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13 de nov de 2011

IRMÃO K – 13 de novembro de 2011

Mensagem publicada em 14 de novembro, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Áudio da Mensagem em Francês

Link para download: clique aqui



Meu nome é IRMÃO K.
Irmãos e Irmãs, queiram aceitar minhas saudações fraternais.

Vamos tentar, hoje, juntos, falar e Vibrar sobre uma palavra importante que é, bem além da palavra, a Vibração e a própria Consciência do que é veiculado por essa palavra.

Vou, inicialmente, dar-lhes certo número de elementos.
Esses elementos não são, propriamente falando, elementos destinados a fazê-los interrogar sem fim, ao nível do mental, mas, bem mais, para iluminar, de algum modo, essas noções.

A palavra da qual quero falar e os conceitos que a ela são ligados é a Verdade.
A Verdade é, frequentemente, definida pelo humano em função de suas crenças.
Cada Irmão, cada Irmã, em função de suas vivências, em função de certo número de elementos que lhes são próprios, vai elaborar, de algum modo, uma verdade que é, geralmente, uma adesão e uma consequência de certo número de elementos vividos.

Essa verdade, obviamente, a partir do momento em que há um grupo de indivíduos, cada um tendo uma verdade que lhe é própria, devido à sua vivencia, o grupo vai, em geral, tentar forjar uma verdade comum que, a partir do instante que ela se forja, não é mais procedente da experiência comum, nem da experiência individual, mas é, de algum modo, a resultante do conjunto de hipóteses, de vivências, de crenças e de experiências pessoais.

Eu irei muito mais longe.
A Verdade não é desse mundo.
Existe nesse mundo no qual vocês ainda têm seus pés e no qual eu mesmo pus meus pés, certo número de elementos que são fatos verificáveis, mas os fatos verificáveis, em especial ao nível das leis a que nós chamaremos desse mundo, as leis físicas, as leis químicas, as leis elaboradas pelas sociedades, são verificáveis e, portanto, aplicáveis, e desembocam, aliás, sobre elementos bem conhecidos por vocês, hoje, que são oriundos da tecnologia dos meios de comunicação e outros.

É claro, esses elementos verificáveis e reprodutíveis são verdades, mas essas verdades pertencem a outra coisa que não a Consciência, é claro, a algo que se observa, que se reproduz e tem uma utilidade nesse mundo.

Eu não estou aqui, hoje, para discutir (eu repito, isso eu já fiz) essa noção de tecnologia, de tecnicismo ou de ciência.
Vocês se aproveitam dela, todos, em graus diversos, ainda hoje, de modo extremamente útil, sem colocar-se a mínima questão quanto à finalidade última dessas tecnologias e o objetivo, hoje, não é esse.

Os fatos verificáveis são verdades pertencentes a esse mundo.
Agora, vocês têm ouvido falar e, talvez, tenham feito a experiência de certo número de estados da Consciência não comum, em relação com a Luz dita Vibral, em relação com a própria experiência da Consciência.
Essas experiências, que lhes são pessoais, fazem-nos viver estados que, para aquele que não o vive, são totalmente ausentes de sua própria verdade.

A Verdade não é desse mundo e, no entanto, ela está inscrita na Consciência.
Ela corresponde ao momento preciso em que a Consciência não está mais centrada no «eu», na personalidade, no desejo, ou seja, se se toma a imagem de um círculo ou de uma esfera com um ponto central, o «eu» seria o ponto central, que vai tentar, por projeção de sua própria Consciência, fazer-se uma ideia da Verdade, fazer-se uma ideia, a fim de aderir a certo número de crenças ou de leis científicas estabelecidas, pertencentes a esse mundo.

No que concerne à Verdade que não é desse mundo, quer isso seja diretamente oriundo de uma crença desse mundo ou de um fato dito científico, reprodutível desse mundo, a Verdade não é desse mundo.
Ela escapa, portanto, das leis desse mundo e não pode, de modo algum, ser validada pelo que existe, pelo que é invisível à ciência, como ao olho da consciência comum, como à experiência comum do humano, qualquer que seja o valor ou a valorização no sentido moral e social, e o respeito que merece cada experiência humana nesse mundo.

A Verdade não é desse mundo.

Obviamente, colocar conceitos ligados a uma verdade não provável nesse mundo (porque não aplicável nesse mundo) pode ser útil no plano científico, pode ser útil no plano das ideias, pode ser útil no plano dos conceitos e da própria transformação da vida, mas sempre nessa esfera de que falei, com o ponto central que é a personalidade.

Enquanto há experiência desse gênero, há uma verdade que pode ser aplicada à comunidade.
Mas, essa verdade, será que é a Verdade da Consciência?
Apesar da inteligência artificial, será que vocês podem afirmar que um objeto tecnológico é dotado de certa forma de Consciência ou de certa forma de Liberdade?

A Verdade chama, necessariamente, a noção de Liberdade e não, unicamente, a noção de observação ou a noção de conceito ou ideia.
A Verdade não sendo desse mundo, ela recorre a algo que é, portanto, estritamente desconhecido, porque não aplicável nesse mundo.
Eu não voltarei ao princípio que desenvolvi, longamente, há alguns meses, sobre os princípios de ATRAÇÃO e de VISÃO, que são os princípios Ahrimanianos e Luciferianos (que arrastaram o humano para bem longe da Verdade, bem longe da liberdade), porque unicamente aplicáveis nessa esfera de vida chamada a vida sobre esse mundo, nessa Dimensão e mesmo através da passagem das portas da morte e da reencarnação.

Vocês tiveram, e nós todos tivemos inúmeros testemunhos, pelo passado, de seres que acederam a territórios desconhecidos e que encontraram, sobretudo, uma característica essencial da Consciência.
Essa característica não pode ser explicada, mesmo se existam, é claro, tentativas de explicações, pelos meios modernos, ainda uma vez científicos, de compreender, por exemplo, o que pode acontecer num cérebro, num coração ou numa célula, a um dado momento, quando há essa transformação da Consciência, o que eu chamaria mesmo de uma revolução da Consciência.

