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16 de ago de 2012

O.M. AÏVANHOV – 16 de agosto de 2012



Mensagem publicada em 17 de abril, pelo site AUTRES DIMENSIONS.

Áudio da Mensagem em Francês

Link para download: clique aqui



Bem, caros Amigos, estou extremamente contente por reencontrá-los.
Eu lhes transmito todas as minhas Bênçãos, todo o meu Amor e venho, como de hábito, para tentar trocar com vocês, ver se vocês têm questões palpitantes a colocar-me.

Então, eu os escuto, como de hábito.
Vamos trocar juntos.

Questão: de onde vêm os sonhos?
É uma projeção ou outra coisa?

Então, aí, cara Amiga, os sonhos podem ser de diferentes naturezas: eles podem ser, como dizer..., secretados, criados pelo mental.
Eles podem ser intuitivos.
Eles podem ser ligados às atividades que foram vividas na véspera.
Há múltiplas origens dos sonhos.
Mas eles são ligados a um estado específico da consciência – que se chama o estado de sonho – que não é mais real do que o que vocês vivem aqui, nesse mundo.
E, no entanto, através dos sonhos (como através de sua vida, do conjunto de coisas que se produz em sua vida, como em seus sonhos), há, sempre, elementos que podem aportar informações, iluminar.
Mas eu não posso dizer-lhe de onde vêm os sonhos.

Agora, talvez, um neurólogo dir-lhe-ia que isso vem do cérebro.
É claro, é uma atividade elétrica – como eles dizem – que se produz em seu cérebro, mas cuja origem é de numerosas possibilidades: há sonhos premonitórios, os sonhos intuitivos, os sonhos ligados às preocupações do momento, há os sonhos simbólicos (é claro), sonhos coloridos, sonhos em preto e branco, sonhos que não têm nem pé nem cabeça (nem corpo, aliás).
Há diferentes tipos de sonhos.
É claro, não é sempre fácil saber de onde eles vêm.

Questão: a que pode corresponder, por exemplo, o fato de sonhar que alguém morre?

Aí também, não há uma única explicação.
Ver alguém morrer pode ser profético ou anunciador da morte da pessoa.
Mas, geralmente, não é isso, exceto para alguns Irmãos e Irmãs que têm o hábito de ter esse gênero de sonhos.
Ou há pessoas que são habituadas a que se previna da morte de parentes ou, então, de pessoas conhecidas.
Mas, geralmente, isso assinala ou uma transformação para essa pessoa, ou essa pessoa tem relações com vocês (ou coisas a resolver com vocês).

Mas, para o mesmo sonho, eu diria (para o mesmo conteúdo do sonho), não há um único significado, porque isso depende, profundamente, de circunstâncias nas quais o sonho produz-se.
E depende, também, eu diria, da forma de abertura da pessoa que vive esse sonho.

Portanto, não há 1 + 1 = 2.
Isso não existe com os sonhos, mesmo se, é claro, grandes psicólogos tenham tentado escrever sobre a simbologia dos sonhos.
Mas, mesmo essa simbologia dos sonhos, não tem um único pró e um único contra.
Pode haver muito numerosas explicações.

Há, também, seres que sonham muito e, outros, em todo caso, que não se lembram de seus sonhos.
Eu os lembro de que os povos – a que nós chamamos, nós, ocidentais, de primitivos – chamam a vida, um sonho.

Questão: onde estamos, durante o espaço dos sonhos?

Você está em sua cabeça.

Questão: e, portanto, não no Absoluto?

Não.
O sono, como lhes diria Bidi, é o Absoluto.
Mas o sonho, certamente, não.

É uma atividade que, qualquer que seja o sonho (mesmo se vocês sonham com paisagens fantasmagóricas, que não existem nessa realidade), aproxima-se, sempre, de uma atividade do mental, qualquer que seja esse nível (quer seja um mental intuitivo, quer sejam emoções ou contrariedades do dia anterior).

Mas o sono não é o sonho.
Eu a remeto, para isso, ao que havia sido explicado, há algum tempo (faz mais de um ano, agora), sobre os quatro estados da consciência: o estado de vigília, o estado de sono, o estado de sonho e o estado Turiya.

