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9 de ago de 2011

MA ANANDA MOYI – 9 de agosto de 2011

Mensagem publicada em 10 de agosto, pelo site AUTRES DIMENSIONS.


Eu sou MA ANANDA MOYI.
Irmãos e Irmãs, que a Luz e o Amor estejam em vocês.

Vou tentar explicar-lhes, esta noite, os mecanismos que se desenrolam quando a alma volta-se para o Espírito.

Certo número de elementos foram-lhe comunicados, desde algumas semanas, concernentes à alma em manifestação na personalidade, a alma em seus diferentes impulsos e manifestações.

Como Estrela que porta a Vibração de AL e, portanto, do que é chamada a Porta da alma, é-me possível exprimir, de maneira simples e através do que eu vivi em minha última vida, as diferenças que podem manifestar-se e, sobretudo, existirem partir do instante em que a alma descobre o Espírito.

De fato, viver na alma, encarnada, não é viver no Espírito.
A alma possui leis, princípios, assim como a personalidade possui leis, princípios, manifestações.

As leis da alma não são as Leis do Espírito.
Hoje, nessa época em que vocês estão encarnados, a revelação do Espírito realiza, para o conjunto da humanidade Despertada à alma, ou não Despertada à alma, uma mudança.
Essa mudança é de natureza coletiva.
Ela não é a mesma para todos, porque depende, é claro, do modo pelo qual a alma volta-se e serve à personalidade ou, então, desvia-se (reverte-se, se preferem) e está ao serviço do Espírito.

Muitos ensinamentos, muitas vivências exprimiram, ao longo da história, as manifestações da alma.
São, aliás, essas manifestações que foram mais bem descritas, porque elas foram vividas em muitos países, por numerosas almas que exprimiram - vocês imaginam - certo número de elementos comuns porque, para além da cultura, da personalidade, para além da vida da personalidade, a vida da alma corresponde a Planos que são perfeitamente passíveis de sobreposição e encurtamento, em todos os países desta Terra.

A descoberta da alma pode ver-se de diferentes modos.
Ela pode exprimir-se, igualmente, numa descoberta da poesia, da inspiração, da criatividade.
A alma é religada, portanto, de algum modo, às manifestações e à revelação da beleza, da sensibilidade.
E depois, também, em mecanismos mais sutis do que aqueles da personalidade, nos quais a vida da alma, quando se revela, vai manifestar certo número de elementos, mesmo na personalidade, que vão orientá-la, muito naturalmente, a seguir os impulsos da alma.
Esses impulsos da alma são sempre voltados para a melhoria da personalidade: para a compreensão, a adesão e a manifestação de coisas, em relação à chamada espiritualidade.

A alma vai comover-se.
Ela terá necessidade de seguir ou um modelo, ou uma religião, ou uma filosofia.
Ela vai Impulsionar a necessidade de saber, a necessidade de conhecer os mecanismos mais sutis e invisíveis, que diferem da personalidade comum.
A alma tem necessidade, de algum modo, de encontrar-se, de conhecer-se, do mesmo modo que uma criança tem necessidade de encontrar-se, de saber quem ela é em sua vida, de compreender como seu corpo funciona.

Quando a alma desenrola-se na personalidade, ela vai induzir certo número de mecanismos, mecanismos de mudança e, sobretudo, a personalidade vai transformar-se, sob a influência da alma.

A alma vai querer experimentar tudo o que é belo, tudo o que é aspiração para algo de mais leve.
Essa alma, como eu dizia, possui suas regras próprias, seu próprio modo de manifestação e de vida.

Os mecanismos da alma são destinados, sobretudo, a encontrar-se a si mesma, através da observação do que é criado ou do que é servido no sentido do serviço.

A alma, quando é descoberta, faz compreender que a vida não se limita, unicamente, a esse corpo, a esse nascimento, a essa morte, mas está inscrita num princípio chamado a Reencarnação.

A alma descobre-se, de algum modo, persistente e diferente, no entanto, a cada vida, mas numa ressonância que pode ser comum, através de uma sequência lógica de encarnações, de reencarnações, nas quais a alma vai exprimir-se e manifestar essa necessidade de experimentar, essa necessidade de ver (em todos os sentidos do termo), de confrontar-se a ela mesma e, também, de interferir com outras almas.

De fato, as almas que se encontram e reencontram-se, frequentemente, tiveram destinos comuns ou caminhos que se cruzaram.
Então, aparecem lembranças de alma, atrações, que nem sempre se explicam por um aspecto físico ou um aspecto intelectual, mas que, efetivamente, vêm da própria alma.