Certo número de transformações, das quais, talvez, vocês participem, estão em obra sobre esse mundo e correspondem, progressivamente, à imersão, nesse mundo, de uma nova realidade chamada Luz Vibral, que vem modificar a Consciência, que vem modificar a percepção, a concepção e a vida em seus fundamentos.

O ser humano não é um animal.
O animal tem certa forma de liberdade de consciência, mesmo nesse mundo.
O animal vai obedecer ao que eu chamaria um programa de vida.
Esse programa de vida está inscrito, é claro, na espécie animal considerada.

Um predador tem um programa de vida que consiste em ser um predador, em cassar presas.
Enquanto um herbívoro será um animal que vai procurar prados para nutrir-se.
As funções de conservação da vida, numa determinada espécie, seja ela animal ou humana, são apenas um vislumbre extremamente limitado do que pode ser a Verdade.

Há uma verdade verificável pelas leis desse mundo: é a verdade comum ao conjunto de consciências presentes sobre esse mundo.
O Sol levanta-se em tal lugar e deita-se em tal outro lugar.
Qualquer que seja o lugar da Terra, cada consciência pode observar, a cada dia, o mesmo mecanismo.
Será que a repetição de um mecanismo, no entanto, bem físico, bem real e que tem efeitos perfeitamente conhecidos, como o Sol, basta para dizer que o Sol seja Verdadeiro?

Certamente, resulta da observação dos efeitos do Sol certo número de elementos, perfeitamente conhecidos da Consciência, tanto animal como humana, como, mesmo, vegetal e pode-se dizer, mesmo, mineral, ou seja, cada reino, cada espécie vai conformar-se a, por exemplo, ciclos chamados diurnos e noturnos, concernentes a essa famosa luz do Sol e os efeitos do Sol sobre a própria vida.

Em todas as civilizações, o Sol foi considerado, com razão, como o distribuidor de calor, de vida, e adorado, como tal, como o próprio princípio, chamado de modo mais moderno, o Logos CRISTO ou o Logos Solar ou, ainda, CRISTO MIGUEL.

Certo número de elementos foram-lhes, também, comunicados.
Alguns de vocês puderam, talvez, verificá-lo, para saber que existe, no Sol, o corpo de Existência (ou seja, a Consciência e o Espírito, confinados nesse Sol), em curso de liberação.

É claro, enquanto vocês aderem a isso sem vivê-lo, isso não é uma verdade que lhes seja acessível, mas continua uma crença à qual vocês aderiram, ou não (creram) poder vivê-lo.

Nós definimos, em seguida, certo número de elementos que lhes permitem, progressivamente, aproximar-se de uma Verdade que não é desse mundo e, portanto, penetrar, de algum modo, diretamente, em plena Consciência, em elementos novos, que eram, até o presente, reservados a alguns seres em determinado caminho, após uma forma de ascese específica, que permitia a essas Consciências encontrarem outra coisa que não a consciência comum.
Essa Consciência não comum, não limitada, ilimitada, chamada Consciência Turiya ou Consciência do Despertar, ou Consciência Unitária reagrupa, de fato, a modificação e a transformação, ou revolução de Consciência a mais total que um ser humano pode viver.

Esse mecanismo é estritamente pessoal e privado.
O interesse é, nesse nível, particular, porque vem, de algum modo, irromper nesse mundo, dando, para as consciências que vivem essa modificação, essa revolução da Consciência, uma espécie de balizamento, se posso empregar esse termo, de mecanismos que estão em obra e que permitem ser, de algum modo, os testemunhos da transformação da consciência que vai, progressivamente ou de maneira extremamente brutal, fazer passar a consciência situada no «eu» - ou seja, o centro da esfera ou do círculo – para uma Consciência que não está mais localizada – nem ao centro da esfera, nem na esfera, mas bem além da esfera – ao mesmo tempo mantendo, de algum modo, uma consciência dita limitada nesse mundo, na qual não existe Verdade.

Essa Verdade, que não é desse mundo, não pode ser transmitida nem por palavras, nem por outra pessoa.
Ela apenas pode ser vivida, a fim de validar e de verificar, de algum modo, seus fundamentos.
Existem, contudo, balizas, assim como eu disse, que são comuns àqueles que vivem esses processos de expansão de consciência.

Eu atraio sua atenção, porque existem muito numerosos escritos, de autores conhecidos – e, hoje, menos conhecidos, uma vez que mais recentes – que falam dessa noção de unicidade da Consciência sem, contudo, dela viver o aspecto que eu qualificaria de Vibral.
Não é porque vocês aderem ao fato de que a Consciência é única, não é porque vocês vão aderir ao Amor universal que vocês vão tornar-se o Amor universal.
Não é porque vocês aderem ao CRISTO que vocês vão tornar-se o CRISTO.
Não é porque vocês seguem Buda que vocês vão tornar-se Buda.
Tudo isso, nós todos sabemos, uns e outros.

A Consciência não limitada, a Consciência não confinada tem certo número de particularidades.
Eu não voltarei sobre o que eu chamei de balizas.
Elas foram amplamente desenvolvidas, amplamente explicitadas.
Elas correspondem, grosso modo, ao que foi chamado de Doze Estrelas ou as Doze Vibrações da cabeça, os Quatro Pilares da cabeça, a revelação da Luz, sobre o que nós falamos, amplamente, durante esse verão de seu ano que acaba de escoar-se [inverno no hemisfério sul], concernente à revelação da Luz ao nível das Portas interdimensionais, das quais cada uma tem uma função extremamente precisa na instalação dessa Consciência não comum (ndr: ver, em especial, a rubrica «protocolos a praticar»).

Essa Consciência não comum é diretamente religada à noção de Verdade.
Verdade que não é desse mundo e que, no entanto, vem agir sobre esse confinamento, nesse universo, nesse corpo, nessa vida ou nessa sucessão de vidas na qual o ser humano encontrou-se, de algum modo, submisso a princípios de evolução.

Há, portanto, um consenso, ao nível do humano – em todo caso, naqueles que se interessam ao que é a Consciência – sobre uma noção de evolução, sobre uma noção de melhoria de alguma coisa.
Ora, como é que o Espírito, que é perfeito, de toda a Eternidade, que é a Verdade absoluta, teria necessidade de qualquer melhoria, dado que ele já é criado perfeito, de toda a Eternidade, e está presente em todas as dimensões?