Questão: Assim como se pode chamar MARIA, MIGUEL, os Anciões, pode-se chamar a Fonte?

Você e a Fonte são UM.
Portanto, chamá-la é pôr em ressonância, em você, certa estrutura.

Nós especificamos, efetivamente, que vocês podiam chamar Entidades, com, ainda, uma forma.
A Fonte não tem mais forma.
O que quer dizer, assim, que, no Canal Mariano, apenas pode apresentar-se o que eu chamei de uma Entidade de Luz, ou seja, as Estrelas, ou seja, Nós, Anciões (você pode chamar-me, também, eu virei, não se inquiete), ou, então, Arcanjos, porque há, ainda, certo antropomorfismo, certa qualidade Vibratória específica, ligada à forma (o que não é mais o caso com a Fonte).

Questão: enquanto se sonha, não se está no Absoluto?

Absolutamente.
Você sai do Absoluto.
Nenhum sonho pode pretender ser Absoluto.
É excessivamente raro manifestar sonhos, para um ser humano – como diria Bidi – que é Absoluto em uma forma.
Ou, então, não é mais um sonho, mas é um estado de descorporação, de viagem na Existência, eventualmente.

Mas a lembrança nada tem a ver: não é mais um sonho.
Aquele que é Absoluto não tem mais necessidade de secretar sonhos, de maneira alguma.
E, aliás, se seus cientistas tivessem conseguido agarrar Bidi e fazer nele um eletro (como vocês chamam isso: que mede as ondas cerebrais?), vocês teriam se apercebido de que havia anomalias muito específicas, funcionamentos do cérebro profundamente diferentes.

Eu os lembro – e isso foi dito, eu creio, por ANAEL – que existem zonas precisas, ligadas às Estrelas, que correspondem ao cérebro.
Para viver o estado Absoluto, há modificações consideráveis ao nível da organização do cérebro, e é visível, é claro.
Isso não acontece em um mundo quimérico: isso acontece nesse corpo, e transforma, obviamente, o cérebro.
Transforma, também, o coração e, efetivamente, outras coisas (uma vez que os ciclos do sono não são mais, de modo algum, os mesmos, a alimentação não é mais, de modo algum, a mesma, e a necessidade do sono não existe mais).

Questão: por que esse afluxo do mental, de pensamentos, de lembranças, pela manhã, ao acordar?

A Luz tem efeitos, por vezes (como vocês sabem, nesse momento), que elimina sombras, as últimas resistências.
Para alguns, pode ser um afluxo do mental ou de lembranças – desagradáveis, por vezes – de seu próprio passado dessa encarnação.
Geralmente, é isso.

Questão: quando se está absorvido na meditação, que se esquece do espaço-tempo, o que nos faz retomar consciência?

Como lhe diria Bidi: seu saco de alimento que o chama.

Questão: o som ouvido no ouvido esquerdo está, sempre, na mesma frequência?

Absolutamente não.
Ele modula, extremamente.
É, aliás, isso que havia sido dado por meu Amigo JOÃO, SRI AUROBINDO, quando ele havia falado de flutuações de sons nos ouvidos.
Eles flutuam, também, em função de irradiações cósmicas, de irradiações solares, de pessoas que se aproximam de vocês, de seu estado Interior.
Há numerosos sons em seu ouvido esquerdo.

Questão: trata-se de sons que são ligados à abertura do Canal Mariano?

Eu falava, também desses.
Eles estão em sobreposição com o que foi chamado o Som da alma: os Nada.
O Canal Mariano é, simplesmente, a revelação, de algum modo, dessa ampola da clariaudiência, que não está mais voltada na horizontal, mas torna-se vertical.

Questão: o que é, quando esses sons são ouvidos não nos ouvidos, mas, mais, no alto da cabeça?

