternidade, quaisquer que sejam suas experiências.
Existe, ainda, uma forma de dualidade, porque tudo o que é visto no exterior, mesmo através das histórias, apenas pode estar presente em você.

Então, supere esse mito, supere esse arquétipo.
Quer seja a lua escura, quer seja uma das mães criadoras desse universo, não tem qualquer importância.
Não é mais tempo, hoje, de ligar-se a qualquer egrégora que seja.

Eu os lembro, aliás, de que, no histórico dos intervenientes, há agora numerosos anos, que interromperam as reuniões vibratórias comuns.
Encontrem sua autonomia, de nada dependam, aí está a verdade.

Nenhum mito, nenhum arquétipo, nenhuma história, nenhum sábio ser-lhes-á de qualquer ajuda no momento do Apelo.
Vocês estarão sós, em face de si mesmos, sozinhos e face a face.
Todas essas construções mitológicas ou arquetípicas têm apenas uma função: impedi-los de ver a Verdade.
É tempo, agora, de percebê-lo e de não se apoiar em outra coisa que não o que vocês são, em verdade, e que não conhece qualquer história, qualquer mito, qualquer arquétipo.
Há apenas o Amor e nada que não o Amor.
Todo o resto é uma bagagem supérflua.
Aceitem-no agora ou, então, esperem o Apelo de Maria, porque o que eu lhes digo realizar-se-á, na totalidade.
Vocês constatarão, por si mesmos, que no que vocês acreditaram, no que vocês construíram histórias, tudo isso não se mantém diante do Amor e são apenas pretextos para afastá-los do Amor.

Vocês o verão claramente, se isso ainda não lhes é acessível.
Um arquétipo, um mito, um grande personagem é portador de uma memória e de uma energia, mesmo se ele esteja dissolvido no Absoluto.
Inclinar-se nisso faz reviver o passado e remete-a ao seu próprio confinamento.
Eu repito, nenhum arquétipo, nenhum mito, nenhum sábio pode torná-la autônoma.
Volte-se para si e nada mais veja do que o que está ao centro de seu ser, e você verá: há apenas o Amor.
Não há lugar para uma forma, não há lugar para uma história, mesmo a mais prestigiosa e a mais arquetípica.
Então, escolha.

Eis a resposta da Luz, do silêncio e da vibração, no mesmo tempo.


… Silêncio…

Questionemos.

Questão: concernente à sexualidade, você disse que enquanto não há Liberação há uma noção de poder e controle.
Para aquele que não é liberado, como viver a sexualidade sem entrar nessas noções e isso é um freio para o retorno à eternidade?
Como não culpar?
É preciso parar isso, o que significaria dizer: «aquilo a que você se segura, segura você»?

Bem amado, nada há a rejeitar, nada há a reprimir, há apenas a ver as coisas.
Se você vê isso, aí também, eu lhe diria: «Ame e faça o que lhe agrada», mas não se deixe enganar.
Não se deixe enganar com as circunstâncias da sexualidade profana.
Qualquer que seja o prazer, qualquer que seja a felicidade e qualquer que seja o acordo há, sempre, uma predação, quer você queira ou não, está na própria lógica, eu diria, da encarnação e da filiação.
A própria procriação, nesse mundo, é um ato de predação, do ponto de vista do Absoluto, que precipita as almas com os laços transgeracionais, cármicos, em uma ronda sem fim.
Então, é claro, para um casal, é agradável e, mesmo, por vezes, necessário pôr no mundo e, por vezes, isso torna feliz e, por vezes, há abertura, mas vá além das aparências.
Eu não quero dizer com isso que não se deva mais criar, procriar ou realizar atos sexuais, eu quero dizer, simplesmente, que é preciso vê-lo claramente e, sobretudo, não culpar.

A predação é inerente à relação, no sentido humano; não há, jamais, equilíbrio.
O único equilíbrio é o coração a coração, sem implicação familiar, afetiva, sexual, social.
Ela é livre de qualquer apego.
Você pode dizer que esse é o caso na família, no parto ou na sexualidade?
Não.
Mas para nada serve privar-se disso porque isso nada mudaria.
Há, simplesmente, que dar-se conta disso, vê-lo e fazer o que lhe agrada.

A sexualidade sagrada desvendar-se-á a você se ela é útil para sua liberdade e sua liberação.
Ver suas correntes permite, já, limitar o peso dessas correntes.
Aceitar suas correntes é, já, delas liberar-se.
É disso que é questão.
Qualquer privação faria apenas reforçar, qualquer controle faria, aí também, apenas reforçar a história e a pessoa.
Privar-se disso, como realizá-lo, em definitivo, nada muda.
Só o ponto de vista e seu coração, se você o põe à frente, preservará você de novas correntes.
Isso havia sido dito há mais de um ano, de pôr o Amor à frente, o Amor atrás, o Amor no alto, o Amor embaixo, o Amor à esquerda, o Amor à direita, o Amor por toda a parte, tanto dentro como fora, e não se preocupe com o resto, quer isso concirna aos filhos, à procriação, quer isso concirna à sexualidade, tudo estará em ordem.