Há, aí, efetivamente, um paradoxo, que a consciência limitada não está perto de resolver, a não ser na adesão a crenças de um futuro melhor, de um salvador exterior, de uma melhoria cármica ou, ainda, de princípios ligados à vontade de bem, que fazem crer a muitos seres humanos que, praticando o bem em detrimento do mal, um dia virá em que se manifestará a Luz.
Nada há de mais falso, porque a Luz não é desse mundo.

Ver a Luz de olhos fechados não é ver e Vibrar a Luz.
Conceber a luz em ideia, ver a luz do terceiro olho – isso foi explicado – não é, absolutamente, a Consciência da Unidade nem a vivência da Consciência luminosa daquele que encontrou sua Dimensão de Eternidade.

É claro, foi extremamente sedutor, para uma consciência limitada, conceber que existiria, em algum lugar, algo que seguiria uma linhagem evolutiva, que o conduzia a reencontrar-se, um dia, mais tarde, certamente, perfeito.

A perfeição não é desse mundo.
A Verdade não é desse mundo no qual nós pusemos nossos pés.
A Verdade é inacessível a esse mundo, enquanto a consciência situa-se ao centro da esfera.

Então, é claro, algumas Consciências vão ler, além do que é habitual, para tentar viver certo número de experiências.
Existem, de fato, experiências nas quais se pode manifestar o que eu chamaria de certa forma de deslocalização e nas quais a projeção da consciência não se faz mais sob uma forma de introjeção (ou seja, de foco no «eu» ou na personalidade), mas, bem mais, como uma projeção, por exemplo, num mineral, numa árvore ou em outro ser humano.
Tratar-se-á, sempre, de uma projeção, mesmo se essa projeção desemboque, no momento, sobre uma experiência que tenha um objetivo transformador, que é, simplesmente, fazer tomar consciência de que a própria Consciência não é limitada a um corpo, não é limitada a uma experiência de vida, mas pode, de algum modo, penetrar outra experiência de vida.
Mas isso não fará, jamais, sair da esfera.
Isso não permitirá, jamais, sair do confinamento presente nesse mundo.

Existem, no entanto, muito numerosos testemunhos de seres que viveram estados específicos, chamados Turiya, nos quais se manifesta, então, uma revolução total de mecanismos de funcionamento da Consciência, nos quais os próprios princípios da fisiologia humana comum não são mais respeitados.

Eu falo, é claro, do que poderiam ser chamados os poderes, os siddhis e o conjunto de manifestações específicas que ornamentou, se se pode dizê-lo, a vida de místicos, em diversos horizontes e em diversas sociedades.
Esses seres, no entanto, deixaram, todos, testemunhos da própria verdade deles.

Ora, assim que a verdade é posta em palavras, ela não é mais a Verdade porque, logo que vocês exprimem, em palavras, sua verdade, ela já não é mais sua verdade, e aquele que aderiria a ela não estaria mais na sua verdade, mas na verdade dele, mas desembocaria, de maneira inevitável, numa crença.

O arranjo dessa verdade, a compreensão dessa verdade, a experiência de um ou do outro não será, jamais, a experiência de um ou do outro.
Cada um vive, portanto, um processo particular.
Existem, como eu disse, pontos de marcação.
Os pontos de marcação são as manifestações Vibratórias inscritas nas Estrelas, nas Coroas, no que é chamado o Despertar do kundalini ou, ainda, Despertar do Canal do Éter, de modo mais específico, hoje.

Existem, portanto, marcadores da Consciência, que foram localizados desde muito tempo.
Eles foram, aliás, nomeados os siddhis – ou poderes da alma – e estão em correspondência direta com a ativação da alma e, em seguida, do Espírito, na consciência limitada, que permitem descobrir e viver a Verdade fora desse mundo.

Entretanto, hoje, vocês constatam, ao seu redor, que cada vez mais Irmãos e Irmãs falam da Unidade, falam do Amor, falam da Transformação numa nova Dimensão de vida sem, contudo, realçar ou destacar a realidade do desaparecimento do que é ilusório, para que apareça, inteiramente e em definitivo, a verdadeira Verdade do acesso ao Ilimitado.
Existe, portanto, paradoxalmente, na transformação atual, certo número de consciências que se confinam em si mesmas, através de projeções de consciência, através da projeção de um ideal, que as fazem assemelhar-se ao Despertar, que as fazem crer no Despertar, mas que, em caso algum, pode ser vivido de maneira autêntica.

Existe, mesmo, certo número de seres que são capazes de testemunhar a Consciência Unitária, na presença do instante, descobrindo a imensidade da Consciência, mas sem viver, de algum modo, a possibilidade de saída dessa esfera de vida.

Existe, portanto, a aplicação de certo número de verdades, transcritas em palavras nesse mundo, mas que afastam, sempre mais, as consciências que leem essas palavras ou que leem esses testemunhos, sem delas viver, elas mesmas, o teor de sua própria Unidade.

A Unidade não é uma adesão consciente a uma religião, a um princípio, a uma experiência exterior à sua.
A Unidade não é, tampouco, passar de uma revolução de concepção de um mundo limitado e confinado a um mundo livre, a um mundo futuro melhor, transformando-se pela Graça do Amor e da Luz em uma civilização do Amor, em uma civilização, enfim, Unificada, sobre a Terra, nessa mesma Dimensão.

É claro, existe certo número de elementos que, enquanto não são vividos pela Consciência, dificilmente podem ser compreendidos ou mesmo o objeto de uma adesão.
E, aliás, fazer o objeto de uma adesão sobre o que não é vivido não permite, jamais, viver o que há a viver, mas afasta, de maneira tão formal como a adesão a uma crença estabelecida como um dogma presente através, tanto de uma religião como de uma filosofia ou de um princípio, qualquer que seja, ao qual o ser humano devota-se, de maneira evidente.

