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21 de ago de 2011

MA ANANDA MOYI – 21 de agosto de 2011


Mensagem publicada em 22 de agosto, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Eu sou MA ANANDA MOYI.
Irmãos e Irmãs, que o Amor seja sua morada e que a Paz esteja com vocês.

Em venho a vocês para tentar prosseguir o que eu disse, em parte, quando de minha última vinda entre vocês.
Venho completar, de algum modo, todas as noções que estão em relação com a Consciência Una, com o Espírito.

Vamos, portanto, caminhar, juntos, pra tentar avançar na compreensão, certamente, intelectual, mas que lhes dará – eu o espero – balizas quando de seu retorno à sua própria Unidade, a fim de perceberem, de maneira clara, e identificarem os sinais que traduzem, de algum modo, o estabelecimento da Consciência Una.

Quando de minha última vinda, expliquei o que acontecia para mim, quando da minha última encarnação, no momento em que entrava em Samadhi, durante tempos, às vezes extremamente longos.

Vamos tentar, hoje, abordar uma etapa que se situa antes desse Samadhi, antes do acesso à Unidade, que chamei, de algum modo, o momento em que o Espírito torna-se a Consciência Uma, embora a expressão «torne-se» não tenha, verdadeiramente, sentido, na medida em que o Espírito é a Consciência Una.
Trata-se, portanto, antes, não de tornar-se, mas manifestar, aqui mesmo, onde vocês estão, um estado diferente.

Esse estado, antes de instalar-se, dá primícias.
Algumas dessas primícias já foram, aliás, dadas por minha Irmã GEMMA, concernentes à noite escura da Alma e aos processos que, por vezes, são vividos, de maneira difícil, para uma Alma que se volta para o Espírito.
Isso foi chamado de diferentes modos: o Arcanjo ANAEL falou-lhes do Abandono à Luz; falou-lhes da resistência à Luz porque, efetiva e atualmente, o conjunto da Terra vive um processo coletivo que é iniciado e que toca, em breve, a sua finalidade.

Vou falar-lhes, agora, não de um processo coletivo, mas de um processo que a vocês concerne, todos que me lerem ou que me escutam, relativo ao que vocês chamam o andamento espiritual e seu caminho espiritual.

O despertar da personalidade à espiritualidade é uma investigação que, muito logicamente, volta-se para um conhecimento.
Esse conhecimento é a necessidade de satisfazer um impulso da Alma para compreender seus próprios mecanismos, suas próprias regras na encarnação e, também, encontrar um equilíbrio, independentemente dos nomes que sejam dados a esse equilíbrio.
Em todo caso, uma melhoria, um impulso da vivência comum para ir para algo melhor, para algo de mais amplo, que pode preencher, de algum modo, um sentimento natural de vazio que pode existir na Alma, a um dado momento da evolução da personalidade, nesse mundo.

Então, naquele momento, a Alma vai voltar-se, muito naturalmente, para o que é comum, na sua tradição, na sua cultura, para a sua própria religião ou, então, para as religiões que não pertencem à sua cultura, por afinidade.

Assim, portanto, a Alma vai voltar-se para processos de adesão a culturas, a ritos, a orações, a cerimônias extremamente variadas, extremamente diversas, mas cujo objetivo é aproximar da Luz essa Alma em busca.

Numerosos são os Anciões e as Estrelas que lhes significaram que a Luz, a verdadeira Luz não era desse mundo, e que ver a Luz sob forma de projeção não era aceder à Luz, mas viver, simplesmente, etapas intermediárias ou etapas que podiam mascarar, justamente, o acesso ao Espírito.

O Espírito não é uma busca.
O Espírito não é um estado comum.
A Consciência Una não é, tampouco, um estado comum para a humanidade e para toda consciência que evolui nessa humanidade.

A revelação do Espírito na Alma corresponde a processos que lhes foram desenvolvidos, chamados basculamento, reversões: o momento em que a Alma não se volta mais para a vida da personalidade para iluminá-la, não se volta mais para suas próprias faltas e suas próprias necessidades, mas capitula, de algum modo, para algo que é profundamente não habitual (no sentido de não comum, ao nível da encarnação), ou seja, o Espírito.

A Consciência Una – vocês compreenderam, porque isso foi desenvolvido muito longamente e, talvez, vocês o viveram – é algo que nada tem a ver com a consciência habitual, aí tampouco.

A Consciência Una, em minhas palavras, é uma espécie de abolição de toda distância, de toda separação, de toda ilusão que faz penetrar, diretamente, a Consciência nessa Unidade, em todos os termos que lhes foram dados e empregados, que traduzem, de fato, a mesma Verdade.

Há uma determinada consciência – que é a consciência comum, própria do conjunto da humanidade – e há uma Consciência que, ainda em minha vida, era extremamente rara, que se traduz por sinais e manifestações totalmente não habituais, não costumeiras, totalmente fora do real comum, digamos, da vida da própria Alma em sua suposta evolução.