Ver as coisas, mesmo, que você vive, não deve, em momento algum, provocar culpa ou responsabilidade, caso contrário, você é escrava e você está acorrentada.
Ver isso é, já, como eu o disse, liberar-se de suas correntes, e deixe a Vida viver você, deixe a Inteligência da Luz agir, apague-se.
Isso não quer dizer renunciar, mas isso quer dizer desaparecer de toda história, quer seja através do parto, quer seja através da procriação, da sexualidade ou de qualquer relação.

A sexualidade profana – não vejam, aí, qualquer lado pejorativo – é, sempre, focada na predação.
Mesmo se há troca harmoniosa há, necessariamente, o que vocês nomeiam troca de fluidos, e há, portanto, predação, é independente de sua consciência, isso depende apenas de seu corpo.

Mas não é, contudo, privando-se disso que você põe fim a isso, infelizmente, mas, bem mais, vendo as coisas tais como elas são, e colocando-se no coração.

É o mesmo para a filiação, porque aqueles que vocês nomeiam seus filhos, ou seus pais, são, justamente, aqueles com quem vocês viveram os maiores dramas na história.
O amor filial é, por vezes, o meio de reparar, mas é, antes de tudo, um meio de perpetuação das correntes, qualquer que seja o amor: quer ele seja maternal, paternal, filial, isso nada muda no que é sustentado por isso e que lhes é escondido.

Eu repito, não se trata de reprimir ou de forçar-se, é questão de ver isso com precisão e liberar-se disso – pelo Amor.

Eis a resposta do silêncio.

… Silêncio…

Questionemos.

Questão: por duas vezes, a Luz Escura sem Luz apresentou-se, com a sensação de conhecer esse estado que não é, verdadeiramente, um estado, mas no qual a consciência não se estabilizou.
Isso é uma aproximação do Absoluto?

Você fala da Luz Escura ou você fala do negro, ou da sombra?
Trata-se de três coisas diferentes.
O Absoluto é sem forma e sem Luz, nem bem nem mal, há, simplesmente, um reconhecimento do que você é, nesse estado.
Se não houve, portanto, reconhecimento do que você é e eclosão da alegria perpétua e da paz permanente, isso é, simplesmente, algo que nada tem a ver com o Absoluto.
O Absoluto, eu repito, é nossa morada de eternidade, para todos, o Último.
Esse Último propicia a Paz, o contentamento, mesmo tendo-o vivido apenas um instante muito curto.
E esse instante muito curto é indelével, e ele implica transformações radicais em mecanismos de funcionamento tanto da consciência comum como da supraconsciência.

Você pode repetir a questão?

Questão: por duas vezes, a Luz Escura sem Luz apresentou-se, com a sensação de conhecer esse estado...

Obrigado, está bem.

A Luz Escura sem Luz, para mim, nada quer dizer.
Há Luz ou não há Luz.
Se há Luz Escura, você está em algo que é diferente do Último ou do Parabrahman.
A Luz Escura é a antecâmara da criação, mas não é o Último.
No Último não há Luz alguma, nem escura, nem branca, nem de qualquer outra cor.
Portanto, não pode ali haver Luz Escura sem Luz.
Portanto, eu não posso responder de maneira satisfatória a essa questão, porque o que é exprimido através dessas palavras é antagônico.
A Luz Escura é uma coisa, o negro é outra coisa, e a sombra é ainda outra coisa.
Não pode haver Luz Escura sem Luz.

O importante não é o que é visto porque, no Absoluto e no Parabrahman, nada há, estritamente, a ver nem a perceber, não há, tampouco, consciência, exceto no momento da primeira penetração e da própria extinção da consciência, mas há essa lembrança indelével e transformadora que, de fato, não é uma lembrança, mas que está ativa a cada minuto e que confere a Paz e o contentamento.
Lembre-se de que, no Parabrahman, não há qualquer marcador possível, nem qualquer palavra que possa traduzir isso.
Ao inverso, existem palavras e expressões que não são compatíveis com essa experiência e esse estado.
A Luz Escura é, já, criação, ela é a antecâmara da manifestação da consciência.
O Parabrahman é anterior a qualquer Luz, é negro, não há marcadores e, no entanto, é a totalidade dos mundos que está ali.

Eis a resposta do silêncio, e a resposta da vibração.

… Silêncio…

Em nosso silêncio e em nosso amor, eu dou a cada um de você a Paz, e eu acolho seu amor, como você acolheu o meu, que não é outro que não o mesmo amor.

Eu o amo, sem medida e sem condição.

… Silêncio…

Eu não o deixo.
------


Publicado por: Blog Les Transformations

3 comentários:

  1. "O importante não é o que é visto porque, no Absoluto e no Parabrahman, nada há, estritamente, a ver nem a perceber, não há, tampouco, consciência, exceto no momento da primeira penetração e da própria extinção da consciência, mas há essa lembrança indelével e transformadora que, de fato, não é uma lembrança, mas que está ativa a cada minuto e que confere a Paz e o contentamento."