O princípio da consciência que funciona no modo limitado passa, necessariamente, por um processo chamado de projeção ou exteriorização.
Esse mecanismo de exteriorização serviu, por exemplo, à ciência, para estabelecer, de algum modo, o enquadramento de leis desse quadro de vida, mas não permitem, jamais, elaborar um quadro de vida mais amplo e infinito.
Simplesmente, ele lhes dá os meios para dele sair fazendo, de algum modo, navegar a consciência e a vida nesse mundo e, exclusivamente, nesse mundo.

É claro, existem espaços, mais ou menos, de escape da consciência comum.
Esses espaços foram chamados o sonho, e os sonhos são, aliás, extremamente variados, como vocês sabem, como vocês todos têm vivido, e podem conduzir a experimentar certo número de elementos que se aproximam, por vezes, da Verdade.
A diferença essencial é que a Verdade e o acesso à Verdade vão traduzir-se pelo que eu chamei uma transformação e uma revolução totais da consciência.
Essa revolução não está tanto na adesão a novos conceitos, mas, mais, num primeiro tempo, no aparecimento de balizas, diversas e variadas, ao nível de diferentes lugares do corpo.

Como dizia o bem amado João ou Sri Aurobindo, existe uma descida do supramental, que vem transformar a célula e que, tem, é claro, ramificações múltiplas no corpo, uma vez que o corpo é o Templo no qual se realiza e no qual deve realizar-se essa transmutação.

A Verdade não é desse mundo.
Não é, portanto, questão de deixar esse mundo para encontrar uma Verdade em outro lugar, o que é, aliás, totalmente impossível.
A Verdade é uma transformação alquímica, total e irremediável, desse mundo, em uma nova realidade Vibratória, chamada estado multidimensional ou quinta Dimensão, ou outra Dimensão mais elevada, mas, em todo caso, que lhes foram nomeadas Unificadas.

O princípio de unificação não é um conceito, não é, simplesmente, ligado ao aparecimento de marcadores ou de balizas ao nível do corpo – Estrelas, Coroas, Sacrum, Portas etc. ou fenômeno Vibratório – (ndr: ver rubrica «protocolos a praticar»), mas, efetivamente, em definitivo, à capacidade da Consciência para viver um estado não localizado nesse corpo, não localizado nesse mundo, não localizado no que quer que seja pertencente a esse mundo.

É claro, para inúmeros de vocês que vivem as Vibrações, isso é perfeitamente lógico e foi, aí também, longamente desenvolvido e explicado, como um mecanismo que permite manter, de algum modo, a ilusão desse mundo, desse corpo, o tempo que o momento coletivo de transformação da humanidade chegue.

A Verdade não é, portanto, desse mundo.
A Verdade é, de fato, a Liberdade da Criação.
Liberdade da Criação que significa que toda consciência não é, jamais, aprisionada em qualquer limite de experiência, o que, confessem, é totalmente oposto ao que vive a consciência humana nesse mundo, através mesmo de princípios chamados livre arbítrio, reencarnação, carma, bem e mal.

Existe, portanto, um princípio que nós nomeamos falsificação.
Obviamente, aderir ao princípio de falsificação não é suficiente para aceder à Unidade, não é suficiente para viver a Unidade.
E certo número de elementos foram-lhe dados, de modo mais recente, que permitem, para aqueles que vivem, de algum modo, o balizamento da nova Consciência (os testemunhos Vibratórios dessa nova Consciência nesse corpo), começarem a aproximar-se dessa Ressurreição que é, de fato, a entrada da consciência num estado totalmente inédito, totalmente novo, no qual nenhum marcador existe no confinamento (ou seja, do ponto em que vocês estão no «eu», ou da esfera de vida na qual vocês evoluem), mas que são, entretanto, de algum modo, elementos que devem ser vividos absolutamente e Vibrados, tanto na esfera como no ponto.

Há, portanto, uma transmutação, uma revolução, uma transformação da consciência, que vai desembocar na Verdade.

A Verdade, a única Verdade é que a liberdade da Consciência é indissociável da Alegria, do Amor, da não localização, da não espacialização e da onipresença da Consciência em todas as Dimensões.
A isso, é claro, a consciência do ser humano apenas pode aderir, mas, aderir não quer dizer vivê-lo.

Certo número de limites, ligados ao próprio confinamento, vem, portanto, de modo extremamente natural, arrastar o humano a crer em certo número de elementos, seja em um paraíso futuro, seja em uma melhoria futura, seja em uma progressão, lenta, consecutiva a uma queda, que teria sido desejada por não se sabe quem.

É claro, muitos elementos foram-lhes comunicados, para aqueles que escutaram e leram o que os Anciões, em especial, as Estrelas e os Arcanjos deram-lhes, progressivamente e à medida desses anos.
Nós também insistimos, amplamente, e, mais recentemente, como eu o dizia, sobre os Quatro Pilares do Coração que são, efetivamente, o essencial do que há a reter para aceder à não limitação, à Liberdade e à Verdade.

Vocês não podem aderir a uma Verdade desse mundo e penetrar a Verdade do Universo.
Há, portanto, não um princípio de negação, mas, efetivamente, um princípio de Renúncia, um princípio de Abandono, concernente ao conjunto de estratos e de constituintes mesmo do que fez a vida da consciência confinada, para poder realizar a passagem da Porta Estreita.

Eu os lembro que o CRISTO lavava os pés de seus discípulos, para mostrar que Ele era, sobre esta Terra, o menor e que seu Reino não era desse mundo.
E que Ele não vinha estabelecer um reino sobre esse mundo, nem salvar o que quer que fosse nem quem quer que fosse, mas, simplesmente, mostrar um caminho para a Liberdade, para a Verdade.
E a Verdade e o Reino não são desse mundo.

Então, obviamente, na situação de confinamento da consciência, é perfeitamente lógico que o ser humano serviu-se do que era acessível aos seus sentidos, e unicamente aos seus sentidos ou à sua inteligência e, exclusivamente, à sua inteligência, da observação da projeção da consciência ao exterior de si mesmo.