Quando a alma descobre-se na personalidade, a personalidade muda, é claro.
A vontade de bem, a vontade de serviço, a vontade de fazer bem aparece.
Ela se desenvolve, é claro, progressivamente, de vida em vida.
A vida da alma vai, portanto, de algum modo, realmente, bonificar a personalidade.
Vai permitir a ela limitar certo número de angústias, certo número de elementos que, na personalidade, não conhece a alma: a angústia da morte, a angústia de desaparecer, todo um conjunto de medos que, aliás, foram chamados medos fundamentais, porque estão inscritos em todas as almas.
Esses medos são como domesticados, quando a alma é descoberta.

Quando a alma é descoberta, ela vive, também, na personalidade, mecanismos específicos, percepções novas, sensações novas, aberturas novas, uma sensibilidade, eu repito, à beleza, mas, também, à vibração, à vibração da energia das outras almas.
A vibração dos lugares, a energia dos lugares.
Uma sensibilidade específica para belas histórias, para a história com um H maiúsculo, também.

A alma, descobrindo-se, prova, fundamentalmente, a necessidade de fazer sempre melhor.
Existe, portanto, uma polaridade para o Bem, que se exprime muito naturalmente quando a alma é descoberta.
A alma tem necessidade, de algum modo, de conhecer-se a si mesma.
Ela vai, portanto, recorrer a ainda mais invisível, pela oração ou pela meditação, de acordo com a origem cultural da personalidade.
A alma terá, também, necessidade de conhecer as engrenagens da vida.

O que explica o que ela vive?
A alma é, de algum modo, muito mais questionadora do que a personalidade.
Ela terá necessidade de sentido, muito mais do que a simples ação/reação presente na personalidade de todos os dias.
A alma tem necessidade, de algum modo, de encontrar uma direção, um sentido.
Ela tem necessidade de conhecer.
De conhecer o passado, o futuro.
É, portanto, uma expansão real da consciência.
Mas essa expansão inscreve-se, sistematicamente, nesse mundo.

A alma não pode imaginar, em momento algum, que existe, talvez, uma origem que não seja, simplesmente, desse mundo, exceto, talvez, durante esses trinta últimos anos da Terra, nos quais, devido aos Impulsos de energias, bem além da alma, algumas almas puderam percebê-lo, talvez, por lufadas, por momentos, mas sem poder elucidar, realmente, isso.

A alma, em geral, tem uma vibração mais leve do que a vibração da personalidade.
A alma implica, também, modificações no sentido das relações entre os humanos e com o ambiente; a alma exprime uma necessidade de esclarecimento.
Ela tem necessidade de sentido, muito mais do que a personalidade.
Ela tem necessidade de conhecer em profundidade.
Ela tem necessidade de ser mais precisa, nos mecanismos de sua ação.

É nesse momento que aparece o humanismo.
É nesse momento que aparecem funções espirituais, importantes.
A alma prova, sempre, a necessidade de fazer mais, de fazer melhor.
Ela tem necessidade, de algum modo, de contemplar-se.

Durante o século em que eu vivia, inúmeros ensinamentos, aliás, surgiram, que eram desconhecidos nos séculos precedentes, numa escala e num número de indivíduos muito mais importantes, que descobriram-se, por exemplo, na necessidade de saber mais sobre a vida; de explorar a psicologia, o funcionamento da psique.
E tudo isso concorreu, é claro, no início do século em que eu nasci, a fazer aparecer a interrogação dessa psique.

Todos os movimentos ligados ao estudo da psique nasceram, aliás, no curso desse século.
A alma tinha necessidade de sair, globalmente, de uma forma de mecanismo automático da personalidade.
Ela teve, também, necessidade, essa alma coletiva humana, de livrar-se da fé e da crença pura, sem questionar-se.
É o momento em que as questões, quando a alma descobre-se, começam a ser postas: sobre o próprio sentido da vida, sobre a orientação da vida e sobre as diferentes formas de vida que podem existir nesse mundo.

A alma é, portanto, parte desse mundo, e ela permite, efetivamente, um sentimento de evolução, através da própria evolução da revelação da alma.
Virtudes de personalidade aparecem e revelam-se, como a bondade, o serviço, mas, também, o amor.
A necessidade de amar com menos posse, de olhar entre os sábios, entre os profetas.
Ela prova a necessidade de conhecer a história da alma através de outras almas.
Ela vai, também, dar uma forma de pacificação à personalidade; uma sensibilidade mais forte, mas uma capacidade, também, talvez, mais forte para ver-se a si mesma, a fim de, sempre, exercer uma tensão para mais beleza, mais estética, mais criatividade.