    ResponderExcluir
  2. A retificação do eixo da Terra começou a partir da passagem da segunda Estrela e foi, portanto, inicializada no início de seu ano 2016.

    A retificação, o endireitamento do eixo da Terra acompanhar-se-á, quando for finalizado, de eventos a nenhum outro similar, que modificam o equilíbrio dos continentes, das massas de água, e permitem à Terra receber a totalidade da irradiação cósmica.

    Em um plano que eu qualificaria de mais lógico, o basculamento final da Terra deveria situar-se, mais ou menos, em ressonância com o planeta grelha final e, portanto, após o Apelo de Maria e após os cento e trinta e dois dias de tribulações.

    Contudo, se as circunstâncias exigirem-no, no mecanismo, desta vez, de Ascensão da Terra à sua dimensão quinta, esse evento poderá ser avançado, mas não retardado.

    O importante é sua liberdade e sua liberação, assim como a Ascensão da Terra, que nada tem a ver com qualquer elemento concernente à sobrevivência do que é efêmero.

    Cada dia é um dia ganho, qualquer que seja a fadiga, qualquer que seja a esperança ou a desesperança. Nosso olhar não é aquele de seu efêmero, mas aquele de sua eternidade.

    Vocês não têm mais necessidade de nós para ver com seus olhos, sem hipocrisias, o que se desenrola, tanto em vocês como nesse mundo. Conforme seu ponto de vista, vocês podem nomear isso de «mecanismo de extinção global» ou, então, «Ressurreição», tudo depende de onde vocês estão.

    A encarnação não corresponde, propriamente dito, ao nascimento, mas a encarnação sobrevém quarenta dias antes da concepção. A excarnação não sobrevém no último sopro, no momento oficial da morte, mas começa, qualquer que seja essa morte, em geral, vinte e quatro meses, em alguns casos, doze meses antes da morte física, antes do último sopro.

    É nesse sentido que a revelação do Espírito, que sobrevém nesses momentos finais da Terra, nessa dimensão prescrita, traduz-se, do mesmo modo, por uma ativação das Portas AL e Unidade e, portanto, a revelação da alma, em curso de dissolução ou dissolvida, e o Espírito, ele mesmo, revelado.

    Hoje, os laços da consciência com o efêmero afrouxaram. Essa preparação é indispensável, e ela é, doravante, coletiva, a partir do aparecimento da primeira Estrela. Há, portanto, um tempo reduzido, no qual tudo é possível, mas cada um de vocês, hoje, como eu tive a oportunidade de dizê-lo em uma das questões anteriores, está em seu muito exato lugar nesse processo de excarnação.

    Lembrem-se, contudo, de que não se trata da morte, mas de sua liberdade, de sua ressurreição na verdadeira Vida, qualquer que seja sua atribuição. Quer ela passe pelo Absoluto, pelo retorno em uma de suas origens ou linhagens estelares, quer passe pelo transporte de seu corpo de carne pelos irmãos da Confederação Intergaláctica em outros lugares, quer passe pela estadia nos seis Círculos de Fogo restantes da Terra, em definitivo, isso nada muda.

    Questão: as Estrelas encarnadas permanecerão sobre a Terra até o planeta grelha final? Bem amado, eu responderei de maneira bem mais ampla: todos os portadores de Luz e ancoradores de luz, em sua grande maioria, são necessários, por diferentes razões, até o planeta grelha final. A Luz apoia-se em vocês. «Aqueles a quem muito foi dado, muito será exigido», e isso é natural porque, quando há Amor, há partilha, quando há Amor, há doação de si, quando há Luz, há Amor que se derrama. O que representam cento e trinta e dois dias em face da Eternidade reencontrada? O que representa a espera em relação ao que vocês vivem, agora e já, para muitos de vocês? Assim, portanto, é claro, as Estrelas encarnadas, assim como outras estruturas que não são, propriamente ditas, Melquisedeques, mas, entretanto, o que eu qualificaria de velhos Espíritos, estão presentes na superfície da Terra e prosseguirão sua presença até o último momento da Terra de terceira dimensão.

    Desconfie de todas as histórias, porque elas são inscritas em uma linearidade, e todas as histórias vão desaparecer no Apelo de Maria.

    ResponderExcluir
  3. Bem atrasada, na leitura, porém estando diante da Beleza do Texto, o sentimento era que, meus olhos, não queriam ler, para não terminar a Leitura... Pode isso?

    "Vivam cada minuto como se não houvesse outro minuto, não há melhor modo de estar no eterno presente, na Paz e na Verdade."

    "Sua consciência passou, portanto, por caminhos que tocam o que, até agora, era invisível e não perceptível."

    "Há, portanto, quando dessas experiências, a demonstração, para você, de que não há mais, verdadeiramente, predominância do efêmero sobre sua eternidade."

    "Desconfie de todas as histórias, porque elas são inscritas em uma linearidade, e todas as histórias vão desaparecer no Apelo de Maria."


    O momento É Único....

    ResponderExcluir