Existem dois conhecimentos, como vocês sabem.
Um conhecimento exterior, que pode traduzir-se tanto ao nível científico como leis da alma, como eu o desenvolvi.
Conhecer as leis da encarnação não os fará, jamais, sair da encarnação, entretanto, elas permitem melhorar uma condição, mesmo na esfera de confinamento, mas não permitirão, jamais, sair da esfera de confinamento, contrariamente ao que inúmeros ensinamentos de gurus, de mestres e de diretores de consciência, ou de guias, puseram como fundamentos.
Isso, é claro, vocês podem imaginar, é totalmente falso, caso contrário, o ambiente próximo daqueles que denominam mestres ter-se-ia amplamente realizado por indivíduos no mesmo estado e na mesma consciência que o mestre em questão e, como vocês talvez saibam ou observam, esse jamais foi o caso.

É claro, existiram, por exemplo, alguns mecanismos precisos (e eu remeto, para isso, à história da descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos), que remetem a uma transformação específica da consciência.
As línguas de Fogo são uma imagem que corresponde à realidade do Espírito Santo, ou seja, esse Fogo do Espírito, que vem transformar, de maneira radical, a consciência.

Enquanto o ser humano crer que é dependente do tempo e, em especial, do tempo desse mundo para evoluir, para transformar-se, ele não pode, em momento algum, sair do tempo.

A HUMILDADE e a SIMPLICIDADE é, também, aceitar isso.
É, também, renunciar a um princípio de evolução, qualquer que seja (assinalando-se pelas leis da alma, por uma melhoria de um carma, por uma evolução nesse mundo), que permite liberar-se desse mundo.
O único modo de ser liberado do confinamento é considerar que existe um confinamento e viver, sobretudo, o balizamento da ativação da nova Consciência e viver a Unidade da Consciência que permite, pelo Fogo do Coração, pela iluminação das três Lareiras, realmente, viver o que foi chamado o Samadhi ou a Alegria.

Enquanto o ser humano considera que o conhecimento exterior é aquele que vai conduzi-lo ao conhecimento de si, há engano.
Esse engano perdura há milênios porque, em todos os tempos, os seres na busca de sentido, na busca de Verdade, interessaram-se, é claro, pelas leis da alma ou, ainda mais recentemente, pelas leis científicas.
Aqueles que se interessavam pelas leis da alma há mil ou dois mil anos, são aqueles que se interessam, hoje, do mesmo modo, pelas leis científicas desse mundo.
Mas nenhuma lei desse mundo pode explicar a Consciência.
Nenhuma lei desse mundo pode transformar a consciência.
Apenas a Luz Vibral e a Vibração administram na Consciência e permitem, a um dado momento, aproximar-se da famosa Porta Estreita, ou seja, renunciar, abandonar-se, viver a Crucificação e a Ressurreição para aceder à Liberdade e à Verdade.

A Liberdade e a Verdade não são, portanto, elementos desse mundo, e vocês não podem apoiar-se em qualquer conhecimento exterior – sejam as leis da alma, seja a astrologia, seja o tarô, seja a energética, seja o yoga o mais evoluído – para sair desse mundo.
Isso é apenas uma ilusão.

Enquanto a Consciência não está introjetada – ou seja, não se voltou, inteiramente – para o conhecimento Interior, enquanto existe o mínimo conhecimento exterior ativo em sua Consciência, vocês não podem cruzar, de maneira definitiva, a Porta Estreita.

É claro, o impulso da Luz Vibral, o impulso do Espírito – hoje onipresente sobre a Terra, para aqueles que desejam abrir-se a essa potencialidade – é capaz de favorecer, de algum modo, a transformação, a revolução da consciência, total, que permite aceder à Verdade.

Independentemente de aspectos de balizas Vibrais de Portas, de Estrelas, de Coroas, do que são chamados os chacras, do que são chamados os novos corpos, há um elemento que não pode, absolutamente, enganar a consciência: é que, quando vocês vivem a Unidade, vocês sabem.
Vocês não têm que colocar-se a questão, porque a transformação é muito evidente: ela desemboca na Liberdade, na Verdade, e os faz sair, de maneira mais ou menos rápida, mais ou menos violenta, de todos os quadros de referência, de todas as crenças e de todas as submissões a qualquer crença que seja – moral, social, afetiva, condicionante, comportamental ou outra.
Vocês descobrem, unicamente naquele momento, o que é a Liberdade e o que é a Verdade.

Obviamente, vocês ainda estão presentes nesse mundo, e não é questão de deixar esse mundo, enquanto ele não ascensionar por si mesmo.
Como vocês sabem, é a Terra quem detém, de algum modo, as chaves de seu Céu, mas vocês detêm, vocês mesmos, a chave de seu Coração.
Apenas vocês, e vocês sozinhos, é que podem descobrir a Verdade.
E essa Verdade não pode apoiar-se em qualquer conhecimento exterior.
Apenas no instante em que vocês decidem, em consciência, penetrar no conhecimento Interior – ou seja, identificar-se à Vibração de sua Consciência – é que vocês se tornam essa Vibração, essa Consciência, que nada mais tem a ver com a consciência da personalidade, com a consciência comum.

Viver a Verdade não é, portanto, um negócio de crença.
Viver a Liberdade não é, portanto, um negócio de negação do que quer que seja desse mundo, mas, efetivamente, a transformação, total, desse mundo para outra realidade, bem mais tangível, cuja densidade, absolutamente, nada tem a ver, e, portanto, o princípio de confinamento não existe mais.

Assim, portanto, vocês não podem tomar consciência da prisão sem sair da prisão, ao mesmo tempo estando na prisão.
O único modo de ali chegar não é denunciar a prisão, não é ver o bem ou procurar o bem para denunciar o mal, não é, exclusivamente, fazer o bem, mas, efetivamente, transcender os limites, justamente, do bem e do mal.
O que não quer dizer que, naquele momento, vocês vão fazer o mal ao invés do bem, mas, tanto um como o outro lhes são totalmente estranhos, porque vocês vivem a Unidade.

A Unidade, a Verdade, a Liberdade não se importam com as leis do confinamento do bem e do mal.
O princípio de carma, o próprio princípio do que eu chamei, há alguns meses, o Fogo elétrico do confinamento (ou o fogo da alma, fogo Prometeico ou Luciferiano), diretamente ligado ao conjunto de desejos, e mesmo o desejo de Luz são apenas elementos que vão afastá-los do instante presente, do que foi chamado o HIC e NUNC, que lhes permitem viver o Coração.