A alma tem uma necessidade de agir.
Mas ela tem uma necessidade de agir para, de alguma forma, fazer valer sua presença e sua beleza.
Como para tentar, também, abrir outras almas à própria percepção delas.
A vontade revela-se, portanto, de maneira extremamente natural, como um desejo de conhecimento.
Esse conhecimento pode exprimir-se, aliás, pela prática de diferentes formas de yoga, de diferentes formas de exercícios, de diferentes formas de práticas, mesmo espirituais (como a magia, a teurgia, o ocultismo).
A alma terá, portanto, necessidade de encontrar-se, de algum modo, sempre mais.
A alma é voltada, em definitivo, permanentemente, para a experimentação da encarnação, para a melhoria da encarnação e das reencarnações.

Ela vai estudar a ação/reação.
Ela pode ser, literalmente, Atraída pela necessidade de conformar-se a um modelo (seja Krishna, seja Buda, seja o CRISTO, seja MARIA e tantos outros).
Há uma forma de mimetismo ao nível da alma, que tem tendência a querer identificar-se, projetar-se para um modelo ideal.
Isso, é claro, todo ser humano vive ou viveu.
É a lógica e é a própria função da alma, em todo caso, nesse mundo.

Algumas almas, nesse brilho da luz buscada, puderam viver algo a mais.
Nós, as Estrelas, é claro, vivemos esse mais.
Esse mais, o que é?
É, simplesmente, ir além da alma.
Quer dizer, efetivamente, ver a alma, vivê-la, mas ter uma tensão para algo de totalmente indescritível, inconcebível e mesmo impossível ver.
Dessa tensão para um Absoluto e não mais, unicamente, para a encarnação, nós todas vivemos, em um momento ou outro, o reencontro com o mistério dos Mistérios.
Naquele momento, a alma, quando vive esse primeiro reencontro com o absoluto, não pode mais, de modo algum, manifestar a mesma Atração para a personalidade, para a própria alma.

A alma é, de algum modo, aí também, Siderada por algo que a superou amplamente.
Essa experiência é uma experiência que eu qualificaria de final.
Em minha vida, ela era extremamente rara, a tal ponto que essas almas que viveram isso se tornaram santos, místicos, personagens dos quais se buscava a companhia, mesmo sem compreender o porquê. Simplesmente, aproximando-se desses seres, a alma podia abrir-se e, também, a personalidade podia ser apaziguada.

Foi a época dos mestres exteriores.
Havia modelos vivos e não mais, unicamente, na história, para venerar, para reencontrar, para esperar a si mesmo abrir a alma.
E isso funcionou assim durante certo tempo porque, naquele momento, é claro, esses mestres encarnaram-se, realmente.
Eles prepararam as Fundações do Espírito, que vocês vivem hoje.

O conjunto de Estrelas, a maior parte das Estrelas foram, também, encarnadas naqueles momentos.
Elas trouxeram sua pedra, por seu contato com essa Sideração da alma, ou seja, vocês compreenderam, com o Espírito.

O que acontece quando o Espírito é contatado?
Naquele momento, a alma vai viver, por sua vez, como a personalidade que descobre a alma, uma forma de revolução.
Essa revolução é uma Sideração, ou seja, tudo o que, até o presente, a alma tinha necessidade de experimentar, de viver, para bonificar a personalidade e a encarnação, encontra-se confrontado a algo que nada mais tem a ver com a encarnação.
Há um amor que supera, amplamente, o âmbito da encarnação ou mesmo do que pode ser expresso através da alma.
Há, verdadeiramente, um absoluto total que se manifesta naquele momento, no qual a própria alma não sente mais o impulso para existir.
Ela não sente mais o impulso para manifestar o que quer que seja nesse mundo.
É uma revolução extremamente importante porque a alma tinha suas próprias regras e essas regras eram voltadas para a beleza, para a estética, para a criatividade, para tudo o que torna a vida humana mais suave e mais agradável, quando dela compreende-se as engrenagens.

E depois, de um único golpe, a alma encontra-se confrontada a algo que, aí também, supera-a, completamente, e que vem como que apagar todas as memórias; que vem fazer aparecer a própria encarnação como algo que não é a Verdade, como algo que não tem mais o mesmo sentido que anteriormente.