A Alma, de fato, tem necessidade de compreender os mecanismos e as engrenagens.
A Alma tem necessidade de projetar ao exterior, na personalidade, certo número de elementos que se baseiam em princípios bem conhecidos que lhes foram desenvolvidos, como a atração, a visão, como a sideração da própria Alma nesse mundo, em relação às suas próprias engrenagens, aos seus próprios desejos, aos seus próprios impulsos, mesmo chamados espirituais.
A Alma não conduz, jamais, espontaneamente, ao Espírito, porque ela é muito ocupada em mantê-los numa evolução ligada a essa própria Dimensão.

Como lhes foi dito, o Espírito não tem qualquer lei comum com as leis desse mundo encarnado.
O Espírito não é desse mundo e a Consciência Una não é, a priori, desse mundo.
Então, podem existir Almas mais ou menos refinadas que têm descoberto, nelas, algumas capacidades ditas espirituais, algumas capacidades para evoluir de acordo com uma harmonia bem maior e bem mais leve do que pode dar uma personalidade, mesmo perfeitamente equilibrada.
Mas essa vida da Alma, mesmo a mais harmoniosa, não será, jamais, a vida do Espírito porque as manifestações, porque a tradução da Consciência e da vivência e do conjunto de fatos e gestos da pessoa não são, de modo algum, as mesmas segundo as regras e as leis da Alma e segundo a regra e a Lei do Espírito.

A Alma traduz, sempre (e é seu próprio princípio que a criou), uma noção de falta.
Alma – vocês podem imaginar, em sua língua, em especial – tem a mesma ressonância que Amor, a mesma ressonância que matriz, a mesma ressonância que mamãe, como manifestação e é, aliás, a primeira parte de meu nome: MA.

Mas a Alma não é nada do que vai conduzi-los ao Espírito, porque a alma, qualquer que seja sua evolução, vai tender a perdurar na matriz, porque ela não conhece o que está fora dessa matriz.
Assim como a personalidade não pode, absolutamente, conhecer a lei do Espírito, nem mesmo vibrar no Espírito do mesmo modo, a Alma nada conhece do Espírito, porque, permanentemente, a Alma está voltada ao seu próprio desenvolvimento, à sua própria ramificação, se se pode dizê-lo, na própria encarnação, das regras e engrenagens cada vez mais sutis existentes numa Alma que manifesta uma sede de absoluto, que manifesta uma busca autêntica de bem, uma busca autêntica de estado interiorizado, de meditação, de Paz e mesmo de serenidade.

O Espírito nada tem a ver com tudo isso, porque o Espírito não é, de modo algum, preocupado com esse mundo, de momento, nessa Dimensão.
O Espírito não é desse mundo.
O Espírito é uma Consciência que nada tem a ver com o próprio princípio e as leis da encarnação, do mesmo modo como ele, estritamente, nada tem a ver com as leis da Alma e os princípios da Alma.

Ao nível do Espírito, existe apenas uma lei e apenas um princípio, que é a Luz Vibral, tal como vocês a nomeiam.

A Unidade é o que nós nomeamos, nós, no Oriente, o Atman, ou seja, o princípio eterno, imutável, que é o mesmo, de toda a eternidade e que compartilha cada Consciência com o maná primordial.

É claro, e vocês compreenderam: nem a personalidade nem a alma têm por vocação conduzi-los ao Espírito.
Apenas algumas Almas (que se nomeiam, a si mesmas, privilegiadas, com razão) como, por exemplo, minha Irmã HILDEGARDE DE BINGEN, é que puderam estender-se ao nível de sua Alma, para esse abandono ao Espírito, com uma tensão tal que a Alma, espontaneamente, reverteu-se, por essa própria tensão, desviou-se das leis da encarnação, não para fugir da encarnação, mas para penetrar, de algum modo, o mistério absoluto que é ligado ao que vocês chamam, no Ocidente, Deus, mesmo se vocês saibam que esse termo é impregnado de muitas Ilusões, muitos erros e muitas trapaças.

Então, a Fonte é outra palavra, que vai substituir essa.
Nós falamos de Atman, ou seja, o que é imutável, eterno, indefinível, indescritível.
A particularidade é que o Espírito, mesmo se é Um, reencontra-se como multiplicado ao infinito e presente, como é dito em todas as tradições, no próprio interior do corpo do Ser humano encarnado.

Esse Atman (chamado, nas outras tradições, a gota branca ou o licor de imortalidade, chamado, também, por alguns místicos, no Ocidente, a fonte de cristal, o Vajra e outras denominações) pode, também, ser vivido, por algumas almas, no momento, no momento dessa reversão, como uma polaridade mais específica, por exemplo, a Shakti ou a Shekina ou, ainda, uma polaridade feminina, uma suavidade específica.