Enquanto há uma projeção da consciência em qualquer passado, enquanto há uma projeção da consciência em qualquer futuro – e nosso Comandante exprimiu-lhes, longamente, a diferença entre a espera e a esperança (ndr: últimas intervenções de O.M. AÏVANHOV) – vocês não podem viver o Coração, porque o Coração é, obviamente, totalmente atemporal: ele é a verdade que não está presente nesse mundo, mas que vocês apenas podem encontrar parando, inteiramente, em seu nível, tudo o que faz referência a esse mundo sem, contudo, estar na negação desse mundo, mas, efetivamente, na renúncia desse mundo.

A renúncia desse mundo é um mecanismo Interior.
Não vão fechar-se no cume de uma montanha esperando viver a Unidade; isso é impossível, mesmo se alguns místicos, nos tempos passados, realizaram-no, nós não estamos mais, verdadeiramente, e vocês não estão mais, verdadeiramente, nos mesmos tempos.

A Luz é onipresente.
Muitos de vocês a percebem, além das balizas Vibratórias de seu corpo.
A Visão Etérea, a Visão do Coração permitem ver, real, concreta e objetivamente, a imersão dessa nova realidade e dessa verdadeira Verdade na verdade efêmera desse mundo.

O único modo de participar disso é, vocês também, tornar-se, como foi dito, Transparentes à Luz.
Tornar-se Transparentes à Luz quer dizer nada parar, nada frear, nada reter para si.
O princípio da personalidade é de considerar-se como o elemento central, que projeta sua consciência para apreender o ambiente.
Assim, portanto, é o mecanismo habitual da consciência nesse mundo.
Esse mecanismo é totalmente ausente nos mundos Unitários, nos mundos Unificados, porque a Consciência, como foi dito, não é localizada nem num tempo, nem num espaço, nem num corpo, mas está presente, do mesmo modo, na totalidade dos corpos, na totalidade dos universos.

Quando os Arcanjos, nós, ou as Estrelas dizemos que estamos no Interior de vocês, isso não é uma visão do espírito.
A um dado momento (que, por enquanto, é individual), vocês vão se aperceber de que o que vocês vivem, ao nível Vibratório e ao nível de sua Consciência, Interiormente, manifesta-se, também, exteriormente.
E que, por exemplo, o aparecimento real da densidade de um Anjo, em sua Dimensão, ou de um Anjo do Senhor, ou de um verdadeiro Anjo, ou de um Arcanjo é visto pela Visão Etérea ou pela Visão do Coração, mas manifesta-se, do mesmo modo, no Interior de si.
Isso foi chamado, aliás, outra coisa que não a relação ou a comunicação: é o que nós chamamos a Comunhão.

Essa Comunhão, essa Graça é o estado habitual da Consciência nos mundos da Verdade.
Nessa época em que a Comunhão generaliza-se – devido a múltiplos fatores que foram realizados pelo humano, que foram realizados pelos Arcanjos, pela irradiação do Sol Central, pela própria Terra e pelo próprio Sol – vocês constatam que lhes é possível e permissível viver momentos de Comunhão a nenhum outro similar, que não podem mesmo rivalizar com qualquer harmonia existente numa comunicação – a mais harmoniosa que seja – numa relação – a mais afetiva e desabrochante que seja.

O princípio da relação e da comunicação é uma verdade ilusória desse mundo, baseado na falta.
De fato, se houvesse a consciência de que tudo está no Interior de si, qual interesse haveria em procurar qualquer completude ou qualquer relação no exterior de si?
E isso vale, é claro, tanto na noção de casal como na noção de interação, qualquer que seja, em todos os setores da vida nesse mundo.

A partir do instante em que o ser humano vive a não localização, a partir do instante em que há essa transmutação, essa revolução da consciência – que, para aqueles que não a viveram, vai tornar-se cada vez mais abrupta, cada vez mais brutal e cada vez mais evidente – há, é claro, um posicionamento que será diferente.
Ou a personalidade vai procurar apropriar-se do que é vivido e, naquele momento, vai tentar fazer impingir a Luz – se se pode dizê-lo, Vibral – nesse mundo, ou a personalidade vai tornar-se, inteiramente, transparente e vai realizar, de fato, a Unidade, ou seja, viver a Verdade, que não é desse mundo, ao mesmo tempo mantendo um corpo nesse mundo.
Apenas naquele momento que a Porta Estreita é definitivamente aberta e é apenas naquele momento que se pode chamar Despertar, autêntico, acesso à Unidade, autêntico.
Antes, há apenas experiências que são feitas, como foi dito, de vai-e-vem entre a consciência limitada e a Consciência Ilimitada.

Há experiências que são efetuadas na Verdade, que se desvenda, de algum modo, por pequenos toques e que vai desvendar-se por toques cada vez mais, como eu disse, abruptos.
Entretanto, enquanto a instalação não for totalmente realizada, há, é claro, momentos em que a consciência e, em especial, a personalidade, vai apreender-se dessa Luz para tentar aclimatá-la, eu diria, de acordo com suas regras, de acordo com seus mecanismos de funcionamento.
É aí que é necessário vigiar para ser o mais humilde.
É aí que é necessário vigiar para ser o mais Transparente.
É aí que é necessário vigiar para ser o mais Simples possível, para deixar a Inteligência da Luz.
A personalidade não terá, jamais, a Inteligência da Luz.
A personalidade não poderá, jamais, capturar a Luz.
Ela pode apenas deixar-se atravessar, deixar-se transformar e tornar-se Transparente à Luz.
É apenas nessa condição que se realiza, plenamente, a Renúncia, que se realiza, plenamente, o Abandono e, enfim, a Crucificação, seguida, imediatamente, da Ressurreição na nova Dimensão, ou seja, na Verdade.