A revolução, naquele momento, Interior, é muito mais potente do que o reencontro da personalidade com a alma.
A alma encontra-se, de algum modo, numa Sideração total.
Ela vive a Consciência de que não é mais necessário manifestar o que quer que seja.
E que, mesmo a vontade de fazer o Bem, a vontade de agir para melhorar o que quer que seja não tem mais sentido algum.

Naquele momento, a alma descobre, muito perplexa, que existe, ainda, algo acima ou algo de mais profundo.
E que esse algo de mais profundo vem responder a todos os impulsos da alma; vem responder a todos os desejos, vem preencher todas as faltas; vem fazer desaparecer, mesmo (até aniquilar totalmente, em alguns momentos), a personalidade e mesmo a alma.
Naquele momento, a alma é preenchida da Luz do Espírito.
Quer a experiência produza-se uma vez ou venha invadir a vida (como eu o vivi em minha vida) durante períodos muito longos. Naquele momento, a alma é transportada ao Mundo do Espírito e não tem mais qualquer desejo nesse mundo.

Ela vive, real, efetiva, prática e concretamente, com uma lucidez total, o que inúmeros seres viveram anteriormente e minha fé é que,  efetivamente, é difícil aceitar enquanto não se viveu essa revolução.
O que quer dizer que tudo o que pertence a esse mundo é uma Ilusão e não tem existência; que é, simplesmente, uma projeção; que é, simplesmente, um divertimento, de algum modo, um divertimento trágico.

A alma, naquele momento, toma Consciência, realmente, de que ela vive um confinamento.
A vontade de bem desaparece, inteiramente, o que não quer dizer que a alma não exista mais e que nada mais há a fazer.
Mas a alma toma todo o alcance do que significa Ser e não mais fazer.
Estabelecer-se na Luz basta-se a ela mesma, de algum modo.
A alma vai viver, de algum modo, transportes cada vez mais Elevados, que a conduzem a regar-se dessa Fonte, dessa Fonte de Cristal, a esse estado específico, no qual nada mais pode existir, a não ser a própria Luz.

Então, naquele momento, o Espírito revela-se.
E o Espírito não tem mais, de modo algum, as mesmas regras que a alma ou a personalidade, porque o Espírito não pertence a esse mundo e nada tem a ver com a projeção desse mundo.

Isso foi descrito, é claro, como uma vivência, pelos mestres que se encarnaram no século XX, cada um segundo sua cultura, segundo seu país, segundo as pessoas para quem tinham que exprimir isso, de forma mais ou menos escondida.
Isso porque uma alma que é atraída para a encarnação, para a resolução de seu carma, para esse desenvolvimento da revelação da alma não está, necessariamente, pronta para aceitar o Espírito, porque ela está ocupada com sua própria verdade e não pode perceber, enquanto não o viveu, esse aspecto que lhe é totalmente desconhecido.

A Revelação do Espírito é uma torrente que devasta tudo.
E que vai permitir à Consciência instalar-se em algo que nada mais tem a ver com as leis desse mundo, sejam espirituais ou mesmo da personalidade.

Viver o Espírito basta-se a si mesmo.
Quando o Espírito salta em vocês, a Consciência ilumina-se inteiramente, e nada mais pode existir além desse estado de Ser.
Em especial, nós, que vivemos naquele momento, não havíamos mesmo pensado em ir a outras Dimensões, como vocês dizem, mas, simplesmente, em fundir-nos nessa Luz, para não mais existir em outro lugar do que nesse estado.
É isso que, em minha vida, eu experimentei em muito numerosas reprises.

E, é claro, é muito difícil exprimir palavras concernentes a isso, porque esse estado, é claro, absolutamente nada representa para a alma e, ainda menos, para a personalidade.
É uma abstração tal que a alma não pode crer, e a personalidade, ainda menos.
É um estado que, para a personalidade, é chamada a loucura.
É um estado que, para a alma, é chamada uma abstração, ou algo que não pode existir, porque não faz, absolutamente, parte de seu campo de experiência ou de seu campo do possível.

Então, quando o Espírito revela-se, há apenas uma coisa a fazer: é ali permanecer o mais longo tempo possível.
Não por uma vontade qualquer, mas, efetivamente, pelo que foi chamado, pelos Arcanjos, esse soltar total, esse Abandono à Luz, que vem deleitá-los e leva-os às esferas de Alegria, que mesmo a alma a mais equilibrada e a mais despertada não pode viver.
Porque é um estado que se basta a si mesmo.
Frequentemente, isso foi chamado o Samadhi, ou Maha Samadhi, a Morada de Paz suprema, Shantinilaya.
Isso pode também ser chamado, se preferem, e é a melhor expressão que pode ser dada: é como se vocês vivessem em estado de Amor permanente, fazendo o Amor a cada instante.
E o instante, aliás, não existe, porque vocês não estão mais no tempo; vocês saíram, verdadeiramente, do tempo linear; vocês saíram do tempo da alma e exprimem a Felicidade, a mais absoluta que a alma a mais aberta não pode experimentar.