O Atman é, de fato, constituído de três partes, e isso é encontrado, é claro, em todas as culturas, em todas as tradições, em todas as religiões mesmo.
Esse princípio imutável está presente, do mesmo modo, em cada Ser humano presente sobre esta Terra, mas, enquanto ele não é descoberto, enquanto ele não é desvendado à consciência comum ele não pode, é claro, de modo algum, ser Vibrado, de modo algum, ser vivido e não ter qualquer efeito transformador no princípio da personalidade e mesmo no princípio da evolução da Alma.

Aliás, frequentemente, a Alma tem tendência a conhecer-se, cada vez mais, sem, no entanto, pensar em voltar-se para outra coisa.
Essa outra coisa que é o Espírito, porque toda a polaridade da Alma foi, de algum modo, desviada por princípios que lhes foram nomeados Ahrimanianos e Luciferianos; princípios de divisão, princípios de confinamento, de cristalização que, progressivamente, levaram-nos, simplesmente, nessa noção de Dualidade ou de bem e mal, para além de qualquer noção mesmo de Unidade ou de algo de transcendente.

Existe, é claro, uma transcendência, ao nível da Alma (em todo caso, vivida como tal), mas essa própria transcendência da Alma (que corresponde ao que eu chamei o refinamento da Alma), mesmo se isso possa conduzir, nesses casos específicos, como HILDEGARDE, de que acabo de falar, a viver esse abandono ao Espírito e, afinal de contas, relativamente raro.
De fato, basta inclinar-se nos mecanismos da revelação do Espírito, que se produzem fora de qualquer busca de Alma e fora mesmo de qualquer refinamento de Alma.
De fato, quaisquer que sejam os povos, quaisquer que sejam as civilizações, qualquer que seja o sexo, qualquer que seja a idade, muito numerosos Seres têm testemunhos desse Reencontro do Espírito.

Esse Reencontro, ao nível do Espírito, vai traduzir-se por uma perturbação total de todas as regras, de todas as atrações, de tudo o que fazia, até o presente, a vida.
Alguns, é claro, descreveram perfeitamente esse processo de êxtase (que se pode chamar assim), que transfere a consciência de seu habitual comum até uma transcendência total.
Esse comum é, de algum modo, completamente invertido, completamente devastado (é, efetivamente, a palavra que se pode empregar) por essa irrupção da nova Consciência em algo que, anteriormente, era marcado – mesmo se ali houvesse um refinamento – por um confinamento numa vivência pessoal.
Mesmo se essa vivência se inscrevesse numa memória bem mais antiga de suas próprias vidas passadas, de seus próprios fenômenos ligados à encarnação ou ao refinamento da Alma e que quisessem compreender os mecanismos da psique, os mecanismos do mental, os próprios mecanismos da Alma.
Mas jamais isso permite a revolução de Consciência que se pode viver na revelação do Espírito.

Quando a revelação do Espírito é feita, há um acesso a essa desfragmentação, como isso lhes foi nomeado; há uma explosão total de todos os marcadores; há um estado em que tudo se dissolve, realmente, ou seja, que nada mais do que fazia a personalidade, naquele momento preciso, existe mais.
Tudo se dissolve, não há mais sentido, mesmo de identidade; não há mais sentido, mesmo, do que vai acontecer, no momento em que isso acontece.
Há apenas um testemunho que é, efetivamente, essa Consciência Una do acesso ao Espírito, com esse Samadhi, com esse sentimento de fundir com o conjunto da criação e tornar-se, real e concretamente, a si mesmo, a totalidade da criação.
Essa impressão é suficientemente potente para deixar, como vocês sabem, uma marca indelével na Consciência que é, de algum modo (tanto ao nível da Alma, como da personalidade e do corpo), marcada como a ferro [em brasa] por essa experiência.

Essa experiência, conforme o caso, vai traduzir-se de diferentes modos na sequência, e isso é traduzido de diferentes modos por muitos Seres sobre esta Terra.
Alguns perduraram nesse estado e puderam reencontrar esse estado, em toda saciedade, mesmo sem querer desencadeá-lo, mas ele se desencadeava, espontaneamente, sem mesmo buscá-lo: esse foi, por exemplo, o caso, durante minha encarnação passada.
Outros quiseram sair desse estado para poder descrever, de algum modo, sua magnificência, tanto através de textos filosóficos como através de poemas, como através de composições artísticas, musicais ou outras.
Esse foi o caso daquele a quem vocês chamam o bem amado João que, após ter acedido a esse estado de Samadhi específico, de acesso ao Espírito, pôde dele fazer a descrição que vocês conhecem e pôde exprimir o refinamento da Alma, em sua totalidade.

Naquele momento, a Alma não está mais voltada para a personalidade, mas está voltada para o Espírito.
Porém, o que caracteriza a Alma voltada para o Espírito, ao mesmo tempo estando presente na encarnação e decidindo fazer viver a personalidade é dar, de algum modo, uma vontade para construir um ensinamento, para construir uma nova vida, para construir um novo estado, um novo paradigma, uma nova religião, se preferem.

E o bem amado João, quando ele foi Sri Aurobindo, fez exatamente isso em sua vida, e ele é, disso, eu penso, a ilustração perfeita, como tantos outros.