A Verdade é a Liberdade.
Portanto, a questão que vocês têm a colocar-se não é a liberdade em relação a esse corpo, mas, efetivamente, a Liberdade em relação à sua própria Consciência.
E, onde eu quero levar sua atenção, hoje, é: vocês estão Livres de toda crença?
Vocês estão Livres de toda dependência?
Vocês estão Livres de todo apego?
Vocês estão Livres de toda certeza nesse mundo?

Então, naquele momento, vocês estão prontos para passar a Porta Estreita.
Enquanto vocês não estão Livres, enquanto a própria consciência não vislumbra sua Liberdade como uma finalidade, ela não pode viver sua própria Liberdade e, portanto, sua própria Liberação.

As etapas Vibratórias são elementos comuns que, obviamente, e vocês compreenderam, estão bem além do partilhar e da comunicação verbal, uma vez que é, justamente, através dessas balizas – como, por exemplo, os pontos chamados da Nova Tri-Unidade (ndr: ver a rubrica «protocolos a praticar»), que se realiza a Comunhão e a Graça.
Esse partilhar de Comunhão e de Graça não é um partilhar no sentido humano.
É um partilhar da nova Dimensão e da nova Liberdade.
Vocês apenas podem comungar na Liberdade e, portanto, na Graça.
Vocês não podem comungar através de qualquer comunicação ou relação habitual e usual nesse mundo porque, em qualquer relação nesse mundo – mesmo se ela não é expressa claramente, mesmo se não é vivida claramente – acompanha-se, sempre e sempre, de um vencedor e um perdedor.
A única relação vencedor/vencedor existe através da Comunhão, que os faz participar da Unidade pela interação da Unidade e da Comunhão de Corações e da Graça.

Toda relação entre duas consciências nesse mundo, mesmo se ela se faça sob os auspícios os mais harmoniosos que sejam, traduz-se, em definitivo, sempre irremediavelmente, por um vencedor e um perdedor.
Essa noção de vencedor e de perdedor está inscrita no próprio princípio de isolamento e de confinamento.
Quer se chame a isso o carma, quer se chame a isso as leis da alma ou as leis de evolução, elas são apenas o reflexo do confinamento.

A verdadeira Liberdade – ou seja, a Comunhão e não a comunicação vencedor/vencedor – apenas pode exprimir-se e manifestar-se quando de seus momentos de partilhar de Graça e de Comunhão, consigo mesmos, com seus Irmãos e suas Irmãs e com as outras Dimensões, quer seja pela Presença KI-RIS-TI (que vem bater à Porta posterior ou à Porta OD), quer seja pelo Canal Mariano ou pela comunicação que muitos de vocês estabelecem, de maneira cada vez mais consciente, com uma das Estrelas.
Tudo isso vem, irremediavelmente, modificar sua consciência e participar do impulso final da Liberação, ou seja, fazê-los viver a Verdade e faze-los permanecer na Liberdade e não oscilar entre a Liberdade e o confinamento.

Tudo isso não é destinado a fazê-los refletir – eu repito – mas, bem mais, a mostrar-lhes os mecanismos a que sua consciência é chamada a viver, porque não é algo, eu repito, ao qual seja necessário aderir, mas é algo que vocês são chamados a viver, pelas balizas Vibratórias, pelos mecanismos da própria consciência e, sobretudo, da Inteligência da Luz que, como inúmeros de vocês o constataram, torna-se cada vez mais premente, cada vez mais invasiva, não unicamente sobre esta Terra, mas, também, em sua consciência, fazendo com que, para alguns de vocês, as tarefas, mesmo as mais comuns, em alguns momentos, tornem-se, simplesmente, impossíveis.

Isso não é uma fuga da realidade, não é uma fuga de responsabilidades, mas é, efetiva e justamente, o inverso, ou seja, o acesso à verdadeira responsabilidade, ou seja, à Verdade e à Liberdade.
Enquanto isso não se manifesta, vocês não são Livres.
Vocês creem ser livres, mas vocês são Livres no que é chamada uma prisão, mas vocês continuam na prisão.

A irrupção da Luz e a invasão da Luz nesse mundo, na consciência, nesse corpo que vocês habitam tem apenas um objetivo: fazer de modo – como foi explicado, ontem – a que o processo final da Ascensão desenrole-se, para vocês, na maior das Alegrias, na maior das percepções de Liberação, de Liberdade e de Verdade.

Os medos que estiveram presentes e que estão inscritos no confinamento (talvez vocês ainda os tenham), vocês se apercebem que eles estão cada vez menos presentes.
Mesmo se eles são muito agudos, eles não podem reprimir, totalmente, a consciência, eles não podem impedir, totalmente, a Luz de penetrar, caso contrário, o conjunto de processos Vibratórios que estavam em curso pararia.
Vocês constataram, simplesmente, a parada, ainda que apenas por algumas horas, de um dos processos Vibratórios que vocês têm vivido?
Eu duvido muito que esse seja o caso, porque a Liberdade é algo sem retorno.

Ir para a Verdade e viver a Verdade implicam – de modo constante, concomitante e absoluto – o desaparecimento de todos os confinamentos vividos, aceitos ou acreditados.
A Liberdade da Consciência é isso.
É esse processo que há a viver, de maneira individual e coletiva, e, portanto, vocês fazem de algum modo, uma forma de aprendizagem acelerada, durante este período.

Desde a abertura da Porta posterior (chamada Porta KI-RIS-TI), a Passagem da Porta Estreita, após algumas provas ligadas a subidas de eliminação de alguns medos – ligadas aos apegos coletivos – vê-se, hoje, transmutável, de maneira extremamente simples, de acordo com um princípio que foi explicado, ontem, de vasos comunicantes.
Se vocês compreendem e vivem, vocês mesmos, esse princípio de vasos comunicantes, tornar-se-lhes-á cada vez mais fácil comunicar-se, em vocês e, portanto, comungar, em vocês, fazendo-os, naquele momento, viver a Graça, viver a Liberdade e a Verdade, da maneira a mais autêntica e a mais liberadora.
A Verdade não é, portanto, desse mundo, e é, no entanto, sobre esse mundo que vocês devem vivê-la, porque vocês aí estão para isso.