Então, é claro, essa revolução é um furacão, comparada à abertura da alma.
Quando da abertura ao Espírito, quando a alma volta-se para o Espírito, ela vai viver sua própria Dissolução, o que quer dizer que tudo o que ela creu e viveu como real anteriormente, não existe mais.
Esse processo é chamado a Dissolução.
É o retorno ao estado de Brahman.
É o retorno ao estado indiferenciado e, no entanto, tão diferenciado.
Aí está o paradoxo.

A personalidade é identificada a algo de confinado.
Viver o Espírito e viver essa Unidade do Espírito é, ao mesmo tempo, viver o Ilimitado, a Dissolução, mas estar, ao mesmo tempo, perfeitamente definido nesse indefinido.
Ainda uma vez, as palavras são muito tênues.

A alma, além disso, leva-os a manifestações ditas energéticas, cada vez mais finas.
É naquele momento que a alma prova a necessidade de desenvolver suas próprias energias, de viver algumas coisas, de descrever o que ela sente, de exprimi-lo.

Quando vocês vivem o Espírito, vocês se apercebem de que nada há a exprimir.
Vocês se apercebem de que nada mais há a manifestar nesse mundo.
E, no entanto, vocês continuam sobre esse mundo.
Mas vocês Transcenderam os limites totais desse mundo, os limites dessa Dimensão, como vocês dizem hoje.
Os próprios limites da alma não existem mais e nada mais querem dizer.

Esse estado específico é o instante em que se instala uma Vibração específica.
E a própria Vibração dissolve-se, porque vocês se tornam a Vibração, mas mais a vibração desse corpo, dessa alma, a Vibração Total de toda a Criação.
Nada mais há, portanto, a criar, uma vez que vocês se tornaram a Criação.
Isso é bem difícil a aceitar para a alma, porque a alma, ela também, é um confinamento, isso vocês sabem.

O Espírito é a Liberdade total.
E essa Liberdade é inconcebível mesmo.
Ela apenas pode ser vivida pela própria Consciência, que se dissolve, inteiramente, na Luz Una.

Obviamente, a Alegria que há, naquele momento, nada tem a ver com o prazer ou com a satisfação de qualquer prazer da alma (mesmo através do mais refinado desses prazeres).
É um estado que não tem qualquer justificação e que é, sobretudo, apenas a resultante de nada mais que dele mesmo.
Esse estado é um estado tão fora de todo conhecimento que alguns o chamaram O Conhecimento.
Viver isso é, inegavelmente, já, sair desse mundo.
É para isso que vocês foram Chamados.

É claro, lembrem-se de que cada um tem a Liberdade a mais absoluta de manter sua alma, de manter essa forma de sedução, porque se trata disso, de Atração para a vida, para os sentidos.
Esses sentidos manifestam-se tanto nos cinco sentidos que vocês conhecem como nos sentidos chamados espirituais, os poderes espirituais.
Mas o Espírito nada tem a ver com isso.

O Espírito, eu não diria que é outra etapa ou outra fase, mas é algo de profundamente diferente, que nada mais tem a ver com tudo o que é conhecido, isso lhes foi exprimido.
Mas, ainda uma vez, o Espírito, quando é encontrado, não pode mais ser fechado.
A alma pode viver peregrinações, pode cair e voltar a subir, mas o Espírito, jamais.
O Espírito é o mesmo de toda a eternidade.
Ele é o mesmo para todos.
Ele está aí, em vocês, de todos os tempos.
Ele apenas espera seu Despertar.
Ele apenas espera seu Abandono total, como foi exprimido, a essa Verdade de Espírito.

É nesse sentido que minha Irmã HILDEGARDE DE BINGEN exprimiu-lhes, há alguns meses, essa tensão da alma para a Luz, para o Final (ndr: ver em nosso site a canalização de  HILDEGARDE DE BINGEN, de 25 de outubro de 2010, na rubrica «mensagens a ler»).
Essa Tensão para o Final é, de algum modo, um Sacrifício da alma.
Mas esse Sacrifício desemboca no Maravilhoso, o mais absoluto.
Mas, enquanto não existe, na alma, uma saciedade de experiências e de experimentações, ela não pode conceber o que eu tento colocar em palavras para vocês.