Hoje, as circunstâncias são profundamente diferentes porque, mesmo para aqueles de vocês que descobriram o Espírito há algum tempo, que dele viveram a experiência, obviamente existe, ao nível desse Espírito, um sentimento e uma vivência, uma impressão, se preferem, profundamente diferente, que é ligada mesmo a essa etapa final que vive a humanidade, que é ligada ao seu retorno global à Unidade ou, em todo caso, à sua possibilidade de não mais ser cortada da Unidade e da Fonte.

Existe, portanto, hoje, nessa Reversão da Alma para o Espírito, algo de diferente, porque o impulso do Espírito, mesmo hoje, vai traduzir-se pelo que eu chamaria uma desidentificação total desse mundo.
Então, é claro, e isso também lhes foi dito, eu mesma fui, em minha vida, apoiada em meus estados de Samadhi, não unicamente pelos humanos que me cercavam, mas, também, por entidades celestes, embora, naquele momento, eu não tivesse a total consciência e lucidez disso.

Eles permitiram, efetivamente, que eu mantivesse um estado de Samadhi total durante várias semanas, vários meses, ou mesmo vários anos, permitindo àqueles que se aproximavam, literalmente, banhar-se nessa Luz Vibral que vocês descrevem e vivem hoje.
Alguns Seres tiveram a capacidade de ser ajudados, efetivamente, para manter um estado específico, mas permanecer na encarnação.

Os mecanismos, hoje coletivos, são profundamente diferentes, uma vez que eles visam fazer sair o conjunto da humanidade dos mecanismos do confinamento, e a finalidade do Espírito não é, de modo algum, a mesma.
Existem, portanto, acessos que eu qualificaria de progressivos para a experiência da Unidade, para a experiência dos diferentes Samadhi possíveis, que permitem, progressivamente e agora, eu diria, cada vez mais rapidamente, um processo de desengajamento.

Compreendam, efetivamente, que, quando eu falo de desengajamento ou de desidentificação, não se trata de uma renúncia à vida, não se trata de uma renúncia a quaisquer manifestações da vida comum, mas, efetivamente, de uma transcendência, total e absoluta, de suas contingências, chamadas afetivas, sociais, emocionais e outras.

De fato, o Espírito, em sua característica presente da humanidade, é capaz de descristalizá-los, de desengajá-los e de desidentificá-los de tudo aquilo a que vocês estavam engajados e identificados.
E compreendam, efetivamente, que, quando eu exprimo essas palavras, eu não falo de uma renúncia pela vontade, a qualquer implicação na vida social ou na vida, qualquer que seja, da personalidade, mas, efetivamente, de uma lucidez total da Ilusão.

É claro, em minha vida, isso não era possível, o que quer dizer que havia apenas duas escolhas: ou aquela de estar no Maha Samadhi, na dissolução da Luz (e deixar esse corpo àqueles que dele se ocupavam), ou voltar aqui e provar a nostalgia desse sentimento de Maha Samadhi que eu vivia em outros momentos, ao mesmo tempo manifestando a mesma paciência, o mesmo Amor e a mesma qualidade, se se pode dizer, de minha própria Alma.

Hoje, é profundamente diferente, porque o que vocês são levados a concretizar e a conscientizar-se vai a algo de profundamente diferente, porque não há necessidade coletiva de manutenção do que quer que seja de ilusório, do que quer que seja pertencente à personalidade e à vida, no momento, como vocês sabem, em que a Terra tiver decidido.

Mas não é a vocês que cabe decidi-lo porque o Espírito não lhes pedirá isso jamais e, sobretudo, agora.

Obviamente, existiam, há alguns anos, impulsos da Alma que muitos de vocês viveram e que preparam o reencontro com o Espírito, ou seja, mudar disso, mudar de lugar, mudar de ambiente, mudar de condições de vida, no sentido o mais amplo.
Hoje, não é mais tempo, é claro, de mudar e de viver seus impulsos da Alma.
É questão de ir ao impulso do Espírito, o mais diretamente possível.

Não é necessário, portanto, obstruir-se de qualquer impulso da Alma que lhes diria para parar isso, prosseguir aquilo, mas, simplesmente, verdadeiramente, deixar-se imergir pelo Espírito.
Essa imersão no Espírito traduz-se, é claro, por primícias.
Essas primícias, vocês as conhecem, são: a Alegria, o sentimento, de repente, de não mais existir no sentido do eu, de não mais existir no sentido de suas atividades comuns: uma forma de pequena morte ou de pequeno Samadhi que são, de fato, as primeiras etapas que os conduzirão ao Samadhi final ou Maha Samadhi.

Apreendam, efetivamente, que tudo isso é possível (e cada um de vocês o vivem, por toques sucessivos, por toques progressivos e, para alguns, de maneira brutal, também), mas que, quanto mais o tempo avança, ao nível de seu calendário, mais isso vai tornar-se, eu diria, evidente, ou mesmo violento.
Isso quer dizer que não será mais possível, para aqueles que iniciaram o caminho de retorno à Unidade, resistir ao impulso do Espírito.
E isso, também, foi-lhes dito.
E vocês constatarão que existem momentos, instantes e tempos em que vai tornar-se cada vez mais difícil a vocês manter uma atividade comum, qualquer que seja.
Isso faz parte, efetivamente, da transformação.