É, exatamente, a mesma coisa.
A um dado momento, vocês poderão, mesmo, ouvir o som de seu próprio corpo.
E eu não sei mais quem, dos Anciões – creio que foi UM AMIGO – havia falado da difusão da Vibração, que acoplava a Onda de Vida com o Manto Azul da Graça e que dava essa espécie de respiração celular.
As células, também, têm sons.
Portanto, quer seja na cabeça, no ventre, não importa onde, isso faz parte de processo normal, mesmo se não seja mais lógico, efetivamente, ouvi-lo nos arredores do Canal Mariano.

Questão: qual é essa espécie de ronronar, ouvido no ouvido esquerdo, quando vivi uma subida da Onda de Vida?

É ligado à Onda de Vida.
Do mesmo modo que, antes de fazer uma saída ao corpo astral, há uma modificação de sons nos ouvidos, um tipo de zumbido.

Quando há uma saída no Corpo de Existência, também, há uma espécie de ronronar que se produz.
É similar para a Onda de vida.
Tudo emite um som.
O problema é que o ouvido humano é limitado (como para os olhos) em uma gama de frequências.

É claro, as transformações que vocês têm vivido vão modificar essas gamas de frequências às quais vocês são sensíveis.
Isso pode concernir tanto à visão: houve o que havia sido explicado através da visão Etérea.
Há a mesma coisa ao nível dos sons.

Os chacras emitem sons, também.
Aliás, se – como lhes disse, ainda ontem, MARIA – alguns de vocês ouvem o próprio nome, à noite (foram chamados), e, outros, não o ouviram: o que isso quer dizer?
Que seu Canal Mariano está permeável a essa frequência, que é a voz de MARIA.
O que não é, ainda, o caso, para toda a Terra.

Questão: ao lado de uma pessoa em extremo sofrimento, pode-se manifestar o poder de chamar MARIA ou outro Ser de Luz para ela?

É muito diferente, de acordo com o caso.
Mas é preciso prestar atenção para não recair na dualidade, na vontade de bem.

É preferível chamá-lo para si e, naquele momento, estar alinhado, em meditação, em oração (chame a isso como quiser), ao lado dessa pessoa.
E ela aproveitará a exata radiação que é necessária para ela, ou não, em função do que você emite, nesse contato.
Caso contrário, vocês recaem nas orações, nos exorcismos, nos chamados de seres para agir sobre alguém.
Tudo isso é da dualidade.

Isso não quer dizer que seja necessário deixar o outro sofrer.
É o modo de proceder que, ou a remete à dualidade, ou não.

Questão: se se está afastado dessa pessoa, o que você acaba de descrever será sentido?

Será que a distância pode agir sobre a Luz Vibral?
É o quê, essa história?

Do mesmo modo que vocês podem fazer, por exemplo, os diferentes Yogas, a Nova Aliança, estando à distância.
O que a distância tem a ver aí?
Não é a energia vital.
É a Luz Vibral.
Nós não estamos nas energias do magnetismo, portanto, é perfeitamente possível estar do outro lado da Terra.
O espaço não existe, no sentido em que vocês o entendem, estando encarnados.

Questão: há, ainda, muitas pessoas que fazem orações junto a pessoas em sofrimento.
Pode ser, também, importante proceder diferentemente?

É muito importante proceder diferentemente.
Mas vocês não podem impedir as pessoas de fazer orações para a Terra, para a cura da Terra, para a cura de uma pessoa.
Se vocês fossem, verdadeiramente, Absoluto, não teriam qualquer vontade de trocar o que quer que fosse, uma vez que vocês são Absoluto.

Deixem cada um viver seu caminho para o que ele é.
É claro, o sofrimento chama a compaixão, chama a empatia e chama, sobretudo, a ação (seja para si ou para alguém outro).
Mas tudo depende, como diria Bidi, de seu ponto de vista, ou seja, de sua consciência.

A partir do instante em que vocês querem fazer o bem, que agem, unicamente, na vontade de bem, vocês se afastam da Unidade e afastam-se do Absoluto.
O Absoluto, digamos, é o Bem Final, porque há uma Transparência tal, que a Luz não encontra qualquer obstáculo, qualquer resistência e qualquer personalidade.