Aí está o que eu tinha a dizer sobre a Verdade e a Liberdade que são – como eu espero ter-lhes mostrado e, talvez, feito viver – as duas faces mesmo da Consciência Livre, as duas faces mesmo da Consciência Unificada, da Consciência Turiya.

Lembrem-se de que, quando vocês vivem essas passagens, é uma evidência.
A questão não pode chegar à consciência porque, vocês sabem, de maneira formal, sem colocar a questão, que vocês vivem Turiya, que vocês vivem a Alegria, que vocês vivem a Verdade.
Não pode existir a mínima dúvida, naqueles momentos.
Se a dúvida aparece, naquele momento, naquele momento, vocês não estão mais na Verdade, vocês não estão mais na Liberdade.
Isso se chama o Samadhi, isso se chama a Alegria, isso se chama Sat Chit Ananda, isso se chama o estado de Felicidade, no qual penetra a Consciência, quando ela se liberta e se libera, ela mesma, do conjunto de compartimentações e de confinamentos.

Penso que temos, ainda, um pouco de tempo diante de nós.
Se há necessidade de completar o que eu lhes disse, concernente à Liberdade e à Verdade, então, gostaria de tentar ali aportar algumas palavras complementares.

Não temos perguntas, agradecemos.

Irmãos e Irmãs na humanidade, vou, então, deixá-los, sem deixá-los, verdadeiramente, uma vez que vou propor-lhes viver um instante de Comunhão e de Graça.
Esse será, portanto, nosso modo de comungarmos, juntos, para além das palavras.
E eu lhes digo até uma próxima vez.
Então, vivamos a Graça da Comunhão.

... Efusão Vibratória / Comunhão...

Eu os saúdo.
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3 comentários:

  1. A Verdade não é deste mundo. Não poderia ter melhor assunto para ser abordado. Acontece que a presente MSG o elegeu, para o nosso ainda maior contentamento. O Irmão K, relembra esta história de se extrapolar bastante a verdade tecnicista, que é de certo modo verificável, para acreditar-se possuidor de todo tipo de verdade. A rigor, seriam apropriações por parte do psiquismo, em relação a estas ditas verdades das leis físicas, materiais. O próprio clima tecnológico generalizado, contribuiria para estas pseudo verdades pessoais. Agora, este equívoco toma ainda maior proporção quando se procura aplicar estas verdades, mesmo às científicas, no sentido de validar a própria Verdade. É claro que, em se tomando a personalidade como eixo de todas estas premissas, este enredo todo pode até ganhar nuances de significação e importância, podendo mesmo ser objeto de interesses nos mais diversos setores da sociedade humana, como de fato se constata. Porém, fica nítido que se trata de discussões centradas numa consciência ilusória, que é a personalidade, e que, portanto, nunca teria-se como chegar à Verdade, que é um atributo exclusivo da Real Consciência. Enfim, a MSG chama a atenção para o fato da Verdade subentender Liberdade, que é a coisa mais ausente nas verdades deste mundo, pois que sempre são subordinadas às limitações dos conceitos, e porque não dizer, às próprias noções idiossincráticas dos próprios observadores. Além do mais, diz a MSG: a Verdade é associável à Perfeição, que nada tem a ver com a incessante busca deste mundo, que é vã e sem fim, em si mesma; mas, que apenas se refere a um confinamento que, por conjuntura providencial, Agora termina.

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  2. Essa semana de certa forma, fui obrigado a estudar e relembrar o Surrealismo, e acabei descobrindo coisas interessantes. André Breton, que tambem era francês no início do século XX, iniciou este movimento artístico. Os artistas surrealistas conseguiam sair da realidade desse mundo, entrando no mundo dos sonhos ou do espírito, como eles mesmo diziam. Eles não se importavam com a razão e com lógica desse mundo. Perceberam até essa fossilização dos seres humanos atraves das crenças, dogmas e convenções sociais. Eles entravam no mundo dos sonhos, conseguiam se desligar desse mundo, e eles manifestavam a arte, não era somente uma criaçao da arte. Segundo Freud, o sonho tem uma sequencia definida, mas a memória, o intelecto interfere no sonho e o fragmenta, nos dando a ideia de um sonho despedaçado e sem lógica, o que não é verdade. Eles muitas vezes usavam drogas para gerar esse estado fora do consciencia comum, e viam o mundo de outro ângulo. Lendo sobre o surrealismo, percebi uma certa conexão com o que nós aprendemos principalmente com o Irmão K. Isso comprova que a França sempre esteve a frente tanto na cultura como na parte espiritual.
    Eu sou UM. Nós somos UM

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  3. "A Verdade e o acesso à Verdade vão traduzir-se pelo que eu chamei uma Transformação e uma Revolução totais da Consciência."
    "A irrupção da Luz e a invasão da Luz nesse mundo, na consciência, nesse corpo que vocês habitam tem apenas um objetivo: fazer de modo a que o processo final da Ascensão desenrole-se, para vocês, na maior das Alegrias, na maior das percepções de Liberação, de Liberdade e de Verdade."
    "Os medos que estiveram presentes e que estão inscritos no confinamento(talvez vocês ainda os tenham), vocês se apercebem que eles estão cada vez menos presentes. Mesmo se eles são muito agudos, eles não podem reprimir totalmente, a consciência, eles não podem impedir, totalmente , a Luz de penetrar, caso contrário, o conjunto de processos Vibratórios que estavam em curso pararia."
    "Vocês constataram, simplesmente, a parada, ainda que apenas por algumas horas, de um dos processos Vibratórios que vocês tem vivido?
    Eu duvido muito que esse seja o caso, porque a Liberdade é algo sem retorno."
    "Ir para a Verdade e viver a Verdade implicam- de modo constante, concomitante e absoluto - o desaparecimento de todos os confinamentos vividos, aceitos ou acreditados."
    "A Liberdade da Consciência é isso. É esse processo que há a viver, de maneira individual e coletiva, e, portanto, vocês fazem de algum modo, uma forma de aprendizagem acelerada, durante este período."

    "A Verdade não é, portanto, desse mundo, e é, no entanto, sobre esse mundo que vocês devem vivê-la, porque vocês aí estão para isso."

    De coração a coração!

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