É claro, se isso não lhes acontece, vocês não têm que buscá-lo porque isso, vocês não encontrarão.
Mas se isso se produz em sua vida, é claro que se trata de um apelo de seu Espírito, um apelo da Alma que começa a voltar-se para o Espírito e que, como eu disse, desengaja-se e desidentifica-se de todas as interações que podiam existir na personalidade ou mesmo na vida da Alma.

Cada um, nesse nível, em seu ritmo próprio.
Cada um, nesse nível, vive a experiência que deve viver, no momento em que deve viver.
É nesses momentos, aliás, que o princípio de resistência não deve trabalhar, porque é assim que vocês mostrarão, por si mesmos, pelo que vocês adotarão nesses momentos como escolha, como decisão, como comportamento, como atitude, que vocês demonstrarão, a si mesmos, sua capacidade para viver no Espírito ou não.

Como São João havia dito: «haverá muitos chamados».
E houve muitos chamados, uma vez que a totalidade da humanidade será liberada.
Mas haverá poucos Escolhidos.

O que entendemos por escolhidos?
Nós não entendemos, com isso, pessoas que sejam superiores, Almas que sejam superiores a outras, mas, simplesmente, Seres que fizeram a livre escolha de retornar à Unidade, ao Espírito e, sobretudo, à multidimensionalidade.
Tudo isso, vocês já sabem.

O importante é compreender que as primícias que vocês vivem, para alguns de vocês (e que vão tornar-se cada vez mais invasivas em suas vidas), demandam, de sua parte, uma atenção toda especial porque, de fato, se a Luz chama-os à Vibração, se a Luz impede-os de realizar tal tarefa, o que vocês farão?
O que vocês farão se, por exemplo, numa manhã, vocês devem pegar seu automóvel e o apelo do Espírito põe-nos num estado de Samadhi tal que vocês não possam mais pegar seu automóvel?
O que vocês farão?
É bom, talvez, colocarem-se as questões agora, porque isso pode pegá-los desprevenidos (e isso os tomará, necessariamente).

Isso não quer dizer, de maneira instantânea (pondo em jogo sua vida, por exemplo, se vocês conduzem um veículo), mas, simplesmente, vocês sentirão, de maneira cada vez mais premente e viva, esse apelo do Espírito para voltar-se à Consciência Una e tornar-se essa Consciência Una.

E é nessa etapa (quaisquer que sejam, como lhes foi dito, os elementos que serão trazidos à sua vida) que vocês deverão manifestar toda a lucidez necessária e fazer as escolhas necessárias para viver o que vocês têm a viver.

É claro, é nesses momentos que é necessário estar Consciente e lúcido porque, é claro, a natureza da personalidade, da Alma, é feita de modo a que, enquanto ela não vive esse estado, ela diz buscá-lo.
Mas, assim que esse estado chega, é claro, a Alma logo faz esquecer (e a personalidade ainda mais) que é o apelo do Espírito que surge.

O apelo do Espírito não é um impulso como o impulso da Alma.
O impulso do Espírito ou o apelo do Espírito traduz-se por esse mecanismo de deslocamento de sua Consciência, de sua pequena pessoa, de suas atividades comuns, mesmo as mais normais, mesmo as mais úteis, se vocês querem empregar essas palavras.
Mas, naquele momento, é preciso estar lúcido do que acontece em vocês.
É preciso estar lúcido de que, naquele momento, vocês vivem, literal e verdadeiramente, um apelo do Espírito.

Então, esse apelo do Espírito, é claro, vocês o viverão cada vez mais nos momentos de alinhamento, sejam coletivos ou individuais.
Vocês os viverão, também, como eu o disse, de modo inesperado, abruptamente e requerendo, de algum modo, uma parada da pessoa, uma parada do corpo, uma parada da personalidade e mesmo do que vocês estavam realizando como atividade.

Naquele momento, e de modo cada vez mais palpável, eu diria, vocês perceberão modificações fisiológicas cada vez mais nítidas.
Eu não falo de percepções Vibratórias da Luz Vibral (sob forma de formigamentos ou zonas de ressonâncias), mas eu falo, verdadeiramente, de modificações de ritmos fisiológicos, em primeiro lugar dos quais, é claro, a respiração, o ritmo cardíaco e o sentimento de adormecer ou de flutuar e, também, o aumento de percepções Vibratórias, é claro, mas, também, verdadeiramente, o sentimento de que sua Consciência escapa-lhes.

É nesses momentos que vocês se arriscam a viver o que é chamada a noite escura da Alma (que foi desenvolvida por GEMMA), porque é nesses momentos que a Alma sente que ela é chamada a outra coisa além de animar o corpo e a personalidade.
E ela é chamada a voltar-se para o Espírito, e isso é um luto para ela, também, a fazer, que é um mecanismo de Reversão.