Então, naquele momento, a Luz age pela Inteligência dela, mas não pela inteligência humana que, em seu orgulho desmesurado, vai crer que, pondo a Luz sobre uma pessoa, por sua vontade egoica, ela vai curar alguém: isso não existe.

É preciso ter chegado ao nível da mestria – como o CRISTO e como tantos outros – para expulsar os demônios em nome da Luz, não estando na dualidade.
É toda a problemática, se querem, do que vocês chamam a New Age, na qual o mundo tem a impressão de que vai poder enviar a Luz por toda a parte.
Mas o que é que vocês enviam, realmente, se não é sua própria projeção de Luz?
Tudo depende de qual é seu objetivo.

Mas apreendam, efetivamente, que, de algum modo, ou vocês mantêm a dualidade bem/mal (ação/reação), ou estão na Ação de Graça.
O CRISTO, por exemplo, havia dito: «quem me tocou?».
E a mulher foi curada porque havia tocado o CRISTO.
Será que o CRISTO havia emitido qualquer intenção?
É profundamente diferente, quanto às consequências e quanto ao estado daquele que trabalha (ou que é o objeto disso).

Agora, façam como quiserem.
Se sentem que, para vocês, é preciso enviar a Luz à Terra, façam-no.
Se sentem que é preciso pedir a MARIA para curar tal pessoa, façam-no.
Mas tudo o que vocês fizerem pode apenas ser ditado por sua consciência.

A questão que há a colocar-se, é: por que vocês estão na compaixão, quando um ser humano sofre?
Por que vocês querem enviar a Luz à Terra?
O que é que, em vocês, quer isso?

Então, sei, é claro, todo mundo vai responder: o Amor, fazer o bem etc...
Mas, por trás disso, o que é que há?
Em qual jogo vocês jogam?
Cabe a vocês definir (e jogo, eu preciso, como não sou Bidi, j-o-g-o, hein?).

Questão: o que é o íntase e como se manifesta em nosso corpo?

O que é o íntase?
Primeiro, etimologicamente, é o inverso do êxtase.
O íntase é um estado profundo de absorção no Absoluto.
Isso lhes foi contado, por exemplo, por MA ANANDA MOYI (ou, também, por HILDEGARDE DE BINGEN), há muito tempo.

O íntase é um estado de absorção tal, da consciência, que não pode existir mais qualquer manifestação da consciência exteriorizada.
Não há, mesmo, mais irradiação de Luz.
A pessoa, como dizer..., como que abandonou esse corpo.
O que explica, por exemplo, que, nesse caso, o corpo pode ser, completamente, aparafusado ao solo.
Não se pode despregá-lo do solo, porque a consciência extraiu-se, inteiramente, da ilusão.
Isso é o íntase.
Ao nível do corpo, não há mais qualquer percepção.

Questão: o que quer dizer: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida?

É muita metafísica, isso.
É o CRISTO, que é suposto de ter dito isso, e Ele disse: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida».
O que quer dizer que Ele exprimia, através disso (ou, como quando Ele dizia: «Eu sou o Alfa e o Ômega», é a mesma coisa), é que, imitando o CRISTO, vocês se tornam como Ele.

Agindo, no Amor, como o CRISTO, dizendo a Verdade, dizendo o que é a vida, mostrando o Caminho, Ele pôde dizer: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida».
Não como seguir um Mestre, mas, simplesmente, imitando-o, ou seja, tornando-se como Ele.
E tornar-se Ele, aliás, para alguns.

Lembrem-se: KI-RIS-TI é o Filho Ardente do Sol.
É o Logos Solar.
É CRISTO/MIGUEL, para além do personagem histórico.
É, como dizer..., uma espécie de molde energético e um plano energético, no qual vocês vão identificar-se, para além, é claro, da pessoa.
E, naquele momento, vocês são o Caminho, a Verdade e a Vida.
Não porque vocês fazem belas palavras, não porque tratam de tal pessoa ou expulsam demônios: porque vocês se tornaram, totalmente, Transparentes.

Nada há, em vocês, que pare a Luz, porque vocês não existem mais, como pessoa.
Ou Absoluto, se preferem.