Então, é claro, os Casamentos Celestes permitiram Despertar em vocês a alma.
E permitiram, para alguns de vocês, começar a levantar o véu do Espírito.
Isso vai tornar-se ainda mais fácil, pois, agora, a Luz Branca está entre vocês, enquanto, em meu tempo, era necessário, verdadeiramente, Abandonar-se, totalmente, em Tensão para essa Elevação, se é que, eu repito, possa falar-se dessa Elevação, que não é uma.
Mas que é, verdadeiramente, o estabelecimento no Ser, que sempre esteve aí.

É como se, de repente, a própria consciência tomasse Consciência de que ela não é mais limitada pelo que quer que seja.
E ela vive, portanto, essa Ilimitação, sem qualquer questão, sem qualquer interrogação, sem qualquer medo.
E, naquele momento, e unicamente naquele momento, revela-se essa Felicidade Total.
Enquanto a alma coloca-se questões em relação a isso, ela não pode vivê-lo, porque ela vai buscá-lo nela mesma.
Eu não falo mesmo, mais, da personalidade; a alma é, já, um progresso.

Mas, é claro, o Espírito, quando é vivido, compreende que mesmo a alma é confinada.
O que não é o que há a Realizar, porque o Espírito compreende que, de fato, nada há a Realizar, que nada há a buscar, que nada há a esperar.
Que há apenas a viver essa Consciência.
Mas enquanto a consciência limitada ou a própria alma quer vivê-lo, ela não o viverá.
Porque, enquanto ela é identificada a ela mesma, à personalidade ou à alma, ela não pode abraçar o Espírito.
É por isso que foi chamada a Ressurreição, a Passagem da Porta Estreita.
É o momento da rendição total da alma e de sua Atração para a personalidade, para os desejos, para a necessidade de bem fazer, para a Vontade de Bem.

O Espírito não pode manifestar-se por demasiado longo tempo com a alma, porque o Espírito leva-os para a Verdade.
Ele não quer deixá-los (e vocês não podem, aliás, ali permanecer) por demasiado longo tempo nessa Ilusão.
O que explica, aliás, a partida de algumas de minhas Irmãs, como Gemma, como Theresa, muito jovens (ndr: GEMMA GALGANI e THERESA DE LISIEUX).

Algumas almas, como eu, foram ajudadas, verdadeiramente, por outros Planos, para poder manter esse corpo, que estava tão pesado, dado que ninguém conseguia movê-lo, que era necessário manter em vida para derramamento da alma sobre a Terra.
Do mesmo modo que, em sua curta vida, Gemma ou Theresa semearam, no desconhecido o mais total, esse Espírito, a fim de que, por ressonância, algumas almas próximas de suas Vibrações, próximas de suas almas, pudessem aceitar viver o Espírito.

É graças ao conjunto desses Sacrifícios, graças ao conjunto de mestres que se encarnaram no século precedente que, hoje, a dimensão do Espírito é-lhes oferecida.
Mas apreendam, efetivamente, que vocês não podem manter uma personalidade e uma alma quando o Espírito descobre-se e desvenda-se.
Mas compreendam, efetivamente, também, que vocês não podem pôr fim decidindo, assim, esquecer, obliterar sua personalidade ou sua alma, esperando que, tornando-se esse Espírito, vocês vão forçar o Espírito a Revelar-se.
O Espírito Revela-se, verdadeiramente, apenas quando todo o resto está, verdadeiramente, Abandonado.

Esse Abandono é um mecanismo Interior.
Ele não é necessidade, porque, se fosse, isso se saberia, e bastaria  viver no fundo de uma caverna ou de uma montanha e evitar os outros seres humanos.
Porque essa descoberta não se faz no exterior.
Ela pode ser vivida apenas no mais profundo de si.
E ela é totalmente independente de qualquer circunstância exterior, seja a vida de sua personalidade, seja, mesmo, a vida da alma.
É um mecanismo de Reversão específico.
É essa Tensão no Abandono, de que lhes falou HILDEGARDE.
É essa vontade de não mais ver esse mundo, não por um desgosto, mas, bem ao contrário, pela vontade de Ver além do mundo; de Ver além do sentido da alma; de Ver além das aparências, além da matéria e mesmo além da alma.
É querer Ver, verdadeiramente, a causa Final, ou a Fonte primeira.
É não mais exprimir o que quer que seja como desejo.
É essa Renúncia total, mas que não é uma renúncia da vida, porque a renúncia da vida não permite, jamais, encontrar o Espírito.