Então, esse mecanismo de Reversão pode durar alguns minutos, reproduzir-se ou não, mas ele pode, também, instalar-se de maneira não duradoura (uma vez que vocês estão em tempos específicos), mas de maneira suficientemente longa para perturbar mesmo a base de sua diligência espiritual.

A um dado momento, alguns de vocês correm o risco de encontrar-se confrontados a um sentimento de vazio extremamente importante.
Isso é muito bom sinal porque, assim que o momento em que surgir esse vazio e em que a Alegria parecer deixá-los, isso quer dizer que vocês estão prontos, realmente, para a verdadeira Alegria, na totalidade, paradoxalmente.

Assim, portanto, não é necessário alarmar-se com coisas que poderiam parecer-lhes, a priori e num primeiro tempo, contrárias à Luz.
Assim, um evento traumatizante que possa sobrevir hoje em sua vida, qualquer que seja, sem qualquer exceção (que pode mesmo pôr em jogo o que vocês chamariam seu prognóstico vital, o que vocês chamariam sua sobrevivência, o que vocês chamariam, simplesmente, sua vida e suas relações) não é a tradução de uma perda, mas é, efetivamente, a tradução de algo que lhes é tirado para encontrar o Espírito.

Saibam e reconheçam que a Inteligência da Luz, nesse caso, é absolutamente total e que é nesses momentos (vocês, que buscaram e experimentaram os Casamentos Celestes ou outras experiências místicas ou meditativas ou de oração) que vocês estão ao mais perto do Espírito.
E se, naquele momento, vocês aceitam não se pôr, vocês mesmos, a pressão, não querer sair desse estado, mas ir até o extremo do que a Vida propuser, então, seguramente, de repente, vocês viverão o Espírito.

Mas, agora, se vocês não o vivem, significa que sua Alma, talvez, decidiu diferentemente e que ela tem necessidade dessa Fonte, que ela tem necessidade de estar reconectada ao Espírito, mas que ela decidiu prosseguir sua existência fora da Unidade, ao mesmo tempo estando religada à Unidade, ou seja, prosseguir o jogo da encarnação, a fim de experimentar, sempre mais, mas nunca mais como até o presente, ou seja, cortada do Espírito.

Então, o que quer que vocês tenham a viver nesse período, o que quer que a Luz faça-os viver, o que quer que o outro os faça viver, o que quer que as circunstâncias de sua vida façam-nos viver, jamais joguem a toalha para o que quer que seja.
O que eu quero dizer com isso é que, através desse face a face, como lhes foi dito, esse face a face final, vão encontrar-se, em vocês, os elementos os mais potentes de resolução da Dualidade, qualquer que seja a finalidade, qualquer que seja sua evolução nos mundos unitários, seja na Unidade, seja nos mundos carbonados, seja na perpetuação desse corpo em outro espaço-tempo.

Então, tranquilizem-se, nada há a temer nem a recear nas circunstâncias comuns de sua vida porque, lembrem-se: mesmo o que lhes é dado a manifestar e a viver nesse período específico, conduzi-los-á, de maneira formal e certa, para onde vocês devem ir.

Então, mesmo se vocês são chamados a viver uma noite escura da Alma, se vocês são chamados a viver um luto, se vocês são chamados a viver algo que lhes apareça como terrível, não permaneçam nesse nível.
Não fujam do que lhes é apresentado.
Não fujam do que lhes é dado a ver.
Não fujam do que lhes é dado a viver.
Não fujam do que lhes é dado a enfrentar ou confrontar, mas vão além.
Atravessem isso com uma certeza inabalável de que, atrás desse evento, encontra-se o Espírito, inteiramente.

Cada um e, antes mesmo que vocês possam viver, potencialmente, esses estados ou esses eventos, vocês serão informados, vocês viverão as primícias do Espírito.
Isso está inscrito no calendário da Terra, isso foi inscrito em muito numerosas profecias e isso foi dado a viver a alguns Seres.

A chegada da Luz, a destruição total de tudo o que é ilusório, a vivência da Luz, a vivência de uma relação diferente entre os Seres humanos, tudo isso serão sinais importantes de que a Luz começa a trabalhar em seu estabelecimento sobre esta Terra.

Eu não falo, é claro, de sinais visíveis aos seus olhos e à sua visão etérea, que são cada vez mais patentes; eu não falo de sinais físicos da Terra que, eles também, são cada vez mais patentes, mas eu falo, realmente, de sua Consciência.

E lembrem-se de que esses momentos poderão parecer-lhes os mais difíceis (ao nível da personalidade ou da Alma) e, para outros, também, muito fáceis; tudo depende, aí também, de seu estado de Abandono, de seu estado de doação de si mesmos à Luz.