Questão: BIDI precisou que não se é os sofrimentos, essa personalidade.
Mas, no quotidiano, sou confrontado a medos, a aspectos de minha personalidade.

Isso quer dizer, simplesmente, que você não é Absoluto.
Porque, se você é Absoluto, você pode morrer, pode sofrer, pode viver não importa o quê: você não é afetada.
O que é afetado, sempre e sempre, é a personalidade.

Se você está na personalidade, sofrerá, sempre, você terá emoções o tempo todo.
Se você é Absoluto, as emoções fazem apenas passar.
Você não está mais instalada nesse corpo, está, totalmente, presente, eu diria, no Universo (é uma representação).

Mas, o que acontece em sua vida, o que acontece a esse corpo não pode mais perturbá-la.
Se você é perturbada, é que está em sua personalidade: é tão simples assim.

A vida de muito numerosos místicos, de muito numerosos santos (no Oriente e no Ocidente) mostrou-lhes isso, de modo evidente.
E o próprio Bidi, quando estava encarnado, teve um câncer que dá muita dor, mas ele jamais sofreu.
Eu repito: o que quer que os afete, o que é afetado, é a personalidade, sempre.

Quando a consciência está na Última Presença, ou quando há – como ele diz, já – não consciência.
Não, não não-consciência, mas quando vocês são Absoluto ou Último, o que acontece a esse corpo, o que acontece ao que você nomeia esse concreto, não pode perturbar o que você É.
E, aliás, não há razão alguma para que o quotidiano seja afetado pelo que quer que seja, quando você é Absoluto, uma vez que, naquele momento, há tal Transparência, que não pode haver qualquer sofrimento.
Pode haver fadigas, pode haver, ainda, humores, mas, em caso algum, o concreto pode desenrolar-se e provocar alterações do que você É.
Se há uma alteração do que você É, é, simplesmente, que é a personalidade.

Questão: portanto, concretamente, nessa vida quotidiana, como superar os medos?

Nada se pode fazer.
É, efetivamente, o que eu disse.
Ou você se põe na personalidade, ou você não é mais a personalidade.

Mas reflitam bem: se, em sua vida, você exprime um medo ou algo que a perturba, o que é que exprime esse medo?
O que é que exprime essa contrariedade ou que a perturba?
É, obviamente, a personalidade.

Aquele que está em Samadhi (e que está na Morada de Paz Suprema), não pode, mesmo, ser afetado por uma dor (a mais violenta que seja).
Não pode haver a surpresa.
E, ainda uma vez, eu lhe digo: não há qualquer razão para que isso se manifeste.

Isso foi dito: o medo é o obstáculo principal para o Absoluto.
Se vocês manifestam medos, não podem ser Absoluto.
É impossível.

Portanto, o concreto (como você diz), o quotidiano (como você diz), se esse quotidiano a afeta, a perturbação, o que é que está perturbado, se não é a personalidade?
O Absoluto não pode ser perturbado pelo que quer que seja, mesmo em uma forma.
Há exemplos numerosos.
E místicos, podia-se queimá-los.
Podia-se fazer não importa o quê, eles permaneciam nesse estado específico.

Portanto, concretamente, nada há a fazer: ou você sai da personalidade, ou você ali permanece.
Portanto, o objetivo não é não ver o que está aí, mas ser Transparente porque, quando você é Transparente, nada pode afetar essa Transparência, o que quer que se desenvolva em sua vida.

Portanto, se existem medos, se existem resistências, o que isso quer dizer?
Que a personalidade está aí.

Lembrem-se: vocês não podem permanecer na personalidade – qualquer que seja, mesmo a mais equilibrada – e viver o Absoluto: isso não é possível.
Enquanto há essa revolução da consciência (que os conduz à Presença, ao Eu Sou, à Última Presença), vocês serão afetados.

Por que Maria falou-lhes, sem parar, da palavra Paz?
Quantas vezes foi pronunciada essa palavra Paz, ontem?
A Paz não é algo que se vá tentar cultivar, não vendo os problemas, negando-os, ou o que quer que seja.
É algo que se estabelece em si, que faz com que haja essa famosa Transparência.