Em contrapartida, quando o Espírito é encontrado, quando ele se Revela, naquele momento, há uma verdadeira Renúncia.
Mas não foram vocês que a decidiram, é o Espírito que os arrebata.
E é profundamente diferente, sobretudo que, hoje, como vocês sabem, existem ensinamentos da alma que têm por objetivo e como única finalidade impedi-los de voltar-se para o Espírito, fazendo-os crer que a alma vai chegar à Luz e vai chegar a essa Unidade.
Isso não é possível.

A Unidade não conhece a alma.
A Unidade não conhece a personalidade.
A Unidade está bem além dessa Ilusão, bem além de todos os papéis que vocês possam imaginar desempenhar, em todas as suas encarnações e suas reencarnações.

A lei de carma não existe ao nível do Espírito.
É a Lei de Graça.
É aí que tudo é Graça, tudo é pleno, tudo é resposta.
É aí que há apenas a Luz, porque a Luz é Tudo.

Hoje, coletivamente, o que vem a vocês é isso.
Então, é claro, a alma que não quer essa Luz vai chamar a isso o fim, a morte.
A personalidade que vai viver isso a chamará de terror.
Mas compreendam, efetivamente, que é, unicamente, a recusa ou a não vontade de ir para esse Espírito que exprimirá isso.

O Amor revela-se, independentemente do que queira a alma e independentemente do que queiram as personalidades, porque o que vocês vivem inscreve-se num Tempo específico, que foi chamado, no Oriente, o fim do Kali Yuga, o fim da Idade Negra.

O Retorno da Luz, os Impulsos da alma, para alguns de vocês, prepararam-nos (fazendo-os soltar algumas coisas, algumas situações) a aceitar a eventualidade do Espírito.
Mas quando o Espírito penetra-os, inteiramente, nada mais existe.
Quando ele os penetra e conecta-os, pela Efusão de Energia e de Consciência Vibral, então, naquele momento, o que acontece?
Sua personalidade Dissolve-se, em parte.
Vocês não sabem mais quem vocês são.
Vocês não conseguem mais agir.
Vocês têm a impressão de que seu mental não funciona mais, de que suas emoções não existem mais.
São etapas prévias, nas quais a alma começa a capitular, nas quais, em todo caso, ela não se volta mais para a personalidade, mas começa a voltar-se, verdadeiramente, para o Espírito.
A Luz Branca, CRISTO vem para isso, para permitir-lhes finalizar, se tal é sua escolha, essa última Passagem.

Então, é claro, enquanto vocês estão nos medos, enquanto a personalidade é preponderante e enquanto a alma é preponderante, isso pode parecer-lhes uma ilusão ou mesmo fazê-los ver isso como uma recusa, como a pior das loucuras.

E, efetivamente, para a alma, é uma loucura.
Ainda mais para a personalidade, porque o paradoxo da personalidade é que ela busca a luz, ela busca estar bem.
Mas a personalidade não pode, jamais, estar bem, isso não dura, jamais.
A alma busca melhorar-se, progressivamente, de vida em vida, purificar seu carma, aliviar seu carma, esperando, um dia, encontrar a luz.
Mas a Luz não está na alma.
Ela não pode estar ali.
É uma Ilusão e um reflexo da Luz, um simples reflexo.

Mesmo os seres humanos que fazem uma experiência às portas da morte veem essa luz ao longe: eles veem apenas um reflexo, não é a Luz.
Eles veem seres luminosos que não são a Luz, que são apenas reflexos, eles também.
O Espírito nada tem a ver com isso.
E é para isso que a Revelação Final dessa humanidade chama-os.

Através de palavras simples que eu lhes pronuncio essa noite, espero que vocês tenham elementos suficientes, para aqueles que o desejam, para aceitar o Espírito, porque o Espírito não é para ser buscado.
É claro, há inúmeras técnicas que lhes foram dadas e que foram dadas em todos os tempos, que permitem aproximar-se do Espírito ou, em todo caso, tentar dele perceber fragmentos.
Mas, como lhes foi dito, a última etapa, a última Porta, é apenas sua alma que decide cruzar.
Não pode ser diferentemente, em momento algum.
Simplesmente, eu diria que o Impulso coletivo, que chega agora do Espírito, é irremediável, é irreversível, para o conjunto da humanidade, porque, mesmo se vocês queiram prosseguir na alma, será necessário fazê-lo em Conhecimento do Espírito e não na ignorância do Espírito.
Porque, como vocês sabem, o Espírito foi cortado da alma, quase inteiramente.
Então, a alma, talvez, ainda tenha necessidade de crer em suas próprias Ilusões, em sua própria perfeição, em sua própria evolução.
Nada há a censurar.
São apenas experiências que têm necessidade de prosseguir numa Ilusão.
A Ilusão, em si, não é algo de condenável nem a condenar.
Mas é necessário, para isso, que a alma viva ao menos uma vez o Impulso do Espírito.
E viva esse Face a Face com a Luz, de modo a saber e ter, em algum lugar na alma, essa conexão ao Espírito que seja definitivamente reinstalada.