Assim, vocês se aperceberão de que, independentemente do que vocês vivam, qualquer que seja a intensidade que lhes é proposta pela Luz, vocês saberão que a Luz está por trás, sempre, sem qualquer exceção, porque a finalidade é a Luz, desta vez, e não a reencarnação infinita, e não a purificação infinita de um Carma, mas, efetivamente, uma Alegria inefável da reconexão com a Verdade.

Então se, simplesmente, vocês conseguem tomar um pouco de recuo e não imergir-se, inteiramente, no que a Luz os faz viver em seu face a face, em sua noite escura ou em sua saída (por essa desidentificação) ou esse desengajamento de sua própria vida, por momentos; se vocês são capazes de viver isso com serenidade, sem ali envolver-se, de maneira alguma, sem qualquer vontade (um pouco como um espectador, um pouco como um observador), sem envolver-se, mas permanecendo centrados em si mesmos, vocês verão que isso não tem qualquer tomada sobre o que vocês são.
Esse corpo não pode mais ter tomada sobre o que vocês são, mesmo se é nesse corpo que vocês devem viver sua transformação, se vocês estão aí ainda.

Então, é claro, guardem presente no Espírito minhas palavras, do mesmo modo que Irmão K, quando de sua primeira vinda entre vocês aqui, há alguns meses, havia dito que ele falava por antecipação da Liberdade e da Autonomia, a fim de prepará-los para a Liberdade e para a Autonomia.
Do mesmo modo, as palavras que eu empreguei esta noite são uma preparação para o que vocês têm a viver.
O que vocês têm a viver, eu volto a esclarecer, vocês têm que atravessar e, se vocês têm que atravessar, não é nem uma retribuição nem uma punição, nada de tudo isso, não é um carma, são, simplesmente, as condições ótimas, para vocês, para ir para sua Liberdade e absolutamente nada mais.

Não vejam e não busquem aí, como lhes foi dito, nem culpa nem satisfação (se esse estado é agradável), nem qualquer vingança nem qualquer retribuição do que quer que seja.
São, simplesmente, as circunstâncias da instalação da Luz, para vocês, que estão ao mais exato do que vocês são, mesmo se, em alguns momentos, isso possa parecer-lhes tão afastado do que vocês buscavam ou do que vocês esperavam ou mesmo do que vocês já têm vivido.

O que eu quero dizer com isso, também, é que cada Ser humano não viverá, necessariamente, o processo do mesmo modo: esse choque da humanidade que começou vai ser vivido, é claro, de modo profundamente diferente para cada um, e eu diria que será mesmo profundamente diferente do que vocês podem mesmo imaginar, esperar ou temer.

Então, nada há a esperar.
Nada há a temer.
Há, simplesmente, a viver o que há para viver, estando centrados, inteiramente, na Luz e no Ser que vocês são, para além de tudo o que é dado a atravessar.

Aí estão os alguns elementos que eu tinha a dar-lhes.
Se existem questionamentos suplementares em relação ao que eu acabo de dizer, sobre essas primícias e essas etapas que se revelam agora, eu os escuto com grande atenção e grande prazer.

Questão: nesse processo, onde se situa o Reencontro com Cristo?

Como lhes foi dito, anunciado e enunciado de diferentes modos: a Porta posterior do Cristo está aberta.
Ele virá, como Ele havia dito, como um ladrão na noite.
Ele virá muito em breve, mas cada um pode viver esse Reencontro com o Cristo, com o príncipe da Unidade, com o Atman, a qualquer momento.
Isso pode situar-se tanto antes do choque como após o choque.

É diferente para cada um, não a título individual, mas é diferente para diferentes grupos de Almas.
Alguns grupos de Almas o viverão agora, muito proximamente; outros o viverão após o primeiro impulso de Luz visível aos olhos de todos, e outros o viverão, unicamente, no final.

Seja como for, o momento em que vocês o viverão pertence-lhes e assinala, para vocês, por vezes, uma facilitação e, por vezes, não.
Isso nada mudará no processo que há a atravessar e que vocês têm que atravessar, que é o seu.

Algumas Almas têm necessidade da suavidade, do Amor Cristo, personificado ou não, para poder atravessar o que têm a atravessar, mais facilmente.
Outros, ao contrário, não têm que viver isso para atravessar o que têm a atravessar, porque isso seria mais um freio do que outra coisa.
Aí também, tenham confiança na Inteligência da Luz.

Questão: o Reencontro com Cristo é o momento em que se está na Unidade de maneira definitiva?

Minha Irmã, olhe, por exemplo, nos escritos do Ocidente, olhe aquele que foi chamado São Paulo, bem após seu reencontro no caminho de Damas: ele permaneceu no mesmo estado após seu reencontro?
Não, ele mudou de caminho, ele mudou sua Consciência.
Mas ele estava, no entanto, na Unidade, após seu reencontro com o Cristo?
Todos os Seres que viveram sobre esta Terra e que reencontraram a Luz (seja Krishna, Cristo, outros nomes, pouco importa), todos eles estiveram, depois, na Unidade de maneira definitiva?
Eu apenas exprimi exatamente o contrário, por exemplo, falando de meu Irmão Sri Aurobindo.
Para alguns, isso pode ser uma ajuda e, para outros, talvez não, isso pode mesmo ser um freio.