Mas, enquanto você se tem em sua própria vida, enquanto se tem em sua própria pessoa (isso foi dito, de múltiplos modos, há vários meses), enquanto você crê que tem uma história, uma profissão, um emprego, uma função, você não é Absoluto.
É preciso soltar tudo isso.
Isso não quer dizer, eu repito, abandonar o trabalho, abandonar a família.

Como disse BIDI, é mudar de ponto de vista.
Naquele momento, a Transparência instala-se, mas não antes.
Portanto (sobretudo hoje), se restam, em vocês, medos, apreensões, interrogações, se vocês querem ali aportar uma solução (o que é lógico): vocês vão comportar-se na dualidade (qualquer que seja a expressão do que os incomoda, quer isso lhes concirna ou concirna a alguém que está em seu ambiente).

Vocês não podem Abandonar-se (Abandonar-se à Luz, Abandonar a personalidade) e, ao mesmo tempo, querer agir nessa personalidade.
É lógico, não?
Está aí o dilema no qual vocês são confrontados.

E há apenas uma única solução (isso foi dito e repetido): Humildade, Simplicidade, Desidentificação, Refutação etc. etc...
O Samadhi, a Última Presença, o Absoluto não são fugas da realidade (ou do concreto), é uma Transcendência total do concreto, não pela vontade pessoal, não por uma reação, mas por um estado de Ser – ou um estado de não Ser – para o Absoluto.

Enquanto vocês procuram uma solução na personalidade, vocês não resolverão a equação da personalidade.
É tão simples assim.

Então, CRISTO havia dito: «Busquem o Reino dos Céus e o resto ser-lhes-á dado em acréscimo».
É, estritamente, a Verdade.

Questão: se se atinge esse estado de Paz, isso impede os estados de doença?

Por qual razão?
Esse corpo é mortal.
Em contrapartida, qualquer que seja a perturbação, a doença, as contrariedades ou outros, a consciência – e a Entidade – que está aí, não é mais, de modo algum, afetada.
É uma questão de sensibilidade.

Há seres que são hipersensíveis ao nível do coração, do corpo: eles vão ter uma pequena dor, vão pôr-se a gritar.
Há pessoas que são muito resistentes: elas vão sentir a dor, mas nada vão manifestar.
E, depois, há aqueles que são Absoluto ou na Última Presença: «sim, bem, uma dor está aí, e então?».
É a identificação ao corpo que é responsável pela dor e pelo sofrimento, nada mais.
E, eu repito, isso não quer dizer que seja preciso renegar o corpo.

A Paz é isso.
E, quando foi explicada a Morada de Paz Suprema (Shantinilaya), quando Maria falou, ontem, de Paz, e tudo o que foi dito por UM AMIGO sobre «ficar tranquilo».
Isso vocês vão poder verificar por si mesmos, com o que vai balançar.
É fácil falar de espiritualidade, falar de Vibração, quando tudo vai bem.
Mas, quando tudo vai mal, o que é que acontece?
Será que vocês são capazes de permanecer na mesma Paz ou não?
Se sim, então, vocês estão na Última Presença ou Absoluto.
Se vocês estão contrariados ou afetados, ou no medo, ou no sofrimento, ou na emoção, isso quer dizer que, simplesmente, a personalidade está, ainda, na dianteira da cena.

Questão: após um regime monástico, a vontade toma-me, de repente, de comer o que eu não comia, de hábito.
O que eu faço, não querendo parecer o que eu não sou?
É da ordem da resistência ou é outra coisa?

É, unicamente, da ordem da personalidade.
Como diz essa pessoa, ela fez um regime monástico, o que quer dizer que ela mesma fechou-se em regras, esperando que, fechando-se nessas regras, isso ia, como por acaso, desaparecer.
O natural voltou a galope.

Como vocês dizem: «expulse o natural, ele volta a galope».
Tudo aquilo a que vocês vão opor-se, com a personalidade (é a mesma questão de há pouco, em relação às imposições ou às contrariedades da vida comum), tudo o que vocês vão querer preparar, antecipar, controlar, vai explodir-lhes na cara, cada vez mais.