Aí está, dito em minhas palavras, o que vocês são Chamados a viver.
Tudo foi preparado, no Interior de vocês, do corpo, da alma, sobre a Terra, nesse Sistema Solar e bem além, para o que há a viver agora.

Aí estão minhas palavras.

Se vocês ainda têm interrogações, então, juntos, podemos tentar ir ao mais próximo do que eu posso exprimir com palavras.

Não temos perguntas, agradecemos.

Minhas Irmãs e meus Irmãos, eu rendo Graça pela escuta atenta e a abertura de seu Coração.

Todo o meu Amor está à sua disposição.
Bem além desse espaço e desse instante.

Como vocês sabem, todas as separações caem, atualmente.
É muito fácil, se vocês têm necessidade disso em seu caminho para o Espírito, chamar-nos.
E nós estaremos aí.
Nós portamos, como vocês sabem, cada uma de nós, Dimensões específicas, Eixos específicos.

Agora que a Luz Branca foi revelada pelo Senhor METATRON e que as Portas Interdimensionais estão abertas em vocês, a Energia da alma revela-se, tanto para baixo como para o alto.
E nós estamos, cada uma, à sua disposição.

Nossa Vibração pode acompanhá-los a cada instante.

Eu rendo Graças por sua Presença e deixarei a palavra, para os outros dias, a algumas de minhas Irmãs, Estrelas.

Lembrem-se, sempre, de que vocês foram chamados Sementes de Estrelas.
Essa palavra foi escolhida.

Eu lhes dou todo o meu Amor e todo o meu Coração.

Até mais tarde.
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Versão do francês: Célia G. http://leiturasdaluz.blogspot.com


2 comentários:

  1. Isto da Alma se voltar para o Espírito, ou, talvez em decorrência da falsificação, ter estado mais voltada para a personalidade; e também, pela Alma sempre ter sido meio que confundida como sendo o próprio Espírito; e porque esta MSG procura aclarar o máximo sobre a Alma; então, por tudo isso, temos aqui um dos conteúdos dos mais palpitantes. Realmente a MSG é muito feliz, numa exposição que beira uma perfeição ditática. Fala do despertar da Alma em relação à personalidade, período em que a vida humana avança na senda do bem e vive seus melhores louros. Fala do Despertar da Alma em relação ao Espírito, onde lhe ocorre uma mudança vertiginosa, em que a Alma tende a esquecer de si mesma, passando mesmo a viver, quase que unicamente, por conta de uma transcendência de toda a sua trajetória vivida. Neste período de encantamento com o Espírito, a Alma chega a perder quase totalmente o interesse por este mundo. Aqui, a Alma vive uma autêntica revolução. A partir deste momento, deste Despertar, sempre crescente, a Alma passa a vê que a vida deste mundo é ilusória, podendo até ser considerada meio que trágica. Ao longo de toda a MSG, em sua maior parte, são inseridos os mais belos dizeres deste Estado da Alma, quando voltada para o Espírito, e não vejo como deixar de citar os seguintes destaques: "A vontade de bem desaparece, inteiramente, o que não quer dizer que a alma não exista mais e que nada mais há a fazer <> A alma toma todo o alcance do que significa Ser e não mais fazer <> Estabelecer-se na Luz basta-se a ela mesma, de algum modo <> A alma quer Ver, verdadeiramente, a causa Final, ou a Fonte primeira <> A alma quer, enfim, abandonar-se ao Espírito". Bem, ...No final de todas estas elevadas vivências, eis que o Espírito revela-se, e aí, tanto a alma como a própria personalidade, vivem seus finalmentes, na razão direta de cada qual. Tudo isto, dito pela MSG, na maior graça e beleza, e sempre na linha tênue do indescritível.

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  2. "A Revelação do Espírito é uma torrente que devasta tudo". Não tem como resistir, a única e sagrada solução, chama-se: 'Abandono'.
    Gratidão Célia, por tanta cooperação no nosso processo.Noemia

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