Questão: por que viver episódios de Samadhi cada vez mais curtos e raros?

Aí também, minha Irmã, não há explicação.
Aí também, não há nem retribuição nem punição.
Há apenas a exata lógica da Luz Vibral em você.

Alguns seres (e isso lhes foi dito pelos Anciões), se se os deixassem estabelecer na Existência deles, inteiramente, não voltariam, simplesmente, sobre esse mundo.
Ora, é aqui que vocês são úteis.

É necessário, também, apreender que o Samadhi não é o objetivo.
O Samadhi é, simplesmente, a consequência da Consciência Una, não é algo a buscar nem a querer experimentar.

Esse Samadhi acompanha a Consciência Una de diferentes modos, e existem, aliás, múltiplos Samadhi, de múltiplas formas.

O mais importante, além de qualquer Samadhi, é manter (sem querer, realmente, mas, simplesmente, constatar em si) a Presença da Alegria a cada Sopro.
Se a Alegria permanece, quaisquer que sejam as circunstâncias de sua vida, então, vocês não terão dificuldade alguma, no momento vindo para vocês, para estabelecer-se em sua Unidade e no Maha Samadhi.

Mas, como vocês todos constataram, quando uma experiência é vivida, qualquer que seja mesmo a mais majestosa e a mais unitária, a personalidade e a Alma querem revivê-la.

É claro, como vocês todos constatam, geralmente, isso não se revive, por uma razão que é simples, que eu exprimi exatamente antes: se se oferecesse a vocês a possibilidade de instalar-se, definitivamente, nesse estado, não haveria, absolutamente, mais qualquer razão para que vocês estivessem presentes na superfície desta Terra, dadas as circunstâncias atuais coletivas da Terra, porque o objetivo não é esse, e vocês sabem.

Lembrem-se de que vocês estão aí para todos os outros.

Realizar o Si é sair do eu.
Realizar o Si é compreender e viver que todos os outros, sem qualquer exceção, são apenas vocês mesmos, não como uma aceitação mental ou espiritual, mas, efetivamente, como uma vivência real.
Com base nisso, em nome de que vocês deixariam partes de vocês mesmos na Sombra?
O importante, quando de uma experiência (mesmo a mais majestosa ou a mais frustrante que seja) de um acesso à Unidade, é o princípio de Reversão da Alma, o princípio da Reversão do triângulo Luciferiano (da cabeça, se preferem) para o Espírito.
O Espírito, portanto, voltou a fecundar a matéria; revivificou, portanto, a matéria.
A reconexão da experiência vivida (a sua ou aquela de alguém mais) é o próprio fundamento da experiência.

Não temos mais perguntas, agradecemos.

Então, caríssimos Irmãos, caríssimas Irmãs, vamos viver, juntos, um momento de comunhão.
Esse será meu modo de render Graças à sua presença, à sua escuta e à sua disponibilidade.

Eu lhes digo, portanto, até breve, e vivamos, então, juntos, nossa comunhão.

... Efusão Vibratória...

MA ANANDA ama-os e saúda-os.
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2 comentários:

  1. Esta mensagem é um bálsamo refrescante.Nos dá compreenção perfeita de vivências de anos em processos inexplicáveis até bem pouco tempo.E uma certeza inabalável do acesso à Unidade.

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  2. Um aprofundamento das noções sobre a Consciência Una, o Espírito. A MSG procura chegar ao que possa corresponder à natureza do Espírito. São inúmeras as ricas ilustrações apresentadas neste sentido, das quais destacamos os seguintes trechos: "1 - Há uma determinada consciência – que é a consciência comum, própria do conjunto da humanidade – e há uma Consciência que, ainda em minha vida, era extremamente rara, que se traduz por sinais e manifestações totalmente não habituais, não costumeiras, totalmente fora do real comum, digamos, da vida da própria Alma em sua suposta evolução. 2 - O Espírito é uma Consciência que nada tem a ver com o próprio princípio e as leis da encarnação, do mesmo modo como ele, estritamente, nada tem a ver com as leis da Alma e os princípios da Alma. 3 - O reencontro, ao nível do Espírito, vai traduzir-se por uma perturbação total de todas as regras, de todas as atrações, de tudo o que fazia, até o presente, a vida; deixando, inclusive, uma marca indelével na Consciência que é, de algum modo (tanto ao nível da Alma, como da personalidade e do corpo), marcada como a ferro [em brasa] por essa experiência. 4 - A imersão no Espírito traduz-se por primícias, tais como: a Alegria, o sentimento, de repente, de não mais existir no sentido do eu, de não mais existir no sentido de suas atividades comuns: uma forma de pequena morte ou de pequeno Samadhi que são, de fato, as primeiras etapas que os conduzirão ao Samadhi final ou Maha Samadhi".

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