Então, está ótimo, para a vida 3D, até o presente, controlar as coisas, prevenir as coisas, preparar, antecipar.
Mas isso era bom para manter uma aparência de segurança.
Mas a verdadeira segurança não está aí.
Isso faz apenas traduzir medos.
E aquele que se contraria por um regime monástico, assim, encontra-se confrontado a quê?
Ao retorno da manivela [reação].
Mas é normal.

Retenham, efetivamente, que todo excesso – qualquer que seja – tem por base a personalidade.
Toda privação, também.
A espontaneidade do comportamento, a espontaneidade da consciência exprime-se diferentemente, justamente, de acordo com o que se agiu através da personalidade ou conforme se esteja na Última Presença, na Paz ou no Absoluto.
A diferença é flagrante.

Quando vocês são Transparentes, Absoluto, Última Presença, quando estão na Presença, o que é que foi dito?
Que é a Ação de Graça, a Divina Providência (vocês a chamem como quiserem), a Inteligência da Luz que vai reger sua vida.
Portanto, em nome de que vocês agiriam pela personalidade?
Cabe a vocês ver.
E isso será cada vez mais evidente e violento.

À época, eu falava de colocar sob o tapete, vocês se lembram.
Depois, eu disse: «retirou-se o tapete».
Agora, é cada vez mais evidente.

Se algo se manifesta em sua vida, o que quer que se manifeste em sua vida, primeiro, apreendam – mesmo se vocês não o compreendam – que é, sempre, para ir para a Luz, mesmo se o elemento que se desencadeia pareça-lhes horrível (eu já disse isso, há pouco tempo, há apenas um mês).
Mas, hoje, mais do que nunca, a Luz está cada vez mais intensa.

Portanto, ou vocês deixam fazer a Luz, que não quer dizer renunciar à sua vida, mas tornar-se Transparentes à sua própria vida.
Então, é claro, a Luz não vai fazer um cheque em seu lugar.
Mas, se vocês vão ao que nós havíamos dito há anos: a Fluidez da Unidade, a Sincronia, se vocês estão na confiança, no Abandono da personalidade, para além do Abandono à Luz, é claro que sua vida vai desenrolar-se sem qualquer contrariedade.

Mas, se vocês resistem, o que é que vai acontecer?
Isso vai tornar-se cada vez mais complicado.
Portanto, em resumo: ou vocês são, ainda, uma pessoa submissa à personalidade, ou vocês não são mais uma pessoa.

E o que diz essa pessoa é perfeitamente exato: ela controlou, dirigiu sua vida, por um regime monástico (eu creio, ela disse), para aperceber-se de que tudo lhe explodiu na cara.
E ela encontra boa consciência, dizendo: «Oh, bem, é preciso deixar fazer, é a Luz».
Não, não é a Luz, isso: é a personalidade.

Questão: a personalidade é um elemento, apesar de tudo, útil?
Por exemplo, as pessoas no fim de vida podem desenvolver mais Paz para sua passagem, se colocam atos ligados à personalidade, como gerir sua herança?

Mas útil para quem e para quê?
Para a herança, sim.
É um problema de personalidade, concorda?
É uma paz ilusória.

O que vocês não apreendem, verdadeiramente, é que: quem controla?
É a personalidade ou o que vocês São, em Verdade?
Quem dirige esse saco de alimento (como diria Bidi)?
Seu mental, sua pessoa ou o que vocês São, em Verdade?

As implicações, as consequências não são, de modo algum, as mesmas.
A paz de que você fala é a organização de seus negócios.
Qual relação com o Absoluto, uma vez que, de qualquer modo, esse saco – como você diz – está morrendo para essa pessoa?
Ela parte com a consciência tranquila, como se diz.

Mas de qual paz trata-se?
Se vocês buscam a paz da personalidade, vocês nada têm a fazer aqui.
A Paz de que fala MARIA nada tem a ver com esse gênero de paz.
Eu espero, pelo menos, que vocês apreendam isso.

Quer você regularize seus negócios ou não, isso nada mudará no desaparecimento da personalidade, estamos de acordo.
Isso mudará, sempre, algo, para aqueles que permanecem, sobretudo se eles estão na personalidade, eles também.
Não se fala das mesmas coisas, aí.

A Paz espiritual nada tem a ver com a paz da pessoa.
Aquele que é Absoluto – e que está na Morada de Paz Suprema – não é, em caso algum, concernido pela morte desse corpo, nem pelo sofrimento, eu disse.
É profundamente diferente.

Questão: as famílias espirituais existem, unicamente, ao nível da alma ou podem existir, também, ao nível da Essência?

Absolutamente não.
As famílias espirituais podem ser, por exemplo, ressonâncias de linhagens ou de referências, de origem estelar.
Mas é tudo.
A noção da palavra família é extremamente limitante.
Então, efetivamente, há alianças, digamos (familiares, se se pode dizer), entre diversas origens estelares, com óperas cósmicas, digamos.
Mas tudo isso é extremamente limitado em relação ao Absoluto, uma vez que o Absoluto não reconhece separação.

Ao nível do Absoluto, não há, mesmo, mais linhagem, não há, mesmo, mais origem estelar.
Agora, é a vocês que cabe estabelecer-se onde querem.
Eu repito, há apenas uma que é verdadeira, e a outra, que é falsa.
É uma Verdade que está em diferentes níveis.
E o que está em um nível é verdadeiro para aquele que ali está, mas não é verdadeiro para aquele que ali não está.
E isso não é, absolutamente, contraditório.

Prestem atenção a essa noção de família espiritual.
Havia, também, uma história de família de almas.

É muito engraçado encontrar almas irmãs, pessoas com quem se crê que se teve coisas lá em cima etc. etc...
Mas, frequentemente, são álibis.
Não se esqueçam de que as leis que regem o Universo, ao nível dos Mundos Unificados, não têm qualquer correlação possível com as leis desse mundo.

Portanto, enquanto vocês são baseados na experiência e na vivência do que conhecem, nesse mundo, vocês fazem apenas transpor aos outros mundos.
Não é assim que funciona.
Aliás, a problemática do ser humano, quando ele morre, é de crer que ele vai continuar a fazer as mesmas coisas.
Então, ele não leva seu dinheiro, ele não leva seu marido ou sua mulher, ele não leva seus filhos nem sua casa: o que é que ele faz?
Ele vai reproduzir a mesma coisa do outro lado.
Ele não saiu da ilusão, nem do albergue (entre aspas).
Mas tudo isso vai mudar, uma vez que vocês sabem: vocês são, todos, Liberados.

Mas não confundam as coisas: a palavra Paz, a Paz espiritual, Shantinilaya, nada tem a ver com a consciência tranquila (como o exemplo de há pouco, de pôr seus negócios em ordem, para partir tranquilo).

Não temos mais perguntas, agradecemos.

Em todo caso, eu lhes agradeço muito por todas as suas questões, que são sempre muito enriquecedoras para aqueles que ouvem e lerão essas conversas.

Portanto, eu lhes transmito todas as minhas Bênçãos, todo o meu Amor.
Fiquem bem.
Até breve.
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Um comentário:

  1. 1 - Lembrem-se: vocês não podem permanecer na personalidade – qualquer que seja, mesmo a mais equilibrada – e viver o Absoluto: isso não é possível. 2 - A Paz não é algo que se vá tentar cultivar, não vendo os problemas, negando-os, ou o que quer que seja. É algo que se estabelece em si, que faz com que haja essa famosa Transparência. 3 - Vocês não podem Abandonar-se (Abandonar-se à Luz, Abandonar a personalidade) e, ao mesmo tempo, querer agir nessa personalidade. 4 - Portanto, em resumo: ou vocês são, ainda, uma pessoa submissa à personalidade, ou vocês não são mais uma pessoa. 5 - Ao nível do Absoluto, não há, mesmo, mais linhagem, não há, mesmo, mais origem estelar. 6 - Não se esqueçam de que as leis que regem o Universo, ao nível dos Mundos Unificados, não têm qualquer correlação possível com as leis desse mundo.

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